— Para onde? — perguntou o taxista, suando profusamente e esticando o pescoço para dar uma olhada em Lily no banco de trás, as anáguas armadas do vestido de noiva fazendo com que a seda branca se alteasse feito velas imensas de uma embarcação antiga.

O interior do táxi estava malcheiroso, ela abriu a janela para deixar o ar circular.

— Para qualquer lugar — disse quase tossindo, precisando de uma brisa fresca, mas o ar quente e abafadiço de fora só a deixou ainda mais nauseada.

O taxista lançou-lhe outro olhar.

— Tenho de ir para algum lugar, moça.

Para onde ir, para onde ir depois de ter deixado sua família, James e quatrocentas e cinqüenta pessoas para trás na igreja?

Ela teria de ir para algum lugar onde ninguém a encontrasse. Algum lugar onde não houvesse ninguém.

— Para o Edifício Torre, em Wall Street — disse Lily, afundando no assento, dando o nome do prédio onde trabalhava.

Era sábado, o escritório estaria deserto, e nem sequer James pensaria em procurá-la lá.

Fechando os olhos, tentou esquecer que acabara de fugir de seu próprio casamento, que ela, Lily Evans, deixara James Potter, o solteiro mais sexy de Nova York, plantado no altar.

Mas, de olhos fechados, ela viu tudo, viu como aconteceu.

Sabia até qual fora o dia... a hora... o momento... em que tudo em sua vida mudara.

Dezesseis de junho. O escritório dele. A insegurança dela.

— Mily, preciso de cópias disto imediatamente — disse James Potter, atirando uma papelada na mesa sem levantar os olhos — e que os dois relatórios de cima sejam enviados por fax para o cliente anotado na folha de rosto.

Lily sentiu um aperto no peito. Havia cinco meses e meio que trabalhava para ele. Cinco meses e meio, e o homem ainda não sabia seu nome.

— É Lily — corrigiu-o timidamente, o rubor espalhando-se por suas faces.

— O quê?

Ela engoliu em seco, mortificada. Já o corrigira antes, inúmeras vezes, na verdade, mas o chefe sempre estivera saindo, ou entrando do escritório, ou em meio a algo importante e, daquele modo, ela perdoara os deslizes e arranjara justificativas para ele.

Mas depois de cinco meses e meio, as desculpas haviam se esgotado. A paciência dela acabara. Não podia continuar daquela maneira, não conseguia lidar com o fato de permanecer invisível. Era decididamente tempo de dar um basta àquilo.

Depois de respirar fundo, falou:

— Você me chamou de Mily.

Ele não levantou os olhos. Sua atenção nunca se desviava de seu Palm Pilot, o computador de bolso, onde estava fazendo várias anotações.

— Sim.

Lily umedeceu os lábios, ciente de seu nervosismo e jamais tendo se sentido tão desajeitada, ou tola. E, pior de tudo, com o orgulho ferido pelo fato de o Sr. Potter continuar completamente alheio à sua existência, enquanto ela sabia... e era esperado que soubesse... tudo a respeito dele.

James Potter. Nascido em vinte e sete de março, em Boston, Massachusetts.

Ele recebia quatro jornais diariamente, mas só começava a ler depois de ter se exercitado na esteira e com pesos usados em sua ginástica matinal.

Lia todas as seções importantes de negócios dos jornais entre seis e sete da manhã, horário no qual bebia exatamente duas xícaras e meia de café puro e forte. Não comia nada até o almoço... salada leve e frango grelhado de um restaurante que entregava todos os dias... e trabalhava ininterruptamente até as três horas, quando ela lhe levava uma xícara de café expresso.

Tamanho da camisa: dois. Número que calçava: quarenta e dois.

Altura: um metro e noventa. Peso: noventa quilos de músculos proporcionalmente distribuídos... ele nunca variava de peso.

Vestia-se impecavelmente.

Lily sabia de tudo aquilo e muito mais e, ainda assim, o chefe nem sequer sabia seu nome. Tornando a respirar fundo, disse antes de perder a coragem:

— Sr. Potter, meu nome é Lily, não Mily. Sou Lily Evans e trabalho aqui desde o dia dois de janeiro.

