Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens relacionados pertencem ao Mestre Masami Kurumada e às editoras licenciadas.

Perdão pela demora, trabalho novo e ainda me adaptando, mas aqui estou! Obrigada a todos pelos reviews e por acompanhar a fic... Ah, a primeira special guest aparece no próximo capítulo!

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Past is coming… - 2ª parte

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Logo, a sala de reuniões da divisão de homicídios estava cheia de gente. A equipe de Aiolos estava toda na sala: o jovem médico assistente Hyoga Alexei, Shiryu Suyama, um técnico de laboratório especialista em TI e Shaka Divendra, CSI nível 4 e supervisor assistente. Este último era o mais novo membro da equipe, havia sido transferido de New Orleans para Seattle há cerca de dois meses.

Além de Joan, o chefe da equipe do FBI, Shion Radiziavicious, e também os agentes Milo Petraskiz e Mu Siriany estavam presentes. Dohko estava sentado à cabeceira da mesa, tendo ao seu lado dois dos melhores detetives de sua divisão e parceiros no trabalho, Carlo Ferracini e Ikki Amamiya.

Sobre a mesa, os arquivos do caso Hades Heinstein, e no quadro nos fundos da sala, as fotos de Minos e Pandora; e também as que foram tiradas nas cenas dos crimes. Pandora fora assassinada em seu escritório, Minos no apartamento onde morava.

- O xerife de Dallas nos procurou para informar a morte de Minos, já que ele era responsabilidade de nossa equipe. – Shion começou a falar – E quando estávamos reunidos com ele, recebi uma ligação do comissário de polícia de Seattle, relatando a morte de Pandora.

- E estão aqui para nos ajudar, haja visto que os dois casos estão ligados. O que já sabemos sobre ambas as mortes?

- Deixe-me listar, Dohko... Mesmo modus operandi que Hades usava, os locais dos crimes eram conhecidos das vítimas, digitais de Hades em ambas as cenas, DNA masculino fora de sistema. – Mu repassava a todos – Não temos muita coisa ainda.

- Eu estou trabalhando no rastreamento das ligações dos dois celulares de Pandora e dos telefones fixos tanto do escritório como da casa onde ela vivia. – Shiryu disse, concentrado nos dados de seu computador – Farei o mesmo com os telefones pertencentes ao Minos.

- Alguém sabia que ele estava em Dallas?

-Não, ele não tinha família aqui nos EUA e disse também não possuir amigos. – Joan continuou, respondendo a pergunta de Shaka – Disse que não havia ninguém que pudesse ser comunicado de seu "desaparecimento".

-Essa situação praticamente um beco sem saída. – Carlo disse – Odeio esse tipo de caso!

- Senhores, com licença? – pediu um jovem policial, entrando pela porta da sala de reuniões – recebemos mais um chamado de homicídio. A ligação vem da residência de Julian Solo.

- Julian Solo? – um sobressalto por parte de Aiolos – Ele não foi o promotor que atuou no caso Hades?

- Exatamente! Aiolos, você e sua equipe vão verificar esta chamada, junto do Carlo. – disse Dohko, levantando-se da mesa.

- Eu ficarei para continuar o rastreamento das chamadas. – disse Shiryu.

- Mu, você fique com Shiryu e o ajude no que puder. Nós iremos com a equipe da perícia até o local do crime. – completou Shion, dando ordens aos seus agentes.

- Hyoga, vá com eles. Eu ficarei para verificar o relatório da autópsia que foi realizada no corpo de Minos.

- OK, Camus.

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Apartamento de Julian Solo. Quem havia feito a chamada para a polícia tinha sido sua secretária, Thetis. A jovem estranhou quando o promotor não apareceu no trabalho e também que ele não atendia nenhuma de suas ligações. Como ela tinha uma cópia da chave do apartamento, foi até o local e acabou encontrando o corpo do rapaz.

Julian estava sentado em uma cadeira na sala de jantar, nas mesmas condições que Pandora e Minos haviam sido encontrados. Hyoga aproximou-se do corpo para verificar a temperatura do fígado e determinar a hora da morte, enquanto Marin tirava as primeiras fotos.

- Não houve arrombamento. No caso do Minos também, a porta foi aberta por alguém que tinha a chave. – disse Joan, observando a fechadura.

- Talvez ele conhecesse o assassino.

- Concordo com isso no caso da Pandora e do Julian, mas quanto ao Minos, é difícil. Ele disse que não tinha parentes, nem amigos aqui nos Estados Unidos.

