Draco fechou a porta do quarto de sua mãe, o rosto inexpressivo enquanto todo o resto tremia num desespero incontrolável.
Planejava recusar a marca negra, recusar ao Dark Lord, fugir para Hogwarts, talvez se aliar a Ordem da fênix e tentar sobreviver até o fim da guerra.
Essa era seu plano suicida, e ele já estava bastante apavorado sobre isso, mas nem mesmo o medo do Lord se comparou a confusão de sentimentos que se seguiu a confissão de Narcissa.
- Eu sou estéril Draco!
- Eu não entendo mamãe, como isso pode ser importante, eu já estou aqui não é? – não consguia entender sobre o que Narcissa estava falando, quando ela disse que tinha algo a lhe revelar não poderia imaginar que era isso, será que ela tinha medo que eu morresse e ela não pudesse mais ter filhos para a consolar?
- Não Draco, eu sou estéril, eu sempre fui!
- Mamãe, isso é impossível, eu estou bem aqui! – ele disse calmamente, como se falasse com uma criança, ou no caso de Narcissa, com alguém que tinha se machucado seriamente.
- Sim, você esta aqui, mas não é meu filho!
- O que?
- Quando o acordo sobre meu casamento com Lucius foi feito eu fiquei tão satisfeita, feliz até, seu pai era bonito, rico e educado, e logo imagens sobre nosso futuro acabaram surgindo – as lagrimas agora corriam livres pelo rosto sempre confiante de sua mãe – teríamos um lindo filhinho, o daríamos a melhor educação e quando ele fosse um mini cavalheiro seriamos enfim a família perfeita.
"Quando eu descobri ser estéril foi como se meus sonhos tivessem despedaçados, e eu soube que os de seu pai também tinham sido, ele não me olhava mais, não me tocava mais, não falava comigo, meu casamento perfeito estava ruindo.
Quando as coisas se tornaram insuportáveis entre nós, Lucius me mandou para a França, disse que não conseguia mais olhar para mim, e eu fui, porque eu sabia que a culpa era minha que tudo aquilo esta acontecendo.
Quando eu voltei, meses mais tarde, descobri que Lucius tivera uma amante, uma amante mais bonita e poderosa que eu, e que tinha lhe dado algo que eu nunca conseguiria: um filho"
Narcissa parou apenas por tempo suficiente para ver a reação de Draco.
Sua mãe.
A mãe que sempre amara e que o amara de volta.
A única pessoa por quem valia a pena se arriscar.
Não era dele.
A dor.
O desespero.
A solidão.
Narcisa não era sua mãe!
- Você era tão lindo Draco, enroladinho num casaquinho dourado, tão parecido com um anjo, eu me apaixonei por você.
Não, ele não queria ouvir.
- Quando seu pai propôs te tornar nosso herdeiro eu não pude negar, eu já tinha me apegado a você, sabia que não podia deixá-lo ir, então fizemos um ritual onde passei um pouco de minha magia para o seu núcleo mágico e o tornamos meu legitimo herdeiro mágico e aproveitamos para selar a outra parte sua.
Aquilo foi o suficiente para acordá-lo de seu transe.
- Outra parte minha? – ele perguntou, a voz baixa, como se tivesse medo de usá-la.
- Sua mãe não era bruxa Draco, sua mãe nem mesmo era humana.
- O que?
- Ela era uma Succubus, uma demônio que sobrevive se alimentando da energia liberada através do ato sexual.
Então a dor foi substituída pela surpresa.
O desespero pelo choque.
E a solidão pela incredulidade.
Sua mãe, sua mãe biológica era um demônio! Um demônio sexy, mas ainda sim um demônio!
- Se você quiser sobreviver a essa guerra Draco, precisa quebrar o selo que restringe seus poderes.
- E co-como eu faço isso? – gaguejar não era algo digno de um Malfoy, mas nem mesmo ele pode evitar fazê-lo depois de tantas informações.
- Tendo sexo com alguém como você Draco!
Sua cabeça estava lhe matando, o corte feito pela espada ainda ardia, mas seu maior incomodo era sua cabeça, como se alguém o tivesse estuporado e depois posto fogo nos seus cabelos.
Só por precaução passou as mãos pelos cabelos, apenas para comprovarem que eles ainda estavam lá.
Mais aliviado tateou a cômoda ao seu lado para pegar seus óculos e grunhiu confuso quando suas vistas embaçaram.
Sem óculos, perfeito.
Com óculos, uma confusão.
Mas que diabos estava acontecendo?