Ele ergueu a cabeça.

— Oh...

Ela endireitou as costas e os ombros, tentando dar a impressão que era mais alta, mais imponente de que seu metro e sessenta e cinco de altura.

— Eu substituí a Srta. Dirkle. E a Srta. Dirkle substituiu a Srta. Hunts. E a Srta. Hunts, creio eu, havia ficado no lugar da Sra. McGonagall.

— Sim. Srta. Dirkle, Srta. Hunts, eu me lembro.

Eles estavam fazendo progresso. Fora estabelecido o contato visual. Ele reconhecia alguns nomes. E parecia estar escutando. Ótimo.

Chegara o momento de mencionar a sexta-feira.

Sexta-feira, dali a quatro dias, ela teria uma entrevista final em Charleston para um cargo semelhante ao que exercia agora, secretária executiva do presidente de uma empresa. As responsabilidades do emprego e o salário eram equivalentes aos que tinha agora, com a exceção de que o custo de vida em Charleston era bem mais acessível do que em Manhattan, e ela iria trabalhar para um cavalheiro gentil, com ares de avô, na casa dos sessenta, em vez de para James Potter, eleito o solteiro mais cobiçado de Wall Street.

— Quanto a sexta-feira, Sr. Potter...

— O que há na sexta-feira?

— Eu lhe enviei um memorando.

— Eu não me lembro.

Havia momentos em que Lily se perguntava como ele podia ser o mais jovem, agressivo e audaz gênio das finanças de Nova York. Todos diziam que era brilhante. Sua corretora de valores recebia mais reconhecimento da imprensa do que qualquer outra firma de investimentos de Wall Street, citando a liderança dele, sua percepção e intuição, mas o homem não demonstrava a menor percepção e intuição com sua assistente.

Corando, Lily segurou a papelada de encontro ao peito.

— Eu lhe deixei um memorando duas semanas atrás quanto a precisar da próxima sexta-feira de folga e, depois, um e-mail de confirmação na semana passada...

— Lamento. — Ele sacudiu a cabeça uma vez, o olhar já desviando para a mesa, enquanto estendia a mão para o telefone. — De qualquer modo, sexta-feira não é um dia propício. Não será possível. Espere até mais ao final do verão, está certo?

Errado. Completamente errado. Não apenas ela recebera um não como resposta, mas também perdera a atenção dele. Bastou vinte segundos de conversa, e o chefe já se desligara mentalmente.

Ela lançou-lhe um olhar mortificado, lutando contra as lágrimas, perguntando-se exatamente o que se passava por aquela cabeça.

O homem era incrivelmente bonito. As mulheres caíam aos pés dele em penca.

No ano anterior, até fora votado o Solteiro Mais Cobiçado de Wall Street. Seis meses antes fora eleito o Solteiro Mais Sexy de Nova York, e as entregas das floriculturas continuavam em profusão. Congratulações em forma de rosas vermelhas, arranjos de plantas sofisticados, orquídeas elegantes. Socialites, modelos, atrizes, esposas de outros homens... todas o queriam.

Incluindo ela.

Tentou estudá-lo com imparcialidade, mas não havia nada de imparcial em seus sentimentos pelo homem.

James Potter tinha traços marcantes e másculos, nariz clássico, sérios e penetrantes olhos castanho esverdeados e era agraciado com a boca e o queixo mais perfeitos de toda a Nova York. Na verdade, o seu rosto era o mais perfeito da cidade.

Manhattan era um lugar de gente bonita, e ele era o mais bonito de todos. Mas Lily não conseguia mais lidar com aquilo, não podia continuar sendo um zero à esquerda, uma pessoa insignificante e, logo, partiria, para um novo emprego, em busca de um ritmo mais tranqüilo de vida, trabalhando para um senhor de cabelos brancos e óculos bifocais.

— Posso imprimir outro memorando, Sr. Potter. O original ainda está gravado no meu computador.

