Branco.
- Vamos, você consegue fazer melhor que isso!
Manchas vermelhas.
- Não!
Água.
- Não há nada que você possa fazer.
Sua risada canina lembrava seu latido sumindo lentamente. Ninguém podia negar. Sumiu. Morreu. Houve silêncio. Mas a neve branca ainda com pegadas caninas.
Toda noite era o mesmo pesadelo. Se pegava seguindo aquelas pegadas. Seguia em seus pensamentos, permanecia de olhos fechados.
- É tarde demais.
Vamos, abra os olhos.
Receoso, Remus os abriu lentamente. O pobre cão sentado aos seus pés o encarava.
- Sobe na cama. - Com um sorriso nos lábios, indicou a cama com a cabeça para o mascote. Ele obedeceu na hora. Remus se abaixou, pegando seu cobertor e o arrumando em cima da cama, ocupada pelo cão, que pareceu feliz com a 'brincadeira' ao aparecer debaixo do cobertor.
Sentou-se na cama. O cão deitou ao seu lado.
Por quê? Por que raios deixara Sirius Black se transformar em algo imortal? Se sentia um fraco, que tinha medo de perder. Tinha medo de não conseguir deixá-lo. Queria pensar que quando sua vida desmoronasse mais uma vez, o melhor amigo do homem estaria ali para aceitá-lo de qualquer maneira.
Como seu primeiro fez.
