Muuuuito obrigado a todos os review's! De verdade!
Este é um projeto difícil, então é sumamente importante para mim a ajuda de vocês...
sério!
Agradecimentos especiais a Akemichan015...Você me deixou tão feliz! ^^ Vou fazer um oneshot e dedicar especialmente a ti~ Muito Obrigado ^^~
E a Lyssia, claro, a carioquinha que eu atormento horas a fio com minhas loucas historias~
ATENÇÂO: Devido ao IMENSO tamanho do capítulo 2, eu não pude narrar tudo (!) sendo assim o "Possessão
á Meia-noite" será agora o capítulo 3, e este se chamará...
Capítulo 2
Aquela Velha Magia
- Mas eu não estou inventando mes amis...Esse lugar...Me é estranhamente familiar...
Estados Unidos, França, Alemanha, Itália do Norte, Japão, e um sujeito e seu urso caminhavam em direção a pequena cidade descrita num mapa que lhes fora dado por Inglaterra, por algum motivo, todo motorista que perguntaram se passava pela cidade apenas os observava horrorizados e fugiam.
- No mínimo você deve ter realizado uma suruba aqui ou algo assim - resmungava Estados Unidos...A ideia não lhe agradava nem um pouco, afinal, ali era território britânico!...Mas tratando-se de Francis...Era bem possível...
- Duvido muito Mon amour, se fosse assim, eu definitivamente lembraria
- Você me enoja Francis...
- Vee~ Mas você realmente acha que conhece este lugar França-nii-chan? - Perguntou Italia ignorando a expressão que tal comentário francês trousse para o resto do grupo.
- Hmmmm...Se sim...Com certeza não aconteceu nada bom enquanto estive aqui...hmm - Pensava com a mão no queixo, enquanto pouco a pouco podiam ver entre as árvores as luzes da cidade, o que indicava o fim da trilha.
- Por que França-san?
- Eu tenho tendência a esquecer coisas ruins, é normal quando se é alguém tão cheio de experiências e amour como eu~~
- Ou seja, alguém velho e esquecido.
O francês lançou seu melhor olhar de indignação ao estadunidense, mas este simplesmente ignorou. Haviam chegado à entrada da cidade.
Logo em sua entrada, podiam ver pequenas casas que faziam EUA lembrar sua infância e a colonização. Aqui e ali crianças corriam e brincavam, algumas acompanhadas pelos pais e outras por amigos, porém todos fantasiados e se divertindo muito.
- É bem animada para uma cidadezinha afastada non? - comentou o francês enquanto o grupo adentrava na vila.
- Halloween dia 1º de Outubro...Iggy conseguiu mesmo convencer toda a cidade em participar desta festa? Aquele inglês quando quer, se empenha mesmo - Disse admirado observando um par de gêmeos pedindo doces na casa de um velinho sorridente, parecia ser um lugar agradável apesar de um pouco sombrio.
– Moooço! Mooço! Doces ou travessuras?-Uma jovenzinha loirinha começou a dar pequenos puxões para chamar a atenção do italiano - Oi moço de fora~~ Doces ou Travessuras?
- Vee~ Mas eu acho que não tenho nada - Itália pos a mão no bolso em busca de alguma coisa, ao tempo que outra criança, talvez a irmã da primeira se aproximava de Japão.
- Moço! Doce o - Assim que tocou a manga do japonês, no entanto, este sentiu um como se um balde de água fria lhe fosse tacado na cabeça, sobressaltando-se e começando a sacar repentinamente uma katana escondida entre a roupa, sua mão foi detida no entanto por Alemanha.
O jovem menino apenas ficou observando a cena com uma inocente expressão de curiosidade infantil, até que, simplesmente sorriu, pegou a mão da irmã antes que Italia lhe desse o tal doce, e ambos saíram rindo.
- Ve~ o que aconteceu - Itália voltou a guardar o pirulito que com tanto custo havia encontrado, presente de Alemanha. Porém Japão ainda se mantinha numa posição de ataque, detida pelo alemão, o que conseguiu chamar a atenção de todos do grupo.
- Japão?...
- What? O que aconteceu?
