- Ainda não acredito que você me beijou…- Miroku falou entrando no carro do amigo.
- Você me segurou e eu não conseguia me soltar, mas quando você tentou enfiar a sua língua no meu nariz eu fui obrigado a te bater.
- Mas você não teria me batido se eu continuasse com o beijo? – A cara de nojo era indescritível.
- Não, seu estúpido. – Inuyasha o olhou assassinamente enquanto ligava o carro. – O que achou das amigas de Rin?
- Muito bonitas... – O rapaz voltou a sorrir.
- Mas Kagome me é familiar...
- Ela parece com a Kikyou, idiota. Contanto que ela não seja estranha como sua ex, acho que tudo bem. – Miroku fechou os olhos se recostando no banco. – Graças aos deuses você largou aquela louca...
- Er...
- Vocês voltaram?
- O que acha de brincar de mata, casa e come? – Perguntou tentando desviar o assunto.
- Manda...
- Rin, Kagome e Sangô.
- Caso, mato e como.
- Mas qual delas?
- Todas?
- Você sabe brincar disso? Você escolhe uma para casar, outra para matar e a ultima para comer.
- Eu faria tudo com elas, na sequencia que eu falei.
- Você mataria e depois comeria elas?
- Sim. Necrofilia está em alta.
- Você é doente. – Saíram do estacionamento ao som da risada divertida de Miroku.
Modern Love
By: Juuuubbs
Don't Stop
Despediu-se rapidamente de Sangô no carro e entrou no antigo prédio que morava, sendo seguida por Kagome. Estava exausta e subir de escadas até o 6º e ultimo andar era uma tortura em potencial, nem mesmo veria o sorriso maravilhoso de sua filha ao final da tortura. Suspirou profundamente e começou a longa subida em silencio, não queria conversar com Kagome no momento, precisava falar com Hakudoushi. Enquanto subia, puxou o celular e discou o número tão conhecido.
- Harumi, você ainda esta com ela? – Perguntou assim que Hakudoushi atendeu o celular.
- Não. – Ouviu a voz calma e ligeiramente bêbada do ex. – Deixei ela no apartamento da Kaede.
- Kaede? – Rin perguntou confusa. – Kaede morreu à 7 meses atrás, ninguém esta morando naquele apartamento.
- Tenho que ir Rin, conversamos outra hora. – E então a ligação foi finalizada.
- Não acredito nisso. Como eu pude namorar alguém tão egoísta?
- Ele não era assim quando vocês namoraram. – Kagome respondeu calmamente, ela não parecia nem um pouco exausta pela subida.
- Eu sei... mas não consigo acreditar que ele trata assim a própria filha, sabe? – A voz de Rin estava triste e cansada. – Olha, pega a chave do meu apartamento e pode ir dormir, vou ver quem esta com Harumi, okay?
- Como quiser.
Chegaram ao 6º andar e Kagome se dirigiu diretamente ao apartamento de Rin. Ao ver a porta se fechando, a garçonete se encostou na parede e fechou os olhos, segurava as lagrimas de desespero. Não sabia o que fazer. Aquela situação era completamente nova e fugia de tudo o que conhecia, como Hakudoushi podia deixar Harumi com estranhos? E se esses novos moradores fossem pedófilos, ou sequestradores, ou psicopatas? Ouviu a porta se abrir e, quando abriu os olhos para encarar Kagome, percebeu a quantidade de caixas espalhadas pelo corredor.
- Pode ir dormir Kagome, esta tudo bem. – Falou automaticamente, encarava curiosa as caixas.
- Estou sem sono. – Ouviu uma voz masculina a responder. Procurou o dono da voz e encontrou um homem alto, belo e com aparência cansada saindo do apartamento de Kaede. - Você é a mãe de Harumi?
- Sim, ela esta com você?- Nem mesmo se deleitou com a incrível beleza do homem a sua frente, seu desespero ainda estava em alta.
- Entre por favor. – Sua voz era metálica, mas não desprovida de certa compaixão pelo desastre que era a aparência daquela mulher.
