Incertezas - capítulo 2

Fandon: Supernatural

Personagens principais: Dean/Sam/John

Sinopse: Sam é um garoto de 17 anos, vivendo uma adolescência conturbada... Tem problemas de relacionamento com a família, é doce e inocente, mas ao mesmo tempo encrenqueiro, curioso e cheio de dúvidas... principalmente quanto ao amor que sente por seu irmão Dean, agora com 21 anos ( Slash / AU).

Nota: Os três não são caçadores.


Pela manhã Sam acordou cedinho, pensando em algo para se redimir com o pai, já que não poderia fugir por mais um dia inteiro.

Tirou o Impala da garagem, o lavou e encerou, sabia que isso não iria amolecer em nada o coração do velho John, mas quem sabe ajudasse um pouquinho, afinal estava mesmo ferrado desta vez.

Para sua infelicidade, John foi o primeiro a levantar, e estava indo em direção a oficina, quando notou a presença de Sam, que estava terminando de encerar o carro.

- Então, você acha que encerar o Impala vai te redimir do castigo, pelo que você aprontou ontem? Ou melhor, pelo que você vem aprontando nas últimas semanas?

- Não, eu não acho, mas não custa tentar, não é mesmo?- Sam disse na maior cara de pau.

Nisso John vinha na direção de onde Sam estava, pelo lado oposto do carro... Começaram a andar em círculos ao redor do carro, Sam sempre atento aos movimentos do pai.

- Você sabe que está na minha lista desde que bateu o carro do meu cliente na garagem, semana passada, e desta vez você não vai escapar...

- Eu bati, porque o senhor me proibiu de sair com meus amigos da escola, foi bem feito... E de qualquer forma, eu estou sempre na sua lista, John...

- Sabe Sam, o Dean sempre fica tentando me convencer de que você não faz as coisas por mal, que é só uma fase, mas sabe o que eu acho? Que é baboseira! E ele não vai poder te defender agora...

E continuaram na brincadeira de gato e rato, circulando o Impala, até que Sam teve a idéia de pegar uma garrafa com gasolina, que estava na prateleira ao lado do carro...

- Se o senhor insistir, eu vou jogar isso aqui no carro...

- Você não se atreveria, Sam...

- Eu não duvidaria, se fosse o senhor - Sam disse abrindo a tampa da garrafa.

- Vem aqui, seu moleque maldito...

Então John correu até Sam, que jogou a garrafa aberta em cima do capô do Impala e saiu correndo.

E mais uma vez seu plano deu certo, pois John, ao invés de correr atrás dele, puto da vida, tratou de se ocupar em limpar a gasolina da lataria do Impala, antes que manchasse.

Sam pulou novamente a cerca do vizinho, indo em direção ao riacho. Se o seu pai ou Dean viessem atrás dele, bastava pular na água que nenhum dos dois iria segui-lo naquela água gelada. O que ele não esperava era se deparar com Tom, quando corria naquela direção.

- Olha só quem apareceu! Eu não esperava sua visita tão cedo, Sam. Já ficou com saudades?

- Idiota! Eu não vim por sua causa, estou fugindo do meu pai.

- Mas que diabos você tanto apronta pra fugir do seu pai?

- Deixa pra lá, mas se ele me pegar agora, ele me mata...

- Vem comigo...

E Tom então puxou Sam pela mão, e foram correndo em direção ao galpão.

Assim que Sam entrou, Tom fechou a porta e prensou Sam contra ela...

- Eu... acho melhor eu ir embora.

- Que é isso Sammy, com medo de mim? Você não gostou do que eu fiz ontem?

Nisso Tom começou a beijá-lo e em segundos Sam já estava tão duro que já não conseguia mais raciocinar direito.

Depois de se esfregar e acariciar Sam até deixá-lo quase louco, Tom abriu a própria calça e expôs o seu membro, que Sam observou curioso...

- Sua vez, Sammy... Você acha que consegue?

Sam não retirou os olhos do membro do amigo por nenhum segundo, estava ofegante, tentou controlar sua respiração, respirando fundo por duas vezes antes de se ajoelhar em frente a Tom.

Primeiro segurou seu membro com uma mão, e continuou olhando com curiosidade, internamente se perguntando se seria mesmo capaz de fazer aquilo. Bom, e se algum dia Dean o quisesse? Não iria nem saber o que fazer com um homem, teria que aprender, de um jeito ou de outro...

Então se lembrou da sensação de Tom fazendo com ele no dia anterior, e pensou que o mínimo que poderia fazer seria retribuir o favor.

Respirou fundo mais uma vez, e então experimentou, passando a língua suavemente pela extensão... Percebeu que não era tão estranho quanto imaginava, então foi imitando os movimentos que Tom fez com ele no dia anterior.

Ao mesmo tempo em que olhava para aquele membro pulsante entrando e saindo de sua boca, de vez em quando olhava para o rosto de Tom, para ver quais as reações que causava no mais velho. Tom gemia alto e puxava os cabelos de Sam com força, até chegar ao limite e gozar dentro daquela boca que tanto desejava. E esta foi a pior parte para Sam, que ficou com nojo e cuspiu várias vezes.

