CAPÍTULO II
— Não posso fazer isso Luna! — Pansy encarava seu estado no espelho. Luna havia lhe dado um vestido branco feminino e romântico de alças que ia até embaixo dos joelhos.
— Você está linda, apesar de não ser o vestido ideal.
— Nada é ideal nessa situação. Não tenho nem mesmo provas de que Potter não é casado, Luna, só sua palavra. Mas e se ele e a Weasley casaram secretamente? — Pansy escovava os cabelos castanhos, cheia de apreensão.
Luna encarou-a com os olhos arregalados.
— Claro que ele não é casado! — exclamou, escandalizada — Harry é um homem honrado. Eu o conhecemos há anos Pansy! E a Ginny também! Os Weasleys jamais permitiriam algo assim.
— Pois eu não o conheço, não sei nada da vida dele a não ser o que consta nos tabloides. Sei que derrotou Voldemort e que é o mais famoso auror do Ministério da Magia, mas pessoalmente eu não sei nada dele. Como posso casar com alguém assim? Além disso tem Draco!
— Harry é um homem maravilhoso Pansy e você tem sorte de estar casando com ele, mesmo que por um breve tempo. Você vai conhecê-lo um pouco e vai ver que falo a verdade. Acredito que no final, você vai espernear, mas vai ser para não se divorciar dele.
— Isso nunca vai acontecer Luna, não imagine coisas! — Pansy gemeu, fazendo uma careta.
— Não, não é imaginação, você vai ver — disse Luna, com uma risada — E quanto a Draco, ao que consta ele está demorando muito para voltar para você!
— Nós demos um tempo enquanto focamos em nossas carreiras e organizamos nossas vidas depois da guerra.
— E esse tempo já não está longo demais? Eu sei que vocês namoraram em Hogwarts, mas acabou antes da guerra e até agora nada Pansy. Já se passaram quatro anos e você espera Draco sem razão.
— Você acredita que estou perdendo tempo?
— Lamento dizer isso, mas sim. Você não tinha o que organizar na sua vida Pansy, mas Draco sim, uma vez que a família dele realmente esteve envolvida com o Lorde das Trevas. No entanto tudo já está bem. Lucius morreu, Narcisa vive tranquilamente com a fortuna da família e Draco é um médico renomado no Saint Mungus. O que há para esperar?
— Luna, Pansy! — a voz de Blaise interrompeu a conversa. — Harry já está esperando.
Pansy ainda encarava Luna e pensava no que a amiga acabara de dizer.
— Você também pensa isso Blaise?
— Sobre Draco?
— Sim. E seja verdadeiro, por favor! — Disse Pansy com o olhar suplicante.
— Temo que sim. Conhecemos Draco a muitos anos e sabemos que quando ele quer algo, ele faz acontecer. Não estou feliz que tenha que se casar dessa forma e com Harry, mas é para sua segurança. Logo o casamento será desfeito e todos seguirão com suas vidas normalmente. Mas quanto a Draco, sua vida deve seguir também Pansy, você não deve seguir esperando por ele.
Pansy suspirou tentando conter as lágrimas que teimavam em se formar.
— Diga a Potter que já estou indo! — resmungou Pansy.
Quando Blaise saiu, Luna aproximou-se da amiga e terminou de prender-lhe os cabelos em um coque simples.
Pansy levantou-se e abraçou a amiga e em seguida se puseram a caminhar até o local onde seria realizado o casamento. Pansy sentia as pernas pesadas enquanto descia as escadas, seguindo Luna.
Ao chegar no salão Pansy percorreu-o com os olhos, exami nando as pessoas que tinham vindo assistir à cerimônia. Alguém tinha lembrado de enfeitar a sala para a ocasião, colocando dois grandes vasos de lírios brancos que apesar de não ser noite tinham um perfume penetrante. Além do pessoal do Ministério, estava presente um homem vestido formalmente, que Pansy recordou de fotografias, ser o Ministro Irlandês da Magia, e alguns assistentes seu, bem como um senhor mais idoso, que parecia um juíz.
