N/A- Aqui etsá o primeiro capítulo, bem maior que o prólogo!!!! Hahahahahaha, não que fosee muito difícil!
Capítulo 1
Reencontro
Dean Winchester cantarolava junto com o rádio, enquanto dirigia pelas ruas calmas de uma cidadezinha, no interior da California, perto de São Francisco. Ele olhava com impaciência as pessoas que caminhavam em direção à praia, se divertindo. Era um pouco depois da hora do almoço, e ele estava com fome. Não havia parado de dirigir desde manhã, estava cansado e irritado. Olhou mais uma vez para o pedaço de papel com o endereço que conseguira com o sistema de informações. A rua estava certa, procurou pelo número 137. Era um pequeno prédio de tijolos à vista, com um pequeno jardim em frente e um portão de ferro baixo.
Estacionou seu velho Chevy Impala, e desceu suspirando fundo. Já faziam alguns meses desde que vira Sam pela última vez. Após a morte do demônio que perseguiram durante anos, ambos concordaram que deviam seguir seu próprio caminho em busca do tempo perdido. Sam voltara para a faculdade, meio a contragosto e Dean... bem, Dean estava ali agora. Precisava falar com Sam mais uma vez. Entrou no pequeno prédio, e se aproximou da mesa com o porteiro.
-Olá, eu procuro Samuel Winchester. Ele mora no número 101, certo?- perguntou verificando no pedaço de papel
-Primeiro andar, primeira porta à direita.- o velho homem respondeu, apontando uma escada, sem desviar os olhos da pequena televisão branco e preta, onde passava um jogo de baseball.
-Obrigado.- Dean disse, com uma leve pancada no balcão.
Ele subiu rapidamente até o primeiro andar, o lugar parecia novo, era limpo e claro. Se comparado com os lugares onde Dean havia morado nos último dias, aquilo era um palácio. Sammy devia estar realmente se dando bem na faculdade. Ele chegou em frente a porta onde havia o número 101 em bronze e tocou a campainha. Ninguém atendeu, tocou de novo se virando para o corredor com outras três portas iguais aquela. A porta se abriu com um rangido segundos depois:
-Sammy, por que demorou tanto...? - ele começou a dizer, mas parou a ver um olho castanho espiando-o por uma fresta na porta.- Her... oi. Eu acho que houve um engano.- ele disse sem graça.- Me desculpe, mas...
-Mas?- a garota perguntou, abrindo a porta um pouco mais. Dean pode ver que ela tinha cabelos curtos castanhos, e um rosto bonito, mas nada fora do normal. Mesmo assim, Dean sorriu charmoso para ela.
-Me disseram que um cara mora nesse apartamento, mas obviamente...
-E mora.- ela o interrompeu.
-Sim.- Dean riu.- Mas, com certeza não é o Sammy.
-Samuel Winchester?- ela perguntou.
-É.- Dean concordou surpreso.- Você o conhece?
-Obviamente.
-E ele está aí? Você pode chama-lo?
-Não, ele não está aqui.- ela respondeu tentando fechar a porta, mas ele a parou segurando-a aberta.
-Espere, por que não me convida para entrar?- ele perguntou desconfiado. Aquela garota era muito estranha, não sorrira para ele nenhuma vez, falando apenas frases curtas. Ele havia visto muita coisa para não desconfiar, mesmo que fosse de garotas.
-Porque eu não sei quem você é.- ela respondeu fechando a porta com força, e se Dean não tivesse segurado-a com as duas mãos, ela teria fechado.
-Eu sou o irmão dele.- falou, forçando a porta aberta e mostrando sua carteira onde seu RG estava.
-Você diz que é.- ela respondeu.
-Quem é você, afinal?
-Não te interessa.
-Onde ele está? O que fez com ele?
-Nada ruim, se quer mesmo saber. Volte depois. - ela respondeu, empurrando a porta com mais força. Eles pareciam duas crianças brincando no meio do corredor.
-Não até eu descobrir o que fez com ele!- Dean insistiu, empurrando a porta com força, que se abriu um poucos centímetros. Mesmo sendo baixa, a garota era realmente forte, o que apenas aumentou as suspeitas de Dean.
