Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence à pattyrose, a nós só pertence à tradução.
All characters belong to Stephenie Meyer and the story belongs to pattyrose, only the translation belongs to us.
Capítulo 2 – Nós não somos sempre como parecemos
Tradução: NaiRobsten
As coisas não são sempre como parecem; a primeira aparição engana muitos. – Phaedrus (Poeta Romano)
~ Bella ~
Maddie e eu sentamos no sofá preto de couro macio na sala de espera do Departamento de Recursos Humanos. Eu observei minha filha enquanto ela falava baixinho com sua pequena boneca de pano Angie, sua boneca de segurança.
"Mas, Angie, eu fiquei longe apenas um pouquinho. Além disso, o homem bom cuidou muito bem de você. Ele te protegeu da mulher má".
Inclinei minha cabeça e olhei para ela com curiosidade. Eu podia sentir as linhas de preocupação vincando minha testa. "Querida, de que homem bom e senhora má você está falando?"
Minha filha olhou para cima para mim inocentemente, com aqueles grandes olhos castanhos tão parecidos com os meus, ainda que cheios com uma suavidade e confiança que os meus nunca mais possuiriam. "O homem bom que nós encontramos lá embaixo, mamãe," ela respondeu com naturalidade, e depois seu rosto amassou em uma careta bonitinha, "e aquela senhora que estava na sala com ele".
Mordi meu lábio, tentando segurar o palavrão que estava na ponta da minha língua. Eu esperava que Maddie não tivesse percebido que o Sr. Cullen e Lauren estavam trancados na sala de conferências juntos, mas, como de costume, minha filha tinha sido extremamente observadora. Claro que, tendo apenas quatro anos, ela não tinha ideia do que tinha testemunhado, e eu definitivamente não esclareceria para ela. Ela não precisava saber o tipo de comportamento nos quais adultos sem moral se envolvem. Eu a protegeria deste tipo de conhecimento pelo resto da minha vida se eu pudesse. Uma parte de mim pensou em como era irônico mantê-la do tipo de conhecimento que nos trouxe aqui para esta cidade, em vez de estarmos em casa, em Forks, agora. Ainda assim, enquanto eu pensava nisso, eu também me perguntei o que a fez chamar o Sr. Edward Cullen de 'homem bom', enquanto Lauren tomou o título de 'senhora má'. Eu pessoalmente achava que ambos eram pedaços insignificantes de merda.
Não que ele não fosse um dos, se não o, pedaço mais perfeito de homem em que eu já coloquei os olhos. Santo inferno, as fotos dele nos jornais e revistas não lhe faziam justiça! Não que eu já tivesse comprado uma daquelas revistas, ou lido um dos artigos sobre ele. Mas eles eram muito difíceis de evitar. Seu rosto aparecia em qualquer um dos jornais e revistas de fofocas com bastante regularidade. E com base no sorriso torto que quase sempre estampava seu rosto, ele gostava tremendamente da atenção. Filho da puta arrogante.
Mas no momento em que eu dobrei a esquina lá embaixo há alguns minutos, procurando pela minha Maddie e ficando cara a cara com um dos proprietários da Agência que eu não conhecia ainda, a impressão inicial que eu tive dele tinha sido completamente diferente. Ele estava segurando Angie, a boneca de Maddie, seu braço estendido enquanto ele olhava para baixo docemente para a minha filha, e meu coração parou momentaneamente. Tanto de alívio por ter encontrado Maddie, mesmo que ela só tivesse estado fora da minha vista por alguns minutos e eu soubesse que ela tinha que estar em algum lugar próximo, mas também pela visão deste lindo homem olhando para minha filha com um olhar de total inocência e espanto. Tinha momentaneamente me atordoado que um homem como este, que nunca tinha visto Maddie antes em sua vida, conseguia olhar para ela com mais admiração e emoção do que seu próprio pai já tinha. Eu senti meus olhos arregalarem de choque. Mas antes que eu pudesse fazer cara ou coroa da cena diante de mim, eu notei Lauren, uma das Artistas Gráficas do nosso departamento, com sua cabeça espreitando culpadamente para fora da pequena sala de conferências. Quando olhei entre ela e o Sr. Cullen, suas ações se tornaram claramente óbvias para mim. O cabelo de Lauren estava uma bagunça despenteada, muito diferente do penteado cuidadosamente feito que ela esteve apresentando esta manhã. Sua saia estava torta e os dois primeiros botões da sua blusa estavam desabotoados. E a camisa de Edward Cullen era uma bagunça amassada, suas calças todas enrugadas, e seu cabelo apontando em 50 direções diferentes. Muito ao contrário do playboy impecavelmente vestido que enfeitava as colunas de fofocas. Eu tive que segurar uma bufada de nojo.
E, como se suas roupas não tivessem dado a dica, o olhar de horror que atravessou o rosto de Edward Cullen quando Rosalie apareceu atrás dele completamente confirmou minhas suspeitas. Ele havia sido totalmente pego, e ele sabia disso. No entanto, em vez de ficar mortificado por ter sido pego com as mãos no pote de biscoitos, ou na blusa daquela puta da Lauren, ele tentou jogar a cartada "Eu sou o chefe" com Rosalie. Se ele realmente não fosse o chefe e eu não estivesse morrendo de medo de ser pega por Rosalie com Maddie aqui de novo, eu teria dado uma gargalhada quando Rose deu a ele o olhar 'Eu vou fodidamente pendurá-lo pelas bolas quando eu pegá-lo sozinho' depois que ele tentou bancar o espertinho com ela. 'Bom para o seu traseiro sujo', pensei comigo mesma.
