Cap. 2 - Explicações
Eu lutei para que meus olhos abrissem, parecia que eles tinham vida própria. Algumas coisas ao meu redor haviam mudado. As cortinas estavam abertas para deixarem a claridade passar, havia rosas vermelhas no criado mudo que ficava à esquerda da minha cama e eu pude ouvir o som da televisão ligada.
Sentei-me sutilmente, não queria perder mais nada e ficar tonta não ia ajudar nada. Charlie desviou seu olhar da TV e encontrou meu olhar. Um sorriso singelo apareceu em seus lábios e ele se dirigiu até a minha cama.
- Hei Bells. – ele parecia tão cansado – Como você está?
- Perdida – minha voz soou rouca e a secura da minha garganta só piorou – Onde está a mamãe? Preciso perguntar uma coisa.
- Ela foi pra casa querida. Sabe, ela não tem saído direito daqui ultimamente e como você está melhor eu a obriguei ir pra casa para descansar.
- Onde eu to pai?
- Em Phoenix. – ele viu a minha confusão estampada na cara – É uma longa história querida, não sei se você já está forte o suficiente.
- Estou bem. – garanti. – Por favor.
- Bem... O avião que você pegou aqui não chegou a voar muito, houve problemas nas turbinas e os pilotos tiveram que fazer um pouso forçado. Mas acabaram caindo e poucos sobreviveram e você foi uma desses poucos querida.
Eu não podia acreditar, eu nem cheguei a Forks? Isso parecia insano. Eu cheguei sim. Eu vivi lá. Nada poderia negar isso.
- Mas... – tentei falar, mas minha cabeça estava trabalhando ao contrário – Foi tão real... – minha voz era um sussurro.
- O que foi tão real? – Charlie estava paciente.
- Onde está Edward pai? – ignorei a pergunta dele, eu precisava saber que não havia imaginado tudo aquilo.
- Acalme-se querida. Não é bom você ficar se cansando, é melhor você dormir. Vou chamar o doutor. – Charlie se dirigiu para a mesma campainha azul que minha mãe havia pressionado da ultima vez.
- Não pai, eu não posso dormir agora! – eu supliquei enquanto aquele médico adentrava o quarto novamente. – Você tem que me explicar, VOCE TEM QUE ENCONTRAR ELE!
- Calma mocinha, calma – outra fisgada.
- Pai... – eu murmurei tentando evitar o torpor.
- Eu vou procurá-lo – ele me assegurou – seja lá quem ele for.
xOx
Eu ouvi uma conversa abafada pela TV, continuei de olhos fechados tentando absorver o que as duas pessoas falavam.
- Eu estou preocupada Charlie... – Reneé dizia entre os soluços.
- Calma, está bem? Não vamos pedir muito dela, já é o suficiente ela ter acordado.
- Mas ela pergunta desse Edward sempre quando acorda o que vamos fazer?
- O médico disse que pode ter sido alguma ilusão que o cérebro dela criou para se manter funcionando, junto com os outros órgãos.
Eles pararam de falar e os soluços de minha mãe aumentaram, abri os olhos e vi Charlie a consolando em seus braços. Meu Deus. Eles estavam abraçados, o que será que eu havia perdido afinal?
Me lembrei da conversa deles. Edward era uma ilusão? Como podia ser o meu grande amor mera criação do meu cérebro? Ele nunca teve capacidades para criar nada tão glorioso, tão perfeito. Minha imaginação era muito limitada.
- Mãe, - eu sussurrava, precisava de mais respostas. – Ta tudo bem?
- Hun? Oi querida – ela limpou algumas lágrimas que teimavam escapar – Claro que está não podia estar melhor! – um sorriso sincero se abriu em seu rosto.
- Eu estou confusa...
- Claro que está, você saiu de um coma persistente, é uma vencedora! – ela encheu a boca com orgulho ao falar a última palavra.
- Quanto tempo eu fiquei aqui? Eu não cheguei a Forks? Cadê Phil? – evitei a pergunta que me corroia, sabia que eu voltaria a dormir assim que a colocasse para fora.
- Hei, uma coisa de cada vez está bem? – Charlie disse com um sorriso zombeteiro.
- Faz dois anos que você estava dormindo os médicos já haviam perdido as esperanças, mas eu não. Eu sempre soube que você voltaria para nós. – mais lágrimas escaparam de Reneé – Você não chegou nem perto de sair de Phoenix Bells, o avião caiu antes. – ela fez uma careta – Você não se lembra de nada?