- Não sei... - disse o oriental se recompondo, ainda observando as duas crianças que agora estavam frente a uma casa mais a frente - Senti...Uma vibração muito estranha vinda daquela criança...Algo que não era normal...Como se não fosse humana...
Um silencia muito incomodo e até sinistro recaiu sobre os cinco, em meio a uma troca confusa de olhares.
- Bem, foi bom viajar com vocês mes amis, Au revoir! - Disse o francês se despedindo com um paninho e indo em direção a saída.
- Ah, tchau Fran... Wait! - Estados unidos o agarrou pela gola e o trouxe de volta - Onde você pensa que vai?
- Para bem longe mon amour! - Disse o francês com uma expressão de receio - Estou com um péssimo pressentimento para com este lugar... E Acredite! Quando EU tenho um mal pressentimento, É UMMAL pressentimento!
- Vee~~ T-talvez seja melho-lhor mesmo nós voltarmos ve~ - Começou a tremer o italiano, se aproximando e praticamente abraçando o alemão, fazendo com que esse se ruborizasse um pouco.
- Larguem de besteira! É só uma festa! Com certeza deve ser mais uma das armadilhas que o Iggy arma todo o Halloween!
- Escute mon amour, eu conheço Inglaterra, e quando eu tenho um mal pressentimento e ele está envolvido nunca, NUNCA, acaba bem...
- Ah, isso são só suas frescuras francesas! Deixe de ser um covarde Francis, o hero não tem medo dessas coisas! - Levantou o polegar pro nada, os outros apenas se entreolharam.
- O que você acha Alemanha-san?
- Hmmmmm - Os olhares recaíram no germânico - Seja o que for que há neste lugar, nós marcamos um compromisso aqui, e seria inaceitável simplesmente faltar sem justificativas
- Não é hora pra pensar em cooomproomissos! - choramingava o Francês ao fundo mordendo seu paninho.
- ...Sendo assim, se formos desistir da ideia, temos que comunicar a Inglaterra.
- ALLRIGHT! Entãaao vamos entrar!~ - Exclamou o americano alegremente, voltando a caminhar, liderando o, não tão decidido, grupo.
Japão teve a sensação de que estavam sendo observados, mas quando se virou, não notou que realmente estava sendo observado, e continuou a caminhar junto a os outros em direção do castelo.
O castelo não era muito longe da cidade, depois de mais ou menos umas vinte pequenas casas, eles chegaram a um pequeno moro, que em seu topo possuía um castelo não muito grande, porém o suficiente para tampar parte da lua cheia que hoje enchia os céus.
- Hohoho! Até parece uma daquelas cenas de filmes de vampiros! Isso nãao é legal?
"Nem um pouco" resmungaram os outros cinco ao mesmo tempo, se dirigindo a os portões do estranho lugar.
Quando a figura dos três se confundia frente os antigos muros da propriedade, uma outra dupla estava prestes a chegar à cidade.
- ...Um pouco animada demais para uma cidadezinha no meio do nada, não acha, da?
- Sem contar o fato de que ninguém aceitou, amigavelmente, nós trazer até aqui aru...
Rússia e China se encontravam a frente da sombria cidade, o chinês observava tudo ao redor estranhado, enquanto o russo via como um par de gêmeos pedia doces ou travessuras numa casa próxima, de um velho senhor sorridente.
- Moço! Moço! Doces ou travessuras? - Dizia uma pequenina jovem loiro puxando levemente a calça do euro-asiático - Oi moço de fora~~ Doces ou Travessuras?
- ...Muito estranho -comentou o loiro enquanto um pequeno menino se aproximava do asiático, aparentemente irmão da jovem
- Moço! D - Mal havia começado a frase, China sacou um estranho papel do bolso, o prendendo na testa do jovem, e fazendo um sinal com apenas dois dedos em sua mão direita, uma luz envolveu o pequeno corpo, ele simplesmente desapareceu como fogo de artifício na terra.
- Eu acharei muito estranho, se encontrarmos algum ser realmente vivo por aqui, que não seja nós mesmos aru.
Toda a cidade parou nesse instante e se virou para os recém chegados.
