N/A: Como sempre, eu não possuo nada além dos personagens originais e das sutuações em que eu os coloquei. Todo o resto pertence a outra pessoa e é assim que deve ser. Obrigada por lerem e espero que gostem!
Encarando os fatos
Como ninguém estava conseguindo tirar da cabeça a idéia do pai de Nemu juntamente com sexo logo, todas elas estavam ansiosas para prosseguirem para a décima terceira e última divisão do Gotei. Já que ela conhecia mais o capitão Ukitake, Nanao decidiu que ela iria começar o papo. "Então isso nos leva ao Capitão Ukitake. Pessoalmente, eu sempre achei que ele é o tipo de homem com quem as garotas casam depois que cansaram de ficar tentando mudar os canalhas. Ele... é um cavalheiro."
"Isso é um jeito de se pensar." Concordou Matsumoto com uma risadinha. "Ele é o tipo de cara que se te ver andando sem roupa, vai te oferecer as próprias roupas para se cobrir."
Sentindo-se culpada, Hinamori mais uma vez se levantou para defender mais um homem que as outras tinham colocado na fogueira. "Eu acho ele um homem muito doce." Lançando olhares de censura para todas elas, Hinamori deixou claro que ela já havia deixado de achar tudo aquilo remotamente engraçado a muito tempo. "E não tem nada errado em ser um cavalheiro."
"Elas nunca disseram que tinha." Disse Rukia, começando a achar a garota um pouco irritante. Elas não estavam dizendo nada de safado ou pervertido. Ela ouviu dizer que os homens faziam coisas bem piores, falando sobre mulheres ou sobre seus encontros, ou a falta deles. "E eu acho que ele é um cara ótimo. Eu aposto que ele só não é casado porque é doente."
"Boa. Tossir sangue realmente quebra o clima. E as vezes ele age meio que... ahn... sem ofenças a ele, mas quando eu o vi pela primeira vez pensei que ele fosse gay. Ele e o capitão Kyoraku passam um pouco essa imagem..."
Sabendo bem do que Matsumoto falava, Nanao a lançou um olhar compreensivo. "É, eles passam mesmo, mas confie em mim, não tem nada disso. Eu pensava a mesma coisa quando eu entrei para a oitava divisão depois observa-los por um tempo, mas entre eles é muito mais coisa de irmão do que de namorados ou algo do tipo."
Os "irmãos" estavam ambos sentindo um desespero que não tinham certeza se já tinham sentido antes e muito menos se poderiam se recuperar dele. Para o capitão Kyoraku, a idéia de sua Nanao-chan já tem pensado que ele era gay era demais para ele aguentar. Sua vida e seu ego estavam ambos se esfarelando nas mãos de sua amada tenente.
O capitão Ukitake estava igualmente deprimido com a idéia de que as pessoas já tivessem achado que ele fosse gay, mesmo que não tão profundamente quando seu melhor amigo. Era fato de que as pessoas tinham pensado que ele e Shun eram namorados que o deixava em pânico. Só de pensar nisso ele...
"Eu falei pra vocês correrem." Comentou Hisagi balançando a cabeça, oferecendo suas simpatias aos dois capitães mesmo que por dentro ele estivesse aliviado ao saber que ele não havia sido o único a pensar aquelas coisas sobre os dois no passado.
"Pelo menos agora acabou." Era o que o capitão Kuchiki tinha a dizer sobre toda aquele fiasco. "Agora nós podemos parar de agir como idiotas e ir embora antes que elas percebam que estivos espionando."
"Isso é tudo pelos homens, mas eu acho que nós não estamos levando em conta uma parte muito importante de tudo isso." Disse Nemu agora que a discussão havia se acalmado e entrado num clima mais pensativo.
"E o que seria?" Perguntou Hinamori mesmo sabendo que provavelmente não iria gostar da resposta.
"Nós estamos deixando de contar nossa própria carência. Não são apenas os homens quem estão com falta de companhia e relações sexuais. Nenhuma das mulheres das divisões já foi casada, enquanto o capitão Kuchiki e o ex-tenente Shiba foram casados até que suas esposas falecessem. Eu poderia até dizer que as mulheres estão ainda pior que os homens. Não nos colocar sobre as mesmas críticas iria tirar o crédito de toda essa pesquisa."
O silêncio tomou conta enquanto as mulheres foram obrigadas admitir que elas estavam não tentando pensar sobre esse ponto até que Nemu trouxesse isso a tona. "Não é como se a gente não tentasse... nós só temos um péssimo gosto para homens." Disse finalmente Matsumoto, soando um pouco na defensiva. "E ter mal gosto para homens é melhor do que perder uma transa em qualquer situação."
