Hallowed Be Thy Name - proibido plágio
Disclaimer - Naruto não me pertence
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Era escuro.
Cada vez que ela sentia o frio, seu corpo estremecia. Ela se sentia tocada. Sentia, ainda, os dedos dele nas pernas, nos seios, nos braços. Foi rápido. Bem mais do que ela imaginava. Ele parecia ter vindo para fazer alguma coisa. E faria.
"Você é louco? Tem ideia do que fez? Você é um idiota!" umas vozes grossas e preocupadas a acordaram.
I can't feel my face when I'm with you, but I love it.
"Cale a boca. Cale a sua maldita boca." ele respondia.
Ele... Ele... respondia? Não... ele não.
Oh meu Deus. Deus, não. Eu não quero vê-lo. É ele. Ele. O homem de cabelo escuros.
Meu Deus!
Sakura levanta da cama e se senta, sem ar. Ela apoia as mãos na cama e respira dificilmente. Ela se sentia mal lá embaixo. Uma ardência. Ela não conseguia explicar. Que merda aconteceu? Isso foi um sonho? E por incrível que pareça, ela estava limpa. Não suja de sangue. Ela estava num roupão branco. Como a cama dela era. Ela ainda não se recuperou da ressaca. Ela ouviu passos.
Ino.
Onde ela estava?
Sakura se levanta totalmente. Respira apenas com a boca. Põe a mão no pescoço, no local onde ele havia tocado. Ela nem sabia quem ele era. Nem mesmo o que ele era.
Sakura não dizia uma palavra. Era frio. Era horrível. Eu fui estuprada. E dói.
Ódio. Muito ódio atravessou os pensamentos dela. Escutou alguém se aproximar do quarto dela. Eram alguns passos firmes e as malditas vozes dele na cabeça dela a deixava paranoica. O que ele fez com ela? Ele a drogou. De prazer. E ela não gostou.
Mas quem disse que ele não gostou?
A porta abriu. E uma silhueta escura, apareceu. Ligou a luz.
A luz artificial queimou os olhos dela.
"Desculpe." ele sussurrou. Parecia acabado. Desligou a luz do quarto. Perto da cama havia um pequeno abajur. Sasuke sentou, puxando uma cadeira perto da cama onde Sakura havia se deitado novamente, em busca de bloquear a luz forte.
A luz do abajur era fraca.
"O que você está sentindo?" Sasuke perguntou. Não havia, por mais que ela procurasse, arrependimento. Ele só queria saber. "Eu sempre tive curiosidade em saber como as mulheres se sentem depois que você as estupra."
Ele sorriu como se lembrasse de uma piada engraçada. Ela afundou o coração na escuridão para respondê-lo.
"Sujas." ela disse.
Sasuke soltou uma risada fraca. Não queria dizer nada.
"Bem, isso é estranho. Principalmente quando você as escuta gemer. Não é?" Isso foi uma indireta. E ela sabia disso.
Ele se levantou. Como se tivesse ficado sério, de repente. Pôs a mão direita na cama e a outra no rosto dela, de forma que, com as costas arqueadas para frente, pudesse respirar perto do ouvido dela.
"Diga pra mim o que você está sentindo." ele tentou. E tentou muito entender.
Ela sentiu nojo. É nojento mesmo.
"FIQUE LONGE DE MIM!" ela rosnou. Sem forças.
"Me diga o que está sentindo."
Era uma terapia louca. Ela estava ficando louca. Com a respiração curta, ele se afastou e acariciou a bochecha dela, limpando uma lágrima.
"Nojo. Eu sinto nojo."
(…)
You can't be sure
Ino estava sentada. Ofegando, tentou ao máximo manter seus pensamentos em ordem.
"Dez milhões... Eu não posso. Eu sinto muito. Eu não posso pedir isso para o meu pai." Ela disse.
"Você não precisa pedir, precisa? É só dizer que quer. Até dezembro. Eu quero até dezembro. Você tem dois meses." ele disse, deixando a mulher loira com suor escorrendo pelo pescoço.
