Oi!
KKKKKKKKKK Diz-se que "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura"
Furei 'Cheivinha'. KKKKKKKKKKK Você quase me mata de rir garota. KKKKKK
Irei postar a duas meninas, mas infelizmente só poderei atualizar uma por dia, assim um dia será Gigolô e no outro Vizinhos. Combinado?
Mudei a capa da fic por uma do meu Mozão quase careca. Para provar que ele é lindo e gostoso, até sem cabelo.
Vamos a estória? Lembre-se, Edward é um profissional, por isso neste primeiro cap. é tudo meio mecânico. No próximo já começa a
melhorar. E como melhora.
Boa leitura
Isabella Swan sentou-se em um lotado café no centro de Seattle, mexeu seu mocha de caramelo e tentou fingir que não estava nervosa.
Mas ela estava nervosa, tão nervosa que literalmente saltou quando seu celular vibrou dentro da bolsa. Atrapalhou-se ao puxá-lo para fora e deu uma risadinha boba de alívio quando ouviu Alice no outro lado da linha.
— Ele ainda não chegou? — Alice perguntou.
— Não, eu lhe falei. Ele só deve aparecer às três horas, ainda tenho quinze minutos.
— Achei que ele talvez aparecesse mais cedo.
— Então por que ligou?
— Porque estou morrendo aqui! Você tem que me ligar assim que acabarem.
Isabella riu, relaxando um pouco o rosto, era característico de Alice ser impertinente e impaciente.
— Eu vou, já lhe disse. Para quem mais eu poderia ligar?
— Definitivamente não para qualquer um de seus outros conhecidos. Eu não posso acreditar que você está realmente fazendo isso. Vai começar a ver o que é diversão.
Isabella se moveu inquieta em seu assento e tentou não soar áspera.
— Você chama isso de diversão?
— Bem, você vai pagar a ele um monte de dinheiro. Com certeza é melhor que seja divertido para você.
Para sua mortificação infinita, Isabella corou e sentiu seu rosto queimar, mesmo sentada sozinha na mesa de um café lotado. Ela murmurou algo incoerente e Alice gargalhou.
— O que foi isso?
— Oh, cale-se. Já estou envergonhada o suficiente, ainda não tenho certeza se vou conseguir passar por isso.
— Bem, definitivamente não vai passar se ele emitir quaisquer vibrações assustadoras. Escute Isabella, à menor pontada de estranheza, você sai daí. — A voz da prima havia se alterado. Ela estava falando sério agora.
— Eu sei disso. Tenho vinte e seis anos de idade e não sou tola. Tenho um bom sensor para homens, mas não consigo imaginar que ele possa ser assustador. Quero dizer, você tem cerca de quatorze referências dele, não é?
— Dezesseis — Alice corrigiu. — O homem deve ser um Deus. Eu nunca ouvi tantos elogios, algumas dessas mulheres eram harpias frígidas de meia-idade, mas com esse cara elas começaram...
Isabella limpou a garganta e sentiu aqueles tremores nervosos na barriga novamente.
— Hum, sim. Então isso significa que ele é bom, e se vou mesmo fazer isso quero ter certeza de que é com o cara certo.
— Você parece nervosa.
— É claro que estou nervosa! — Isabella explodiu, quando sua ansiedade começou a aumentar.
A voz de Alice mudou novamente.
— Isabella, você não tem que fazer isso, sabe. Não há absolutamente nada de estranho ou anormal com relação a você.
— Eu sei disso, mas estou doente por ainda ser... — Isabella baixou a voz de modo que os outros clientes não pudessem ouvi-la. — Por ainda ser virgem. Isso é ridículo, estou cansada de esperar por um homem que vire minha cabeça e que depois seja tranquilo com esse detalhe inconveniente.
- Isabella ...
— Nós temos brigado cada vez mais por causa disso, Alice — Isabella interrompeu. — Temos que discutir tudo novamente?
Isabella havia passado pela escola e faculdade sem fazer sexo, principalmente porque foi inutilmente apaixonada por seu melhor amigo – um jogador de futebol doce e adorável – por todos esses anos. Mas ele nunca se interessara por ela nesse sentido. Assim como nenhum dos caras, remotamente atraentes, que encontrou desde então.
Ela teve encontros, claro, mas nunca havia chegado tão longe ao ponto de irem para um quarto. Nos anos seguintes, mesmo após ter percebido que seu amigo não era o homem certo para ela, acabou amadurecendo gradualmente, mais e mais consciente de sua inexperiência sexual. E isso só piorou quando ficou mais velha e todo mundo achou que ela tinha uma vida social típica. Mas exatamente pelo fato de ser tão autoconsciente, continuou empurrando os homens para longe. Ela se sentia presa em um ciclo implacável e não sabia como se libertar.
— Fiquei pensando sobre isso por meses. O que me impediu de ficar perto de qualquer um, mesmo dos poucos homens que pareciam ligeiramente interessados.
Isabella balançou a cabeça e tomou outro gole de seu café.
— Além disso, a ironia do destino está se tornando amargamente dolorosa. Estou louvando à Deusa do Romance pelas notáveis cenas de amor que escrevo. E ainda não tenho nenhuma experiência.
Pela milésima vez, Isabella se perguntou como se tornara romancista de tantos best-sellers, quando, no amor, havia sido um completo fracasso.
— Bem, é bastante notável o quanto suas cenas de sexo são quentes — Alice se aventurou, uma nota de riso na voz.
Isabella deu uma pequena bufada.
— Qualquer um pode escrever cenas de sexo boas. Tudo o que precisa é de alguns conhecimentos básicos de anatomia, o vocabulário certo e algum material de leitura bom e criativo, experiência não tem nada a ver com isso.
Alice cacarejou novamente na outra extremidade da linha.
— De qualquer forma — disse Isabella, notando um homem particularmente atraente entrar no café, sozinho. — É melhor eu desligar, ele estará aqui em cinco minutos.
— Ligue-me imediatamente depois. Imediatamente! Você me ouviu?
Depois de tranquilizar a prima de que não perderia tempo em relatar o infame encontro, Isabella voltou a guardar seu telefone na bolsa. Ela percebeu que o homem atraente que vira entrar tinha ido diretamente para o balcão sem olhar ao redor como se estivesse procurando alguém.
Ela se curvou um pouco no encosto da cadeira. Teria sido bom se ele fosse o homem com quem havia combinado de se encontrar, mesmo com a cabeça absurdamente careca, ele era um dos homens mais bonitos que já vira. Lindo, charmoso e gostoso. Sim, delicioso.
Isabella olhou ao redor da loja para ter certeza de que nenhum outro homem solitário estava olhando para ela. Não vendo ninguém, virou-se para observar discretamente o careca de novo.
Ele era muito jovem para ser tão completamente sem cabelo, trinta e poucos anos, no máximo. Talvez tenha raspado a cabeça. Seu corpo, alto e magro, moldava-se com poder e graça à calça preta e camisa cinza que pareciam caras. Um empresário, talvez, embora não carregasse uma maleta. Havia algo nele que a atraía – além de sua aparência física. Seus braços estavam cruzados e os olhos percorriam o ambiente preguiçosamente enquanto esperava pelo café. Sua expressão era friamente confiante.
Ele parecia experiente, ela percebeu. Como se tivesse vivido uma vida plena e complexa antes mesmo de chegar aos 35 anos. Ela se perguntou como seria se casar com tal tipo de homem – ter o peso daquela experiência na mesa da cozinha todas as manhãs e em sua cama todas as noites.
Ela decidiu que o herói de seu próximo romance seria carregado desse tipo de experiência profunda.
E ele seria completamente careca. Com certeza.
Olhando para o relógio, ela percebeu que se passaram apenas alguns minutos das três horas. Certamente esse cara não se atrasaria para o encontro com um cliente em potencial.
Ela estava olhando para a entrada com a expressão meio irritada quando uma voz a tirou de sua impaciência.
- Isabella.
Ela virou a cabeça e inexplicavelmente viu o homem careca ao lado de sua mesa com um copo de café. Ela piscou para ele, perguntando-se vagamente se ele notara que ela estivera olhando disfarçadamente para ele.
— Você é Isabella?
Ela assentiu com a cabeça em silêncio.
O homem sorriu, um sorriso polido e sensual que acendeu até mesmo seus olhos verde-acinzentados. Ele estendeu a mão para ela numa saudação.
— Eu sou Edward.
Isabella ficou olhando para ele, boquiaberta.
Ela era, normalmente, uma pessoa amigável, extrovertida, que lidava naturalmente com situações sociais, mas estava insegura sobre aquela reunião. O choque de ver que o homem que ela admirara aleatoriamente era o mesmo que lhe fora especialmente indicado, a deixou sem palavras e completamente desequilibrada.
As sobrancelhas elegantes de Edward ergueram-se ligeiramente.
— Edward Masen. Nós combinamos de nos encontrar, certo?
Ele é lindo. Perfeito. Maravilhoso. Um sonho.
— Sim — disse afinal, se recompondo. Ela se levantou e apertou a mão estendida. Seu aperto era mais quente do que ela esperava. Ele parecia tão controlado e cortês que ela imaginou que sua mão teria uma temperatura mais baixa. — Desculpe. É bom conhecê-lo.
Ele acenou com a cabeça educadamente e sorriu de novo.
— Você quer conversar aqui?
Isabella olhou nervosamente para a outra cadeira em sua mesa. Ela definitivamente queria se encontrar com ele onde houvesse muitas pessoas, mas o tipo de conversa que teriam não precisava de dezenas de orelhas ao redor.
— Nós poderíamos caminhar no parque — sugeriu ele com delicadeza. — Ainda é um lugar público, mas não tão cheio.
Isabella concordou e pegou sua bolsa e o mocha. Ela fizera questão de não "vestir-se" para este encontro, de modo que estava usando seu jeans favorito e uma jaqueta vintage verde-escuro de veludo amassado, que combinava com seus olhos. Seu cabelo castanho, que ficava na altura dos ombros, estava puxado para trás em um rabo de cavalo baixo, e não usava maquiagem, exceto rímel e gloss. Ela instintivamente sabia que vestir-se para um encontro a deixaria ainda mais nervosa.
Ao atravessarem a rua, Isabella perguntou ao seu acompanhante:
— Então, que tipo de nome é Edward?
Ela queria ter uma conversa casual e estava realmente curiosa, desde que Alice colocou esse nome na frente dela como um candidato adequado.
A boca de Edward inclinou-se para um lado.
—Era o nome de meu avô. Ele foi um homem extraordinário. Meu pai quis homenageá-lo
— Então, é o seu verdadeiro nome?
Parecia uma questão pessoal, neste contexto, mas ela sempre foi muito curiosa.
— Edward sim, mas meu sobrenome foi alterado. — Ele deu uma risada seca que ela achou extremamente atraente. — Para proteger os inocentes.
Ela riu silenciosamente, instintivamente agraciada pela agudeza. Sua resposta foi muito inteligente – ele permaneceu ambíguo quanto a quem, na questão, era o inocente.
— Eu suponho que seu pai deve ser especialmente orgulhoso de você, então — ela disse com ironia, e soube – assim que as palavras saíram – que o comentário fora muito presunçoso para um primeiro contato. Ela mordeu o lábio e sentiu uma pontada de culpa e vergonha.
Para seu alívio, Edward não parecia ofendido. Ele apenas olhou ao longe e murmurou:
— Oh, ele está bem orgulhoso.
A nota de amargura mostrou a Isabella algo sobre os sentimentos desse homem para com seu pai. Havia toda uma história por trás, um mistério a desvendar.
Mas não era de seu interesse e não tinha nada a ver com o que fazia no momento. Agarrou-se novamente ao propósito daquela reunião, e sentiu uma nova onda de autoconsciência.
Que diabos ela estava fazendo ali?
Edward sentou-se ao seu lado no banco e tomou um gole de café, sua expressão se tornando profissional novamente.
— Eu sempre encontro com clientes em potencial para garantir que estamos na mesma página, antes de agendar um compromisso.
Isabella assentiu, desviando o olhar para as mãos em seu colo.
— Você tem alguma dúvida sobre os valores? Sua amiga explicou para você que estará pagando por uma noite inteira? — Edward perguntou. — Esse é o preço base. Não aceito nada menor do que o combinado.
Ela olhou para ele, franzindo a testa. Ele não tinha um site, como alguns acompanhantes, em vez disso, contava com referências pessoais. Mas Alice deu detalhes, começando pelos comentários das mulheres com quem falou e que foram bastante claras. Ela era uma mulher adulta e inteligente. Não uma idiota.
— Sim, eu sou capaz de entender os serviços que oferece e o que cobra por eles — disse ela, seu tom um pouco impertinente.
A boca dele se contraiu, tão levemente que ela quase não percebeu.
— Ótimo. Eu só queria deixar claro que está pagando por toda a noite, usando ou não. Não cobro por hora.
Por alguma razão, seu tom seco a fez querer rir novamente. Ela sufocou, no entanto, para o caso de ele confundir com escárnio.
- Entendido.
— Nós podemos fazer o que quiser durante a noite. Eu posso lhe servir de acompanhante, desempenhar algum papel, caso deseje, ou lhe fazer companhia em geral. Se você estiver interessada em qualquer coisa sexual vai custar mais.
Isabella não podia acreditar que estava sentada ali, no meio de um parque, no centro de Seattle, tendo uma conversa dessas. Suas bochechas queimaram involuntariamente, mas ela não estava tão mortificada como esperava. Edward era tão profissional que ajudou Isabella a sentir-se assim também.
— Eu pensei que tinha deixado meus interesses claros quando nos falamos ao telefone — disse ela.
Edward assentiu.
— É claro. Mas os preços são diferentes para oral em você, oral em mim e relação sexual completa.
Uma questão que a havia incomodado por alguns dias a levou a perguntar:
— Quem iria pagar tanto dinheiro para que você tivesse um boquete?
Mais uma vez viu uma leve contração em sua boca. Ela não tinha certeza se isso significava alguma coisa – sua expressão era geralmente tão calma e estoica. Mas descobriu que sua boca estremecia ocasionalmente; a coisa mais interessante sobre ele até agora.
— As mulheres têm desejos diferentes quando fazem uso de meus serviços. Algumas acham que dar é mais emocionante do que receber. Outras querem as coisas de forma simples e prática.
Isabella pensou por um momento. Era algo que ela nunca havia considerado antes.
Edward pigarreou, trazendo sua atenção de volta para ele.
— Talvez você possa me dar um pouco de informação sobre seus anseios para este compromisso.
Ela assentiu com a cabeça.
— Certo. Bem, eu certamente não pagaria tanto dinheiro só por um encontro. — Ela respirou profundamente, convocou toda sua força e coragem e disse: — Eu quero ter sexo.
— Sim, mas o que deseja durante o sexo? Você está procurando um comportamento em particular ou alguma emoção? Você só quer aliviar a tensão? Obter algo que não consegue ter com outros parceiros? Eu não estou tentando saber suas motivações pessoais, mas preciso de um pouco de direção se queremos fazer deste arranjo um sucesso.
— Certo. — Ela se mexeu no banco. Disse a si mesma que estaria pagando a este homem um monte de dinheiro dali a alguns dias e não havia nada do que se envergonhar. E ele, certamente, já encontrou um monte de coisas estranhas em sua linha de trabalho. — Eu quero ter sexo, porque eu nunca tive. Ainda.
Para seu alívio infinito, Edward nem sequer pestanejou.
— Sei. E você tem todos os detalhes específicos de como vai querer que isso aconteça? Uma fantasia particular?
— Sem Fantasia. Eu só quero acabar com isso. — Quando ela percebeu como deve ter soado, lhe lançou um olhar triste. — Isso saiu pior do que eu queria. Eu gostaria que fosse bom, é claro. Tão bom quanto possível, mas veja bem, não tenho quaisquer expectativas irrealistas, nada romântico ou qualquer coisa assim.
Ele acenou com a cabeça, juntando as sobrancelhas, como se estivesse refletindo.
— Você tem experiência oral?
Ela balançou a cabeça soltando um longo suspiro. Parecia ter ido do constrangimento para um estado inquietante de renúncia.
— Não. Nada realmente. Eu tive alguns encontros, mas eles não foram muito bons e eu realmente não consegui aprofundar a noite. Eu nem mesmo consigo me fazer gozar direito.
Ela lançou-lhe um olhar afiado para verificar sua expressão, mas ainda assim, ele não mostrou sinais de surpresa.
— Nesse caso, pode ser uma boa ideia começar com sexo oral. Há uma melhor chance de que alcance o orgasmo dessa maneira.
Apesar da situação bizarra, Isabella não pode deixar de bufar ligeiramente.
— Eu suponho que isso nada tenha a ver com o fato desse serviço ser mais caro do que a relação sexual, não é?
Desta vez, não havia dúvidas quanto à leve contração de seus lábios. Seus olhos brilharam brevemente com diversão.
— É só uma sugestão.
— Por que é mais caro? — Ela deixou escapar, sua curiosidade mais uma vez tomando conta.
— É mais íntimo — ele murmurou, pela primeira vez, desviando o olhar. — De minha parte.
Isabella franziu a testa enquanto ponderava sobre aquilo. Quando percebeu que ele estava à espera de uma resposta à sua sugestão, ela se voltou para o tema em questão.
— Bem, provavelmente você está certo sobre começar com sexo oral — disse e acrescentou sombriamente: — Eu gostaria de ter um bom orgasmo pelo menos uma vez na minha vida. — O dinheiro não era problema para ela. Depois de quatro romances mais vendidos em três anos, ela tinha mais do que o suficiente.
— Nós vamos fazer o melhor que pudermos — disse Edward com naturalidade. — Sexta-feira ainda está bom para você?
