Olá nina sakurai você vai ter que ler a história para descobrir se o Shaoran vai agarrar a sua Sakura e se vai ter muito Hentai …. Mas uma coisa eu posso te dizer o Shaoran não vai ser ladrão nem caloteiro nem mentiroso… lol bjs
Princesa Sakura ainda bem que adorou o primeiro capitulo e eu espero que continue acompanhando bjs
Avisos:
Não liguem aos graus de parentesco para lerem esta fanfiction.
Tanto as personagens de Card Captor Sakura bem como a história não me pertencem... mas som pertencem respectivamente a CLAM ... e a Marion Mckenna..
Espero que gostem desta história bem como eu gostei, por isso resolvi posta-la.
Resumo
Quando Sakura Kinomoto regressou a Tomoeda depois da morte da sua mãe, pensou que o passado estava definitivamente enterrado. Que ninguém recordaria já o escândalo depois do qual se vira obrigada a abandonar a aldeia sete anos antes. Que nunca lhe chamariam como antes, " a amante do cigano ". Mas Sakura enganava-se. Alguém tinha esperado por ela dia após dia, mês após mês, ano após ano, ansioso por vingança. Alguém que a havia amado loucamente e que se sentia morrer quando ela rompera o pacto de amor eterno que, na juventude, ambos haviam selado ao luar…
Capitulo 2
Era evidente que o senhor Kinomoto não estava á espera dela. Sakura ficou hesitante, não sabendo se devia esperar ali algum tempo ou dirigir-se directamente a casa. Teria ele recebido o telegrama? Ou o bom homem pensava que ela vinha no comboio da noite?
-Boa tarde menina. Precisa de alojamento? – Perguntou-lhe uma velha muito mal vestida.
-Não, obrigada, tenho casa aqui.
- Pois não me recordo de si. Como se chama?
- Sakura Kinomoto.
-A filha da falecida. Então, seja bem-vinda – Disse-lhe a desagradável velha, com uma expressão malévola no seu estranho rosto.
-Obrigada – respondeu a rapariga, agarrando nas malas e começando a andar, dirigindo-se para o quiosque de lotaria onde, com certeza, o velho Touya estaria a vender os escassos dez bilhetes que os habitantes de Tomoeda lhe compravam todos os meses.
Enquanto caminhava, Sakura apercebeu-se de que a velha cantarolava num idioma estranho.
Finalmente chegou ao quiosque, mas em vez de Touya viu um bilhete que dizia; «Venda de lotaria das 12 ás 18 horas».
As ruas pareciam desertas e não havia ninguém pelas redondezas. A sua única alternativa era ir a pé, embora tivesse um longo caminho a percorrer.
Recordou a última vez em que tinha estado naquela estação. Tinha quinze anos e estava sob o efeito de narcóticos. Para a poder levar sem resistência para o internato, a mãe pusera-lhe na comida comprimidos para dormir. Recordava vagamente ter chegado de automóvel e de caminhar apoiada no pai.
-O miserável não te terá engravidado? – Insistia a mãe, uma e outra vez.
-Já te contei tudo o que se passou entre nos. Não chegamos a nada, mamã. Deixa-me em paz!
-Eu não vou ter paz, Sakura. Enganaste-me e manchas-te o bom nome da família. Misturaste-te com quem não te merece.
-Chega! Cala-te!
-Daqui a pouco já ficas longe de mim e não terás que suportar os meus comentários. Ficarás só a ouvir a voz da tua consciência.
-Que sabes tu da minha consciência?
-Sei muito porque sou tua mãe.
-Então devias saber que amo o Shaoran e que mais cedo ou mais tarde vou casar com ele.
-Não me faças rir. – Dissera a mãe.
-Ris do amor porque nunca o conheces-te, mãe.
-Como podes estar tão certa disso?
-Alguém que pensa dessa forma nunca poderá ter-se entregado completamente a outra pessoa.
E foram assim a discutir durante dez horas de viajem. O senhor Kinomoto calava-se, como sempre fazia junto á mulher.
Passados poucos dias, Sakura ingressava num chamado «colégio de meninas», que parecia mais uma prisão que um colégio.
Um ano mais tarde, a mãe deu-lhe a opção de se casar com Yukito Tsukishiro, um amigo da família com mais trinta anos que ela, dono de uma cadeia de hotéis.
-Estás marcada, Sakura – dissera-lhe a mãe para a convencer. – Esta é a oportunidade de te casares como uma mulher decente e viver como uma rainha. O homem é rico, generoso e gentil. Estou certa de que te fará feliz.
A princípio, Sakura, recusou, mas Yukito foi visita-la ao colégio e fez-lhe a proposta.
Tinha cabelos cinza grisalhos e olhos negros assustadores, frios mas belos.
-A tua mãe disse-te que desejo casar contigo?
-Sim.
-E tu que achas?
- Eu acho que sou muito nova para me casar.
-Mas já tiveste noivo – disse o homem, pronunciando a palavra noivo com uma entoação ofensiva.