"Não, vamos ser honestas." Interrompeu Nanao com um expressão cansada no rosto. "Nós estamos tão ruins quando eles. Eu não consigo lembrar da última vez que eu sai com alguém. Eu poderia jogar a culpa no fato de eu estar fazendo o trabalho de duas pessoas ao invés de uma, mas mesmo assim... Eu nem mesmo me importo de estar sozinha na maioria do tempo. Eu nem penso sobre isso, exceto no Dia dos Namorados, quando eu não recebo nada além de mais uma tentativa do meu capitão de provar que ele um idiota maior do que eu imaginava no ano passado."
"Pelo menos você ganha algo de alguém que se importa com você como pessoa. Todo mundo que me dá algo é apenas para tentar arranjar uma maneira de tirar a minha roupa." Rolando os olhos, Matsumoto definitivamente não estava nem um pouco ansiosa para Junho chegar. "E eu podia culpar o Gin por ficar na minha cabeça, mas eu apenas não estou interessada em nenhum dos caras que dão em cima de mim. Eu acho que eu gosto muito dos canalhas e eles nem mesmo existem mais."
"Porque as mulheres gostam tanto dos canalhas?" Perguntou Nemu, já que tudo aquilo não fazia sentido nenhum para ela. Um homem decente não seria mais atraente do que um patife?
"Porque nós somos idiotas." Foi a resposta simuntânea de Nanao e Matsumoto, olhando uma pra outra antes de caírem na gargalhada.
Sentindo-se um pouco insultado, a carranca de Hisagi era visível até mesmo no escuro. Ele era um canalha, caramba. E daria uma surra em qualquer um que dissesse o contrário. Ele tinha tatuagens, merda. Ele xingava e amaldiçoava e bebia e... o que mais elas queriam?
"Pelo menos elas não estão mais falando de cada um de vocês especificamente." Cercado por homens em vários estágios de ego ferido, Hitsugaya estava se divertindo demais pra ir embora agora. Era muito mais divertido assistir os uma vez orgulhosos e confiantes capitães do Gotei 13 sendo reduzidos a bebês inseguros e obcecados por seu próprio ego. Até mesmo o capitão Kuchiki havia estremecido nas bases algumas vezes.
"Alguém que foi dispensado por ser muito infantil para ser tratado como homem não tem nada do que se orgulhar."
A resposta ácida não foi bem recebida por Hitsugaya, que olhou para cima encontrando os olhos escuros e profundos de Zaraki. Não, era melhor manter a boca dele fechada e voltar a se divertir com o sofrimento dos outros. Ele não queria perder um minuto disso por estar ocupado limpando o chão com Zaraki enquanto os outros tentariam para-los. As coisas podiam realmente ficar feias.
"Bem, eu estou indo." Desaparecendo rapidamente, o capitão Kuchiki foi para sua casa para esperar Rukia voltr. Então eles iriam ter uma conversinha.
"Acho que nós podemos todas concordar com a idéia de que as mulheres são tão ruins quanto os homens, sem criticar uma outra para que nós todas possamos ir pra casa e afogar as mágoas num pote de sorvete?" Apenas parcialmente brincando, Matsumoto não queria nem pensar em ter a própria vida sexual analisada. Isso seria deprimente demais. "Eu acho que os verdadeiro problema seria achar uma jeito de tirar todas nós desse buraco e conseguir alguma ação."
"Por que nós iriamos querer fazer isso?"
Todos os olhos se viraram para Nemu, nenhuma delas saber como responder a pergunta já que Namu parecia extremamente séria. Ela não poderia estar falando sério, não é? Sem chance.
Como ela podia perceber que alguma coisa estava errada, Nemu tentou explicar o que ela quis dizer de uma maneira melhor, esperando entender as reacões delas. "O que eu quero dizer é, nenhuma de vocês nunca expressou o desejo da maternidade até agora então porque vocês iriam procurar por parceiros sexuais? Não faria mais sentir procurar por um parceiro quando vocês estiverem querendo uma criança? Ou vocês querem ter filhos agora?"
Já que Hinamori estava ocupada de mais ficando vermelha como um tomate de novo e Matsumoto estava evidentemente lutando para não cair na gargalhada Nanao suspuriou, percebendo que ela teria que ser a adulta da ali. Merda. "Não se faz sexo apenas para a reprodução, Nemu."
"Oh." Isso era uma informação nova e Nemu queria explorar mais a fundo. "Mas eu não entendo. Quando o coito foi explicado para mim me pareceu um processo extremamente desorganizado e desconfortável, com poucos benefícios além de garantir a continuidade da espécie. Não está certo?"
"Ai, caramba." Era tudo o que Rukia conseguia dizer, tentando não imaginar o que aquele pai sinistro poderia ter dito para ela. Não que a conversa que ela havia tido sobre o assunto tivesse sido muito informativa também. Não, tinha sido bem curto e direto ao ponto. Não faça sexo até o casamento era a moral da história.
