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A irritação ampliou-se ao sentir a ondulação e o vazio no estomago. Odiava acordar atrasado e perder o café. Molhou a cabeça na água gelada, despertando completamente e jogando os fios lisos para traz. Se arrumou o mais rápido que o sono permitira e correu para o corujal. Permaneceria irritado até o almoço, mas teria a resposta que precisava e um sorriso meio lábio se esticou pela face clara. Tripudiaria sobre a castanha intragável e isso já bastava seu esforço e fome.

Se encaminhou para a biblioteca assim que terminaram as aulas da tarde e assim que empurrou a porta da sala, revirou os olhos em contrariedade. Claro que a cdf já estaria lá. Mas curiosamente não estava lendo. Será que a curiosidade dela era inferior a dele? Sentiu-se infantil no momento e praguejou.

- Que merda isso. – Hermione assustou-se e o encarou. Soltou o ar irritada e voltou-se para prateleira que limpava.

Draco voltou a catalogar uma outra caixa já aberta e o silencio reinou. Trechos do diário de Valentin não lhe saiam da cabeça e queria tanto discutir com ela.

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"- Não é somente uma dissimulada, senhorita Granger, mas também uma mentirosa.

O calor inundou as bochechas dela. Certamente Sarah desejava cruzar os braços por cima dos seios e a vi tremer quando retrocedi um passo e a encarei com atenção. Eu queria provocá-la e ver até onde ela iria.

- Sua pele está ruborizada e posso ver seus mamilos através da camisola. Se deslizar minha mão entre suas pernas aposto que está úmida e preparada para mim.

Os dedos dela se moviam com nervosismo e parecia que controlava o impulso instintivo de me dar uma bofetada. Ri alto, mas esperava que uma onda de raiva alimentasse ela. Me intrigava e a confusão nos olhos dela era como se lutasse com algo em seu interior, dificultava ainda mais minha estranha sensação de espera, de tensão, de necessidade. Como se o corpo dela soubesse algo que sua mente ainda não tinha compreendido . Ela também me desejava.

E antes que recobrasse a razão, aproximei minha mão e apertei seu mamilo por cima do tecido fino. Ela fechou os olhos enquanto uma pontada de necessidade disparava diretamente sobre seu corpo, como fazia no meu. Deus como ela me excitava. E os olhos semi abertos e a respiração pesada estavam me enlouquecendo. Precisava dela.

- Sarah... – Eu não tinha que ter quebrado o maldito torpor em que estávamos. Ela se enfureceu ao notar onde minha mão estava e além de se cobrir ainda mais com a manta, empurrou a porta com força e correu. A risada divertida que me escapou, a perseguira pelo oco da escada. Mas só.

Fiquei olhando atrás de Sarah Granger enquanto meu membro engrossava e crescia contra meus calções ainda desabotoados. Finalmente me dei conta da loucura e sorri mais amplo. Arrumei-me e a imagem da reação dela não saia da minha cabeça. Ela necessitava de um homem dentro dela embora não se desse conta e comecei a sentir-me tentado em reconsiderar meu plano de contrair matrimônio com a jovem e obediente Charlotte."

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- Mulherzinha oferecida. – Draco sibilou baixo, perdido nas lembranças.

- O que disse? – Hermione encarava as costas dele com uma fúria contida.

- Não estou falando com você sangue ruim. – Draco queria uma deixa para brigar. Ansiava. – Mas se quer mesmo saber, essa Sarahh Granger é uma vadiazinha oferecida igual a todos os sangue ruins.

Um pedaço de qualquer coisa passou voando rente o rosto do loiro. Os olhos claros a fitavam com receio e apreensão. Sabia que ela era louca e de certo modo perigosa. Hermione abriu a boca algumas vezes, mas parecia se controlar para não gritar.

- Eu sabia que você ia fazer isso, seu metido de merda. Eu sabia. – Respirava com dificuldade e a pele começava a marchar de vermelho. Draco quase teve o ímpeto de sorrir diante da fúria dela, mas conteve-se.

- Sabia que eu ia fazer o que? – Falou alto. Irritado. Ela era uma maldita sangue ruim que levaria o troco se voltasse a encostar nele. A bofetada do terceiro ano ainda não havia sido digerida.

Hermione estreitou os olhos e levantou o queixo como sempre fazia quando a ignorância humana fosse previsível. – Que você deturparia tudo o que aquele asqueroso escreveu sobre ela. Você é medíocre e patético Malfoy, tentando provar a superioridade do sangue o tempo inteiro. Isso é um monte de merda.

