AVISO: Sakura Card Captor e seus personagens não me pertencem e sim ao Clamp.


Cap. 2 – Lembranças

Eram exatamente sete horas da manhã quando o despertador de Sakura tocou. Ela se levantou e foi direto para o banho, já que daqui a duas horas iria levar seus pais para o aeroporto junto com seu irmão. Sinceramente eu não sei como ela conseguiu acordar com tanta disposição depois de ter ficado até tão tarde no telefone com a amiga. Elas falavam sobre tantas coisas e mudavam de assunto tão rápido que eu até fiquei perdido com tanta informação. Confesso que não aguentei ficar acordado, cai no sono por volta da uma e meia da manhã. Mas a conversa delas me rendeu informações valiosas sobre a personalidade de Sakura. Mas quer saber o que me chamou mais a atenção? A amiga dela.

Tomoyo parece ser uma garota muito inteligente, observadora, decidida e concentrada em seus objetivos, o que já não é tão normal para uma garota de dezoito anos. Mas o que mais me incomodou nela foi o fato de que ela não acredita no amor. É como se estivesse criticando o meu trabalho e isso eu não admito. Por isso eu estou decidido a mudar a cabeça dela. Vou arrumar um namorado pra ela também, só assim ficarei melhor.

Sakura terminou de se arrumar num piscar de olhos e desceu para tomar café com sua família. Ela entrou na cozinha e encontrou todos lá, seu pai e seu irmão estavam sentados a mesa e sua mãe estava terminando de fazer o café.

- Bom dia! – Disse alegremente.

- Bom dia Sakura. – Respondeu seu pai. – Parece mais animada hoje. – Ela sorriu para o pai.

- Conversar com a Tomoyo sempre a deixa de bom humor. – Comentou Toya. O sorriso de Sakura sumiu e ela encarou o irmão.

- Como sabe que conversei com Tomoyo ontem? Estava ouvindo a minha conversa de novo?

- Não estava ouvindo de propósito, estava ouvindo porque você é uma monstrenga que fala alto demais e o seu quarto fica do lado do meu. Não tive como evitar. – Ele fez cara de sínico. – A propósito, já fez as pazes com Yashiro ou ainda estão brigados?

- Você brigou com seu namorado querida? – Disse sua mãe preocupada. – Espero que não tenha sido por culpa da viajem, porque se for eu sinto muitíssimo...

- Está tudo bem mamãe. Falando nisso, o Yashiro desejou boa viajem pra vocês. – Ela deu um sorriso amarelo. – Nós brigamos por outro motivo, mas não precisa se preocupar com isso. É melhor se preocupar em dar um jeito no Toya e essa boca grande. – Ele nem ligou.

Os quatro terminaram seu café e seguiram a caminho do aeroporto que ficava a mais ou menos uma hora de distância. Seus pais fizeram o check-in e em menos de dez minutos foram chamados para o embarque.

- Então é isso. Se cuidem e, por favor, não coloquem fogo na casa. – Disse o pai abraçando Sakura. Ela riu de leve.

- Pai, não somos mais crianças! – Ele sorriu. – Se colocarmos fogo na casa, nós sabemos chamar os bombeiros. Não precisa se preocupar. – Ela piscou para o pai que estava indo abraçar o filho mais velho.

- Adeus filho. – Eles se abraçaram por alguns minutos. – Vê se pega leve com a sua irmã. Pra começar pare de ouvir as conversar dela.

- Vou tentar, mas não prometo nada. – A mãe abraçou os dois filhos carinhosamente e deu um recado para os dois.

- Tenho certeza que ficarão bem, mas se precisarem de alguma coisa não hesitem em nos ligar. Assim que chegarmos ao hotel, nós ligaremos para passar o numero para vocês. – Um sinal tocou e uma voz grossa anunciou a última chamada para o embarque do vôo 724 com destino ao Egito. – Temos que ir querido. – Disse para o marido ao mesmo tempo em que entregava a passagem para o comissário do embarque.

