Oi! A partir de hoje, notas minhas estarão em negrito, então, se não quiserem ver os avisos de uma escritora chata é só pular o negrito... :P Enfim, eu fiquei meio desanimada e estava realmente pensando em não publicar o outro cap desta fic, mas uma das minhas escritoras prediletas (Srta. Taisho) me falou para não desistir, então aqui estou eu!

Não menos importante, deixo um beijo para a Srta. Kagome Taisho que, sem a sua ajuda, não teria conseguido fazer e postar essa fic. Vocês duas são incríveis. Enfim, espero que todos gostem desse cap narrado pelo Inu, e mais uma vez: OS PERSONAGENS NÃO SÃO MEUS, SÃO DA RUMIKO! Boa leitura.

Meu nome é Inuyasha Taisho. Tenho olhos quase dourados e cabelo louro quase branco, herdados do meu pai. Minha namorada é a Kikyou. Meu melhor amigo é o Miroku. E estou considerando a Kagome a minha melhor amiga.

É incrível como eu só conheço aquela morena faz um dia e parece que somos amigos desde um ano. Da primeira vez que a vi, confesso que me passou pela cabeça "Deve ser mais alguma patricinha". Porém, ela me provou o contrário. Legal e engraçada, Kagome Higurashi havia virado minha melhor amiga em um dia, fazendo Miroku ficar com ciúmes de mim.

- Ela era muito mais ligada a mim antes de você aparecer. – ele se queixou pela sexta vez – Não deveria ter apresentado vocês dois.

- Miroku, ela está sendo legal com o melhor amigo do melhor amigo dela. – eu o tranquilizei, cansado – Além disso, ela já não disse que você é "o homem da vida dela"?

- Mas depois ela disse "depois do Inu". – ele discordou e eu suspirei – A Anne é minha melhor amiga, Inuyasha, eu tenho muito apreço por ela.

- Deu para perceber, Miroku. – resmunguei.

- Não precisa se preocupar, Mi. – a Kikyou tranquilizou o Miroku com o apelido que as meninas deram a ele – O Inu vai ficar tanto comigo que nem irá ter tempo para a vaca da Kagome.

- Não chame a Kagome de vaca! – Miroku gritou no meio do pátio da escola, fazendo todos se virar, mas depois que viram que era o Miroku, voltaram as suas atividades, como se aquilo fosse normal.

- O que foi, Mi? – Kagome estava de volta com Sango,

- Essa, me desculpe Inuyasha, mas essa vaca te chamou de vaca! – Miroku apontou furioso para Kikyou.

- A deixa falar, Miroku. – Kagome falou, sorrindo de um modo que ela só sorria quando estava com Kikyou – Afinal, se a pessoa reconhece uma vaca é por que é uma vaca! – ela se virou para mim e me encarou com aqueles olhos de um azul claro profundo – Desculpa, Inu.

- Olha aqui, sua... – Kikyou começou.

- Kikyou, por que você não vai encontrar suas amigas? – perguntei, para não arranjar confusão.

- Até você, Inu! – ela fez uma tentativa de me persuadir – Você vai me trocar por essa aí? – ela apontou para Kagome.

- Kikyou, eu não vou terminar com você só por que pedir para você me deixar sozinho com os meus amigos! – tentei argumentar.

- Amigos de um dia! – ela exclamou, irritada – Você me namora faz três anos, Inu!

- Por isso eu confio mais em você para ficar sozinha. – me agarrei à minha última desculpa – Tenho que tomar conta do Miroku!

- Se é assim... – Kikyou falou.

E me olhou com aquele olhar que dizia "Quero um beijo". Dei um beijo nela sem muita empolgação e a soltei, deixando que ela saísse razoavelmente feliz para procurar as suas amigas. Voltei-me para os meus amigos e Miroku me encarava, perplexo. Kagome estalava os dedos na frente dos olhos de Sango, que me encarava do mesmo jeito.

- Acho que tiveram um choque. – Kagome disse.