- Sim.
— A noite começa às sete horas e vai até a meia-noite, a menos que outros acordos tenham sido feitos com antecedência. Você não quer fazer nada antes? Jantar talvez?
Para Isabella, isso soava absurdo. Ela não estava tentando fazer-se acreditar que seria um encontro de verdade. Não tinha ilusões sobre o que estava prestes a fazer, tentar romantizar só deixaria as coisas mais confusas. Mas porque estava começando a sentir-se realmente nervosa novamente? Ela brincou para quebrar a tensão:
— Suponho que eu teria que pagar o jantar também.
Edward arqueou uma sobrancelha.
Ela riu.
— Certo. Eu sei. Desculpe. Isso estava em sua acessível lista de preços e condições. De qualquer maneira eu não quero perder tempo fazendo nada antes.
— Podemos nos encontrar em sua casa ou em um hotel.
— Um hotel. Posso lhe enviar os detalhes amanhã, depois que tiver feito a reserva.
— Excelente. — Edward levantou-se e lhe ofertou, mais uma vez, o sorriso polido e sensual que ele dominava perfeitamente. — Se você tiver qualquer outra pergunta ou alguma preocupação, sinta-se livre para enviar um e-mail, ou ligar-me.
Isabella levantou-se também. Ela teve que olhar para cima, a fim de encontrar seus olhos.
— Sim. Tudo bem.
Ele lhe estendeu a mão e ela a apertou. Novamente, estava surpreendentemente quente.
— Vejo você na sexta-feira às sete.
— Certo. Ótimo. Estou contando os minutos.
Quando ele começou a se afastar ela ficou observando sua figura magra de costas retas e com um bumbum bem moldado na calça bem cortada.
Ela engoliu em seco.
— Eu acho.
Na sexta-feira Isabella chegou em seu quarto, num hotel de luxo em Seattle, às seis horas da tarde. Quis chegar cedo o suficiente para relaxar e se preparar antes de Edward chegar.
Ela pensou em mudar de opinião sobre este encontro cerca de 20 vezes nos últimos três dias. Mas nunca havia feito as coisas da maneira convencional, e estava determinada a ir em frente com isso. Não importava que essa não fosse a maneira tradicional – ou mesmo o melhor jeito para uma mulher perder a virgindade.
Fazia sentido para ela. E iria fazê-lo desta forma.
Depois de colocar em cima da mesa um envelope contendo um maço de dinheiro, devidamente contado, ela tomou um banho de meia hora na banheira de hidromassagem, certificando-se de raspar as pernas com cuidado, garantindo que estaria apresentável para o sexo. Mesmo não tendo necessidade de impressionar Edward ou de tentar atraí-lo, ela não queria embaraçar-se com excesso de pelos. O banho ajudou a relaxá-la, assim como a segunda taça do vinho branco que havia pedido ao serviço de quarto. Ela tinha desligado o telefone celular assim que chegou, sabendo que as chamadas que Alice certamente faria, só a deixariam mais nervosa neste momento do processo.
Ela não tinha certeza do que devia usar. Sentiria-se estúpida em lingerie sexy, mas suas roupas de rua não pareciam apropriadas. Então trouxe seu pijama favorito – blusa e calça fluída em macia caxemira cor de lavanda. Era o que tinha de melhor para se apresentar, além de ser confortável e a favorecer.
No momento estava vestindo um robe comprido, para que não se sentisse tão tola quando Edward chegasse.
Ela passou um pouco de loção com aroma de morango – sua preferida. Penteou os cabelos. Escovou os dentes. Decidiu ficar sem maquiagem.
Então pegou sua taça de vinho meio bebida e sentou-se rigidamente em uma cadeira perto da janela. Recontou o dinheiro.
Esperava não ficar doente.
Antes que pudesse trabalhar os nervos, verdadeiramente debilitados, houve uma batida na porta. Edward. Cinco minutos adiantado.
— Boa noite — disse ele com o mesmo sorriso educado e sensual que lhe endereçara antes. Estava vestido de preto e cinza de novo – esta noite era um suéter fino cinza carvão com um casaco preto brilhante por cima.
— Oi. Boa noite, obrigada por vir. Entre. — Ela encolheu-se percebendo como soou estúpida, mas obrigou-se a avançar, mesmo com todo o desconforto. Afinal, era uma transação comercial, e ela estava pagando muito por esta noite. Não tinha porque se preocupar se parecia estúpida ou se Edward sabia como estava nervosa, aquele negócio era seu e ela estava no controle ali.
Entretanto, correu de volta à sua taça de vinho.
Edward olhou em torno do quarto quando entrou, evidentemente, notando a cama king size com edredom branco, as linhas limpas do sofá e o grande centro de entretenimento contra a parede. Quando virou-se para ela e a viu tomando um longo gole do vinho, perguntou:
— Quanto disso você já tomou?
Foi uma maneira inesperada para começar este encontro, mas ele realmente deixou Isabella mais confortável. Ela sorriu secamente.
— Esta é apenas minha segunda taça, não queria ficar embriagada, mas achei que um zumbido suave pudesse ajudar.
Ele acenou com outro sorriso, desta vez um pouco menos ensaiado.
— Você quer uma taça? — ela perguntou, sentando-se na borda de uma das cadeiras ao lado da pequena mesa redonda.
— Obrigado. — Edward sentou-se na outra cadeira e colocou um estojo de couro preto que carregava no chão a seus pés.
Isabella olhou com curiosidade, quando entregou a Edward uma taça de vinho.
Percebendo seu olhar, ele abriu a maleta e tirou alguns DVDs.
— Como você não estava interessada em qualquer jogo, ou fantasia, ou algum papel em particular — ele explicou: — eu pensei que poderia ser útil trazer isso. — Ele deslizou-os sobre a mesa para que ela pudesse ver as capas. — São filmes eróticos voltados para o público feminino, acho que você não vai achá-los bregas ou vulgares, e quanto mais excitada você estiver, melhor esta noite vai ser. Esse tipo de coisa funciona para você?
— Eu não sei. Tudo o que eu já vi de pornografia tinha enormes peitos saltando da tela, espero que não seja a mesma coisa.
O canto da boca de Edward fez aquela atraente contração.
— Nada de enormes peitos saltando. Por que não tentamos um desses, se você não tiver outras ideias, claro.
Isabella assentiu, ridiculamente aliviada por não ter que ficar imediatamente nua e abrir as pernas. Ela pegou seu vinho e foi sentar-se no sofá enquanto Edward se encaminhava até o aparelho de DVD.
— Você prefere empresários ou trabalhadores braçais? — Edward perguntou, olhando-a sobre o ombro com fria cortesia.
— Empresários. — Ela enrolou as pernas para ficar mais confortável e, preguiçosamente, começou a imaginar como descreveria isso para Alice amanhã de manhã. Foi certamente melhor do que fingir estar em um encontro romântico com Edward antes de ter sexo, mas ainda assim... assistir pornô com um acompanhante era, definitivamente, uma experiência atípica.
Edward colocou o DVD e se dirigiu a ela:
— O filme dura pouco menos de duas horas, podemos assisti-lo todo e ainda ter tempo de sobra para o que vem depois. Mas deixe-me saber se não estiver funcionando, e se você decidir que quer seguir em frente antes que o filme acabe, é só me dizer também.
Isabella assentiu, engolindo um grande gole de vinho. Ela não podia imaginar-se tão sobrecarregada de desejo ao ponto de querer saltar para cima dele e ir para a cama no meio de um filme erótico. Seu corpo sempre reagiu da maneira que deveria, quando exposto a estímulos sexuais – principalmente nas partes mais picantes de romances bem escritos – mas nunca sentiu tamanha urgência em sua excitação física.
Ela havia lido milhares de cenas de amor, algumas eram quentes e outras risíveis. Depois de ler uma variedade delas na faculdade, ela jurou que poderia escrever melhor, mesmo sem qualquer experiência na vida real. Com isso na cabeça, ela escreveu uma cena de sexo, só para se divertir. Então escreveu um romance para esta cena, não era um romance muito bom, ela tentou e não conseguiu publicá-lo, mas foi um começo. Depois, ainda na faculdade, ela escreveu mais dois romances inéditos, mas somente um ano depois que ela se formou, enquanto trabalhava como editora de texto em um jornal local, foi que fez reais progressos. Ela conheceu um agente literário que se interessou em ler o quarto e melhor romance que Isabella havia escrito até então. O livro acabou tornando-se um best-seller da indústria editorial. Assim como os três romances que se seguiram.
Às vezes, quando Isabella escrevia suas próprias cenas de amor, ficava excitada. Estava emocionalmente envolvida com seus personagens e respondia fisicamente ao prazer que descrevia.
Mais uma inexplicável ironia na vida dela.
Quando o filme começou a correr, Isabella olhou para Edward, que havia tirado o casaco e se sentado novamente na cadeira ao lado da mesa.
— Está tudo bem por ai? — ela perguntou. — Você precisa de alguma coisa? Pode sentar no sofá, é mais confortável do que a cadeira.
Edward disse que não precisava de nada, mas foi sentar-se no outro lado do sofá, ele curvou-se um pouco para a frente, esticando suas longas pernas.
— Quantas vezes você já viu esse filme? — Isabella perguntou, dando-lhe um olhar de soslaio.
— Não pergunte.
Ela riu, sentindo-se mais descontraída do que esperava. Porém, endureceu um pouco quando o filme pulou para uma cena de amor com pessoas ofegantes e nuas. Foi diferente de qualquer pedaço de pornografia que já tinha visto antes. Uma história real logo se desenvolveu, e os atores e o diretor eram bons.
E o sexo... O sexo era muito quente.
Menos de meia hora de filme depois, Isabella estava excitada; a essa altura ela estava realmente gostando desse tipo de filme e pensou que quanto mais excitada ficasse, melhor. Em certo ponto, Edward olhou para ela e perguntou se ela estava gostando do filme ou se eles deveriam tentar outra coisa. Ela lhe disse que o filme era bom, embora estivesse tentada a fazê-lo calar-se pois estava interrompendo uma cena particularmente boa.
Eles continuaram a assistir ao filme em silêncio. Isabella foi absorvida principalmente pelo enredo e estava satisfeita e aliviada pelas respostas de seu corpo às atividades eróticas na tela. Ocasionalmente, percebia o olhar de Edward sobre ela – como se ele a estivesse avaliando. No entanto, toda vez que ela se virava para verificar, seus olhos estavam focados na televisão. Eventualmente, ela disse a si mesma que estava imaginando coisas devido ao seu nervosismo e à consciência do que ocorria em seu corpo. Então, colocou-o para fora de sua mente.
Quando o filme terminou, ela estava extremamente ligada. Seu corpo parecia inquieto e ela estava molhada e quente entre as pernas.
— Como você se sente? — Edward perguntou, estreitando os olhos para examinar seu rosto depois de ter desligado o DVD.
— Tudo bem — disse ela, com a voz um pouco rouca. — Acho que podemos, ir em frente e, uh, começar.
— Você está excitada? — Suas bochechas aqueceram.
— Sim — ela admitiu.
Ele inclinou-se e pegou o estojo. Depois de guardar os DVDs, ele puxou um pacote que Isabella não reconheceu. Ela levantou-se e tirou o roupão, então se aproximou para espiar o que ele fazia.
Edward se virou, seus olhos verificando automaticamente seu corpo em uma blusa de caxemira e calças de pijama, mas seu olhar não se demorou. Ele entregou um pacote fechado à Isabella.
— Protetores bucais — explicou. — Para o sexo oral. Eu não faço qualquer tipo de sexo desprotegido.
— É claro. Eu não estaria usando seus serviços se fosse de outra forma. — Ela nunca havia visto uma protetor bucal antes, então estudou o pacote com interesse, uma distração para qualquer tipo de prazer que viria a seguir.
— Entre os que achei, este é o que tem melhor qualidade. É muito fino e a textura é boa, ainda vai ser muito agradável para você.
Ela engoliu em seco.
— Muito presunçoso sobre suas habilidades, não é?
Ele fez um breve som abafado, como se tivesse sufocado uma risada de surpresa. Então colocou um tubo de lubrificante, dois pacotes de protetores e um par de preservativos sobre o criado-mudo.
— Eu acho que nós vamos ter que esperar para ver se eu sou presunçoso ou simplesmente realista.
Sua resposta seca a fez rir um pouco, e foi se juntar a ele ao lado da cama. Quando olhou de seu sexy e belo homem para a grande cama coberta com um edredom macio, seu riso mudou para um murmúrio nervoso.
— Você está no controle aqui — Edward disse, segurando seu olhar com uma expressão fria. — Faremos o que você quiser fazer. Eu posso agir como você quiser. Diga-me o que quer.
— Eu não quero que você finja ser romântico ou quente para mim ou qualquer coisa assim. Eu quero que seja... real. Quero dizer, sem fingir que estamos fazendo algo diferente do que realmente estamos.
— Entendido. Eu posso fazer isso. Você prefere que eu fique com minhas roupas ou as tire? — Edward falou suavemente, parecendo não notar sua ansiedade.
Ela pensou por um momento, mas sabia que a visão de seu, sem dúvida, lindo corpo nu, seria o fim de sua coragem.
— Fique com elas.
— E você?
Ela cruzou os braços na frente do peito, de repente, consciente da forma como seus seios fartos ficaram delineados sob a blusa que usava e em como seus mamilos estavam visivelmente tensos de excitação.
— Vou mantê-las por enquanto — disse ela. — Até que...
Ele acenou com a cabeça.
— Luzes?
- Rode.
— Existe alguma coisa que você gostaria? Alguma pergunta ou pedidos?
- Hum.
Ele esperou pacientemente, avaliando-a com um olhar estranhamente calmo. Quando ela não conseguia dizer nada, ele perguntou em voz baixa:
— O que eu posso fazer para deixá-la menos nervosa?
Apesar do objetivo prático da questão, ela se sentiu um pouco melhor. Como se ele fosse humano e não apenas uma suave máquina de sexo.
— Eu não sei o que estou fazendo — ela conseguiu dizer. — Obviamente. E você obviamente sabe. Mas uma das coisas que me atrapalhou quando tentei chegar mais longe do que beijar um cara, foi a consciência de não saber o que fazer. Quer dizer, eu sei da logística e do jeito que deveria ser, mas tenho certeza de que a
prática é muito diferente daquilo que é descrito nos livros, e eu fico presa à forma como me sinto, então não consigo ir em frente.
Ele acenou com a cabeça, como se entendesse o que estava dizendo, apesar de ela achar que suas palavras soavam um pouco tolas.
— Seria bom — ela acrescentou: — se você pudesse, tipo, me dar algumas direções.
Seus olhos se estreitaram pensativamente.
— Não estou dizendo para ser algum tipo de idiota dominante. Apenas que me guie um pouco. — Suas bochechas estavam em chamas e ela olhou para ele através de cílios semicerrados. Não havia sinais em seu rosto que ele pensasse que ela era uma aberração ou uma idiota. — Se isso não o fizer se sentir desconfortável.
Ele piscou. Embora ela não pudesse imaginar o que teria o surpreendido em seu último comentário.
— É claro — disse ele, depois de um momento. — Isso faz sentido, eu vou fazer o que puder. Por que você não vai para a cama?
Enquanto Isabella puxava o lençol e o edredom de plumas, Edward desligou as luzes do teto e tirou os sapatos e meias. Então ela se estendeu sobre a cama, respirando profundamente e forçando-se a relaxar.
Ela sorriu para Edward quando ele se sentou na beira da cama ao lado dela. Ele retribuiu o sorriso e essa foi a última imagem clara que teve de seu rosto antes dele desligar a luz de cabeceira.
Na sala escura, Isabella sentiu-se menos exposta e covarde. Ela estava começando a pensar que isso não seria tão ruim – que não havia trabalhado à toa – quando a forma de Edward, de repente, apareceu sobre ela, a silhueta escura de sua cabeça diretamente acima da dela.
Ela o empurrou violentamente, esperava que ele fosse muito menor.
— O que você está fazendo? — ela engasgou.
Ele cresceu ainda mais.
— Eu estava querendo começar com algumas preliminares, se estiver tudo bem. Elas vão tornar as coisas mais tranquilas.
— Ah. Okay. Parece bom. — Ela respirou de forma um pouco irregular e ficou debaixo dele, dizendo a si mesma que era uma mulher inteligente e madura, que estava no controle deste encontro. Ela não tinha porque estar nervosa.
Quando seu rosto abaixou em direção ao dela, ela colocou a mão para detê-lo.
— Você vai me beijar?
— Eu ia — disse ele, apoiando-se sobre ela em seus braços. Assim como a mão, todo o seu corpo estava quente, quente demais, para a elegante e indolente pessoa que ele era. — Minhas clientes normalmente gostam de ser beijadas.
— Ah. Bem, eu não tenho certeza se quero. É que me parece tão... Eu não sei. Não parece legal. Parece que estou tirando vantagem de você ou algo assim.
Houve uma pausa perceptível antes dele falar:
— Isabella, você está me pagando para isso.
— Eu sei. — Ela se encolheu um pouco. — Mas eu me sinto estranha, prefiro que não me beije.
— É claro. Mas você quer dizer beijar na boca, eu presumo. Posso te beijar em outros lugares, como parte das preliminares?
— Sim. Em outra parte está bem. — Ela realmente queria estar menos nervosa e poder desfrutar da natureza bizarra desta conversa.
Edward começou a beijar sua garganta levemente. Ela inclinou a cabeça para lhe dar melhor acesso, o toque leve e tão gostoso a surpreendeu. Então, antes que ela percebesse, ele estava acariciando seu corpo sobre a caxemira, a palma da mão alisando seus quadris, barriga e seios.
