N/Deh: Bem como já foi montado todo o plot, essa fic terá 7 capítulos, os quais serão divididos em 3 capítulos da historia antes do prólogo e 3 capítulos do depois do prólogo.
Enjoy with no moderation
E um grande agradecimento a Miih Sly, Tahtah e a todos que leram
Antes I
Eu não acreditava em destino. E isso porque eu não me conformava com a perspectiva que eu mesma não mandava na minha vida, que há uma linha divina que eu sigo sem eu mesma saber. Ficava irritada ao pensar que eu mesma não tinha o controle sobre minha própria vida, gostava de pensar que, não só eu controlava a minha vida como, às vezes, a dos outros, e eu me sentia bem com isso
Só que um dia isso mudou. Porque recebi uma visita de Minerva McGonagall, explicando que eu havia nascido com um dom, que era bruxa, assim como ela. E que eu estava matriculada em Hogwarts.
Eu não podia não acreditar em Destino, porque de repente tanta coisa fazia sentido, que afinal eu não estava delirando quando uma das flores do Ryde park*, abriu só porque eu fui cheirá-la, e também fazia sentido eu prender algumas bolhas de sabão no ar, como se fossem fixas, enquanto tomava banho, tudo fazia tanto sentido, eu participava de algo maior: A magia.
Cheguei à Hogwarts e tive ainda mais certeza de que Destino existia, parecia tão obvio que tudo se convergira para que eu o encontrasse. Eu me tornara melhor amiga de Harry Potter, e Ronald Weasley, e por causa deles, inimiga de Draco Malfoy.
Foi assim que eu conheci o amor, na forma de inimigo.
Não que eu tivesse identificado logo à primeira vista; eu só o via como um garoto arrogante e mimado. Eu era apenas uma criança de onze anos, nunca reconheceria o amor à primeira vista, eu nem sabia o que era. Só sabia que era esse amor que fazia as pessoas desistirem de muitas coisas para ficarem juntas. Eu achava isso bonito.
Por três anos, eu não me importei de fato, com a existência de Draco Malfoy, ele era só um sonserino, que não gostava de Harry e Ron, e de mim pelo fato d'eu ser nascida trouxa, nada que fizesse realmente alguma diferença na minha vida, mas um dia isso mudou. Porque eu senti a textura da pele dele.
Pele branca, com aspecto áspero, mas macia, aveludada, pele quente embora, eu deva descontar a energia que corria por nossos corpos naquele momento, eu acabava de lhe bater na face, após ele insultar Hagrid, o bati por impulso, não me importava tanto com o fato dele me chamar de sangue ruim, mas eu nunca deixaria ele insultar Hagrid, que havia sido meu único amigo por todo aquele tempo que Ron não falava comigo e Harry tampouco. Bati nele. E isso mudou toda minha vida, como o Destino escrevera, porque quando o bati seus olhos se arregalaram e eu pude ver todos os matizes de cinza e azul que formavam sua Iris, e eu sentia a pele dele tão suave sob a palma da minha mão que chegava a doer a delicadeza daquele rosto aristocrático, e todos os tons de branco e pérola que formavam seu rosto.
Fiquei desnorteada, foi a primeira vez que senti toda a chuva do olhar dele.
Senti aquela sensação o dia inteiro, como algo tão estupidamente banal me deixava daquele jeito? O que era aquilo que inundava a minha alma e me fazia afogar em meus próprios suspiros, como um simples olhar cheio de matizes cinzas e azuis podia me abalar tanto.
Seria isso amor?
Eu não sabia o que era, de fato, só sabia que ganhara proporções gigantescas, porque em pouquíssimo tempo, tudo o que eu queria era me afogar na chuva dos olhos dele, ficar lá pra sempre, porque lá parecia um lugar agradável.
Ainda não chamava o que eu sentia de amor, sou e sempre serei uma grifinória, mas tinha medo de amar, de dizer que o amava, mesmo que eu estivesse certa disso, porque doeria muito mais admitir um fato obvio e simples: Ele não me via.
Não que ele fosse cego, pois é claro que não era eu simplesmente não era importante o suficiente para ganhar o olhar dele, as íris cinza só me encaravam para me chamar de qualquer coisa que me ferisse, normalmente, sangue ruim, isso era tudo que eu era pra ele, era tudo o que sempre seria: só uma sangue ruim.