- Sam, você deveria engolir!

- Isso é nojento!

- Tudo bem, você logo se acostuma - Tom disse rindo e puxando Sam para um beijo demorado.

- Eu não posso voltar pra casa ainda.

- Tudo bem, eu ainda tenho tempo, você pode ficar aqui, tem mais coisas que eu quero fazer com você...

- Que coisas? - Sam perguntou assustado.

- Eu quero foder você, Sammy...

- O quê?

- Isso mesmo que você ouviu, você não quer?

- Me... me foder? É claro que não!

- Eu não vou te machucar Sam, e eu prometo que você vai gostar e vai pedir mais - Tom disse se aproximando e apertando as nádegas de Sam.

Sam então foi se afastando, se afastando, e saiu correndo feito um louco de volta para casa...

Estava tão assustado com a idéia que só agora lembrou que teria que enfrentar o pai. Bom, melhor levar uma surra do que ficar lá com Tom e fazer coisas que não queria, pensou.

Chegou em casa ofegante... parou com as mão apoiadas nos joelhos, recuperando o fôlego e a coragem, para então se dirigir rumo a oficina.

Podia ouvir Dean e o pai conversando, então ao se aproximar, parou logo na entrada e ficou esperando, pronto para o que viesse...

- Sam? O que você está fazendo aqui? - Dean perguntou, com medo da reação do pai. No fundo preferia que o caçula tivesse ficado escondido até a noite.

- Finalmente achou o caminho de casa, não é? Ou você pretendia fugir de mim para sempre? - John disse completamente irritado.

- Eu não estou mais fugindo, estou? Pode fazer comigo o que quiser - Sam disse triste, com seu melhor olhar de filhotinho abandonado...

Nem John que estava louco para socá-lo conseguiu fazer nada depois de olhar para o filho...

- Você vai agora mesmo para o seu quarto, e só vai sair de lá quando eu mandar, entendido?

- Só isso? Quero dizer, sim senhor!

E Sam saiu correndo para o quarto, onde ficou pensando no que havia feito com Tom, e no que ele havia dito sobre querer fodê-lo. Só de pensar nisso Sam já estava excitado novamente...

Pegou uma toalha e foi para o banho, onde se tocou, não pensando em Tom, mas sim em Dean... Sonhava com Dean lhe tocando daquela forma... Queria que Dean fosse o primeiro e único a possuir seu corpo, mas sabia que isso jamais aconteceria. Depois de gozar, continuou debaixo do chuveiro, perdido em seus pensamentos quando ouviu Dean bater na porta.

Apressou-se em se secar e se vestir, e saiu do banheiro para enfrentar o irmão...

- Sam, que diabos há com você?

- Por quê?

- Você ainda pergunta? Que merda foi aquela que você fez hoje?

- Você está falando do Impala?

- É claro! Por quê? Você fez mais alguma que eu não sei?

Sam ficou imaginando o que Dean faria se soubesse o que ele tinha feito com Tom... provavelmente o espacaria e nunca mais iria olhar pra sua cara. E pela primeira vez Sam sentiu vergonha do que havia feito...

- Dean, desculpa pelo Impala, mas era só gasolina, eu sabia que o John iria limpar antes de correr atrás de mim. Nem manchou a pintura, eu já verifiquei...

- Você teve sorte, senão eu é que iria querer te socar...

- Desculpa Dean, mas foi a única idéia que eu tive.

- Eu estou começando a ficar com medo das suas idéias, Sam. Tomara que o pai te deixe preso por uns três dias...

- Aí eu vou enlouquecer...

- Eu sei disso - Dean disse rindo pela primeira vez naquele dia.

Dean saiu do quarto ainda sorrindo pensando nas maluquices do irmão, não sabia de onde ele tirava tanta energia. Vivia aprontando na maior cara de pau, e estava cada vez mais magro, provavelmente de tanto correr do pai por aí.

Dean também ficou pensando desde quando vinha esta repentina amizade com Tom, afinal desde criança Sam nem gostava muito dele, e de repente corria todos os dias para lá, provavelmente estava aprontando mais alguma.

Não gostava de Tom, e achava que ele não era uma boa companhia para seu irmão, Dean pensou se deveria averiguar isso mais de perto.

Na sexta feira John iria viajar, passaria o fim de semana pescando com uns amigos, deixando os filhos sozinhos em casa.

Sam estava agradecendo mentalmente por isso, pois teria um fim de semana sossegado, sem ter alguém implicando e pegando no seu pé.

Dean estava debaixo de um carro, e Sam ao seu lado, como auxiliar, lhe passando as ferramentas.

- Sam, hoje a noite eu vou sair com uma garota, você não se importa de ficar sozinho, não é?

Na verdade, Sam se importava, não em ficar sozinho, mas em saber que Dean iria sair com uma garota. Ficou praguejando mentalmente...

- Eu pensei que você fosse ficar aqui comigo...

- Você está bem crescidinho para ficar uma noite sozinho, não está?

- Ta... tudo bem.

A noite Sam ficou vendo um filme, sem muito interesse, pensando com tristeza no que Dean estaria fazendo a essa hora... Pensava como seria se algum dia Dean se casasse... não, não conseguia nem pensar...

