Capítulo Dois

Let It Be

Ron não sabia por quanto tempo ficou parado no meio da cozinha, abraçando Hermione, enquanto ela encharcava a frente de sua camiseta. Eventualmente, ela fungou algumas vezes, e passou a manga de seu suéter sob seu nariz.

- Aqui. – Ron ergueu seu queixo com uma mão, enquanto usava o pano de prato que pendurara no ombro para secar o rosto dela. Ron se inclinou para beijar Hermione. – Você parece exausta. Vá se limpar, tomar um banho ou algo assim. Eu cuido de tudo aqui.

Hermione olhou para Ron, meio divertida, meio perplexa.

- Quem é você o que fez com meu marido?

- Eu sou seu marido, sua mulher tola.

- Prove. – ela desafiou arrogantemente.

Ron a olhou; ela estava com o cabelo bagunçado, os olhos inchados e o nariz avermelhado por causa das lágrimas, e sorriu.

- Sexto ano; você confundiu Cormac MacLaggan nos testes do time da Grifinória. – as sobrancelhas de Hermione se ergueram e ela corou. Ron a puxou para mais perto, e descansou a bochecha no topo da cabeça dela. Momentos assim o faziam perceber o quão pequena ela era. Ela não era muito maior que Ginny. Na maior parte do tempo, ela exalava tanta confiança que ela parecia mais alta. – Você tem um soco e tanto para uma pessoa tão pequena, amor. Agora vá. Vou preparar algo para o jantar. Se quiser?

- Não. Não estou realmente com fome.

Ron esperou até ouvir o som da água correndo no banheiro, antes de acenar a varinha para a massa e a tigela de recheio de abóbora. Os pastéis estariam prontos quando voltasse.

Foi até o armário no corredor e pegou um lençol limpo. Ron tirou o que estava na cama e o deixou embolado perto do armário. Arrumou a cama à mão, sem usar a varinha. Era uma das coisas que fazia rotineiramente sem usar magia, especialmente quando precisava pensar. Eles todos tinham algo — Harry lavava a louça sem magia, Ginny costurava, Ron arrumava a cama ou cozinhava, dependendo do que estava tentando entender e Hermione usava o metrô para ir do Ministério até o apartamento deles em Bloomsbury. Isso dava-lhes tempo para pensar. Ron esticou o cobertor sobre a cama, e o virou. Não sabia Hermione, mas ele estava exausto emocionalmente, se não fisicamente.

Ron voltou para a cozinha e encontrou uma forma cheia de pastéis montados, esperando serem colocados no forno. Colocou a forma no forno e programou o alarme, e começou a limpar a bagunça que fizera. Enquanto Ron guardava os utensílios, ouviu um farfalhar atrás de si. Sem olhar, disse:

- Você não pode entrar aqui hoje. Vá se sentar, leia de Hogwarts, uma História. De novo. – jurou ter ouvido um xingamento abafado e algo que soara como, "mais cabeçudo do que se fosse de touro". Abafando um sorrisinho, Ron tirou os pastéis do forno, colocou um rápido feitiço de resfriamento neles, e encheu uma bandeja com alguns pastéis e um bule de chá.

- Madame Pomfrey estava certa sobre pensamentos? De eles deixarem as cicatrizes mais profundas? – Hermione perguntou abruptamente.

- O que quer dizer?

Hermione afastou a manga de sua camisa e seus dedos dedilharam seu antebraço.

- Você se lembra? Depois do Departamento de Mistérios?

- Sim, me lembro. – Ron pensou. Esticou o braço, analisando as cicatrizes que circulavam todo o caminho desde seu pulso até seu cotovelo. – Foi como uma versão menor do que acontece quando está perto dos Dementadores. Ou de uma Horcrux. – as cicatrizes eram riscos brancos que só podiam ser vistas em certos ângulos sob a luz. Tinham ficado roxas por meses, mesmo com as poções de Madame Pomfrey. – Alguma vez eu te contei o que saiu do medalhão?

