Legenda:
-Sou uma louca mesmo!- disse ela. Fala dos personagens
"Amor" enfâse as palavras
Pude sentir as mãos dele em minha cintura me fazendo aproximar-me mais dele... Narração de Ino
Capítulo I: O Estranho
Acordo na penumbra da noite eu não consegui dormir, toda vez que eu fechava os olhos as lembranças dele vinham em minha mente, caminho até a varanda de meu quarto e me sento no pequeno muro de mármore, que se estende ao redor da minha varanda, fico a fitar o céu, estava tão estrelado, mas não tinha luar, só estrelas lindas e brilhantes, como queria que ele estive-se aqui. Não entendo como ele pode ter feito isso comigo, ele me dizia que me amava, e eu o amo mesmo, ele dizia que eu era á única, e que por mim faria tudo, mas ele me enganou e me traiu. Eu ainda o amo, por que Sai você fez isso?Ao pensar nisso lágrimas vêm aos meus olhos, escorrem pela minha face, fico a chorar baixinho. Fico a fitar o jardim da minha mansão, fico a observar as belas violetas, na verdade fico submersa em pensamento, senti uma tontura, de repente minha vista ficou escura, quase caiu da varanda. Minha mansão tem enormes 3 andares e eu estava no 2 andar, ou seja uma queda de lá eu poderia faturar alguma parte do meu corpo ou morrer com o impacto.
-Não pule!-gritou alguém, não conseguir ver nitidamente quem gritara, pois minha vista ficou escura novamente e sentir cair, parecia que naquele momento eu podia voar, o vento gelado da noite atravessava rapidamente a minha camisola de seda azul marinho. Ainda de olhos fechados eu esperava chegar ao chão com grande impacto, mas parece que eu fui salva, abri rapidamente meus olhos, meus orbes azuis fitaram os orbes verde-água. Alguém tinha me salvado, e esse alguém tem braços fortes, passei a analisar mais de perto o perfil do meu salvador, ele havia me colocado no gramado, e fazia mil perguntas e me dava uma grande bronca, de como eu podia pensar em me suicidar, em como era errado eu acabar minha vida de uma maneira patética, ele falou muitas coisas que eu não compreendi e nem queria saber no momento. Naquele instante eu prefira ficar observando o rosto alvo que ele possuía, seus traços masculinos chamavam minha atenção, sua boca avermelhada, seus orbes verde-água, seu nariz afilado, seus olhos pareciam que tinham lápis de tão escuro que parece, mas não eram, eu posso reconhecer quem usa lápis de olho de longe, não vi a cor de seus cabelos, ele estava com um casaco de capuz Fui me aproximando mais e mais dele, até que nossos rostos ficassem centímetros de distancia, pude sentir a respiração dele em meu rosto, a respiração dele é quente, o cheiro dele era bom, possuía aroma de colônia italiana, então foi que eu percebi que a boca dele tinha parado de se mexer, minha mão se aproximou do rosto dele, e o estranho nada fez, minha mão deslizou pela tez alva de sua face, senti os olhos verde-água penetrantes sobre mim. Eu mal o conheço, sei que parece estranho, mas parece que nos conhecemos faz muito tempo, senti um estranho desejo de beijar o tal estranho que estava em minha frente. Não sei se foi por eu me sentir sozinha, ou por eu esta carente de carinho. Simplesmente segui meus instintos e me inclinei um pouco para frente, agora podia sentir o hálito quente que o estranho carregava. Pude sentir as mãos dele em minha cintura me fazendo aproximar-me mais dele, podendo sentir o corpo dele ao o meu, um forte arrepio passou pela minha espinha, a boca dele atroz e feroz se apossou da minha, seus lábios quentes e libidinosos me deixavam extasiadas, sua língua explorava a minha boca com calma, um gemido sufocado pelo calor do desejo, ele brincou com a minha língua, ao fim do beijo ele mordeu meus lábios inferiores, ainda de corpo e rosto próximos, ficamos a nós fitar, meu céu com os oceanos dele.
-Senhorita Yanamaka?-perguntava uma voz ao longínquo do imenso jardim, foi então que me desvaneci dos braços fortes do estranho, e ele me largara e sairá correndo, e as trevas da noite o cobriram, assim o perdi de vista. Então o vigia da minha mansão chegou.
-O que a senhorita faz aqui?-perguntou ele, eu ainda fitava as trevas por onde meu cavaleiro havia ido embora, sorri triste mente, voltei meu olhar para o vigia, e tratei de sorrir para ele de forma falsa.
-Eu só quis dar uma volta pelo jardim, eu tinha perdido o sono. - disse sorrindo falsamente, claro que uma parte disso era verdade. Ele sorri e pediu para que eu adentrasse e disse que era muito perigoso, uma jovem como eu ficar sozinha, mesmo na sua própria casa, pois podia haver tarados ou seqüestradores, pude perceber que o vigia tinha uns 40 anos, mas guardava um bom porte físico, ficava a olhar minhas pernas desnudada, e esboçou um sorriso malicioso, o que me fez passar um arrepio de medo por meu corpo, concordei que era melhor eu entrar mesmo.
-Eu a acompanho senhorita Yanamaka. -disse ele ainda com o sorriso malicioso na face velha, eu estava assustada, mas meus pais estavam em casa e os empregados também, então eu não tinha o que temer no momento.
-Claro senhor Iakushia.-disse ainda sorrindo falsamente para ele, fui andando o mais rápido possível, pra acabar com isso.
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-Tenha uma boa noite Senhorita Yamanaka!- disse ele ainda olhando minhas pernas, eu estava nervosa, mas dei um sorriso de alivio.
-Boa noite senhor Iakushia!- digo entrando em casa, eu corri para o meu quarto e me joguei na cama, com um sorriso de ponta a ponta. Entretanto meu sorriso se desfez, no momento do perigo esqueci-me de perguntar qual era seu nome.
-Eu sou uma louca mesmo!- sussurro, segredando para o vazio do meu quarto, como pude beijar um estranho, sabe lá ele podia ser um tarado ou um seqüestrador. Os olhos dele eram lindos, percebi também que eram frios e triste, ele tinha uma tatuagem com a palavra "amor" na testa, seus cabelos eram vermelhos fogo, um conjunto diferente, porém bonito. Não entendo porque ele me salvo hoje, será que me observava? Ou foi pelo acaso do destino? Não importa, quero ver ele novamente, sentir sua boca sobre a minha mais uma vez, sentir seu hálito em minha face, quero me aventurar naqueles lábios. Parece que estou agindo como uma vadia, já que eu tinha saído de um relacionamento de anos, não é que eu tenha me esquecido do Sai, só que... Não vai adiantar eu ficar lembrando-se dele, só faz com que minha alma sofra e meu coração chore e se o destino quis que nós encontramos-se o, eu não posso esquecer-me disso.
-Quem é você, estranho?- pergunto ao vácuo esperando uma resposta, meu olhos estavam pesados, enquanto caio no sono, em minha mente vem ás imagens do ruivo, do meu cavaleiro das trevas.
-Quem é você, estranho?-murmuro mais uma vez a mesma pergunta, antes de perder os sentidos.
Fim do Capítulo I