- Oooh~~ ! Acho que eles não gostaram da gente ~ - cantarolou infantil o loiro - O que fazer, da?~
Nesse momento, todas as pessoas da cidade começaram a rir, uma risada estranha, mas sem chegar a ser maníaca, um a um todos se tornaram pequenas bolas de fogo e desapareceram, deixando para trás uma cidade sem luz, morta e parcialmente destruída, a cidade como realmente era.
- Rússia, aru...
- Da?
- Lembra sobre nossa conversa sobre tédio, aru
- Claro
- Acho que podemos resolver isso aqui - disse sorrindo observando o castelo no monte.
- Também acho ~ - E também com seu sorriso infantil, ambos se adiantaram ao maldito lugar.
-.-.-.-.-.-.-
- Eu tenho CERTEZA, que ouvi risadas vindas da cidade... - Resmungava o Francês, o grupo tinha acabado de adentrar ao castelo, e a porta além de se abrir sozinha, tinha acabado de ser fechar após a passagem de todos com um grande baque - E a luz da cidade desapareceu! Vocês viram?
- Ah, isso são só coisas da sua cabeça Francis...Agora hmmmm, onde está o Inglaterra? - comentava o estadunidense observando distraído a decoração bizarramente sombria do lugar - HEEEEEEEEEEEEEY! OOOOOLD MAAAAAAAAAAAAAAAAN!
A voz do falante de inglês ressoou sinistramente pelas paredes do lugar, fazendo com que Itália apertasse mais o braço esquerdo de Alemanha, e França agarrar seu braço direito, para sua desgraça, e Japão sacar prontamente sua katana, apenas EUA não teve uma reação aparente.
Uma a uma no grande corredor que estavam às armaduras medievais que seguravam machados ou clavas em suas mãos se viraram para o grupo, como se tivessem vida própria. Japão empunhou a espada com mais força, os dois ex-romanos apertaram ainda com mais força o braço do alemão, quase como se quisessem arrancá-lo, e Estados Unidos...
- Demais! Parece até os efeitos que usamos em Hollywood!
Continuaram andando pelo corredor, sendo seguidos pelos estranhos olhares das armaduras, quase chegando a um grande salão.
- America-san...Você não acha estranho a movimentação dessas armaduras...?
- Huuuum, o que quer dizer? Ah! É que você não está acostumado Kiku, aqui no ocidente usamos muito esse tipo de efeitos especiais!
- Não acho...Que seja... Simplesmente...Um efeito...Especial - Dizia com dificuldade o alemão...Arrastando os outros dois.
- É claro que são! Veja só! - E dito isso, deu um pequeno empurrãozinho em uma das armaduras, mas como se tratava dos Estados Unidos da América... A armadura bateu com força na próxima, e na próxima, criando um boliche de armaduras, fazendo um barulho metálico bizarramente alto cobrir todo o castelo. - ...Opa...
- "Opa!" BLOODY HELL!
- Iggy! - E ignorando totalmente o fato das armaduras do mal terem caindo umas sobre as outras, USA se adiantou para o grande salão, encontrando enfim o inglês que procurava, no alto de uma larga escadaria, revestida de um tapete negro, numa gran sala, de cortinas também negras, moveis antigos de madeira maciça e uma enorme janela que ocupava toda uma parede.
- Vocês estão...Bem? - Não era como se o inglês estivesse preocupado enquanto descia as escadas em direção ao americano, era como se, estivesse confuso e desapontado por algo que devia ter acontecido - Quero dizer...Vocês não notaram, ou passaram por nada?
- O que você quer dizer com isso? - Perguntou desconfiado o alemão se aproximando, enfim livre do aperto dos outros dois 'corajosos'.
- Eu? hehe nada...só... well...
- Se você ta mencionando a todo o "teatrinho" lá de fora, não, você não conseguiu assustar o hero! hahaha! Ah! É lá que fica a cozinha? - Disse apontando para uma porta que pela luz pode identificar uma espécie de lavabo - Eu estou morrendo de sede! Que booom~ !
E sem mais simplesmente passou pelo inglês, junto com o resto do grupo, agora muito mais calmo.
