Episódio Um.
Ano novo, brigas novas!
Data: 01/01/06.
Previously on Seriado Potteriano (Segunda Temporada):
Era o casamento de Lúcio e Lílian Potter.
- Faltam cinco minutos para a meia noite – disse Hermione jogando os cabelos.
Rony a puxou pelo braço.
- O Harry e o Draco tiveram um caso.
- Como você sabe?
- Escutei no banheiro!
Hermione olhou novamente no relógio.
- Faltam poucos segundos para meia noite.
Rony e Hermione se beijam.
- Você não quer dar uma chance para nós dois? – perguntou Draco segurando o braço de Harry.
Harry se afastou, e Cedrico entrou no banheiro, nesse exato momento.
- Tudo bem! Vocês podem ficar juntos! Eu não vou atrapalhar.
Cedrico virou as costas e saiu andando.
Sirius parou com as malas na fila do aeroporto.
- Você está detido – disse o guarda tirando algemas do bolso.
- Mas eu não posso... É o casamento da minha melhor amiga.
- Você tem o direito de ficar calado! – disse o policial sério.
- Olha o nosso cabelo – disse Gina chegando com um corte chanel.
- Olha o meu – disse Hermione parecendo com o corte da Serena de Gossip Girl.
Lílian entrou logo atrás.
- Onde você estava? – quis saber Harry.
- Eu fui no mercado – ela levantou um frasco – Comprar extrato de tomate!
- Vai fazer macarrão em pleno casamento? – brincou Harry.
- Vai sonhando – riu ela – Vejo vocês mais tarde!
Harry passou a mão pelo rosto de Hermione, na beirada da piscina, e a beijou de leve nos lábios.
- Eu te amo – sussurrou ele baixinho.
Do outro lado da piscina, Rony e Gina viram tudo.
- Faltam cinco segundos para a meia noite – disse Harry andando entre os convidados. Uma mulher de cabelos roxos, virou em sua direção, pegou o seu rosto com as duas mãos e o beijou.
Alguns andares acima, no hotel, Draco e Cedrico também dividiam o momento da meia noite, mas em seguida, Cedrico deu um soco no rosto de Draco, e saiu andando de volta para casa.
- Eu matei o seu filho – sussurrou Lúcio no ouvido de Lílian, no palco – E agora é a sua vez de morrer.
Todos começaram a se beijar, quando deu meia noite. E houve um barulho de tiro, as mãos de Lílian bateram na barriga, e começou a sair sangue para todos os lados. Ela caiu de lado, pálida. Enquanto as pessoas olhavam chocadas, em sua direção.
01.01.2006
O barulho de um tiro, e as pessoas olhando perplexas para o palco.
- Os médicos já chegaram – disse Tonks abanando um leque em Harry, que estava desmaiado no chão.
Um grupo de pessoas brancas, trabalhando como médicos, adentraram o salão, e as pessoas ajudavam abrindo caminho.
- Acorda, Harry, acorda – repetia Tonks dando alguns tapinhas na cara dele.
Hermione estava ajoelhada ao lado de Harry, Rony apertava o ombro da garota com força, também preocupado com o amigo.
- Os médicos estão fazendo o resgate – avaliou Rony por cima do ombro vendo um grupo de médicos levarem a mulher toda ensangüentada em cima de uma maca provisória.
As pessoas tornaram a abrir espaço para o grupo de médicos passarem, mas não tiravam os olhos da mulher branca, quase morta, com o vestido todo manchado de vermelho.
- Harry, está tudo bem – disse Hermione pegando na mão do garoto e acariciando – Você tem que confiar em mim!
Ela não parecia tão preocupada quanto os demais.
- Você precisa ficar em pé, e me acompanhar. É só isso!
- Onde estou? – perguntou apertando os olhos espremidos, no claro. Estava todo molhado de suor.
Hermione o ajudou a ficar com as costas retas, e apertou a sua mão.
- Vamos... Nós podemos alcançar a ambulância!
Harry concordou com a cabeça, e Tonks ajudou-o a ficar em pé. Rony foi seguindo os dois até as ruas, onde a ambulância estava parada, e os médicos colocavam o corpo de Lílian dentro do carro.
- Rony, você não poderá ir com a gente – disse Hermione séria.
- Mas... Mas...
- Por favor, é tudo o que eu te peço – disse ela olhando com firmeza para ele.
Rony parou no meio dos degraus de pedra, olhando o casal se ajudando para chegar até a ambulância, ele soltou alguns palavrões, mas não se manifestou. Ficou vermelho em fúria, mas sem sair do lugar.