-Nada! Eu já disse.
-Por que será que eu não acredito em você...?- Dean perdeu o fôlego com o esforço.
Eles estavam naquela luta, quando Dean ouviu alguém subindo as escadas. Xingou baixinho, a última coisa que precisava era ser preso por tentativa de invasão de domicílio. Então, para sua surpresa, ouviu a voz de Sam.
-Dean!- a voz de Sam soou surpresa ao ver o irmão.- O que faz aqui? O que está acontecendo?
Imediatamente Sam e a garota pararam de brigar pela porta. Dean se indireitou, sorrindo e ajeitando a jaqueta. Sam se aproximou abraçando o irmão com força.
-Por que voltou? Pensei que...
-É! - Dean o interrompeu, soltando-o.- Acabou não dando certo.
-Oh, sinto muito cara.
-Não, está tudo bem.- Dean forçou um sorriso, e deu de ombros como se não fosse nada. - Eu apenas pensei em dar uma passada, ver como meu irmãozinho está. Parece que bem, não é? Olhando onde você mora, achei que ia ficar nos alojamentos da faculdade.
-Eu larguei a faculdade à um tempo, Dean.- Sam respondeu sério, ao ver o sorriso do irmão sumir. - Eu simplesmente não pude continuar.
Dean ficou em silencio, sem saber o que falar. Parte dele estava feliz em rever Sam, a outra brava por ele ter perdido a oportunidade de estudar e ser alguém na vida.
-Hum, hum.- alguém fingiu tossir, chamando a atenção de ambos. Ao se virar, Dean viu que a garota continuava parada na porta.
-Oh, sim!- Sam exclamou sorrindo.- Vejo que você já, hum... conheceu a Aella.
-Sim, mas ainda não fomos apresentados.- Dean se virou sorridente para a garota, mas ela pode ver que ele estava aborrecido com ela.
-Aella, este é meu irmão Dean. Eu te falei sobre ele.
-Prazer.- ela respondeu ainda séria, apertando a mão de Dean.
-Dean, esta é Aella.- Sam continuou- Ela é minha... ha...
-Amiga. - Aella se apressou a dizer, sorrindo.- Uma amiga muito próxima.
Dean olhou da garota para Sam, e entendeu o que ela quisera dizer, mas não gostou nem um pouco.
-Você não quer entrar?- Sam perguntou.- Está com fome?
-Oh, morrendo.- Dean repetiu, ainda olhando desconfiado para Aella. - Poderia comer um boi inteiro, se é que me entende.
-Eu preparo um sanduíche. Vou deixar os dois conversarem sozinhos. - ela disse, sorrindo para Sam, que sorriu de volta, e saiu para a cozinha.
Dean entrou no apartamento, não era grande, mas muito bem mobiliado e confortável. As paredes brancas, uma televisão em um canto, estantes com livros, móveis com objetos e plantas, e uma mesa de jantar para seis pessoas. Dean pegou uma fotografia numa mesinha de canto. A foto mostrava ele e Sam pequenos.
-Então, como é ser dona-de-casa?- perguntou a Sam.
-Até que é divertido, algumas vezes.- Sam respondeu, arrumando o porta-retrado que Dean havia colocado no lugar errado.- Então, o que aconteceu com você enquanto esteve fora?
-Oh, o de sempre. - Dean respondeu dando de ombros, olhando em volta o apartamento.- Monstros, espíritos revoltados e violentos, vampiros, traição... E você?
-Nada demais.-Sam respondeu, sentando em uma poltrona - Deixei a faculdade, arrumei um emprego em uma loja de ferramentas. Continuo a vida.
-E o que o motivou a colocar aquele guarda-costas na porta?- Dean sorriu, acenando para a cozinha com a cabeça.
-Quem? A Aella? Bem, ela não é exatamente minha guarda-costas. Ela mais como minha...
-Pronto, garotos Winchester.- Aella voltou para a sala com uma bandeja com sanduíches e suco, que colocou na mesa.- Hora de comer.
Aliviado com a interrupção Sam se sentou na mesa, onde Dean se juntou pouco depois, ainda olhando desconfiado a garota que servia suco em três copos grandes. Ele pegou faminto o primeiro sanduíche, e ao morde-lo engasgou.