Ela tinha ficado muito excitada alguns minutos atrás, e só havia sido brevemente distraída. Assim, seu corpo respondeu facilmente àquelas carícias. Foi um alívio. Ela ainda estava respirando irregularmente, mas começou a soltar os músculos tensos.
— Respire profundamente algumas vezes — Edward murmurou, sua boca seguindo a trilha ao longo da clavícula.
Isabella estava prestes a se aborrecer com sua prepotência quando se lembrou de que ele estava apenas fazendo o que ela havia pedido. Então, seguiu suas instruções, tomou uma longa respiração, sem pressa de soltar o ar. Depois de mais algumas, sua respiração desacelerou e começou a nivelar.
— Posso levantar? — Edward perguntou, os dedos sobre a borda de sua pequena blusa.
- Sim.
Ele afastou a blusa para expor seus seios, embora estivesse muito escuro no quarto para vê-los claramente. Em seguida, ele abaixou a boca para capturar um mamilo.
Isabella deu um pequeno gemido quando ele o sugou habilmente e sentiu puxões correspondentes entre as pernas. Ela se mexeu debaixo dele.
— Deixe-me saber o que você gosta — disse ele, tirando a boca de seu seio por alguns instantes. — Eu não posso agradar você de outra forma.
— Ah. Eu gosto do que você está fazendo. O que devo fazer com meus braços? — Parecia que seus braços estavam no caminho e ela não conseguia descobrir onde colocá-los.
— Agarrar a cabeceira é uma boa solução — disse ele, a nota irônica em sua voz era reconfortante e familiar. — Ou você é bem-vinda para tocar-me se quiser, só, por favor, não arranhe minha cabeça.
Ela tentou a cabeceira e meio que gostou da posição, pois levantava seus seios e não deixava que eles caíssem, estranhamente, para os lados. Se agarrou ainda mais à madeira quando Edward chupou seu mamilo enquanto acariciava os seios com as mãos.
Isabella se arqueou involuntariamente com o prazer que vibrou daquele toque e foi se unindo à sua excitação crescente. Percebendo que estava ofegante, novamente, ela tentou diminuir o ritmo das respirações.
— Está funcionando para você, Isabella?
— Sim — admitiu ela com a voz rouca, arqueando-se novamente quando ele apertou seus mamilos entre os dedos. — É uma sensação muito boa.
Edward continuou as carícias, beijando e acariciando seus seios, e às vezes indo para a garganta ou para seu estômago.
Agora, ele tocava os seios com as mãos e sua boca beijava a barriga quando as mãos de Isabella voaram para a cabeça dele. Certificando-se de não usar as unhas, ela acariciou a pele firme de seu couro cabeludo calvo, maravilhada com a suavidade que sentiu, com as pequenas ondulações e cumes que seu crânio apresentavam. Ele raspou a cabeça antes de vir ou ele era naturalmente careca? Ela não sentia o menor
indício de crescimento. As sensações suaves em seus dedos intensificaram as outras sensações crescentes em seu corpo.
Quando ela inconscientemente começou a empurrar a cabeça de Edward, instintivamente querendo que ele fosse mais para baixo, ele levantou-se.
— Pronta? — ele perguntou, estendendo a mão para o criado-mudo afim de pegar protetor e lubrificante.
— Sim. — Seu nervosismo foi atenuado pelo desejo físico, e ela começou a tirar a calça de seu pijama.
Edward ajudou a deslizá-la para fora de seus pés juntamente com a calcinha e, em seguida, sentou-se entre suas coxas. Sua excitação era quente, molhada, e dolorosa e ele a fez querer contorcer os quadris. Mas a logística havia lhe dado tempo para ficar nervosa novamente e ela ficou tensa.
Isabella sentiu uma das mãos Edward em sua barriga, acariciando-a suavemente.
— Você pode relaxar aqui?
Ela tentou fazer o que ele disse e soltar os músculos de seu estômago, mas não conseguia controlar.
Ele continuou acariciando-a.
— Tente respirar de novo.
Ela tomou quatro respirações profundas antes de conseguir relaxar a barriga.
As mãos dele agora acariciaram suas coxas.
— Agora aqui. — Novamente ele massageou seus músculos tensos enquanto ela respirava até ser capaz de amenizar a tensão. Quando ela se soltou, ele abriu-lhe ainda mais as pernas.
Ela ouviu-o rasgar um pacote e depois esguichar algum lubrificante.
— Vou passar lubrificante na parte posterior da proteção. Ele vai tornar tudo mais agradável para você — ele explicou. — Mas eu acho que vou usar minha mão primeiro, se estiver tudo bem para você.
- Sim.
Ela continuou se concentrando na respiração até que sentiu os dedos dele separando suas dobras e depois acariciando lentamente ao longo da carne. O toque era quente e liso – tão quente que ela engasgou.
— Os lubrificantes aquecem — disse ele, aparentemente notando a reação dela e lendo-a corretamente. — Isso vai tornar mais agradável.
- Está bem.
Ela voltou a agarrar a cabeceira da cama, precisando de alguma coisa para fazer com as mãos, quando ele escorregou, suavemente, um dedo e depois dois para dentro de seu canal. Ela agarrou-lhe as mãos e seus músculos internos apertaram os dedos de Edward.
— É muito incômodo?
— Hum. Eu acho que está tudo bem. — Não doeu e não foi desconfortável. Na verdade, como ele massageou suavemente suas paredes internas, a sensação de aquecimento e a hábil estimulação causaram ondas de prazer.
— Eu vou usar minha boca agora — explicou Edward, sua voz calma e confiante na sala escura era absurdamente reconfortante. Ela não podia ver mais dele do que uma silhueta escura e o tênue brilho de sua pele, além da luz verde do relógio digital ao lado da cama. — Se eu fizer qualquer coisa que você não goste ou que faz você se sentir desconfortável, diga-me imediatamente. Eu estou supondo que você quer fazer o que estamos fazendo até que me diga o contrário. — Ele deslizou seus dedos para fora de seu canal. — Para começar, eu vou testar para ver o que você gosta, por isso, se algo parecer particularmente bom, ajuda se você me disser.
— Tudo bem.
Ela sentiu-o se ajustar mais para baixo – pelo farfalhar do colchão – e ouviu o que deve ter sido a proteção sendo aberta. Então ela suspirou alto quando sentiu algo macio e liso tocando-a intimamente.
— Posso começar? — A voz dele veio de entre suas pernas.
— Sim. — Ela apertou as mãos em torno da borda da cabeceira com tanta força que os nós dos dedos devem ter esbranquecido. Mas conseguiu não apertar os músculos de sua região pélvica.
Assim que ele começou, ela relaxou um pouco. Foi estranho, mas não era desconfortável ou terrivelmente embaraçoso. Ele devia estar utilizando a língua, porque sentiu um leve alisar em sua carne e, em seguida, uma breve agitação em seu clitóris.
— Isso é bom — ela engasgou, quando sentiu uma rápida onda de prazer.
Ele brincou com seu clitóris por alguns momentos, até ela se sentir tão bem, que seus músculos começaram a contrair involuntariamente. Então, ele lambeu sua entrada e por vários minutos, experimentou diversas técnicas e o efeito geral foi muito bom. Isabella ficou bastante excitada, e logo sua excitação havia se tornado uma urgência que ela nunca havia experimentado antes.
Ela salientou cada movimento de língua que havia particularmente gostado – a agitação circular apenas na entrada, a pressão repentina de seus lábios em uma de suas dobras, a cintilação ou sucção em seu clitóris. Enquanto progrediam, ele deixou de lado as técnicas que ela apreciou menos e se focou nas que mais a exitaram.
Com o prazer físico intensificado, ela inclinou as pernas involuntariamente para que pudesse apoiar os pés no colchão, e agarrou a cabeceira da cama tão desesperadamente que seus dedos estavam doloridos. Ele estava gastando mais e mais tempo em seu clitóris. E quando deu uma série de sucções rígidas, a coluna de Isabella arqueou-se para fora do colchão.
Ela arquejou desesperadamente, suas inspirações instáveis, rápidas e altas em contraste com o ambiente tranquilo. Ela sabia que algo estava para acontecer. A tensão contorcia sua barriga e ela sentia como se estivesse prestes a se romper.
Então Edward retirou a boca, fazendo com que ela soltasse um miado decepcionado.
— Sinto muito — disse ele, limpando a garganta quando sua voz saiu um pouco rouca. — Posso fazer uma sugestão?
— É claro. Eu lhe disse antes que queria algumas direções. Eu pensei que estava prestes a gozar.
— Eu acho que estava. Mas você está tão rígida que parte do prazer vai ser engolido pela tensão. Vai ser melhor para você, se conseguir relaxar um pouco mais.
Ela gemeu e esfregou o rosto com uma das mãos.
— Como é que eu vou relaxar quando tudo começa a ficar tão bom e você só sabe que alguma coisa... — Ela parou sem jeito, não tinha certeza de como descrever isso. Em um de seus livros, ela usou a frase "ardente e sem fôlego de expectativa" mas mesmo então, não chegou a capturar a sensação.
— Seu impulso será permanecer tensa, mas se você lutar contra ele, vai poder aproveitar mais o orgasmo. Eu vou usar meus dedos de novo e minha boca ao mesmo tempo. Por que você não tenta a respiração de novo?
Isabella agarrou a cabeceira da cama mais uma vez. Mas sua ironia profunda a levou a resmungar:
— Você é obsecado por essa maldita respiração, não é?
Ela ouviu um som breve e abafado, mas não podia ver seu rosto, a fim de interpretá-lo. E quando sentiu os dedos dele, lisos pelo lubrificante e seus por próprios fluidos, penetrá-la novamente, ela se esqueceu de perguntar sobre o som.
Apesar de suas palavras, ela fez como Edward sugeriu e começou a tomar respirações lentas e profundas. A pressão erótica voltou com uma velocidade surpreendente, e então, ele desceu a boca, mais uma vez, para sugar seu clitóris através da barreira de proteção.
— Continue respirando — ele murmurou mais perto de sua carne.
Assim que as sensações aumentaram, sua respiração voltou a ficar frenética e ofegante novamente. Mas agora ela se obrigou a inalar tão lentamente quanto pôde, indo contra o colchão e apoianda em seus pés. Então respirou fundo, sentindo uma súbita e intensa onda de prazer, assim como alguns de seus músculos mais relaxados.
De repente, com a compreensão do propósito da respiração, ela se concentrou ainda mais, permitindo que as sensações que Edward ministrava, se tornassem mais e mais crescentes. Ela respirou fundo várias vezes e em cada exalar o prazer aumentava.
— Bom — Edward murmurou, esfregando seu clitóris com algo que não eram seus lábios. Seus dedos mantinham um ritmo constante, acariciando sua passagem molhada. — Isso é perfeito. Respire mais uma vez.
Isabella respirou e sentiu toda a tensão carnal em seu ponto de ruptura.
Ela suspirou e a tensão finalmente rompeu.
Não foi um alvoroço – o orgasmo dos romance que faz a terra tremer. Ela não gritou em êxtase ou sentiu, onda após onda, uma experiência de felicidade sem fim. Seus olhos estavam borrados e as costas arqueadas, mas ela não fez nenhum barulho, exceto alguns grossos e irregulares suspiros.
Mas foi muito bom – muito melhor do que qualquer orgasmo que ela havia tido antes –, o prazer pulsando e, subitamente, liberando a pressão. Edward manteve os dedos se movimentando contra as contrações do seu canal, e ela, vagamente, o ouviu murmurar:
— Bom. Deixe vir, só isso. Isso é bom.
Quando ela caiu de volta para o colchão, deixando os braços amolecerem para os lados, ficou surpresa pela forma como se sentiu imediatamente relaxada. Ela também se sentiu um pouco envergonhada e excessivamente quente.
— Você precisa de alguns minutos antes de passar para a relação sexual? — Edward perguntou, endireitando-se. Sua voz soava um pouco diferente, mais grossa ou algo assim – mas ela não pôde definir o humor que motivou a ligeira alteração.
— Sim — ela disse, ainda ofegante de seu orgasmo e com um pouco de medo da ideia de ter relações sexuais imediatamente. — Obrigada.
— Eu posso te segurar, se você quiser — Edward ofereceu. Quando ela apenas olhou fixamente para o contorno escuro de seu rosto, ele acrescentou: — Muitas das minhas clientes gostam disso depois.
— Ah. — Assim que processou seus sentimentos, ela percebeu que seria bom ser abraçada. Mas por alguém que realmente se importasse. — Não. Tudo bem, obrigada. Não quero fingir nada, não estou tentando enganar a mim mesma.
— Entendido. — Ele se levantou da cama. — Eu vou jogar isso fora e me limpar um pouco, volto em seguida, se estiver tudo bem.
— Sim, tudo bem.
Ele acendeu a luz do banheiro quando entrou. Ela ouviu a água correndo na pia. Percebendo que estava deitada meio nua, ela vasculhou ao redor até encontrar a calcinha e a calça de pijama, puxando-os para si.
Ao voltar, Edward deixou a luz acesa, o que iluminou o suficiente para ela vê-lo mais claramente quando ele ficou lado da cama. Ao seu olhar interrogativo, ela admitiu:
— Não acho que estou pronta para o resto ainda.
— Você gostaria de mais vinho? — Ele perguntou, sorrindo o seu sorriso sensual.
Se agarrando a essa sugestão, que podia fornecer-lhe uma maneira de superar sua repentina vergonha, ela disse:
— Sim, por favor. — Ela estendeu a mão para ligar a luz ao lado da cama para Edward poder ver mais claramente quando vertesse a bebida. — Fique à vontade também — acrescentou. — Se quiser.
Ela notou que ele andou de forma um pouco tensa quando voltou para entregar-lhe o vinho.
— Você é muito bom nisso — disse ela, sorrindo para ele com real valorização. Apesar de seu desconforto emocional no momento, ela estava profundamente aliviada ao saber que era capaz de ter um orgasmo assim. Edward e seu profissionalismo realmente haviam feito com que, todo o processo, fosse o mais fácil e agradável possível. — O sexo oral, quer dizer, não o vinho. Obrigada.
— De nada — disse ele suavemente. Havia um ligeiro brilho de suor em seu rosto, e ela se perguntou o quanto de esforço lhe custara. O processo todo deve ter levado quase 45 minutos, já que agora eram quase dez horas.
Quando ele andou alguns passos para se servir de um pouco de vinho, ela estudou-o cuidadosamente. Suas roupas estavam enrugadas, mas os tecidos caros e a boa alfaiataria podiam sobreviver bem, até mesmo para esse tipo de atividade. Mas ele definitivamente tinha perdido a graça que ela havia admirado antes. Seus ombros pareciam um pouco tensos.
Ao ver seu perfil, de pé, contra a extensão das janelas, Isabella de repente percebeu o que era. O corte elegante e urbano de sua calça deixava pouco à imaginação, e ela podia ver, muito claramente, a saliência que havia na frente.
Ele ficou excitado.
Isabella piscou e desviou o olhar rapidamente, o rosto queimando com a percepção. Fazia sentido, supôs. Ele estivera envolvido em uma atividade íntima. E talvez tivesse algum tipo de programação mental que o preparava para o coito. Não era assim com todas mulheres a quem dava prazer? Ele tinha que estar ereto, a fim de fazer esta parte de seu trabalho.
Isso, provavelmente, não tinha nada a ver com ela.
Mas ainda assim... Saber que seu desejo o havia deixado fisicamente excitado a deixou com uma sensação estranha.
Pela primeira vez, ela foi capaz de segurar a língua rebelde. Não mencionou, sequer, a piada sarcástica que lhe veio à mente.
Edward sentou-se em uma das cadeiras próximas à mesa e ambos beberam seu vinho em silêncio por alguns minutos.
— Foi um bom orgasmo — disse ela, finalmente, querendo falar e moldar as primeiras palavras que lhe vieram à mente.
Levantando as sobrancelhas ligeiramente, Edward disse:
— Bom.
— Quer dizer, minhas expectativas eram muito baixas. Eu sabia que não ia ser como uma cena de amor quente de um livro, mas ainda assim foi muito bom. Eu gostei.
— Eu estou contente. — Para sua surpresa, ela viu a pequena contração no canto de sua boca. Por alguma razão ridícula, ela sentia como se estivesse cumprimentando um velho amigo.
— Você não acha que eu sou estranha ou anormal, não é? — Ela perguntou: — Digo, por ter passado tanto tempo sem ter um orgasmo decente?
Edward balançou a cabeça e respondeu com sobriedade:
— Nem um pouco. É mais comum do que você pensa. Algumas mulheres são tímidas demais para ter um orgasmo e outras apenas têm experiências com homens que não sabem como agradá-las. Com todo o erotismo da atual cultura popular, muitas mulheres criam expectativas irreais sobre o que o sexo deveria ser. Então, quando suas experiências reais não coincidem com as fantasias de ficção, acabam achando que algo está errado com elas, mas a realidade é que isso não acontece magicamente, e uma infinidade de homens não sabe como agradar o corpo de uma mulher – mesmo que realmente queiram. Você iria se surpreender com a quantidade de mulheres que vem a mim por essa razão.
Isabella pensou sobre isso e decidiu que era muito reconfortante. Não saber que muitas mulheres estavam insatisfeitas, mas que ela não era a única mulher que, de alguma forma, havia vivido tanto tempo sem o êxtase de um verdadeiro orgasmo.
— Você deveria dar lições — disse ela, por fim, erguendo a cabeça e surpreendendo-o estudando-a de perto. — Ensine os homens a fazerem um trabalho melhor.