- Choque? – perguntei, confuso – Por quê?

- Pelo seu beijo com a kiky-va... – ela pareceu perceber o que ia dizer e concertou – Kikyou.

- O que você ia dizer da Kikyou? – perguntei, curioso.

- Me desculpa mesmo, Inu. – Kagome falou, desistindo de acordar Sango – Mas eu ia dizer Kiky-vaca.

- Apelido interessante. – falei ironicamente, pensando que um minuto atrás eu a estava defendendo.

- Não me julgue. – Kagome me repreendeu – Você não sabe o que ela fez à mim.

- E o que ela fez? – perguntei, cruzando os braços.

- Na sétima série... – Kagome pareceu tentar admitir algo difícil, pois olhava para os próprios pés – Ela... Inu, não importa, ok? – ela me olhou e vi que seus olhos estavam marejados.

- O que houve, Anne? – usei o apelido que o Miroku costumava usar para se referir a ela.

- Não me faça dizer. – ela piscou os olhos e uma lágrima escorreu – Não me faça dizer!

- Tudo bem, Anne. – a tranquilizei, chegando mais perto e a abraçando pela cintura – Não precisa ficar assim, não irei pedir isso outra vez, ok?

- Obrigada, Inu. – ela falou, parecendo mais calma e envolvendo meu pescoço com os seus braços.

A reação de abraçar Kagome fora quase imediata. Eu não tive irmãs, mas minha mãe costumava ficar muito desconsolada por causa do meu irmão mais velho, aí eu a abraçava. Desde aí, toda vez que eu vejo uma garota ou uma mulher chorando, tenho o impulso de abraçá-la. Mas agora que eu tinha Kagome nos meus braços, tinha a vontade de nunca mais a soltar. O aroma que exalava dela era de violetas e cupcakes saídos do forno na hora.

Provavelmente teríamos ficado assim, abraçados, durante um bom tempo, já que Sango e Miroku ainda não tinham acordado, mas o idiota namorado da Kagome veio furioso até onde eu estava com ela. Eu o vi, claro, mas fingi que não. Mas, é claro, ele tinha que vir até onde nós estávamos e puxar Kagome de mim, dizendo:

- Anne, o que você está fazendo com esse imbecil? – ele pareceu inflar de ódio.

- Olha aqui, imbecil é o... – tentei falar, mas Kagome me interrompeu.

- Kouga! – ela falou, parecendo a mãe dele – Não se deve chamar as pessoas de imbecil, peça desculpas ao Inu.

- Ao Inu, não é? – gritou Kouga – Você já está toda cheia de intimidade com ele!

- Não grite com ela! – gritei para o idiota insolente.

- Kouga, o Inu é meu amigo! – Kagome se pôs na minha frente, mas ainda pude ver Kouga, já que ela era cinco centímetros mais baixa do que eu – E ele só estava me abraçando, acalme-se, por favor! – ela ordenou.

- Você não grite comigo! – Kouga ignorou Kagome e a empurrou, fazendo Kagome cair com tudo de lado no chão e soltar uma exclamação de dor.

- Olha o que você fez! – gritei para ele e me abaixei do lado de Kagome – Tudo be, Anne?

- Não se preocupe, Inu. – ela falou, tentando se levantar – Eu sou muito desastrada, isso acontece toda semana...

- Não foi culpa sua! – falei, segurando-a pela cintura e ajudando ela a se levantar.

- Se você não tivesse me provocado, idiota, eu não teria feito o que fiz! – Kouga disse, chegando até Kagome e pondo a mão na base das costas dela.

- A culpa não é minha se você é idiota o bastante de machucar a sua própria namorada! – eu gritei com Kouga e puxei Kagome pela sua mão para que ela ficasse ao meu lado.

- Pois saiba, seu imbecil, que tudo isso nunca aconteceu enquanto você estava bem longe daqui! – Kouga gritou e puxou Kagome para que ela ficasse do lado dele novamente.