Draco conteve o impulso de avançar sobre ela e gritar até que ela se calasse.

- Eu não deturpei nada e você se acha a dona do cérebro mais perfeito do mundo, pra achar que sabe de tudo. A dona da verdade, mas a sua verdade não é a verdade de todo mundo Granger.

- Olha quem fala. – Ele não devia ter dito. Devia ter se controlado e antes que conseguisse pensar numa resposta a altura, por que mesmo que falasse alguma merda, não a deixaria ter a ultima palavra; ouviu passos apressados do lado de fora. Ambos disfarçaram quando a cabeça da bibliotecária apareceu na porta e os olhos avaliativamente. Ela resmungou algo sobre o silencio e afastou-se. Por um momento longo só ouvia-se o som das batidas dos próprios corações. Cada um com o seu som. Cada um seus pensamentos. Cada um com suas verdades e desconforto.

- Eu não deturpei o que está escrito. Apenas está escrito. – Ele não tinha que romper o silêncio, mas tinha que dar a ultima palavra. Ela o tinha acusado e não ia engolir nada. Ela engoliu quando suspirou alto, parando de fingir que dobrava uns papeis amarelados. Suspirou cansada e quando Draco a encarou, ela parecia que estava engolindo lagrimas. Granger ia chorar? Era a ultima coisa que ele esperava ver na vida.

Draco desviou o olhar e vasculhou uma caixa perto e Hermione possivelmente amassou e desamassou o papel uma centena de vezes antes de cada um seguir seu caminho quando terminou a detenção daquele dia. Estava frágil demais e na sua cabeça Sarah Granger era uma mulher honrada e provaria isso, nem que devorasse aquele diário a noite. Draco apenas queria que aquele inferno terminasse logo.


Olhei por cima do ombro quando a risadinha animada de Charlotte se ouviu outra vez. O que quer que lorde Malfoy estivesse lhe dizendo, sem dúvida foi muito gracioso e resisti ao desejo de enrugar o sobrecenho ante o casal absorto. Eu havia lhe pedido que prestasse mais atenção a Charlotte e não tinha direito de sentir-me decepcionada por ele ter feito caso a minhas palavras. Na verdade, deveria-me sentir encantada. Não sei o que acontece comigo, pois minha vontade é de bater minha sombrinha na cabeça dele. Argh!

Daisy, a criada, tinha estado exultante de alegria pela habilidade de lorde Malfoy na cama. Ao que parece, era o melhor amante que ela tinha tido. Continuava falando uma e outra vez do tamanho de seu membro e do que podia fazer com este com precisão. Isso estava me enfurecendo mais do que deveria. Ele ficaria noivo de minha inocente irmã e sem dúvida, um verdadeiro cavalheiro faria amor com uma mulher com mais delicadeza e cortesia.

Apressei-me a subir a colina para o chá da tarde, mas tive que contornar quando alguém tocou meu braço me parando. Ele.

- Boa tarde, senhorita Granger. Está desfrutando da vista? - o honrei com um sorriso frio, consciente do calor dos dedos enluvados sobre minha pele nua.

- Boa tarde, milorde. A vista era encantadora até que vós a ocultastes. Por favor, procure qualquer outra dama que seja menos capaz para ajudar a subir a colina.

Os dedos dele se apertaram em meu braço.

- Mas eu queria caminhar com você. Ontem à noite me deixaste em meio de um dilema. - Lancei-lhe um olhar desconfiado.

- Alegra-me que tenha reconsiderado suas alternativas e de ter podido lhe orientar.

Ele se mostrou cortesmente confundido antes de esboçar um sorriso lento e debochado. Fiquei mais cautelosa. Ele parecia exalar perigo e eu estava confusa.

- Não falo do seu breve sermão de moral, mas sim, de algo muito mais importante que me manteve insone. – Ele descaradamente baixou o olhar para seus calções. - E acordado a maior parte da noite.

Mantive meu olhar abaixado e incrédulo. Será que este inescrupuloso homem me achava tão ingênua para lhe pedir que se explicasse?

- Você é muito modesta minha querida. Não lhe agradaria saber a que me refiro? – Já estava a um momento de mandá-lo ao inferno com sua sujeição, quando ele continuou. - Pensava em seus seios. – O miserável sorriu. - Para ser ainda mais preciso, passei várias horas me perguntando de que cor seriam seus mamilos. Os mamilos de algumas mulheres são iguais a cor de seus lábios, outros são uma surpresa. Seus lábios são de um rosado profundo e seus mamilos são do mesmo tom?