Pela primeira vez, ouviu-o rir. Foi uma risada baixa e breve, e um pouco amarga.
— Eu vou considerar isso.
— Talvez um seminário ou workshop — acrescentou ela, sentindo uma espécie de prazer em ter conseguido divertir um homem tão imperturbável. — Ou melhor ainda um Webinário. Transmitido internacionalmente.
Isso lhe rendeu uma risada ainda maior.
Sua risada se desvaneceu quando ele terminou seu vinho e olhou para o relógio.
— Se você quer passar para a relação sexual, talvez devêssemos começar. Precisamos de tempo para tentar coisas diferentes, se necessário.
Isabella engoliu em seco e olhou para o relógio ao lado da cama, ela havia acabado de se sentir relaxada com as realizações da noite. E o pensamento de ter sexo agora fez seu estômago apertar doentiamente.
Ela percebeu que havia feito tudo o que estava emocionalmente pronta para fazer no momento. Conhecia-se bem o suficiente para saber que se tentasse ter relações agora iria perder sua determinação e força erótica, e estaria muito assustada e desconfortável para desfrutar de qualquer coisa.
Como se lesse sua mente, Edward disse suavemente:
— Se não acha que está pronta para esta noite, podemos agendar outro compromisso com foco na relação sexual, então.
Isabella exalou com alívio intenso. Era exatamente o que ela queria fazer. E o alívio misturado com seu agudo senso de ironia a fizeram exclamar:
— Ha! Que forma sorrateira de vender uma segunda noite. Você deveria ter sido um homem de negócios.
Quando ele arqueou as sobrancelhas, ela mordeu o lábio.
— Desculpe — ela murmurou. — Eu sei que você é um homem de negócios. Eu só quis dizer em alguma grande corporação multinacional. Mas eu não quis dizer... Sinto muito.
Edward balançou a cabeça.
— Isabella, você não tem que se desculpar.
Apesar de sua calma afirmação, ela se sentiu como uma idiota.
— Eu não tive a intenção de soar como se você não fosse um profissional. E acho que uma segunda noite seria a melhor ideia.
— Nós vamos organizá-la em seguida. — Edward se levantou. — Você quer fazer alguma coisa esta noite? Nós ainda temos uma hora e meia.
Já que o sexo estava fora de questão, ela não tinha certeza do que faria com ele por tanto tempo. Algumas mulheres contratavam acompanhantes simplesmente como companhia, mas para Isabella isso era muito estranho e pouco natural. Ela tinha amigos. Tudo o que precisava era de sexo.
Ela balançou a cabeça. Então se lembrou de sua condição física.
— Oh — ela começou, se retesando na cama: — Mas você... Quer dizer, se você precisa... — Ela acenou com a mão para sua virilha e, mais uma vez, corou profundamente ao se lembrar de que não deveria demonstrar saber que ele estava excitado.
Edward encontrou seus olhos de maneira uniforme.
— Eu estou bem, Isabella. Não é nada para você se preocupar.
— Ah. — Ela odiava a ideia de mandá-lo embora quando ainda estava de pé. — Você pode, uh, tomar um banho ou algo assim, se quiser.
— Obrigado. Eu poderia fazer isso. — Ele hesitou, como se não tivesse certeza se ela realmente queria que ele usasse o chuveiro agora ou não.
— Pode ir em frente. Eu não vou querer qualquer outra coisa esta noite.
Ela se deitou de forma mais confortável quando Edward fechou a porta do banheiro. Ouviu o funcionamento do chuveiro e imaginou que ele iria cuidar de sua ereção sob o jato d'água. Então se lembrou da pilha de dinheiro no envelope sobre a mesa. Levantou-se e contou novamente, tirando o valor que havia incluído para a relação sexual, colocando-o de volta na bolsa.
Ela estava na cama novamente quando Edward ressurgiu, parecendo, suave relaxado, e compostamente vestido mais uma vez. Para sua surpresa, ele não pegou o dinheiro e correu. Em vez disso, sentou-se e inclinou-se um pouco, apertando as mãos.
— Você tem alguma dúvida em que eu possa ajudá-la? Outras preocupações?
Ela pensou por um momento, levando a oferta a sério. Quantas vezes ela teria o benefício de um perito?
— Você tem alguma sugestão para eu conseguir gozar de forma mais eficaz?
Edward franziu a testa, mas ela podia dizer que era porque ele estava refletindo sobre a questão.
— O que você já tentou?
— Só a minha mão. Esfregando, principalmente. Eu posso chegar lá, mas nunca é tão bom. Hoje eu percebi que estava fazendo errado.
Ele deu-lhe algumas sugestões detalhadas sobre técnicas, como um manual de auto estimulação. Em seguida, acrescentou:
— Você devia ter um vibrador. — Vendo sua expressão, ele deu um meio sorriso. — Eles não são tão cafonas ou embaraçosos como você pensa. Eu posso trazer-lhe um bom, se quiser.
— Obrigada — disse ela, sorrindo com surpresa pela oferta. Ela já considerara essa opção – até encontrou sites discretos através dos quais poderia comprar um –, mas realmente não tinha certeza de que iria usá-lo. — Com quanto tempo de antecedência você está reservado?
— Normalmente, no mínimo, três semanas. Além disso, depende do dia.
— Três semanas? — Ela estava esperando se encontrar com ele de novo muito mais cedo do que isso.
Obviamente percebendo a decepção em sua voz, Edward inclinou o canto da boca.
— Eu ocasionalmente tenho cancelamentos. Posso lhe avisar, caso contrário, acho que a minha primeira noite disponível é numa quarta-feira daqui a duas semanas.
Isabella pensou rapidamente e não conseguiu se lembrar de nada que tivesse marcado para a noite em questão. Achou que era melhor reservar o dia, enquanto podia, já que, obviamente, Edward era uma mercadoria quente.
— Eu acho que daria certo, vamos agendar então. — Sentindo uma pontada de curiosidade, ela perguntou: — Você trabalha todas as noites?
Ele balançou a cabeça.
— Eu mantenho alguns dias para mim mesmo.
Obrigando-se a sair da cama ela caminhou até a mesa. Deu o dinheiro para ele sem encontrar seus olhos e falou:
— Deve ser a quantidade certa para hoje à noite.
Ele não contou. Apenas guardou-o no bolso e pegou o casaco.
— Obrigada por esta noite — disse ela.
— Não há de quê. Vejo você no dia 28.
— Estou ansiosa por isso — disse ela ao vê-lo se dirigir à porta – magro, ereto, e infinitamente cosmopolita. Calmo e competente. Um empresário de excelência com um negócio muito particular. Ela se perguntou por que ele era careca. E também como ele havia chegado a esta linha de trabalho, para começar. Perguntou- se o que havia acontecendo entre ele e o pai.
Ela não fizera tudo o que tinha intenção de fazer esta noite. Não tinha tido relações sexuais. Mas tivera um bom orgasmo, o que foi um excelente progresso. Ela estava bastante satisfeita consigo mesma.
Quando Edward fechou a porta atrás de si, ela percebeu que talvez estivesse, realmente, ansiosa pelo próximo compromisso.
Duas semanas se passaram, já era quarta-feira, e Isabella havia trabalhado desde então, com certa quantidade de excitação.
Depois de um estranho constrangimento, imediatamente após sua primeira sessão com Edward, Isabella concluiu que o encontro foi um verdadeiro sucesso. Ela não estava à procura de uma fantasia. Estava apenas procurando uma maneira de se livrar de sua virgindade, de modo que foi fácil e descomplicado. Edward era talentoso, eficiente, atencioso, e muito atraente. E seu profissionalismo fez o primeiro encontro ser exatamente o que ela estava procurando.
Ela não podia imaginar nada que pudesse fazer da segunda sessão um problema. Ela provavelmente seguiria o mesmo caminho, só que com a relação sexual, em vez de sexo oral. Pelo fato de ter tido uma impressão tão boa de sua primeira sessão com Edward, ela começou a antecipar a segunda.
Ainda estava nervosa. Mas, com o passar dos dias, sua excitação tornou-se mais forte do que o medo.
Então, Isabella chegou ao hotel às seis horas na quarta-feira programada. Ela seguiu a mesma rotina de antes: tomou banho, fez a depilação, aplicou uma loção, contou o dinheiro, bebeu vinho, e se sentou em uma cadeira esperando por Edward. Sua barriga estava trêmula de nervoso.
Mas ela tinha certeza de que não ia ficar doente.
Havia sido uma virgem por 26 anos. E passou muitos desses anos ansiosa para deixar de ser uma.
E agora, finalmente, ia acontecer.
Quando Edward bateu à porta, ela caminhou até lá para deixá-lo entrar, sem o mais leve impulso de se esconder no banheiro.
Esta noite, ele usava calças pretas, camisa preta, e um caro sapatos de couro preto. Ele sorriu para ela, exatamente como ela esperava. Educado, sensual... Infinitamente prático.
— Olá — ela disse, alegremente, levando-o ao quarto. — Você parece calmo e furtivo esta noite.
Edward piscou e olhou para si mesmo.
- Furtivo?
Ela levantou as sobrancelhas em uma expressão que refletia a dele e entregou- lhe uma taça de vinho.
— Tudo preto. Você tem que se esconder nas sombras muitas vezes?
— Não se eu puder evitar.
Seu tom seco em combinação com a contração atraente da sua boca fizeram Isabella bufar. Quando ele pôs sua maleta de couro na cadeira, ela se moveu para ficar ao lado dele.
— Que guloseimas que você trouxe hoje?
A primeira coisa que ele tirou de lá foi um vibrador grande e rosa, ainda em sua embalagem original. Ele o ofereceu a ela.
- Como prometido.
Com os lábios separados, ela aceitou o vibrador e olhou para ele.
— Obrigada. Foi legal de sua parte trazê-lo para mim.
— Podemos usá-lo, esta noite, se você quiser. — Seus olhos pousaram no rosto dela, como se estivesse verificando sua expressão. — Ele poderá ajudar nas preliminares e eu posso mostrar-lhe algumas maneiras de usá-lo. — Quando ela apenas olhou para ele, ele acrescentou: — Mas só se não a fizer sentir desconfortável.
Receber aulas de como usar um vibrador de um acompanhante a deixava um pouco desconfortável, mas agiu como se fosse uma ideia prática.
— Não. Isso seria ótimo, um pouco estranho, mas tudo bem.
— Por que é estranho?
Ela estreitou os olhos.
— Você ensinou a outras mulheres como usar vibradores?
— É claro.
— Ah. — Um pouco surpreendida com a resposta prosaica, ela concluiu: — Acho que não é estranho, afinal.
Edward sorriu e enfiou a mão na caixa, tirando um DVD.
— Este foi o melhor que pude encontrar, se quisermos começar com erotismo novamente esta noite. Filmes eróticos orientados para o público femininos são poucos e distantes entre si. Esta é uma série de curta metragens, por isso cada um tem apenas meia hora. Isso nos deixaria mais tempo, o que pode ser inteligente se quisermos praticar com o vibrador antes de passar para a relação sexual em si.
Assentindo distraidamente, Isabella estudou a capa do DVD.
— Este é tão bom quanto o da outra semana?
— Não é bem assim. É feito para mulheres e não é de mau gosto, mas as histórias não são tão bem escritas. Foi o melhor que pude encontrar com empresários mandões. Trabalhadores braçais tendem a ser mais populares, pintores, carpinteiros, limpadores de piscina, você sabe.
Isabella zombou levemente daquele fato inexplicável. Depois, pensou sobre as implicações do que ele disse.
— Você procurou esse DVD especialmente para mim?
— Sim. Eu pensei que seria melhor ter um filme curto para esta noite, mas não tenho nada na minha coleção que iria funcionar.
Olhando para sua expressão, suave e refinada, Isabella tentou imaginar Edward procurando pelas prateleiras ou catálogos on-line para encontrar DVDs eróticos.
— Isso foi muito legal de sua parte. Obrigada.
Edward deu de ombros levemente.
— Não é nenhum problema. Eu sempre posso usá-los novamente mais tarde.
— Exatamente o quão grande é a sua coleção de filmes eróticos? — A boca de Isabella vacilou com diversão quando imaginou um quarto secreto cheio de apetrechos sensuais e DVDs, no indubitavelmente, sexy, calmo e harmonioso apartamento de Edward.
Ele riu brevemente – com mesma nota fraca de amargura que havia ouvido em sua risada na última vez.
— Grande o bastante para fazer o meu trabalho.
Ele se moveu para colocar o DVD no leitor e perguntou por sobre o ombro:
— Hoje à noite, você quer fazer as coisas do modo que fizemos da última vez?
Isabella franziu as sobrancelhas quando se sentou no sofá.
— Eu quero ter sexo dessa vez. Relação sexual.
Uma minúscula contração no lábio.
— Sim. Eu quis dizer em termos de comportamento, você quer continuar com a mesma atitude ou talvez se aventurar com alguma fantasia?
— Ah. Eu entendo. — Isabella riu quando pensou em como o interpretara mal. Foi muito legal da parte dele não rir em voz alta. — Não, eu gosto de como fizemos da última vez. Não finja nada.
— Entendido. — Ele colocou o aparelho para funcionar e foi se sentar ao lado dela no sofá.
Edward estava certo sobre o filme. Não era tão bom quanto o da última vez, mas era bem-feito e bastante sexy. Além disso, o curto tempo havia cumprido sua missão, Isabella ficou muito excitada.
— Nós podemos ver outro, se precisar — Edward ofereceu.
— Não. Eu estou bem.
Edward se levantou, tirou o filme e foi até a mesa. Ele tirou algumas baterias do bolso de seu casaco em seguida removeu o vibrador da embalagem. Isabella observou- o deslizar as pilhas no pequeno tubo, e não podia deixar de admirar suas pernas longas e firmes, a bunda bem delineada. Ela ponderou quantas vezes por semana ele malhava para esculpir seu impressionante corpo.
Então, se perguntou como ele deveria ser sem roupa.
Quando Edward foi até o banheiro para lavar o vibrador, Isabella se moveu para a cama. Ela afastou o edredom e lençóis e depois sentou-se na beira do colchão. Então tirou o cinto do robe que usava – o mesmo que usara da última vez. Sob ele, no entanto, estava usando uma camisa na mesma caxemira macia de seu conjunto de pijama favorito. Ela pensou que seria inteligente usar algo que só precisaria ser empurrado para cima na hora do sexo, além disso, as linhas graciosas e a pequena gravata sob os seios a fizeram sentir-se meio sexy.
Não era o tipo de lingerie atrevida. Era sexy para ela, no entanto, e hoje ela queria lançar mão de todo o sexy que pudesse conseguir.
Antes de Edward se juntar a ela, ele apagou as luzes do teto.
— Está tudo bem, se deixar a luz do banheiro acesa? Ainda vai ficar muito escuro, mas ter um pouco de luz pode ajudar na hora de trabalharmos com o vibrador.
— Claro. — Ela gostou da profunda escuridão da última vez, mas não estava disposta a discutir com o que era, obviamente, o bom senso.
Edward pegou o tubo de lubrificante e um par de preservativos em seu estojo antes de voltar para a cama.
— Você quer se deitar? — Ele perguntou, colocando o vibrador e outras coisas sobre a mesa de cabeceira e desligando o abajur.
Com um longo suspiro, Isabella puxou as pernas e reclinou-se na cama. Ela estava indo tão bem – havia se focado na antecipação ao invés da ansiedade –, mas agora estava começando a ficar nervosa. Ela ainda estava excitada, mas não tanto a ponto de não pensar sobre o que estava para acontecer.
— Você quer que eu continue com minhas roupas esta noite? — Edward estava, escuro e ameaçador, ao lado da cama.
Como se sentia mais corajosa esta noite, ela respondeu:
— Ah, não. Acho que não, você pode tirá-las.
Edward começou a desabotoar sua camisa. Seu movimento era lento, quase hipnotizante, gradualmente revelando o tórax nu. Quando a tirou de dentro da calça, deixou-a deslizar com facilidade e sem pressa para o chão. Seu peito era tonificado e masculino, ela podia ver o contorno dos musculos de seu abdômen e ombros, mesmo na penumbra da sala.
Ele deslizou seu cinto para fora dos laços vagarosamente. Movia-se de forma natural, não ostensivamente, mas Isabella de repente percebeu que ele estava dando a ela um pequeno show.
Foi eficaz, enquanto o observava seus músculos íntimos apertaram com emoção e nervosismo e sua barriga contraía, mas ela também se sentiu um pouco divertida e teve que apertar os lábios para sufocar uma risada.
Quem teria pensado que Isabella Swan algum dia estaria na posição de receber tal strip-tease de um homem elegante e careca?
Ela não deve ter escondido sua reação muito bem porque Edward parou no meio da descompactação. Ele arqueou as sobrancelhas e perguntou:
— Há algo de errado?
— Oh, não — disse ela, mantendo os olhos arregalados e tentando não olhar para baixo, para o que se revelava quando a calça se abriu. — Tudo está bem. Você está fazendo um excelente trabalho.
Edward estreitou os olhos, um pouco desconfiado, antes de deixar a calça cair no chão, revelando boxers de seda preta e um par de pernas finas.
— Boxers? — Isabella perguntou, trabalhando a onda de admiração visceral com a visão de seu corpo perfeito. — Eu queria saber o que você usava.
Edward tirou o relógio e respondeu:
— Eu não sei o que você prefere. Mas já que é americana, pensei que boxers seriam uma aposta melhor.
Isabella piscou para ele.
— O que você quer dizer?
— As mulheres americanas tendem a preferir homens usando boxers. Se você fosse estrangeira, eu teria usado cueca. Obviamente, uma vez que sei a preferência de uma mulher, eu faço de acordo.
