RBD - A Tu Lado.

A pesar de algunos cuentos.

y la lluvia en el camino.

A tu lado se que esta el destino.

- Como assim, Hermione? Como assim, er... Como não é o Rony? – perguntou Harry andando de um lado para o outro sem conseguir encarar a amiga.

- É, Harry, não é viagem minha, mas desde sempre, eu sempre gostei de você, sempre apoiei você nas horas mais difíceis! Eu estive ao seu lado o tempo todo, Harry James Potter! Isso não é justo! – gritou um pouco alterada – Você que pensa que foi fácil pra mim esse tempo todo? Eu sempre estive ao seu lado, sempre! E de repente, você e a Gina saem por aí, de mãos dadas, trocando beijinhos na minha frente! Sabe quantas vezes eu chorei por sua culpa? Sabe?

- Não... – resmungou sem palavras, ainda de costas.

- Porque é assim mesmo, você não se importa se as pessoas à sua volta estão te ajudando ou não, você sequer agradeceu alguma vez por eu ter te ajudado, você sequer alguma vez notou a minha presença na sua frente, você sequer notou que eu virava o rosto a cada vez que via a sua língua penetrando na boca da Gina! E sabe quanto isso me doeu? Você sabe?

- Eu... Sinto... – ia dizendo.

- Não! Você não sente absolutamente nada! Você é tão insensível e cruel quanto Voldemort!

- Não... Diga...

- Você, Harry, obrigada por destruir a minha vida! Obrigada por me fazer passar noites em claro sonhando como seria o dia seguinte, se no dia seguinte você me notaria. Obrigada, Harry, por ter me feito sofrer esse tempo todo, e por escolher Gina, que nunca, nunca, lhe ajudou em nada, nem durante a busca da Pedra Filosofal, muito menos na Câmara Secreta, ainda menos quando EU tive coragem de ir ao seu lado salvar a pele de seu padrinho e de Bicuço, levando em conta também durante o Torneio Tribruxo, eu, fui a única pessoa, com exceção de Hagrid, que esteve ao seu lado, o tempo todo te ajudando, fiquei acordada até tarde da noite, gastando as minhas últimas energias para ajudá-lo a vencer aquele maldito Torneio, e o Baile – ela parou para dar uma risada irônica – Não acredito que dispensei o Krum por sua causa, realmente, não acredito... E tudo que eu recebo em troca? Sabe...

- A Gina é sua amiga, não devia falar isso dela! – falou alto, virando-se para Hermione, ficando frente a frente, bufando, ambos.

- E isso não muda em nada. Eu gosto da Gina como sempre gostei, ela não tem culpa se você a escolheu. Aliás, você também não tem culpa, não é mesmo? Quem mandou eu ficar a maior parte do tempo te ajudando, sendo que você nem precisava da minha ajuda, tinha o Rony, e a Gina também, para ajudar em tudo, mas não, eu...

- Obrigado.

- Eu sempre... Quê? – perguntou franzindo o cenho, como se não tivesse ouvido direito.

- Eu disse, "Obrigado"! – falou simplesmente, sério.

- Você pensa que é fácil, não é Harry? – seus olhos encheram de lágrimas – Tudo bem, vai em frente, você e a Gina... Esperaram meses para ter a primeira vez... Está na hora! – disse ela virando as costas.

Hermione agarrou o vestido com as mãos para não encostar-se ao chão, e foi descendo as escadas.

- Hermione, espera! – disse ela a puxando pelo braço.

- A gente precisa conversar – disse olhando diretamente em seus olhos.

- Não, a gente não tem mais nada para conversar, acho que já disse tudo o que precisava dizer durante esse tempo todo...

- Hermione, eu sinto muito, por tudo. De verdade – falou sinceramente – E gostaria que você me perdoasse por minha falta de sensibilidade... Eu nunca quis te magoar, e você sabe disso! – ele colocou alguns fios soltos de cabelo da garota atrás da orelha, ela sentiu o seu corpo tremer igual se tivesse tomando um choque na tomada, ficou toda arrepiada.

- Sai, Harry. Não encosta em mim – e violenta, tirou o braço do garoto de seu rosto – A Gina está te esperando lá embaixo...

- Eu sei... Eu já estou descendo... Mas antes eu preciso falar com você.

Ela desviou o olhar para o piso de pedras, tentando fingir que não estava acontecendo aquilo de verdade.

- Estou te ouvindo...

A pesar del viento fuerte.

A pesar de los naufrágios.

A tu lado se que estoy a salvo.

Harry ergueu seu queixo com os dedos.

- Quero falar olhando pra você.

- Não me encosta, Potter! – e violentamente, tirou o seu braço de novo.

- Eu preciso falar com você, apenas me escute. Eu sinto muito se você se apaixonou por mim, é verdade, eu sempre achei que você me considerasse como um amigo, afinal, quem foi que me apoiou com o namoro de Cho?