-Isso foi no ano passado.
-Continuas a gostar dele?
-Prefiro não responder.
-Porque se estás apaixonada por ele, podemos fazer uma combinação.
-Uma combinação?
-Casas comigo e continuas a vê-lo.
-Não percebo.
-É simples, minha querida. Na prática não poderei ser teu marido. Entendes? Sabes a que me refiro?
-Acho que sim – respondeu ela.
-Há alguns anos tive um acidente que me deixou incapacitado como homem.
-Então para que quer casar comigo? – Perguntou Sakura.
-Sou uma pessoa publica e até ao momento consegui ocultar a minha condição, mas já se começam a ouvir rumores. Não quero que as pessoas saibam da minha incapacidade. E uma jovem bela como tu ajudar-me-ia a ganhar o respeito de todos.
-Mas não posso casar com alguém que não conheço, alguém que não amo. – Protestara ela.
-Podes sim. Quando fizeres dezoito anos divorciamo-nos e poderás casar com esse rapazito que tanto amas. Entretanto, poderás encontrar-te com ele sempre que quiseres desde que sejas discreta. É melhor que aceites, de outra forma ficarás aqui fechada durante três anos, até a maioridade, e quando saíres ele já te terá esquecido.
-Preciso de pensar nisso.
-Daqui a quinze dias quero uma resposta.
Ela, ingenuamente, aceitara. Tinha querido falar antes com Shaoran, pedir-lhe opinião. Mas sabia que lhe interceptavam as cartas, pois nunca tivera resposta ás missivas que lhe enviara ao longo daqueles meses.
Yukito prometera-lhe que, assim que se casassem, viajariam juntos ate Tomoeda e a deixaria entrar em contacto com Shaoran. Ela explicar-lhe-ia a situação e haviam de conseguir encontrar-se, embora o casal passasse a maior parte do tempo no Canadá.
Mas tudo fora um vil engano. Após a cerimónia, Yukito levara-a para fora do país e nem sequer a deixara visitar os pais.
Na realidade, mantinha-a fechada, permanentemente vigiada por uma empregada.
A principio, Sakura pensara que conseguiria divorciar-se facilmente ao atingir a maioridade, mas a primeira vez que o insinuou, o marido agrediu-a com força até a deixar quase inconsciente.
Não era a primeira vez que a maltratava nem seria a única.
-Terás de me matar para te livrares de mim, maldita – dissera-lhe ele – Ou então, morrer, para poderes sair desta casa. Comprei-te e agora pertences-me.
-Podes ter comprado um casamento, mas não me compraste a mim. Nunca gostarei de ti. Amava Shaoran mas nunca me deitei com ele – defendera-se a frágil rapariga, enquanto se esquivava dos golpes.
-Pois não é isso que consta, mas nem sequer me vou dar ao trabalho de verificar, já que não posso fazer eu mesmo.
-Juro-te.
-Pois então, pior pra ti, pois vais continuar virgem durante muito tempo.
Sakura lembrara-se de pedir ajuda ao pai, mas receava que Yukito fosse capaz de cometer algum crime violento. Confiar na mãe era inútil, pois a senhora Kinomoto venerava o genro e não iria acreditar em nada de negativo sobre ele.
Também não podia contar com Shaoran, que nessa altura devia pensar que ela o tinha abandonado e traído. Portanto, aos dezasseis anos, Sakura teve de aceitar o facto de estar só, longe da sua casa e a mercê de um desequilibrado.
Lamentavelmente Tomoyo dissera a verdade ao ler-lhe a sina, pois tudo o que lhe dava segurança tinha desaparecido da sua vida.
«O pior já passou», pensava agora Sakura, á medida que se aproximava do seu antigo lar.
Com vinte e dois anos sentia-se uma velha.
Cansada de carregar as malas e os pensamentos, deteve-se depois de ter percorrido seis ruas. Então um automóvel travou ao seu lado e um rapaz desenvolto convidou-a a entrar com delicadeza.
-Desculpa, queres que te ajude? Essa bagagem é muito pesada para ti. Entra que eu levo-te.
-És muito amável, mas já falta pouco – agradeceu a rapariga com um sorriso forçado.
-Se é isso que te preocupa, comportar-me-ei como um cavalheiro.
-Não tenho dúvidas sobre isso.
-Espera… és a Sakura Kinomoto, não é verdade?
-Sou. Conheço-te?
-Claro. Sou Eriol Hiiraguisawa, fomos colegas no preparatório. Os meus pêsames pela tua mãe.
-Obrigada. Estás muito mudado, Eriol. Tinhas o cabelo mais curto e…
-E era muito mais gordo, não é verdade?
-Bem, a mudança favorece-te – reconheceu a rapariga, delicadamente.
-Agora que já sabes quem sou, deixas que te leve a casa?
-Claro e confesso que é um alivio. O que aconteceu? Porque é que as ruas estão tão desertas?