- Pois eu sei que você a machucou agora, portanto, é o que conta! – gritei e a puxei para mim.

- O que houve, Kag? – ouvi uma voz desconhecida e Kagome suspirou de alívio.

- Houjo! – ela disse, correndo para ele e o abraçando – Que bom que você chegou!

- O que foi, Kag? – o garoto perguntou, parecendo preocupado.

Analisei o garoto. Ele era uns dois centímetros mais alto do que Kagome e era magro, mas tinha alguns músculos a mostra pela camisa da escola. Mas parecia ser o refúgio de Kagome. Ele alisou as costas dela, agora livres já que a mochila havia caído longe dela. Fui até a mochila e a levantei. Era relativamente leve, para uma bolsa de mulher.

- Aqui. – estendi o braço e entreguei a mochila para o garoto.

- Obrigado. – ele pareceu não saber como me tratar – O que houve, Kag? – ele repetiu.

- Esses dois brigando. – Kagome resmungou e finalmente se soltou do garoto para pegar a sua mochila – Está me dando dor de cabeça.

- Você caiu? – o garoto perguntou, parecendo mais preocupado.

- Não bati a cabeça, Houjo, se é o que está pensando! – Kagome falou e olhou para trás de Houjo, onde Miroku e Sango pareciam acordar – Obrigada, vou ficar com o Mi. – ela falou e deu um beijo na bochecha dele.

Fiquei incomodado, eu admito. Ela podia dar um beijo nele, mas em mim não? Por que essa injustiça? Cadê o brilhante namorado ciumento dela agora? Se fosse eu, eu não deixava. Afinal, uma morena bonita como a Kagome... Inuyasha! Nossa, eu mal conhecia a garota e já estava pensando assim dela! Repreendi-me, afinal, eu tinha a Kikyou! E ela pode não ser a melhor namorada do mundo, mas é minha.

Ponhamos o ponto no i. Kagome Higurashi, uma morena bonita e incrível, jamais iria terminar suas amizades com os amigos já que era tão leal. Se eu fosse o namorado dela, ia ser tão possessivo que ela não aguentaria e me daria um fora. Afinal, eu não era o Kouga, não era idiota de deixar a Kagome com todos esses marmanjos por aí. Droga, eu tinha que parar de pensar essas coisas!

Estava tão distraído que nem vi Kagome se aproximando de mim, só senti os lábios dela em uma das minhas bochechas. Senti-me corar instantaneamente. O que é isso, Inuyasha! Corar por que uma garota te deu um beijo na bochecha? Pisquei os olhos, confuso, e vi que Kagome se afastava com Sango, o celular tão alto que dava para ouvir Jessi J – Price Tag de longe.

- Inuyasha! – gritou Miroku, parecendo aborrecido.

- O que foi? – gritei de volta.

- Não precisava essa ignorância. – Miroku falou ainda mais aborrecido – Só estava tentando te acordar.

- Acordar? – perguntei, confuso – Eu não estava dormindo!

- Não, estava só sonhando. – Miroku falou e começou a andar e eu o segui – Com a Kikyou?

- Miroku, se eu te contar uma coisa, você não conta para ninguém? – falei, preocupado.

- Nossa, parece que você é a Anne e eu sou a San. – Miroku revirou os olhos – Mas conte, eu prometo que não contarei a ninguém. Só para a Anne.

- É justo dela que eu quero que você esconda! – falei – Prometa que não vai contar a ninguém, muito menos ela!

- Não sei não, Inu... – Miroku pareceu pensar – Anne sabe ler mentes, sério.

- Sabe ler a sua mente, Miroku. – eu ri – Afinal, quem não consegue?

- Tudo bem, eu prometo guardar segredo e fazer de tudo para que ela não perceba. – Miroku cedeu à curiosidade.

- Acho que tem uma probabilidade pequena, talvez não tão pequena assim, de que eu esteja pensando na Anne como mais que uma amiga. – eu confessei.