- Adeus! Façam uma boa viagem. Sentiremos saudades! – Eles embarcaram. Sakura e Toya permaneceram no aeroporto até o avião decolar. Aos poucos, os outros acompanhantes foram deixando o local, até que só restaram os dois parados ali, olhando para a pista de vôo vazia.

- Vem, vamos para casa. – Disse Toya. Assim que ele olhou para a irmã viu uma lagrima descendo pelo seu rosto. Ele a enxugou e sorriu docemente para a irmã. – Eu sei, também já estou com saudades. Vamos. – Os dois seguiram em direção ao carro.

Como eu pensava Sakura foi derrotada. Não demorou muito para ela pegar no sono depois de entrar no carro, mas também com aquela trilha sonora até eu tava começando a ficar com sono. Toya ouvia uma música calma, uma mistura de pop com clássico bem relaxante, onde o piano era o instrumento principal. E foi esse o estilo de música que prevaleceu durante todo o caminho de volta. Eu me reclinei no banco de trás e fiquei aproveitando.

Um pouco depois da metade do caminho ouvi um barulho estranho que não se encaixava na melodia da musica. Sentei-me e observei a parte da frente do carro. Sakura continuava dormindo feito um bebê e Toya ainda dirigia. Um dos sinais fechou e obrigou-nos a parar. Foi nesse instante que Toya pegou o celular e colocou-o na orelha.

- Alô? Ah, oi amor. Tudo bem? – Disse. – Ainda não. Devo chegar em uns vinte minutos. Sakura está dormindo. Claro que está triste, até eu estou. Afinal nunca passamos mais de dois dias longe de nossos pais. Tenho certeza que ela ficará bem depois de alguns dias.

O sinal abriu e nós voltamos a nos mexer e Toya continuava ao celular. Isso me incomodou um pouco, é contra lei falar no celular enquanto dirige. Ele podia nos matar. Se bem que não aconteceria nada comigo, sou imortal. Mas e a pobre da Sakura que estava dormindo tão inocentemente no banco da frente? Isso que é irresponsabilidade!

- Estou. Então você me liga depois? Não vai esquecer se não fico com saudades. – A voz dele soou dengosa e melosa. Era até estranho ver um homem como ele falar daquele jeito. Não combinava de jeito nenhum. – Também te amo. Tchau. – Desligou o celular.

Nada aconteceu durante o resto do caminho. Chegamos depois de alguns minutos. Toya estacionou o carro, desceu e abriu a porta de casa. Depois ele voltou para o carro, abriu a porta de Sakura, pegou-a no colo e a levou cuidadosamente para dentro de casa. Ele a deitou em sua cama e desceu para a cozinha, para fazer o almoço.

Era quase uma hora da tarde quando Sakura acordou. Ela acordou com o barulho da campainha. Depois de se assustar por estar deitada em sua cama ela se levantou e lavou o rosto. Dez minutos depois ela desceu para encontrar o irmão. Quando chegou à sala percebeu que este não estava sozinho. Havia uma jovem mulher junto com ele. A principio pensei que fosse Tomoyo, mas logo percebi que estava enganado. Aquela mulher deveria ter uns vinte e três anos, logo não poderia ser quem eu achava que era. Mas se não era a amiga de Sakura, então quem era ela? Sakura tratou de responder minha pergunta.

- Oi Mizuki. Não sabia que viria hoje. Achei que ainda estava visitando seus pais. – Sakura se aproximou e a cumprimentou gentilmente.

Mizuki tinha cabelos ruivos acastanhados e compridos que iam até um pouco abaixo de sua cintura. Seus olhos cor de mel brilhavam intensamente e um sorriso doce estava em seus lábios. Parecia ser uma pessoa bem calma, paciente, meiga e por alguma razão não me era estranha.

- Cheguei hoje de manhã, mas estava com tanta saudade de seu irmão que quis vim fazer uma visita a vocês. – Ela abraçou Toya e deu um beijo em seu rosto.

- E deixa-me adivinhar, te deu uma vontade de cozinhar e você aproveitou pra ajudar o Toya a fazer o almoço? – As duas riram baixinho.

