Ira?
By Menina Maru
Capítulo Dois - Aoi's P.O.V.
Era incrível como Uruha-san tinha o poder de aparecer sempre na hora errada. Se não fosse ele me segurando, Ruki-san já tinha virado sucata.
- Péra, péra, o que foi que deu em você, Aoi-san? – eu tentava me soltar a todo custo, mas o loiro simplesmente não me largava – Cama, cara!
- Me solta, seu oxigenado, eu vou matar esse cara! – não costumava a colocar apelidos desse tipo em ninguém, mas estava realmente com raiva.
- Ruki-san, não fica aí parado! – mandou Uruha-san, quase me soltando.
Assim que ouviu isto, Ruki-san levantou-se e saiu correndo em disparada porta a fora e a raiva foi tão grande que eu dei um empurrão em Uruha-san, seguindo Ruki-san pelos corredores da PSCompany.
- Cuidado, Ruki-san!... – ainda ouvi Uruha-san dizer.
Apesar de não ter força Ruki-san era rápido, mas era só uma questão de tempo até ele se cansar e aí ele iria ver. E não adiantava todas as desculpas que ele vinha pedido durante nossa corrida.
- Foi sem querer, Aoi-san! Pára de me seguir! SOCORRO! – Ruki-san gritava enquanto corria.
Passamos por Kai-san, que apenas deu um sorriso largo, achando que era algum tipo de brincadeira que estávamos fazendo e eu ainda o vi dar um tchauzinho para nós dois, logo fazendo o percurso para a sala onde antes estávamos Ruki-san e eu.
Ruki-san já estava parando e quando eu estava prestes a pegá-lo, sinto os braços de Reita-san me prendendo e impedindo de continuar. Nem preciso dizer como fiquei, era agora que eu parava, já que Reita-san era mais forte do que eu.
- Reita-san. – falei, sentado em pleno corredor, já mais calmo e podendo encarar Ruki-san sem sentir uma insana vontade de bater nele – Já pode me soltar.
- Aleluia!... – Reita-san falou se afastando de mim – Meus braços já estavam ficando dormentes... Nunca te vi tão furioso assim!
Olhei para Ruki, que estava na minha frente, logo vendo-o congelar.
- Este sujeito, desde que você saiu da sala estava tentando me tirar a paciência. – Uruha-san, que também estava no local, ficou do lado de Ruki, mostrando que se eu quisesse fazer alguma coisa com ele não ia conseguir – E conseguiu. Vamos dar algum tipo de prêmio pra ele, pessoal? – perguntei, achando que pelo menos ele merecia alguma repreensão.
- Ele já levou um sermão e a cartela de American Spirit dele é minha – falou Uruha-san, apontando para o bolso da camiseta, enquanto Ruki-san rodava os olhos – Nem se preocupe que vou fazer bem proveito dela...
- Longe de mim. Se eu te pegar fumando aqui no estúdio o próximo vai ser você. E garanto que nem Reita-san e nem ninguém vai te salvar.
Uruha-san levantou as mãos, em sinal de paz. Pelo menos com Uruha-san eu poderia contar. E Ruki-san que se enganava pensando que eu ia deixar ficar por isso mesmo.
Eu tinha uma carta na manga. E ainda naquele dia poderia utilizá-la.
Voltamos os quatro pra sala, terminando o photoset. Uruha-san foi o primeiro a sair, dizendo que tinha compromissos secretos urgentes e Reita-san aproveitou a carona no carro dele. Não demorou muito para a principal peça da minha vingança chegar.
- Takanori?... – uma mulher bateu levemente na porta, colocando a cabeça para dentro da sala em seguida. Eu dei um sorriso maldoso. Agora Ruki iria ver.
- Yuna-chan! – Ruki foi bobamente feliz abrir a porta para sua namorada, cumprimentando-a com um beijo e chamando-a para entrar na sala – Já faz tempo que o seu expediente terminou?
- Mais ou me... nos. Eu queria vir antes, mas você estaria fotografando... – ela estava bastante desconcertada em estar na frente do guitarrista e do baterista do the gazettE. Yuna-san mostrou um pote de plástico que estava escondendo – Eu fiz isto para vocês... Achei que Reita-san e Uruha-san estariam aqui, então acabei fazendo muito...
Faz três anos desde que Yuname-san e Ruki-san começaram a namorar, mas os paparazzi japoneses, lerdos como sempre, só descobriram a pouco tempo e mesmo assim nem fizeram muito alarme para cima dos dois. Pelo que Ruki-san me contou, eles se conheceram bem por acaso, quando ele estava de férias. Naquela época, Yuname-san gostava do the gazettE, mas não chegava a ser aquela loucura das fã-girls. Pelo menos não por todos nós. Yuname-san pode amar Ruki-san o quanto ela quiser, mas ela não vai poder mudar o fato de que simplesmente me adora. Tanto, que a primeira coisa que pediu quando ficou amiga de Ruki-san foi um autógrafo meu. E, já que ela não costuma a participar tanto assim do trabalho do seu namorado, a minha presença ainda deixava-a bastante desconcertada. Ela que me perdoasse, mas eu simplesmente precisava de me vingar de Ruki-san.
- Hum... Yuname-san, adoro o cheiro da sua comida...
Eu me aproximei, fazendo o meu tom de voz soar o mais manhoso possível e disfarçadamente olhei para Ruki-san. Ao receber o meu olhar, o baixinho se tocou de tudo o que eu pretendia fazer e arregalou os olhos e a boca, logo depois saindo do transe e se colocando entre eu e Yuname-san, que aliás parecia estar em outro mundo enquanto olhava pra mim.
- Qual é, Ruki-san, 'tá na minha frente! – eu cruzei os braços, fingindo indignação.
- Saia.de.perto.dela. – os olhos de Ruki-san brilhavam em ciúme.
- Poxa, mas a Yuna-chan fez...
- YUNAME-SAN PRA VOCÊ!
- Uff... – me afastei um pouco, fingindo desistir, vendo Yuname-san suspirar aliviada e Ruki-san baixar a guarda. Perfeito para a minha vingança.
Num movimento rápido, pus-me do lado de Yuname-san, tascando-lhe um beijo muito bem estalado na bochecha, fazendo-a ficar vermelha como tomate.
- Aoi-san!... Não faça...
- FORA DAQUI! FILHO DA MÃE! – Ruki-san me expulsou a chutes da sala, enquanto Kai-san apenas ria da cena toda.
E esse foi o fim. Vingança!
Iea! Bem feito Ruki! XD
Bem, não estranhem eu ter utilizado tanto -san neste e no capítulo um. Estive vendo uns vídeos dos gazeboys e eles se tratam assim mesmo! lol