"Ah, é que... me ajuda aqui, Matsumoto. Não, pensando bem, não ajuda não." Levantando uma mão para impedir qualquer coisa que Matsumoto fosse dizer, Nanao enrijeceu suas feições e pedir para Deus para não estragar tudo. "Sexo pode ser desorganizado e também desconfortável, mas não é sempre. Pode ser uma experiência muito agradável em que as duas pessoas envolvidas se importam uma com a outra e com o prazer proporcionado para ambas."
"É, pode ser melhor do que uma barra de chocolate Rheo Thompson."
Nanao, Rukia e Hinamori encararam Matsumoto chocadas, sendo que Nanao foi a primeira a conseguir recuperar a voz. "Não existe sexo que seja melhor que aquele chocolate. NADA é melhor do que aquele chocolate."
"Ah, tem sim. Eu tive. Porque você acha que eu ficava com o Gin? Com certeza não era pela personalidade e aparência radiantes."
"Porque os malvados são sempre os únicos bom de cama?" Perguntou Rukia para si mesma, ainda digerindo a idéia que sexo poderia ser melhor que seu chocolate preferido. Isso não podia ser possível, especialmente por causa das histórias horrorosas que elas tinha ouvidos das outras garotas sobre os caras nojentos que elas tinham sido estúpidas o suficiente pra dormir.
"Eu acho que é alguma coisa na cabeça deles." Sugeriu Matsumoto. "Eles tendem a ser perfeccionistas, com uma necessidade enorme de mostrar que eles são melhores que todo mundo. E também precisam ter seu ego constantemente alimentado, o que faz com que eles vão longe só pra provar como são incríveis. Abençoadas sejam sua maldade, almas perversas."
"Elas realmente devem gostar daquele chocolate." Ouvindo elas discutires se sexo seria ou não melhor que o tal chocolate Thompson, Hisagi estava muito feliz por nunca ter dormido com nenhuma delas. Se ele tivesse, e elas ainda achassem que uma barra de chocolate estúpida era melhor que transar com ele, ele tinha sérias dúvidas se seria capaz de superar isso. Isso é o tipo de coisa que deixa um homem impotente para o resto da vida.
"Elas costumam cair em cima daquele chocolate como lobos." Concordou Hitsugaya com o um olhar pensativo. "Eu faço chantagem com Matsumoto com aquele chocolate sempre."
"É uma boa idéia. Dê um desses para a Nanao-san, Shunsui. Ela obviamente gosta muito deles." Tentando ser positivo, o que era difícil na atual situação, Ukitake tentou achar algo de bom em tudo aquilo. "Pelo menos agora você sabe que a maioria dos relacionamentos passados dela não acabou bem. Isso significa que você não precisa se preocupar com antigos namorados entrando no seu caminho."
"Você não está ajudando."
"Desculpa."
Todas as mulheres suspiraram com as lembranças de todos os homens que as enganaram ou pior, as entediado até o último fio de cabelo. "Porque é tão difícil achar um bom homem? Porque eu não posso acordar um dia e encontrar um cara decente que me fará feliz?"
"Porque eles são casados, gays ou podem ficar com alguém melhor que nós?" Foi a resposta atrevida de Matsumoto para a pergunta de Nanao.
"Mas o capitão Kyoraku é um bom homem e se importa muito com você, tenente Ise." Apontou Nemu, interrompendo o que Nanao ia dizer. "Porque você não fica com ele?"
"Porque ele nunca tentou me convencer de verdade. Ah, ele me dá presentes e dá em cima de mim, mas ele nunca fez nenhum esforço concreto para me conquistar. Você provavelmente seria melhor tentando ganhar qualquer uma de nós do que os homens com que a gente convive, Nemu. Pelo menos você iria pensar em como se aproximar e iria levar em conta as nossas personalidades."
Levanto isso como um elogio, Nemo sorriu com um olhar satisfeito no rosto.
"Hmm... isso é uma possibilidade interessante. Okay, Nemu, se você fosse o capitão Kyoraku e quisesse cortejar a Ise, o que você faria?" Perguntou Matsumoto, curiosa para ver o que a garota iria dizer. Afinal, romance não era uma coisa que Nemu conhecia bem.
"Eu faria a minha parte da papelada e deixaria ela saber como ela é valiosa para mim e para a minha divisão. Eu insistiria em acompanhar ela até sua casa toda noite e a levaria para almoçar nos lugares que ela mais gosta quando estivermos trabalhando juntos. Eu compraria lírios, já que são suas flores preferidas e eu nunca lhe daria roupa de banho e lingerie inapropriada porque eu sei que ela acharia brega e atrevido demais. Eu chegaria sempre na hora e cuidaria da minha aparência, já que Ise dá valor para essas coisas. Eu a levaria para lugares calmos e reservados, porque ela não gosta de barulhentos ou de multidões, e diria a ela que eu a amo, não faria como o verdadeiro capitão Kyoraku faz e fazer com que isso soasse hesitante ou como uma brincadeira. Eu seria séria porque eu quero que ela saiba que eu realmente quero isso e que estou disposta a correr o risco da rejeição, não me refugiando ou fingindo que é de brincadeira. Devo continuar?"