- Está tudo bem... Eu prometo que sua mãe vai ficar bem – disse Hermione no ouvido de Harry – Ela está bem!
- C-como você sabe? – perguntou Harry chacoalhando a cabeça.
- Porque isso tudo era um plano! Ela me contou todos os detalhes... Eu só preciso que você confie em mim, e prometo te contar tudo quando chegarmos no hospital.
Harry concordou com a cabeça, e abriu um sorriso meio de lado para que ninguém visse.
- Ela está viva? Ela está viva mesmo?
- Sim, está tudo bem... Aquilo é extrato de tomate! Lembra que ele andou indo ao mercado quando chegamos em Miami? – disse Hermione sorrindo – Então... Aquilo não é sangue de verdade! Agora mude essa cara de felicidade porque nós vamos entrar na ambulância.
Harry concordou e voltou a chacoalhar a cabeça, sentindo as pernas ainda moles. Não podia acreditar que sua mãe ainda estava viva. Sentia uma imensa vontade de gritar, explodir ou abraçar. Tinha uma nova chance de dizer a sua mãe que a amava.
Os dois chegaram ao hospital, apertando as mãos de Lílian, ela correu para a sala de cirurgia, diretamente. E Lupin veio berrando, pelos corredores.
- Onde ela está? O que houve?
Harry olhou para Hermione e os dois caíram na gargalhada, Lupin ficou sem entender. O que diabos estava acontecendo, afinal?
- Está tudo bem, professor! – disseram os dois juntos.
- C-como assim? Tudo bem? Tudo bem? Ela está ferida! Ela tomou um tiro!
- Não... Ela não tomou um tiro – disse Hermione colocando a mão direita no ombro do professor – Ela só descobriu que não queria mais se casar com Lúcio... E que Lúcio descobriu a verdadeira identidade dela, e ela morreria de qualquer jeito. Então, ela preferiu simular a própria morte, mas a verdade é, ela está muito bem! Confiem em mim!
Harry sentiu um assombro de felicidade percorrer por cada célula do corpo, por um minuto achara que tudo estava perdido, que estava sozinho no mundo. Mas agora as esperanças estavam nascendo novamente em seu peito. Era uma espécie de sonho.
- Mas isso é segredo. Certo? – piscou Hermione para os dois – Vamos fingir que ela está na UTI!
Eles concordaram, aliviados. Lupin caiu sentado, com a mão no peito, tentando recuperar o fôlego.
- Eu quase morri do coração... De verdade!
O celular de Harry começou a tocar, dentro do bolso de sua calça. Ele viu o número de Rony aparecer na tela. Provavelmente era para saber notícias de sua mãe. Ele atendeu e saiu no estacionamento do hospital, não querendo atrapalhar os doentes que estavam no corredor.
- Cara... A sua mãe não foi a única a sofrer um atentado – disse Rony sério.
- C-como assim? O que houve?
- Lúcio foi encontrado no banheiro dos meninos... Ele está morto!
- Quê? C-Como assim? Morto? O Lúcio? Malfoy?
- Exatamente. Morto. No banheiro masculino! – Rony engoliu em seco – Tudo indica que ele foi envenenado. A polícia já está fazendo a perícia, mas... Isso compromete todas as pessoas que estavam presentes!
Harry pareceu surpreso com tudo o que estava acontecendo. Quem faria tal crueldade? Quem matar Lúcio? Perai, ele estava mesmo morto? Ou fingindo que nem a mãe?
- Ele está mentindo. Só pode ser mentira! – disse Harry sério.
- Não, cara, não mesmo. Ele não está respirando! E o coração não está batendo mais!
Harry sentiu o sangue gelar novamente, pensou que fosse ter um piri-paque com tantas altas e baixas emoções no dia. Tudo acontecendo muito rápido.
- Tudo bem... Vou ver o que posso fazer!
Harry desligou o celular e voltou para o corredor de espera no hospital, Hermione estava acariciando os cabelos de Lupin que estava deitado no ombro da garota. Era uma cena estranha, mas o homem não estava passando muito bem.
- Trago notícias horríveis – ele disse sério. Hermione arregalou os olhos para ele, Lupin também – Lúcio Malfoy foi envenenado no banheiro masculino!
02.01.2006
- Desculpa – disse Lílian segurando na mão de Lúcio, deitada na maca do hospital – Desculpa fazê-lo passar por tudo isso.