Ele sacudiu a cabeça enquanto tirava o telefone do gancho e começava a fazer outra ligação sem lançar um único olhar na direção dela.

— Não importa. Sexta-feira não é um bom dia.

— Mas eu lhe pedi duas semanas atrás. — Lily sentiu sua voz esmorecendo e fortaleceu-a de imediato. — Você não disse não na ocasião.

— Eu não disse absolutamente nada.

— Exato!

— Você não pode tomar uma falta de resposta como um sim.

— Mas, Sr. Potter...

Ele ergueu a cabeça abruptamente.

— É por causa de alguma emergência de família?

— Não.

— Morte na família?

— Não.

— Morte de um amigo, ou de um ex-colega?

— Nenhuma morte. É uma ausência por motivos pessoais.

Ele a fitava e, de fato, tinha olhos bonitos e, enquanto a fitava daquele jeito, Lily pôde jurar que o homem enxergava através dela. Literalmente. Através dela para a parede logo atrás, com o grande relógio e o quadro caro.

Perdera-o novamente. O homem nem sequer estava pensando mais sobre seu pedido. Estava pensando em cifras, índices de mercado, cotações da bolsa... Enfim, em tudo exceto no que ela precisava.

— Ausência por motivos pessoais — repetiu ele num tom manso, o cenho franzido.

— Sim.

Ele ainda a encarava, estreitando os olhos de leve.

— Na sexta-feira.

— Sim.

— Durante minha reunião com clientes?

Ela atraíra-lhe a atenção por completo agora e sentiu-se bastante desconfortável sob o peso daquele olhar.

— Encontrei uma substituta — disse, a voz falhando, a compostura ameaçando desmoronar. — É altamente qualificada, sabe estenografia, informática...

— Não. Lamento — interrompeu-a ele impiedosamente. Era evidente que considerava a conversa encerrada. — E quanto às cópias que pedi e os documentos a serem enviados por fax, Lily, vai providenciar isso imediatamente?

James Potter observou a espinha rígida de Lily Evans, enquanto ela marchava de seu escritório, o som dos práticos sapatos de salto baixo abafados pelo carpete, os grandes óculos escorregando-lhe pelo nariz.

— Feche a porta, por favor — acrescentou educadamente, tornando a pegar o telefone.

Ela virou-se para a maçaneta da porta e a frente de seu blazer marrom abriu-se um pouco, expondo a sóbria blusa creme, abotoada até o pescoço. O blazer pesado não era apropriado para o forte calor de junho, e a blusa creme não lhe realçava o tom claro da pele, mas, afinal, nada do que ela usava tinha estilo, o que estava perfeitamente bem para ele. Trabalho e prazer nunca se misturavam.

De qualquer modo, James não pôde deixar de notar um leve tremor na mão dela e teria de ser cego para não perceber que sua secretária estava aborrecida.

Bem, eram dois.

Sabia exatamente porque ela queria folga na sexta-feira e aquilo o enfurecia.

A Srta. Evans, a sua reservada e despretensiosa Srta. Evans, tinha uma entrevista marcada para sexta-feira na Carolina do Sul. Sua assistente estava à procura de outro emprego enquanto era necessária ali. Enquanto ele precisava dela ali.

A imprensa estava esmiuçando o seu passado como se fosse um sítio arqueológico, à procura de aspectos interessantes. Estavam dando telefonemas, investigando pistas, tentando descobrir se James Potter era realmente o herói de contos de fada que parecia ser.

Ele abriu um sorriso irônico. Vida de contos de fada? Dificilmente. Mas os detalhes de seu passado lhe pertenciam e, mesmo agora, vinte anos depois de ter sido adotado, ainda conhecia o estigma de ter origem humilde, em vez de ter nascido em berço de ouro.

Os Potter eram verdadeiros santos, pensou James, engolindo em seco. Haviam sabido desde o início quem ele era, quais suas origens e o haviam levado para casa assim mesmo. Haviam-no tornado um deles. Haviam lhe dado seu nome, seu amor, sua segurança, e aquilo fora maravilhoso. Mas, agora, o fato de ele estar tão em evidência era insuportável. Não era que tivesse vergonha de seu passado, mas não queria que Tom Riddle levasse nenhum crédito, nem que obtivesse atenção, nem que saboreasse o sucesso do filho.

