San Antonio,
Dezembro, 1835

A noite fria e estrelada contrastava com a fumaça e o cheiro de pólvora dos rifles texanos. Kagome angélica de Higurachi tremia ao caminhar, cautelosa, pela casa escura e deserta. Seu irmão deveria estar em algum lugar entre os Anglos, os invasores.
O arrastar de botas e o som de vozes masculinas deixavam clara a realidade do perigo que corria. Vestida como um vaqueiro, Kagome, até aquele momento, se sentira confiante, mas os homens no aposento ao lado a fizeram lembrar da seriedade da situação: uma mulher sizinha e indefesa em meio a uma guerra.
A luz suave de uma vela tremulou através da fresta da porta para a sala adjacente. Kagome caminhou lentamente para lá e espiou.
Um homem extraordinariamente belo encontrava-se inclinado sobre uma pessoa no chão. Parecia ser um texano, embora os tejanos, como eram chamados os mexicanos do Texas, não fossem tão altos. De onde todo modo, ela precisava ter cuidado.

Em inglês fluente, ele dizia palavras de encorajamento ao ferido.
De repente, a pota principal da residência foi aberta.
-Estamos aqui, doutor- uma voz familiar ecoou.
Souta!!
O médico recém-chegado ajoelhou-se ao lado do ferido, mas tudo o que Kagome enxergava era a silhueta de seu irmão á entrada do aposento. Pondo de lado toda a precaução, Kagome correu de encontro a ele sem considerar os demais.
Souta!!
Seu percurso foi interrompido pelo texano grandalhão, que a empurrou para trás.
O que faz aqui, senhorita?
Ele examinou seu traje de vaqueiro e repetiu o que dissera em espanhol. Como não houve resposta, agarrou-a pelos ombros e a sacudiu. O chapéu de Kagome caiu, e seu cabelo escuro cascateou ao redor dos ombros, caindo até a cintura estreita. Ela lutou para se desvenciliar das mãos do atrevido.
O texano esboçou um sorriso.
Souta contou que visitou o acampamento das Soldadeiras há duas noites. Se soubece que se tratava de damas tão belas, eu o teria acompanhado.
De repente, lábios mornos cobriram os dela, macios e sedutores, insistentemente, até que Kagome ofegou.

Por Deus, minha bela, faz muito tempo que eu não beijo um boca tão doce.
Kagome conseguiu se libertar do brutamontes e o chutou na canela.
Não sou quem vc pensa, seu ignorante!
A risada estrondosa de seu irmão, não encobriu a exclamação de surpresa do homem que a prendia contra si. Souta em seguida depositou uma vela sobre a mesa.
Solte-a, Inu Yasha. Ela luta como um gato selvagem faminto. Esta señorita, usando roupas de vaqueiro, é minha irmã, Kagome.
Inu Yasha a soltou, e Kagome voou para os braços do seu sorridente irmão.
O que faz aqui com esse homens, Souta? Volte para a casa comogo. Mamãe esta desolada Lágrimas inundaram os olhos azuis de Kagome.
Souta a abraçou e sorriu, embalando-a como se foce uma garotinha.
Você não disse que dom Rafael também está desolado seu irmão queixou-se. Nosso pai continua obstinadamente preso aos antigos valores? Estamos em 1835, Angel, não no tempo da Espanha feudal.
Kagome afastou-se.
Esqueça essas diferenças tolas entre você e papai e volte para casa, Souta. Nós somos uma familia