-Tem pimenta neles?- Dean perguntou, engolindo em seco.
-Tem, achei que não se importasse.- Aella respondeu olhando dele para Sam.
-Na verdade, Dean é alérgico. Achei que tivesse te contado. - Sam respondeu preocupado.
-Hum.- Dean murmurou, engolindo muito suco.- Não tem problema.
-Me desculpe.- Aella respondeu calmamente.- Eu não sabia.
-Eu disse tudo bem.- Dean respondeu um pouco bruscamente demais.
-Eu vou ver se tem mais pão.- Sam se ofereceu.
O silencio caiu sobre a mesa, Dean olhava aborrecido para Aella, que comia seu sanduiche inocentemente. A tensão só sumiu quando Sam reapareceu com o novo prato de sanduíches.
-Conta como foram suas caçadas.- Sam pediu, e Dean olhou significamente para Aella.- Oh, não se preocupe.- Sam riu - Ela sabe de tudo.
-Sabe de tudo... Sobre nós?- Dean perguntou confuso.
-Não fique bravo, Dean. Ele não sabe por minha causa, ela sabe por causa da mãe dela.
-Como assim?
-Ela é uma caçadora de assombrações como nós. E como sua mãe dela antes.
-É por isso que não deixei você entrar antes.- ela respondeu.- Você poderia ser qualquer coisa, tetando entrar.
-Você não consegue ver a diferença entre mim e um monstro?
-Na verdade não. - Aella respondeu.- Já vi muitas pessoas que pareciam normais, e que na realidade, a última coisa que eram, era normal.
-Você se lembra da Sra. Morgan?- Sam perguntou de repente.
-A bibliotecária da sua faculdade? - Dean perguntou.- Lembro sim, ela era muito gentil.
-Nós a encontramos um pouco diferente, umas duas semanas atrás. Um pouco mais feia e ... mais violenta. Ela tentou cortar a cabeça da Aella fora, na realidade.- Sam respondeu, e Dean olhou para a garota que o encarava como quem dissesse ' viu'?
-Uau.- Dean riu nervoso, muito surpreso- Por essa eu não esperava. Ela foi tão gentil ao me ajudar a te encontrar, aquela vez, parecia uma velinha tão inocente.
-As pessoas são mais do que parecem.- Aella falou, dando mais uma mordida em seu sanduíche.
-Mas, você ainda não me disse o que faz aqui.- Sam continuou.
-Vim visitar meu irmão! Isso não é razão o bastante?- Dean murmurou sorridente.
Sam não respondeu, encarando-o.
-Ok.- Dean suspirou.- Eu confesso. Vim caçar uma coisa, que está perto daqui. Pensei se você não gostaria de me ajudar, sabe? Como nos velhos tempos.
-Eu não sei, Dean. Eu tenho que trabalhar amanhã e...
-Que tipo de coisa?- Aella perguntou interessada.
-Ah, bem. Se não quiser ajudar.- Dean respondeu a Sam, ignorando a menina.
-Não, eu quero. - Sam respondeu, observando a expressão de Aella. A garota tinha um brilho estranho nos olhos.- Não agüento mais aquela loja mesmo. E Aella parece estar realmente empolgada.
-Eu estou! Faz muito tempo que você não me deixa caçar!- ela falou como se o acusasse.
-Quando eu conheci Aella ela estava morrendo.- Sam explicou a Dean.- Foi pega por um espírito que estava sugando toda sua energia.
-Mas, eu já estou boa! Então, você está caçando o quê?- ela perguntou com tanta firmesa que Dean se viu respondendo.
-Na realidade eu não sei.- ele falou, sem desviar os olhos da expressão assustadoramente faminta dela.- Mas, o que quer que seja está fazendo um grandes estrago. Mais de dez mortos até agora, e se não me engano, umas outras quarenta mortes espalhadas pelo estado nos últimos seis meses.
N/A- Se gostaram, comentem por favor, para eu poder continuar. E digam o que acham da Aella, porque ela vai ser muito importante para a série. Beijos onde o sol bate, Madam Tessa!