— As mulheres americanas preferem boxers?
— Eu só tenho minha própria avaliação informal para passar, mas, sim, eu diria que três quartos delas preferem. Eu tento prestar atenção.
— Uau — Isabella respirava. — Isso é o que eu chamo de atenção aos detalhes.
Edward lhe deu um meio sorriso.
— É parte do meu trabalho. — Suas mãos permaneceram no cós da cueca. — Eu devo?
Isabella engoliu em seco, dividida entre o nervosismo e o interesse carnal. A seda era fina e escorregadia, e ela podia ver através do tecido, que ele já estava semiereto.
— Por que você não espera um pouco? — Ela finalmente decidiu.
Edward assentiu e foi sentar-se na beirada da cama.
— Como da última vez? Algumas preliminares sem beijo na boca?
Ela fugiu mais para o meio da cama para lhe dar espaço.
— Sim. Obrigada.
Ele lançou-lhe um olhar estranho antes de se posicionar ao lado dela. Em seguida, pairou sobre ela. Como da última vez, ele começou com alguns beijos na lateral do pescoço, mas depois começou a roçar os lábios ao longo da linha de sua mandíbula.
Isabella respirou. Logo sua respiração se tornou mais nítida quando ele arrastou a boca para baixo pousando-a no pulso em sua garganta. Ela sentiu os dentes dele em sua pele, muito delicadamente.
Sem qualquer pensamento consciente, suas mãos envolveram a cabeça dele, irresistivelmente atraídas para o couro cabeludo liso. Mais uma vez, não havia sinais de cerdas.
O quarto estava em silêncio, exceto pelo farfalhar das roupas de cama e pela respiração acelerada de Isabella. Ele estava quente sobre ela, gerando calor que ela podia sentir, mesmo quando não a estava tocando, e empurrando sua camisa lentamente para cima, afim de descobrir seu corpo para ele.
Edward tomou seu tempo acariciando o corpo de Isabella, beijando os seios, estimulando pontos que a fizeram ofegar ou contorcer-se, pontos que ela nunca imaginara antes. Desta vez, ela estava muito distraída com as sensações para apontar as coisas de que mais gostava, mas encontrou-as de qualquer maneira. De repente, Isabella estava corada e se contorcendo descaradamente com a necessidade de fricção.
A boca de Edward estava em sua lateral, num ponto sensível logo acima do quadril. Ele mordiscou e vibrou a língua contra sua pele. Ao mesmo tempo, tocava a parte de trás de seu joelho numa massagem suave e, ocasionalmente, apertando um de seus mamilos com a outra mão.
— Edward — ela finalmente falou, asperamente. Quando ele levantou a cabeça, ela continuou: — Podemos... podemos tentar o vibrador?
Balançando a cabeça sem dizer uma palavra, ele estendeu a mão para pegar o lubrificante no criado-mudo. Ele ajoelhou-se entre suas pernas abertas e esguichou lubrificante em sua mão. Ela podia ver tudo muito mais claramente esta noite por causa da luz do banheiro.
— Eu vou usar minha mão primeiro, como da última vez — Edward explicou.
Isabella deu um aceno de cabeça e, em seguida, olhou para ele, hipnotizada por seu desejo físico e pela visão do homem praticamente nu tocando sua virilha. Edward acariciou-a abertamente e não perdeu tempo em deslizar dois dedos em seu canal molhado e pulsante. Ela arqueou o pescoço e abriu os lábios ante a sensação da penetração.
Ritmicamente, Edward a fodeu com os dedos por alguns minutos, fazendo-a contorcer-se de prazer e agarrar a cabeceira da cama. Ele parecia estar estirando-a, empurrando contra suas paredes internas. Mas evitou tocar seu clitóris, que era onde ela realmente queria.
Finalmente, ela conseguiu soltar:
— Se você esfregar meu clitóris, eu acho que consigo gozar.
— Eu sei — disse Edward em voz baixa. — Mas quando você goza, sua vagina fica mais estreita. Isso pode tornar a relação mais difícil. Eu sei que todo mundo diz que no orgasmo você relaxa, no entanto, fica muito mais apertada. Você não precisa ficar ainda mais apertada. Eu sugiro esperar, mas posso fazer o que você preferir.
Fazia sentido. Ela certamente não queria tornar a relação mais desconfortável do que haveria que ser, mas a lógica não ajudava a aliviar a urgência de seu corpo que agora se contorcia.
— O vibrador? — Ela solicitou.
Edward pegou o vibrador e o untou com lubrificante.
— Você vê como ele é curvo? — Ele limpou a voz antes de continuar: — É feito para chegar facilmente ao ponto G.
Gentilmente, Edward inseriu o dispositivo fino e rosa em seu canal e ela sentiu a pressão em sua parede superior. Ele empurrou-o lentamente, e o vibrador moveu- se com facilidade devido ao lubrificante e à sua própria umidade.
— Você sente o seu ponto G? Lá em cima?
Ela sentiu um formigamento na pressão do vibrador.
— Sim. — Apesar de sua intensa excitação, sentiu curiosidade. — Eu pensei, à partir da forma como ele é descrito em cenas de amor, que tocar no ponto G causava um choque enorme de prazer.
Edward balançou a cabeça, ainda bombeando o vibrador lentamente dentro dela.
— Isso pode acontecer, mas é um efeito cumulativo. A maioria das mulheres precisa ser despertada antes de poder sentir algo tão forte. Então é preciso alguma construção antes, para que se possa obter as melhores sensações.
O bombeamento continuou, e ela começou a sentir o prazeroso formigamento se intensificar.
— Você quer tentar — ele perguntou —, para ter certeza de que pode encontrá-lo por si mesma?
Isabella estendeu a mão entre as pernas para tocar o vibrador, então deslizou-o para dentro e para fora como Edward havia feito. Foi um pouco embaraçoso, mas suas lições não teriam nenhum valor se ela não pudesse encontrar prazer por conta própria. Ela inclinou-o até que sentiu seu ponto G novamente e abriu os lábios devido ao estímulo renovado.
— Bom? — Edward perguntou, seus olhos se movendo de seu rosto para o dispositivo que a penetrava intimamente; estava extremamente molhado e começou a fazer um lânguido e embaraçoso som de sucção quando ela o reposicionou.
- Sim.
Ela deixou Edward assumir o vibrador de novo, e engasgou quando ele o ligou. As sensações se tornaram tão intensas e tão rapidamente, que ela se arqueou e agarrou os lençóis.
— Muito? — ele questionou. Ela não podia ver seus olhos, na sala escura. Assim, não foi possível ler sua expressão.
Ela cerrou os dedos nos lençóis.
— Muito, muito bom.
Ele manteve o vibrador bombeando e pulsando contra seu ponto G até que o corpo de Isabella se contraiu brutalmente e ela ofegou alta e freneticamente.
Em seguida, ele o puxou para fora.
— Desculpe. É melhor eu parar agora ou vai gozar. Você deve ser capaz de obter um orgasmo muito bom assim. Se não puder chegar lá só com ele, tente esfregar seu clitóris ao mesmo tempo.
Isabella assentiu em reconhecimento a este conselho. Suas bochechas brilhavam, e ela podia sentir-se transpirar. Sua excitação era uma dor latejante entre as pernas.
— Eu realmente preciso gozar — admitiu ela, a tentação de colocar sua própria mão entre as pernas era enorme.
— Você está pronta para a relação sexual?
- Sim. Por favor.
Edward devolveu o vibrador ao criado-mudo quando saiu da cama. Ela viu quando ele deslizou sua boxer de seda para baixo. Sua ereção saltou livre e balançou algumas vezes. Ele era grande, pelo menos, tanto quanto Isabella podia perceber. Mesmo na baixa luz, ela podia ver que seu eixo tinha uma cor um pouco mais profunda do que o resto de seu corpo.
Quando ele pegou um pacote de preservativos, uma onda de ansiedade apertou sua garganta. Para se distrair, Isabella perguntou:
— O que acontece se você não ficar ereto?
Edward lançou-lhe outro olhar estranho.
— Não se preocupe. Eu ficarei.
Isabella bufou.
— Eu posso ver isso. É muito impressionante, aliás, mas eu estava pensando no geral. Quero dizer, obviamente, você não fica atraído por todas as suas clientes e pode, às vezes, achá-las muito pouco atraentes. Você tem algum tipo de preparação mental para se certificar de que estará pronto para o trabalho?
Houve uma pausa enquanto Edward rolava um preservativo sobre o pênis.
— Sim — disse ele, por fim. — Eu tenho. Quando as pessoas dizem que o cérebro é o órgão sexual mais importante, não estão inventando. Com alguma prática, você pode pensar em excitação.
Isabella considerou a resposta enquanto Edward alisava seu pênis com uma boa quantidade de lubrificante. Um estranho impulso a levou a fazer uma piada:
— Mas você não tem que fazer quaisquer acrobacias mentais para deixá-lo duro para mim, não é?
Seus lábios se contraíram.
— Claro que não.
Ela lutou contra um sorriso e perguntou:
— Você diz isso para todas as meninas, não é?
— O que você acha? — Ele realmente sorriu para ela. Não foi um sorriso amplo e sim semi-irônico, mas Isabella amou como ele mudou todo o seu rosto. — Está pronta?
Ela assentiu com a cabeça novamente, engolindo quando ele voltou para a cama e sentou-se entre suas pernas. Ele era grande. E ela tentou não imaginar como ele conseguiria se encaixar.
— Acho que é melhor começar com o missionário — disse ele, apoiando-se em cima dela. — Há uma boa razão para o velho ser o favorito.
— Parece bom — Isabella sentiu ondas de calor, que pareciam irradiar de seu corpo.
— A pressão vai ser desconfortável no início. Não há como evitar, mas você está muito excitada, de modo que será mais fácil. O desconforto vai ficar muito melhor uma vez que eu estiver todo dentro de você, tente respirar durante o processo e não se contraia – faça exatamente como estava fazendo da última vez. Se estiver muito ruim, me diga e eu vou tirar.
— Tudo bem. — Mais uma vez sentiu que seus braços estavam no meio do caminho. Acabou colocando as mãos nos ombros de Edward. — Eu estou pronta — disse ela, respirando profundamente e forçou seus músculos pélvicos a relaxarem.
Ela sentiu a ponta do pênis cutucando sua entrada. Em seguida, cerca de dois centímetros de penetração. Não foi ruim e ela respirou fundo outra vez. À medida em que ela relaxava, ele entrava mais alguns centímetros. Mais pressão agora.
— Tudo bem?
— Sim — ela suspirou. Os dedos pressionados contra seus ombros.
O olhos de Edward nunca deixaram seu rosto, mesmo quando se afastou um pouco e se reajustou.
— Tome três respirações bem profundas, quando você deixar escapar a respiração pela terceira vez, eu entrarei mais profundamente.
Ela assentiu, jogando a cabeça para trás e para frente sobre o travesseiro por um momento, enquanto lutava contra algumas reações instintivas. Em seguida, se concentrou na respiração como Edward havia sugerido.
Em sua terceira e longa expiração, ela sentiu um aumento significativo na pressão. O deslizar em seu canal se tornou mais cuidadoso, e em um ponto ele se afastou e se arrumou antes de empurrar dentro dela novamente. O desconforto foi momentaneamente tão intenso que ela sufocou um miado de dor.
Ela ouviu a respiração de Edward acima dela, mas ele ainda mantinha seu pênis envolto no seu corpo.
— Tudo bem?
Isabella assentiu em silêncio. O pior da dor já estava aliviando, mas o desconforto permaneceu. Ela se sentia muito cheia, muito apertada, muito tudo.
— Só me diga quando estiver pronta. — Sua voz estava um pouco rouca, o que era incomum o suficiente para fazê-la olhar para ele. Sua expressão, no entanto, era neutra. Profissional sempre.
Ela ficou só respirando por um minuto ou dois, mexendo-se um pouco embaixo dele, e tentando se ajustar ao seu tamanho. Finalmente, ela disse:
— Tudo bem. Eu acho que estou bem. Obrigada por ser tão paciente.
Edward olhou para ela, as sobrancelhas se unindo um pouco.
— Você pode levar o tempo que precisar.
Isabella balançou a cabeça, alguns fios de cabelo que se aderindo ao rosto quente.
— Eu me sinto bastante decente, você vai me ajudar, não é? Mostre-me como fazer isso.
Com um pequeno sorriso, ele disse:
— O que você quiser.
Então tirou o pênis até a metade, em seguida, jogou seus quadris para frente, num impulso experimental.
— Tudo bem?
— Sim. — Ela se sentiu excessivamente estimulada, e seu nervosismo quase foi embora. No lugar dele, uma onda de excitação a percorreu. Ela estava fazendo isso. Estava fazendo sexo.
Edward começou a se mover num ritmo lento e suave, seu pau deslizando dentro dela de uma forma cada vez mais prazerosa.
— Você pode mover os quadris — disse ele depois de um minuto. — Veja se consegue seguir meu ritmo.
Ela fez como ele instruiu, ainda agarrada aos seus ombros. Isso fez o atrito dentro dela parecer ainda melhor.
— Como está se sentindo? — Edward perguntou. Era difícil ver através do quarto escuro, mas ela pensou que ele parecia estar transpirando um pouco.
— É bom — ela admitiu. — Ainda um pouco desconfortável, mas nada demais.
— Vamos ver se podemos fazê-la gozar. Eu vou tocar seu clitóris, tudo bem?
Edward ajustou a posição, se projetando com a ajuda dos joelhos.
— Sim, isso é bom. — Sua emoção aumentou ainda mais, agora que o pior já tinha passado, e a excitação que sentira anteriormente estava se construindo de novo. Ela queria gozar, realmente queria gozar. — Podemos ir um pouco mais rápido? — ela perguntou, começando a ficar sem fôlego novamente.
— É claro.
Edward ajustou seu peso sobre os joelhos, usando um braço esticado para pairar acima dela. Ele acelerou o ritmo, sua pélvis bombeamento rapidamente contra a dela. Em seguida, recolocou sua mão livre no local onde seus corpos se juntavam.
Isabella suspirou de prazer quando sentiu uma pressão firme em seu clitóris.
— Tente manter-se em movimento comigo — Edward disse quando ela começou a contorcer-se descaradamente em resposta.
Ela ajustou o movimento, certificando-se de conhecer cada uma de suas sensações. O impulso erótico dentro dela agora aumentava rapidamente. Seu corpo ficou tenso e sua respiração se desintegrava em incursões urgentes.
A cabeça de Edward tremeu um pouco, os olhos tinham uma expressão cortante, mas sua voz era baixa e suave quando ele murmurou:
— É isso mesmo. Bom, você está ficando mais apertada, mas lembre-se de não apertar demais. Você vai se divertir mais se relaxar.
Isabella não queria relaxar. Ela queria arrancar aquela pressão e finalmente deixar- se ir. Seu corpo começou a tremer, ondas de calor e frio caiam sobre ela. Os impulsos rítmicos de Edward e a pressão hábil sobre seu clitóris a levavam a uma urgência erótica. Os únicos sons que fazia eram tragadas grossas de ar, mas seus dedos cravaram nos ombros fortes de Edward.
— Você está quase lá, Isabella. — A voz era abafada, como se viesse de algum lugar distante. — Tente respirar.
Ela puxou o ar, em seguida exalou lentamente. Seu corpo saltou desesperadamente, suas pernas se dobraram e os pés se plantaram no colchão.
— Quase lá — Edward murmurou. — Só mais uma respiração.
Ele estava certo. No exalar seguinte, toda a sua tensão se quebrou em ondas de prazer. A boca de Isabella se abriu em um grito silencioso enquanto seu corpo tentava se curvar para trás.
De repente sentiu o pau de Edward muito mais grosso e duro dentro dela. Então ele diminuiu o ritmo à medida em que os espasmos dela arrefeciam. Ele penetrou seu canal apertado um pouco mais, até parar de se mover completamente quando o corpo de Isabella começou a relaxar.
Uma risadinha lhe escapou.
Atônita, ela tentou morder o lábio para não parecer boba, mas outra onda de riso apareceu sem aviso. Ela tirou a mão do ombro de Edward para que pudesse apertá-la contra a boca, enquanto continuava rindo.
Foi uma coisa absolutamente absurda de se fazer, mas ela foi invadida por uma vertiginosa onda alívio, orgulho e realização. Ela finalmente havia feito sexo e tinha sido bom. E ainda conseguiu gozar.
As sobrancelhas de Edward se arquearam.
— Desculpe — ela pediu, conseguindo manter-se sob controle. Havia mais desconforto entre as pernas agora que o prazer crescente havia desaparecido, e seu pênis ainda a preenchia.
— Isso é uma coisa boa? — Edward perguntou, os olhos examinando seu rosto.
— Sim — ela admitiu. — É bom. Foi muito bom. Obrigada. — Antes que Edward pudesse responder, ela acrescentou: — Você não vai gozar?
— Só se você quiser que eu goze.
— Ah. Por que eu não iria querer que você gozasse?
— Algumas de minhas clientes não gostam e algumas delas querem adiar isso por tanto tempo quanto possível. As mulheres, muitas vezes, são capazes de chegar ao clímax mais de uma vez. Se você quiser, podemos tentar...
Isabella fez uma careta.
— Acho que eu já estou muito sensível. Não há necessidade de brincar com minha sorte. Por que você não goza agora?
— Isso pode levar alguns minutos — disse ele, seus olhos a esquadrinhando estranhamente.
Ela encolheu os ombros.
— Tudo bem. Assim posso praticar um pouco mais.
— Diga se eu estiver indo muito forte — Edward mudou de posição, colocando ambos os braços para baixo e se ajeitando. — Ou, se você mudar de ideia.