Rin podia atrair inúmeros olhares e inveja no bar, mas após trabalhar como louca e subir seis lances de escada estava descabelada, suada, cansada e desesperada, principalmente por Harumi ter ido para o hospital e Hakudoushi a ter deixado com um completo estranho. Não chorava mais, porém, seu rosto estava vermelho e quente, ainda molhado pelas lagrimas. O homem sorriu sutilmente, acalmando um pouco o coração desenfreado de Rin.
Se ajeitou ligeiramente e o seguiu para o antigo apartamento de Kaede. O apartamento era apenas caixas rotuladas como 'livros', 'lençóis', etc, as únicas coisas que não estavam em caixas ou instaladas eram utensílios da cozinha e os moveis grandes. Ele se sentou em uma das duas cadeiras que possuía na cozinha, em frente a uma pequena mesa para dois onde estava servido um chá com apenas duas xícaras.
- Peço perdão por Hakudoushi, ele nunca deveria ter deixado Harumi com o senhor. – Sentou-se quando ele apontou para a outra cadeira. – Foi irresponsável da parte dele e ainda tirar sua noite de sono? Injusto.
- Não se preocupe, ele não estava em condições de cuidar dela e eu realmente não me importei. – Ele serviu o chá para ela. – Devo começar dizendo que não faria mal a sua filha e nem a você.
- Mas se você fosse fazer algum mal nunca me diria. – Rin falou mais descontraída, bebendo o chá ainda quente.
- Nisso você esta certa. – E ele sorriu novamente. – Seu marido a deixou aqui e ela estava com uma febre altíssima e com indigestão, dei um medicamento para ela e, desde então, ela tem dormido. A febre baixou e ela parece melhor.
- Você deu um remédio sem prescrição ou qualquer coisa? Hakudoushi passou com ela no hospital e trouxe o remédio junto?
- Ele falou que a fila de espera estava muito grande e desistiu de passar com algum medico. – Viu a mão de Rin tremer e estendeu sua mão e a tocou, tranquilizando-a. – Sou pediatra e ela esta bem agora, você não tem nada com o que se preocupar.
- E por que um pediatra esta morando nesse bairro violento e carente?
- Acabei de me mudar e gostei do apartamento. Fica perto do hospital e o preço é bom, isso é o que importa para mim.
- Entendo... – Rin olhou rapidamente para o celular e percebeu que o sol logo nasceria. Se levantou e sorriu. – Obrigada por cuidar de Harumi.
- Ela esta no quarto.
Rin o seguiu para lá e viu a pequenina e magra criança de 6 anos. Ao olhar a bela garota dormindo, os olhos de Rin voltaram a se encher de lagrimas e finalmente percebeu. Quando Hakudoushi havia ligado, ele já havia deixado Harumi lá, estava tão nervosa que nem mesmo percebeu o som de música abafada atrás do ex-namorado. Era tão burra e estava fazendo aquela inocente e doce menina sofrer. Sentiu a mão do homem em seu ombro e sorriu levemente. Pegou a filha no colo, tendo o cuidado de não acorda-la e saiu do apartamento.
- Obrigada por tudo, prometo que vou fazer o máximo para que isso não ocorra novamente.
- Não se preocupe.
- Boa noite. – Rin se despediu rapidamente e entrou em seu apartamento.
Seu lar estava uma completa bagunça, mas ignorou as roupas e louça suja, rumou para o único quarto e encontrou Kagome dormindo pesadamente em sua cama. Sorriu novamente, ao menos tinha uma boa amiga para ajuda-la. Colocou Harumi na cama e pegou algumas roupas limpas, precisava tomar um banho. Tinha que se apressar para não chegar tarde na lanchonete. Seu banho fora rápido, anotou um bilhete explicando para Kagome que tentaria chegar às 14h30, deu um beijo em Harumi e saiu novamente do apartamento. Foi quando percebeu que nem mesmo havia se apresentado adequadamente ao vizinho, iria lá mais tarde.
A correria nunca parava.