- Você é completamente louca – disse Lupin segurando a sua mão – Você esquematizou tudo? Mas... E a arma? E o barulho de tiro?
- Estava programado na música, eu gravei uma música com um barulho de tiro no meio dela... Eu sabia que o momento chegaria, eu só precisava interpretar muito bem! – ela deu uma risada marota – Eu não queria casar com ele... E eu sei que ele descobriu a minha verdadeira identidade.
Lupin sorriu, apertando a sua mão com força.
- Eu fiquei assustado, achei que tivesse perdido você para sempre! Eu... Eu senti que minha vida tinha saído pelo ralo... Eu não consegui sentir os meus pés!
Lílian sorriu, e com lágrimas nos olhos.
- Eu... Eu fiz isso também por você. Eu não agüentava mais me afastar de você, fingir um relacionamento que eu não queria, e o tempo todo eu evitava você!
- Todo esse relacionamento foi mesmo por dinheiro? – perguntou Lupin – Você podia ter me dito que estava tentando recuperar sua fortuna...
- Eu sei – ela disse virando a cabeça para a janela, vendo o dia raiar do lado de fora – Mas você era muito compulsivo, fiquei com medo de que fosse atrás de Lúcio para matá-lo, e eu sabia que você ia acabar se ferindo... Nunca mexa com os Malfoys, é o pior tipo de gente para lidar!
Lupin sorriu e beijou a sua mão.
- Eu... Eu sinto muito por tudo o que passamos – ela disse com os olhos molhados em lágrimas, e logo elas começaram a deslizar pelo rosto – Eu me sinto culpada!
- Não se sinta, meu amor – ele sussurrou aproximando dela – Está tudo bem... E nós vamos ficar bem!
Lílian ficou sentada, repentinamente. Era difícil associar a figura de uma pessoa saudável e ativa em uma cama de hospital, mas ela estava perfeitamente bem, pagara um dinheiro extra para os médicos ficarem quietos e mantê-la ali por mais alguns dias. Ela ficou com os olhos bem perto aos de Lupin, e ela sentiu tudo amolecer. Estava encarando o amor de sua vida. A pessoa que tanto almejara durante os últimos anos, e agora estava de frente a ela.
- Eu... Eu te amo, Lupin! – ela disse tentando sorrir, mas as lágrimas eram incontroláveis.
- Eu também te amo, Lílian! – ele passou as mãos nos cabelos dela, tirando-os da face, e seus lábios se encontraram após quase um ano. Numa mescla de desejo e saudade.
Eles ficaram algum tempo ignorando o mundo lá fora, beijando-se loucamente, sentindo os corações baterem feito tambor, até que ele se afastou e sussurrou.
- Vamos... Precisamos se trocar, o helicóptero está nos esperando para ir embora!
Ela sorriu, apertando os fios de cabelo dele nas mãos, atrás.
- O nosso amor não agüenta esperar mais... E o helicóptero está aqui para servir ao meu comando, então... Vamos sair daqui somente quando terminamos – disse ela o beijando novamente.
Lupin entre os beijos sussurrou.
- Então nós só vamos sair daqui no próximo milênio? – perguntou em resposta, sorrindo.
Ela o beijou.
03.01.2006
Harry colocou o terno preto novamente no corpo, ajeitando a gravata em frente ao espelho, quando o silêncio foi interrompido por uma batida na porta, vindo de Rony, com as duas mãos no bolso, também usando uma roupa negra.
- Vamos? – perguntou sério.
Harry deu uma última olhada.
- Vamos... – ele olhou no relógio – O enterro vai sair daqui a pouco!
Harry e Rony passaram no quarto de Hermione e Gina, e os quatro desceram juntos para apanharem um táxi na rua e irem até o velório de Lúcio que estava acontecendo em Miami mesmo.
Os quatro estavam em um silêncio sepulcral dentro do carro, todos pareciam infelizes com o que havia acontecido, mas Harry sabia muito bem que eram apenas máscaras para fingirem a morte de Lílian, também. Ficou agradecido pelo disfarce dos amigos, mas em momento algum se pronunciou.
Eles deixaram o táxi para trás e venceram até o jardim, aproximando de um pequeno grupo de pessoas em volta de um caixão de madeira, o lugar exalava fragrantes flores. Os quatro se aproximaram em solidariedade. Harry colocou a mão no ombro do loiro, Hermione lançou um olhar atenta e meio desconfiada para os dois.
- Meus pêsames! Eu sinto muito mesmo... – disse Harry abraçando o garoto.