Eu não disse à ninguém o que sentia, muito mais por parecer patética se assumisse do que por vergonha, era estupidamente patético me apaixonar por aquele, que assim quis o Destino,era o meu inimigo por natureza, e isso eu nunca poderia mudar.
Seria muito mais fácil não acreditar em Destino, mas eu já não conseguia, porque eu via o Destino de uma forma distorcida. Na minha imaginação, o Destino tinha me feito amar aquele sonserino, e ele me amaria de volta, e nós mostraríamos pro mundo como nosso amor era grande e forte e superava barreiras e preconceitos só para ficarmos juntos.
Cenas imbecis criadas na mente de uma criança que ainda não cresceu.
Só que havia um problema na realidade a minha imaginação, se ele me amava, porque ele nem ao menos me olhava? Minha imaginação, quase que imediatamente, criou várias hipóteses. Talvez ele não pudesse assumir, porque o pai dele o mataria, talvez ele não soubesse dos meus sentimentos e tivesse medo de dizer-me os dele, talvez ele fora enfeitiçado com uma poção do amor de Pansy Parkinson, talvez o amor ainda não tivesse aflorado no coração dele.
Haviam tantas saídas, tantas soluções para um único problema, que nem cogitei a idéia de estar errada, eu sou Hermione Granger, eu nunca estou errada. Prepotência é algo triste. A ambigüidade também.
Porque, depois de elaborar tantas saídas, eu comecei a identificar sinais de que eu estava certa, de repente ele me olhava de um modo diferente, de repente ele me lançava discretos olhares durante nossas aulas juntos e eu sorria, porque eu estava certa.
Eu nunca havia reparado, nesses momentos, que Pansy Parkinson estava sentada perto de mim, e eu também não notava que nos olhares diferentes dele não havia mais que indiferença, eu, era pouco a pouco mais ignorada, talvez isso fosse uma forma de me punir, por ter ousado tocar na pele aristocrática dele com minhas mãos de nascida trouxa. Naquele tempo, tudo me era ambíguo, qualquer olhar que Draco Malfoy lançasse sobre a mesa da grifinória era pra mim, e sempre que ele sorria era em mim que ele pensava.
Eu estava doente, quase morrendo, de amor. E isso distorcia minha realidade de tal jeito que realidade e sonho se fundiam e tornavam o mundo ideal pra mim.
Isso tudo durou somente no terceiro ano.
Foi um ano difícil, fingir que não sentia nada por ninguém quando sentia tudo por ele, fingir pra Harry e Ron que eu vivia apenas em função da nossa amizade em Hogwarts, fingindo para Ginny que meus suspiros perdidos eram apenas cansaço
Eu devia fingir bem, porque ninguém suspeitara de nada.
Mas aquele amor, trancado no meu peito, me sufocava, eu só queria que se libertasse, eu só queria dizer à Draco Malfoy, tudo que eu sentia para que ele me dissesse que era tudo recíproco, eu imaginara aquela cena tantas vezes antes de dormir. Ele chegaria até mim no último dia letivo, com um Narciso em mãos e me entregaria sem dizer nada, eu perguntaria o porquê daquela flor e ele me diria que era para eu não esquecê-lo durante as férias, eu diria que não poderia esquecer quem mora no meu coração, ele seguraria meu rosto com suas mãos compridas e se inclinaria para me beijar, eu o beijaria de volta e esse seria meu primeiro beijo.
Eu idealizei esse sonho muitas vezes, muitas noites sem dormir, nos mínimos detalhes, precisava ser um narciso porque essa é a nossa flor, porque Narciso morreu afogado, deslumbrado por sua própria beleza, que tenteou alcançar jogando-se no lago em que via sua imagem, eu sempre imaginei Draco Malfoy como Narciso, por isso essa era flor dele, a única diferença entre nós e a historia, é que eu surgiria, e o salvaria, mesmo que morresse para salva-lo, porque eu achava que amor era isso: Morrer para salvar quem você ama. Então eu me imaginei fazendo isso, porque aquela verdade era assustadora, mas eu não podia fugir dela, assim como não podai fugir do Destino.
Eu o amava.
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