- Não. – Hermione estava surpresa. Os meses e semanas que tinham carregado o medalhão com eles era uma época que preferiam esquecer. Harry e Ron nunca lhe contaram o que tinha acontecido, além de Ron ter tirado Harry do lago e recuperar a espada de Gryffindor, usando-a para destruir a Horcrux.

- Foi você. Mas infinitamente mais cruel do que você. Disse todas as coisas que eu penso... Pensava... Sobre mim. – o rosto de Ron ficou pensativo. – Chorei como um bebê depois de ter destruído a maldita coisa. O engraçado é, - adicionou refletivamente. – foi isso que os cérebros fizeram, também. Ficava pior conforme eles se apertavam ao redor dos meus braços.

- Por que não me contou? – Hermione entrelaçou sua mão na de Ron.

- Não era nada novo. Nem nada que você já não soubesse. – deu de ombros. – Apenas mais forte. Deixava pior do que realmente era. – deixou escapar uma risada. – Até mesmo o que eu imaginava seu relacionamento com Harry.

- Sinto muito. – ela murmurou.

- Chega de se desculpar, mocinha. – Ron ofereceu um pastel a Hermione. – O que trouxe isso a tona?

- Algo em que eu estava pensando mais cedo.

- Vá em frente. – Ron incentivou.

- O que você vê? Quando me vê?

- Eu não enten—

Hermione interrompeu a pergunta de Ron.

- Apenas me diga.

- Eu vejo você. – Ron inclinou a cabeça para o lado. – Eu ainda não entendo, Mione.

- Em manhãs como a de hoje, eu ainda vejo quem eu era, antes de conhecer você e Harry. Ou quem eu era antes daquele incidente com o ogro. Sabe tudo irritante com cabelo espesso e dentes da frente enormes.

- Você ainda é uma sabe tudo, amor. – Ron a informou.

- Eu sei, mas... – Hermione pausou incertamente. – Antes de eu ir para a escola, eu não tinha amigos de verdade. Você e Harry fora meus primeiros amigos de verdade. A única coisa em que eu era realmente boa era escola. Eu costumava voltar para casa e chorar, porque nenhuma das outras garotas da minha turma no ensino fundamental brincava comigo.

- Mione, você tem que me dizer onde está indo com isso. Lembra-se? Você está falando comigo, mesmo que minha sensibilidade esteja maior que uma colher de chá.

- Estou chegando lá. Quando eu usava o medalhão, especialmente à noite, quando estava dormindo, eu sonhava que você e Harry estavam me zombando, e me dizendo que só tinham me usado para ter ajuda com os deveres de casa e coisas assim.

- Mas isso não é verdade! – Ron exclamou.

- Bem, obviamente. – Hermione bufou. – Mas isso me fez sentir como se eu fosse uma fracassada.

-E você se sentiu uma fracassada essa manhã? – Ron disse, compreendendo.

- Sim. Algo que todas as outras pessoas nessa família parecem ser capazes de fazer. E isso é algo que eu pareço não conseguir fazer. – Hermione se sentou no colo de Ron. – Faz com que eu sinta como se estivesse parada no pátio, durante o recreio, tentando e falhando miseravelmente nas brincadeiras das outras crianças. – um pequeno sorriso apareceu em sua expressão. – Se você acha que minha habilidade de voar é péssima, você devia me ver jogando futebol. Desastre. – ela afirmou.

- Hermione, por que diabos você acha que é você?

- Você é um Weasley. – como se isso explicasse tudo.

- E? – Ron realmente estava começando a ficar confuso.

- E... Você é um Weasley. – ela repetiu com ênfase.

- Então, os homens Weasley são supostos a ter, eu sei lá, um esperma super mágico ou algo assim? – Ron olhou para Hermione incredulamente. – Isso me parece uma teoria muito duvidosa.

- Você olhou para sua família recentemente?

- Sim. Se continuar crescendo, mamãe e papai vão ter que fazer uma reforma enorme.

- Entendeu?

- Podia ser eu. Talvez, a Fertilidade Legendária dos Weasley me pulou ou algo assim. Meio que como um Aborto.

- Isso não faz sentido nenhum. – Hermione cruzou os braços sobre o peito.