Draco chorava sem o controle, os olhos estavam vermelhos, inchados e doloridos. Hermione e Gina se aproximaram juntas e o beijaram de leve no rosto por não terem muito contato com ele. Rony apertou somente a sua mão, e eles se afastaram para não ficarem em volta do caixão.
Rony se distanciou para se servir de água, enquanto Hermione e Gina ladearam Harry, os três olhavam tristes para o corpo pálido de Lúcio.
- Tinha uma mulher estranha que ficou te olhando – disse Gina prendendo os poucos fios de cabelo após saírem da capelinha no jardim. Eles foram tomar um pouco do sol fresco que a linda manhã oferecia.
- A mãe dele – disse Rony atento – Eu reparei nisso também.
Harry voltou o olhar por cima do ombro para ver se ainda conseguia ver a mulher, mas estava afastado demais.
- Vocês acham que a gente devia ficar aqui por mais algum tempo?
- Eu acho que eu vou embora – disse Hermione esfregando as mãos com cara de enjôo – Odeio velórios, de verdade!
Harry concordou com a cabeça, Rony e Gina também lançaram expressões de quem ansiavam por voltar para o hotel.
- Certo – disse Harry por final – Vamos pegar um táxi e voltar para os nossos quartos!
05.01.2006
Harry estava arrumando suas roupas dentro do guarda-roupa sabendo que havia de ficar mais uma semana em Miami devido as circunstâncias de sua mãe estar falsamente internada, mas queria que tudo parecesse real.
Os convidados, claro, já tinham voltado para Nova York, alguns dirigiram para a Califórnia, mas apenas o grupo de amigos permaneceu ali no Hotel, para acompanharem Harry com todo o processo, e aproveitarem as férias também.
Harry estava absorto em seus próprios pensamentos quando alguém bateu na porta de seu quarto. Ele deixou de lado as roupas no cabide e foi atender.
Hermione estava com as mãos grudadas, e sorriu meio de lado assim que seus olhares se encontraram. Ela estava ali por que, diabos, afinal? Eles não conversaram desde o beijo que deram na piscina, e muito menos sobre Hermione ter beijado Rony à meia noite.
- Entra! – disse ele ignorando-a na porta, voltou para tentar reorganizar o caos em seu quarto.
Hermione fechou a porta assim que passou, mas não disse nada, ainda em silêncio, ela atravessou o quarto e tomou a liberdade de sentar na cama enquanto ele andava de um lado para o outro, guardando suas roupas.
- Estranho Lúcio ter morrido, não acha?
- É – resmungou seco.
- Eu e o Rony andamos fazendo uma listinha de suspeitos...
Harry não deu muita atenção, ainda de costas, ficou arrumando as camisas nos cabides.
- Deve ter sido alguém que tenha acesso ao banheiro masculino, provavelmente!
- Certo!
- Eu... Eu andei pensando, se as pessoas vieram ao casamento, é porque gostavam dele. Ou gostavam de Lílian e o odiavam. Certo?
- Eh... – disse ele ajeitando os sapatos. Escutava tudo mas queria fazer pouco caso.
- Então... Lupin sempre foi apaixonado por sua mãe.
Harry riu alto e foi o suficientemente irônico para demonstrar a ela que era uma possibilidade descartada.
- Não entendi o motivo dessa sua risada – disse ela séria – Se tudo aconteceu no banheiro masculino, e foi um homem, provavelmente foi alguém que não estava na nossa rodinha de amigos, e eu não vi Lupin à meia noite.
Harry bufou e resmungou.
- Talvez porque você estivesse ocupada o suficiente beijando Rony!
Ela ficou repentinamente em pé, com o rosto todo vermelho em vergonha.
- O que você quer dizer com isso?
- Eu vi vocês dois se beijando – disse ele furioso, voltando o rosto para ela – E não adianta disfarçar que era mentira!
- Você esperava o que? – ela perguntou com lágrimas nos olhos, pensou em dizer que descobrira sobre o seu beijo com Draco durante o ano passado – Você ficou com outras pessoas no ano passado!
- Não seja ridícula, eu só...
- Toc-Toc! – outro alguém estava batendo na porta.
- Atende – disse ele virando as costas e entrando no banheiro para arrumar os seus perfumes em cima do mármore.
Hermione foi até a porta, girou a maçaneta e deu de cara com o rosto de Gina, todo contente carregando uma barra de chocolate na mão.