- Como assim? – Miroku gritou e as meninas se viraram e vieram correndo até nós.

- Mi? Mi? Miroku, fala comigo! – Kagome dizia, desesperada, dando tapinhas na bochecha de Miroku.

- COMO? – Miroku gritou, incrédulo, virando para mim – VOCÊ NÃO PODE ESTAR...

- MIROKU! – gritei e ele percebeu que as garotas estavam ali.

- Desculpa. – ele falou para mim e se virou para as garotas – Vão à frente, guardem nossos lugares.

- Você vai ficar bem? – Kagome hesitou.

- Pode ir, Anne. – Miroku a tranquilizou – Vou ficar, sim.

Kagome saiu relutante, sendo acompanhada por uma Sango desconfiada. Olhei para Miroku como quem diz "Agora você vai ver!".

- Como você grita assim? – eu perguntei, falando baixo – Cara, ela podia ouvir! Se ouvisse, ia estragar a amizade!

- Inuyasha, você tem namorada! – Miroku me repreendeu.

- Cara, eu acho que é só algo passageiro. – menti – E ela tem namorado, também!

- Pode ser. Afinal, todo garoto que gosta de garota tem uma queda pela Kagome na primeira vez que a vê. – ele pareceu cogitar a hipótese – Até eu já tive uma queda por ela!

- Como é que é? – perguntei, com raiva.

- Cara, o que houve com você? – perguntou Miroku, me encarando incrédulo.

- Eu não sei, Miroku, eu não sei. – falei, tentando me acalmar – Mas eu não posso estar gostando de Kagome Higurashi! É impossível!

- Por quê? – Miroku perguntou.

- Por que o quê? – respondi com outra pergunta.

- Por que vocês dois não dariam certo? –ele perguntou como se aquilo fosse óbvio.

- Pois ela tem o Kouga, eu tenho a Kikyou, ela gosta de Pop e eu gosto de Rock, pois se eu fosse o namorado dela a controlaria demais e ela ia fugir! – numerei as razões – Satisfeito?

- Para falar a verdade, não. – Miroku discordou – Era só ela terminar com o Kouga e você com a Kikyou, ela não liga para o que o namorado dela gosta de ouvir, o Kouga curte Rock também. E, cara, se ela aguenta o Kouga, que certa vez a proibiu de falar comigo por um mês, vai aguentar você!

- Você deveria estar me dizendo para ficar longe dela! – falei, indignado – E não me incentivando a ficar com ela!

- Só estou dizendo que o relacionamento dela com o Kouga está por um fio. – Miroku falou – Mais um ataque dele e ela pode surtar. Afinal, é de mim que ele mais tem ciúmes e a Anne gosta demais de mim para desistir da nossa amizade por ele. Já você não teria ciúmes de mim.

- Cara, que papo é esse! – reclamei – Me diga que "Inu, isso nunca ia dar certo" como você sempre faz! Faça o certo uma vez na vida!

- Desculpa, Inu, mas não vejo motivos para não dar certo. – Miroku deu de ombros – Aliás, eu sairia lucrando, afinal me livraria do insuportável do Kouga e da vaca da Kikyou numa só tacada.

- Isso não pode estar certo. – falei, negando com a cabeça.

- Inu, você está gostando realmente dela. – Miroku disse – Uma prova é que a vaca da Kagome...

- Não fale mal dela! – pus um dedo no peitoral de Miroku raivosamente.

- Viu? – Miroku se afastou e pareceu não se importar – Quando eu falei "a vaca da Kikyou", você ficou quieto, mas fui só eu falar da Anne que você pirou. Aceite, Inu, você está gostando dela. E eu te ajudaria numa boa a destruir o namoro dela com o Kouga.

- Isso seria errado. – falei, embora estivesse tentado com a idéia de fazer com que aquele idiota nunca mais pudesse beijar a Anne – Vamos ficar quietos e ver como a coisa se desenrola. – pedi.

- Tudo bem. – Miroku disse, mas tive a impressão de que ele não falou realmente sério.