Era meia noite e Sam ouviu o ronco do Impala, ficando feliz por Dean ter voltado tão cedo... Correu até lá fora, e percebeu que Dean estava completamente bêbado, nem conseguira estacionar o Impala na garagem.

Foi até lá e o ajudou a entrar em casa e subir as escadas...

- Aquela vadia... eu não quero mais nada com ela, Sammy...

Sam tirou as roupas de Dean, e o enfiou debaixo do chuveiro, se sentindo culpado por não conseguir evitar uma ereção ao ver o corpo nu do irmão. Deus, como Dean era lindo e perfeito... Sam teve que conter um suspiro, e esperava que Dean não percebesse sua excitação.

Sam então o secou com uma toalha, e o ajudou a vestir uma boxer, porque definitivamente não era uma boa idéia ficar olhando para o membro do irmão, pois mesmo estando mole, as idéias de Sam já estavam a mil por hora diante daquela visão.

Ajudou Dean a se deitar na cama e sentou ao seu lado, olhando para aqueles lábios tão tentadores do irmão, e imaginando que maravilhas eles poderiam fazer...

Sem conseguiu evitar, Sam tocou os lábios de Dean com as pontas dos dedos, sentindo aquela carne macia... Dean estava com os olhos fechados e a boca entreaberta, então Sam foi descendo e tocou os lábios do irmão com os seus, num leve carinho... Dean não reclamou nem se mexeu, então Sam passou a língua por eles, experimentando seu gosto. Dean estava com um terrível bafo de tequila, mas mesmo assim Sam continuou... Enfiou a língua sutilmente por aquela cavidade, sentindo Dean reagir e corresponder ao beijo...

Dean puxou Sam pela nuca com força, aprofundando o beijo de uma forma desesperada... A cabeça de Sam girava, sabia que Dean o iria odiar depois, afinal estava bêbado e não sabia o que estava fazendo, mas Sam não poderia parar agora. Desceu seus lábios pelo pescoço do irmão, beijando e chupando aquela pele macia, deixando marcas, enquanto esfregava sua ereção na de Dean, que já estava bem visível neste momento. Dean continuava com os olhos fechados, completamente entregue, enquanto Sam descia sua língua pelo seu abdômen, lambendo e apertando com as mãos cada pedacinho daquele corpo tão desejado e proibido...

Sam finalmente chegou com a boca até a beirada da boxer de Dean, então parou e tentou retirar aquela peça restante da roupa do irmão, quando sentiu uma mão o barrar...

- O que você pensa que está fazendo, Sam?

- Dean, eu... eu... - Sam não sabia o que dizer, apenas saiu de cima de Dean, envergonhado...

Dean levantou da cama rapidamente e se vestiu, pegando Sam pela gola da camisa e o socando contra a parede...

- Me explica, Sam, o que você pretendia fazer?

- Me desculpa, Dean! - Sam já estava chorando, em desespero...

- Me desculpa? Sam, eu é que estava bêbado, e você me vem com uma atitude dessas? No que você estava pensando?

- Eu não ia fazer nada de errado, Dean...

- Como assim não ia fazer nada de errado? O fato de nós sermos homens, somado ao fato de sermos irmãos, não te diz nada? Isso é doentio, Sam... Você acha que o que fez é normal?

- Eu amo você, Dean!

- É claro que você me ama, eu sou seu irmão!

- Não dessa forma, eu não te amo só como irmão...

- Sammy... você está confundindo as coisas... Olha, eu sei que depois da morte da mamãe, as coisas ficaram complicadas pra você. E eu sei que você acabou se apegando demais em mim depois disso, mas você tem que separar uma coisa da outra, Sam. O que você sente por mim, é apenas amor de irmão.

- Eu sei o que eu sinto Dean, e não é amor de irmão...

- Deixa de besteira Sam! Vá dormir, que pela manhã, quando você acordar, suas idéias vão clarear...

Sam então, sentindo-se desolado, pegou seu travesseiro e cobertor, e foi dormir no sofá, não aguentava mais o olhar de reprovação de Dean.

Dean tirou suas roupas e deitou-se novamente, parecia que o efeito do álcool tinha evaporado de seu corpo, depois de toda aquela situação.

Ainda não conseguia digerir toda aquela informação, como Sam havia feito tudo aquilo? E desde quando estava tendo estas idéias em relação a ele? Seu irmão só poderia estar doente, provavelmente estaria precisando de ajuda.

Dean já havia notado que seu comportamento estava diferente nos últimos tempos, mas atribuía isso a sua idade, sabia que não era fácil passar pela adolescência, Sam vivia metendo-se em confusão, sempre criando problemas com o pai, estava mais agressivo, e ao mesmo tempo carente o tempo todo... Dean já não sabia mais como lidar com ele, e agora então, tinha mesmo ferrado com tudo.

Dean podia ouvir os soluços vindos da sala, o que lhe cortava o coração. Estava contendo a vontade de ir lá e abraçar o irmão, mas sabia que agora o melhor era deixá-lo sozinho para colocar a cabeça em ordem.


Continua...