- Er... Harry? – perguntou ela com as sobrancelhas arqueadas - Nossa como você está parecido com a Hermione! Até mudou a cor do cabelo... Está mais loiro.
Hermione fez uma risada falsa e chacoalhou a cabeça.
- O Harry está arrumando os pertences dele no banheiro!
- E... O que você está fazendo aqui?
Hermione olhou por cima do ombro.
- Sabe? Eu realmente não tenho idéia do que estou fazendo aqui! – disse Hermione pegando seu celular em cima da cama, virou as costas e saiu andando – Até mais, Gi!
Gina seguiu a amiga com o olhar, até bater a porta do seu verdadeiro quarto. A ruiva tomou a liberdade de fechar a porta e entrar no banheiro.
- Ei! Harry! – disse ela alegre.
- Ei! – disse ele olhando por cima do ombro – Serviços grátis? – perguntou apontando para o chocolate.
Ela o estendeu para ele.
- Na verdade, eu o comprei no mercado! Achei que fosse gostar!
- Obrigado – disse ele pegando e dando um beijo no rosto dela – Mas vou deixar para comer mais tarde.
Ela sorriu meigamente vendo-o caminhar e tirar as últimas roupas da mala.
- Está pensando em sair hoje?
- Talvez. O que tem em mente?
- Comer uma pizza...
- Fechado! – disse ele por cima do ombro – Te vejo às oito horas!
Gina entendeu aquilo como uma despedida. Deu um beijo no rosto de Harry, acenou e saiu do quarto, fechando a porta ao passar. Por que Harry estava tão nervoso ultimamente?
09.01.2006
Lupin enroscado nos lençóis, e ao seu lado estava Lílian, dormindo profundamente. Ele não queria acordá-la, de modo que a beijou na testa, sentindo o perfume de girassol invadir o seu nariz. Ela era linda, não?
Lupin fitou-a por alguns segundos, era a primeira noite dela fora do hospital, e como os jornais diziam, ela estava totalmente curada. E era a primeira noite de amor dos dois. Amor puro, amor ardente, desejo, paixão. Acumulado em meses.
Ele pisando sem fazer muito barulho, foi até o banheiro tomar um banho quente para se sentir novo. Enquanto isso, Lílian abriu os olhos sorrindo, fingira estar dormindo, mas estava acordada, às vezes, vendo-o na cama, o peito inflar e murchar. Ele estivera ali, ao lado dela, e ela mal conseguia acreditar.
Estava muito feliz, apesar de todos os acontecimentos. Lupin era a melhor coisa que podia acontecer na vida dela.
- Tomara que não tenha dor de barriga... – cantou o celular do homem em cima da cômoda.
"Música das Chiquititas no celular do meu namorado? Que estranho!" pensou Lílian enrolada em volta do edredom nas partes íntimas, ela estendeu o braço resmungando por ligarem tão cedo.
Desconhecido. Era o que indicava o número no celular.
- Lupin? – gritou ela para que ele ouvisse – Telefone!
- Atende aí, meu amor! – gritou ele do banheiro, e pelo barulho de água batendo contra o piso, ele devia estar lavando a cabeça.
Lílian jogou os cabelos loiros para trás, a fim de ouvir melhor com o celular conectado diretamente a sua orelha.
- Alô? – atendeu ela.
- Ei... Fiquei sabendo que a tal da Lílian tomou um tiro no dia do casamento – disse uma voz rouca do outro lado – O nosso plano quase foi sucedido!
- Quem está falando? – perguntou Lílian fechando a cara.
- Sou eu... Narcisa. Quem é?
- Ah... – ela revirou os olhos – Sou Tonks! – foi o primeiro nome que veio à sua cabeça.
- Tonks? Ah, certo... Foi engano! – ela desligou.
Lílian tentou gritar o nome dela para ouvir mais vezes, mas ela já tinha desligado. Ela parou raciocinando. O que Narcisa quisera dizer com "O nosso plano quase foi sucedido. Lílian tomou um tiro!
Lupin estava envolvido, de alguma forma, com os acontecimentos no casamento? Alguém pretendera matá-la? Como assim?
O homem saiu com um sorriso enorme do banheiro, com a toalha presa na cintura, as gotículas de água escorriam pelo seu corpo sarado e definido. Lílian não sabia se ainda sentia tanta atração assim pelo homem à sua frente.
- Quem era no telefone? – perguntou ele erguendo o braço forte para enxugar os cabelos molhados com outra toalha.
Lílian piscou firme, e apertou o celular nas mãos.