— As funções dele são as de nossos juízes de paz — murmurou Luna. — Teríamos preferido o padre, mas...
Pansy estremeceu quando Harry pegou-a pela mão e caminharam até a frente do juiz de paz.
Então, como despertando de um sonho, ouviu a voz do juiz de paz e a voz forte de Harry logo em seguida.
— Eu, Harry, recebo você, Pansy... Na alegria e na dor...
Na alegria e na dor... Mas não por muito tempo, pensou Pansy. Assim que estivessem na Inglaterra em segu rança, eles estariam divorciados...
— Para amar e respeitar...
Pansy teve vontade de questionar se era mesmo necessário dizer essas coisas, afinal, era um casamento de mentira. Seria sua esposa só no nome, só até atingirem um lugar seguro.
Mas nesse momento Harry virou-se para ela, tirou um anel feminino de ouro de seu dedo mínimo e, com dedos firmes, pegou a mão de Pansy e colocou-o. Surpreendentemente, ele se ajustou perfeitamente. Pansy olhou para a superfície artisticamente trabalhada e a experiência adquirida com o pai logo lhe assegurou que era uma peça muito antiga e bonita, provavelmente uma herança de família. Logo que fosse possível, iria devolvê-lo a Harry...
De repente ela sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, seu coração estava triste. Nenhum casamento devia acontecer num lugar como aquele, ainda mais o dela. Sempre tinha sonhado em se casar na pequena capela que costumava frequentar perto de sua mansão, em Devonshire, na primavera. E sempre sonhara em se casar com Draco.
No entanto, sua realidade mudou e Pansy ouviu-se repetindo as palavras ditas por Harry, mas no final ela não tinha um anel para dar a ele.
— Eu agora os declaro marido e mulher.
Pansy teve que olhar para Harry e ela não conseguiu evitar derramar uma lágrima. Sentia o coração oprimido, a sensação de que muita tristeza a aguardava naquele casamento.
— Tente fingir que está alegre, o Ministro está observando tudo. – Sussurrou Harry.
Harry puxou-a para perto dele e resmungou alguma coisa a respeito do beijo nupcial. Inclinou a cabeça para ela e Pansy levantou o rosto, se bem que um tanto relutante, para cumprir a tradição e satisfazer os presentes.
No entanto a situação não exigia que os lábios dele permanecessem nos dela por tanto tempo, explorando sua doçura, e nem que eles a incendiassem com uma paixão urgente e exigente que a tomou completamente de surpresa.
Pansy sentiu como se um raio percorresse seu corpo, tocando cada nervo seu, enquanto tomava consciência de quem era o homem que a segurava nos braços... Harry Potter...Seu marido...
Por alguns segundos Pansy ficou quieta em seus braços, mas logo sentiu-se impotente para resistir e, quase sem perceber, viu-se correspondendo beijo por beijo, numa ânsia que nunca imaginou seria capaz de sentir até ser ensinada por Harry Potter naquele momento emocionante.
Quando ele encerrou o beijo e levantou a cabeça, Pansy não precisou fingir para enganar as autoridades Irlandesas. Seu rosto estava iluminado e seus olhos brilhavam, refletindo a luz interior que tinha sido ativada pelos votos solenes que tinha acabado de fazer e pela louca, maravilhosa e impossível convicção de que não se lamentava por isso após o beijo que tinha trocado com Harry Potter.
— Meus parabéns, Sra. Potter — disse o Ministro Irlandês.
Ela ouviu seu nome de casada pela primeira vez e notou que o homem não sorriu quando o pronunciou. Ele a olhou com um olhar duro, seco, e repentinamente, Pansy sentiu uma onda de frio percorrer todo seu corpo. Não foi por medo ou por causa da cerimônia que tinha sido realizada, mas por ter percebido o verdadeiro perigo por trás da atitude de Harry.
