Ok.
Eu admito, estou com medo de vir aqui, porque eu não vi os últimos episódios e não quero ler spoiler. Não quero ver spoiler. E até eu criar coragem para ver vou ficar meio off

*respira no saquinho*

POR FAVOR, por caridade, não me joguem spoilers.

Eu não vi os episódios 611 e 612.


Categoria: Multitemporadas.

Classificação: PG-13 por segurança.

Capítulos: 2 / ?
Advertências dos Capítulos: Podem conter linguagem obscena. Continuação da Fanfiction "Perfect Fit".

Spoiler: até o episódio 609.


Romance / Humor / Angst (porque, você sabe, eu não posso evitar)


Completa: [ ] Yes [X] No

Observação: Não. Eu não tenho um título que preste. Ou uma sinopse adequada. Ou, eventualmente, diálogos que façam sentido. Eu também não possuo nenhum personagem citado aqui. Não me processe.


Capítulo 2 – Coisas estúpidas ou
Razão número 2: Não pode dar certo se você não beijar a garota

Em breve, ele havia dito. Há duas semanas atrás.

E então, como europeus fugindo da peste negra na idade média, Booth não ficava ao seu redor. De repente, ele tinha muito trabalho no FBI. Ou precisava ajudar Charlie em algum serviço de última hora. Ou Hacker o estava prendendo com - e aqui ela o citava: - "um monte de papelada de casos estúpidos com erros estúpidos cometidos estúpidos agentes mais jovens". Para contribuir, não tinham um caso há dias.

Brennan havia prometido para si mesma que seria paciente (para o bem dele, dela e da família que iriam constituir), apesar de toda excitação por finalmente ter um bebê (com Booth!).
Até mesmo sugeriu que seguissem devagar... Deus, deveria ter sabido que Booth iria levar aquele relacionamento para além do antiquado (infelizmente, o conceito de "devagar" era distinto para cada um deles).

Com sorte, eles estariam fazendo sexo antes que ela entrasse na menopausa. Talvez. Ela pensou mordaz.

Ele havia feito sexo debaixo de uma figueira com uma desconhecida – pasmem: em plena zona de guerra. E Brennan não tinha certeza se à noite... – e, em contrapartida, sequer lhe dera um beijo de boa noite na bochecha – Pelo amor de Deus, eles se conhecem há sete anos! – quando a levou para casa, depois de terem acordado ter um filho. Um filho!

Honestamente, ela havia tentado levá-lo para dentro (seduzindo-o com sua marca de café árabe preferida), pronta para esquecer (mais rápido do que ele poderia dizer "Bones") a coisa toda de "levar lentamente" – quase três anos em abstinência, por favor. – Mas Booth apenas lhe desejou boa noite, apertando levemente sua mão e foi embora.

E todas as vezes que tentara aproximar-se, bem, Booth se esquivava. Ela mal podia tocá-lo. Basta dizer: Brennan estava frustrada.

Put your hands all over me
Please talk to me, talk to me
Tell me everything is gonna be alright
Put your hands all over me
Please walk with me, walk with me (now)
Love is a game, you say
Play me and put me away
(Marron 5 – Hands All Over)

- x -


Booth, por outro lado, ao momento era melhor definido com o humor tão irreverente quanto o de uma tempestade.

Talvez devesse ter dito não. Ele a decepcionaria – o que, por si só, não é um novidade desde que Hannah voltara do Afeganistão para encontrá-lo. -, mas Brennan iria sobreviver.

No fim de tudo, ela iria agradecê-lo por ter lhe dado a oportunidade de encontrar um bastardo qualquer que pudesse lhe dar um filho. Alguém que não era tão ligado aos seus ideais e, obviamente, que "não seria tão superprotetor do próprio esperma".

Ele odiou o pensamento. Odiou só imaginar Brennan cogitando a possibilidade de compartilhar aquela experiência com outra pessoa que não fosse ele. O pensamento o deixa doente.

Booth suspirou. Era ridículo como estava lidando com sua escolha – agora que já se forçara a aceitar aquela situação (não, não havia maneirano inferno dele deixar Brennan encontrar um homem para ser o pai do seu filho). – Sabia disso.

Ele conhecia Brennan há sete anos e apesar de distinguir – quase – todo mínimo detalhe sobre ela, sentia-se incapaz de encontrar uma forma adequada para... iniciar uma relação amorosa (?) com sua parceira e melhor amiga. Senhor, quão patético era isso?

A transição era tão difícil. Simplesmente porque ainda não sabia para o que estava migrando. E havia todas essas perguntas... E se estragasse tudo... Outra vez? E se Brennan mudasse de ideia, se achasse tudo um erro?
Porque Deus sabia que Booth esperava um desastre, como se inesperadamente todo fosse explodir em sua cara. Estava preparado? Talvez. Mas para Temperance? "Nunca" sempre seria a resposta.

Booth podia lidar com muitas coisas, mas ele não conseguiria vê-la arrependida e amargura por uma escolha que – particularmente – Booth considerava equivocada. Droga, ele a amava tanto e não gostava de imaginá-la insatisfeita.
- x -


-Booth e eu vamos ter um bebê.

Angela lançou um olhar firme para a amiga. Quando Brennan a havia convidado para um almoço, a morena imediatamente soube que algo estava mal. Não que não fizessem isso – sair apenas elas. -, mas Brennan andava frustrada e irritadiça demais há um tempo agora. Enfim, apenas uma desculpa para uma conversa de garotas.