Decidido a descobrir isso, ele levantou-se lentamente da cama, apenas para se descobrir na ala hospitalar de Hogwarts, com Fred, ou será George, dormindo na maca ao lado.
- Mas que diab...
- Harry! O que faz em pé? – o desespero na voz de Remus que vinha em sua direção rapidamente o forçou a sentar novamente.
Olhando-o mais atentamente percebeu que o rosto bonito mantinha algumas arranhões vermelhos, novos, mas como era possível se a lua cheia era apenas daqui a quinze dias?
Já ia perguntar o que tinha lhe acontecido quando percebeu o resto do clã Weasley mais Hermione, parados ao lado da porta, o olhando temerosos.
- Remus, o que...
- Você não lembra? – Harry notou como Remus olhou surpreso para os outros ali presentes.
- Lembrar, lembrar do que? Remus! – mas quando tocou no lobisomem sentiu uma vertigem e o mesmo teve que lhe segurar para que não batesse com a cabeça no chão.
Onde ele estava?
E porque seu corpo parecia não ser seu?
E porque Remus estava olhando tão preocupada para seu corpo desmaiado no chão da casa dos Black?
PORQUE ERA SEU CORPO ALI!
Tentou correr para onde seu corpo estava, sangrando levemente onde a espada tinha cortado, mas assim eu chegou perto de Remus foi como se tivesse sido absorvido pela alma do lobisomem, e então, de repente ele era Remus.
- Harry, Harry, meu Deus, fala comigo! – ele gritou correndo até seu quase afilhado.
- Remus? Remus, mamãe pediu para avisar que já chegamos e ah meu Deus, Harry? – a voz de Carlinhos que antes soava tão tranqüila agora soava assustada.
- Carlinhos, me ajude aqui.
- Remus, olhe!
Ele não precisava que Carlinhos apontasse para Harry pare perceber que o menino ainda sangrava, mas ainda assim, quando olhou soltou um grito mudo.
O corpo de Harry empalidecia com uma rapidez anormal, nem mesmo suas veias estavam mais amostra, mas como que contradizendo tudo aquilo o menino se ergueu lentamente, como se tivesse reaprendendo a usar seus membros, a cabeça baixa, como se lhe pesasse ergue-la.
Entretanto, como se a situação já não fosse anormal o bastante, no lugar onde a camiseta de Harry deixava a pele amostra Remus percebeu quando estranhas marcas vermelhas começaram a aparecer por toda a extensão de seu corpo, as estranhas "tatuagens" carmesins eram estranhamente interligadas, correndo de cima a abaixo como raios. E quando Harry levantou o rosto perceberam que o mesmo padrão se repetia ao redor de seus olhos, como em uma sexy e macabra mascara. Mas isso sem duvida não era a coisa mais assustadora no rosto do garoto, seus caninos haviam crescido, não como os de um vampiro, mas grandes o suficiente para serem amedrontadores, seus olhos sempre tão verdes haviam sido completamente tomados pela cor negra e no alto de seus agora longos cabelos negros dois chifres repousavam, enrolados em torno de si mesmo e brancos como marfim.
E como para que completar tão terrível imagem, Potter estalou os dedos, mostrando que agora tinha garras no lugar de unhas e quando pousou os olhos em Carlinhos um malicioso sorriso surgiu em seus lábios, imensas asas negras se abriram em suas costas, a envergadura da mesmas sendo maior que o próprio garoto e com um sinistro grito de guerra o agora irreconhecível garoto avançou no ruivo.
- Harry!
- Remus, o que esta havendo? – Arthur, atraindo pelo barulho tinha vindo checar o que ocorria, sendo seguido pelos gêmeos, Rony e Hermione, todos com varinhas em pinho.
Mas o homem parou congelado ao ver, aterrorizado, a sensual cena de Harry lambendo o sangue de Carlinhos que ficara em sua mão.
De maneira lenta o moreno se levantou avançando passo a passo em direção as novas refeições.
- Harry! – usando toda sua força lobisomem ele tentou segurar o garoto e por alguns minutos ele ficaram numa briga de força até que Harry num momento de impaciência abriu suas imensas asas e jogou Remus no outro lado do quarto.
Porque o outro demônio não entendia que ele estava com fome? Com muita fome! E aquela moreninha parecia tão apetitosa...
Hermione gritou quando ele avançou em cima de si, arranhando seu braço e tirando sangue do mesmo.
O corte tinha sido superficial, mas mesmo assim a menina caiu no chão, completamente sem forças.