Assim que a levaram, Suigetsu perguntou:
"Nós devemos... Você sabe..."
"Não. Quanto mais lúcida ela estiver melhor." Obito levantou da cadeira em que estava sentado e encarou o homem de cabelos brancos.
"E a outra garota, o que vamos fazer com ela?" Os olhos de Obito saltaram.
"Eu lido com Sasuke depois. Bem, onde está Itachi?"
(…)
"Karin?" o homem de cabelos escuros chegou até um quarto branco.
Sasuke sentou-se na poltrona e viu a mulher de cabelos ruivos limpar o criado-mudo. Ela estava cantarolando uma música dos anos 90.
"Sim?" desviou a atenção do criado-mudo branco e luxuoso para olhar nos olhos do seu 'amigo'.
"Faça uma banho pra ela."
"Ela?" Karin não entendeu. Quem era 'ela'?
"Ela está no meu quarto."
E foi tudo isso que ele disse antes de se afogar numa dor de cabeça infernal.
Quando Karin chegou no quarto, o frio era tão grande que ela pensou na possibilidade de desligar o que estivesse fazendo frio. Mas não tinha ventilador. Nem ar-condicionado no quarto. Só uma mulher berrando. E chorando.
Karin correu no banheiro do quarto e viu Sakura deitada na banheira branca.
Branco. Tudo era branco.
Ela pôs as mãos na boca quando viu as marcas de dedos e mordidas. Era como se ela não conseguisse calar a boca. Ela gritava. Era ensudercedor.
"O-oi?" ela tentou.
E Sakura se surpreendeu com a mulher para, ali, olhando para ela. Karin estava, até mesmo ela, com lágrimas nos olhos.
Ele fez isso?
"Por favor, me ajude..." ela suplicava. Se não estivesse quase 'morta' estaria aos pés de Karin. Sakura estava acabada.
"Ele me pediu para fazer um banho pra você."
Sakura abriu os olhos e o choro foi cessando.
"Ele quem?" ela iria saber o nome daquele desgraçado que a tinha violentado. Sakura estava dentro de uma banheira com água morna. E aroma de rosas.
E estava chorando.
"Sasuke."
(...)
"Itachi..."
"SEU IDIOTA! VOCÊ TEM ALGUM TIPO DE DOENÇA MENTAL? QUER ESTRAGAR-
"Eu pensei que você iria entender. Não é você que está sempre com uma garota?" Sasuke disse, com o telefone ao lado do rosto. Estava cansado demais para segurar o aparelho. Estava cansado de tudo.
Ele ligou para o irmão mais velho, mas Obito já tinha feito isso. Embora tenha pedido para que Juugo ficasse de olho nele, Obito conseguiu mandar a informação até Itachi.
"Mas eu nunca trouxe nenhuma vadia para casa." Itachi soou como se desafiasse o irmão.
Sasuke, que tinha fechado os olhos por segundos, abriu e disse:
"Ela era virgem."
"Era?" Itachi não tinha entendido. Sasuke a conhecia antes?
"Eu tirei a virgindade dela." E essa era a única coisa que Obito não tinha dito.
Itachi ficou mudo por alguns segundos. Ele amava garotas virgens. Principalmente depois que você as comia e elas ainda sentiam dores na segunda vez.
"Parabéns. Estou indo ai. Daqui a dois dias."
Desligou.
Sasuke dormiu. E sonhou com aquela boca rosa nele. Inteiramente nele.
(...)
"Como é seu nome?" Karin perguntava enquanto jogava, gentilmente, água nas costas dela. Sakura relaxava, mas ainda lembrava... Ela quase não conseguia falar.
Deus, o que houve aqui antes de eu chegar?
"Sakura". E era tudo que Karin precisava saber. Nada de sobrenomes. Era perigoso até mesmo para a mulher de óculos. Ela só sabia que Sakura estava ali e mais nada precisava importar. Mas ela precisava saber. De alguma forma. Ela precisava entender.