Com Edward construído um novo ritmo, rápido e um pouco mais difícil de acompanhar do que antes, Isabella tentou imaginar que tipo de puta, egoísta e insensível seria capaz de pagar um homem para transar com ela, chegar ao orgasmo e deixá-lo sem. Como se ele não fosse nada, só uma ferramenta como um vibrador e mais nada.
Então ela percebeu que era exatamente assim que, há séculos, muitos homens usavam as mulheres, como objetos concebidos apenas para o prazer masculino. Isabella sabia por que grande parte dessas mulheres acabava na prostituição – as pesquisas mostravam que a mulher havia sofrido algum tipo de abuso ou vitimização.
Isabella se questionou, com um estranho aperto no peito, se com os homens era diferentes ou se Edward havia sido física ou emocionalmente comprometido, de alguma forma, no passado.
— Tudo bem? — Edward perguntou, a voz grossa, em meio a um impulso.
Percebendo que deixara sua mente vagar num momento inoportuno, ela piscou para ele.
— Sim. Desculpe. Tudo bem. Continue.
Ele hesitou, então ela começou a mover seus quadris, tentando chegar ao ritmo anterior. Isto pareceu convencê-lo, por que começou a empurrar novamente. Desta vez ela o observou, fascinada pela tensão em seu rosto, o olhar focado em seus olhos verde-acinzentados, enquanto ele olhava para ela.
Eles se moviam bem juntos, pensou ela e fez seu melhor para sincronizar o balanço da pélvis com a dele. Ela já podia sentir uma ardência em seu canal, mas não era ruim. Edward estava facilitando muito para ela.
— Devo fazer mais alguma coisa? — Ela perguntou, sentindo-se um pouco sem fôlego novamente. Ela sabia que não ia gozar, mas havia algo emocionante em observar a tensão cada vez mais crescente no rosto e corpo do Edward.
— Você é boa — ele murmurou. — Você é boa.
Ela estava agarrada aos seus ombros, quando sentiu uma cócega muito forte em seu pulso. Virando o rosto, ela viu um de seus cabelos castanhos enrolados na mão. Ela a apertou, inconscientemente, em resposta à cócega e mexeu os dedos, tentando retirar o cabelo.
— Isso é bom — ele grunhiu, sacudindo a cabeça para o lado abruptamente. — Você pode continuar fazendo isso.
Isabella piscou uma vez, mantendo sua expressão em branco. Ela não podia imaginar como, ao agitar levemente a pequena mão em seu ombro, o havia agradado. Talvez os homens realmente fossem diferentes das mulheres, ele havia feito um trabalho notável ao satisfazê-la, então, se ele gostava que ela fizesse isso, ela faria. Então começou a a dar leves tapinhas com os dedos ao longo de seu ombro, como havia feito antes.
Edward piscou uma vez, quase exatamente como ela havia feito. Então, ele fez um som sufocado na garganta. Em seguida, outro.
Ela ofegou em choque e perplexidade, quando seu corpo desabou de repente em cima dela. Seus cotovelos haviam se dobrado e, abruptamente, ele estava muito mais perto do que antes. O rosto estava enterrado em seu pescoço, e ele fez mais desses sons abafados enquanto seu corpo tremia contra o dela.
Nada, nem mesmo o orgasmo dela, havia parecido tão bom quanto este colapso – inexplicável e desinibido – de seu corpo tremendo contra o dela. Seus quadris se sacudiram com alguns empurrões desajeitados, sem prática; quando ele xingou, sentiu o hálito quente contra sua pele.
Por um momento, atordoada, ela pensou que sua manobra com o dedo mindinho havia tirado seu controle. Mas levou apenas alguns segundos para ela processar o que estava acontecendo.
Ele estava rindo. Estava tentando desesperadamente se esconder e abafar o riso, mas ele, definitivamente, estava rindo.
— O que é tão engraçado? — Ela exigiu.
— Nada. — Com moderação impressionante, ele se sustentou nos braços, tirando o peso de cima dela. — Eu sinto muito. Nada foi engraçado. — Apenas os olhos e os lábios, levemente brilhantes, desmentiam a afirmação.
Ela estreitou os olhos.
— Você estava rindo de mim.
— Eu não estava rindo — disse ele, os olhos arregalados e boca relaxada, agora. — Às vezes, não importa o quanto eu tente me controlar, algo é tão bom que eu...
Isabella soltou um palavrão indignado e o interrompeu:
— Que monte de porcaria! Eu sei o que é rir quando ouço. — Então, de repente, ela percebeu por que ele estava mentindo. Rir, acidentalmente, de um cliente durante o sexo, deve ser um cenário de pesadelo para ele. Independente de qualquer coisa, seu trabalho é agradá-la. Com isso em mente sua voz se amaciou quando disse: — Eu não vou ficar brava. Sério. Mas se fiz algo estúpido, gostaria de saber o que foi.
Edward soltou um suspiro, e sua boca deu mais um puxão.
— Eu estava rindo, mas não de você. Você não fez nada estúpido. Foi minha culpa, meus sentidos não estavam claros. Quando eu disse para continuar fazendo aquilo, eu não me referia à sua mão. Você tinha acabado de contrair as paredes da sua vagina, e com isso, meu pênis. Era isso que eu queria que continuasse a fazer.
Isabella processou suas palavras.
— Oh, agora eu entendo. — Ela engasgou com uma risada. — Não admira que você tenha perdido o controle. — Quanto mais pensava sobre isso, mais engraçado ficava. Ela riu suavemente, então ofegou: — E eu pensei que você era um maluco que gostava de um tapinha no ombro para se excitar.
Edward havia conseguido se controlar totalmente agora, mas quando ela riu, ele sorriu junto.
— Desculpe por isso.
— Não, não peça desculpas — disse ela. — Eu lhe disse que não quero fingir. Você quer continuar, ou perdeu seu ímpeto? — Ele ainda estava muito duro dentro dela, mas a interrupção deve tê-lo distraído.
— Isso é com você.
— Eu disse que gostaria que você gozasse, se você achar que pode.
— Eu posso. Estou quase lá.
Logicamente, ela teve dificuldade em acreditar nele, pois rir de sua tolice certamente o tinha desligado um pouco. Mas quando ele voltou a empurrar e ela tentou acompanhar com os quadris e apertar os músculos internos ao redor de seu pênis, ele claramente não estava tão controlado como estivera antes. Seus traços
estavam ligeiramente contorcidos e sua respiração tornou-se mais áspera. Seus impulsos ficaram mais rápidos, e logo, um pouco irregulares.
Ela definitivamente ia ficar dolorida depois, mas havia algo estranhamente agradável, estranhamente atraente, em ter um homem quente e duro, focado e prestes a perder-se entre suas pernas.
Por mais bobo que parecesse, ela não podia deixar de se sentir um pouco orgulhosa de si mesma.
Edward colocou sua cabeça para o lado e congelou de repente, a tensão transformando seu rosto. Ele tomou algumas respirações irregulares e a penetrou algumas vezes mais.
Ele se retirou antes que ela pudesse processar completamente as alterações de seu corpo – o amolecimento dos músculos e o relaxar da tensão. Então, cuidadosamente, deslizou o preservativo para fora de seu pênis, e o movimento fez um nítido som de sucção que contraiu suas doloridas paredes internas.
— Você está bem? — Ele perguntou, rolando para colocar as pernas para fora da cama. Seus olhos a examinaram atentamente.
— Sim — ela disse honestamente. — Um pouco dolorida, mas foi muito bom. Obrigada.
Ele deu um pequeno sorriso.
— Eu vou cuidar disso aqui, se estiver tudo bem.
À sua afirmação, ele pegou o vibrador e entrou no banheiro para dispor do preservativo. Ela ouviu a água na pia e percebeu que ele estava limpando o vibrador enquanto estava lá.
Isabella puxou a blusa para baixo e esticou as pernas rígidas. Então deu uma risadinha particular sobre o sucesso da perda de sua virgindade.
Ela sabia que teria sido melhor se ela tivesse uma ligação emocional com o parceiro. Sabia que havia algo faltando ao fazê-lo daquela maneira. Tinha sido bom, mas ela sabia que não era uma mentira quando diziam que o sexo era melhor com alguém que você amava. Ela escrevia romances, afinal. Por mais tolos que alguns deles sejam, os escritores de romance, ao menos, compreendiam a importância do amor.
Ela tinha feito isso em seus próprios termos, e o peso da ansiedade que sempre fora parte de seus pensamentos sobre sexo, havia se dissipado completamente agora.
Edward voltou para o quarto com uma toalha molhada, que usou para limpar delicadamente entre suas pernas. Quando ela agradeceu-lhe ele levou a toalha para o banheiro, e ela o convidou para voltar à cama.
Ela o teria até meia-noite e tinha toda a intenção de tirar proveito desse tempo. Ele se estendeu na cama, rolando de lado e apoiando a cabeça em um braço dobrado. Ele estava completamente nu, exibindo as linhas longas e onduladas dos músculos do poderoso corpo para seu deleite.
Isabella olhou para ele com admiração por alguns minutos até perceber que ele estava posando para ela. Como sempre, o ato foi muito sutil e sofisticado – nada bruto ou berrante sobre isso. Mas ele sabia o que estava fazendo. As mulheres devem olhar de soslaio para ele o tempo todo
Porque ela queria conversar com ele e não se distrair, inclinou-se, pegou a cueca do chão, e a jogou para ele.
— Você tem perguntas para mim? — ele indagou, vestindo a cueca. — Acha que foi tudo bem?
— Sim. Foi muito bom. Muito obrigada por ter sido cuidadoso e tão paciente. Eu não posso imaginar como poderia ter sido melhor.
Os olhos de Edward se estreitaram quando estudou seu rosto.
— Você quer me perguntar algo.
Queria. Uma pergunta, tola e irritante que estava bem no fundo de sua mente.
— Pergunte-me.
Então Isabella a soltou:
— Você acha que eu vou ser boa nisso algum dia? Quer dizer, parece que eu consigo estragar tudo, tire por aquela coisa estúpida com a mão. Se eu não terei você para me guiar em cada passo, você acha que eu vou conseguir ser boa nisso?
Para seu alívio, Edward não descartou a questão. Ele fez uma pausa, enquanto considerava a resposta, e então seus olhos encontraram os dela sobriamente.
— Eu penso que nada disso reflete suas capacidades sexuais. Você estava nervosa no início. E mesmo quando conseguiu relaxar, continuou um pouco tímida. — Ele a fitou seriamente, como se averiguando sua reação. Talvez para ter certeza de que não a ofendeu. — Quando as pessoas são muito tímidas, elas tendem a cair em um papel definido, algo que vai fazê-las sentir-se seguras. Você assumiu o papel de aluna, talvez por isso tenha mantido quase todos os seus
desejos em segundo plano. Mas, uma vez que esta fase tiver passado, vai ficar tudo bem.
Ela soltou um suspiro, estranhamente confortada por sua resposta pragmática. Ele não havia sido lisonjeiro com ela ou tentado iludi-la para fazê-la acreditar que era uma espécie de deusa do sexo. Ele deu a ela sua opinião sincera.
Esfregando a barriga distraidamente, ponderou suas palavras. Ela pensou sobre eles por um longo tempo e finalmente disse:
— Sabe, eu acho que você está certo sobre essa coisa de timidez. Eu nunca pensei sobre isso antes, mas é o que as pessoas fazem. Como você ficou tão inteligente?
Edward levantou uma sobrancelha para ela.
— Meu trabalho me proporciona uma grande variedade de experiências com a natureza humana.
Ela bufou.
— É, eu acho que sim. — Ainda pensando nos comentários de Edward, ela juntou mais algumas peças em sua mente e externou: — Sabe, acho que, intuitivamente, talvez eu soubesse sobre esse negócio de timidez mesmo antes você mencionar. Em um dos meus livros, havia uma heroína que se sentia realmente embaraçada por causa de sua aparência. Ela sempre agia... — Isabella interrompeu-se, percebendo uma distinta expressão de curiosidade no rosto do Edward.
Por alguns motivos óbvios, ela não estava planejando contar a Edward sobre sua identidade alternativa como escritora. Ela era cautelosa e usava um pseudônimo exatamente para manter sua vida pessoal privada – especialmente de algo como isto.
— Você é escritora? — questionou. Ele apareceu genuinamente interessado.
— Sim — admitiu ela, pensando que estava tudo bem, desde que ele não soubesse seu pseudônimo. — Eu escrevo romances. Romances! — Ela riu. — Muito engraçado, não é?
— Eu não sei. Não acho que é preciso ter uma vasta experiência com sexo para se escrever uma cena de amor em um romance.
— Hei — disse ela, se eriçando para defender seu gênero. — Não seja sarcástico sobre romances. Alguns deles são tolos, mas existem romances tolos em todos os gêneros.
— Eu não estou denegrindo os romances — assegurou a ela com um meio sorriso. — Já li um monte deles. A maioria das mulheres que me procura quer ter suas fantasias românticas realizadas. É emocional, tanto quanto sexual para elas. Romances são uma das melhores expressões dessas fantasias românticas.
— Uau — ela suspirou, olhando-o com espanto e deleite. — Você realmente faz sua pesquisa.
Ele deu de ombros.
— É claro.
Irresistivelmente compelida, ela perguntou:
— Então, quem é o seu romancista favorito?
Edward pensou por um momento. Então fez uma careta.
— Eu acho que vai soar clichê, já que esta é favorita de todo mundo também. Mas Bella Mary é, provavelmente, a melhor que eu já li. Ela dá a seus personagens uma humanidade que os impulsiona para além da média. Além disso, ela tem um grande senso de humor.
Com esforço, Isabella manteve seu rosto perfeitamente suave. Bella Mary era seu pseudônimo e ela estava extremamente emocionada pelos casuais elogios que Edward acabava de fazer à sua escrita. Ele obviamente não sabia que estava falando sobre ela. Parecia calmo e reflexivo.
O que significava que ele realmente achava aquilo.
— Eu gosto dela também, é claro — disse Isabella. — Mas nem todos podem escrever best-sellers. Alguns, o resto de nós, são muito bons também.
Edward River.
— Se você me der alguns títulos, vou ficar feliz em ler seus livros. Talvez eu já os tenha.
— Eu duvido. Mas de quem mais você gosta?
Edward contou a ela sobre alguns dos escritores de romance que ele gostava e Isabella passou um fabuloso tempo interrogando e discutindo com ele sobre suas opiniões à respeito de seus temas favoritos. Antes que ela percebesse, olhou para o relógio e viu que eram 23:45.
Ela engasgou.
— Uau. É quase meia-noite.
Edward também olhou, e ela podia jurar que viu um leve flash de surpresa em seu rosto também.
— Você não quer fazer mais nada nesses últimos 15 minutos?
— Não. Eu definitivamente tive tudo o que podia aguentar para esta noite. Você pode tomar um banho, se quiser.
Edward agradeceu. Em seguida, pegou suas roupas e foi para o banheiro. Isabella puxou as cobertas sobre si, sentia um pouco de frio agora.
Quando retornou, Edward estava completamente vestido e caracteristicamente calmo e civilizado novamente, ele pegou o lubrificante, preservativos extras e o DVD e os devolveu ao seu estojo.
Isabella se levantou e juntou-se a ele na mesa.
— Obrigada novamente. Quero dizer, não posso imaginar qualquer outra pessoa tornando isso mais fácil para mim, como você fez.
— Não há de quê. Espero que tenha se sentido plenamente satisfeita.
— Definitivamente. Você vai ter outra referência brilhante, se alguém me perguntar sobre você.
Ele lançou-lhe um rápido sorriso e ela entregou-lhe o envelope de dinheiro. Quando colocou o dinheiro no bolso, ele disse:
— Você sempre pode agendar outro compromisso. Há muito mais coisas que podemos fazer.
— Não, obrigada — disse ela suavemente, abafando sua vontade de rir devido à excelente habilidade dele nos negócios. — Eu só queria fazer isso. Estou bem agora.
— Tudo bem. Apenas avise-me se mudar de ideia.
Ela caminhou até a porta, onde eles se olharam por um minuto. Em seguida, Isabella fez sua última pergunta.
— Com quantas virgens você já fez sexo?
Edward desviou o olhar, e ela podia dizer que ele estava tentando compor a melhor resposta.
— A verdade — disse ela. — Não minta, com muitas?
Ele soltou um suspiro e encontrou seus olhos.
— Apenas uma. Você foi a minha primeira.
— Ah. — Ela engoliu, meio sem jeito. — Você foi o meu primeiro também.
Eles se despediram, então. Ao observá-lo atravessar o corredor, Isabella reconheceu que ele, provavelmente, era uma das pessoas mais fascinantes que ela já conhecera.
E muito, muito bom de cama.
Ela fez o que queria fazer. Não era mais virgem. E agora poderia abordar o resto de sua vida sem o peso que a havia incomodando por anos.
Pedir para Alice pesquisar acompanhantes masculinos para ela havia sido uma excelente ideia.
Na semana seguinte, Isabella enviou um e-mail a Edward perguntando se ele poderia agendar outro compromisso.
Ele respondeu na hora, dizendo que tivera um cancelamento para a quinta- feira seguinte.
Ela decidiu que poderia muito bem desfrutar um pouco mais de sua experiência, já que ele estava disponível.
Naquele fim de semana, Isabella saiu e comprou lingeries novas.
Ela não tinha muita lingerie, geralmente dormia com tops e calças de pijama. Isabella realmente gostava da blusa de caxemira, mas ela estava desgastada por causa de sua segunda sessão com Edward, e pensou que seria sábio comprar algumas peças mais parecidas com roupas de noite.