"Tente fingir que está alegre", tinha dito, e para dar maior realismo à ocasião ele a beijara. Não porque quisesse, mas porque queria impressionar os ali presentes.
Sem entender o porquê, Pansy sentiu-se traída. A paixão que ele demonstrara tinha despertado sentimentos que ela desconhecia, mas não era mais do que um gesto teatral para impressionar os membros dos Ministérios. Ela sentiu que seu excesso de entusiasmo não só tinha conven cido o pessoal ali presente como também a tinha enganado. No entanto aquilo iria salvá-los, não só ela e Potter, mas todos os ingleses ali presentes.
Pansy percebeu que todos se arriscavam, todos poderiam ser acusados e punidos pelo que ela e Harry acabaram de fazer. Eles oficialmente tinham mentindo para as autoridades Mágicas daquele país, poderiam ser presos e condenados a morte. Suas pernas ficaram fracas e precisou apoiar-se em Harry para não cair, dando ainda mais realismo à cena que estavam represen tando para as autoridades.
As pessoas ali presentes passaram a saudá-los pelo matrimônio e Pansy forçou-se a sorrir.
— Espere por mim aqui. Voltarei quando tudo estiver pronto para partirmos. — Harry beijou-a levemente no rosto em despedida.
Pansy observou Harry deixar o salão seguido por alguns homens.
— Bem, vamos acabar de fazer as malas — disse Blaise a Luna, voltando aos assuntos mais práticos.
O Ministro Irlandês dirigiu-se a todos que estavam na sala.
— Informo que só poderão levar bagagem de mão, ninguém deverá carregar mais do que o absolutamente indispensável para passar uma noite. E lembrem-se: toda a bagagem será revistada, portanto obedeçam as instruções.
— Isto significa que não poderei levar meus arquivos — Blaise franziu a testa quando a porta se fechou atrás do Ministro. — Mas vamos! — disse, dirigindo-se agora ao corpo diplomático — Não temos tempo a perder e precisamos destruir todos os papéis antes de sair.
— Bem, vou subir para arrumar nossas coisas — decidiu Luna.
— E eu vou pegar algumas coisas no hotel. — Disse Pansy.
Enquanto caminhava até o hotel para apanhar algumas roupas, como todos os outros, Pansy pensava em como poderia levar o pacote que tinha motivado sua ida a Dublin.
A advertência do soldado foi dirigida a Blaise, mas atingiu outro alvo também, Pansy. Como conseguiria burlar uma revista?
Pansy recordou de um mês atrás, em sua elegante casa, estar conversando com um cliente de seu pai.
— Pode ficar tranquilo, Sr. MacGolden, eu mesma irei buscar as joias que você está querendo remontar, assim teremos muito mais tempo para fazer o serviço. Já tem ideia do que temos de fazer, papai?
— É o mesmo de sempre. Substituiremos as pedras originais por pedras sintéticas, usando a montagem original. Vou ter de examinar os engastes para ver quais são suas condições. — John Parkinson virou-se para seu cliente — Pelo que sei, Sr. MacGolden, essas peças têm estado com sua família há várias gerações e já devem estar bastante gastas.
— Mesmo assim elas serão restauradas com perfeição — disse Pansy, com a certeza e confiança no trabalho de seu pai.
— Ótimo! Quero que as joias venham para Londres, pois vou deposi tá-las em meu cofre no banco. As cópias servirão para dar mais segurança a ela.
— Neste caso — sorriu Pansy — avise-me quando voltar para Dublin e assim que eu terminar esta viagem de trabalho pegarei as peças para logo começarmos o trabalho.
Mais tarde, depois que Sr. MacGolden saiu, Pansy ficou surpresa ao ver a preocupação estampada no rosto do pai.
— Não estou muito contente com a ideia de você ir buscar aquelas joias em Dublin. Existem rumores de tensão política entre simpatizantes de comensais e o Ministério da Magia local.
