PARTE 1 (I)
TRE METRI SOPRA IL CIELO
Capitulo 01 – Elisa
ElisaPOV.
Minha história começa como a história de qualquer outro fantasma, eu morri, mas antes disso, do fato de eu ter morrido, existiu uma outra história, a história da Elisa viva... assim como há também a história da Elisa morta, mas essa vem depois, esperem.
Primeiro a história da Elisa viva e de como ela morreu.
Eu era uma jovem de dezoito anos recém feitos quando morri, feliz da vida que estava trocando de cidade para iniciar meus estudos na faculdade ao lado de minha melhor amiga e do meu namorado que iriam pra mesma universidade que eu... Uma feliz jovem de dezoito anos recém feitos que tinha ganhado seu primeiro carro de seus pais, felizes pais, que tendo sua única filha indo para a faculdade resolveram vender a grande casa em que os três viviam para se mudarem para uma casa menor na área rural onde eles sempre sonharam em viver, assim como também juntaram dinheiro para viajarem pelo mundo... uma vida perfeita, não? Pois é, acho que alguém lá em cima achou que antes minha vida era perfeita demais e resolveu acabar com ela!
Pois bem... era inicio de outubro, dois anos atrás, eu peguei o meu carro e fui ao mercado comprar mantimentos, eu e minha amiga morávamos juntas, meu namorado lá perto, era aniversário dela, daríamos uma festinha em nosso apartamento, coisa pequena, nossos pais estavam vindo visitar pela primeira vez, queríamos as coisas bem certinhas, bonitas, arrumadas, mas foi ai que eu esbarrei com o destino.
Por algum motivo que obviamente ficou esclarecido depois da minha morte um maluco adentrou o supermercado com uma arma enorme e atirou em tudo o que viu na frente, isso me incluiu. Em câmera lenta eu vi a bala se aproximar, direto na minha cabeça e é verdade, sua vida passa num flash e é verdade, dói e muito, e é verdade, depois da dor você não percebe que morre apesar do teu corpo ali atirado no chão com um buraco na tua cabeça e teu cérebro jogado contra o macarrão instantâneo e é verdade, exite algo além depois que você morre.
Assisti à tudo o que veio depois, às outras vitimas, a policia chegar, às lagrimas e às caras de nojo quando tudo o que eu fazia era gritar "Hey, alguém! Estou bem aqui!", e é verdade, ninguém te escuta.
Em tudo o que eu pensei foi na minha família, amigos e namorado e foi apenas pensar neles e lá estava eu, no carro com meus pais e os pais de minha amiga, ou no apartamento vendo ela e meu namorado se pegando, sim, me traindo na cara dura enquanto eu estava lá atirada e morta no chão ensangüentado de um supermercado ao lado dos 'Twinkles'! Malditos!
Foi naquele momento que eu resolvi atazanar a vida deles, foi também nesse momento em que percebi que minha raiva movia objetos e também mexia com a eletricidade, assim como também foi um pouco depois disso, com eles assustados que o telefone tocou e era do departamento de policia informando minha morte.
Em sequencia veio a choradeira, o remorço, minha cremação, as saudades... tantas emoções...e claro a acusação de que eu morri só pra estragar a comemoração de aniversário de minha 'amiga'... apavorei-a tanto que ela trocou até mesmo de apartamento semanas depois de minha morte. Àquele traidor, o fiz gritar como uma mocinha acuada na frente de todo o time de remo do qual ele participava na faculdade.
Com meus pais é que a coisa foi mais triste. Eles já estavam morando na casa na área rural, já haviam vendido nossa casa, ficando apenas com as lembranças e minhas cinzas que eles espalharam pelos meus lugares preferidos, me ligando também à estes, é para onde você pode ir depois que morre, estar com aqueles que ama e nos lugares onde você mais gostava, você não pode ir até aquele lindo astro de Hollywood e finalmente vê-lo pelado, você está preso à tua vida anterior, ou você pode ir com 'ELES'... ao menos é assim que eu os chamo, àqueles traços de pura luz branca que literalmente te sugam pra algum lugar que eu não quero saber qual seja.
Meus pais saíram para viajar meses depois que eu morri, eles continuaram com suas vidas, o que merece meu aplauso, ficar chorando e se lamentando como tanto eles fizeram nas primeiras semanas não me trouxe conforto, ao contrario, trazia mais daqueles traços luminescentes atrás de mim, me afastando deles...
Encontrei abrigo e sossego na minha antiga casa, onde eu vivi por uma vida literalmente, ela estava vazia, qualquer um a à tenha comprado ainda não havia se mudado para lá e se dependesse de mim, nem iria, aquela casa pertence à minha família, à mim, daqui eu não saio e ninguém me tira.
Oláaa!
duvido que tenham sentido falta de mim porque aqui estou
outra vez! No picasa estão as fotos de Elisa e de Noel
que terá sua história contada no prox post!
gostaram?
espero q sim! até breve!
bjus
Vic.