O que eu poderia responder se meu cérebro não conseguia nem pensar? Eu queria ofende-lo, mas para meu aborrecimento, ele parecia notar que meus seios endureceram até o arrepiou de minha coluna. Ele parecia estar me testando, mas para que? Olhei-o de soslaio e descobri que ainda me olhava, com os olhos fixos em meus seios. Demônio de homem! E em tudo o que eu conseguia pensar era nele copulando com Daisy...

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Hermione adiantou algumas linhas, pois ler sobre sexo a deixava envergonhada mesmo estando sozinha. O que pensariam dela se alguém soubesse? Alguém sabia e uma pequena onda de fúria percorreu seu corpo e não queria pensar em Malfoy.

Parou a visão e uma parte um pouco marcada lhe chamou a atenção nos escritos.

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O chá nos esperava junto com a possibilidade de um pequeno concerto de música e muitas fofocas. Freqüentemente se perguntava como seria estar com os homens e discutir questões de real importância com uma taça do Porto. Ao amadurecer, tinha começado a compreender por que os homens evitavam vir ver as damas até que estas estivessem aturdidas.

Às vezes me sentia tão presa que desejava sair da sala de estar mal ventilada e não retornar nunca. Freqüentemente sonhava que minha mãe e minhas irmãs me vigiavam de perto, com seus rostos cheios de amor enquanto me asfixiavam pouco a pouco debaixo de uma pilha crescente de anáguas. Apesar de minhas consideráveis habilidades, já havia compreendido que minhas opções se reduziriam ao celibato ou ao matrimônio.

Olhei para o outro lado, para Charlotte. Minha pequena irmã tinha aparecido em meu quarto outra vez na noite anterior, com o rosto cheio de lágrimas. Ela assegurava que lorde Malfoy a assustava e que a fazia se sentir estúpida. Se não fosse pelas objeções de minha mãe, eu sabia que Charlotte já estaria casada com seu noivo de infância, o ajudante da comarca, em lugar de perseguir um homem da elevada posição social de lorde Malfoy.

Charlotte esboçou um sorriso tímido e senti uma onda familiar de afeto exasperado. Por que não podia simplesmente dizer não a minha mãe e em troca fazer o que quisesse? Sem dúvida lorde Malfoy não quereria uma esposa a que tivessem obrigado a contrair matrimônio com ele.

- Trago-lhe uma taça de chá, senhorita Granger?

Só me dei conta do quanto estava distraída quando a voz divertidamente debochada chegou a meus ouvidos. Levantei o olhar, o que me deu uma visão perfeita do volumoso pano frontal das calças justas de lorde Malfoy e de seu plano abdômen mais acima. Ele fez de propósito.

- Não, obrigado, milorde. -Ele continuou me observando.

- Este vestido lhe cai muito bem senhorita Granger. Tem uma cor forte, acertastes ao evitar as cores claras que freqüentemente preferem as jovens debutantes.

Baixei o olhar para meu vestido de cor vermelha e de repente me senti nua. Eu precisava revidar.

- Não sou uma jovem debutante, mas obrigada, milorde. Não me tinha dado conta de que também é um perito em moda. -E sem pedir permissão ele sentou-se a meu lado.

- Quando se ajuda a tantas mulheres a tirar roupa e voltar a vestir-se, como eu o tenho feito, formam-se alguns critérios.

Infernos. Abri meu leque de um golpe. Devia deixar de provocá-lo. Cada vez que o tento, ele vence meus esforços com a habilidade de um jogador profissional de cartas. O som de uma harpa que se afinava me salvou da necessidade de responder. Queria tanto odiá-lo...


Draco abriu o diário com raiva e se acomodou melhor sob as cobertas. Era melhor matar logo sua curiosidade para esquecer de vez aquele assunto, já que estava sendo um insucesso fingir que não se importava.

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Para o pesar daquela intrigante mulher, continuei sentado a seu lado enquanto várias jovens tocavam com variado êxito o cravo. Minha coxa tocou inocentemente as pernas dela. Não havia lugar para afastar-se, por isso ela sofreu a proximidade em silêncio. Era extremamente curioso e divertido ver as reações dela perto de mim. Ambíguas.