— Ora, papai, há tensão em todos lugares, até mesmo aqui em nosso país. Há sempre alguém discordando de alguém por causa de alguma coisa, mesmo anos após a guerra contra Voldemort. Além disso, sabe que estou habituada a fazer esse tipo de viagem. Sempre que termino meu trabalho de modelo eu vou buscar joias para serem restauradas, e nessa oportunidade eu vou aproveitar para fazer uma visita a Blaise e Luna, não os vejo a anos.
— Pensando bem, também não deve ser um volume muito grande. Pelo que Sr. MacGolden me contou, são na maioria, anéis, brincos, enfeites de cabelo e algumas pulseiras, todos de uso pessoal da família dele.
— Não tenha medo papai. Dará tudo certo!
Agora Pansy percebera que não sentia mais aquela confiança. As joias eram suficientemente grandes, e agora ela que teria que enfrentar uma revista de bagagem... Pela primeira vez, Pansy começou a se arrepender de não ter ouvido os conselhos de Sr. MacGolden assim que chegou a Dublin.
— Estou muito preocupado, acho que não vou deixar que as leve. Com toda esta situação política, poderia ser muito arriscado para você. — Sr. MacGolden, que era um cliente de muitos anos e que já tinha se tornado amigo da família, estava mais preocupado com ela do que com as joias.
— Não haverá risco algum. Vou direto para a Ministério e sairei do país com algum dos funcionários. Não há nada mais seguro para estas peças.
— Você tem razão. Elas estarão mais seguras na Inglaterra do que aqui.
Sr. MacGolden não teve outra alternativa senão concordar com Pansy, e era por isso que, nesse instante, a moça estava preocupada em contrabandear as joias para fora de Dublin, um subterfúgio que teria sido totalmente desnecessário em tempos normais.
Pensou em falar com Harry, em pedir a sua ajuda, mas logo desistiu. O pobre homem já tinha seus próprios problemas.
Enquanto percorria as ruas desertas até o hotel, lembrou-se de que Harry havia lhe dito para ficar na Ministério esperando por ele. Bem, ele teria que engolir a desobediência, pois ela precisava de algumas roupas e das joias, e não parecia haver nenhum perigo de imediato.
A única pessoa que Pansy encontrou em todo o caminho foi o dono do hotel, que estava pregando tábuas de madeira nas janelas do prédio para proteger os vidros. O homem pareceu ficar muito aliviado quando Pansy pediu-lhe para tirar o pacote que estava guardado no cofre por já estar de partida.
— Não vou me demorar — disse ela, e correu até o seu quarto, fechando a porta com um suspiro de alívio.
Pansy precisava de alguns momentos de solidão depois dos acontecimen tos das últimas horas, mas o barulho das marteladas a fez lembrar de que não podia perder tempo.
Rapidamente abriu o pacote que Sr. MacGolden lhe havia entregue e espalhou o conteúdo em cima da cama.
— Nunca vou conseguir esconder tudo isto — disse em voz alta, cheia de desânimo.
O Ministro tinha falado sobre uma revista na bagagem, mas não podia descartar a possibilidade de uma revista pessoal. Não podia levar as joias nos bolsos: seria muito arriscado e usá-las, era impossível, pois todos notariam que ali havia uma pequena fortuna.
Pansy franziu a testa, ainda pensando no que poderia fazer. Finalmente, encolhendo os ombros, pegou sua caixinha de manicure. Era puro vandalismo, sabia muito bem disso, mas não tinha outra escolha. Começou a trabalhar, retirando as pedras preciosas das montagens em ouro e esmalte.
Não foi fácil. Várias vezes os instrumentos escaparam, ferindo seus dedos, mas Pansy continuou obstinadamente. As gemas engastadas em ouro saíram com certa facilidade, mas as montadas em esmalte demoraram muito tempo para ser retiradas.
Em Londres, na oficina de seu pai ela teria os instrumentos adequados e essa operação teria sido realizada sem nenhum arranhão nas peças ou dificuldade, mas ali, lutando contra o tempo, as peças ficaram totalmente danificadas.