Era chocante, no entanto, que, dentre tantas, esta fosse a razão pela qual sua amiga estivesse irascível – é claro, Angela sentira que era algo relacionado à Booth (ele havia escondido dela seu terminado com Hannah, sabe lá por qual razão). Mas, sendo sincera consigo mesma, esperava algo do tipo "Oh Meu Deus, Booth vai se casar com uma estranha, ele a conheceu num bar na noite em que rompera com Hannah!".

Angela bebericou um pouco de seu suco de frutas vermelhas, sentindo-o amargo. Pacientemente, procurou uma forma de explicar a Brennan que já haviam tido essa conversa. E que não havia mudado de opinião.

–Realmente Bren? Vocês estão de novo nessa coisa de parceiros que têm um bebê? – indagou exasperada, apesar de si mesma. – Querida, você sabe o que eu penso sobre isso. Por que vocês simplesmente não caem em uma cama, esbaldam-se com sexo e, então, esperam mamãe natureza agir?

Ela era uma romântica incorrigível. Como poderia ser diferente? Tinha uma vida perfeita, com o marido perfeito e seu bebê lindo, saudável e perfeito. Não era mal desejar o mesmo para sua melhor amiga, ainda mais quando, bem, você sabe quem é o cara perfeito para ela. Maldição.

Angela suspirou, um pouco ressentida do casal de amigos. Eles eram tão loucamente complicados! Deveria mesmo tê-los trancado na dispensa quando tivera oportunidade.

-O que a faz pensar que não vamos para cama? – Brennan indagou com curiosidade franzindo o cenho. – Oh, você está, obviamente, rememorando o período de dois anos atrás, eu suponho. Bem, não é assim.

Ok. Angela tivera de conter um gritinho. Assim como assinalou uma nota mentalmente de comunicar a Max. Oh MEU DEUS. Já era o maldito tempo!

-Você está grávida?

-Não!

Angela não perdeu tempo: - Mas vocês estão juntos, certo?

-Angela, por favor – a mulher ruiva lançou um olhar a volta. – Ninguém pode saber. E 'sim' é sua resposta. Eu acho.

-Você acha? - Angela se sentiu murchar.

-Nós não temos nos falado muito esses dias – Brennan comentou, num tom que Angela considerou 'de queixume'.

-Espera, eu não entendo. Como você pode estar tão certa de que terá um bebê? Sei que são saudáveis e cheios de vitalidade, mas...

-Foi o combinado – Brennan a cortou, indolente.

-Combinado? – perguntou com medo.

-Sim – Brennan sorriu muito orgulhosa de si mesma. - Como Booth tem sérios problemas em compartilhar seu sêmen sem uma ligação, nós decidimos que ficaríamos juntos e teríamos um filho.

-Is-Isso é insano! – Angela exclamou sem poder se conter dessa vez. – Brennan, amor, o que estão fazendo? Você disse que o amava? Ele se declarou para você?

-O quê? Não!

-O que realmente abrange "estar junto" para você? – indagou, impaciente.

Quando Brennan finalmente lhe explicou detalhadamente – tão detalhadamente – o que era "estar junto" na sua concepção tresloucada, Angela queria chorar. E sacudir Brennan. Ou esmurrar Booth.

Então ela riu.
Apenas porque sua amiga genial estava enganando-se animadamente, brincando de casinha com o melhor amigo dela. Era quase... – Angela mordeu o lábio inferior - adorável. De um jeito bizarro que só poderia ser deles.
A morena sinceramente esperava que tudo corresse bem o suficiente para que admitissem seus sentimentos – todos os amavam, mas ninguém poderia lidar com suas neuroses em relação ao parceiro. E vice e versa.

- x -


Booth havia a convidado para jantar àquela noite. Brennan ficou atordoada por um segundo, antes de assentir com um pequeno sorriso e o deixou escapar. O moreno lhe oferecera um aceno de cabeça e seu sorriso charmoso enquanto tamborilava a pasta que tinha em mãos e saia do escritório dela.

Ela não conseguia esconder bem suas expectativas; mas, como Brennan, Booth tinha seu próprio tempo. Aparentemente, era um desses imortais...

De toda forma, sua noite fora agradável e divertida. Estaria mentindo, no entanto, se dissesse estar completamente satisfeita.
A noite acabara como qualquer outra nos anos anteriores de sua parceria, praticamente.

Booth deslizou cuidadosamente uma mexa do cabelo dela com os dedos para trás de sua orelha e dispensou um pequeno beijo em seu rosto. –Até amanhã, Bones.

Brennan assentiu. – Tenha uma boa noite, Booth – murmurou antes de fechar a porta atrás de si.

Ela ainda estava tão frustrada.

Era pedir demais um namorado que não quisesse esperar o centésimo encontro oficial – ela tinha certeza que seu centésimo encontro ocorrera entre o beijo sob o visgo e o julgamento do seu pai - para agarrá-la?

Inesperadamente, a mulher sorriu e corou. Booth era seu namorado.
Aquilo soava pueril demais aos seus ouvidos. O que eles eram? Um casal no ensino médio? – não, Booth do ensino médio nunca perderia a oportunidade de...

Brennan suspirou.
Era, também, muito estranho.


(C o n t i n u a)