- Nem a sua teoria! – Ron a tirou de seu colo e a colocou no sofá. Começou a caminhar em frente à lareira. – Poderia ser nós dois. Poderia não ser nenhum de nós.

- Podíamos...

- Não. Absolutamente não.

- Por que não, Ronald? – Hermione raramente usava "Ronald". A não ser que estivesse exasperada.

- Por que eu não quero que seja eu! – gritou. – E eu realmente não quero que seja você; não quero que seja você mais do que não quero que seja eu!

- Então, simplesmente não vamos descobrir?

Ron parou de andar. Foi até a cozinha e arrancou o calendário da parede. Folheando-o, parou em março.

- Meu aniversário. Esse é nosso prazo. – pegou um lápis e desenhou uma enorme estrela no primeiro de março. – Então, vamos descobrir.

- Ótimo. – Hermione praticamente cuspiu a palavra para o outro lado da sala.

- Ótimo. – Ron ralhou. – Vou para a cama. – jogou o calendário na mesa de centro e foi para o banheiro e bateu a porta.

Hermione sentiu lágrimas surgirem, e tentou pará-las. Encolheu-se em uma bola no sofá e chorou.

Ron se sentou na borda da banheira, respirando pesadamente. Quando o som de sua pulsação em seus ouvidos diminuiu, conseguiu ouvir o leve som do choro de Hermione. Sentindo-se o maior idiota de todo o mundo, Ron escovou os dentes silenciosamente. Apagou a luz e encontrou Hermione encolhida em um canto do sofá. Esfregando uma mão no rosto, a pegou no colo e carregou Hermione até a cama.

Hermione ficou deitada de lado, acordada, suas costas para Ron. Imaginou se ele estava dormindo. Girou para encontrar os olhos azuis arregalados de Ron fixos nela.

- Nós nunca conversamos sobre ter filhos, conversamos? – ela perguntou. Ele balançou a cabeça. – Você quer ter? Honestamente?

- Sim. – a voz de Ron estava rouca.

- Por quê?

- Você realmente vai me obrigar a fazer isso, não é?

- Sim. Vá em frente, por favor.

- Aquele diário que você escreveu na Austrália. Você disse que queria uma vida normal. – Ron deu de ombros, impotente. – Acho que eu assumi que você queria dizer as coisas tradicionais. – apoiou-se na cabeceira da cama. – A ideia de duas pestinhas, Bichento, a casa com o jardim. Eu quero te fazer feliz. Eu gosto de te fazer feliz.

- Mas isso não me diz como você se sente sobre isso.

Ron correu a mão pela costura da ponta do cobertor.

- Eu fico me imaginando com você e umas duas crianças com vários cachos ruivos, e sardas. E isso me deixa feliz.

Hermione pegou a mão de Ron.

- O que acontece se as duas pestinas não tiverem vários cachos ruivos e sardas?

Ron suspirou. Estava tarde, e ele não tinha a energia para acompanhar o cérebro de Hermione.

- Mione, por favor. Você está falando com Ronald Weasley. Ele não acompanha sua linha de pensamento muito bem tarde da noite.

- Se não pudermos termos nossos próprios filhos...

- Você quer dizer adoção?

- Exatamente.

- Por que eu teria problema com isso?

Hermione saiu da cama e foi até o armário. Ajoelhou-se para fuçar em uma gaveta, procurando por algo. Era um envelope com cartas, presas com uma faixa azul.

- Eu encontrei isso. Quando era uma menina. Meus pais as escreveram, antes de se casarem. – virou o envelope em suas mãos. – Eles eram um pouco mais velhos quando se casaram. Minha mãe tinha trinta e cinco anos, e meu pai tinha quase quarenta. A possibilidade de infertilidade surgiu. – um sorriso tenso e amargo apareceu. – Papai tinha suas reservas sobre ser capaz de sentir o mesmo por uma criança que não era biologicamente dele.

- Mione, não sou seu pai.

- Eu sei, mas...

