Era raro a TARDIS ficar parada em algum tempo ou lugar por muito tempo, mas sua nova tripulante exigia isso. Mary ainda era uma bebezinha de alguns meses, crescendo bem próxima dos seus pais, sob o cuidado atento deles. Nesse meio tempo, o Doutor tentava se ajustar ao fato de ter uma família, algo que sua esposa tinha dificuldade de lidar também. Apesar de toda dureza e valentia de River, havia dentro dela uma parte que era sensível e vulnerável, que lembrava sua vida, crescendo como uma menininha que se virava em meio aos perigos do universo e dos Silêncios. Mas tudo aquilo passou, embora as memórias estivessem gravadas em sua mente. No entanto, Mary a lembrava de sempre ter esperança, de que mesmo quando o bem parece impossível, algo bom pode acontecer de repente e ser bem real. Algo que o Doutor também refletia, pensava e concordava.
Em meio a um dia em que a família estava reunida na sua nave/lar, a TARDIS interceptou uma mensagem inusitada.
O Doutor correu no seu jeito inusitado para o controle da nave, para ver o que estava acontecendo.
-Desculpe alarma-lo pai mas sou eu-uma moça jovial disse do outro lado da "linha"-eu soube que minha irmãzinha nasceu. Queria as coordenadas para ir até vocês e, quem sabe, passar um tempo, se não for incômodo.
-De jeito nenhum Jenny!-sorriu o Doutor, feliz ao vê-la-venha minha querida estaremos esperando. E Mary, eu sei que está muito ansiosa para te conhecer, conversamos muito sobre você.
-Ok, eu vou o mais rápido possível-Jenny avisou, logo recebendo as coordenadas de seu pai.
Um tempo depois, a sua pequena cápsula aterrissou ao lado da TARDIS.
Antes que Jenny batesse na porta da TARDIS, sua mão apenas tocou a velha porta de madeira e a nave a reconheceu, abrindo a porta para ela. Jenny agradeceu com um sorriso.
-Papai? – ela entrou chamando – pai? River?
-Estamos aqui – veio a voz do Doutor de algum lugar de lá de dentro..
-Oi! – a moça sorriu e abraçou o seu velho pai – onde está a River e a Mary?
-Ah Amelia Mary decidiu dormir agora – O Doutor explicou – River está com ela. Talvez ela acorde só para vê-la...
-Acha mesmo? Ela já é tão esperta assim? – Jenny ficou encantada.
-É sim! – O Doutor ajeitou os suspensórios – pode apostar. Vem , vamos conhecê-la.
O Doutor convidou a filha mais velha para visitar a filhinha mais nova.
-Oi River-Jenny disse baixinho ao ver sua mãe de consideração com a bebê em seu colo, num silêncio imaculado.
-Jenny, que surpresa!-River ficou surpresa ao vê-la-faz tanto tempo que não a vemos, o que andou fazendo?
-Modéstia à parte, vivendo minhas aventuras e salvando o universo-respondeu a moça-mas eu soube que Amelia nasceu e eu tive que vir vê-la.
-Bom aqui está ela-River se endireitou para que Jenny visse Mary melhor.
-Ela é tão linda e fofinha...-disse Jenny encantada.
-Gostaria de segurá-la?-River ofereceu.
-Eu posso?-Jenny ficou surpresa, e com um pouco de medo-eu... quero sim.
Sua mãe do coração a ajudou, e entregou Mary delicadamente em seus braços.
A bebê notou o colo diferente, e então abriu os olhos, checando pra ver onde estava. Ela sorriu ao reconhecer a irmã.
-Oi Mary-Jenny sorriu de volta para ela.
De vez em quando, Jenny saía em sua cápsula para atender os pedidos de socorro que recebia, e viver suas próprias aventuras, mas sempre voltava para visitar sua irmãzinha na velha TARDIS. O pai das meninas também vivia suas aventuras viajando pra lá e pra cá, sempre avisando Jenny onde a TARDIS estava. Assim, Jenny viu Mary crescer e Mary sempre considerou sua irmã mais velha como sua primeira e melhor amiga.
Quando era a vez de River ir ao resgate, Jenny cuidava da irmã até que seus pais voltassem de suas missões. Crescer entre pessoas que faziam do universo um lugar melhor fazia Mary querer seguir os passos de sua família
Mary passou a maior parte da sua infância na Terra, estudando na mesma escola que sua sobrinha Susan, há tantos anos atrás. (insira aqui o nome que eu esqueci). Mas não demorou muito para que ansiasse por algo maior. Galáxias e planetas, povos e civilizações, tudo que ela queria conhecer, porém antes, tinha que crescer, e aprender muito até poder alcançar seus sonhos.
-Então, já decidiu o que quer ser quando crescer? – perguntou Jenny à irmãzinha que agora tinha a idade de quatro anos na contagem terráquea.
-Eu... – Mary pausou para pensar bem na resposta – às vezes quero ser astronauta, mas não preciso, se tiver uma TARDIS como a do papai, mas também quero ser médica, ajudar quem estiver doente.
-Talvez possa ser as duas coisas... – Jenny apontou – papai é um pouco de tudo.
-É... – a pequena Mary concordou pensativa.
Mary amava a Terra, querendo ou não, ali era seu lar, e mesmo quando passava um tempo com sua mãe na faculdade de arqueologia, mal podia esperar pars retornar para o seu planeta natal. Foi na Terra que Mary estudou enfermagem e, logo depois, sem perder a grande oportunidade, e com a autorização dos pais, na compania da irmã Jenny, partiu multiverso afora, em busca de aventuras. A cada parada, aprendia mais um pouco de medicina de cada povo, estando apta a tratar de quase toda espécie conhecida. E foi assim que Amelia Mary Smith foi traçando seu destino e deixando seu legado no universo.