Mas proprietário de parte da Agência ou não, eu não tinha sido capaz de suprimir o olhar de 'cale a boca e cuide do seu maldito negócio' que dei a ele quando pensei que ele me daria problemas por causa de Maddie. Eu posso não ser a pessoa mais esclarecida quando se trata de negócios, mas eu sabia mais ou menos a hierarquia nesta Agência. Edward Cullen, junto com seu irmão mais velho, Emmett, e seu amigo de faculdade, Jasper Whitlock, tinha começado esta Agência há cinco anos. Nos últimos cinco anos, ela havia se tornado uma das cinco maiores agências de marketing do Nordeste, e uma das dez melhores do país. Todas as publicações comerciais atribuíam o sucesso da Agência ao imenso trabalho duro, dedicação e talento que todos os três homens possuíam em diferentes aspectos da área de marketing.
No entanto, Rosalie Hale-Cullen, a esposa de Emmett há três anos, tinha vindo trabalhar para a Agência há um par de anos. O setor de marketing tinha imediatamente a saudado como um ativo de valor inestimável para a empresa, e seu talento extremo e trabalho duro tinham rendido à Agência algumas das suas maiores e mais importantes contas. Hoje, Rosalie Hale-Cullen era chefe na empresa tanto quanto os irmãos Cullen e o Sr. Whitlock eram. Foi ela quem tinha me contratado algumas semanas atrás. E, como tal - e sabendo que sua palavra era exatamente tão importante na Agência como dos três homens cujos nomes apareciam na placa no saguão no térreo - eu tinha certeza que era a ela que eu tinha de responder, não a este homem na minha frente que tinha acabado de estar se esfregando com uma das suas funcionárias e que agora tinha coragem, pensei, para me dar o inferno por trazer minha filha para trabalhar.
Então, eu fui completamente tomada de surpresa quando ele na verdade mencionou a lista de babás disponíveis aqui no RH. E, simplesmente assim, ele me confundiu novamente. Porque, por que esse homem egoísta, imoral e arrogante se importava com os meus problemas com a minha filhinha? E por que ele parecia todo nervoso e confuso? Como se houvesse algo que ele quisesse dizer, ou me perguntar? E por que eu tive esse impulso irresistível de tocá-lo, de colocar minha mão em seu braço e dar-lhe um aperto agradecido, quando ele sugeriu suavemente que eu deveria procurar o Recursos Humanos?
Balancei minha cabeça agora, tentando limpá-la e focar no que eu vim fazer aqui; ver se eu poderia finalmente encontrar alguém a quem eu pudesse confiar o meu bebê durante o horário de trabalho. Eu tinha que parar de pensar em Edward Cullen. Independentemente do quão útil ele tinha sido, dizendo-me sobre a lista de babás da Agência, o fato é que ele era um óbvio conquistador e, mais do que isso, meu chefe. Ele era exatamente o tipo de pessoa que eu não precisava na minha vida. O homem poderia literalmente ter qualquer mulher neste planeta. E pelo que eu ouvi e li, e agora tinha visto com meus próprios olhos, não estava além dele tentar fazer exatamente isso. Estávamos em dois mundos diferentes, e quando você pode ter caviar, a única razão que você provaria ovos cozidos seria para experimentar. E eu estava farta de ser a experiência de alguém. Eu ri de mim mesma porque aquele era Edward 'enlouquecedor' Cullen em quem eu estava pensando. Ele não precisa provar ovos cozidos. A única razão pela qual ele provavelmente pensou na lista de babás foi para ter certeza de que, como uma das suas funcionárias, eu trabalhasse em meu potencial total, sem ter que me preocupar com como a minha menininha estava durante o dia todo.
Olhei novamente para Maddie. Minha pequena Maddie. Eu ainda não tinha certeza se eu tinha tomado a decisão certa para nós, para ela, trazendo-nos para esta grande cidade onde não conhecíamos ninguém. Mas Forks tinha simplesmente ficado... insuportável. Eu sentia falta do meu pai. Eu sentia falta de Jake... Mas, mesmo isso, tinha ficado tão difícil...
"Srta. Swan, aqui está a lista que você precisa." Veio uma voz atrás de onde estávamos sentadas, tirando-me do meu devaneio. Sra. Cope, a Gerente de Recursos Humanos, estava entregando-me a tal lista de profissionais de cuidados infantis. Eu rapidamente me sacudi de volta ao presente e levantei para pegar a lista dela, segurando-a com reverência e esperança de que este papel pudesse finalmente ter a resposta para uma noite de sono tranquila. Paz que tinha me iludido desde que eu cheguei em Nova York há pouco mais de duas semanas para trabalhar como Artista Gráfica nesta Agência, um trabalho que eu tinha de alguma forma conseguido depois de duas entrevistas iniciais com a Agência de empregos que trabalhava para a CCW em Seattle, antes que a própria Rosalie tivesse voado até lá para me entrevistar. E aqui de pé, quase seis semanas após aquela entrevista, eu ainda não sabia como eu tinha conseguido impressionar uma mulher tão dura o suficiente para convencê-la a me contratar, uma mulher recém-saída da faculdade, alguns anos mais velha do que a maioria que se formou na minha classe, com nenhuma experiência real no campo, e que custaria à empresa envolvida custos. Eu havia me formado entre os cinco melhores alunos da minha classe, era verdade, mas eu tinha certeza que Rosalie poderia ter encontrado alguém melhor qualificado do que eu nesta grande cidade. Todas estas semanas mais tarde, eu ainda não tinha certeza do que a tinha possuído para ir recrutar do outro lado do país, ao invés de em seu próprio quintal.