Os outros cinco até chegaram a cumprimentá-lo, mas o europeu mal teve reação, enquanto pareciam que suas pupilas simplesmente tivessem sumido em meio a sua cara de espanto.
- Senhor?...Mestre? - Agora que todos tinham se retirado à suposta cozinha, a pequena fadinha tinha voltado a aparecer sobre o ombro do britânico.
- Eu não entendo Flare...Nem um arranhão, rabisco, ou até balde de tinta! Os espíritos da aldeia parecem que não fizeram ABSOLUTAMENTE NADA neles!
Suspirou cansado bagunçando ainda mais seus cabelos com uma das mãos. - Eu achei que depois de taantos anos...Eles iriam querer fazer algum tipo de 'brincadeira' com um bando de vivos...Na melhor das hipóteses cortar a cabeça do Francis...
- C-cortar? - repetiu a fadinha apavorada.
- Não é nada demais, ele é imortal, ela iria voltar de qualquer jeito pro lugar...Embora a cena seja meio grotesca...
"-MEIO?" resmungava assustada a pequena, imaginando como seu mestre podia chegar a ser um...''''pouco''' cruel.
Uma repentina exclamação vinda do recinto fez com que acordasse de seus pensamentos tortuosos franceses, e ter um pouco de...Esperança?...De que algo mal enfim tivesse acontecido.
- Ah...Iggy...- A tal cozinha era tão medieval quanto o resto da casa, possuía um forno a lenha, algumas madeiras ao lado, e uma mesa de madeira estranhamente branca, como todo o resto do cômodo, e tudo era muito bem iluminado por ao menos dez tochas - Hehe...I'm Sorry...Essa era sua fantasia?
Todos estavam sentados nas cadeiras brancas que haviam no local, menos EUA, que estava de pé com uma latinha de coca-cola pingando numa mão, e uma roupa azul e preta na outra, também pingado.
Definitivamente, hoje não era o dia dos ingleses.
-S-s-seu...S-seu...
- Haha! Eu queria ver do que era sua fantasia! Vampiro né? Legal! Você geralmente vai de Pirata!
- D-desgraçado...
- Bem...Você ainda tem a de Pirata ai?...Acho que não vai dar mais pra usar essa, sorry old men
Porém antes que o inglês pudesse berrar furiosamente e pular em cima do americano, sentiu uma mão sob seu ombro, sobressaltando-o por completo.
- Então era ai onde vocês estavam, da~
- Hee, parecem todos normais aru, ao ver as coisas não vão ser assim tãao divertidas aru
- C'mon! China!...Rússia... - Esticou-se o americano animado, deixando a ex-fantasia sob a mesa - vamos arrumar tudo pra grande festa antes que os outros cheguem! Hahaha!
E sem mais, os agora sete se adiantaram ao grande salão para começar com os preparativos e colocarem cada qual sua fantasia, deixando o pobre e desolado inglês com seus planos frustrados e fantasia arruinada.
Ah, se fosse tudo tão fácil... E já eram quase quinze para meia noite... Enquanto os sete começavam a arrumar local, e o inglês tentava se conformar com o que tinha acontecido, mais três convidados estavam por chegar à cidade.
- Hmmm...
- O que foi Prússia?
Prússia, Hungria e Áustria estavam prestes a entrar na pequena vila quando o primeiro parou de repente observando o lugar.
- Hmm...Eu tenho a awesome impressão que já vi esse lugar antes.. - comentou observando como um par de gêmeos pedia doce na casa de um velho sorridente.
- Nesse lugarzinho no fim do mundo? Nem mesmo os motoristas quiseram nos trazer, amigavelmente, até aqui, deve ser sua "Awesome impressão" - ironizou a morena fazendo menção de recomeçar a andar, mas seu ex-marido seguiu parado observando o albino.
- Você tem certeza?
- Hmmm, não sei mas...Tenho a impressão de tê-la visto...De cima - Disse o prusso observando o céu escuro e sem estrelas daquela noite. - Como se o awesome eu tivesse passado por cima dela.
- "Por cima?" - repetiu confuso o austríaco enquanto via uma jovem menininha se aproximar da húngara.
- Moça! Moça! Doces ou travessuras! - A jovem menininha loira começou a puxar a ponta do vestido de Hungria - Ola moça de fora~~! Doces ou travessuras.
