Ela olhava incrédula para o ambiente em que se encontrava. Era tudo como nos filmes de ficção científica que adorava. E ela achou que seria tudo bem diferente. Pensou que as luzes sem utilidade aparente não existeissem realmente, o que foi uma decepção. Foi então que se deu conta: ela não havia sido raptada, e sim abduzida. Milhôes de teorias da conspiração começaram a borbulhar em sua mente, e ela ficou imersa na possibilidade de haver uma área 51, ou que o Acre fosse, na verdade, uma estação de estudos. Espantou esses pensamentos ao pensar no quão estúpido aquilo soava.

Respirou fundo e continuou a andar. Chegou em uma bifurcação e virou à direita. Escutou um barulho, e virou-se, bem a tempo de ver uma criatura estranha, que a imobilizou. Ela gritou e se debateu, mas a criatura era mais forte e injetou-lhe um sedativo. Lentamente, ela adormeceu.

O Doutor escutou um grito abafado, e correu em sua direção. Mas logo descobriu que o lugar era um labirinto, e que já estava perdido. Usou sua sônica para procurar a planta do dispositivo-robô, mas ela estava muito bem protegida, e precisaria de um computador do sistema para invadir e conseguí-la.

Correu seguindo uma parede que havia escolhido, e chegou à uma porta, a primeira em vários metros de corredores.

Usou sua sônica para abrí-la, e lá achou um pequeno terminal, que devia ser suficiente para conseguir entrar no sistema. Passou por diversas defesas complicadas até para ele, e isso lhe confundiu um pouco, pois divergia totalmente da tecnologia aplicada na construção do robô. Conseguiu a planta, e a transferiu para chave de fenda sônica. Ele estava grato que havia implantado a função holograma nela.

Correu para fora da sala, clicou em sua chave-de-fenda e uma enorme holograma se abriu em sua frente.

"Mas esta arquitetura é magnífica! Um enorme, deslumbrante, belíssimo labirinto!" ele sorriu, enquanto procurava por um lugar adequado para se aprisionar visitantes indesejados.

Ela acordou aos poucos. Piscou repetidas vezes, até que suas pupilas se ajustaram à luz. Ela estava em uma sala vazia, onde só havia uma porta, com uma pequena janela. Ela correu em sua direção. Bateu, gritou, chutou, socou, mas ninguém parecia ouví-la. Tentou enxergar o máximo do corredor, caso alguém abrisse a porta e ela tentasse fugir. Tentou de tudo. Geralmente conseguia destravar uma porta com um grampo, mas essa fechadura era diferente de todas que já havia visto.

Ele seguiu pelos tortuosos corredores, em direção à uma área não especificada na planta. Era a única sem função no dispositivo inteiro.

A cada bifurcação, se enterrava mais e mais no coração do robô. E começava a sentir um tremor. Será que havia se enganado? Será que aquilo era uma nave? Se deitou subitamente no chão e com uma cara confusa se levantou, tão rapidamente quanto havia se deitado. Coçou a cabeça.

"Mas isso é realmente extremamente não muito bom. Uma nave-robô. Com sua própria inteligência, tripulação, e capacidade de ir a qualquer lugar ou fazer qualquer coisa."

Finalmente chegou na área não identificada da planta. Várias salas vazias se aninhavam nos corredores. Todas, menos uma. Na última delas, uma garota esvaziava os bolsos e tentava achar algo com que pudesse abrir a porta. Ela andava em círculos, e tentava, e andava, e tentava.

Ele abriu o fecho com sua sônica, e a garota lançou-lhe um olhar ao mesmo tempo assustado e furioso.