"Obrigada, Sra. Cope." Sorri para a amável mulher antes de sentar de volta ao lado da minha filha para examinar a lista. Dei uma rápida olhada através dela e percebi que havia cerca de 30 nomes na lista, alguns deles eram nomes de pessoas, enquanto outros eram nomes de creches, berçários e afins. Antes de me mudar para Nova York, a velha amiga do meu pai, Sue Clearwater, tinha cuidado de Maddie enquanto eu ia para o trabalho e faculdade em Port Angeles. Entre o meu pai e eu, fomos capazes de fazer malabarismos em nossos horários para que um de nós estivesse com ela na maior parte do dia. Então Maddie não estava acostumada a estar em torno de um grupo de crianças. Eu sabia que era algo que ela tinha que se acostumar eventualmente, já que ela começaria o jardim de infância no próximo ano, mas esta mudança para Nova York tinha sido uma experiência traumática e de mudar a vida para sua pequena mente entender, então jogá-la com um monte de outras crianças tornaria ainda mais difícil para ela se adaptar.
Mas, ao mesmo tempo, eu não conhecia ninguém aqui. Ninguém em quem eu pudesse confiar o suficiente para cuidar dela enquanto eu estivesse no trabalho. Esta lista soou como uma dádiva de Deus. A Agência tinha colocado sua confiança e reputação nos nomes desta lista. Ao lado de cada nome, assim como Rosalie havia mencionado, havia os nomes e telefones de funcionários da Agência que confiaram seus filhos a essas pessoas, e a quem eu poderia ligar para obter referências. Enquanto meus olhos passavam pela lista, eu podia sentir meus músculos tensos relaxarem um pouco pela primeira vez em semanas, como se a minha esperança de que eu encontrasse alguém de confiança nesta lista tivesse aumentado.
Meus olhos pararam em um nome. Sue Collins.
Era o mesmo primeiro nome da babá de Maddie em Forks. Mas foi o seu endereço que chamou minha atenção. Ela parecia morar a poucos quarteirões do nosso apartamento no Brooklyn, em um pequeno bairro chamado DUMBO*, onde a Agência tinha sido capaz de encontrar um lugar para mim que eu pudesse pagar. Ao lado do nome de Sue havia uma longa lista de contatos, números da Agência, o que significava que eu poderia ligar para eles agora e esperançosamente encontrar opiniões sobre esta Sue agora.
*DUMBO (Down Under the Manhattan Bridge Overpass: mais ou menos – debaixo do viaduto da ponte de Manhattan): em 1890, DUMBO era principalmente um distrito industrial. Mais tarde, as indústrias saíram de lá e artistas e jovens vindos do interior do país se mudaram para lá e começaram a transformar os antigos armazéns em espaçosos lofts, com valores bem mais baixos do que a cara Manhattan.
"Mamãe, podemos voltar para lá embaixo para o seu cubo agora?" Maddie perguntou baixinho. Ela tinha ficado sentada pacientemente ao meu lado enquanto eu examinava a lista.
"Apenas mais alguns minutos, baby, e depois voltaremos lá para baixo." Eu sussurrei enquanto pegava meu celular e discava para a primeira referência da lista. Meu cubo não oferecia muita privacidade, eu tinha pessoas de ambos os lados e eu realmente não queria que eles me ouvissem fazer essas ligações. Não havia ninguém mais além de Maddie e eu aqui na sala de espera do RH, então eu teria mais privacidade fazendo as ligações daqui.
Maddie não respondeu, mas seus pequenos olhos castanhos registraram sua decepção e ela olhou para baixo e começou a conversar com sua boneca baixinho novamente. Eu imediatamente me senti culpada. Minha pobre filha não deveria ter que ficar sentada em um escritório chato o dia todo. Ela deveria estar lá fora no ar fresco em algum lugar, se divertindo, com crianças da idade dela. Pela milésima vez, eu questionei minha decisão de mudar para Nova York. Ela poderia estar, pelo menos, correndo na praia no ar fresco agora, com Sue Clearwater e sua neta, em vez de presa dentro destas quatro paredes...
A primeira referência atendeu. Era outra mulher que trabalhava para a CCW e cujo filho Sue Collins tinha tomado conta por dois anos antes de ele começar o jardim de infância. Ela não tinha nada além de coisas maravilhosas a dizer sobre Sue. Falei com ela por cerca de cinco minutos antes de ligar para a referência seguinte. Era um homem desta vez, cuja filha tinha ido para Sue Collin cerca de quatro anos atrás, quando a Agência ainda era muito nova. Novamente, ele não tinha nada além de altos louvores para Sue. Ela era responsável, atenciosa e confiável. Ela não era do tipo de manter as crianças em casa em frente a uma TV o dia todo. Ela os levava para o parque, jardim zoológico, almoços fora. Liguei para a próxima referência. Essa mulher seguinte informou-me que Sue ainda cuidava de sua filha de dez anos depois da escola. O ônibus escolar deixava a garota na frente da casa de Sue e ela ficava lá até que um de seus pais fosse buscá-la.
Eu estava começando a me sentir mais leve, como se um peso enorme estivesse sendo lentamente tirado do meu peito. Liguei para algumas referências mais. Alguns não tinham mais seus filhos ficando com Sue se as crianças tinham idade suficiente para ficar na escola em tempo integral. Alguns ainda tinham seus filhos indo para a casa de Sue o dia todo ou por meio período, alguns dias por semana, ou a semana inteira, antes da escola, depois da escola, programações variadas. Mas havia uma coisa que todos eles concordavam, Sue Collins era a Mary Poppins* personificada.