- Ah...Eu não sei se tenho alguma coisa... - Disse enquanto buscava algo em seus bolsos.
- Você acha que foi em um helicóptero ou algo assim?
- Não..West nunca deixava meu awesome ser ir em um desses sozinho, e eu acho que estava só – obvervou o de olhos vermelhos colocando a mão no queixo pensativo.
- Mas pensando bem pode se- E interrompeu o que ia dizer ao ver o que a jovem yaoista tirou do bolso.
- Oh, sinto pequena...Eu só trouxe mesmo fantasia e minha frigideir-
- POR QUE VOCÊ TROUXE ESSA COISA?
- Eu NUNCA saiu sem ela, ainda mais quando você está presente!
- Você planeja me bater até mesmo numa festa?
- Se for necessário! Protegerei Austria-san de seu "Awesome" ser!
- E-ei...V-vocês dois... - tentava deter o aristocrata.
- Aé? E quem vai proteger o senhorzinho de você ô louca da panela!
A pequena "criança" apenas os observou por algum instante com 'inocente' curiosidade antes de sorrir e sair correndo para ir pedir doces em alguma outra casa.
Ta vendo seu grande idiota? Você espantou a pobre criança!
- EU? Foi você que tirou uma panela do bolso! Afinal, como raios ela cabia ali?
- Vocês dois! Por fa- POW E a discussão foi finalizada com um golpe certeiro de Hungria. - Tarde demais... -suspirou cansado Áustria.
-.-.-.-.-.-.-
- Acabeeeeeei! - exclamou feliz o estadunidense quando terminou de colocar a ultima faixa onde se lia "Happy halloween!" com algumas caveiras BEM realistas penduradas de cada lado. Aqui e ali, se viam esqueletos, e teias de aranhas falsas espalhadas nos cantos, o estadunidense convenceu também a jogar um pouco de sangue falso em alguns cantos, com a desculpa de que "saiam com água quente". As cortinas continuavam iguais, porém um pouco desfiadas nas pontas, isso o americano fez sem o consentimento do inglês.
Alguns lustres haviam sido trocados pelas costumeiras abóboras recobertas de um tecido vermelho nas bordas, para dar a luz que delas saiam um ar ainda mais 'sobrenatural', e Estados Unidos também esconderá em alguns pontos chaves da casa pequenos botões, que quando acionados, geravam desde risadas maníacas á chuva de sangue falso.
- Está perfeito não está? - Comentava o Yankee observando orgulhoso SUA decoração, mesmo que todos tivessem ajudado.
- Eu não acredito que permiti você a tacar ISSO nas paredes - resmungava o britânico observando a consistência viscosa do tal "sangue falso". - É melhor que tudo REALMENTE saia depois, pro seu próprio bem Bloody bastard!
- Hahahahahahha! Claro que sim Iggy! - E abaixou a voz para que o outro não ouvisse - Ao menos é isso que diz a embalagem...
- O que disse?
- haha! Eu perguntei se Itália já terminou de arrumar as bebidas! - E passando reto pelo britânico, se adiantou a onde Itália, Alemanha e Japão organizavam uma grande mesa ao fim da escada, no meio do recinto.
A mesa era coberta de um tecido negro e laranja, também rasgado e sujo de "sangue falso" em algumas partes. Sob ela havia um ponche suspeito azul brilhante, e uma espécie de bolo laranja que parecia um estranho e viscoso cérebro.
- E depois dizem que EU que como coisas estranhas aru... - dizia o chinês olhando estranhado os pratos "típicos" sob a mesa.
Também haviam docinhos em formato de ossos, em tamanhos reais. E uma grande garrafa transparente que possuía um liquido vermelho bem semelhante ao usado nas paredes.
- Agora só falta em pegar os olhos doces e estará tudo pronto! hahaha!
- Oh mon dieu, e eu que pensava que a comida de mon amour Anglaterre era feia...
- O que você quer dizer com isso Frog?
- Achei que estivesse sendo óbvio mon amour
- Seeeeu! - E quase pularia em cima do francês se não fosse detido pela ex-colônia.