- Não – menti.
- É tão bom ter você de volta, não sabe a falta que fez. – ela me abraçou e deu um beijo em minha testa. – Eu te amo minha Bella.
- Eu também te amo mãe. – mas também amava Edward, e meus pensamentos sobre ele estava fazendo minha pulsação aumentar.
Gemi ao perceber que tinha pulsações mesmo. Droga. Reneé sentou-se na poltrona voltada para a TV e Charlie se aproximou sentando na cama.
- Cadê o Phill pai? – sussurrei para que Reneé não ouvisse.
- Phil.. hun...- Charlie fez uma careta. – Ele e Reneé deram um tempo, sabe.
- Por quê? – achei que eles se amavam e motivo nenhum os faria ficar longe um do outro.
- É complicado Bella. Phill viaja muito e Reneé não iria te largar aqui sozinha nunca, então resolveram que era melhor assim.
Não havia motivo algum, menos uma filha que atrai má-sorte 24 horas por dia e estava em coma. Ótimo.
- Droga pai. – lamentei.
- Hei, não se preocupe ta? Nada disso é culpa sua! – ele tentava me confortar em vão.
Gemi. Tinha que fazer logo a pergunta, mas não sabia como. Então tomei fôlego.
- Er, pai?
- Diga.
- E Edward? – perguntei esperando o momento em que ele iria apertar a maldita campainha e o médico lindo de olhos verdes entrasse.
- Ah, o cara que você pediu pra eu procurar? – ele respondeu em um tom falsamente despreocupado, mas não me enganou.
- É.
- Sabe, eu não posso procurar alguém que eu não sei quem é. Se você me explicasse melhor... – ele parecia inserto.
Como ele não sabia quem era? Como ele não conhecia o meu marido? Como?!
- Edward, pai. EDWARD. Você não se lembra? – Consegui, ele apertou a campainha.
- Acho que já se cansou muito por hoje querida, relaxe. – a porta se abriu e eu vi os olhos penetrantes do médico me analisando, ele já sabia o que fazer. – Eu vou estar bem aqui, ok?
- Não pai, eu não agüento mais dormir. EU NÃO ESTOU CANSADA! – ultimamente estava me irritando muito fácil – Eu só quero explicações... – minha voz saiu baixa, tomada pelo remédio.
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Reneé se jogou em meus braços aos soluços, quando o médico saiu do quarto.
- Quando isso vai parar? Eu não posso vê-la sofrer assim Charlie.
- Eu não sei, mas vai passar, tem que passar. – Ela tinha razão, era péssimo ver Bella sofrer daquele jeito. Depois de dois anos sem ver a cor dos olhos dela, nós insistíamos em mantê-la dormindo até que dissesse coisas com algum sentido.
Passei minha mão pelo cabelo sedoso dela, tentando confortá-la. Fazia tempos que não me sentia tão completo, a mulher que eu amava estava em meus braços e a minha única filha tinha voltado a viver. Era uma ótima sensação.
Desci até sua nuca indo em direção a sua cintura, puxando-a para mais perto de mim.
- Eu estou aqui. – sussurrei.
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Meu Deus! Meu Deus!
Minha primeira fiic e eu já tive reviews em menos de 24h ! AH QUE LINDO *-*
Esse capítulo eu fiz mais pra explicar o que tava acontecendo em volta da Bella enquanto ela esteve 'em seu cantinho feliz' com o Ed.
Eu to pensando em vários caminhos pra fic seguir, então tem muitas surpresas *-*
E eu queria agradecer as meninas que deixaram reviews :D
Chantal Cullen: Eu sei que eu não acabei nem um pouco com a sua curiosidade nesse cap :x mas espero que ainda esteja interessada em saber no desenrolar. Brigadão viu? Beijos
Carol Ribeiro: Aaaaaaaaa brigada messsmo meu anjo *-* tadinha dela mesmo viu, espero que goste desse capitulo.
Mayarapongitori: que bom que você gostou, ta ai o segundo capitulo ;*
NatBell; Naaata, me mande suas teorias *-* estou ansiosa para leer! Beeeijos
.Dakotta.: Escrever tão bem? UHAIUHUSHAIUHSIU eu sou mor iniciante, espero que vc goste do segundo ;x não tá la essas coisas u-u vc dá de dez a zero em mim ok? AIUHIHSHSI beeijos ;*
DEIXEM REVIEWS GENTE =D
