Nanamii-chan, obrigada pela review

Nanamii-chan, obrigada pela review! . Eu tinha prometido a mim mesma que se pelo menos uma pessoa me mandasse uma review que fosse eu iria continuar, e aqui está, mais um capítulo. Obrigada, você fez uma ficwriter feliz!

M: Rápido, rápido, nós não temos tempo!

G: Claro que temos, Mana-san, você que faz as regras por aqui...

M: Então que belo exemplo eu sou... Descumprindo as minhas próprias regras...

Gackt riu da cara mal humorada de Mana, o deixando furioso.

G: Mas também, quem manda acordar tarde...

Mana foi pegar as chaves enquanto Gackt abotoava o último botão da camisa. Achando que Gackt não estava prestando atenção, Mana disse bem baixinho, apenas para si mesmo.

M: Hunf, se eu acordo tarde é porque durmo tarde, e se eu durmo tarde, a culpa é toda sua por não me deixar dormir...

Sem que o loiro percebesse, Gackt chegou por trás dele e o abraçou, pegando o loiro de surpresa e o fazendo sair do chão alguns centímetros.

G: O que você está dizendo?

M: Aaaaaaaaaaaaaaaah! Na-na-na-nada...

G: Então, podemos sair ou você vai ficar nos atrasando mais do já fez?

M: Eu? Como assim, eu...

G: Ah, quer saber, para de reclamar e vamos...

M: Hã, como assim parar de reclamar?

G: Assim.

Gackt encostou Mana na parede, segurando o loiro pelos pulsos e o beijando de modo sôfrego, mas mesmo assim carinhoso Mana apenas correspondeu, sem tentar se soltar de Gackt, pois havia alguns minutos que ele desejava ser beijado daquele jeito pelo amante, pois estar sozinho com ele era pura tentação, Mana só não havia desistido de ensaiar porque se desistisse eles poderiam acabar sendo descobertos, e ele não sabia se conseguiria assumir que estava realmente com Gackt, se ele tinha medo de admitir que o amasse até para si mesmo, quanto mais para os fãs, ele não sabia qual seria a reação do mundo se soubesse o que aquela suposta amizade realmente era. Eles saíram do quarto e entraram no elevador. Gackt foi primeiro, então...

O elevador caiu e tudo ficou preto. Logo depois veio o atrito com o chão. Ele havia sonhado de novo. E havia caído da cama. O nariz sangrava, mas não doía, era bom sinal, não tinha quebrado. O loiro levantou-se da cama e calçou as pantufas, logo saindo do quarto e indo até o andar de baixo. Ao chegar entrou em um corredor já bem conhecido, decorado com armaduras e com um grande espelho em uma das paredes. Ao passar por ele, Mana jurou ter visto um par de olhos azuis a observá-lo, num pálido, conhecido e amado rosto que tinha os lábios em um sorriso sarcástico, o loiro voltou, o rosto mais pálido do que qualquer maquiagem que ele poderia usar, mas viu apenas seu próprio reflexo, sem conseguir segurar as lágrimas ele ajoelhou-se no chão, rezando baixinho seu mantra.

M: Por favor, volte. Acho que não sei viver sem você.

Alguns dias se passaram. Mana não dormia direito, não comia e desenvolvera o hábito de passear nos jardins de sua casa ao amanhecer, o que o fazia pegar o sereno matinal, gelado de cortar a pele, resultando em uma gripe de algumas semanas. Mas a falta dele era maior do que tudo isso, o que o fazia continuar agindo assim, inconsequentemente. Algumas vezes teve pesadelos que costumavam envolver perseguição e acordou suando frio e em pânico, começando a chorar incontrolavelmente ao perceber a cama vazia. Cada dia que passava os amigos podiam perceber com mais clareza o quanto ele sofria, mas quando tentavam conversar sobre isso com ele, Mana simplesmente se recusava a falar, mas todavia era perfeitamente perceptível o quanto ele estava sofrendo.

Mana usava a desculpa de que estava passando por uma fase difícil, agora que Kami havia falecido ele se encontrava praticamente sozinho no mundo.