Capítulo 2 de Cumplicidade Proibida.
Mais uma vez, obrigada à Shey por betar e me ajudar com a fic.
Fic totalmente de presente para a BastetAzazis, espero que você curta, querida!
Ps. Algumas cenas eu copiei descaradamente do livro, salvo às estranhas maneiras como a Lia traduziu algumas coisas, a betinha desceu a caneta nela! hihihi.. boa Shey!
Durante o resto do ano letivo, Hermione estava decidida a nunca mais conversar ou encarar aquele homem. O problema era que, mesmo não querendo sequer ouvir falar de Severus Snape, ela era obrigada a aturar os amigos reclamando dele. Harry estava narrando para ela e Rony, durante a aula de Feitiços o que havia presenciando entre Snape e Moody, na noite que descobrira o significado do ovo.
- Moody falou que Dumbledore só deixa o Snape continuar aqui porque está dando a ele uma segunda chance ou coisa assim.
- Quê? – exclamou Rony, arregalando os olhos. – Harry, vai ver Moody acha que foi Snape quem pôs o seu nome no Cálice de Fogo!
- Ah, Rony! – ela respondeu balançando a cabeça ceticamente. – Já achamos que o Snape estava tentando matar o Harry e acabou que ele estava tentando salvar-lhe a vida, lembra? Não importa o que Moody diz, Dumbledore não é burro. Teve razão em confiar no Hagrid e no Prof. Lupin, mesmo que um monte de gente não quisesse dar emprego aos dois, então por que não estaria certo a respeito de Snape, mesmo que ele seja um pouco... cretino e safado com as alunas. Ela pensou quando foi cortada por Rony.
- ...maligno – Rony completou o que achava que Hermione estava pensando, entendendo erroneamente a expressão dela. – Ora, vamos, Hermione, então por que todos esses captores de bruxos das Trevas estão revistando a sala dele?
- Por que o Sr. Crouch está fingindo que ficou doente? - ela perguntou vagamente, sem prestar atenção no que Rony falava. – É meio estranho não é? Que ele não consiga comparecer ao Baile de Inverno, mas possa vir aqui no meio da noite quando bem entende?
- Você não gosta do Crouch por causa daquele elfo doméstico, Winky – Rony lhe respondeu, fazendo a almofada voar pela janela.
- Você quer pensar que Snape está armando alguma coisa. – ela respondeu.
- Eu só queria saber o que foi que Snape fez com a primeira chance, se agora está na segunda. – Harry disse sério.
Depois desse episódio, Hermione passara muito tempo se perguntando o que Snape havia feito. Será que Dumbledore sabia o que Snape fazia com as alunas? Teria o diretor visto alguma delas saindo do escritório do professor no meio da madrugada? Ora Hermione, francamente! Snape não seria tão burro assim a ponto de levar suas alunas para cama assim tão embaixo do nariz do diretor! Ok, mesmo que isso tenha acontecido com ela, talvez ela tivesse sido a única, mas...vai saber
Harry ainda não encontrara um jeito de como conseguiria permanecer uma hora embaixo d'água e assim passar pela segunda tarefa do torneio o que para ela acabou sendo interessante pois o problema dele resultou em mais tempo na biblioteca, o que a fazia esquecer do resto do mundo. Até mesmo de Snape.
Janeiro e Fevereiro passaram muito rápido para Hermione, que na tentativa desesperada de ajudar Harry a descobrir alguma coisa para a segunda tarefa nem se importara mais em tentar descobrir o que Snape tinha feito para merecer uma segunda chance. Mas esse pensamento ainda a atormentava.
Depois da segunda tarefa, Hermione ainda se perguntava porque era a coisa que Krum mais sentiria falta. Oras, eles apenas foram, ao Baile juntos. Certo, eu tinha planos extremamente românticos, sem contar que ele me convidou para passar o verão e confessara que jamais se sentira daquele jeito com nenhuma outra garota, mas, depois de Snape, tudo havia mudado, certo? Errado. Depois daquela aula de Poções ela percebera que tudo estava muito errado.
- Eu disse a você! – Rony sibilou para ela, depois que terminara de ler o artigo de Rita Skeeter sobre o que havia acontecido na segunda tarefa. Aquela história de que havia feito uma poção do amor para Vítor e que era namorada de Harry era uma grande babaquice! – eu disse a você para não aborrecer Rita Skeeter, ela fez você parecer uma espécie de... Jezabel.
Ela só conseguiu rir com a quantidade de besteiras que a jornalista havia escrito sobre ela. – Jezabel.
- É o que mamãe diz que elas são – Rony murmurou sem jeito.