- Mi! – ouvi a voz de Kagome vindo de dentro da sala na qual Miroku e eu tínhamos parado – Aqui! Guardei seu lugar!

Ela acenava da primeira mesa (a escola é como se fosse um seriado americano), onde ela e Sango se sentavam. As bolsas das duas descansavam nos lugares atrás delas. Miroku não esperou nada para se sentar atrás de Kagome e lhe entregar sua bolsa. Já ia sentar atrás de Sango quando uma garota gritou:

- Inu, meu amor! – virei e vi que era Kikyou – Aqui!

- Pode ir, Inuyasha. – Sango disse, me sorrindo – Nós entendemos que você queira ficar com a sua namorada, talvez chamemos o Kouga para sentar aqui conosco...

- Não, gosto de sentar na frente. – falei rapidamente irritado só de pensar em Kouga com Kagome disponível para ele quatro horas seguidas, os dois juntinhos... tremi – Vou ficar aqui, Kikyou! – gritei para a garota e me virei para frente.

- O que foi, Inuyasha? – Sango perguntou – Por que você e a Anne brigaram?

- Nós brigamos? – perguntei, confuso, à Kagome.

- Você estava dando trela para o Kouga, Inu! – ela respondeu, mal-humorada – Você deveria saber que ele é extremamente chato com essa coisa de amigos homens! Ele mal aceita o Miroku...

- Mas o Houjo ele aceita? – perguntei, irônico e ela uniu as sobrancelhas em sinal de que estava confusa – Houjo pode te beijar, fazer carinho nas suas costas, mas eu não posso te abraçar?

- É impressionante que vocês se deem tão bem, já que você fala igualzinho a ele. – Kagome falou – Inu, eu conheço o Houjo desde que nasci! Ele é praticamente um irmão, assim como o Miroku! Mas tem amigos que eu nem falo mais por causa do Kouga!

- Por quê? – perguntei, me aproximando mais dela – Por que você o obedece?

- Pela mesma razão de você obedecer a Kikyou! – ela retrucou, irritada.

- Eu não obedeço mais a Kikyou! – falei, irritado.

- Inu, vocês não entendem! – ela generalizou o caso – Você está agindo igual ao Mi quando eu e o Kouga começamos a namorar! Vocês não conhecem o Kouga que eu conheço! Ele é realmente muito legal quando estamos só eu e ele ou só eu, ele e a San... San, diga a eles! – ela apelou para Sango.

- É verdade, gente. – Sango confirmou – O Kouga é extremamente legal quando vocês estão por perto!

- Mesmo assim! – Miroku se intrometeu – Ele mandou você ficar um mês sem falar comigo e você obedeceu, Anne! – ele pareceu revoltado – Achei que eu era mais importante para você!

- E é! – Kagome pareceu desesperada – Vai dizer que se a San mandasse você ficar um mês sem falar comigo você a desobedeceria e terminaria o namoro com ela! – ela apelou.

- Isso jamais iria acontecer! – Sango falou.

- Mas, se acontecesse, o que você faria, Mi? – perguntou Kagome e Miroku ficou em silêncio, reconhecendo a razão da garota – E você, Inu? Se a Kikyou chegasse para você e dissesse "Você fique um mês longe da Kagome ou eu termino com você!". O que você faria?

- Terminaria com ela. – respondi sem pensar.

- Viu? Você... – ela pareceu analisar a minha resposta de novo – Como? Perdão? Acho que não escutei direito!

- Eu terminaria com ela, pois eu não... – reescrevi minha frase – Não deixaria ela mandar em mim.

- Seu relacionamento com ela está tão mal assim? – Kagome perguntou, solidária.

- Você nem imagina. – falei com sinceridade e suspirei.

- Desculpa, Inu. – Kagome falou docemente – Você aí sofrendo e eu te enchendo com problemas idiotas... eu vou calar a minha boca. Sério.