*Mary Poppins: personagem da série de livros infantis escrita por PL Travers. Mary Poppins é uma babá perfeita e mágica, que surge com o vento nas casas das pessoas que necessitam dela.
Após cerca de meia hora de telefonemas, desliguei com a última referência e disquei o número de Sue Collins, meu coração parecendo que estava pronto para saltar do meu peito em antecipação.
"Alô?" Veio uma voz forte, porém suavemente feminina na outra extremidade.
Cruzei meus dedos e continuei.
Quarenta e cinco minutos depois, Maddie e eu estávamos de volta ao elevador, saindo do edifício desta vez e de volta para o Brooklyn, para nossa própria vizinhança. Eu tive um telefonema agradável com Sue Collins e nós estávamos em nosso caminho para conhecê-la. Eu não senti nada além de boas vibrações emanando dela do nosso telefonema, e ela concordou em se encontrar comigo imediatamente depois que expliquei-lhe que tínhamos acabado de nos mudar para cá de Washington e Maddie estava tendo um pouco de dificuldade em se ajustar. Ela parecia genuinamente simpática e perguntou se poderia conhecer Maddie hoje. A partir dos anos de experiência, ela continuou, ela imediatamente sabia, quando conhecia uma criança, se elas prosperariam sob seus cuidados.
Corri para o escritório de Rosalie, sabendo muito bem que eu poderia ser demitida por fazer exatamente isso. Mas, inferno, neste momento, se eu não encontrasse alguém capaz e de confiável para ficar com Maddie para mim, eu teria que me demitir até o final da semana, de qualquer maneira, e voltar para Forks com o rabo entre as pernas. Eu estava basicamente sem opções neste momento. Felizmente, depois de explicar a situação para Rosalie e rastejar a seus pés prometendo trabalhar no meu horário de almoço pelo resto da semana, ela concordou em me deixar sair mais cedo.
Infelizmente, o elevador decidiu subir um andar, em vez de descer. Eu bufei e revirei meus olhos, ansiosa para ir. Quando as portas começaram a fechar mais uma vez, eu apertei no botão 'T' impacientemente, ansiosa para chegar ao térreo e ir em direção ao Brooklyn. Mas antes que as portas estivessem completamente fechadas, duas mãos fortes apareceram e forçaram as portas abertas.
Edward 'enlouquecedor' Cullen.
Eu não tinha ideia por que meu coração parou quando ele entrou no elevador. Minha pulsação acelerou e senti o sangue subir para o meu rosto. Minhas mãos ficaram suadas de repente, e eu esperava que Maddie não percebesse quando ela segurou minha mão com força.
Os olhos de Edward encontraram os meus imediatamente. Ele entrou rapidamente e as portas fecharam atrás dele, prendendo nós três aqui sozinhos.
"Bella." Ele respirou, exceto que, para a minha imaginação hiperativa, soou como um suspiro de alívio, ou algo assim, como se ele estivesse com esperança de esbarrar em mim novamente a manhã toda.
"Edward." Consegui responder com a voz fraca. Um enorme sorriso torto glorioso se formou em seus lábios perfeitos, tomando-me completamente de surpresa. Pisquei duas vezes, como uma idiota deslumbrada, e levei alguns segundos para perceber que eu provavelmente deveria, pelo menos, oferecer um pequeno sorriso em troca, ou talvez até ter me dirigido a ele formalmente, como "Sr. Cullen", embora todos os outros usassem os primeiros nomes no escritório. Seria a coisa educada a fazer, pelo menos. Enquanto eu olhava para ele, seu sorriso vacilou um pouco. Percebi que eu provavelmente parecia com um cervo preso nos faróis, e que eu estava reagindo exatamente como uma bimbo* deslumbrada. Desviei o olhar imediatamente, tentando descobrir por que ele estava tendo esse efeito sobre mim, e prometendo a mim mesma que ele nunca saberia disso.
* Bimbo: uma garota que é estúpida, usa muita maquiagem e é obcecada por homens e roupas.
"Edwood!" Eu ouvi Maddie exclamar feliz, e quando olhei para a minha filha, ela estava usando um sorriso de felicidade. Isso me deixou tanto feliz como melancólica ao mesmo tempo, eu não tinha visto um sorriso despreocupado como aquele em seu rostinho em muito tempo. Seus olhos castanhos de bebê brilhavam para ele com expectativa.
"Maddie!" Edward respondeu, sua voz combinando com o entusiasmo dela ao verem um ao outro. Eu novamente questionei a estranha reação que ambos pareciam ter em relação ao outro. Ele ficou encarando nós duas, suas costas para a porta do elevador. "Para onde você vai?" Ele perguntou, soando genuinamente interessado. Com o canto do meu olho, meus olhos focaram fixamente na minha filha, eu vi seus olhos cintilarem de volta para mim momentaneamente antes de voltarem para baixo para Maddie.
"Nós vamos para o Brootlyn!" Maddie respondeu alegremente. "Para conhecer a minha nova babá!" Ela continuou.
"Aah, portanto a lista parece ter ajudado, então!" Ele exclamou. Ele manteve seus olhos treinados em Maddie. Depois de um par de segundos estranhos, perguntei-me se ele estava esperando que eu dissesse alguma coisa. De qualquer forma, já era tarde demais para responder agora.
Os olhos de Edward vieram até mim. "Então você está se esgueirando mais cedo, hein?" Ele perguntou. Quando olhei para ele, ele tinha uma sobrancelha arqueada furtivamente, como se estivesse esperando que eu dividisse com ele um pequeno segredo.