Não que ela estivesse pensando em impressionar ou atrair Edward, mas sentir- se bonita e sexy faria a noite mais agradável para ela. Se ia fazer isso, estava determinada a que fosse bom.
Então no sábado, ela e Alice, fizeram uma grande expedição no Shopping, entrando em boutiques e lojas de departamento de lingerie e se focando nos modelos simples, elegantes e não abertamente sexies.
Alice, é claro, achava toda aquela situação hilária. Ela não podia acreditar que sua virginal prima havia agendado compromissos múltiplos com um acompanhante. Isabella foi obrigada a tolerar uma quantidade significativa de chacotas sobre sua decisão de estender os serviços de Edward.
Isabella levou tudo com naturalidade. Estava meio embaraçada, mas sabia que não valia a pena ficar tensa por causa disso. O escárnio de Alice escondia um afeto genuíno e Isabella pensou que sua prima, provavelmente, estivesse satisfeita por Isabella ter começado a superar seu grilo sobre o sexo – mesmo que tivesse sido dessa forma atípica.
A empreitada resultou em várias compras, sendo que uma delas Isabella colocou quando saiu do banho na quinta-feira seguinte: uma camisola em cetim cinza- prateado com um lindo laço preto nas alças e rendas sobrepondo o corpete estilo princesa. Ela quase atingia os joelhos e não era particularmente reveladora, mas Isabella sentiu-se bonita e elegante quando olhou-se no espelho.
Ela escovou o cabelo, aplicou sua loção favorita e amarrou o robe de cetim cinza que fazia conjunto. Em seguida, contou o dinheiro enquanto esperava por Edward.
Ela tinha antecipado esta noite por vários dias e mais intensamente nas últimas horas. Tinha certeza de que hoje à noite não precisaria da ajuda de um DVD para entrar no clima.
Edward apareceu cinco minutos mais cedo de novo, vestido com um terno cinza e camisa preta sem gravata. Quando ela abriu a porta, os olhos dele percorreram-na desde o recém escovado cabelo até os pés descalços. Então sua boca lentamente se levantou em um sorriso.
Aquele mesmo sorriso polido e sensual que ele obviamente utilizava como uma técnica padrão.
Por alguma razão, Isabella percebeu que odiava aquele sorriso. Ela sentiu uma vontade irresistível de tirá-lo de seu rosto.
Em vez disso, perguntou sem rodeios:
— Você nunca usa nada, além de preto e cinza?
Edward piscou e o sorriso vacilou.
— Desculpe-me?
— Toda vez que eu vejo você, está vestido de preto e cinza. Eu queria saber se você possui alguma coisa em outra cor.
Ele ergueu as sobrancelhas ligeiramente e seus olhos pousaram em sua própria roupa. Preta e cinza.
Isabella fungou desdenhosamente quando se afastou para deixá-lo entrar
— Não estou dizendo que há algo errado em preto e cinza. Só estava pensando.
— Estava?
Confusa por sua expressão levemente divertida, ela se perguntou o que ele estava querendo dizer. Então, decidiu ficar apenas com prazer de ter se livrado daquele sorriso irritantemente falso.
— Você teve uma boa semana? — Ela perguntou, seguindo-o para o quarto.
Edward colocou o estojo em cima da mesa, como de costume, e se virou para olhá-la.
— Foi normal. Você?
— Muito boa. — Agora, ela estava dividida entre a diversão irônica da natureza branda daquela conversa fiada que estavam tendo e o reconhecimento de que, considerando o contexto de sua relação, eles simplesmente nunca conseguiriam ter qualquer conversa menos superficial
Os lábios dele se contraíram quando ele abriu seu estojo.
— Você tentou o vibrador?
— Sim — disse ela, sorrindo quando se lembrou de seus progressos. — É ótimo. Muito obrigada por trazê-lo para mim.
— Sem problemas?
— Não. Quer dizer, uma vez que entrei no clima, consegui fazer um trabalho muito bom.
Ela estava tão animada sobre o vibrador que tinha tentado usá-lo todos os dias. Mas descobriu que ainda tinha problemas em atingir o orgasmo, se não estivesse realmente excitada. Concluindo que não havia nenhuma razão para gozar se não estava excitada, ela determinou que ele era um sucesso.
— Ótimo. — Ele tirou um DVD, um tubo de lubrificante, e um par de preservativos de seu estojo. — Então, em termos de parâmetros para esta noite...
Isabella franziu as sobrancelhas.
— Parâmetros?
— Você quer continuar como temos feito? Eu sei que originalmente você tinha planejado simplesmente fazer sexo pela primeira vez. Sua escolha em continuar com meus serviços significa que você gostaria de tentar algo diferente? Ficaria feliz em ajudá-la a realizar alguma fantasia. A maioria das clientes que vêm a mim regularmente, preferem que eu desempenhe um papel mais sedutor e romântico.
Um pensamento aleatório passou por sua mente, e ela se perguntou se ele preferia representar papéis, fingir algo que não era, atuar como alguém diferente de si mesmo quando estava com suas clientes.
Mas não era isso que ela queria, pois faria a coisa toda meio falsa, boba e de certa forma, desprezível. Então, ela balançou a cabeça.
— Eu prefiro da forma como temos feito, se estiver tudo bem. Sem fingir, nem nada assim.
— É claro — Edward disse suavemente. — Vamos assistir a mais um dos curta- metragens?
Isabella abriu a boca para dizer que não precisava, mas logo foi atingida por uma inesperada onda de vergonha e timidez. Não havia nenhuma boa razão para isso, mas ela ficou subitamente mortificada com a ideia de admitir que estava pronta para pular na cama imediatamente. Então, apenas sorriu, acenou com a cabeça, e foi sentar-se no sofá.
Eles não iriam transar por cinco horas inteiras, de qualquer maneira. Essa ainda era sua segunda vez.
O segundo dos curtas eróticos foi realmente melhor do que o primeiro, e Isabella estava extremamente ligada, quando ele terminou 30 minutos depois. Enquanto Edward foi desligá-lo, ela se levantou e tirou o robe.
Ela achou que estava bem e que tinha todo o direito de vestir o que quisesse, quando estava pagando um monte de dinheiro pela experiência. Porém, sentiu uma onda de acanhamento quando Edward virou-se e a viu em sua camisola de renda.
Não houve nenhuma expressão evidente em seus olhos verde-acinzentados. Ela realmente esperava que ele não achasse que ela parecia boba.
Sem perda de tempo, foi retirar as cobertas e se deitar. Edward levou os preservativos e lubrificantes para a mesa de cabeceira e apagou todas as luzes, exceto a do banheiro.
Ela viu quando ele se despiu, sem palavras, e desta vez ela não estava, remotamente, tentada a rir.
Ele foi para a cama e ela soltou um suspiro quando ele abaixou o rosto em direção ao dela. Por um momento, ela tinha certeza de que ele iria beijá-la, mas então, ele traçou uma linha ao longo de sua mandíbula com os lábios.
Nas preliminares ele foi tão lento, atencioso e delicioso quanto tinha sido antes. Isabella ofegava e se contorcia debaixo dele, e, ocasionalmente, teve que engolir alguns gemidos indefinidos.
Depois do que pareceu uma eternidade, requintada e torturante, Isabella finalmente não podia mais esperar. Suas mãos espalmavam sua cabeça calva, e ela teve que lutar para não cavar as unhas na pele lisa. Uma das mãos de Edward segurou seu seio, alternando entre apertar e fazer círculos contra o mamilo e a outra havia deslizou por uma de suas pernas para que ele pudesse chegar à sola de seu pé. Ele estava lhe dando a massagem mais deliciosa que ela já teve na vida. O que, quando combinada com a boca se movendo habilmente entre seu seio e barriga, levou Isabella a uma agonizante urgência erótica.
Ela não conseguia se lembrar de já ter estado tão excitada antes. Edward não mostrou sinais de que pretendia diminuir ou parar.
Parte dela ficou maravilhada por já não estar mais envergonhada ou constrangida. A lingerie elegante foi colocada descaradamente acima dos seios. Seu corpo estava torcido em uma posição indigna, a coluna arqueava e os quadris balançavam desenfreadamente. Suas mãos agarravam avidamente a cabeça de Edward, empurrando-lhe a boca com mais firmeza contra sua pele e uma de suas pernas estava dobrada de forma que o joelho ficasse pressionado contra o próprio ombro. A posição esticada da virilha e a excitação latejante a deixavam encharcada e exposta ao ar frio do quarto. Ela não estava fazendo qualquer barulho, mas mesmo sua respiração frenética soava sem vergonha e muito ansiosa.
Mas ela não estava embaraçada. Nem mesmo quando finalmente suspirou e falou:
— Chega. Por favor, Edward. Eu preciso que você me foda, por favor!
Ele endireitou-se imediatamente, liberando o mamilo que estava chupando com um som suave.
Quando rolou o preservativo em sua ereção, dura e lubrificada, ele murmurou:
— Eu acho melhor tentar missionário novamente desta vez. Ainda é provável que você esteja muito apertada.
Isabella só balançou a cabeça em silêncio e jogou a cabeça no travesseiro, quase não sendo capaz de aquietar o corpo enquanto esperava.
Então, finalmente, Edward instalou-se entre suas pernas, abrindo-lhe as coxas e alinhando o pênis em sua entrada. Ele não usou os dedos para testar sua prontidão. Já devia saber que ela estava quente, molhada, excitada.
— Respire algumas vezes para mim — disse Edward, preparando-se e observando seu rosto.
Isabella fez o que ele disse, e em seu terceiro exalar ela sentiu o grande pau de Edward sendo empurrado contra ela, esticando seu canal e se afundando lentamente dentro dela.
Não doeu tanto desta vez, mas o desconforto ainda estava lá. Ela arqueou-se dramaticamente e fechou as mãos no lençol.
— Está tudo bem? — Edward perguntou, a voz um pouco grossa, mantendo-se perfeitamente imóvel.
Ela conseguiu olhar para ele, notando que em sua pele havia um tênue brilho de transpiração.
— Sim. Só me dê um minuto.
Ele esperou pacientemente até que ela relaxou e tomou fôlego novamente. Então, ela se agarrou a seus ombros como havia feito na última vez.
- Está bem.
— Você vai querer que eu goze novamente esta noite? — Edward perguntou antes de começar a se mover.
Isabella apenas olhou para ele, tão excitada, que teve dificuldade para entender o propósito da pergunta.
— É mais fácil se eu souber de antemão, para não levar tanto tempo depois que você tiver gozado. Mas sou mais do que capaz de retardar isso — Edward, explicou — se você quiser que eu fique duro, para o caso de querer gozar várias vezes e...
— Oh — ela o interrompeu. Mais uma vez, achou a ideia um pouco perturbadora. — Não. Acho que não. É apenas a minha segunda vez e eu não quero que você me force demais tentando me dar orgasmos múltiplos. Goze como na última vez, se estiver tudo bem.
— Tudo bem.
Ele a ajudou a ajustar as pernas, dobrando-as para ambos os lados de seus quadris. Em seguida, ele se apoiou nos braços, se endireitou e começou a investir.
Ela se concentrou em mover os quadris no ritmo dos dele e até se lembrou de, ocasionalmente, apertar seus músculos internos em torno de seu pênis. Desta vez, eles não falaram, e os únicos sons na sala eram de sua respiração acelerada e os guinchos rítmicos da cama.
Por alguma razão, o ranger da cama – o audível som daquele encontro carnal – deu-lhe tolos choques de orgulho e prazer.
Depois de alguns minutos, o pulso de Isabella começou a acelerar e ela se sentiu sobrecarregada e acalorada. Seu balanço constante sob Edward tornou-se mais urgente e desajeitado e a profunda excitação começou a se apertar em um nó delicioso.
Os olhos de Edward estavam focados e ilegíveis, mas ela percebeu que suas feições começaram a ficar um pouco tensas. Essa pequena resposta física fez Isabella se contrair ainda mais em torno de seu pênis.
Ele resmungou quando ela o fez e deixou sua cabeça cair de um lado. Seu impulso era firme e acelerado, mas nunca vacilou. Ela, inconscientemente, moveu as mãos até sua bunda, e podia sentir os músculos firmes contraindo e relaxando a cada investida dos quadris.
Ela começou a tremer com a pressão erótica cada vez mais firme em seu centro. Ela se contorcia debaixo dele, desesperada para finalmente se libertar.
— Você está prestes a gozar, Isabella. — Edward murmurou com a voz rouca. — Tente não contrair-se assim.
Ela deu um suave e mínimo soluço enquanto seu corpo se retorcia.
— Eu não consigo. Ajude-me.
Ele apoiou seu peso em uma das mãos, e ajustou as pernas de novo, elevando- se ainda mais. Então se afastou o suficiente para colocar a mão livre entre seus corpos para que pudesse encontrar e massagear o clitóris dela.
Seu orgasmo se rompeu na primeira pressão do polegar. Seu grito de prazer e alívio não era mais que uma exalação rouca, mas todo o seu corpo tremeu e estremeceu debaixo dele enquanto os espasmos a atravessavam.
Edward desacelerou seus impulsos, penetrando-a deliciosamente em meio às suas contrações até que seu corpo havia envolvido pelo prazer. Então ele perguntou:
— Você está pronta para eu gozar também?
— Sim — ela suspirou e corou satisfeita por seu poderoso clímax. — Sim.
Isabella sentiu seu canal incrivelmente apertado enquanto ele bombeava num ritmo rápido e irregular. Ela comprimiu a vagina em torno do pênis dele o melhor que pôde e cravou os dedos em seus ombros.
Não demorou muito tempo para ele gozar desta vez, e ela viu como a tensão deixou seu rosto e uma explosão de prazer se acendeu em seus olhos. Ele soltou um som abafado e depois um pesado exalar como se seu corpo finalmente relaxasse.
O corpo de Edward parecia deliciosamente quente e suave depois do orgasmo. Isabella podia sentir debaixo de suas mãos e entre as pernas. Ela teve apenas alguns segundos para apreciá-lo, no entanto, porque ele se retirou dela quase que imediatamente.
Quando ele se levantou para descartar o preservativo, ela puxou sua camisola agora enrugada. Sentiu-se meio estranha. Quente, relaxada e contente consigo mesma, mas ao mesmo tempo, querendo mais. Ela estava um pouco dolorida, mas não tanto quanto da última vez. Em uma hora mais ou menos, ela até poderia estar preparada para outra rodada.
Passava pouco das nove horas. Eles tinham muito tempo antes de meia-noite.
Quando Edward retornou, vestiu sua boxer de seda e se esticou ao lado dela, obviamente, percebendo que ela não havia acabado com ele ainda.
Ele virou a cabeça e sorriu para ela. Não era um sorriso largo ou desinibido, mas foi muito melhor do que o que usara antes.
— Como foi?
— Bom — ela admitiu. — Muito bom. O melhor até agora e eu não precisei de todas as instruções detalhadas, de forma que deve ser um progresso.
— Como você se sente?
— Nada mal, apenas um pouco dolorida. Mas acho que talvez mais tarde, nós poderíamos... — Ela parou, irritada consigo mesma pelo afluxo de timidez que sentiu por sua óbvia ânsia de fazer sexo com ele novamente.
— Temos tempo de sobra.
Eles ficaram em silêncio por um tempo, ambos perdidos em seus próprios pensamentos. Depois de um tempo, Isabella virou a cabeça para olhar para Edward ao lado dela.
Esta noite, ela não podia dizer se ele estava posando ou não. Ele estava deitado de costas, com as mãos entrelaçadas atrás da cabeça. Seu corpo estava relaxado, mas sua posição destacava os músculos dos seus braços e abdômen.
Ela deixou os olhos vagarem por seu peito, pela barriga tensa, e em seguida, pelas longas pernas e pés descalços. Quando os olhos se voltaram para sua cabeça careca, ela sentiu a pergunta familiar incitá-la impiedosamente.
Como se tivesse de alguma forma sido capaz de perceber a diferença entre um olhar malicioso e uma curiosidade intensa, ele olhou para ela.
— O que foi?
— Eu tenho certeza de que perguntam isso o tempo todo, mas eu estou morrendo de vontade de saber.
Sua boca curvou-se ligeiramente.
— A falta de cabelo?
Ela assentiu com a cabeça, envergonhada.
— Eu não consigo nem dizer se você raspa a cabeça ou não. Nunca senti qualquer fio.
— Eu não raspo. Comecei a ficar careca quando tinha 17 anos. Aos 23 estava completamente sem cabelo. É uma coisa hereditária. Veio da família de minha mãe.
Isabella estava estranhamente silenciosa, observando seu rosto, tentando descobrir se era um assunto delicado para ele.
Finalmente, ela perguntou:
— Não havia nenhum tratamento que você pudesse ter feito? — Ele parecia calmo e natural, assim, ela esperava que não estivesse sendo imperdoavelmente rude.
Não que isso, necessariamente, a tivesse impedido.
— Sim, havia tratamentos médicos e remédios. Eu fui... encorajado a experimentá-los. — O breve vacilar em sua resposta surpreendeu-a já que nunca o havia escutado tropeçar nas palavras antes.
— Você não quis experimentá-los?
Ele hesitou e encontrou os olhos dela, e algo em sua expressão deve tê-lo encorajado a continuar.
— Não. Meu pai queria que eu fizesse alguma coisa, mas eu não estava disposto a fazer o que ele queria.
— Uma coisa de adolescente rebelde?
Edward deu um leve encolher de ombros.
— Talvez. Há uma longa história e não é bonita. Talvez tenha sido apenas uma forma de me rebelar, mas minha mãe morreu quando eu era muito jovem e a perda de cabelo veio de sua família, por isso parecia importante que eu...