- Eu não te apoiei! – respondeu entre os dentes – Eu quase voei no seu pescoço naquela noite na sala comunal, quando você e ela tinham se beijando, enquanto o Rony ficou caçoando de você. Se você não percebeu, na mesma hora, eu inventei que estava escrevendo uma carta ao Krum, para ver o que você faria... E você, não fez nada. Como sempre.

- Desculpa... Eu, realmente, não percebi o que se passava...

- Agora, é tarde, Harry – disse ela puxando o braço de volta – O tempo passou e você está com a Gina. Aliás, você estaria ainda melhor com ela, se eu não tivesse atrapalhado.

- Não diga isso! Me aborrece... – comentou com a voz melancólica – Eu me sinto mais culpado do que já estou...

Hermione virou o rosto para chorar.

- Harry, eu só quero te pedir um favor... Nunca mais, nunca mais mesmo, volte a falar comigo – ela virou as costas e saiu correndo.

Harry ficou parado, no meio do corredor tentando digerir as palavras que ela havia dito, porém, não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Ele não podia ver a sua vida, sem Hermione. Era simplesmente como tirar as raízes de uma árvore brutalmente da terra e fazer com que ela sobreviva.

Tu me vuelves invencible.

No conozco lo imposible.

Si volteo y te encuentro aqui.

Assim que ele voltou ao salão, notou que a festa continuara mesmo que ele estivesse lá em cima, gritando, e brigando com Hermione. Gina tinha os olhos atentos, e estava parada na porta do Salão Principal, procurando pelo garoto e correu ao seu encontro.

- O que aconteceu, vida? – perguntou ela lhe dando um selinho doce.

- Nada – sibilou tentando desviar os olhos da garota, não conseguia encará-la, sentia que alguma coisa estava diferente. Não era como antes... Sabia que a afirmação de Hermione tinha mudado sua vida, não sabia em que sentido, mas tinha mudado, de algum modo. Mas não era em relação ao coração.

- Harry, o que aconteceu? – perguntou séria, afastando-se.

- Eu e Hermione brigamos, foi só isso! – cortou e em seguida contornou a garota e foi para dentro do Salão Principal, mas a ruiva não desistiu, continuou em sua cola.

- O que você e Hermione andaram fazendo? Por que brigaram?

Harry passou a mão pelos fios de cabelos rebeldes e soltou um longo suspiro.

- Gina, depois a gente conversa, tudo bem?

Ela grudou em seu braço, e firmou os pés no chão, não querendo que ele movesse um centímetro sequer do lugar.

- Precisamos conversar agora! – falou ela ainda mais séria.

- Ótimo, então vamos para o jardim, lá teremos um pouco de privacidade – resmungou olhando ao redor e vendo muitas pessoas observando o casal.

A la orilla de algún beso.

A la orilla de tus manos.

Déjame vivir siempre a tu lado.

A la orilla de un suspiro.

A la orilla de tu abrazo.

Déjame vivir siempre a tu lado, siempre a tu lado.

Harry levou Gina pelas mãos até o jardim, o ar estava um pouco mais fresco do que lá dentro e havia um grande número de alunos trocando intimidade entre as árvores e arbustos.

- Pronto, aqui está bom! – disse ele voltando para a namorada.

- Agora me conta porque você está diferente, aconteceu alguma coisa entre vocês? – perguntou com os olhinhos brilhando, sentindo uma inquietação no estômago, ela não queria nunca, nem pensar sobre o assunto de perder Harry. Ela o amava demais para isso. Seria capaz de uma besteira.

- A Hermione me contou algo que jamais suspeitei em toda a minha vida!

- O-o que ela te disse? – gaguejou Gina com medo. Suas mãos tremiam ao segurar as mãos de Harry. Ela sentia que alguma coisa estava diferente, espiritualmente.

- Ela disse que... Que... Gostava de mim! – desabou em um suspiro e sentiu que seus pés estavam fora do lugar, não conseguia sentir o chão.

- Ora! Disso eu já sabia – suspirou Gina aliviada ajeitando a franja que cortava sua testa diagonalmente – Ufa...

- Eu quero dizer, no sentido de... Amar! – devolveu percebendo que Gina não entendera muito bem a situação que estava.

- Oh não! – gritou Gina meio que histericamente e colocando as duas mãos na boca, afastou de Harry, chocada, parecendo que ele tinha acabado de afirmar que era um dementador – Não!

- É...

- Não acredito! Não!

- Eu também não sabia...

- Como a Hermione foi capaz? – perguntou Gina tirando as mãos da boca e buscando algum lugar com os olhos para sentar, começou a chorar ali mesmo – Hermione não seria capaz disso...

Harry foi até Gina, mas ela o empurrou levemente com a mão, pelo peitoral.