Mas quando o garoto avançava para completar o serviço um feitiço lhe jogou no outro lado da sala, e tudo que ele viu antes de apagar foi Remus se levantando, com a varinha levantada, sangue pingando de seus lábios.
- NÃO!
Olhando assustado para os todos percebeu que Hermione tinha um curativo envolvendo seu braço direito, alem de finalmente ter entendido os arranhões do lobisomem.
- Eu fiz isso com vocês!
- Sim Harry, você fez.
- No que era aquilo que eu me tranformei?
Assumindo seu tom de professor Remus respondeu:
" A espada que Sirius lhe deixou possuía uma maldição, a lenda conta que qualquer um que não seja do clã Sky morreria apenas de segura-la, a verdade é que qualquer um que tente ativar a maldição sem ser do clã morreria na tentativa, mas um herdeiro, cujo sangue tocasse na lâmina ativaria a maldição e tomaria para si o poder que na lamina residia"
- Que poder?
- O poder de um demônio!
Uma das mais poderosas raças de demônio, Inccubus no masculino, e Succubus para o gênero feminino, são demônios que se alimentam da energia vital dos humanos liberada durante o ato sexual.
Algumas criaturas das trevas o consideram uma raça impura por terem filhos com humanos, outras acham que tal hábito pode gerar descendentes mais poderosos.
Quase como todas as outras raças demoníacas conhecidas, os Inccubus tem controle sobre o fogo e a fumaça, além do poder de ler e manipular as mentes alheais, podendo criar ilusões poderosas, alguns dizem que Inccubus mais poderosos possuem forte ligação com outros elementos, como água, terra e ar, podendo dominá-los em sua plenitude. Entretanto sua mais conhecida arma é seu Brilho das Trevas, também conhecido como Dark Luminozitate, com intensidade maior do que o brilho usado pelos vampiros, com poder de atrair qualquer humano a vista, porém é um poder pouco usado, já que nascem naturalmente belos.
Costumam ficar em sua forma humana, o que os torna difíceis de serem reconhecidos, porem ao assumirem sua forma demoníaca, tatuagens correm por todo seu corpo, os caninos tornam-se mais afiados e chifres marfim crescem em suas cabeças, as unhas tornam-se garras capazes de dilacerar um humano e tirar de sua morte a energia vital que as sensuais figuras precisam para se manter. Entretanto, em contradição a tudo isso, asas de aparência angelical surgem em suas costas, como numa representação do que se assemelham aos humanos.
Draco fechou o livro suspirando, o livro sem duvida era muito bom, e agora já poderia ter uma idéia dos poderes que possuiria após quebrar o selo, mas havia apenas uma informação que o livro não dizia e a única que estava desesperado para encontrar:
Onde acharia outro como ele?
- Esse sou mesmo eu? – Harry perguntou pasmo, olhando para o grande espelho que Remus havia conjurado a sua frente.
- Pois é cara, nem mesmo nos ainda nos acostumamos – Rony respondeu risonho.
- Como os já nascem como você são naturalmente belos, a maldição acabou mudando alguns aspectos de sua aparência, como em um efeito colateral.
As mudanças tinham sido sutis, seu antigo eu ainda estava para qualquer um que procurasse, mas mesmo as mais sutis mudanças tinham causado no aspecto geral um efeito extraordinário.
Seus olhos estavam mais brilhantes, como se tivessem sido substituídos por duas jóias, a linha de seu maxilar se tornara mais dura, e seu queixo mais quadrado, seus lábios estavam mais grossos e de certa forma suculentos, seus ombros tinham se tornado mais largos e crescera quase 15cm, alcançando aproximados 185cm de altura, fora que parecia que todo seu esforço no quadribol tinha sido recompensado com músculos bem distribuídos, mas a maior mudança tinha sido seu cabelo, de ninho de pássaro tinha passado para o perfil sensualmente bagunçado.
Ele estava maravilhoso.
- Nenhum demônio poderia ser assim tão bonito Remus!
- Poderia sim Harry, apenas um demônio: o Inccubus.
N/A: alguem esperava ESSA declaração da Narcisa?
ou o que aconteceu ao Harry?
Parece que os caminhos de nossos meninos estao para se cruzar! mua ha ha
Gente, a lenda do Inccubus foi um pouquinho modificada, já que nela diz que os inccubus/succubus sao demonios fracos, mas se a Stephenie Meyer pode fazer vampiros brilharem pq eu nao posso deixar meus demonios mais fortes? hum! *biquinho*
merece review? se merecer o botao eh bem ali embaixo oh!