Sarah aplaudiu a interpretação embora parecesse aborrecida com a submissão de Charlotte. Seria ela tão altiva para uma pequena demonstração? Sem dúvida, ela estava ansiosa para terminar com a horrível noite e então tomei-lhe a mão quando ela tentou ficar de pé.

- Senhorita Granger, tocará para nós? Que encantador! – Entrelacei meu braço no dela e a levei inexoravelmente para o cravo. A mãe de Sarah enrrugou o cenho e negou com a cabeça. Será que nossa intrigante dama tinha uma fraqueza? Queria rir da raiva disfarçada com que ela me olhava, mas revisei as partituras e coloquei uma folha dupla em frente a ela.

- Se não estiver segura das notas, senhorita Granger, continuarei cantando e tentarei encobri-la.

A mãe dela voltou a sentar-se. Um sorriso falso se cravou em seus lábios e Sarah começou a tocar e imediatamente se perdeu na música. Mal conseguia cantar com tamanha perfeição do som ao meu lado e por minha evidente surpresa.

Um punhado de aplausos nos trouxe de volta ao presente e não pude fazer nada alem de sorrir para ela. Ela realmente era surpreendente e naquele momento me parecia feliz. Feliz até dar se conta que eu não olhava exatamente para ela - meu olhar tinha caído até o decote do espartilho com borda de renda de seu vestido.

- Maldição! –Murmurei. - Rosa ou vermelho? Ainda não tenho certeza...

Ela tentou ficar de pé, mas lhe aproximei outra partitura. Adorava provocá-la.

- Toque esta para mim. Estou seguro de que está ao alcance de suas aptidões.

Ela olhou para o concerto de Mozart e começou a tocar. A tormenta de aplausos que acolheram sua interpretação fez com que se ruborizasse e ela ficou de pé depressa. Evitou o olhar de sua mãe enquanto recolhia as partituras e tudo parecia tão irreal. Ela me pareceu tão frágil naquele momento, e tão desejável que poderia me perder nela. Os convidados tagarelavam e se retiravam da sala de estar, deixando-nos a sós.

- Toca como um anjo. Por que sua mãe desaprova?

Sarah baixou a tampa do cravo e soprou as velas. - Porque acredita que toco muito bem e isso não é próprio das damas.

- É uma estúpida. Com seu talento, poderia tocar profissionalmente.

Ela me devolveu um sorriso cauteloso, consciente de que éramos as últimas pessoas na sala.

- As damas não fazem isso. Senti-me bastante desiludida quando minha mãe me disse que não podia continuar com minhas aulas no exterior. Inclusive embora rogasse a meu pai, ele se negou a estar de acordo comigo.

Coloquei a mão dela sobre meu braço e a guiei até as portas duplas que davam para o vestíbulo.

- Imagino que te sentiste mais que um pouco desiludida. Possivelmente fizeram saber de seu descontentamento durante semanas que ficou brava com seu pai. Parece-me um pouco consentida. - Sarah riu para dissimular seu óbvio aborrecimento.

- Na verdade não recordo como me senti, milorde. Parece que foi há muito tempo. – ela tentava soltar seu braço enquanto nos aproximávamos da porta e antes que pudesse reagir, a puxei e a apertei contra a parede; meu corpo cobria o dela por completo. Ela engoliu o grito, receosa e curiosa ao mesmo tempo.

Cada centímetro de meu corpo ágil pressionava com firmeza contra o dela, e meus lábios acariciaram o dela lentamente, buscando algum traço de resistência na invasão de minha língua. Então a beijei lentamente até que ela tirou o chapéu e beijou-me de volta. Quando me afastou, ela resfolegou e abriu a boca para falar.

- Shhh. – Impedi-a, roçando o dedo indicador sobre o carnudo lábio inferior dela e continuei o movimento descendo pelo pescoço. Ela tragou com força quando meu dedo chegou a descansar sobre o espartilho franzido.

Ela havia me enfeitiçado, e se magia não fosse proibido e eu não soubesse a procedência da família dela; juraria que ela era uma bruxa. E queria desesperadamente saber até onde ela iria e me deixaria ir.

Fechou os olhos enquanto eu remexia por baixo da seda cálida e deixava descoberto a ponta de seu seio. A rajada de ar frio sobre sua pele quente caiu como gelo sobre o fogo. Meu dedo rodeou o botão duro de seu mamilo e ela estremeceu enquanto eu enlouquecia.