Sua sobrancelha arqueada e o fato de que ele tinha acabado de me acusar de estar fugindo do trabalho enviou um tiro rápido de irritação por mim. Ele atingiu um nervo. Eu respondi rapidamente e com firmeza. "Não. Eu não estou me esgueirando. Eu falei com Rosalie e ela sabe perfeitamente bem que eu estou saindo cedo. Eu farei hora extra durante o resto da semana. Eu não costumo me esgueirar por aí".
Assim que as palavras saíram da minha boca, eu queria me chutar. Não só eu soei culpada e defensiva, eu tinha certeza que eu salientei o "eu" na minha última frase um pouco mais do que eu pretendia. Senti meu rosto ficar quente.
Edward olhou para mim com uma expressão ilegível antes de finalmente falar. "Eu só estava brincando, Bella. Eu não quis insinuar nada." 'Ao contrário do que você acabou de fazer', eu terminei por ele em minha mente. Minhas bochechas arderam de mortificação. Eu tinha acabado de acusar um dos proprietários da Agência em que eu trabalhava de ser subserviente. Perfeito.
Felizmente, ele voltou sua atenção para Maddie. "Então, Brooklyn, hein? Eu tenho uma irmã que vive no Brooklyn." Ele disse a Maddie, com uma voz suave e aveludada. Mordi meu lábio e olhei para a parede do elevador.
Claro. Como eu poderia ter esquecido? Claro que ele seria irmão de Alice Cullen!
Alice Cullen tinha invadido como um pequeno ciclone através das portas do Departamento de Arte da CCW dois dias depois que eu comecei a trabalhar aqui. Ela entrou diretamente no escritório de Rosalie, sem aviso prévio e sem bater. Eu estava sentada em frente a Rosalie, em uma reunião informal, e ela quase me cegou com o sorriso brilhante que atirou-me antes de correr até Rosalie e exclamar em uma voz doce e animada,
"A Barney* está tendo a segunda liquidação anual! Pegue sua bolsa e vamos embora!"
* Barney é uma cadeia americana de lojas de departamento de luxo com sede em Nova York. A cadeia possui grandes lojas em Nova York, Beverly Hills, Chicago, Boston, São Francisco, Dallas, Las Vegas e Scottsdalle e lojas menores em outros locais em todos os Estados Unidos.
Rose tinha revirado seus olhos para Alice antes de voltar para mim. "Por favor, desculpe a minha rude cunhada, Alice Cullen. Como a única dos irmãos Cullen sem uma participação nessa empresa, ela esquece que não apita por aqui".
"Sim, sim, o que você diz." Alice tinha respondido com impaciência, saltando para cima e para baixo na frente de Rosalie. "Diga o que quiser, basta pegar sua bolsa e vamos embora! Você sabe que as melhores coisas são as primeiras a ir!" Ela choramingou. E embora eu odiasse choramingos, algo nela me fez sorrir automaticamente.
"Alice," Rose continuou num tom exasperado, "você vê que eu estou no meio de uma reunião. Eu não posso sair agora".
Alice virou para olhar para mim e seu rosto iluminou com doçura, seus olhos verdes brilhando com a energia mal contida. "Então a traga conosco! Vocês podem continuar sua reunião no provador! Você gosta de fazer compras, não é?" Ela me perguntou, mas soou mais como uma afirmação.
"Um..." Eu murmurei, olhando entre Rosalie e sua cunhada rapidamente, e não sabendo o que responder. A verdade era que eu odiava fazer compras, mas eu tinha a sensação que isso não impediria Alice Cullen de sua pequena excursão. Não que eu achasse que Rosalie acataria a ideia de uma reunião na Barney por um segundo.
Surpreendentemente, porém, Rosalie olhou para mim, como se esperando pela minha resposta para saber se deveríamos continuar a reunião enquanto provávamos saias de couro de 800 dólares e blusas de seda de 500.
Essa foi a minha primeira pista de que os Cullen eram definitivamente uma classe própria.
"Uh, eu acho que podemos continuar esta reunião mais tarde? Rosalie, eu terei aqueles desenhos e projetos prontos para você quando..."
Rosalie virou-se para Alice, um sorriso no rosto. "Alice, a Barney terá que esperar até depois do trabalho." Ela se virou para me encarar. "Bella, eu acho que você tem um bom controle sobre o que eu estou procurando. Comece nesses esboços e eu darei uma olhada neles esta tarde".
E com isso, eu levantei para sair, assistindo Alice Cullen encarar Rosalie com um beicinho triste no rosto. Seu rosto iluminou de repente de novo e ela se virou para olhar para mim mais uma vez.
"Ei, você é a nova Artista Gráfica, então? Rosalie mencionou você! Você é a nova garota de Washington!" Ela sorriu para mim ansiosamente.
"Uh, sim. Eu sou Isabella Swan. Bella, para abreviar." Esclareci em voz baixa.
"Bella! É um nome bonito!" Ela exclamou. "Então, você está gostando da CCW até agora? Rosalie está te tratando bem?" - seus olhos cintilaram para Rosalie rapidamente e ela lhe deu um sorriso brincalhão - "Você gosta da cidade de Nova York? É muito diferente de Washington? Onde você mora?" Ela atirou cada pergunta de uma vez só, nunca me dando uma chance para responder a qualquer uma delas, até que ela chegou à última e esperou calmamente pelas minhas respostas.