- Hey! Porque acha que recebi ajuda?

- Simples, por que o cheiro está muito bom para ser da sua comida. Admita, sua namorada te ajudou a preparar o almoço.

- Eu não cozinho tão mal assim! – Protestou, mas Sakura continuou olhando fixamente para ele. – Está bem, Kaho me ajudou, mas foi só um pouquinho.

- Um pouquinho? Sei. – Ela olhou para os dois e sorriu. – Bem o que estamos esperando então? Vamos comer.

Os três foram para a cozinha e começaram a almoçar. Eu fiquei ali apenas observando, mas não quem eu deveria. Não conseguia parar de pensar de que já havia visto aquela mulher antes, mas onde? Eles terminaram de almoçar e eu continuava pensando.

Mizuki e Sakura começaram a lavar a louça e Toya subiu para tomar um banho e trocar de roupa. Mizuki comentou sobre o dia em que conheceu Toya e isso me deu um estalo. Claro que já a conhecia, como pude me esquecer dela e de Toya! Eu os conheci há uns quatro anos e fiz com que eles se conhecessem.

Era primavera, a cidade de Tomoeda estava toda florida, o dia estava quente e ensolarado. Era o tipo de dia em que todos os adolescentes iam tomar um sorvete para se refrescar. Como estava sem "trabalho" fui para uma dessas sorveterias badaladas atrás de alguns corações solitários. Foi lá que encontrei Toya, mas ele não estava lá com os amigos tomando um sorvetinho, estava trabalhando. Era ele que servia a todos e cuidava dos pagamentos. O dia estava movimentado e ele estava sozinho. Toya estava cansado e suava muito, mas mesmo assim atendia a todos os clientes com um sorriso no rosto.

- Prontinho. Aqui está o seu sorvete, aproveite. – Dizia ele a uma garotinha de oito anos.

- Brigada moço! – Respondeu a menina com um grande sorriso e com os olhinhos brilhando.

Pessoas e mais pessoas passaram por aquela sorveteria naquele dia, mas nenhuma delas era a certa para Toya. Eram dez horas quando o dono apareceu e fechou o lugar. Toya foi para casa depois de receber seu salário e um extra por cobrir o turno do outro funcionário que faltara por estar doente. Ele estava indo para casa quando passou em frente a um templo antigo. Algo nele me chamou a atenção, me atraía. Deixei Toya continuar seu caminho e eu permaneci no local. Entrei no templo olhando tudo, as árvores, as luzes, a grama alta, as folhas caídas no chão. Tudo parecia normal, menos o fato de estar vazio. Não havia ninguém por perto, mas eu continuava sentindo aquela presença que me chamou a atenção.

Continuei adentrando cada vez mais naquele lugar estranho e solitário. Passei por uma pequena igreja, um santuário, um dojo e um pequeno lago antes de chegar à casa principal, onde as luzes estavam acessas. Ouvi um barulho e voei mais de pressa. Encontrei um casal, segurando malas nas mãos, dentro da casa. Eles observaram as paredes e o teto e logo em seguida saíram pela porta dos fundos e foram para o quintal.

- Está em melhor estado do que pensávamos. Só vamos precisar pintar as paredes, trocar algumas telhas e tapar alguns buracos.

- Claro. Logo teremos o templo que sempre sonhamos ter. Você vai cuidar da igreja, eu vou dar aulas de artes marciais e quem sabe nossa filha se anima e dá aulas de arco e flecha. – Eles abraçaram e depois trocaram um beijo de carinho. – Vamos amor, temos muito que fazer.

- Sim, mas vamos começar desfazendo as malas e no estalando querido. – Ela se virou para trás em minha direção e falou num tom mais alto. – Mizuki! Venha conhecer nossa nova casa.

Uma garota veio de trás de mim. Seus olhos não brilhavam, seus cabelos não eram compridos e não havia um belo sorriso em seus lábios. Era nítido o desagrado que sentia em estar ali. Ela se aproximou de vagar dos pais e colocou sua mala azul clara no chão. Seus olhos percorreram todo o perímetro ao seu redor e uma careta apareceu em seu rosto.