A única maneira de lutar contra a pressão de sua vida pessoal e profissional era manter rédea curta sobre suas emoções, manter sua concentração, seguir sua programação diária.

E ninguém, absolutamente ninguém, era melhor do que Lily Evans para mantê-lo nos eixos.

Ela conhecia seu trabalho. Era, sem dúvida, a melhor secretária que já tivera em anos e, depois de ter tentado uma meia dúzia de assistentes em menos de um ano, gostaria de ficar com ela.

Olhou para a porta fechada por um momento, lembrando-se da expressão desapontada no rosto da Srta. Evans e, por um instante, pensou em chamá-la de volta a seu escritório.

Mas o que diria, então? Sei que está em busca de outro emprego e não quero que saia? Fora de cogitação.

Ele era o chefe, tomava as decisões. Ela era a assistente executiva e as implementava.

Impacientemente, tirou o fone do gancho, fez outra ligação, sentindo a intensa pressão em que estivera durante meses. Ao longo do ano anterior, seus negócios tinham crescido vertiginosamente. O trabalho era extenuante. O grande volume de transações e as altas cifras envolvidas de roubar o fôlego.

Lily Evans não podia deixar a corretora. Precisava dela. Dependia de seu trabalho. Dar-lhe a sexta-feira de folga? Nem pensar.


De volta a sua mesa, o rosto ainda afogueado, a raiva e a desolação consumindo-a por dentro, Lily providenciou as cópias necessárias e enviou por fax os documentos que o Sr. Potter pedira. Depois, verificou os e-mails que haviam se acumulado durante a tarde.

Trabalhou automaticamente, respondendo os mais urgentes, imprimindo e encaminhando o que era necessário, ainda enquanto sua mente funcionava freneticamente.

Não podia, não iria, perder a entrevista de emprego.

Poderia voltar ao escritório do chefe e argumentar quanto a sua necessidade pessoal de um dia de folga, ou simplesmente não aparecer no escritório na sexta-feira de manhã. Afinal, o Sr. Potter tinha outras secretárias na corretora capazes de substituí-la. A Investimentos Potter contava com uma equipe de dezessete funcionários, o que incluía as duas assistentes dos analistas de mercado e as duas assistentes dos corretores.

A presença dela não era imprescindível na sexta-feira. Qualquer uma das demais assistentes poderia tomar notas, servir café e forçar sorrisos. Se bem que as outras secretárias provavelmente ficariam radiantes em trabalhar com o Sr. Potter, pensou, cerrando os dentes com ar desgostoso. Todos adoravam o Sr. Potter.

Incluindo ela mesma.

Pronto, a verdade. Admitira-a, enfim. Aquela era a razão para não poder ficar. Não podia suportar mais ter o seu coração pisado. Era tempo de usar a razão e o bom senso. Tempo de pensar em se preservar.

Sentindo a cabeça latejar e a garganta seca decidiu que precisava de um pouco de ar fresco e algo gelado para beber.

Ela apanhou sua carteira da gaveta e tomou o elevador até o quadragésimo - segundo andar. Em seguida, transferiu-se para o elevador expresso que a levou até o térreo em menos de dez segundos. Foi uma descida drástica e respirou fundo para se recobrar, enquanto as portas do elevador se abriam.

A vida com James Potter era um pouco como andar nos elevadores da Torre, com subidas e descidas vertiginosas, mas com nada sólido no meio.

E, depois de quase seis meses daquilo, estava pronta para sair.

Queria um emprego com horário estável, benefícios vantajosos e um chefe idoso e entediante, para que ela pudesse voltar a conciliar o sono à noite sem pensar nele.

Do lado de fora do prédio, ela tornou a respirar fundo, momentaneamente atordoada pelo calor e o barulho. Seguiu pela calçada até o vendedor de cachorro-quente na esquina, onde comprou uma lata de soda gelada.