"É um lindo nome: Sakura." ela tentou se agradável. Karin não era gentil. Não o tempo todo. Mas ela nunca viu as vítimas que Sasuke fazia. Pelo menos não até agora. Sakura se sentia quebrada.
O olhar da garota de cabelos rosa era perdido. Como se estivesse fitando algo por um longo tempo e se recusasse a olhar outra coisa. Estava petrificada em sua posição. Sentia frio.
Minha mente está em branco.
"Vamos secar você."
As duas seguiram até o quarto calmamente. Sakura não disse mais nada. Apenas se cobriu com o roupão que estava vestindo e Karin foi direto no closet procurar algo para ela vestir. A mulher quase caiu.
A quantidade de vestidos e outras peças de roupa eram grandes. Quem comprou isso tudo?
Karin puxou um short e uma blusa confortáveis para ela. Sakura recusou. Estava sentada na cama, esperando que Karin a entregasse algo para vestir. Fazia frio.
Uma sombra interrogativa pairou sobre o rosto da ruiva alta.
Ah, ele a estuprou.
"Sinto muito... Que tal... Isso?" Ela apontou um vestido de mangas longas. Sakura pegou com dificuldade. Ela o vestiu depois que Karin a entregou peças íntimas. Sakura se encolheu e Karin evitou olhá-la, fingindo preocupação com alguma outra coisa. A noite só piorava as coisas. O quarto escuro ficou ainda mais escuro. Karin não entendia a enorme a enorme preocupação de Sakura com a nudez.
Tinham calcinhas. Na verdade, só três. E sutiãs. Eles não combinavam.
Depois que viu que a garota conseguia se vestir sem ajuda, Karin saiu do quarto dizendo um "eu volto logo". Trancando a porta, do lado de fora, logo em seguida. Com uma chave prateada.
"Você fez o que eu mandei?" uma voz sombria perguntava, ao lado da porta.
Ela levou um susto.
"C-claro."
"Então porque está trancando a porta?" A voz era de Sasuke. Ela estremeceu. O homem estava ao lado dela e logo a encarou. O que estava acontecendo ali?
"Só para garantir que ela vai ficar segura. Eu volto já." Por mais que tenha capacidade de fazê-la voltar, Sasuke permaneceu a entender o que ela queria dizer com isso. Ele tentava, e como, não me magoar com a frase que, explicitamente, foi feita para ele. Não demorou para ela voltar com uma tigela de sopa.
Karin entrou sem ligar para a presença de Sasuke. Ele não entrou.
"Eu trouxe isso. E não adianta dizer que não vai comer, porque a sopa está deli-"
Sakura estava chorando. De novo. A ruiva pensou ter resolvido isso há minutos atrás, mas ela continuava a desabar através das lágrimas. Karin colocou a sopa no criado-mudo e sentou, perto dela, na cama.
"Você quer conversar a respeito?" ela buscou abrir o coração dela, mas não adiantou. Havia uma barreira envolta do coração de Sakura e parecia não ter como quebrar. Sakura balançou a cabeça negativamente e Karin ficou, por alguns segundos, chateada.
"Ele fez algo antes de eu chegar aqui? Você sabe... Antes do banho" Ela não desistiu.
Sakura não falou. Apenas pegou a tigela. Comeu bastante. Mais do que as duas esperavam.
"Não."
Karin saiu do quarto de Sakura e Sasuke continuava no mesmo lugar onde estava. Ele estava querendo conversar com Karin, mas não ousou abrir a porta e procurar por ela.
"O que fez com ela? Você viu como ela estava desesperada? A garota nem consegue andar direito!" ela disse. Sasuke se assustou com a última frase mas não perguntou nada. Independentemente do que houvesse, não iria deixar o seu estado atual de controle.
"Isso não tem nada a ver com você."
Ela simplesmente ficou pálida. Era assim que ele é então? Isso não é justo com Sakura. Ela não merece isso.