- É aqui que vamos morar? – Disse apontando para casa. Seus pais confirmaram com a cabeça. – Nessa coisa velha! Não acredito que nos mudamos para cá para morar em uma casa velha e caindo aos pedaços.

- Ela pode estar um pouco velha, mas nós vamos concertá-la rapidinho. Você vai ver, vai ficar novinha em folha.

- Porque viemos para cá? Estou cansada de me mudar todo ano porque vocês têm um sonho diferente para realizar! Eu odeio esse lugar, quero ir pra casa.

- Essa é nossa casa agora. – Respondeu o pai.

- Mais que droga!

Ela chutou o chão, o que espalhou areia para tudo quanto é lado, e saiu correndo para dentro de casa. Foi possível ouvir o barulho de uma porta se batendo com força. Seus pais suspiraram profundamente e ficaram se olhando por algum tempo. Foi a mãe que finalmente quebrou o silencio.

- Deixa, eu vou conversar com ela dessa vez. – Disse antes de ir atrás de Mizuki.

No dia seguinte encontrei Toya trabalhando na sorveteria novamente e, como no dia anterior, ele tinha um sorriso no rosto e um vazio no coração. Fiquei entediado enquanto o via trabalhar e me lembrei da menina de ontem, ela também precisava de minha ajuda, talvez devesse trazer-la aqui para ver como reage ao ver Toya. Quem sabe da certo? Ficar olhando Toya não ia me levar a nada, então resolvi visitar Mizuki e ver como havia acabado aquela briga de ontem.

Cheguei ao templo e o vi completamente diferente de como era. As paredes tinham sido pintadas, as luzes concertadas, as telhas trocadas, a grama cortada e os buracos tapados. Eles não estavam brincando quando disseram que iam consertar tudo rapidinho. Tudo estava novo, mas com aparência de velho. A única coisa que realmente parecia nova era a placa que estava na frente do templo e dizia: "Bem vindo ao Templo Tsukimine, um lugar para fazer suas preces ou para treinar. Um lugar só seu."

Comecei a procurar por Mizuki. Encontrei-a na parte de trás de sua casa, ela estava segurando um arco e flecha e em sua frente havia um alvo há mais ou menos dezesseis metros de distância. Mizuki puxou o fio do arco o máximo que pode, mirou e lançou a flecha que em meio segundo atingiu o alvo exatamente no centro. Um sorriso vitorioso apareceu em seus lábios. "Ela sabe sorrir?" Pensei.

- Muito bem filha. Não sei por que se recusa a dar aulas. – Disse sua mãe que estava atrás dela. Eu nem tinha reparado que ela estava parada ali. O sorriso sumiu.

- Sabe que não quero fazer parte disso. – Respondeu ela secamente.

- Ainda está brava?

- O que você acha? Todo ano agente se muda, todo ano eu perco amigos. Não conheço ninguém aqui mamãe, estou sozinha!

- Então saia e faça novos amigos ao invés de ficar apenas reclamando. E não se esqueça que não está sozinha, eu e seu pai estamos aqui com você, sempre.

- É, sei. – Disse antes de ir para dentro de casa e logo em seguida seguir para a rua.

- Aonde vai Kaho? – Perguntou seu pai ao vê-la saindo do templo.

- Fazer novos amigos a quem terei de dizer adeus quando vocês resolverem se mudar de novo. Sugestão da mamãe.

Ela nem olhou para trás, apenas continuou andando sem nem saber para onde estava indo. Agora seria à hora perfeita para levá-la a sorveteria, mas infelizmente ela seguiu na direção oposta. Felizmente eu sou um gênio (N/E: e muito modesto como devem ter reparado.) e tinha um plano. Eu peguei a fita que estava prendendo seu cabelo e voei na direção oposta. Como ela não me via, pensou que o vento havia arrancado a fita de seus cabelos.