- Harry, eu... Eu não acredito que isso esteja acontecendo com a gente...

- Gina, não fique assim... Não aconteceu nada entre a gente, nós somos somente amigos. Nunca vai acontecer nada, entenda isso...

- Ah, Harry! – ela agarrou o namorado pelo pescoço e enterrou o rosto em seu peitoral – Eu não quero isso... Eu não acredito nisso... Ela... O Rony... Sempre achei...

- Eu também pensei que fosse ele... Mas eu li uma carta que ela andou escrevendo, tipo de um diário... E a gente conversou.

Gina afastou novamente, com o rosto lavado em lágrimas.

- O que vocês conversaram?

- A gente decidiu que não devíamos mais conversar... Nunca mais. Acho que ela confundiu as coisas, era somente amizade... E...

- Vocês brigaram?

- Sim, ela disse que nunca mais devíamos voltar a ser falar, e eu vou respeitar a opinião dela.

Gina caiu de joelhos e abraçou a cintura de Harry.

- Eu não acredito que esteja fazendo isso pelo nosso namoro...

- Eu faria tudo por você, Gina, afinal, eu te amo – disse não com a mesma sinceridade e intensidade das outras vezes.

A pesar de la tormenta.

Que golpea nuestra barca.

A tu lado siempre estoy en calma.

Meia hora depois, podia se dizer que estavam em um velório e não em uma festa, Harry decidiu que era hora de se deitar, e Gina foi junto, definitivamente o encontro amoroso dos dois na Sala Precisa não tinha mais clima, estava totalmente estragado. E os dois subiram, com os braços enroscados.

- Não aconselho você ir falar com ela, agora – opinou Harry assim que entrou na Sala Comunal, totalmente vazia já que estavam todos na festa. O fogo crepitava lentamente na lareira, e o lugar parecia ter um clima pesado, mesmo vazio e aconchegante.

- Eu não vou falar com ela, hoje – concordou parando de frente a ele, com a lareira à sua direita.

Harry caminhou os dedos na franja que estava na testa de Gina, e parou os dedos em seu rosto, ao lado da orelha.

- Eu não quero que fique aborrecida com ela, também. Promete? A nossa amizade acabou, mas isso não significa que você deva brigar com ela. Promete mesmo?

- Prometo – concordou Gina encostando o rosto no peitoral do rapaz e abraçando-o com muita força, sentira que quase o perdera nessa noite, e não podia nem sonhar com isso – Eu te amo muito, Harry. Muito mesmo. E nada vai atrapalhar o nosso namoro.

- Eu também te amo – disse beijando a sua testa e subindo para o seu quarto.

A pesar de lo difícil.

A pesar de los tropiezos.

A tu lado nada me da miedo.

Harry deitou na cama ainda com o sentimento de culpa nas costas. Arrumou as suas vestes no canto da penteadeira, tomou um banho bem gelado para ver se conseguia se livrar daquele peso na consciência. Ajeitou-se na cama, e cobriu-se até o queixo, olhando o luar através do vão mínimo de suas cortinas. Como as coisas podiam ficar de ponta cabeça assim, tão de repente? Como há algumas horas ele pudera ser uma pessoa tão inocente? Como horas atrás ele pudera tomar café, colocando uma cereja na boca de Gina, e beijá-la no café da manhã, na frente de Hermione, e nessa hora provavelmente estava querendo chorar. Como ele pudera ser assim? Tão, tão burro ao mesmo tempo tão insensível? Era um trasgo. Pior que isso, como Hermione dissera, era como Voldemort.

Remoia-se de culpa na cama, não conseguia pensar em outra coisa, a não ser em ver Hermione chorar daquele jeito, como nunca havia feito, nunca mesmo. Ela não era do tipo de pessoa que parecia se importar com o amor, apenas dedicava a maioria do seu tempo com livros, e livros. E não com o amor.

- Ela também é um ser humano – disse uma vozinha irritante em sua cabeça – E assim como você... Ela deve estar lá, em seu quarto, em uma hora dessas... Provavelmente assim como você, cheio de culpa...

Harry tentou tirar isso da cabeça durante quase uma hora, tentou lembrar de vários momentos de sua vida que não houvesse Hermione, mas só então lembrou que esses momentos não existiam, quase não. Pelo menos os felizes, e os melhores. E mais uma vez, sentiu-se ainda mais pesado devido à culpa. Hermione também devia estar rolando na cama... Sem sono.

- Eu preciso vê-la! – disse jogando as cobertas para longe do corpo.

Tu me vuelves invencible

No conozco lo imposible

Si volteo y te encuentro aquí

Como ele conseguiu subir até o quarto do sétimo ano foi um mistério. Só não era um mistério para ele e sua Firebolt. Mas em todo caso, chegou até lá e não parou para bater na porta, adentrou e fechou logo em seguida. Caminhou algumas camas tentando localizar a de Hermione, sabia que ela estava ali, ou deveria estar. Era a cama dela, e puxou as cortinas devagar.