- Se isso é o melhor que Rita é capaz de escrever, então ela está perdendo o jeito. – Hermione respondeu, jogando na cadeira vazia a seu lado a revista que Pansy Parkinson dera a ela. – Que monte de lixo.
Ela olhou para o pessoal da Sonserina e deu um sorrisinho irônico acenando para o grupinho, mostrando claramente que não se importava com o que Rita Skeeter tinha escrito sobre ela.
- Mas tem uma coisa engraçada – ela ficara pensando muito nisso enquanto preparava os ingredientes da poção. – Como é que Rita Skeeter poderia ter descoberto...?
- Descoberto o quê? Você não andou preparando Poções do Amor, andou?
- Pára de ser débil! – ela respondeu. – Não, é só que... como foi que ela soube que Vítor me convidou para o visitar no verão?
Brilhante Hermione!!! É isso ai, você confirma e agora ele não vai largar do seu pé!!
- Quê?
- Ele me convidou logo depois de ter me tirado do lago. Assim que se livrou da cabeça de tubarão. Madame Ponfrey nos deu cobertores e então ele meio que me puxou para longe dos juízes, para eles não ouvirem, e me perguntou se eu não estivesse fazendo nada no verão, se eu gostaria de...
- E o que foi que você respondeu? – Rony não tirava os olhos dela.
- E ele realmente disse que nunca se sentira desse jeito com nenhuma garota, mas, como é que Rita Skeeter poderia ter ouvido? Ela não estava lá... ou estava? Vai ver ela tem uma Capa da Invisibilidade, vai ver entrou escondida na propriedade para assistir à segunda tarefa...
- E o que foi que você respondeu? - Rony a interrompeu nervoso.
- Bem, eu estava tão ocupada vendo se você e Harry estavam OK que...
- Por mais fascinante, sem dúvida, que seja sua vida social, Srta. Granger – a voz de Snape ressoou atrás dela -, devo lhe pedir para não discuti-la em minha aula. Dez pontos a menos para a Grifinória.
Droga! Ele ouviu o comentário sobre o Krum!
- Ah... e lendo revistas embaixo da mesa? – Snape acrescentou, vendo o Semanário das Bruxas na cadeira ao lado. – outros dez pontos a menos para a Grifinória... ah, naturalmente... – os olhos negros de Snape brilharam ao recair sobre o artigo de Rita Skeeter. – Potter tem que manter em dia seus recortes de jornais e revistas sobre ele...
A masmorra ecoou as risadas dos alunos da Sonserina, e um sorriso desagradável crispou a boca fina de Snape. Para fúria de Harry e completo desagrado de Hermione, o professor começou a ler o artigo em voz alta:
- A mágoa secreta de Harry Potter... ai, ai, ai, Potter, onde é que está doendo agora? Um garoto excepcional, talvez - mas um garoto que sofre todas as dores da adolescência. Privado do amor desde o trágico falecimento dos pais, Harry Potter, catorze anos, pensou que tinha achado consolo com sua namorada firme em Hogwarts, a garota nascida trouxa, Hermione Granger. Mal sabia que em breve estaria sofrendo mais um revés emocional numa vida afligida por perdas pessoais.
A Srta. Granger, uma garota sem atrativos, mas ambiciosa, parece ter uma queda por bruxos famosos que somente Harry não basta para satisfaze-la. Desde que Vitor Krum, apanhador búlgaro, herói da última Copa Mundial de Quadribo, chegou à Hogwarts, a Srta. Granger tem brincado com as feições dos dois rapazes. Krum, que está visivelmente apaixonado pela dissimulada Srta. Granger, já a convidou para visitá-lo na Bulgária nas férias de verão e insiste que "nunca se sentiu assim com nenhuma outra garota".
Contudo, talvez não tenham sido os duvidosos encantos naturais da Srta. Granger que conquistaram o interesse desses pobres rapazes.
"Ela é realmente feia", diz Pansy Parkinson, uma estudante bonita e viva do quarto ano, "mas é bem capaz de preparar uma Poção do Amor, tem bastante inteligência para isso. Acho que foi isso que ela fez".
As poções do amor são naturalmente proibidas em Hogwarts, e sem dúvida, Alvo Dumbledore irá querer apurar essas afirmações. Entrementes, os simpatizantes de Harry Potter fazem votos que, da próxima vez, ele entregue seu coração a uma candidata que o mereça.