-Já te vais inteirar das mudanças que houve desde que partiste. É verdade que estás casada?
-Enviuvei há seis meses.
-Lamento.
Sakura teve de se conter para não confessar que enviuvar foi o melhor que lhe acontecera desde o casamento, embora tenha sido horrível ocupar-se do seu terrível marido durante a prolongada doença.
Ela tinha tratado dele com dedicação sem, contudo, ter algum sentido de reconhecimento dele.
Talvez Yukito pensasse que ela estava á espera da herança. Mas Sakura sabia perfeitamente que o marido tinha feito o testamento a favor da sua única irmã, deixando-lhe apenas uma pequena propriedade em muito mau estado.
No mesmo dia e que Yukito morrera, a irmã pedira-lhe para abandonar a casa pois já tinha comprador para ela.
Nada deixou mais feliz a jovem do que sair daquela casa. Telefonou ao pai que se mostrou de acordo em que ela regressasse á casa familiar e lhe fizesse companhia depois da morte de Nadeshiko Kinomoto.
-É aqui, não é? – Perguntou Eriol, parando o carro á frente da mansão dos Kinomoto.
-Foste muito amável em me trazer, Eriol. Não te convido a entrar pois nem sequer sei se o meu pai está em casa, mas não faltará oportunidade.
-Será um prazer. – Assegurou Eriol, galante.
Sakura tocou á porta com timidez. Esperou quase dez minutos e depois insistiu com determinação. Alguém começou a praguejar. Sakura tremia.
-Quem é? – Perguntou finalmente o homem que pronunciava as palavras com dificuldade.
-Sou eu, a Sakura.
Passado pouco tempo a porta abriu-se. Então Sakura pode ver o pai, que, com dificuldade, passava a mão pelo cabelo.
-Porque não avisaste que vinhas?
-Enviei um telegrama ontem á tarde. Julguei que o tinhas recebido.
O homem fez um esforço de concentração. Muita gente tentara contactar com ele durante os últimos dias mas ele não atendera ninguém.
Após o enterro encerrara-se no grande casarão com varias garrafas de uísque, disposto a brindar ao espírito da falecida até perder a noção do tempo.
Fujitaka Kinomoto não tinha sido particularmente feliz ao lado da mulher, mas sabia que nenhuma outra teria suportado as suas ausências e infidelidades como a orgulhosa Nadeshiko Kinomoto.
Ocupava-se muito de Sakura e, sendo uma mãe severa, desejava o melhor para a jovem, embora ele pensasse que ela se tinha equivocado ao casa-la com um homem velho que vivia tão longe de Tomoeda.
Nunca concordara com tal união, mas Nadeshiko era quem tomava todas as decisões que diziam respeito á filha. Provavelmente o facto de a ter encontrado na cama com o cigano fora uma coisa tão terrível que só passara quando a vira vestida de branco frente ao altar. As poucas vezes que tinham viajado ao Canadá para a visitar tinham notado que a rapariga estava demasiado calada, provavelmente ressentida com a mãe e também com ele.
E agora, depois de tanto tempo, Sakura estava outra vez em Tomoeda.
-Entra, vais encontrar tudo numa desordem mas cá nos arranjamos – disse Fujitaka com um gesto afectuoso.
-Não te preocupes, papá. É natural que não tenhas tido disposição para tratar das coisas.
No entanto, e apesar destas palavras, Sakura tentou ocultar a impressão que lhe tinha causado o aspecto deteriorado da casa e do seu próprio pai.
A casa estava na penumbra e o pó tinha-se acumulado sobre os majestosos móveis de cedro e as teias de aranha abundavam em todos os cantos.
Dezenas de copos sujos amontoavam-se sobre a mesa do bar e algumas garrafas vazias davam conta do novo hábito do pai.
-Despediste todos os empregados?
-Eles é que se despediram, Sak. Há mais de três meses que eu não lhes pagava.
-A mamã tinha a sua própria conta bancária. Esse dinheiro chega para pagar a hipoteca da casa?
-Esse dinheiro agora é teu e mesmo que o usassemos para pagar a hipoteca não chegaria.
-A divida é assim tão grande?
O senhor Kinomoto não respondeu. Limitou-se a encolher os ombros.
Sakura não disse nada. Agarrou nas suas coisas e começou a subir as escadas rumo ao quarto. Ali tudo se encontrava como ela tinha deixado. Quando abriu a porta do roupeiro, os olhos encheram-se de lágrimas pois lá estava o vestido de festa que tinha usado na noite dos seus quinze anos, quando se apaixonou por Shaoran.
Deixou a porta do roupeiro aberta e recostou-se na cama, começando a recordar o que tinha acontecido na semana anterior á festa.
A sua falta de interesse para a realizar, quão difícil fora fazer com que a Tomoyo fosse, e, finalmente, a paixão entre ela e o rebelde e terno Shaoran.
Aquele Shaoran que certamente já não era o mesmo.
Aquele Shaoran que tanto amara.