- Aiolos? – Hyoga chamou-o – De acordo com a temperatura do fígado e pela falta de rigor post mortem eu diria que a morte se deu a cerca de duas horas.

- Há digitais no saco plástico, mas acho que serão do Hades, como aconteceu no caso da Pandora. – disse Marin, retirando o mesmo da cabeça de Julian.

Aiolia examinava a cadeira e a mesa de jantar, tentando encontrar mais alguma digital ou algo que os tirasse do escuro. Pouco depois, Carlo apareceu junto de Milo, com seu caderno de anotações em mãos.

- Conseguiram alguma coisa?

- Thetis não disse mais nada, e também não conseguimos maiores informações com o porteiro, a não ser o fato de que quando há a troca de turno deles, a portaria fica cerca de dois minutos sem ninguém.

- Provavelmente o assassino entrou no prédio durante esse tempo. Eu procurei pelo síndico e solicitei as imagens das câmeras de segurança. – completou Milo, observando Joan. Notou que ela parecia muito pensativa.

- O que foi, Joan?

- Um pensamento que me ocorreu agora.

- E?

- Primeiro Minos, depois Pandora e Julian, todos assassinados da mesma maneira que Hades cometia seus crimes... – ela disse, com uma das mãos na cintura e a outra segurando o queixo, sinais claros de nervosismo – Os três ligados ao julgamento dele.

- Sim, Minos foi a testemunha chave de acusação, Pandora foi a advogada de defesa de Hades e Julian o promotor que cuidou da acusação... – Milo enumerou, para ao final fazer uma careta – Entendi aonde quer chegar, Joan. Quem está por trás desses assassinatos está executando uma vingança contra aqueles que julga culpados pela sentença de morte recebida por Hades.

- Exato. O que significa que ele provavelmente irá atrás do juiz responsável pela sentença, assim como os jurados que estavam presentes no julgamento. E de nós e Camus também, Aiolos.

- De vocês, por quê?

- Foi a minha equipe quem trabalhou nas provas do caso Hades, Milo. E eu, Camus e a Joan testemunhamos no tribunal.

- Precisamos avisar o Saga, com urgência. O número dele ainda é o mesmo?

- Sim.

- Ótimo, eu tenho na minha agenda... Vou ligar para ele, com licença.

Joan saiu para o corredor, com o celular em mãos. Aiolos voltou sua atenção para o trabalho de sua equipe, Milo fez o mesmo. Pouco depois, a agente voltou para o lugar onde os dois estavam.

- Caixa postal no celular, e na casa dele a secretária eletrônica atendeu.

- Tentou ligar para o fórum?

- Sim, e a secretária disse que ele está fora da cidade, mas retorna amanhã após as nove horas.

- Sim, está certo. Obrigado por avisar, Dohko. – Shaka vinha ao encontro do pequeno grupo, desligando o celular. – Dohko acabou de ligar, o corpo de Hades está sendo encaminhado para o enterro.

-Não seria interessante acompanhar, conversar com alguém da família?

- Tem toda razão, Milo. Eu vou para lá.

- Eu a acompanho.

Deixando a equipe finalizando o trabalho, Shaka e Joan saíram do prédio e foram para o cemitério municipal, onde estava acontecendo o enterro de Hades. Ficaram um pouco afastados do lugar, havia poucas pessoas acompanhando o enterro, e Joan notou que nenhuma pertencia à família do morto.

Quando os coveiros finalizaram o fechamento da cova, as pessoas logo dispersaram, exceto por um homem todo vestido de preto, de cabelos negros e rebeldes cortados na altura dos ombros.

- Quem será ele? – Shaka perguntou, indicando para Joan que deveriam ir até a sepultura e conversar com o rapaz.

Silenciosos, os dois puseram-se ao caminho, mas, de maneira que não souberam dizer como, o rapaz notou que alguém se aproximava e começou a caminhar para longe da sepultura, mas sem olhar para trás. Ambos aceleraram seus passos.

- Ei, Polícia de Seattle! Precisamos conversar! – Shaka gritou e então o rapaz começou a correr.

Joan e Shaka correram atrás dele por entre as lápides do cemitério, já com suas armas em punho. E, para sua surpresa, ele também estava armado e virou-se para trás, atirando. Os dois atiraram de volta, Shaka acabou acertando um tiro no braço do homem, mas ele não parou de correr.

Mesmo ferido, ele pulou um muro que dava para a rua, Shaka fez o mesmo, mas o viu descer as escadas que davam acesso ao metrô. Tinha-o perdido de vista.

- Perdemos o cara? – Joan perguntou, aproximando-se de Shaka, que descia do muro.

