Harry
-Ohhh, Harry! –A vadia loira gemia e rebolava debaixo de mim.
Senti meu corpo começar com os espasmos do gozo, e sorri triunfante enquanto baixava a cabeça e roubava um beijo apaixonado da jovem.
Minha satisfação masculina aumentou ao ver a mulher gozar violentamente gritando meu nome.
Derramei meu sêmen dentro do corpo feminino e rolei para o lado, suado e recuperando meu fôlego.
-Harry! –Alguém bateu fortemente na porta e eu reconheci a voz de Nott.
-Ah, merda, será que ninguém pode dar uma trepada em paz por aqui? –Resmunguei, levantando e vestindo a cueca. –O que é, Nott? –Rosnei, enquanto a loira que eu sequer sabia o nome se enroscava em minha perna.
-Ela chegou.
Senti meus músculos travarem. Suspirei e vesti rapidamente o resto das vestes.
-Nos vemos novamente, Harry? –A loira me olhou com os olhos brilhando em perspectiva.
Que patético. Todos sabiam que ela só estava ali por ser uma adoradora secreta. Chamávamos de adoradoras secretas as mulheres que se diziam do lado bom – do lado dos Aurores – que tinham uma queda por comensais.
Traduzindo: que sonhavam em trepar com comensais.
Como eu era o Comensal mais famoso – o braço direito do Senhor das Trevas – eu estava no topo da lista.
Claro que meu corpo musculoso devido a anos de malhação, meus cabelos e meus olhos verdes não estavam ali à toa. Eu sabia que era gostoso. Havia uma cicatriz acima da minha sobrancelha esquerda que, segundo algumas vadias que já haviam estado em minha cama, me deixava mais sexy.
-Nos vemos... – Eu disse com minha voz macia e perigosa. Assim que saí do quarto e bati a porta, completei: -Em seus sonhos, vadia.
Nott me encarava impaciente.
-Não ouse me encarar. –Falei em tom ríspido. Nott obviamente queria me criticar, mas não podia me enfrentar. –A encomenda do mestre não poderia chegar um pouco mais tarde? –Resmunguei, já indo na frente. Nott veio atrás.
-Eu achei melhor vir avisá-lo. Os rapazes estão um pouco... exaltados pela presença feminina. Ela é diferente do que os homens esperavam. Estávamos todos esperando uma mulher mais velha, mas ela é uma mocinha. E é bonita. O Lorde iria se irritar se visse como os idiotas estão agindo, melhor você cuidar disso.
Ergui a sobrancelha da cicatriz com desprezo.
-O que há de errado com esses cães? Nunca viram uma mulher na vida? –Que patético.
Nott deu de ombros.
-Onde ela está? –Rosnei.
Nott ficou ao meu lado e indicou a sala a frente. Passei por ele em passos pesados. Entrei na sala e imediatamente vi cerca de dez companheiros parados na frente de algo. Eles pareciam tão idiotas ali.
-Saiam da frente. –Ordenei. Ao som da minha voz, eles se viraram assustados para trás e foram se dissipando. –Mas que diabos vocês estão...?
O tom de fúria de minha voz foi desviado. Talvez por ter sido pego de surpresa como os outros.
Ali no sofá negro havia o motivo de todo aquele alarde.
Ela era muito jovem.
Pelo seu rosto eu deduzi dezoito anos. Ela estava apagada, e os cílios escuros e muito longos faziam sombra em suas bochechas rosadas. Aquelas bochechas coloridas e a expressão serena me abateram de surpresa, porque há muito tempo eu não via algo assim. Um ser parecendo tão inocente.
Seu nariz era arrebitado e pequeno, seus lábios eram cheios e num rosa totalmente atrativo ao sexo oposto.
Os cabelos eram fartos, levemente ondulados e cor de chocolate. Brilhavam como calda pura no sofá preto, espalhados por todos os cantos.
Olhei para o corpo. Fiz uma inspeção rápida como pude. Ela se vestia como uma colegial. A blusa branca era colada ao corpo, apertando os seios cheios demais para um corpo pequeno daqueles; ela usava uma saia cinza chumbo que ia até o meio das coxas, e ela tinha umas coxas deliciosamente quentes. Eram brancas – tive um ímpeto de apertá-las até deixar uma marca – grossas e pareciam fodidamente macias.
As panturrilhas eram delicadas, e estavam cobertas por uma meia cinza que ia até os joelhos. Colegial.
Meu membro estava levantando ali, por cada mínima visão daquele ser deitado no sofá, e eu tive que dilatar as narinas e controlar meu corpo para não parecer um cão no cio igual aqueles imbecis do meu lado.
Merda. Agora eu conseguia entender a atitude retardada daqueles idiotas.
A merda do presentinho do Mestre era a porra de uma Ninfeta deliciosa.
-Ela é totalmente... inesperada, não acha, senhor? –Alguém sussurrou do meu lado, rindo maliciosamente.
Eu sequer virei para ver quem era, meus olhos estavam pregados ainda no mesmo lugar.
-Saiam todos daqui. –Eu disse em voz de comando, erguendo meu olhar até o teto e fixando as íris verdes num ponto fixo.
Pude ver pela visão periférica eles se entreolhando e saindo um a um. Eu continuei na mesma posição, até o último deles fechar a porta.
E finalmente baixei o rosto de novo, meus olhos buscando a garota adormecida.
Havia algo de muito poderoso que emanava dela.
Ela era tão jovem, e já se tornara objeto da obsessão do bruxo mais temido do mundo. Adormecida, ela estava conseguindo virar a cabeça de todos os meus capangas.
Era como o sol, tendo ao redor de si todos os planetas inferiores girando e idolatrando-a.
Aquilo me intrigou.
Eu quis que ela acordasse logo para que eu visse o que seus olhos transmitiam e como era sua personalidade.
Meu braço queimou.
A dor fez com que eu fizesse uma careta impaciente e apertasse o pulso – minha marca negra.
O Mestre estava chamando.
Deveria estar querendo saber se seu presentinho chegara inteiro.