- E se eu te dissesse que você está sendo a única pessoa que está me ajudando realmente, você ainda calaria a boca? – perguntei.

- Como eu posso estar te ajudando? – ela respondeu com outra pergunta, parecendo confusa.

- Você e seus "problemas bobos" me fazem manter a mente longe dos meus problemas. – falei sinceramente.

- Bem, então eu falaria ainda mais e te encheria de idiotices. – ela riu e o som do seu riso me fez sorrir.

- Mas e aquele passeio que nós havíamos combinado? – Sango falou.

- Bem... – Miroku começou, mas não pôde continuar, pois a professora havia chegado.

- Bom dia, alunos. – falou uma mulher meio gorda e baixa – Sou Kaede. Vou ser a professora de matemática de vocês.

A partir daí, eu não ouvi mais nada e fiquei viajando... Inuyasha, como seria incrível se a Kagome fosse a sua namorada, não? Eu poderia beijá-la sem ninguém para nos obrigar a parar, faria o idiota do Kouga ficar sempre longe dela. Não teria ciúmes de nenhum garoto que mantivesse as mãos longe da minha Kagome, a não ser o Miroku. Ela ficaria feliz de poder estar sempre com o Mi, sair com ele e ficar com a Sango.

Mas ela manteria distância do Kouga. E, a não ser que ele fosse realmente parente dela, do Houjo. Eu poderia ficar abraçado a ela, sem me preocupar com o tempo, comendo brigadeiro e falando besteiras e...

- Inu! – Kagome me chamou.

Acordei do meu sonho e olhei em volta. Todos me encaravam. A professora parecia estar esperando alguma resposta. Olhei para a lousa e não entendi nada do que estava lá, por sorte Kagome era muito boa em matemática e soprou "65x".

- 65x, professora. – respondi.

- Errado, senhor Taisho. – a professora pareceu feliz.

- Na verdade, - Kagome interferiu – Sra. Kaede, está certo. A senhora não considerou aquele termo ali...

- Muito bem, senhorita Higurashi! – Kaede a elogiou.

- Muito obrigada, Anne. – sussurrei para ela.

- De nada, Inu. – ela sussurrou de volta e pude ver que ela sorriu – Realmente gostei de você.

Não como eu gosto de você, pensei, mas me mantive calado, embarcando nas minhas fantasias...

X-X-X

- E então, Inu? – Sango me perguntou, me despertando.

- Então o quê? – perguntei, confuso.

- Que tal você fazer o trabalho comigo? – Sango perguntou – A Kikyou está com a Kagura. A Anne vai fazer com o Mi. Que tal você fazer comigo?

- Tudo bem. – falei sem me importar de verdade – Mas você sabe a matéria, não é? – perguntei, desconfiado.

- Claro que sei! – Sango exclamou, feliz, depois falou mais alto – Sango e Inuyasha!

-Hei, Inu! – Kagome me chamou e eu me virei, feliz – Você vai com a gente para o shopping?

- O que eu iria fazer no shopping? – perguntei – O que você vai fazer lá?

- Vou ver se acho alguma novidade da Gaga. – ela respondeu, também feliz – Revistas de fofoca, revistas teens, algum lançamento, novos pôsteres... Gaga deve ter alguma coisa nova lançada! Você pode ver se encontra algo do Green Day!

- Como sabe que eu gosto do Green Day? – perguntei.

- Mi. – ela respondeu como se fosse óbvio – Eu não curto muito eles, mas a música "Boulevard of Broken Dreams" é muito legal!

- É a minha predileta! – eu me surpreendi com ela, mas com certeza não tanto quando ela começou a cantar numa voz afinada: (para melhor interatividade, ouçam a música enquanto a Anne e o Inu cantam)

I walk a lonely road

(Eu ando numa estrada solitária)
The only one that I have ever known

(A única que eu conheci)
Don't know where it goes

(Não sei para onde vai)
But it's home to me and I walk alone

(Mas é casa para mim e eu ando sozinho)

I walk this empty street

(Eu ando nesta rua vazia)
On the Boulevard of broken dreams

(No Boulevard of broken dreams)
Where the city sleeps

(Onde a cidade dorme)
And I'm the only one and I walk alone

(E eu sou o único e eu ando sozinho)

Chocado, eu continuei de onde ela havia parado:

I walk alone

(Eu ando sozinho)
I walk alone

(Eu ando sozinho)
I walk alone

(Eu ando sozinho)
I walk a...