- Mas nada, Hermione, eu não sou o homem mais brilhante, mas eu pude ver meus pais com Harry, e Harry com Teddy. Meus pais não poderiam amar mais Harry se ele fosse, de fato, deles. E Harry pularia na frente de uma maldição da morte por Teddy, exatamente como faria por James. – Ron pegou a mão de Hermione e a puxou de volta para a cama. – Assim como eu faria por qualquer filho nosso, seja biológico ou não.

Hermione murchou de alívio.

- Bom saber. – colocou o envelope no criado mudo. – Eu já te disse como fiquei feliz por você ter me salvado daquele ogro?

- Algumas vezes. Durma um pouco, amor.

Como sempre, Hermione acordou cedo. Tinha parado de chover durante a noite, e alguns raios de sol fracos passavam pelas pesadas nuvens cinzas. Ficou deitada por um momento, ouvindo Ron dormir ao seu lado. Levantou-se e se vestiu para o dia.

- Ron? – Hermione balançou seu ombro. – Ron? Acorde.

- Unngh? – Ron abriu um olho azul e olhou feio para sua esposa.

- Ei, vou passar a manhã na casa dos meus pais. Vou para A Toca na hora do almoço. – Hermione franziu o cenho. O olho de Ron estava fechado. – Ron! Você me ouviu?

- Enh. – Ron inalou e exalou, se apoiando em um cotovelo, abrindo os dois olhos para olhar para Hermione com o olhar de um homem que tivera seu sono de final de semana interrompido. – Ouvi. Indo para casa dos pais. Estará n'A Toca para o almoço. – Ron voltou a afundar no colchão. – Convide seus pais. – adicionou. – Eles são sempre bem vindos. Merlin sabe que há comida o bastante. – com isso, Ron se virou e voltou a dormir.

Hermione pegou seu agasalho perto da porta e ficou parada no patamar, incerta. Podia pegar o trem, mas demoraria algumas horas, ou podia Aparatar. Conhecia um beco, perto da casa de seus pais, no qual podia Apartar. Assentindo para si mesma, Hermione se virou no lugar e Aparatou com um suave pop.

Andou até a casa de seus pais, e usou sua chave para abrir a porta.

- Mãe? – Hermione chamou suavemente. A cabeça de Jane Granger apareceu na porta da cozinha, o Times de domingo em uma mão e uma caneta na outra.

- Hermione! – Jane saudou sua filha com um sorriso. – É tão bom vê-la, querida. – guiou Hermione até a cozinha e lhe serviu uma xícara de chá. – Mas está um pouco cedo.

- Mãe, você acorda cedo todos os domingos, faz chá e torrada, faz a palavra cruzada de domingo; usando a caneta, por que gosta de mexer com a cabeça do papai; e assim que o papai decide aparecer, vocês dois cozinham algo ou saem para comer um brunch¹. – Hermione tomou um gole de chá. – Tinha uma boa chance de que você estivesse acordada.

Jane riu.

- Então, o que te trouxe até aqui tão cedo?

- Mãe, são oito horas. – Hermione a lembrou. – Dificilmente está cedo.

- Verdade, mas você não respondeu minha pergunta.

- Posso te perguntar algo? – Hermione correu um dedo pela borda de sua xícara.

- É claro. – Jane deixou a caneta e a palavra cruzada de lado.

- Foi difícil para você? Comigo? – Hermione tropeçou nas palavras. – Quero dizer, foi difícil... – Hermione mordeu o lábio. – Me ter. – terminou.

Jane olhou para sua filha, que estava à beira das lágrimas.

- Hermione, nós estávamos nas nuvens por ter você. – tocou as costas da mão de Hermione, que descasava ao lado da xícara. – Qual o problema? – perguntou gentilmente.

- Você teve problemas para engravidar? – os olhos de Hermione estavam fixos na mesa a sua frente.

Jane se recostou, e estudou sua filha atentamente.

- Um pouco. – admitiu. – Eu tinha mais de trinta e cinco quando seu pai e eu nos casamos. É um pouco mais difícil nessa idade.

- Vocês tentaram por quanto tempo? – nervosamente, Hermione pegou um pedaço de torrada e começou a mordiscá-lo.