Meu plano estava dando certo até que alguém segurou a fita e a puxou de minha mão. Demorei um pouco para perceber que essa pessoa era, na verdade, Toya. Ele ainda estava de uniforme, o que significava que estava em seu intervalo, já que seu colega havia melhorado da gripe que contraíra na noite anterior. Mizuki se aproximou correndo, estava sem ar e suada.

- Acredito que isso lhe pertença. – Disse Toya estendendo a fita.

- Bri-ga-da. – Respondeu ela pausadamente enquanto respirava. Ela levantou a cabeça e encontrou os olhos de Toya, o que a fez ficar toda corada. – Brigada.

- Você já disse isso. – Ele riu – Nunca te vi por aqui, por acaso se mudou recentemente?

- Sim, cheguei ontem. Como sabe?

- Trabalho em uma sorveteria. Praticamente já vi o rosto de todos dessa cidade. – Ele apontou para o uniforme e depois estendeu a mão para ela. – Me chamo Toya Kinomoto. Muito prazer.

- Me chamo Kaho Mizuki Teshiro, mas todo mundo me chama de Mizuki. – Eles apertaram as mãos por uma eternidade.

- Então para onde se mudo? – Toya resolveu quebrar o silencio.

- Eu e meus pais nos mudamos para o velho templo Tsukimine.

- Então foi sua família que comprou o templo. Eu adorava brincar lá quando era criança. Fiquei muito triste quando fechou e nunca mais fui lá, mas parece que agora eu tenho um novo motivo para voltar a frequentá-lo. – Ele sorriu e o rosto de Mizuki ficou completamente vermelho. O relógio de Toya apitou, lembrando-o que estava na hora de voltar. – Tenho que ir. Agente se vê por aí.

Ele partiu, mas Mizuki continuou parada lá como uma idiota até perceber que tudo tinha sido real. Ela simplesmente se virou e andou de volta para casa.

Uma semana se passou e os dois não voltaram mais a se ver, no entanto, seus humores estavam melhores: Mizuki não reclamou mais por ter se mudado e estava pensando em aceitar a proposta da mãe de dar aulas no templo, em troca de um salário é claro; e Toya estava mais feliz e animado. Era fato que um havia feito bem para o outro e que deviam se ver de novo, mas eu não conseguia juntar os dois. Mizuki não saiu mais de casa e Toya deixou de passar em frente ao templo quando ia para casa, pois seu colega estava lhe dando carona.

Os pais de Mizuki organizaram um festival no Templo para comemorar a reabertura do lugar. Ela estava sentada em frente a sua casa olhando o movimento a sua volta, nunca havia visto tantas pessoas. Seus olhos passavam por cada rosto, com a esperança de ver alguém conhecido. Sua mãe se aproximou dela.

- Está procurando alguém? – Perguntou.

- Ai, que susto mãe! Não chegue assim de mancinho.

- Não tente me enrolar. Responda minha pergunta.

- Claro que não. Sabe que não conheço ninguém aqui em Tomoeda. – Mentiu.

- Sei. – Disse ela num tom de brincadeira. – Eu te conheço, pensa que não percebi que seu humor mudou desde aquele passeio? Sei que conheceu alguém e que é um garoto. – Mizuki engoliu em seco.

- Claro que não mãe.

- Não precisa me contar se não quiser, mas quero conhecer o seu namorado.

- Mãe! Toya não é meu namorado, mal o conheço.

- Então o nome dele é Toya.

- Droga! – Resmungou baixinho. Sua mãe apenas riu.

- Então quando conhecê-lo melhor você me apresenta. – Falou antes de ir embora.

Mizuki continuou sentada lá por mais uma hora e Toya não apareceu. Ela finalmente desistiu, pegou suas coisas e foi praticar arco e flecha. Isso a deixou relaxada, era como se esquecesse de todo o barulho do festival, de todos os problemas. Ela lançou a flecha e novamente acertou o alvo bem no centro.

- Isso foi incrível! – Disse uma voz feminina. Mizuki se assustou e se virou para ver quem estava ali.