Não posso, Angel. Não ainda. Papai prescisa aceitar o fato de que sou um homem, não apenas o filho de don Rafael, o poderoso proprietário de terras. Souta então se virou para o amigo. Eu quero que ela volte á hacienda e em segurança. A ninguem mais eu a confiaria, além de você.
Inu Yasha tiro o chapéu e olhou para Kagome.
Por favor me desculpe... ele disse. Em seguida fitou Souta. Eu já mais me aproximaria dela se eu soubese que se tratava de sua irmã.
Rindo, Souta bateu no braço do amigo.
Você é um homem honrrado, Inu Yasha Taisho. Por isso lhe pedi ajuda.
Eu acho que esta seria a ocasião perfeita pra você fazer as pazes com seu pai, Souta, antes de partirmos para a Colônia de Waterloo.
Querem parar de falar de mim como se eu não estivesse presente? Kagome elevou o tom da voz. Não sou mais criança, e posso muito bem encontra o caminho de volta.
Souta, muito sério, olhava agora para o rosto delicado de Kagome.
Só que se Inu Yasha não fosse o homem que é, você estaria em maus lençóis, maninha. Homens de todos os tipos estão caindo como abelhas sobre San Antonio, e eles não a respeitariam, mesmo você sendo tão jovem e inocente. Souta agarrou-a pelo braço. E um milagre que tenha chagado aqui sã e salva. E Kaede, onde está?
Na hacienda. Papai pediu aos homens que levassem suas famílias para a segurança da casa de Higurashi. Tornou a abraça o irmão. Por favor Souta, esqueça esta guerra, e volte comigo. Estou com um pressentimento terrível.

Souta bateu carinhosamente em suas costas e a empurou para Inu Yasha.
Ficarei bem, não se preocupe.
Inu Yasha tentou segurar o braço de Kagome, más ela se rebelou.
Tire essas mãos de mim!
Inu Yasha olhou para o sorridente Souta e encolheu os ombros largos.
Comporte-se, Angel, e me obedeça.
Kagome o fitou com os olhos mais intensamente azuis que Inu Yasha já vira.
Se lhe dar tempo para protestar, ele a ergueu do chão e a jogou-a no ombro. Kagome se pôs a berrar e a espernear, más foi ignorada.
Souta apenas assentiu sorrindo.
Cuide bem dela, Inu yasha, é minha única irmã. E não seja duro com a pobrezinha, a menos que se faça necessário.
Kagome continuou esmurrado as costa de Inu Yasha, mas ele saiu da casa carregando-a, sem se importar. Dois homens que passavam por ali pararam para observá-los. Kagome suspirou, resignada. Não podia lutar contra o exército texano inteiro. Pelo menos, o inglês tinha a confiança de seu irmão.
Inu Yasha caminhou em direção a um grande cavalo negro, amarrado a entrada e montou nele sem sequer sentir o peso de Kagome em seu ombro.
Já na sela, fez Kagome sentar junto dele.

.

Espero não tê-la aborrecido com meu atrevimento, Angel.
Kagome o encarou, e Inu Yasha pôde ver a raiva cintilando naqueles magníficos olhos azuis.
Meu nome é Kagome Angélica Diedre Esperanza Higurashi, não Angel! Só meu pai e Souta me chamam assim.
A risada profunda de Inu Yasha causou uma sensação estranha em seu corpo, a começar pelos seios.
Não acha que é um nome longo de mais para uma criatura tão pequena e delicada? Sabia que nós já nos conhecemos?
Ele cruzou os braços diante do peito.
Esta enganado, señor. Eu teria me lembrado
Foi num baile na Cidade do México. Você comemorava o seu décimo sexto aniversário. Entrei na festa como convidado de seu irmão, mas seu pai não permitiu que eu dançasse com a aniversariante, alegando que você era muito jovem e que não seria apropiado. Então, convidei sua adorável mãe para dançar comigo.
Kagome lembrou-se de um inglês que estivera na festa. Ela o achou o mais intrigante dos homens, e sonhou com ele dorante semanas. A lembrança esmagadora permaneceu por muito tempo em sua memória. Aquele arrogante que a carregava na sela do cavalo não podia ser o mesmo rapaz.

