Jady, NÃO ME MATE.

Gabriel, Sinto muito.

Sinead Katherine Starling:

Estava em casa, dando uns amassos no Hamilton, quando o celular vibrou.

- Hamilton... Dá... Licença...

- Deixa vibrar...

- Não...

- Sim...

- Rapidinho, Hammer, juro...

- Então tá... Mas não demora, O.K?

- O.K.

Atendi o telefone.

Sinead: Oi, Emmy. O quê foi?

Amy: Sinead, você está MUITO ocupada?

Sinead: Mais ou menos... Porque?

Amy: É que eu preciso da sua ajuda.

Sinead: Ai, Emmy...

Amy: É sobre a minha avó. E os Madrigais.

Sinead: O quê? Tá, Amy, já vou.

Eu desliguei.

- Hammer, eu preciso ir, sério... Desculpa...

Ele me pegou pela cintura e sentei em seu colo.

- Não pode ficar mais um pouquinho? Por Favor...

Dei um beijo nele e me soltei.

- Querido, se eu pudesse ficava, mas é URGENTE, sinto muito...

Fui pro andar de cima da minha casa e me troquei. Se era uma coisa Madrigal urgente, eu não podia ir de minissaia fúschia e violeta claro com uma camisa também fúschia com um ursinho carregando um coração vermelho cheio de purpurina. Coloquei uma camisa pólo vermelha e prendi o cabelo castanho-avermelhado com um elástico de cabelo roxo claro. Também coloquei o jeans Levis e fui andando até a casa de Amy e Dan.

Amy Hope Cahill:

Depois que eu liguei, Sinead só levou cinco minutos. Mas pareceu uma eternidade. Quando ela tocou a campainha, eu fiquei histérica.

- Sinead!

- Oi, Amy, o que... AI!

A puxei pelo braço e devo ter apertando muito. Eu estava tão nervosa que podia acender uma lâmpada com a minha eletricidade. Simplesmente não conseguia me sentar.

- Amy!

- Desculpa, Sinead. Mas É URGENTE. Vem cá.

Peguei Sinead pelo braço de novo e descemos para o subterrâneo. Senti ficar mais quente. Eram 60 metros abaixo da superfície. Lá fora estava agradável, 26º graus. Lá dentro, quase 30º.

- Tinha me esquecido de como esse túnel é quente-, disse Sinead.

- Relaxa. Estamos quase chegando.

E estávamos mesmo. Logo se abriu uma grande biblioteca, irradiada pela luz do sol. Se você se pergunta "luz do sol no subterrâneo?", eu posso explicar: No nosso quintal, tem dutos de ventilação. A luz do sol entrava por aqueles dutos.

- Emmy, por que você me trouxe aqui?

- Preciso te mostrar uma coisa-, eu disse.

- Espere aqui.

Fui até a outra mesa e peguei o rolo com muito cuidado.

- Si, olha, esse é um rolo de filme antigo. Eu queria saber se tem um jeito de nós assistirmos em algum lugar. Sabe de um projetor por aí?

- Amy, VOCÊ disse que era uma coisa Madrigal URGENTE. Me diz, VERDADEIRAMENTE: O que diabos é isso?

- Sinead, agora eu não posso explicar. Mas, POR FAVOR: SABE. DE. ALGUM. PROJETOR?

- Sim. Me dá uns cinco minutos.

Sinead ligou o computador e entrou na internet. Entrou na Cahill Web e nos arquivos Ekaterinas. Depois, na Lojinha do Gênio, que vendia produtos Ekats. Entre as preciosidades, um projetor dos anos 40, roubado de Hollywood, totalmente controlada por Janus. Em dois cliques, Sinead comprou com seu CARTÃO EKAT: GAMMA.

- Pronto. Tinha um na loja de Boston, então chega aqui em Cambridge daqui a... 30 minutos.

- Ótimo. Obrigada, Si. Você é mesmo demais.

- Muito obrigada, eu já sei.

Ela fez uma reverência, como no teatro. Muito engraçada.

- Metida a Janus agora, Sinead?

- Que nada, filha. Sou uma Ekat/Madrigal com MUITO orgulho!

Ficamos conversando sobre VÁRIOS assuntos. O Hammer, o Evan, Livros, Filmes. Meia hora depois...

- A campainha! Já chegou o projetor?

- Não te falei? Os Ekats são fodas!

Eu e Sinead fomos pegar o projetor. Tiramos a caixa, o plástico e montamos.

- Ótimo, vamos ver como essa belezinha funciona.

Pegamos o rolo e vimos o filme.

Eu comprei O Último Desafio. Cara, é COMPLETAMENTE FODÁSTICO.