- Toya?

- Oi Mizuki. – Seus olhos brilharam. – Desculpa te interromper. – Ela olhou para a garota ao lado dele. – Essa é minha irmã Sakura.

- Olá. – Disse Sakura alegremente.

- Oi Sakura! Muito prazer. Quantos anos você tem?

- Tenho quinze anos. – Sakura sorriu. – Você é muito bonita, Toya tinha razão. – Os dois coraram.

- Brigada.

- Toya eu vou falar com a Tomoyo.

- Toma cuidado, não vai se perder. – Disse ele enquanto Sakura saiu correndo sem nem ouvir o que ele dizia.

- Sua irmã é uma gracinha.

- Quer de presente? – Ela se aproximou e se sentou ao lado dele. Mizuki riu.

- Como me achou aqui?

- Sua mãe me disse onde estava.

- Claro que disse.

Os dois ficaram conversando até anoitecer. Depois daquele dia não demorou muito até começarem a namorar, apenas sete dias. Eu fui embora e voltei no ano seguinte para verificar. Os pais de Mizuki tinham ido embora, mas ela continuava cuidando do Templo, com a ajuda de Toya.

O som da campainha me fez acordar dos meus pensamentos. Sakura saiu correndo em direção a porta.

- Deixa que eu atendo, deve ser a Tomoyo. – Finalmente eu ia conhecer-la. Sakura voltou em dois minutos acompanhada da amiga e pra ser sincero, eu não estava preparado para o que aconteceu.


Olá pessoal!

Primeiramente eu gostaria de me desculpar pela a demora, pois esse capítulo já está pronto há algum tempo, mas eu não tive tempo para postá-lo antes. Estou meio ocupada utimamente, mas acho que agora vai melhorar porque eu finalmente me formei na escola! Agora vamos ver se eu consigo entrar em uma faculadade...

Bem esse capítulo fala bastante sobre Toya e Misuki e também mostra algumas caracteristicas das personagens, como a atenção e carinho que Toya tem por Sakura etc. No próximo eu pretendo introduzir novos perssonagens a vocês e finalmente trazer Shaoran para a fic ^-^

Espero que estejam gostando e que continuem acompanhando a fic. Tentarei escrevê-la mais rápido, prometo.

Estou a

dorando as reviews, por isso continuem mandando :P

Respostas:

(préfácio)

Ninha Souma: Não tem problema ser má as vezes haushuashu ... mas eu não sou assim tão má, os novos capitulos já estão ai para você conferir. Muito obrigada pela Review.

Vanessa S.: Obrigada do fundo do coração, espero que continue acompanhando a fic. Beijos!

(cap. 1)

Hiwako: Eu sei, quis fazer esse namorado de Sakura o mais idiota possivel. Nãao se preocupe, o Syoran-tudo-de-bom já vai aparecer, mas não pessoalmente ... você vai entender no proximo capitulo. Obrigada pela Review, fico feliz que tenha gostado.

MeRRy-aNNe: Não sabia que a faculdade de arquitetura é tão dificil assim, talvez você possa me dar umas dicas dessa área, pois não faço a minima ideia do que se faz nessa faculdade hahaha. O Eriol como cupido ficou legal, não é? Espero que goste desse capítulo também. Beijos!

nina sakurai: Oi! Você faz muitas perguntas sabia... Pra começar o Shaoran não é o namorado de seis anos da Sakura, desculpa. Ele vai ser um completo estranho para Sakura, completo mesmo, ela nem vai conhecê-lo pessoalmente há principio... mas eu não vou contar agora, vou te deixar pensando no assunto. Depois que li sua Review realmente pensei em colocá-lo como o namoradinho de Sakura, mas decidi continuar com o plano original. Pra mim significa muito saber que você está gostando da minha fic, aliáis eu dei uma olhadinha na sua fic e gostei muito, estou ansiosa esperando mais capitulos. Peguei o seu email no seu perfil e vou responder as outras perguntas por lá, tá bom? Obrigada por tudo!

.:Beijinhus:.