Kagome estreneceu na noite fria. Era impossível não ficar atenta áquelas pernas longas e musculosas estando sentada entre elas. A calça de caubói não oferecia muita proteção entre seus corpos, e o calor dele atravessava sua pele, causando-lhe as mais estranhas sensações. Contorceu-se, tentado parar com aquele formigamento no estômago. Atirou o cabelo para trás e levantou a cabeça para tomar ar.
Mesmo se estivese lá eu dificilmente lembraria.
Não minta. Seus olhos a desmente, mesmo ao luar. Na época eu a considerei a criatura mais deslumbrate que já vira. Agora que amadureceu, se tornou uma jovem fascinante.
Kagome endireitou as costas.
Mesmo sendo amigo de Souta, prefiro que não me diga essas coisas.
Percorreram em silêncio o restante do trajeto até a hacienda do pai dela, cada qual envolvido nos próprios pensamentos.
Kagome tentava resistir ao cansaço e fazia força para não pousar a cabeça no peito largo.
Mas Inu Yasha tirou a decisão de suas mãos quando a puxou firmimente contra si, para em seguida passar um dos braços ao seu redor.
Você está com frio. Fique quietinha, Angel, e compartilhe do meu calor.
Kagome nunca fora tão abraçada daquela forma antes, a não ser por seu pai e seu irmão.

A sensação de estar aninhada a ele a preocupava e a confortava. Logo se sentiu como se estivesse dentro de um casulo, abrigada contra o frio. O movimento do cavalo colocou a testa dela em contato com o rosto de Inu Yasha, e Kagome sentiu a leve aspereza da barba despontando. Inalou profundamente a fechou os olhos enquanto o cheiro másculo a envolvia.
Ergueu as pápebras quando se perguntou se teria de falar com seu confessor sobre o modo como aquele homem a pertubava.
Inu Yasha lutava contra a própia reação diante da suavidade deliciosa da jovem em seus braços. Fazia muito tempo que não ficava com uma mulher, e aquela o incendiava. Ela tinha gosto de hortelã quando a beijou, e sua boca faminta ansiara por mergulhar nas profundezas da dela, doce e úmida. Graças a Deus Souta estava presente para interrompê-lo; estivera perto de se perder naquela suavidade.
Quando Kagome começou a mexer as nádegas macias contra suas coxas, seu corpo reagiu de imediato. Inu Yasha espantou-se com a própria atitude. Não era mais um rapazinho inexperiente, então por que permitia que aquela moça, a irmã de seu melhor amigo, assumisse o contrle de seu corpo? A vida o ensinou que as mulheres raramente eram o que aparentavam ser; na Inglaterra, após lhe fazer juras de amor eterno, sua noiva se recusara a acompanhá-lo naquela aventura no Novo mundo.
Ficou grato quando avistou o muro de pedra e os pesados portões de madeira da casa de Higurashi.
Kagome inclinou-se para a frente e gritou para a sentinela da residência densamente fortalecida:

Sou eu, a señorita Higurashi. Por favor, peça para abrirem o potão.
Inu Yasha ouviu o barulho de botas e viu vários lampiões serem acesos. O pesado potão de carvalho se abriu, revelando uma entrada circular que levava á varanda da hacienda. O pátio se iluminou enquanto vaqueiros se aproximavam, lampiões em punho. O doce cheiro de flores bloqueava o da fumaça das armas de fogo pairando sobre a cidade de Bexar, a uns três quilômetros.
A hacienda, situada em uma curva do rio San Antonio, e ao norte do local onde a guarnição de soldados mexicanos acampava, parecia um paraíso em meio ao caos.
Um mexicano alto surgiu á porta da residência segurando um refle na mão direta. Usava roupas pretas de vaqueiro, com um colorido poncho lançado negligentemente sobre um dos ombros.
Sou eu, BankotsuKagome se identificou.
O primeiro em importância entre os homens do seu pai, tinha uma expressão severa no rosto, mas ele sorrio ao reconhecê-la.
Señorita, o que faz fora de casa essa hora da noite? O que dom Rafael dirá quando souber que não estava no seu quarto?
Com certeza ele vai quere saber o que faz sua única filha vestida como um vaqueiro montando em dupla

em dupla com um estranho. Dom Rafael Higurashi saiu das sombras da varada, irridiando autoridade e autoconfiança.

com um estranho. Dom Rafael Higurashi saiu das sombras da varada, irridiando autoridade e autoconfiança