Eu não tinha certeza de qual pergunta responder primeiro. "A CCW é maravilhosa até agora, obrigada. Nova York parece boa, mas eu realmente não tenho tido a oportunidade de ver muito até agora. É muito diferente de onde eu cresci-"
"O que você quer dizer com não teve a chance de ver a cidade ainda?" Ela gritou, chocada. "Onde você mora?"
"Eu moro no Brooklyn, em um bairro chamado DUMBO?" Eu esclareci. "É só..."
Ela me cortou novamente. "Você. Está. Fodidamente. Brincando." Ela olhou de mim para Rosalie novamente. "Rose, por que você não me disse que ela estava morando no DUMBO?" Ela perguntou com incredulidade. Rosalie apenas franziu os lábios e revirou os olhos novamente. Ela resmungou algo incoerente, mas soou como "... Bella... começando... jogaria nela... sua louca".
Alice se virou para mim. "Bella," ela colocou uma mão em seu peito antes de continuar, "eu moro no DUMBO também! Com Jasper, meu noivo! Temos um pequeno e bonito loft à beira do rio!" Ela continuou com um sorriso enorme e feliz em seu rosto. Sorri de volta para ela calorosamente. Seu sorriso era definitivamente contagiante.
Mesmo estando aqui por apenas dois dias naquela época, eu já sabia que Jasper Whitlock, um dos proprietários, era noivo de Alice Cullen, irmã de Emmett e Edward Cullen, os outros dois proprietários da empresa. Parecia que a maioria dos funcionários dessa Agência, enquanto trabalhadores e dedicados aos seus trabalhos, também não conseguiam saber o suficiente da vida pessoal dos Cullen. E enquanto eu não estava ativamente ouvindo qualquer fofoca, algumas delas chegaram aos meus ouvidos enquanto eu estava sentada no meu cubo, ou enquanto caminhava pelos corredores, ou nos elevadores, ou no banheiro feminino etc.
Alice tinha me acompanhado de volta ao meu cubo, conversando animadamente, e nós descobrimos que vivíamos bastante próximas uma da outra. Ela era tão cheia de energia, como um átomo se preparando para explodir. No entanto, eu imediatamente senti uma conexão com ela, sentindo como se eu tivesse encontrado alguém com quem eu pudesse me conectar nesta cidade grande e exigente. Fez-me sentir estranhamente contente saber que ela vivia tão perto. Ela entrou no meu cubo e imediatamente viu a foto que eu tinha de Maddie no pequeno porta-retratos 5x7.
"Oh. Meu. Deus! Esta é a sua filha?" Ela gritou, pegando a foto para admirá-la. Eu balancei minha cabeça orgulhosamente.
"Ela é um absoluto anjo! Qual é nome dela?"
"Maddie. Apelido para Madisen." Respondi calmamente.
"Madisen. Como Madison Avenue!" Alice riu.
Eu dei de ombros. "Eu acho. Exceto com um 'e' no final em vez de um 'o'".
"É um nome muito bonito. Combina com ela perfeitamente. Ela é adorável".
"Obrigada." Eu respirei, com óbvio orgulho em minha voz.
Eu tinha visto os olhos de Alice piscarem rapidamente para minha mão esquerda antes de voltarem para a foto de Maddie. "Então, você é casada?" Ela perguntou, tentando fingir indiferença.
"Não. Divorciada." Eu murmurei.
"Oh. Sinto muito." Ela respondeu em um tom mais suave.
E, por alguma razão, o olhar honesto em seus olhos me fez responder de uma forma que eu nunca esperava, especialmente com alguém que era praticamente um desconhecido. "Não sinta. Tenha certeza que eu não sinto".
Os olhos de Alice haviam registrado surpresa com minha resposta inesperada. E, de repente, estávamos ambas divididas em ataques silenciosos de riso, até que senti meus olhos arderem de lágrimas com a força da minha explosão.
As gargalhadas de Alice finalmente abrandaram e ela olhou para mim com um brilho cintilante nos olhos. "Bella Swan." Ela declarou, "Eu acho que este é o começo de uma bela amizade".
Portanto, pelo último par de semanas, Alice descia para o escritório algumas vezes por semana, e depois de visitar Jasper, ela vinha até o nosso andar para ver Rosalie e eu para um rápido olá. Eu tinha percebido que ela e Rosalie eram boas amigas. Tornara-se óbvio para mim que os Cullen eram uma família muito unida. Emmett vinha até o nosso andar um par de vezes por dia para ver Rosalie. Ele era um homem enorme, musculoso e bonito, e tinha uma forte risada contagiante que podia ser ouvida em todo o andar inteiro quando ele estava aqui. Eu o conheci no escritório de Rosalie no meu primeiro dia aqui e ele foi muito atencioso. Seus olhos verdes combinavam com os da sua irmã, e ambos tinham o mesmo brilho perverso em seus olhos.
Eu conheci Jasper no mesmo dia em que conheci Alice. Ela veio até aqui embaixo para dizer adeus antes sair e tinha arrastado seu noivo com ela. E embora ele não fosse um Cullen, eu não pude deixar de notar o quão atraente Jasper Whitlock também era. Ele era alto e loiro, com brilhantes olhos azul-céu, e uma disposição calma que imediatamente o coloca à vontade. Ele desculpou-se comigo por não ter se apresentado mais cedo, mas ele disse que tinha algumas questões prementes para cuidar, e enquanto ele falava, eu notei o leve, mas presente, sotaque do Sul, e isso me fez sorrir.
Portanto, foi assim que percebi que os irmãos Cullen, assim como seus pares, tinham as personalidades mais incríveis que eu já encontrei, e eu pude ver imediatamente por que o público estava tão tomado pelo Clã Cullen. Encontrei-me perguntado se o último dos irmãos Cullen que eu ainda tinha que conhecer, Edward Cullen, que tinha estado afastado atualmente em uma viagem de negócios, seria tão maravilhoso como o resto da sua família.