— Felizmente temos fotografias para fazer cópias exatas e o Sr. MacGolden só se importa com as gemas... Graças a Merlin já terminei!
Ansiosamente Pansy escondeu o que sobrou das peças no fundo de uma gaveta, atrás das roupas que ia deixar no hotel, para que pudesse voltar e recuperar outro dia, e passou a se preocupar em como iria levar as gemas.
Olhou para a pequena pilha de pedras preciosas: rubis, esmeraldas, diamantes e safiras de valor incalculável. Onde poderia esconder esse tesouro?
Nervosamente ela sentou-se na cama e pôs as mãos sobre as roupas, revirando sua pequena bagagem em busca de algo. Então passou os dedos pelas calças e nesse momento, teve uma ideia.
— O cós das calças! — murmurou. — Por que não pensei nisso antes?
Sua indecisão já tinha lhe custado minutos preciosos. O cós era largo, duplo, formaria um tubo perfeito em volta de sua cintura, e com as pontas fechadas pelo zíper, um esconderijo ideal.
Pansy pegou as calças e a tesourinha de unha e abriu um pedacinho da costura, por onde começou a enfiar as pedras, distribuindo-as pelo cós de modo a não formarem um único volume.
De repente, ouviu os passos do dono do hotel no corredor. Tinha dito a ele que não iria levar mais do que meia hora e já devia ter passado mais do que isso, o homem estaria ali para chamá-la. Logo ouviu sua voz perguntando se já estava pronta para sair.
— Estou terminando de me vestir! — disse Pansy, através da porta fechada.
Com os dedos trêmulos, enfiou uma linha na agulha com alguma dificuldade e costurou cuidadosamente a abertura que tinha feito.
Estas são as calças mais valiosas que já usei, pensou enquanto se vestia. Ainda bem que sempre tenho tesoura, linha e agulha na mala para ajustes de roupas.
Começou a enfiar a camisa de seda por dentro do cós e parou automaticamente. Seria melhor usá-la por fora, disfarçaria melhor ainda qualquer volume. Mas a camisa já estava usada e amassada na cintura, e Pansy perdeu mais alguns minutos trocando-a por uma outra, limpa e passada, que estava no armário.
— Bem, agora só falta o filme da viagem — disse baixinho. — Certamente não vou deixá-lo para trás.
Durante sua viagem a trabalho, participando de um ensaio fotográfico, Pansy fotografara várias coisas que lhe chamaram a atenção com a intenção de usá-las como inspiração para criar novos modelos de broches e outras joias para seu pai e de inspirar uma coleção de roupas próprias. Como modelo ela era mundialmente conhecida e não seria difícil lançar sua própria coleção de roupas, tornando-se estilista.
— Não vai adiantar tentar levar a câmara, é quase certo que irão confiscá-la.
Deu uma olhada relutante para o sofisticado equipamento fotográ fico e para o resto das coisas que teriam que ficar no hotel e só guardou o filme no fundo da bolsa, uma sacola a tiracolo contendo o mínimo indispensável, e saiu do quarto. O proprietário do hotel estava nervoso, esperando no corredor.
— Deve partir imediatamente, senhorita. Por favor... — O homem estava muito assustado. — Não, por aí, não! — disse ele, quando a viu dirigindo-se para a escadaria principal. — Pelos fundos, é mais seguro.
Pansy estranhou, mas seguiu a sugestão do homem.
O homem indicou o caminho e foi andando na frente de Pansy por corredores mal iluminados por causa das tábuas nas janelas. Passaram pela cozinha e por toda a área de serviço do hotel até chegar a uma pequena porta que o homem abriu com mãos trêmulas.
— Por aqui, senhorita. Vá depressa, eles já estão chegando.
Assim que Pansy passou, ele bateu a porta atrás dela e trancou a fechadura. Ela não teve nem chance de poder perguntar quem estava chegando. Pansy deu uma olhada apreensiva à sua volta.