- Que coisa comovente! - debochou Snape, enrolando a revista ao som das gargalhadas dos garotos da Sonserina. – Bom, acho melhor separar vocês três, para que possam se concentrar nas poções em lugar dos desencontros de suas vidas amorosas. Weasley, fique onde está. Srta. Granger, lá, ao lado da Srta. Parkinson. Potter, naquela carteira em frente à minha escrivaninha. Mexam-se. Agora.
Ele estava decidido a fazer o garoto Potter se descuidar e falar demais. Pressão psicológica sempre fora a melhor amiga de quem sabe como arrancar uma informação preciosa de alguém; e sendo ele um ex-comensal e espião, aquele era seu esporte favorito. Deixar a presa nervosa e fazê-la se contradizer. Severo tirou de dentro da capa um frasquinho de cristal com Veritasserum. Aquela era a última peça que faltava para fazer Potter falar o que ele precisasse saber. Deixou o garoto perdido em seus próprios pensamentos enquanto cortava e adicionava no caldeirão as raízes de gengibre.
Uma batida na porta foi ouvida.
- Entre. - Snape falou com sua voz habitual.
A turma olhou quando a porta se abriu. O Prof. Karkaroff entrou. Todos o observaram se dirigir à escrivaninha de Snape. Estava enrolando o dedo no cavanhaque outra vez e parecia agitado.
- Precisamos conversar. - disse Karkaroff abruptamente, ao chegar perto de Snape. Parecia tão decidido a não deixar ninguém ouvir o que estava dizendo que mal abria a boca; era come se fosse um ventríloquo medíocre.
- Falarei com você quando terminar a aula Karkaroff... - ele murmurou em resposta, mas Igor o interrompeu.
- Quero falar agora, que você não pode fugir, Severo. Você tem me evitado.
- Depois da aula. - Severo já estava cansado daquela conversinha de Karkaroff. Sabia o que o búlgaro diria, não era burro, também sentia a Marca Negra ardendo. Nada o irritava mais do que pessoas como Igor, que ficavam ciscando de um lado para o outro nas costas dele, no meio de sua aula!
- O que pode ser tão urgente assim? - Severo tinha uma mínima esperança que o búlgaro fosse falar de qualquer outra coisa, mas ele percebeu que seria em vão quando Karkaroff levantou a manga esquerda das vestes.
- Isto. - ele mostrou para o Mestre de Poções. - Então? Nunca esteve tão nítida assim, nunca desde...
- Cubra isso! - Severo rosnou para ele, seus olhos negros percorrendo a sala.
- Mas você deve ter reparado.
- Podemos conversar mais tarde, Karkaroff! Potter! o que você está fazendo?
- Estou limpando minha bile de tatu, professor.
Depois que a aula acabou e Karkaroff já tinha ido embora, - como ele ousava interromper minha aula para falar da marca negra? – Snape entrou em seu escritório lendo novamente o artigo de Rita Skeeter. Claro que ele não levara ao pé da letra tudo o que a jornalista dizia, mas aquele artigo o intrigara. Será que ela realmente havia feito uma poção do amor para o garoto Krum? Ela era realmente namorada do Potter? Não... não... namorada do Potter ela não poderia ser, de outra forma não teria aceitado o convite dele na noite do baile.
Ao fim da aula de poções Hermione correu em direção a torre da Grifinória sem ao menos esperar por seus amigos. Nunca fora tão humilhada, nunca sentira tanto ódio de alguém em sua vida. Como ele pôde fazer isso comigo?
Ela subiu as escadas em direção ao dormitório sem falar com ninguém, jogou-se em sua cama, com o coração apertado e uma imensa vontade suprimida de chorar. Não queria nunca mais vê-lo, sua vontade era de voltar para sua casa, deitar no colo de sua mãe, contar tudo o que havia acontecido, enquanto ouvia as palavras de carinho da Sra. Granger, lhe dizendo que coisas assim aconteciam, e tudo que ela precisava era dar tempo ao tempo.
Hermione ainda não conseguia acreditar que Snape havia iludido-a levando à sua cama, tirado sua virgindade e descartado-a como uma prostituta barata; e como se não bastasse, agora ela era obrigada a que suportar todo o veneno e a ironia que ele era capaz de destilar durante as aulas. Não sabia se agüentaria o humor negro daquele homem. Ela sabia que sua vida jamais seria a mesma depois daquele baile, depois daquele ano. Mas ela só podia jurar uma coisa a si mesma: Jamais se deixaria enganar por homens como ele novamente.
continua... by Regine Manzato 2006
N.A.: Bom, aí est´amais um capítulo, espero que gostem, que ninguém me xingue e mais uma vez, reviews são bem vindos!
Tét, o que achou do cap??
bjus!!