- Ora vamos! Vocês dois! Eu já coloquei o mínimo possível de álcool nos bebes da festa pare evitar "acidentes" - disse lançando um olhar acusador a Inglaterra, que apenas desviou o olhar envergonhado, e a Francis, que apenas sorriu encantado. - E isso vale pra você também Rússia!
Os olhares se voltaram para o russo, que estava a ponto de tirar uma pequena garrafinha de dentro do casaco. Trocou olhares secos para com o americano, e voltou a guardar sua apreciada Vodka, desgostoso.
" - Como se ele realmente fosse escutá-lo aru" resmungou o Asiático, vendo como todos iam buscar as fantasias na cozinha, e o euro-asiático voltava a pegar sua pequena vodka no caminho.
- Você quer, da? - perguntou oferecendo ao chinês descaradamente nas costas dos outros.
- Não, Obrigado aru, pretendo ficar lúcido para não morrer esta noite aru. -E todos entraram na cozinha, uma vez mais.
-.-.-.-.-.-.-.-
- Estranho...
- O que exatamente?
Cinco vultos negros ocultos pela sombra das nuvens sob a lua cheia, se aproximavam devagar da cidade, detendo os passos porém, depois de tal afirmação. Os nórdicos encontravam-se pouco antes da entrada do vilarejo, enquanto viam um par de gêmeos pedir alguns doces na casa de um senhor sorridente...
- ...Este lugar - Tornou a dizer a voz fria, do loiro norueguês.
- Por que? - Quis saber o finlandês observando ao redor - Por que aceitaram comemorar o Halloween mais cedo?
- Não...Esse lugar cheira a morte
- A...Morte? - Repetiu inseguro, ao tempo que o segundo mais alto do grupo, o sueco colocava a mão no seu ombro para acalmá-lo.
- D'vem'os ir 'mbor'?
- Hei! Norge, você não está exagerando não? - Perguntou com graça o mais alto - É só um pouco sinistro, mas aqui é a Inglaterra, e o piralho inglês ama esse tipo de coisas.
- É diferente... - respondeu dando alguns passos para frente, chamando a atenção de uma jovenzinha loira que vinha em sua direção, provavelmente a pedir doces.
De novo...
- Doces ou Tra... - Iniciou a pequenina
A sombra do norueguês começou a se mexer, como se possui-se vida própria, estagnando a frase da 'criança'.
- ...Diferente, esse tipo de magia...Não é a dele.
A sombra parecia ter se tornado numa grossa água cor de piche, como se pinga-se do lado inverso, e tomando uma coloração esverdeada. E uma a um os habitantes da cidade se viraram para os recém chegados.
- ...Inglaterra não conseguiria controlar essa "classe" de feitiços...
O sueco arrumou os óculos sob sua face, e o Sorriso do dinamarquês aos poucos foi se tornando reto, algo aventureiro, algo distinto.
- Se não é inglesa...
- Chinesa tampouco - Cortou o raciocínio dando mais um passo a frente - ...China não tem nada haver com este lugar, embora deve ter notado algo estranho também...
- Sendo assim. - Colocou estranhamente sério o dinamarquês, mais como um ponto decisivo na conversa do que um questionamento.
- Exatamente.
- ...O que exatamente?... Do que vocês estão falando? - Perguntava inseguro o finlandês, que junto à Islândia até então só observava a estranha conversa.
Os três, no entanto seguiram seu dialogo entretidos.
- Q'anto t'mpo 'sso n'o acont'cia?
- Haha! Bem mais de dois mil anos!
- ..Algo assim.
- Então você tem realmente certeza Norge? - Questionou o rei do norte, com um brilho no olhar e expressão que provavelmente amedrontaria um desavisado. Já todos na cidade os observavam estáticos - Trata-se realmente da magia dela?
- Absoluta.
Um arrepio perpassou pela espinha finlandesa ao notar o sorriso do mais alto, junto ao receio e perplexidade ao perceber um diminutivo sorriso formar-se mesmo nas gélidas faces de Noruega e Suécia.
- 'nterr'sante... 'ntão t'mbém é n'sso pr'blem'.
-... Você entende algo do que falam Ice? - Cochichou o mais baixo aflito.