Quando ele não terminou, Isabella disse baixinho:
— Que você a afirmasse em sua memória dessa maneira?
— É. Meu pai não foi sempre gentil com ela. — Ele lançou um rápido olhar para ela, como se não tivesse tido a intenção de dizer tudo aquilo.
Ela não falou por um minuto, não querendo soar tão intrometida a ponto de fazê-lo se fechar. Então continuou:
— Ele ficou louco com isso? Sobre você não fazer o tratamento como ele queria?
— Sim — Edward admitiu suavemente, seus olhos se direcionando para o teto. — Ele ficou louco. Esse foi o ponto de partida.
Havia algo ali. Algo que Isabella queria desesperadamente saber. Uma história. Havia profundas sombras em Edward, e ela estava morrendo de vontade de desvendá-las, fazer uma inquisição completa – a despeito do olhar resguardado dele e da leve tensão em seu rosto.
Mas ela havia crescido muito desde que fora uma criança e deixava escapar qualquer pergunta que vinha à sua mente. Agora, ocasionalmente, conseguia manter a boca fechada.
Então ela não o pressionou, percebendo que poderia incomodá-lo ou ferir seus sentimentos. Em vez disso, apenas disse:
— Eu tenho certeza que você sabe que é absolutamente exuberante e a calvície só faz você parecer mais fascinante, então, eu acho que você tomou a decisão certa.
A expressão de Edward relaxou e ele virou-se para ela com um ligeiro tremor em seus lábios.
— Eu aprecio a sua afirmação, mas onde você estava quando eu tinha dezessete anos e todas as crianças diziam que eu era uma aberração?
Ela riu suavemente à sua pergunta seca e respondeu na mesma moeda.
— Eu estava, provavelmente, pulando corda, você não acha? Eu tenho 26 anos.
Seu sorriso se alargou brevemente.
— É. Pode ser. Eu provavelmente não teria levado muito em conta a admiração de uma criança de 10 anos de idade. Além disso, quando adolescente, você provavelmente era louca por algum atleta, com uma cabeça cheia de cabelos.
Para absoluto aborrecimento de Isabella, ela corou.
Rindo, Edward disse:
— Foi o que pensei.
Ela fez uma careta para ele, mas respondeu de boa vontade.
— Eu era apaixonada pelo meu melhor amigo – que, definitivamente, era um grande atleta. Ele, é claro, nunca pensou em mim assim, mas eu fiquei apaixonada por ele durante todo o ensino médio e faculdade.
— Isso é muito tempo para se estar apaixonada por alguém que não te amava de volta.
— Sim — disse ela com um suspiro. — Às vezes você se agarra a algo – simples assim.
Edward encontrou seus olhos.
— Na minha experiência, raramente é simples assim.
Isabella ficou em silêncio por um longo tempo, pensando sobre isso. Pensando em sua ânsia desesperada por seu amigo. Tantos anos de sua vida.
Não é à toa que tinha sido um fracasso no amor.
Eventualmente, ela deixou as perguntas e inseguranças se dissolverem em suas memórias e se virou para olhar para Edward. Seus olhos estavam fechados, e ela não sabia se ele estava cochilando ou só dando a ela um pouco de privacidade para seus pensamentos.
Olhando para a sua cabeça lisa agora, ela o achou infinitamente atraente, e pensou sobre como ele deve ter se sentido aos 17.
— Você deve ter sido tão solitário — ela deixou escapar.
Os olhos de Edward se abriram e ele se virou para ela com um movimento de surpresa.
- Como?
— Quando adolescente — explicou ela, sentindo-se tola por sua falta de cuidado. — Eu estava pensando que você deve ter sido tão solitário. As crianças podem ser cruéis sobre coisas desse tipo.
Ele deu de ombros.
— Eu cresci acostumado a não ter qualquer cabelo.
— É claro. Na verdade, eu tenho certeza de que isso tem sido uma vantagem em sua profissão, uma vez que o faz tão diferente e interessante. Mas eu me referi a você como adolescente. Mesmo tendo tido suas razões para não fazer nada à respeito, essa etapa deve ter sido... difícil.
Edward engoliu em seco e deu outro encolher de ombros.
Obviamente, isso não era algo sobre o que ele gostava de falar. Então Isabella mudou de assunto, dizendo:
— Eu posso sentir?
Ele piscou para ela.
— Sua cabeça. — Ela acenou na direção de seu couro cabeludo, de repente, desejando não ter perguntado. — Está tudo bem se não quiser que eu...
— É claro que pode — disse Edward. Ele se ajeitou de modo que sua cabeça ficasse ao alcance dos braços dela.
Então, gentilmente, quase delicadamente, ela acariciou a cabeça lisa com as pontas dos dedos. Era realmente delicioso sentir a pele esticada sobre as curvas ondulantes e cumes de seu crânio.
Isabella soltou um suspiro enquanto acariciava, e, ridiculamente, sentiu seu próprio corpo reagir.
Ela realmente não estava mais tão dolorida.
Quando roçou um ponto na lateral de seu crânio, ela ouviu a respiração Edward dar um ligeiro engate. Tendo sido ou não em resposta ao seu toque, o som feito fez seus músculos internos se apertarem de emoção
Inconscientemente, as mãos percorriam sua cabeça e pescoço, até, gentilmente acariciarem seu peito. Edward ficou imóvel e perfeitamente em silêncio enquanto ela esfregava as superfícies lisas. Em seguida, as mãos desceram sobre os músculos ondulantes de seu abdômen plano.
Ela sentiu as sensações sob a ponta dos dedos o que aprofundou sua excitação cada vez mais crescente.
Depois de alguns minutos, durante os quais sua respiração acelerou de forma audível, Edward murmurou:
— De novo?
Ela assentiu com a cabeça. Havia notado algum progresso em sua cueca, mas não sabia se era de seu toque ou por causa da coisa mental que ele fazia para se preparar.
— Está tudo bem se nós tentarmos outra posição desta vez?
— É claro. A escolha é sempre sua.
Sentindo-se muito corajosa, ela passou a perna sobre os quadris dele e o montou.
— Tipo assim?
- Claro.
Edward levantou as mãos e acariciou a parte superior de seu corpo sobre a camisola de cetim, seu toque hábil provocando as terminações nervosas e receptores de prazer e fazendo com que Isabella jogasse a cabeça para trás por um momento. Em seguida, ele puxou seus ombros para baixo para que pudesse tomar um de seus seios na boca através do tecido fino, acariciando o mamilo duro com a língua.
Ele sugou e beijou seu seio por alguns minutos enquanto as mãos deslizavam sob a camisola para acariciar suas costas, coxas e nádegas.
Ela pensou que estar por cima a faria sentir-se mais no controle, mas se sentia impotente e dominada pela poderosa sensação de estar deitada sobre ele, e respirou ardente e pesadamente contra o travesseiro.
Ela engasgou quando sentiu uma de suas mãos sobre a carne quente e inchada entre suas coxas. Em seguida, ele beliscou seu mamilo super sensibilizado e deslizou dois dedos em seu canal molhado.
Ela mordeu o travesseiro quando um choque de prazer intenso a atravessou.
— Você gosta disso? — Edward perguntou, a voz soando, mais uma vez, um pouco rouca. Sua boca ainda estava contra um seio, e as vibrações viajaram através do tecido úmido para estimulá-la ainda mais.
— Mm-hm — ela gemeu, sua voz abafada pelo travesseiro. — Mm-hm. — Ela teve que se segurar para não se esfregar na barriga dele, já que seu clitóris estava recebendo algum estímulo indireto e delicioso de seu torso. Ela conseguiu virar a cabeça e suspirar. — Mais.
Edward beliscou seu mamilo novamente e começou a bombear os dedos dentro dela. Ela escondeu o rosto no travesseiro grosso, novamente, desesperadamente feliz por Edward estar deitado longe o suficiente para o travesseiro estar ao seu alcance. Então deixou sua boca e dedos a levarem em direção ao seu clímax.
Ela ofegava e gemia baixinho contra o travesseiro, mas depois de alguns minutos de urgência cada vez maior, ela virou a cabeça e implorou:
— Edward, por favor, me faça gozar.
— Eu vou — ele murmurou, o ritmo de seus dedos acelerando ainda mais. Ele girou o mamilo com a língua com habilidade agonizante, e acrescentou: — Você está perto agora. Eu posso sentir.
Então, por alguma razão, suas palavras fizeram Isabella querer choramingar, por isso escondeu o rosto no travesseiro novamente. Seus dedos estavam ondulando contra o ponto G, a pressão aplicada era muito estável, exatamente onde precisava sentir. Ele não havia tocado seu clitóris ainda, e a pequena porção de carne estava pulsando e inchada.
O corpo de Isabella estava tenso. De repente, ela percebeu que ia gozar sem qualquer estimulação clitoriana. Ela estremeceu desesperadamente. Então sentiu os dentes Edward sobre a carne macia de seu seio – e gozou, mordendo o travesseiro e tentando descaradamente montar os dedos dele para aumentar as sensações.
Quando seu corpo se suavizou, ela foi capaz de reunir energia suficiente para erguê-lo.
— Uau.
O rosto de Edward estava ligeiramente corado, provavelmente porque ela o estava quase sufocando, ao empurrar os seios contra seu rosto.
— Eu vou estar muito apertada agora? — ela perguntou, correndo por seu corpo até estar sentada sobre suas coxas. Ela podia ver que ele estava totalmente ereto sob o tecido fino da cueca.
— Acho que você vai ficar bem.
Ela desceu a cueca enquanto Edward estendia a mão para pegar o pacote de preservativo e lubrificante da mesa de cabeceira. Então ela esperou enquanto ele rolava o preservativo e alisava seu pau com lubrificante.
— Tudo bem — Edward disse, segurando o pênis ereto com uma mão. — Você ainda quer fazer desta maneira? — Ela balançou a cabeça, hipnotizada pela visão de sua ereção à espera. — Levante-se e nós vamos nos alinhar. É preciso um pouco de prática.
Isabella ficou de joelhos e deslizou para a frente até que estava acima de seu pênis. Então abaixou-se lentamente e, com a ajuda de Edward foi se alinhando, até deslizar sua buceta sobre a sua ereção.
Estava apertado, e levou um minuto para se ajustar e recuperar o fôlego. Então Edward a ajudou a montá-lo, mantendo as mãos em seus quadris e guiando seus movimentos.
Ela balançou sobre ele, tentando construir um ritmo agradável e estável, da maneira que Edward sempre fazia quando estava por cima. Ela não tinha certeza se estava fazendo muito bem, mas finalmente encontrou um ângulo e velocidade que pareciam trazer mais prazer.
Isabella estava feliz por ainda estar usando a camisola, mesmo que o tecido estivesse enrugado e molhado nos seios da boca de Edward. Ela sentiu seus olhos sobre ela, examinando seu corpo e movimento com a provável intenção de lhe dar os melhores conselhos sobre como melhorar sua técnica. Mas as mãos se mantinham firmes em seus quadris, e seu rosto estava cada vez mais úmido de suor.
Depois de mais alguns minutos, Edward moveu uma das mãos sob o tecido da camisola até encontrar seu clitóris. Quando começou a massageá-lo, a cabeça de Isabella caiu para trás e ela arqueou a coluna.
— Lá vai você — Edward murmurou. — Consegue gozar de novo?
— Sim — disse ela em uma respiração pesada, sentindo como se seus olhos fossem rolar para trás devido ao sentimento cru da penetração de seu pênis naquele ângulo e à massagem firme em seu clitóris.
Ela o montou até que que seu orgasmo veio, em seguida, seu corpo saltou e sacudiu em resposta aos espasmos de liberação. Ela continuou se movendo sobre ele, mesmo depois de ter gozado, porque Edward ainda não havia chegado lá.
— Você gozou? — Edward perguntou com voz rouca.
Ela piscou.
— Sim. Você não percebeu?
— Pensei que sim. Mas você está sempre tão tranquila. — Ele virou a cabeça para o lado enquanto seus músculos internos o apertaram involuntariamente. — Devo?
— Sim. Isso é tudo com que posso lidar esta noite. Goze agora.
Corou, saciada e ridiculamente orgulhosa de si mesma, ela olhou para ele e intensificou seu movimento, tentando apertá-lo o melhor que pôde, apesar da dor que ela já podia sentir.
Edward começou a mover-se embaixo dela – não de forma dura ou áspera, apenas movimentos ascendentes com seus quadris. Em menos de um minuto, suas costas arquearam um pouco e o rosto se transformou devido ao clímax.
Completamente esgotada, Isabella caiu em cima dele ao sentir os pulsar de sua libertação. Seu corpo estava quente embaixo dela, e ele estava começando a amolecer deliciosamente. Ela suspirou e agarrou-se a ele, completamente inconsciente.
— Deixe-me levantar por um minuto para que eu possa cuidar do preservativo. — Edward disse. — Então posso te abraçar, se você quiser.
Isabella saiu imediatamente, estremecendo quando se separou de seu pênis. Ela puxou as cobertas para se proteger do frio do quarto, mas balançou a cabeça quando Edward voltou e deu-lhe um olhar interrogativo.
— Não. Eu não quero qualquer carinho falso. Eu agradeço, no entanto.
- De nada.
— Eu não sabia que meu corpo era capaz de se sentir dessa forma — admitiu ela, feliz por ainda estar acalorada para que ele não a visse corar ainda mais com a lembrança de sua ânsia sem vergonha.
Ele deu um pequeno sorriso.
— Você pode se surpreender com o que o seu corpo é capaz de sentir.
Isso a fez corar ainda mais. Mas, mantendo sua coragem, ela brincou:
— Nós vamos ter que testar essa teoria da próxima vez.
Ele riu quando guardou lubrificante e DVD em seu estojo.
— Então você quer agendar outro compromisso?
— Definitivamente. Quando você tem vaga?
Edward pegou um smartphone para verificar sua agenda.
— Minha primeira é daqui a duas semanas a partir de amanhã.
— Está ótimo. Me agende. — Ela não conseguia se lembrar de sua própria agenda, mas percebeu que não havia nada importante o suficiente para fazê-la cancelar o encaixe mais próximo que ele tinha.
— Você pode reservar com antecedência, se quiser. — Edward ofereceu. — Se desejar manter compromissos regulares.
Era exatamente isso o que ela queria fazer, mas não tinha certeza se estava emocionalmente pronta para agendar encontros semanais ou bissemanais com um acompanhante. Isso significaria sucumbir a este estilo de vida, o que ainda a fazia se sentir um pouco estranha.
Pelo menos desta maneira, ela poderia decidir sobre o próximo compromisso em uma base ocasional. E poderia mudar de ideia a qualquer momento sem seriamente incomodar o Edward.
— Eu vou manter isso em mente — disse ela, sorrindo zombeteiramente. — Mas por que não estou surpresa de você ter me sugerido isso?
Ele piscou e seu rosto ficou estranhamente quieto.
— O que você quer dizer?
Um pouco surpresa com a reação dele, ela explicou:
— Só que você é um ótimo homem negócios, sempre tentando expandir o seu negócio.
Edward relaxou.
- Claro.
— Você pode tomar um banho de novo, se quiser.
Ele agradeceu, pegou sua roupa, e depois foi para o banheiro. Isabella estendeu- se na cama enquanto ele tomava banho, pensando que, realmente, iria dormir bem esta noite. Ela havia passado a noite no quarto do hotel na última vez em que Edward a deixou, e ela decidiu fazer isso novamente esta noite. Depois de três orgasmos, ela estava se sentindo incrivelmente relaxada e não havia nada como dormir até tarde em um luxuoso quarto de hotel.
Quando Edward voltou completamente vestido, ela se levantou e foi se juntar a ele, perto da mesa.
— Obrigada — ela disse, dando-lhe o envelope com o dinheiro. — Eu quero dizer exatamente isso. Obrigada por toda sua ajuda.
Edward arqueou as sobrancelhas para o envelope, e discretamente o enfiou no bolso.
Sua expressão não deixava dúvidas. Ela havia pago por sua ajuda, não tinha nada que agradecer.
Isabella suspirou, embora não estivesse realmente surpresa ou decepcionada. Eles estavam bem mais amigáveis e descontraídos agora, mas não era como se fossem amigos. Isabella pagou-lhe por seu tempo e atenção, mas sua interação seria sempre profissional.
Uma pequena parte da mente de Isabella disse a ela que era exatamente por isso que tinha sido capaz de se sentir confortável com ele.
Enquanto caminhava com Edward para a porta, ela perguntou ao acaso:
— Se recusar os tratamentos de cabelo foi uma coisa de rebelião adolescente, você já pensou em fazer algo sobre isso agora?
Edward franziu a testa.
— Eu pensei que havia dito que gostava.
— Eu gosto. Só estava pensando.
Ele pareceu pensar por um minuto. Em seguida, disse:
— Eu ainda não tenho nenhum desejo de conceder os desejos de meu pai — respondeu e abriu a porta.
Isabella tinha mais perguntas do que antes, mas Edward estava saindo e ela não foi capaz de perguntar. Ele era um homem fascinante, com sombrias camadas que estavam apenas implorando para serem descobertas e ainda possuia uma sugestão tentadora de humanidade sob a suave superfície de máquina de sexo.
Da próxima vez, Isabella iria forçar ainda mais. Começar a descobrir mais de sua história e o que o fazia vibrar.
Ela colocou a cabeça para fora da porta e disse:
— Tenha uma boa noite.
— Você também. — Edward respondeu. — Eu te vejo em duas semanas à partir de amanhã.
— Eu estarei esperando.
Lembre-se, Edward é um profissional, por isso neste primeiro cap. é tudo meio mecânico. No próximo já começa a
melhorar. E como melhora.
Beijos e até amanha.