-É... De um rosa profundo. Como framboesas com creme. – Olhei do seio para os lábios semi abertos e queria possuí-la ali, naquele momento. No corredor atrás podia ouvir que sua mãe trocava cumprimentos com um dos convidados que partia. Inclinei-me mais perto e ela abriu os olhos para me encarar. Talvez rogar que eu me afastasse. Talvez. Não teve tempo nem forças.

Cavei a mão em seu seio por cima do corpete, obrigando-o a sair do espartilho e lambi o mamilo descoberto. Sarah mordeu o lábio com força, calando qualquer intenção que tivesse. Ela gemeu e fiz de novo, e outra vez, com mais força e logo sugava o mamilo dentro de minha boca.

Ela sabia que não era correto e eu pouco me importava. A expressão de culpa na face dela era quase infantil, delicada. Tão delicada quanto o gemido suave que saiu de seus lábios.

Levantei a cabeça e a olhei atentamente enquanto baixava até o outro lado do espartilho para descobrir seu outro seio. Não consegui evitar a diversão.

- Convencida e possivelmente desavergonhada. Se fosse minha, eu a sentaria sobre o meu colo todas as manhãs. Tocaria e sugaria seus seios até que me rogasse para parar, até que ficassem inchados e sensíveis pela necessidade.

Então voltei a atormentá-la até que ela pareceu que ia explodir. E eu não me agüentava mais. - Imagino como se sentirão contra a renda de seu vestido e o espartilho. Todo o dia, cada vez que respirar recordará minha boca sobre você. – Eu precisava de mais. Eu precisava daquela inocente mulher e deslizei o joelho entre as pernas dela, pressionando. Se não poderia tê-la; então aproveitaria ao máximo. - Quando chegar a sua cama estará tão desesperada por mim, para que termine o que comecei. Estarás me rogando que lhe encha com meu membro.

Eu sabia que ela me necessitava, e não era de qualquer homem; era de mim e eu queria lhe dar tudo o que não conhecia. Aplacar a necessidade evidente nela. A chama que a queimava e fazia sua face corar. -Se me olhares assim, senhorita Granger, terei que lhe visitar durante o dia e possuí-la sobre a mesa de jantar. Isso lhe agradaria? Queria que meu membro enchesse cada centímetro de você?

Minha vulgaridade despreocupada a fez olhar fixamente meu rosto, e encaixei meus quadris contra o dela para acabar de vez com aquela tortura.

Levei sua mão até minha virilha. - Pode sentir o que você provoca em mim?

Meu penis petrificado se movia debaixo da mão delicada e num instante encaixei-me entre suas pernas, voltando a beijá-la com desespero. Então, logo me deteve de maneira abrupta quando me empurrou e se apressou a ajeitar o espartilho.

Quase senti pena pelo desespero em sua face pálida. Vergonha? Medo? Culpa? Não consegui descobrir.

- Meu pai retornará esta noite. Pensa informá-lo de sua decisão então?

- Minha decisão? – Perguntei sem entender, eu mal conseguia respirar. Ela respirou fundo, ajeitando o espartilho e se contorcendo um pouco. Os seios ficaram sensíveis como eu ansiava.

- Sobre contrair matrimônio com Charlotte. Estou segura de que estará encantado.- Lhe ofereci o braço enquanto saíamos de trás da porta.

- Quanto a isso, senhorita Granger, ainda não me decidi sobre a senhorita Charlotte.

Uma voz conhecida e seca se ouviu do vestíbulo e sobressaltou-a.

- Estou contente de ouvir isso, Lorde Malfoy, porque se é assim, parece que está mostrando interesse na irmã errada.

E olhando John Granger com todo respeito e gratidão que sentia por ele, eu me decidi sobre como pagar-lhe a dívida de minha vida...

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Draco fechou o diário sentindo a veia do pescoço latejar. A mandíbula pressionada por tanto tempo, aumentava a pressão sanguínea da região tornando quase doloroso respirar. Não era possível que um Malfoy tivesse se envolvido com trouxas deliberadamente. Um puro sangue. Bruxo. Casando-se com trouxas por alguma espécie de dÍvida. Puro sangue. Mesmo sem usar magia ainda era um bruxo. Malfoy. Puro sangue.

Não fazia sentido. Narcisa tinha que responder logo aquela maldita carta. Ele tinha que saber e tinha com urgência que tomar um maldito banho frio.


N/A - Bem. Fic nova e com dois cap postados pra saber o que estão achando. Sim? não? Serena essa fic é horrivel, deleta? continua? Então... vocês são quem mandam xD:

Bjx e até +