E no meu primeiro encontro com ele, ele tinha estado, aparentemente, escondido em uma pequena sala de conferência, apalpando uma das minhas colegas de trabalho. E eu imaginando uma grande personalidade.
Fui arrancada de volta ao presente com a resposta da minha filha ao comentário de Edward sobre sua irmã.
"Sério? Nós moramos no Brootlyn também! Certo, mamãe?" Maddie puxou meu braço enquanto aguardava minha confirmação, e Edward olhou de volta para mim.
"Sim, querida." Eu respondi calmamente, mantendo meus olhos nela.
Maddie voltou sua atenção para o seu novo herói. "Mamãe tem uma amiga que vive no Brootlyn como nós. Ela é muito legal. Ela me compou sorvete no outro dia quando eu estava aqui!"
Felizmente, o elevador chegou ao saguão exatamente quando Maddie terminou de falar. Quando as portas abriram, eu soltei um suspiro que ainda não tinha percebido que estava segurando. Edward saiu primeiro e apoiou seu braço para segurar a porta do elevador.
"Obrigada." Eu murmurei enquanto saía com Maddie.
"Para onde você vai, Edwood?" Maddie perguntou enquanto caminhávamos pelo saguão, com Edward do outro lado de Maddie.
"Oh, eu só estou saindo para uma rápida xícara de café." Ele respondeu a ela gentilmente.
"Mamãe bebe café às vezes. Não é, mamãe?" Maddie perguntou enquanto puxava meu braço novamente.
"Às vezes." Eu concordei, mantendo meus olhos para a frente e focando em meus passos. Eu sempre fui mais ou menos deselegante, e mesmo aos 25 anos, eu finalmente superei minha falta de jeito, mas ainda tropeçava e caía de vez em quando, e eu queria ter certeza de que este não fosse um desses momentos.
Edward olhou de volta para mim. "Você gostaria de um copo de..."
"Não, obrigada." Respondi rapidamente, nem sequer dando a ele uma chance de terminar a frase. Eu me encolhi internamente pela minha grosseria óbvia, mas eu não queria que ele pensasse que eu andava treinando minha filha para enganar os estranhos em me oferecer uma xícara de café. A última coisa que eu precisava era Edward Cullen pensando que eu era uma das suas novas fãs.
Edward simplesmente balançou a cabeça e olhou para longe de mim quando finalmente saímos do edifício. Era um dia quente de final de agosto, ele havia deixado seu casaco lá em cima e tinha afrouxado sua gravata. Olhei para ele rapidamente enquanto ele olhava as ruas movimentadas de Manhattan, observando como o sol brilhante cintilou em seus olhos verde-esmeralda. Jesus, Maria e José, ele era bonito. Seu perfil forte e másculo era tão perfeito que parecia ter sido esculpido em pedra. Sua mandíbula era quase um quadrado perfeito, e eu observei, quase hipnotizada, como seu pomo de Adão subia e descia quando ele engolia, parecendo um pouco nervoso por algum motivo.
Notei que ele não estava usando as mesmas roupas de antes. Estas calças, apesar de escuras como as que ele usava no início desta manhã, estavam bem passadas, e sua camisa branca estava impecável, sem nenhuma ruga nela. Seu cabelo ainda estava indisciplinado, mas quando eu o vi passar a mão rapidamente por ele, percebi que eram as mãos dele que o deixavam dessa forma, em vez das de outra pessoa. Por alguma razão, esse conhecimento trouxe consigo uma sensação de alívio. Não que isso fizesse alguma diferença na minha vida, de uma forma ou de outra. Por alguma razão inexplicável, o pensamento encheu-me com uma pontada de tristeza súbita. Mas eu tinha uma e só uma prioridade na minha vida, a menininha segurando firmemente a minha mão agora. E eu não queria e não precisava de mais nada.
Edward voltou seus olhos para Maddie, mas antes de ela olhar de volta para ele, eu pensei ter visto alguma confusão em seus olhos. No entanto, logo que ela voltou sua atenção para ele, aquele olhar desapareceu e o olhar de admiração que eu pensei ter detectado anteriormente havia retornado. Ele deu a ela um sorriso enorme e deslumbrante, e ela riu para ele, completamente tomada.
"Bem, Princesa Maddie, foi realmente o destaque do meu dia conhecer você, como também sua mamãe." Ele lançou um rápido olhar para mim. Eu dei-lhe um pequeno e rápido sorriso. Maddie continuou rindo. "Você promete vir nos visitar novamente em breve?" Ele perguntou esperançosamente.
"Se minha mamãe me permitir." Maddie respondeu. Ela pensou por um momento antes de continuar com uma voz animada. "Você pode vir nos visitar no Brootlyn? Eu posso te mostrar meus brinquedos, e a vara de pescar que meu vovô Charlie fez para mim, e o apanhador de sonho que o tio Jake fez para mim e a minha mamãe." - Os olhos de Edward piscaram rapidamente para mim antes de sorrir de volta para Maddie - "e nós podemos desenhar juntos, e mamãe pode mostrar para você suas pinturas, e podemos ser amigos pala sempe." Ela terminou esperançosamente.