"Não, você provou muito bem o que eu quis dizer. Viu, ela se sairia melhor do que ele."
"É por isso que você não dá um chance pra ele?" Perguntou Rukia, tendo sempre se perguntado, assim como todo mundo, porque Ise e Kyoraku ainda não estavam juntos.
"Exatamente. Se ele honestamente sentisse por mim o que todo mundo acha que ele sente, ele tomaria uma atitude e seria homem. O capitão Kyoraku é um preguiçoso e as únicas vezes que ele mexe o traseiro e faz alguma coisa é quando ele realmente quer e se importa ou quando eu o obrigo a fazer. Se eu realmente fosse importante, ele faria um esforço. Eu me importo com ele e poderia até mesmo aprender a ama-lo se eu me permitisse. Mas porque eu iria fazer isso se eu não preciso? Eu quero um homem que lutaria até a morte por mim e queira morrer junto comigo. Que me arrastaria pelo cabelo se eu tentasse deixa-lo. Eu quero um homem que não aceitaria um não como resposta, caramba, e que me ame o suficiente para arriscar tudo se fosse para ele me ter."
Entendendo completamente, Matsumoto deu um tapinha no ombro da amiga. "E eu quero o irmão dele."
Acenando, Rukia concordava completamente com elas. "Acho que todas nós queremos. Bem, exceto pela parte do cabelo, não que eu tenha o suficiente para ele me arrastar por ai."
"Sabe, eu acho que nós deveríamos fazer um pacto." Sugeriu Matsumoto, com um olhar determinado no rosto. "Prometendo umas para as outras que faremos alguma coisa melhor do que nossa atual horrível e quase não existe vida amorosa. Vamos prometer também ajudar uma a outra de qualquer jeito que pudermos e nós... sei lá... vamos nos dar apoio moral quando necessário. Nós deveríamos todas colocar um objetivo, com uma semana de prazo para nos colocarmos no caminho certo."
Desconfiada até os dedos dos pés, Hinamori olhou para as mulheres mais velhas com um olha de dúvida. "Que tipo de objetivo?"
"O que for melhor para você." Sugeriu Nanao, já que ela tinha o pressentimento que elas conseguiriam que as mais novas cooperassem se o objetivo mais pessoal do que se fosse algo mais... atrevido. "É para ser um pequeno passo para fora da sua zona de conforto mas nada sério o bastante para que a gente tenha que te forçar ou algo do tipo."
"Meu objetivo é repensar sobre as relações sexuais entre homem e mulher, pesquisar e então tentar achar um homem que meu pai não tentará matar e ver se ele estará disposto a me deixar testar os resultados nele."
"Eu estava pensando numa coisa um pouco menor." Tendo visões horríveis da garota propondo algo assim para algum cara na rua, Nanao colocou uma mão sobre o ombro de Nemu. "Como um encontro ou um beijo."
Já que isso parecia importante para sua amiga, Nemo acenou concordando. "E você, tenente Ise? Qual vai ser seu objetivo?"
Pensando um pouco, Nanao respirou fundo antes de responder. "Meu objetivo para a semana é melhorar minha aparência e guardarroupa. Se eu vou conseguir um homem é melhor eu fazer mais esforço para ser vista como atraente e disponível. É hora de eu começar a soltar meu cabelo um pouco, no sentido real e figurado."
"Meu guardarroupa gostaria de uma reforma também." Admitiu Rukia, pensando nas roupas simples e comuns que compunham seu atual guardarroupa. "E eu vou reavaliar os homens que conheço e tentar pensar neles como possíveis namorados ao invés de apenas caras com que eu saio."
"Meu objetivo é sair com alguém e não passar a noite toda comparando o cara com o Gin e todos os outros com quem eu já sai e não deveria ter saído. E eu vou dar mais um passo e só sair com um cara que meu capitão aprove. Isso deve ser interessante."
"E meu objetivo..." Disse finalmente Hinamori, depois de muita insistência das outras. "É ter um encontro também."
"Então está combinado." Anunciou Matsumoto, esticando o braço para frente, as outras colocando suas mãos sobre a dela. "Nós prometemos completar esses objetivos em uma semana a partir de hoje ou morrer tentando!"
Compartilhando um olhar com os outros homens, Hitsugaya só tinha uma coisa a dizer. "Isso não vai acabar bem."