(Eu ando s...)

Então ela se juntou a mim, nossas vozes no mesmo ritmo:

My shadow's the only one that walks beside me

(Minha sombra, é a única que anda ao meu lado)
My shallow heart's the only thing that's beating

(Meu coração raso é a única coisa que está batendo)
Sometimes I wish someone out there will find me

(Às vezes eu desejo que alguém lá fora me encontre)
Till then I walk alone

(Até lá eu ando sozinho)

Eu ri. Quem diria que uma garota fã de Lady Gaga gostaria tanto de uma música do Green Day a ponto de sabê-la cantar tão bem e com a letra na ponta da língua? Certamente não eu.

- Você canta muito bem. – Kagome me elogiou.

- Obrigado. – sorri – Você também.

- Prática. – ela disse, modesta.

- Não, sério, eu acho que você tem talento. – sorri.

- Mas não podemos dizer que ela não tem prática também. – Sango se intrometeu, sorrindo – Acreditam que hoje quando eu fui acordá-la o celular dela a despertou tocando "Fashion", da Lady Gaga?

- Sério? – Miroku perguntou, rindo.

- Pior! – Sango traiu a amiga – Ela começou a rebolar no quarto e a fazer a mãozinha da Lady Gaga!

- O que tem? – Kagome perguntou, emburrada.

- Não posso zoar da Kagome, eu também acordo com a música "Boulevard of Broken Dreams", do Green Day. – admiti.

- Isso aí! – Kagome levantou a mão – Bate, Inu!

- Você é bem diferente. – eu ri, batendo na mão dela – Não parece nem garota.

- Ai! – ela pareceu ofendida – Ofendeu.

- Não! – a tranquilizei – Eu disse isso como um elogio.

- É um elogio ela não ser feminina? – Sango perguntou, totalmente confusa – Desisto de entender os homens.

- Estou dizendo que ela é diferente das garotas que eu conheço, mas também... – falei, dando de ombros – Só conheço vocês duas e as amigas da Kikyou.

- Também, depois do que a Kiky-vaca fez para a Anne... – Sango começou, mas foi interrompida por Kagome.

- Não precisa contar a ele. – ela disse, abalada.

- Não. Agora eu quero saber. – reclamei.

- Quando você for fazer o trabalho lá em casa, eu te conto. – Sango sussurrou no meu ouvido.

- Sango... – Kagome a ameaçou – Se você contar a ele, eu nunca mais falo com você!

- Ora, por que não podemos contar? – Sango perguntou, confusa – Ele precisa saber que tipo de pessoa a namorada dele é!

- Não por nós. – Kagome discordou.

- Kagome, do que você tem medo? – perguntei, estranhando ela querer guardar tanto esse segredo.

- Você nunca acreditaria, Inu. – ela deu de ombros e começou a guardas as coisas na bolsa – Além do que, mesmo tendo tempo, dói falar nisso. E você não havia prometido não me perguntar mais isso?

- É verdade. – falei e sorri – Desculpe?

- Tudo bem. – ela sorriu – Vamos, Mi?

- Vamos, Anne! – Miroku levantou, passou por mim e foi ao encontro de Kagome que já estava andando na frente.

- Aonde vocês vão? – perguntei.

- Vão fazer o trabalho. – Sango me respondeu, já que Kagome já havia saído com Miroku – Aliás, nós temos que começar também! Vamos à sua casa ou na minha?

- Na sua. – respondi de imediato – Meu irmão nunca deixaria a gente em paz para fazer o trabalho.