- Quem é? – perguntou ela com voz entupida, ainda estava chorando.

- Sou eu, Hermione! Harry!

Ela se remexeu, parecia ter sentado.

- Eu disse para não me procurar mais!

- Desculpa, eu não resisti – comentou ele – Eu precisava saber como você está...

Ela se remexeu inquieta, pareceu pensar em uma resposta e logo ela veio.

- Estou bem, como pode ver, agora pode voltar ao seu dormitório...

Ele sentou na pontinha da cama e murmurou baixinho.

- Desculpa... Eu não consigo.

- Não ouvi...

- Eu não consigo! – disse claramente – Eu não sei o que está acontecendo comigo... Alguma coisa não está certa... Acho que precisamos esclarecer as coisas...

Harry ficou um tempo em silêncio, e Hermione ficou enxergando o contorno de seu corpo no escuro.

- Harry, nós já conversamos... Por favor, volte ao seu dormitório e tudo vai ficar bem...

- Não vai ficar bem, eu não vou ficar bem sem você.

Hermione sentiu o coração desmanchar, era como se ela fosse feita de gelo e em um simples minuto estivesse derretendo.

A la orilla de algún beso.

A la orilla de tus manos.

Déjame vivir siempre a tu lado.

(Siempre a tu lado...)

A la orilla de un suspiro.

A la orilla de tu abrazo.

Déjame vivir siempre a tu lado, siempre a tu lado.

(Siempre a tu lado...)

Hermione engatinhou pela cama e foi até o moreno, abraçou com toda força que podia, ele retribuiu sentindo o perfume adocicado, apoiou o queixo na cabeça dela e encarou o seu travesseiro.

- Eu não posso deixar de te ver... Você apareceu primeiro em minha vida do que a Gina... Você esteve lá sempre que eu precisei... Você sempre me salvou... Não a Gina.

Hermione agarrou o garoto pelas vestes para não cair da cama, voltara a chorar, talvez fosse de felicidade, ele estava reconhecendo tudo o que ela fizera por ele. Era decididamente um começo.

- Eu não quero me afastar de você, nunca! Nunca!

Ela o apertou com força contra o seu corpo.

- Se eu tivesse dito "sim" ao Vítor Krum... Tudo podia ser diferente... Tudo... Harry!

Ele abraçado, imaginou a cena, Vítor e Hermione se beijando, sentiu-se incomodado.

- Um 'não' insignificante... Que mudou a minha vida, as nossas vidas... Hoje, eu poderia ser feliz... Hoje, você e a Gina poderiam fazer amor sem se importar comigo e...

- Não diga isso! – cortou Harry – Eu não... Não queria que você ficasse com o "idiota" do Krum.

- Você acha o Krum idiota? – perguntou fazendo voz de criança.

Harry não respondeu, continuou calado, mas o silêncio significava um sim, com muita clareza.

A la orilla de algún beso.

A la orilla de tus manos.

déjame vivir siempre a tu lado.

(Siempre a tu lado...)

A la orilla de un suspiro.

A la orilla de tu abrazo.

Déjame vivir siempre a tu lado, siempre a tu lado...

(Siempre a tu lado...)

Gina tirou o vestido, olhando para o espelho com um olhar triste, sentia-se caindo aos pedaços. A sua noite não se realizara por completo. Não estava completa, não estava feliz. Tantas coisas aconteceram, tantos segredos em apenas uma noite...

- Mais um problema para você, Gina! – e tomou um banho bem gelado para ver se tudo passava, se sua cabeça parasse de pensar nessa terrível situação, mas não.

Demorou quase duas horas para que conseguisse botar a cabeça no travesseiro, após ficar secando seu cabelo e tudo mais. E sabia que estava sem sono.

Que tipo de amiga era ela? Não ia conversar com Hermione? O que diria no dia seguinte?

"Eu não posso ficar me remoendo assim..."

Gina vestiu seu robe laranja, e desceu as escadarias em direção ao quarto de Hermione, abriu a porta, e deu de cara com a escuridão.

Então, ouviu.

"- Você acha o Krum idiota? – perguntou fazendo voz de criança".

Silêncio. Hermione estava acordada. E parecia estar com alguém, óbvio, havia feito uma pergunta. Ela sentia aquele perfume... Puxou a varinha, estendeu.

- Lumus! Harry? Hermione? – eles estavam aninhados (para não dizer, enroscados um no outro).

Continua...

N/A: Lady, Lech, Liz, Mila, Dora, Myn. Muito obrigado pelas reviews. Amei, e espero que vocês continuem comigo sempre. Obrigado. Beijos.