Minha boca estava aberta em um silêncio atordoado. Minha tímida filha de quatro anos tinha acabado de convidar um perfeito desconhecido para a nossa casa e, o que era mais incrível, tinha, em uma frase, se aberto mais para ele do que ela tinha com qualquer pessoa - exceto, talvez, sua irmã Alice - desde que tínhamos chegado nesta cidade. Incluindo os professores nas duas pré-escolas que eu tentei com ela até agora. Ela não tinha mencionado meu pai ou Jake para qualquer um desde que tínhamos chegado aqui, segurando-os e suas memórias como um segredo que ela não estava pronta para compartilhar com ninguém ainda.
Edward também pareceu ter sido pego de surpresa com o convite de Maddie, e não tendo certeza de como responder a ela, ele olhou para mim rapidamente.
"Hum, Maddie, querida, Edward é muito ocupado, meu amor. Eu tenho certeza que ele amaria ver os seus brinquedos, mas..." - Eu podia ver o rosto de Maddie começa a cair e os cantos da sua boquinha se curvarem para baixo.
"Que tal," Edward começou, interrompendo-me e olhando para mim enquanto falava, "por que você não traz essa vara de pesca e esse apanhador de sonhos com você na próxima vez que você vier, e certifique-se que a sai mamãe a leve até o meu escritório para que você possa mostrá-los para mim e contar-me tudo sobre eles." Ele olhou para Maddie e continuou com um sorriso fácil. "E eu tenho toneladas e toneladas de papel lá dentro e nós podemos fazer tudo que você quiser de colorir. Como isso soa?"
Maddie olhou para mim com expectativa e eu sorri suavemente para ela, acenando para que ela soubesse que a sugestão de Edward soava bem. Ela sorriu hesitantemente no início, mas depois seus olhos brilharam e seu sorriso cresceu. Ela olhou de volta para Edward animadamente.
"Você promete que você vai desenhar comigo? E você promete ser meu amigo pala sempe?"
Edward lentamente ajoelhou-se ao nível dela. Ele olhou para ela com curiosidade por alguns segundos, seus olhos estreitados em confusão de novo, como se ele estivesse tentando descobrir algo. "Eu prometo desenhar com você tanto quanto você quiser, e eu prometo ser seu amigo por quanto tempo você quiser a minha amizade".
E, como um relâmpago, antes que eu pudesse detê-la, Maddie jogou seus braços em volta dos ombros de Edward, pegando nós dois de surpresa. Eu podia ver os olhos de Edward arregalarem em choque, mas depois, lentamente, cuidadosamente, ele colocou seus braços fortes em torno dela delicadamente, e rapidamente olhou para mim, como se tivesse medo de ter feito algo errado.
E, honestamente, sob circunstâncias normais, eu não teria ficado muito feliz com um homem que acabei de conhecer abraçando minha filha. Mas... tudo o que eu pude fazer foi olhar para eles, completamente aturdida porque, ao contrário de Edward, eu sabia como isso era realmente inacreditável. Maddie tinha estado trancada dentro de si desde que tínhamos deixado Forks, não tendo certeza de onde ela se encaixava agora, não tendo certeza em quem confiar e, em uma manhã, ela se abriu e seu coração, ao que parecia, a ninguém menos que Edward Cullen.
O que estava acontecendo aqui?
Maddie lentamente se afastou de Edward, um sorriso enorme e satisfeito em seu rosto. "Tchau, Edwood, vejo você em beve!" Ela exclamou, apaziguada agora.
Edward riu levemente. "Tchau, Princesa." Ele riu. Seu rosto ficou sério de repente, e ele olhou de volta para mim.
"Você vai para casa de metrô?" Ele perguntou atentamente.
"Hum, sim".
Ele pareceu debater algo por um segundo antes de voltar para Maddie com um olhar firme.
"Apenas certifique-se de segurar a mão da sua mamãe bem apertada no trem." Ele parecia genuinamente preocupado.
Maddie deu uma risadinha. "Isso é exatamente o que a mamãe diz!" Ela confirmou. Edward riu e levantou. Ele olhou para mim, seus olhos ilegíveis, ainda procurando. Ele me deu um daqueles sorrisos tortos característicos que eu estava tão acostumada a ver na capa das revistas - mas aqui, em pessoa, eu não pude deixar de pensar que ele parecia muito mais real, muito mais genuíno do que nos jornais.
"Tenha uma viagem segura para casa." Sua voz era sincera. "E boa sorte com a babá. Espero que dê tudo certo para você".
A intensidade da sua voz suave me confundiu, e tudo o que eu consegui dizer foi um simples "obrigada" antes de me virar e ir embora, sentindo seus olhos em mim por todo o caminho até a estação de metrô no mesmo quarteirão.
Mas. Que. Inferno?
Nota da Tradutora:
Olá meninas! (creio que não tenha nenhum menino lendo, se tiver, por favor, me corrija!)
Sim, vocês estão ganhando mais um capítulo porque nos deixaram felizes com a resposta do primeiro. Continuem assim!
Ju, obrigada por me aceitar como parceira! Espero que seja a primeira de muitas.
Gostaria também de agradecer as boas vindas! Vocês são uns amores.
Beijos,
Nai
Nota da Ju:
Bem, eu fiquei realmente impressionada com a resposta de vc´s ao primeiro capítulo dessa fic, por isso conversei com a Nai e resolvemos postar esse capítulo como agradecimento a todas que deixaram reviews!
O próximo cap. será postado na semana que vem, ainda não decidi o dia certo. E para quem perguntou, essa fic está finalizada sim e tem 39 capítulos.
Continuem sendo tão espetaculares com as reviews e, quem sabe, podemos surgir com mais "bônus" assim... afinal, essa Maddie vai deixar vc´s louquinhas de paixão por ela.
Deixem reviews!
Bjs,
Ju