"Pare de maltratá-la, por favor..." Karin pediu. Ela tinha reconhecido a forma doce e amável de Sakura, então não queria que alguém como Sasuke a destruisse. Era maldade demais para ela. Eram cicatrizes internas que ninguém podia curar. Sasuke não sabia porque Karin estava sendo boa com Sakura. Ela deve ter passado pela mesma coisa que eu.
"Então você viu?" ele questionou. Algo em aberto na frase a fez pensar melhor na pergunta e em Sakura. Vi o quê? Sasuke ficou preso em pensamentos durante um certo tempo. Buscou analisar as coisas melhor, mas sempre encontrava a mesma resposta.
"O quê?"
"O coração dela."
(…)
"E-eu só preciso saber onde ela está!" Ino gritava para um certo homem. Estava presa, mas não acorrentada. Sentia-se inútil e fraca. Onde sua amiga estava esse tempo todo? Por onde ela havia estado?
Ela ainda está viva. Não posso perder a esperança!
Esperança.
Palavra fraca, quando se perde fé. E tudo parecia escorrer por entre os dedos da Yamanaka. Não tinha ideia de onde estava, nem onde poderia estar sua amiga. Perdida em pensamentos, pôs se a chorar bastante, até não suportar a dor.
Ela está viva.
Viva.
Ela precisa estar.
Viva.
When you touch my heart
You make every breath of me die
So that's why I love you
"Pare de gritar, isso me incomoda!" Suigetsu dizia, mas Ino não se controlava. Ela só pensava em Sakura. Pensava no fato de ela estar morta. Estarem machucando-a...
"Onde ela está?" ela repetia.
"Ela está bem! Suigetsu, pare de incomodá-la. Você é muito chato mesmo..." Karin chegou de repente, também se irritando com a voz de Ino. Sabia muito bem o porquê de ela estar viva ainda.
"B-bem..?" Ino olhou para a mulher e Suigetsu mostrou a língua. Não pareciam se dar bem.
"Sim, e ela deve estar se divertindo muito com o Sasuke-sama!" riu Suigetsu enquanto Ino se perguntava quem era este homem.
S-Sasuke-sama?
"Baka!" Karin gritou.
Longe dali, Sasuke voltava para o seu quarto.
Ele estava com dor de cabeça. Muita. Só conseguia pensar em como ela-
"Itachi falou com você?" Obito surgiu das sombras, seguindo Sasuke.
"Hai."
Quanto mais sentia a presença de Obito, mais se sentia preso. Sua privacidade parecia ter evaporado enquanto andava perto dele. Estava cansado de tudo aquilo. Fora proibido por Karin de entrar no quarto onde Sakura estava.
Ele apenas riu.
Mas sentiu-se ser espremido contra a parede.
"Quem é ela, Sasuke?" Obito resolve acabar com o silêncio.
"Eu não costumo a pegar nomes."
Respondendo Reviews...
Karla Silva: Fico feliz em saber que está gostando! Bem, agora sabe o que houve com Ino, mas pretendo explicar melhor. Vou tentar atualizar sempre que puder, ok? Obrigada por acompanhar.
Valen 123: Também gosto desse tipo de lado sádico e obscuro. É muito interessante! Esses tipos de fanfics são muito legais *-*. Não sei... Talvez tenha um final feliz, mas não acho que posso garantir. Sim, sempre há esperança! (hahahaha) Bem, você está no caminho certo, leitora. Espero que esteja se divertindo tanto quanto eu! So, até mais.
Strikis: Talvez seja essa a situação de Sasuke mas nem mesmo eu sei que tipo de Sasuke é este. Eu tentei fazer uma cena de estupro. Tentei. Não acho que ficou perfeito porque teve muitas falhas, mas é o que eu posso fazer... Não sei se há romance, mas eu vou ver o que eu consigo tirar dos personagens. Obrigada pelo review!
Demorei, mas cheguei :)
Mandem mais críticas, quero saber o que estão achando! Obrigada pelo tempo o/