- Mais de três anos. Não demorou tanto quanto para outras pessoas, mas pareceu uma eternidade. Foi um pesadelo com calendários e médicos. Quase desistirmos. – Jane olhou curiosamente para Hermione. – Por que pergunta?

- Ron e eu estamos tentando.

- Há quanto tempo?

- Sete meses. – Hermione correu uma mão pelo cabelo. – Sete meses frustrantes. Especialmente quando todo o resto da família já tem filhos. Sem sequer tentar muito, aparentemente. – Hermione mordeu o lábio. – Desculpe, mãe. Eu sei que parece que estou choramingando... Oh, vamos ser honestas. Eu estou choramingando.

- Não tem problema, querida. Você sente que isso é algo que todo mundo está fazendo melhor que você, e não é como se eles estivessem esfregando isso na sua cara, mas é o que parece, não é?

- Sim! – Hermione exclamou. – Quero dizer, eu amo todos meus sobrinhos e sobrinhas, e eu sei que não é uma competição ou algo assim, mas... – deu de ombros. – Eu estou com tanta inveja deles. – confessou, aliviada por ser capaz de dizer isso em voz alta. – Quando Ginny teve James mês passado, eu fui até o banheiro, me fechei lá por dez minutos e chorei. – encontrou o olhar de Jane timidamente. – Eu pirei, não é?

- Eu fiz a mesma coisa. Quando sua tia Pam teve William. – Jane se moveu para se sentar ao lado de Hermione. Passou um braço ao redor dos ombros de Hermione. – Como Ron se sente sobre isso?

- Como eu.

- Oh, tão bem assim?

- Sim. Ele parece lidar com isso melhor do que eu. Ou é o que parece. Ele me dá apoio, e cozinha minhas tortas favoritas. – Hermione deu de ombros. – Mas realmente o incomoda. Como se eu fosse pensar que ele não é homem o bastante para mim ou algo igualmente tolo.

- Isso se aplica a todos os homens. – Jane observou secamente.

Hermione deixou uma risada chorosa escapar.

- Sim, se aplica. – tomou outro gole de eu chá, que esfriava rapidamente, e fez uma careta. Pegou sua varinha e a acenou para seu chá, sorrindo quando a fumaça surgiu da superfície.

Jane analisou Hermione atentamente mais uma vez.

- E eles? – apontou para a varinha na mão de sua filha. – Há algo que eles possam fazer?

- Não vamos fazer nada nessa direção até março. Nos dar um ano. – Hermione guardou a varinha no bolso. – Falando desse lado da minha vida, - começou. – você gostaria de ir almoçar com meus parentes malucos?

- Oh, eu... – Jane brincou com sua xícara.

- Mãe, eles vão amar te receber. Sempre há espaço para mais na casa de Molly e Arthur. Teddy estará lá. Você se lembra de Teddy? O afilhado de Harry?

- É claro que me lembro. Nunca vi um cabelo tão turquesa antes.

- Ele é louco por futebol. Papai pode levar uma das bolas velhas dele, e ensinar Teddy alguns passes, talvez?

- Transformá-lo em um fã do Manchester United antes de ele ter dez anos?

- Algo assim. Mais ninguém conhece futebol. Papai será o herói de Teddy.

- Tem certeza de que não terá problema? – Jane ainda estava preocupada com a maneira que mundo mágico ia reagir à duas pessoas não mágicas no meio de seu almoço.

- Está tudo bem, mãe. De verdade.

- E como iremos para lá? – Jane perguntou simplesmente. Era um viagem um pouco longa até a vila de Ottery-St.-Catchpole.

- Vou aparatá-los, é claro. – Hermione sorriu.

Continua...

¹ Para quem não sabe, brunch é uma refeição de origem estadunidense, que combina o café da manhã com o almoço. É normalmente realizada aos domingos, entre as 10 e 14 horas. O menu varia, e inclui ovos mexidos com bacon, cereais matinais, salada de frutas, salada de vegetais, panquecas com geleia, suco de frutas, chá e café, até tortas doces e salgadas, carnes frias, pães caseiros e biscoitos.

N/T: Obrigada pelos comentários.

Tradução do título do capítulo: Deixe Ser.

Até semana que vem. (: