Edward

"Eu lhe disse que eu consegui o papel principal do teste de balé que eu fiz?" Disse Mary para mim na manhã seguinte.

Estávamos nos falando deste a hora que cheguei ao trabalho, mas não tinha feito nenhuma menção ao fato dela ter desligado na minha cara na noite anterior. Eu iria puni-la por isso mais tarde. Severamente.

Treze dias...

"Eu lhe contei sobre isso?", ela perguntou novamente.

"Não, e se você não vai me dizer quando e onde será a apresentação, então eu não me importo."

"Oh, uau." Ela riu. "Você está irritado pela noite passada, não é?"

"Furioso."

"Porque eu desliguei?"

"Porque eu sei que você gritou sim quando gozou, e você desligou porque você não queria que eu ouvisse."

Ela ficou em silêncio, e eu estava prestes a dizer algo mais, mas de repente Jessica entrou no meu escritório, sorrindo para mim.

"Espere um segundo." Eu coloquei meu telefone no meu peito. "Sim, Jessica?"

"As entrevistas finais vão começar em vinte minutos. Eles precisam de você na sala de conferência agora."

"Estarei lá quando eu estiver lá." Agi como se o beijo que ela estava me soprando não estivesse acontecendo, esperei até que ela fechasse a porta. "Vou ter de lhe retornar mais tarde, Mary. Tenho uma reunião."

"Deve ser o momento errado para nós dois. Eu também tenho uma reunião."

"Seu cliente do tiro que já está condenado?"

"Não, algo muito pior. Uma entrevista de estagiário."

"Deve começar em instantes." Eu suspirei enquanto colocava meu terno. "Eu tenho que ir me sentar com alguns agora mesmo, infelizmente."

"Tem algum conselho para dar?"

"Tente olhar como se você estivesse realmente prestando atenção enquanto eles respondem as perguntas, e certifique-se que o seu celular esteja totalmente carregado para que possa entrar na internet."

"Não é para mim." Ela riu. "Para os estagiários. Algo que eu deveria dizer se um deles estiver nervoso".

"Oh". Dei de ombros. "Diga a eles o meu lema."

"E qual lema seria esse?"

"É o que é."

"Por que eu sequer lhe pergunto alguma coisa?"

"Porque eu sempre lhe digo a verdade." Eu desliguei.

"Sr. Cullen?" Jessica entrou no meu escritório novamente. "Eles querem que você dê uma olhada nos arquivos antes de começar."

"Estou bem atrás de você." Eu a segui para a sala de conferência, onde Will Greenwood e George Bach estavam esperando, e eu me sentei ao lado deles.

"É bom ver você fora de seu escritório hoje, Edward." Will riu.

"Sim," acrescentou George. "Obrigado por nos conceder o ar de sua presença esta tarde. Sabemos quanto você ama ser sociável".

Revirei os olhos. "Por que precisa de nós três para realizar as entrevistas de estágio? Qual é o propósito de ter um departamento de RH se os sócios fazem o seu trabalho para eles?"

"Esta é uma família, Edward." Sr. Greenwood falou severamente. "Quer se trate de um estagiário, o secretário, ou um jovem que permanece aqui durante a noite e limpa esse lugar, eu quero que todos se sintam como se fossem parte de uma grande família. Você não acha?"

"Eu não vou responder a isso," eu disse. "Quantos estamos escolhendo este ano?"

"Não muitos." Will me deslizou uma pasta. "Nós temos nossos top cinco escolhidos. Nós apenas precisamos reduzi- los a três. Dois de faculdade de direito, um de pré-Direito. Vamos adicionar mais dois no próximo semestre."

"Hmmm." Eu retirei os currículos e fingi prestar atenção nos dois enquanto conversavam sobre os candidatos.

"Ok, Jessica!" Will apertou o botão do intercomunicador. "Você pode enviar o primeiro candidato!"

Quando a porta abriu, eu esperava ver o habitual rijo, vestido de maneira simples, com um sorriso seco, mas a mulher que entrou estava longe de ser isso. Vestida com um vestido cinza claro justo nos quadris e um par de saltos altos, ela era uma das mulheres mais sexy que eu já vi. Eu não conseguia tirar os olhos dela.

Seus olhos eram de um castanho profundo de chocolate que combinava com o colar de safira pendurado no pescoço. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo baixo – alguns fios soltos pairavam sobre seus seios, e os lábios dela – seus lábios rosa brilhante fodíveis, pareciam estar dizendo palavras de algum tipo.

Eu não tenho nenhuma ideia do que você está dizendo...

Eu estava observando a alça do sutiã cor de rosa que tinha deslizado por debaixo de seu vestido e em seu ombro nu, seus olhos encontraram os meus. Eu levantei minha sobrancelha e ela corou. Em seguida, ela imediatamente se virou, olhando para os meus parceiros.

"Bem Vinda ao GBH, Srta Swan," disse George. "Estamos felizes que você está aqui para uma entrevista, mas como você sabe só podemos selecionar um estagiário de pré- Direito para o nosso programa neste momento."

"Eu entendo senhor." Seus olhos encontraram os meus novamente, e meu pau se contorceu.

Tentei controlar as imagens que estavam inundando meu cérebro, imagens minhas dobrando esta mulher sobre essa mesa, fodendo-a contra a parede do meu escritório e amarrando as suas mãos acima de sua cabeça, torturando-a com minha língua a noite toda, mas elas não pararam. Uma imagem atrás da outra, e antes que eu pudesse perceber, eu a despi mentalmente e não havia mais ninguém na sala, só nós dois.

O que diabos há de errado comigo? Atraído por uma possível estagiária? Uma estagiária e NÃO GRADUADA?

"Bem, vamos começar então." George interrompeu meus pensamentos. "Sr. Cullen, você se importaria de começar com a primeira pergunta?"

"Não particularmente," eu disse, tentando ignorar o fato de que a senhorita Swan estava alisando seu vestido sobre suas coxas.

Ele me cutucou por baixo da mesa e sussurrou baixinho, "Família, Edward... Família."

Revirei os olhos. "Por que você quer ser uma advogada, senhorita Swan?"

"Eu gosto de foder com as pessoas," ela disse. "E acho que eu poderia ser muito bem paga por isso."

Meus lábios se curvaram em um sorriso, George e Will riram.

"Com todo respeito, senhores," continuou ela, "Eu venho de uma família grande de advogados e juízes, é o que eu conheço por toda a minha vida. Eu sei que o sistema de justiça está longe de ser perfeito, mas nada me faz mais feliz do que ver o melhor dele. Não há maior sentimento do que trabalhar para o bem da sociedade."

"Boa resposta," disse Will. "Agora, vamos fazer-lhe uma série de perguntas a respeito dos pacotes de estudo de casos reais que lhe enviamos. Você foi capaz de completar tudo?"

"Sim, senhor."

"Ótimo. Pergunta número um: Seu cliente entra em um banco federal, com uma arma carregada no bolso. Ao esbarrar em um estranho, a arma dispara – atirando-lhe na perna. Quanto às acusações do Ministério Público, como você instrui o seu cliente se declarar?"

"O quê?" Eu olhei para ele. "Você poderia repetir a pergunta, Will?"

"O final?"

"Tudo o que você acabou de perguntar."

Ele balançou a cabeça e felizmente repetiu, colocando ênfase extra sobre o crime de andar em um banco com uma arma carregada.

Minha mente imediatamente trouxe de volta a conversa que tive com Mary ontem à noite.

Eu sorri, pensando que talvez o "amigo" de Mary era de uma história de alguma manchete no noticiário local, que talvez eu pudesse descobrir quem era ela sem ela me dizer. Peguei meu telefone e segurei-o por baixo da mesa de conferência, pesquisando "O homem atira em si mesmo no banco federal. Carolina do Norte".

Nada relevante apareceu.

Hmmm...

"Como você faria ele se declarar, senhorita Swan?", perguntou Will novamente.

"Não contestar," disse ela rapidamente.

"Não contestar?" Ele parecia um pouco impressionado. "Por que isso?"

"Ele não tem porte de arma, então eu tenho certeza que o Ministério Público vai tentar fazer parecer que ele carregava a arma no banco por um motivo. Independentemente se ele apenas se machucou, ele está condenado à prisão. Então poderíamos tentar escapar do julgamento e tentar diminuir ao máximo a pena."

Pisquei, recusando-me a acreditar que a sua resposta foi algo mais do que uma coincidência. Na verdade, assim que ela começou a explicar melhor seu raciocínio, e eusabia para onde iria; somente um estudante começaria a falar sobre "apelo emocional" logo após uma declaração de não contestar.

Enquanto Will e George continuaram a bombardeá-la com perguntas, eu pesquisei variações desse caso de arma federal. "Homem dispara arma no banco." "Sem apelo no caso do banco federal." "Homem se fere em tiroteio em banco."

Ainda assim, nada.

"Senhorita Swan, existem advogados em que você se espelha para moldar sua carreira?", perguntou Greg.

"Sim, na verdade," disse ela. "Eu sempre admirei a carreira de Liam Henderson."

"Liam Henderson?" Eu levantei minha sobrancelha. "Quem é esse?" Normalmente, os entrevistados falam de algum juiz federal, ou um procurador muito conhecido, ou um promotor público familiar. Mas um desconhecido? Nunca.

"Bem, ele fez história como o advogado mais jovem a descobrir uma conspiração do governo, e ele –"

Parei de ouvir sua resposta. Eu só pensava em outra frase para o Google.

"Interessante escolha, senhorita Swan," disse Will. "Você tem mentores atuais da profissão de advogado, além de membros da sua família?"

"Eu tenho."

"Você tem laços estreitos com este mentor? Se sim, com que frequência?"

"Falamo-nos quase todos os dias, então eu penso que estamos próximos."

Porque não há nada sobre este caso? Se foi um tiro no banco federal, deveria estar em todos os jornais...

"Este seu mentor seria capaz de falar conosco ou enviar uma carta a respeito do seu caráter?" Will ficou, definitivamente, impressionado com esta mulher e ela conseguiu esse emprego. A segunda rodada de perguntas que ele ainda iria fazer realmente não era necessária.

"Tenho certeza de que eu poderia lhe pedir para fazer isso, se necessário," ela disse quando eu estava começando uma nova pesquisa.

"Ótimo. Então nos diga qual o último conselho que seu mentor lhe deu?"

Olhei para meu relógio. Assim que as entrevistas de hoje estivessem encerradas, eu ia ligar para a Mary sobre este caso. Talvez ela tivesse falsificado alguns detalhes para continuar ocultando sua identidade.

"Quando eu lhe disse que estava nervosa com a entrevista de hoje," Srta. Swan suavemente disse "ele me disse, é o que é."

Minha cabeça ergueu-se imediatamente.

"Ele disse agora?" George apertou o peito, rindo. "Isso soa algo como nosso Edward diria!" Ele me deu um tapinha no ombro. "Não é verdade, Edward?"

"Sim." Estreitei meus olhos para a Srta. Swan. "Isso soa exatamente como algo que eu diria...".

Ela colocou uma mecha solta de cabelo atrás da orelha. "Podem ter a certeza que eu direi ao meu mentor que alguém realmente gosta do seu estranho senso de humor."

"Por favor, faça isso." Eu vi como ela respondeu as seguintes perguntas com facilidade, pois ela mal piscou seus grandes olhos, quando as questões se tornaram mais duras. E quanto mais eu a ouvia falar, mais eu encontrava familiaridades no seu padrão de fala. Tive de me esforçar para fodidamente não perder o controle.

Uma coincidência, ok. Mas duas? Maldição, quase impossível.

Enquanto eles perguntavam a ela sobre suas citações favoritas, eu procurei o número de Mary e disquei. Eu sabia que ela nunca iria silenciar seu telefone, por alguma estranha razão e eu tinha que saber se o que eu estava pensando era verdade, ou se minha mente estava brincando cruelmente comigo.

Eu podia ver enquanto meu telefone chamava, consultei os segundos passando, e quando o telefone tocou três vezes deixei escapar um enorme suspiro de alívio. Mas, em seguida, um som encheu a sala.

"Eu sinto muito." Srta. Swan corou e pegou sua bolsa. "É uma coisa estranha, mas eu nunca consigo colocar no silencioso... eu realmente deveria tê-lo deixado no carro." Ela pegou o telefone, sorrindo um pouco, uma vez que ela olhou para a tela e então ignorou a chamada.

MAS. QUE. PORRA!

"Acontece o tempo todo." Will riu. "Vamos continuar de qualquer maneira. É uma coisa boa para que possamos fechar com as perguntas finais. Quer dizer alguma coisa, Edward?"

Olhei para Mary. Estava confuso, irritado, e, infelizmente excitado, tudo ao mesmo tempo.

"Edward?"

"Não," eu disse, notando que ela estava corando novamente. "Eu não tenho absolutamente nada a dizer."

Will e Greg ambos se levantaram e sorriram, estendendo a mão para apertar a mão dela, mas eu permaneci sentado.

Eu não podia acreditar na merda que estava acontecendo.

Ela não era ruiva de olhos verdes, como ela disse por telefone, longe de ser uma advogada licenciada, e ela era uma fodida mentirosa...

"Sr. Cullen?" Ela estava em pé na minha frente e com a mão estendida. "Obrigada por me entrevistar hoje. Foi um prazer absoluto conhecê-lo".

"O prazer é todo meu." Eu apertei a mão dela, tentando dar o meu melhor para ignorar a suavidade de seu toque. "Boa sorte."

Ela assentiu, disse adeus a nós três, mais uma vez, e então ela saiu da sala.

Enquanto Will e Greg discutiam como eles estavam impressionados com sua entrevista, eu me forcei a olhar novamente seu arquivo.

Estudante de graduação dupla em Duke: Pré-Direito e Balé. Perfeito GPA6 4.0. Faz parte do elenco de O Lago dos Cisnes, recentemente classificada entre os dez por cento de sua classe. Havia dez cartas de recomendação em sua pasta – todas de advogados impecáveis e até de um promotor assistente recém– nomeado.

Tão surpreendente quanto suas realizações pessoais eram, foi sua data de nascimento que se destacou mais para mim. Ela tinha vinte e dois anos.

Vinte e dois anos fodidos.

E mesmo que ela fosse a mais talentosa de todos os alunos de graduação, ela não estava nem perto de ser sênior.

Ela era júnior...

Ignorei a mensagem de texto de Mary a noite, que dizia, "Se você não encontrou outro encontro infeliz para esta noite, me ligue quando ver isso."

Eu estava zangado demais para dizer qualquer coisa para ela. Depois de todas as horas que passamos ao telefone, todas as vezes que eu disse a ela que eu odiava os mentirosos, ela mentiu para mim. Repetidamente.

Eu queria votar não para seu emprego, mas eu não poderia fazê-lo. Uma vez que tinha terminado com a última entrevista do dia, a decisão sobre a melhor escolhida foi unânime: Isabella Swan.

No entanto, enquanto eles freneticamente pesavam os prós e os contras dos outros candidatos, eu me sentei lá aturdido – com raiva de mim mesmo por não ver através de todas as mentiras de Isabella antes.

Nos seis meses que tínhamos nos falado, ela sempre fez perguntas que eram um pouco simples demais, perguntas que às vezes me faziam questionar, mas eu nunca pensei duas vezes sobre isso. Ela tinha mencionado Universidade Duke algumas vezes, mas nunca conversamos sobre isso por muito tempo e ela sempre fez parecer como se ela tivesse se formado lá. Mas sua constante necessidade de aprovação de seus pais e os sentimentos conflitantes entre escolher a dança e a lei deveria ter sido um aviso.

Neste ponto, eu ainda não tinha certeza de qual mentira me deixou mais chateado: O fato de que ela não era uma advogada, o fato de que ela ainda estava na faculdade, ou o fato de que ela havia mentido sobre sua aparência física.

Virando meu sexto drink da noite, percebi que esta última mentira – embora irrelevante, no conjunto de todas as coisas, foi o que mais me atingiu. Ela era, definitivamente, linda e no segundo que ela entrou para a entrevista eu a queria, antes de descobrir quem ela era realmente, antes de descobrir sua idade.

Virando outro drink, ouvi meu telefone tocando. Ela.

Revirei os olhos e o deixei na mesa. Peguei um dos meus últimos charutos cubamos e sai para a varanda. Eu precisava pensar.

O céu estava sem estrelas esta noite – quase escuro como breu, e a Lua estava escondida debaixo de uma cortina de nuvens escuras. Por mais que eu não quisesse admitir, o céu de hoje à noite tinha uma semelhança horrível com uma determinada noite que ocorreu há seis anos.

Foi à noite em que minha vida mudou para sempre, a noite que me deixou quebrado, despedaçado e dormente. Tudo por causa de mentiras – uma série de mentiras inconsoláveis e inconcebíveis.

Eu tentei arduamente impedir que estas memórias viessem, mas eu ainda podia ouvir a voz tensa e áspera na minha cabeça: "Edward... Você tem que me ajudar... Você tem que me tirar daqui... Por favor... Salve-me, Edward..."

Eu balancei a cabeça e bloqueei o resto da memória. Ao contrário de seis anos atrás, eu estava no controle da situação, e "Mary" mentindo para mim significava que nossa amizade acabou, pronto.

Não havia justificativa para o que ela tinha feito, mas antes de eu cortá-la de vez, eu precisava fazê-la pagar por ter mentido para mim e eu precisava descobrir como.

"Sr. Cullen?" Isabella colocou o meu café na minha mesa, duas semanas depois. Eu, pessoalmente, insisti para que ela trabalhasse como minha estagiária, apesar de que olhar para ela me deixava com raiva.

Eu tinha feito um ponto para não dizer muito ao seu redor, para abster-me de olhar para ela por muito tempo, e eu não podia evitar ser mais cruel do que nunca – até mesmo desdenhoso. Eu a fiz responsável pelo meu café todo dia, exigi que ela refizesse cada tarefa, no mínimo, três vezes, e sempre que ela pedia minha ajuda, eu respondi-lhe com um imparcial "descubra por si mesma."

Ela nunca pareceu chateada ou ofendida por minha dureza, o que me deixou ainda mais irritado. Eu pensei que ao tê- la trabalhando para mim e vê-la rachar sob pressão, que a minha atração por ela iria desaparecer, mas isso só se intensificava cada vez que eu via seu rosto.

Especialmente hoje.

Conforme eu puxei meu café mais perto, notei que

seus mamilos estavam cutucando através de seu vestido fino, bege, e era tão apertado que eu podia ver a marca da calcinha de renda.

Foda-se...

"Sr. Cullen?", ela perguntou novamente.

"Sim, senhorita Swan?"

"Eu tenho um ensaio importante para o balé que faço parte, então eu estava pensando..." Ela parecia absolutamente nervosa. "Posso ir para casa mais cedo hoje?"

"Não."

Ela suspirou. "Eu realmente preciso estar neste ensaio... É no Grand Hall."

"E?"

"E," ela disse, limpando a garganta, "com todo o respeito, Sr. Cullen, este é um negócio muito grande para mim. O Grand Hall é geralmente reservado para apresentações, por isso para eles abri-lo e deixar-nos usar para um ensaio é –"

Eu não estava escutando, e tanto quanto eu queria olhar para o meu trabalho de novo e deixar claro que ela estava sendo ignorada, eu não podia. Eu estava muito ocupado olhando para os contornos de sua boca.

"Isso é um fato." Ela ainda estava falando por algum motivo. "Eu acho que eu fiz pontos muito válidos, e desde que eu não estou pedindo muito, você deve concordar em me deixar ir."

"Volte ao trabalho, Srta Swan."

"Sr. Cullen, por favor –"

"Volte. Para. O. Trabalho." Eu olhei para ela, desafiando-a a deixar outra palavra escorregar para fora de sua boca sedutora. "Eu não me importo com sua vida pessoal. Eu lhe pago por 25 horas por semana, então você vai trabalhar 25 horas por semana, e você vai trabalhá-las quando eu disser. Então, volte para o seu cubículo."

Ela olhou para mim por alguns segundos, e eu não pude deixar de notar lágrimas nos seus olhos.

"Você pode levar a caixa de lenços de papel com você em seu caminho para fora," eu disse.

Balançando a cabeça, ela deu um passo para trás e se dirigiu para a porta.

"Eu vou pedir para o Sr. Bach se eu posso sair mais cedo. Sem desrespeito a você."

"Desculpe-me?", eu levantei. "O que você acabou de dizer?"

Ela continuou a andar em direção à porta, o som de seus saltos clicando mais e mais rápido. Antes que ela pudesse virar a maçaneta, eu a girei e bati minha mão contra a porta.

"Eu não sou um fã de insubordinação, Srta Swan."

"Você não terá que se preocupar mais com isso." Seu rosto estava vermelho, torcido de raiva. "Eu vou pedir ao Sr. Bach para me mover com outra pessoa, porque eu me recuso a trabalhar com você."

"Boa sorte com isso. Ninguém mais a queria. Só eu."

"Eu duvido disso." Ela tentou se afastar, mas eu agarrei suas mãos e prendi acima de sua cabeça.

"Eu fui a melhor entrevistada e você fodidamente sabe disso." Ela sibilou. "E uma vez que nós dois sabemos que isso é um fato, eu não tenho que aturar sua merda mais." Ela olhou como se quisesse cuspir na minha cara. "Você é um idiota cruel, frio e condescendente, e eu não aprendi merda nenhuma com você; Duvido que alguma vez eu vá aprender."

"Cuidado com a sua maldita boca. Eu ainda sou seu chefe."

"Você era meu chefe."

Ajustei meu aperto em torno de seus pulsos e olhei diretamente em seus olhos, pressionando o meu peito contra os seus seios.

"Deixe-me dizer-lhe o que está prestes a acontecer, Isabella. Você vai voltar para o seu cubículo e você vai ficar lá até que você esteja pronta para o dia – somente irá se levantar para me trazer uma nova xícara de café. Você vai dizer ao seu diretor de balé que você vai somente depois de fazer o seu trabalho, e você não vai ao Sr. Bach dizer qualquer coisa, porque não transferimos estagiários só porque eles choram."

"Então eu acho que há uma primeira vez para tudo." Ela jogou os meus olhares de volta para mim, estreitando seus olhos enquanto seu peito arfava para cima e para baixo.

"Isabella –"

"Deixe-me ir antes que eu grite, Sr. Cullen. Eu não estava ouvindo nada que você acabou de dizer, então eu sugiro –"

Eu bati meus lábios contra os dela, efetivamente fazendo-a calar a boca. Eu mantive minhas mãos fortemente

apertadas em torno de seus pulsos, pressionando seu corpo contra a porta com os meus quadris.

Ela murmurou quando eu escorreguei minha língua em sua boca, quando mordi o seu lábio inferior tão duro quanto eu podia. Sem pensar, deixei suas mãos soltas e agarrei sua cintura – puxando-a firmemente contra mim conforme minha mão encontrou seu caminho por baixo de sua saia.

Eu deslizei minha mão por cima de sua calcinha, batendo meus dedos contra a renda, e então eu lentamente empurrei para o lado e mergulhei um dedo profundamente em sua boceta.

"Ahhh..." ela gemeu, fazendo-me morder seu lábio de novo, fazendo-me usar dois dedos, em vez de um.

Ela estava molhada – ensopada, e tanto quanto eu queria fode-la sem sentido contra a minha porta e fazê-la esquecer o seu nome, eu afastei a minha boca da dela.

"Caia fora do meu escritório."

"O quê?" Ela perguntou ofegante, seus olhos arregalados de surpresa.

"Vá para o seu ensaio importante."

"Sr. Cul–"

"Apresse-se antes que eu mude de ideia." Me estendi ao seu redor e abri a porta. "Vá."

Ela não hesitou em passar por mim, e logo que ela tinha ido embora eu sabia malditamente bem que este acordo não ia funcionar por muito mais tempo. Ou ela ia ser transferida ou eu ia ter que demiti-la, rápido.

Horas mais tarde, quando eu estava no meio do meu trabalho para o dia, eu percebi que tinha recebido um novo texto de Mary. Revirei os olhos e mudei seu nome para Isabella antes de lê-lo.

"Onde você esteve nas últimas duas semanas?" Dizia. "Você está bem? Eu liguei e mandei uma mensagem para você e você não disse nada. Estou realmente preocupada... Se você receber isso, diga alguma coisa, qualquer coisa."

Eu não queria responder, mas com o sabor de sua boca ainda persistindo em meus lábios, eu cedi, "Eu estou bem. Apenas fiz uma grande descoberta não muito tempo atrás, e eu estou tentando descobrir como lidar com isso. "

"É uma coisa séria?"

"MUITO grave."

"Eu sinto muito... Quer saber de uma coisa que vai fazer você se sentir melhor?"

"Eu duvido que qualquer coisa que você diga possa fazer isso agora."

"Quer apostar?"

"Tente."

"Meu chefe acabou de me beijar insanamente. Eu acho que é por isso que ele é tão cruel para mim; ele quer me foder..."

"Eu realmente não acho que o seu 'chefe' quer transar com você..."

"Ele definitivamente quer. Seu pau estava duro, quando ele estava me beijando, e ele mordia meus lábios e me agarrava como se quisesse me possuir... Eu nunca estive tão molhada na minha vida..."

Eu hesitei. "Como exatamente isso deveria me fazer sentir melhor?"

"Eu estava fingindo que era você o tempo todo. Eu sinto sua falta."

Imediatamente desliguei meu celular. Eu não sabia que tipo de merda ela estava tentando fazer, mas eu não estava caindo nisso.

"Eu estava fingindo que era você? Eu sinto sua falta?"

Mentira.

Eu não iria responder às chamadas ou mensagens dela por um longo tempo. Boca sexy ou não.

Beijos e até