- Talvez...Eu não sei... - Falou vagamente de olhar fixo no irmão mais velho.
A Sombra norueguesa enfim 'jorrou' da terra, tomando o formato de um enorme Troll que encarou desafiador os mortos habitantes daquela vila.
A criança mais perto recuou um pouco, e como se isso fosse um aviso, todas as almas se extinguiram como da ultima vez, mostrando o verdadeiro 'cadáver' da cidade abandonada.
- Então não podemos ir embora! - Exclamou o de cabelos arrepiados como se fosse uma declaração de guerra.
- ... Ice é melhor você voltar.
- F'n...Vá c'm el', por f'vor...
- Não! - Impôs o finlandês com as sobracenlhas franzidas, surpreendendo um pouco os demais. - Eu não entendi bem, mas se é perigoso, por que vocês entraram ai? Não! Por que entraram sozinhos?
- Sim - Defendeu Islândia - Tampouco vou.
Sueco e Norueguês iam contestar tal afirmação, quando foram cortados pela excêntrica risada do mais alto.
- Não adianta, eles são nórdicos também! Não vai convencê-los a desistir, isso seria uma afronta à honra.
Os membros do grupo se encararam por um tempo. Honra, se ela estava em jogo realmente seriam impossível convencê-los. No fim, são todos nórdicos.
-...Não se afaste em momento nenhum de mim Ice. – Cedeu encarando o castelo ao longe.
- ...
- CERTO! Então vamos em frente! - O grupo avançou a entrada da vila, com exceção de Finlândia e Suécia que ainda conversavam.
-...F'n...
- Não, eu não vou embora Su-san...
- M's...
- Se eu fosse e você entra-se eu... – Desviou o olhar corando um pouco - Eu...ficaria... Muito preocupado...Também...Eu quero saber o que está acontecendo... Eu n-
- Vou c'ntar t'do
Porém seus lábios deixaram de produzir palavras ao serem sutilmente tomados pelo mais alto, enquanto seus fortes braços o envolveram.
- ...Eu t' am'... E n'o vou d'ixar n'da acont'cer c'm voc'...
- ... Digo o mesmo... – Sussurrou timidamente o menor ...
- Um momento romântico nas portas de uma cidade fantasma que cheira a morte – Ironizou o dinamarquês quando os dois, de mãos datas e muito vermelhos, se juntaram aos outros três sob o pilar de entrada da cidade – E depois você fala da minha sanidade mental Norge.
- Id'ot'
Partiram então em direção ao castelo, Noruega também pegou a mão de Islândia, para desgosto do segundo, e ciúmes pro dinamarquês, ao notar como seu Troll assim que pisaram dentro da maldita cidade se esvaeceu como um fio de fumaça, mas não comentou nada sobre isso.
Parecia saber que estava sendo observado, mas não se virou para tentar encontrar seu observante nenhuma vez...
Enquanto isso no castelo, todos haviam subido ao segundo piso, cada qual em um quarto, para poderem colocar suas fantasias. Inglaterra, no entanto buscava no ultimo lugar do local, onde havia se instalado, segundo ele para manter 'distancia de franceses' , indo buscar sua outra fantasia.
E na falta da presença de todos, as almas em formato de chamas azuladas, que antes moldavam a falsa cidade, começaram a se reunir no grande salão, dando lhe um ar ainda mais grotesco.
Ah...Os celtas diziam... Os espíritos de todos que morreram, voltaram...
Em busca de corpos de vivos que possam possuir...
Sua única chance de 'vida' após a morte...
Por um ano inteiro poder voltar...
This is Halloween.
Os nórdicos abriram os portões
Mais dois jovens estão a chegar...
Faltavam cinco minutos para meia noite...
E eu nada fiz para impedir a...
Capítulo 3 - ... Possessão á Meia-noite, dia 15/10
Por favor, me digam o que acharam...
O que acha da narrativa?
Quem vcs acham que é o narrador?
Já tem alguma teoria do que pode estar acontecendo?
E que magia é essa que nem mesmo Inglaterra poderia controlar?
Quero saber o que pensam sobre essa bizarra historia...
Até!