- Perdemos, mas não se preocupe. Eu acertei um tiro, há sangue dele pelo caminho. E ele vai ter que procurar por ajuda médica.

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Era final da noite, a equipe do laboratório de criminalística estava analisando as provas coletadas no apartamento de Julian Solo e também o que haviam conseguido coletar no cemitério. Como Shaka dissera, havia um rastro de sangue do homem suspeito pelo caminho, DNA suficiente para uma identificação precisa e comparação com o que haviam encontrado nas cenas dos crimes.

Compenetrados na sala de reuniões, Aiolos, Shaka, Shion, Milo, Mu, Joan e Camus não viram que alguém estava parado à porta.

- Eu fiquei realmente chateado em saber pelo Shiryu que minha irmã estava na cidade! – disse uma voz masculina, chamando a atenção de todos.

Parado à porta, estava um rapaz de cabelos negros, curtos e arrepiados para cima, e olhos da mesma cor. Usava jeans, tênis e camiseta vermelha e trazia várias sacolas nas mãos.

- Shura! O que faz aqui? – gritou Joan, saindo de seu lugar e abraçando o rapaz, que mantinha a cara fechada do início.

- Eu trouxe o jantar de vocês, oras! E vim te ver, afinal, você nem se dignou a me procurar no restaurante!

- Me desculpe, mas é que esta investigação é de extrema urgência. Vem, deixa eu te apresentar o pessoal que trabalha comigo.

Shura cumprimentou Aiolos e Shaka, que já conhecia, e também Shion, Milo e Mu, os companheiros de trabalho de Joan no FBI. A agente, por sua vez, já despejava sobre a mesa o conteúdo das sacolas.

- Finalmente eu vou poder provar a famosa comida espanhola do chef Shura Alejandro Karev!

- Nossa! Quer dizer que a fama da minha comida já chegou em Washington?

- Não exatamente... – Milo disse, pegando um dos marmitex para si – Mas a Joan fala muito do seu talento na cozinha.

- Pelo menos quando está em Washington, ela se lembra que eu existo! Bem, eu vou indo, o pessoal da equipe também precisa comer. – ele deu um beijo na testa de Joan – Quando essa investigação terminar, estão todos convidados para um jantar lá no Madrileña, por minha conta.

- Ah, eu vou me lembrar disso, pode deixar.

Assim que Shura saiu, Aiolia entrou apressado pela sala, com uma folha de papel em mãos.

- O DNA do homem no cemitério não está no sistema, mas é compatível com o que foi encontrado no escritório de Pandora. No entanto, não é o mesmo nos casos de Minos e Julian.

- Temos dois assassinos, então... – Shion disse, deixando a comida de lado – Mu, não conseguiram nada com o rastreamento de chamadas?

- Não. Tanto Pandora quanto Minos receberam ligações antes da hora determinada como sendo das mortes, mas eram de celulares descartáveis.

- Mas nós temos algo com relação ao assassinato do Julian. – disse Shiryu, entrando pela sala – Vejam, é a câmera de segurança do elevador do prédio.

Na imagem um homem que usava um capuz estava no elevador, subindo ao andar onde ficava o apartamento de Julian Solo. Cerca de dez minutos depois, o mesmo homem no elevador.

- Isso não ajuda muito, ele está usando um capuz e mal olha para os lados.

- Não é bem assim, Milo... – Aiolos disse, pegando o controle remoto do datashow e voltando a gravação – Ali! Olhe só o que ele está fazendo.

Uma rápida olhada no espelho do elevador. Shiryu imediatamente ampliou a imagem no reflexo do espelho e usando um programa de melhoramento, tornou-a mais nítida. Era um rapaz jovem, de traços fortes e olhos dourados.

- Coloque essa imagem no banco de dados de reconhecimento facial, Shiryu. Se ele tiver algum tipo de documento com foto registrado, nós o encontraremos.

Enquanto Aiolia e Shiryu saíam, Ikki apareceu na porta da sala, chamando a atenção de todos.

- Eu estou indo para o Hospital Central, a emergência de lá ligou avisando da entrada de um homem baleado no braço esquerdo e cuja descrição bate com a dada pela Joan e Shaka do homem que estava no cemitério.

- Shaka, vá com o Ikki, acho que o Mu pode ir com vocês também.

Os três saíram. E, enquanto isso, em algum ponto da cidade, um jovem rapaz, trancado em seu apartamento, estava parado em frente a um quadro feito de cortiça, com diversas fotos e papéis de anotações diversas. Era preciso definir seu próximo alvo...

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Continua...