Abriu-a e começou a sorver a bebida refrescante a caminho de volta da entrada da Torre. Era meio de tarde, e os arranha-céus de Manhattan já haviam começado a bloquear parte da claridade do dia, entremeando trechos de sol e sombra na calçada.

Quando ela anunciara que se mudaria para Nova York para trabalhar, sua família previra que não suportaria nem por um mês. Em vez daquilo, já vivia ali havia mais de quatro anos.

Não queria particularmente deixar Manhattan agora, mas precisava de distância de James e de todas as suas fantasias absurdas, impossíveis. À noite, sonhava com ele invariavelmente, o que só tornava a realidade ainda pior.

James Potter jamais se interessaria por ela. Saía com socialites, modelos e atrizes. Não com simples secretárias que gaguejavam quando nervosas.

Pela porta giratória da Torre, saiu uma mulher que Lily conhecia apenas como Tiffany, reunindo-se a ela na calçada em frente ao edifício.

— É aquela hora do dia — comentou Tiffany, tirando um cigarro do maço e acendendo-o. Era alta, magra, a cabeleira sedosa exibindo reflexos loiros. Parecia do tipo que tentara se tornar modelo na época do colegial. — Apenas mais duas horas.

Lily sentiu uma ponta de inveja.

— Você sai às cinco?

— Na maior parte do tempo. Se tenho sorte. — Tiffany soltou a fumaça do cigarro e lançou-lhe um olhar entediado. — Onde você trabalha?

— No septuagésimo - oitavo andar.

— Oh, é mesmo? — disse a outra, interessada. — Então, você deve trabalhar na Investimentos Potter.

De repente, Lily perdeu a vontade de conversar. As mulheres sempre tentavam ser amigáveis com ela, achando que aquilo as aproximaria, de algum modo, de James Potter.

— Sim — respondeu, sucinta.

— E então, como ele é? — persistiu a mulher.

Lily empurrou os óculos até o alto do nariz.

— Quem?

Tiffany soltou um pequeno riso.

— Muito engraçado. James Potter, tolinha. Você trabalha na corretora dele. Deve conhecê-lo bem. Como ele é?

— Ocupado.

— Evidentemente. Ele é um gênio. Domina por completo o mundo dos investimentos. Todos prestam atenção às suas previsões de mercado.

Lily forçou um sorriso.

— Isso não é ótimo?

— Mas o que acho mais surpreendente é que o homem não é apenas brilhante... é bonito também! — Tiffany soara eufórica. — Não é de admirar que tenha sido eleito o solteiro mais sexy de Nova York duas vezes em seguida. Oh, eu morreria por um momento a sós com ele!

— E eu deveria me matar — murmurou Lily por entre os dentes. Viver na distante periferia do mundo de James Potter era certamente doloroso.

Felizmente, não demoraria a mudar de emprego. Talvez, então, conseguisse recuperar parte de sua auto-estima. Tiffany tinha ideia fixa.

— Como ele é como chefe?

— Deixe-me emprestar-lhe o livro chamado "Nunca Trabalhe para um Cretino" e, depois, você me dirá o que acha.

Tiffany soltou um risinho.

— Existe mesmo um livro desses?

— Sim.

Ela riu ainda mais.

— E você tem um exemplar?

— Não, ainda não. Mas planejo comprar um muito em breve.

Tiffany ria tanto que teve de enxugar lágrimas nos cantos dos olhos.

— Oh, eu não fazia idéia de que você era tão engraçada. Quem teria imaginado?

— Sim, quem teria imaginado? — interveio uma voz friamente. Era uma voz agradável e possante, indubitavelmente masculina, uma voz que Lily conhecia bem demais. — Ela é uma mulher de muitos talentos escondidos.

Lily gelou. Sr. Potter!

— E seu próximo emprego — prosseguiu ele secamente — será trabalhando como comediante.


Oi gente! Ai vai o 1º cap, espero que gostem. Muito obrigada a Thaty e Luana Mesquita pelos comentários. Beijos e até o próximo cap.