- Tudo bem. – ela pareceu compreender – Mas lá em casa não é melhor.

- Duvido que não seja. – eu ri – Agora que a Kagome já foi, você pode me contar?

- Bem, só se você prometer nunca revelar quem foi que te contou. – ela parecia nervosa.

- Vai quebrar uma promessa para a sua melhor amiga por mim? – perguntei sarcasticamente – Sou importante!

- Na verdade, eu não cheguei a prometer a ela que não te contaria. – ela falou – Bem, eu estou mesmo é com medo de você não acreditar em mim.

- Eu acredito. – pus uma mão no seu ombro – Pode falar.

- Bem, quando a Kagome entrou aqui, ela já era amiga do Miroku. – Sango começou – E o Mi me apresentou ele, eu gostei da Kagome de cara. Mas, por incrível que pareça, a Kagome não era muito... Kagome.

- Como assim? – perguntei enquanto saíamos da escola.

- Ela era muito mais baixinha, usava óculos fundo de garrafa e aparelho. – ela explicou.

- Não consigo imaginá-la assim. – falei, e realmente era verdade.

- Pois é, muita gente não conseguiria. – Sango riu – Até que, um dia, a Kagome foi tentar ser simpática com a Kikyou. Mas a Kiky-vaca começou a humilhar a Kagome em público, dizendo: "Um troço desses quer ser minha amiga? Nunca, feiosa! Sonha!".

- Ela disse isso? – perguntei, perplexo, deixando a minha mão cair do braço de Sango.

- Disse, sim. – Sango falou – Kagome sumiu por quatro meses. Eu ligava para ela e ela dizia "Está tudo bem, eu estou tendo aulas particulares, mas logo voltarei à escola!". Então ela realmente voltou. Tinha feito uma operação arriscada para curar o tipo de miopia que ela tinha e estava sem aparelhos. Tinha crescido, seu corpo havia se desenvolvido.

- Tinha se tornado a Kagome. – completei.

- Exato. O Houjo é filho do homem que operou o olho da Kagome, por isso todos nós, amigos dela, gostamos dele. Além de ele ser uma pessoa bem legal. – ela deu de ombros – Mas a Anne nunca superou completamente. Ela é frágil. Você não vê, mas qualquer coisinha que você diga, mesmo com a melhor das intenções, pode magoá-la. Digo isso, pois já vi ela ter acessos horríveis de choro.

- E por isso vocês não gostam da Kikyou. – eu falei.

- Se fosse só por isso! – Sango riu para o céu – O resto não vou te contar, Inu. Nem poderia, pois não sei a história. Só sei que foi horrível. Kagome saiu contente com a Kiky-vaca e voltou arrasada e ela...

- Ela... – incentivei Sango.

- Tinha ferimentos. No rosto, no corpo. – Sango tremeu – Horríveis. Ela até hoje conserva uma cicatriz bem fina na base das costas. Não sei como aconteceu, Inuyasha.

- Acha que foi a Kikyou? – a essa altura, eu já queria bater na Kikyou.

- Tenho certeza. – Sango disse – Não precisa confiar em mim, Inuyasha. Mas não fale nada para a Kagome. Nada que tenha a ver com isso.

- Pode deixar. – prometi, a raiva ardendo dentro de mim como nunca – Sango, afinal, por que você não chama a galera para sair hoje? Convide o Kouga, o Miroku. Eu levarei a Kikyou. – dei um sorriso perverso.

- Inu, o que você vai fazer? – ela pareceu assustada.

- Nada! – gritei, correndo na direção contrária a ela, para a minha casa – Apenas chame todo mundo!

- Para onde? – Sango gritou.

- Para o shopping! – gritei, enquanto corria cada vez mais.

Kikyou vai pagar pelo que fez com a Kagome... Pensei.

E aí? Gostaram? A Kikyou vai ter uma grande surpresa e, eu posso garantir, vocês também! Não recebi nenhum review, então, não tenho respostas a dar.