12.01.2006
Hermione estivera o tempo todo pensando em chegar em Harry e perguntar se era verdade sobre o beijo dele com Draco. Mas não tivera momento, até então. Os dois andaram brigando no quarto, e raras vezes se cruzavam no imenso hotel em Miami.
Harry pegou um lugar no fundo do avião, ao lado de Rony, e Gina ouvia o seu MP3, de olhos fechados, estralando os dedos no ritmo da música.
- Posso me sentar com vocês? – perguntou ela segurando a passagem.
- Se a sua passagem diz que a poltrona é aqui, não podemos fazer nada a não ser aceitar – disse Harry revirando os olhos.
Rony ficou meio abalado com os dois estarem afastados, e se sentiu culpado pelo o que fizera.
- Escuta... Vocês precisam se entender – disse Rony sério.
Hermione encaixou a sua bagagem de mão no suporte branco em cima das poltronas.
- Não falo com gente grosseira! – ela passou as mãos nos cabelos loiros e cacheados, colocando-os atrás da orelha. Sentou-se entre Harry e Rony. Gina passou o dedo no MP3 para abaixar o volume e escutar a conversa.
- Adoro brigas! – comentou a ruiva divertida – Será que eles entregam pipoca no avião?
Hermione não deu ouvidos, continuou sorrindo, com a pose de grã-fina, fingia que o ar não estava pesado entre o quarteto.
- Acha mesmo que as coisas podem continuar assim, é a sua última palavra? – perguntou Hermione virando para Harry – Juro pela minha vida que não volto mais tocar nesse assunto.
Ele a olhou pelo canto do olho, enraivecido.
- Quer falar mesmo disso aqui e agora?
- Sim – ela disse séria.
- Ótimo! Discutir relacionamento aqui? Já que você tem certeza disso... – ele virou para Gina – Olha, caso não saiba, eu e a Hermione nos beijamos no casamento da minha mãe – voltou para o Rony – Certo? Aconteceu. Ficamos naquela noite – e voltou para Hermione – Pronto, agora todos já sabem. Vamos discutir nosso relacionamento entre eles... Tenho certeza que eles vão adorar saber o resto.
Hermione respirou fundo, corada.
- Você não devia ter feito isso... – ela disse tentando manter a calma.
- Foi você quem falou...
Ela respirou fundo, e pareceu ter engolido um sapo.
- Okay. Vamos discutir – ela virou para Harry – É verdade que você e Draco se pegaram no ano passado durante a festa à fantasia?
Gina arregalou os olhos, e escancarou a boca. Foi no mesmo dia em que Harry voltou com Gina, dizendo que a amava. Que absurdo era esse!
- É verdade, Harry? – quis saber Gina tirando os fones de MP3 do ouvido, desconexa de qualquer volume que pudesse atrapalhar a resposta suave que pretendia ouvir da boca do próprio Harry.
16.01.2006
Sirius foi atirado em uma cela escura, no canto da parede, e com violência.
- Pronto... Você está preso!
- Isso não pode estar acontecendo! – disse ele segurando as barras da cela com força – Isso não pode estar acontecendo. É um absurdo!
Uma voz fria e rouca se aproximou. Era uma mulher com os cabelos longos e negros caídos pelo tronco no corpo. Ela vestia roupas negras que se arrastavam pelo chão.
- Confortável? – zombou com a voz suave.
Sirius reconheceu a voz imediatamente, mas desejou que não fosse da mesma dona...
- Belatriz? Meu amor? – disse com o peito arfando. Eles estavam se reencontrando. Ela estava ali para salvá-lo.
Belatriz puxou o capuz, deixando amostra o seu rosto branco e seus olhos azuis. Os cabelos negros e mal lavados foram jogados para trás com charme.
- Amor? Se eu fosse você não teria tanta certeza disso...
Pedro Pettigrew se aproximou, passou a mão em volta da cintura dela e a beijou nos lábios.
- Vingança ao Lord Voldemort!
Ele recuou, assustado. Era o fim!
Nota do Autor: Damos início hoje ao primeiro capítulo da terceira temporada. Viva o mundo! AMEI AS REVIEWS do último capítulo. Tipo assim, chorei litros quando eu li. Muito obrigado mesmo, amei de verdade. E amei os comentários novos. Estou passando aqui super rápido para postar. E espero que tudo dê certo... E que semana que vem estejamos aqui novamente para postar o segundo capítulo. Beijos. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Mil vezes obrigado. Boa semana.