Só precisava entregar aquela ultima conta, pegar o dinheiro e devolver o troco, contar suas gorjetas e ir para casa. Havia ligado para o hotel onde trabalhava como camareira e conseguiu que alguém a cobrisse naquela tarde também, domingo ficaria com Harumi o dia todo. Se apressou para que tudo estivesse pronto para ir para casa e correu. Logo já estava sem o uniforme e se encaminhando para a saída da lanchonete, quando a porta se abriu e viu Hakudoushi.
- Rin. – Ele falou calmamente, deixando a garçonete com mais raiva.
- Eu não posso lidar com você agora. – Sibilou e passou por ele. Já estava na rua quando ele a segurou pelo braço.
- Temos que conversar.
- A única coisa que eu tenho para dizer para você, Hakudoushi, é que chega. – Se virou para ele e soltou seu braço. – O governo decidiu que você pode ficar com Harumi aos fins de semana e que você tem que pagar a pensão, se você não quer ficar com a sua filha, não precisa. Apenas pague a pensão e viva a sua vida.
- Não é assim...
- Mas agora é. Você não queria filhos, você pediu pelo aborto e eu não quis. Você não precisa sofrer pelas minhas escolhas e você deixou bem claro ontem que você não precisa de nada disso, então vamos deixar assim.
- Eu só estava estressado ontem e precisava sair... – A voz de Hakudoushi não passava de um sussurro.
- Você é assim todos os fins de semana. – Rin sorriu de alguma forma. – E você quer essa vida, Hashi. Não estou falando que você não pode ver Harumi, mas você tem que arrumar sua vida e quando você quiser ser pai e se envolver com ela, eu não vejo problemas. Preciso ir agora.
- Eu te ligo mais tarde...
Rin ignorou o que Hakudoushi falou e simplesmente seguiu seu caminho. Demorou quase uma hora para chegar no prédio de ônibus e mais quinze minutos para subir as escadas, ao menos chegou no horário que havia prometido. Não tinham mais caixas espalhadas pelo corredor do sexto andar, o que a fez se lembrar do que havia acontecido. Antes de ver Harumi precisava fazer mais alguma coisa, alguma coisa para tirar aquela curta conversa com Hakudoushi de sua mente. Bateu na porta vizinha à sua.
- Olá. – Falou educadamente quando o homem abriu a porta, belo, molhado e usando apenas uma toalha envolvendo sua cintura.
- Olá. – Ele sorriu sutilmente.
- Não me apresentei ontem e me senti mal por isso. – Rin sorriu, ignorando seu rosto corado. – Sou Yamada Rin.
- Taishou Sesshoumaru.
- Taishou? – Perguntou confusa. – Existe alguma chance de você ser parente de Taishou Inuyasha?
- Sou o meio-irmão dele, não nos falamos muito.
- Entendo...
Ouviu uma porta se abrindo, ao olhar para o corredor, viu Harumi saindo do apartamento. Sorriu aliviada e feliz enquanto se ajoelhava no chão para abraçar a filha, era ver o sorriso da pequena que a raiva, o cansaço, tudo desaparecia. Pegou a garota no colo e se virou novamente para Sesshoumaru.
- Gostaria de tomar um lanche da tarde conosco? É um agradecimento por ter cuidado de Harumi.
- Não quero incomodar.
- Por favor Sesshy! – Harumi falou em uma mistura de compaixão e animação. – Mamãe pode fazer o bolo que o senhor mais gostar.
- Bom... – Sesshoumaru olhou para Rin e notou a beleza dos olhos brilhantes da mulher e aquela cor... por mais que não gostasse de doces, não podia negar aqueles olhos de... – Chocolate.
- Okay, apareça daqui a pouco, farei um chá e o bolo de chocolate. – Rin sorriu suavemente e seguiu para o seu apartamento, mas antes de entrar, falou divertida. – Sesshy.
Harumi se aninhou confortavelmente no colo de Rin enquanto entravam no apartamento. Toda a bagunça que havia encontrado naquela madrugada, havia desaparecido, deixando espaço para mostrar ou poucos moveis da sala. Kagome estava deitada no sofá, vendo algum programa e, na sua frente, alguns brinquedos de Harumi espalhados. Rin colocou a filha no chão enquanto a abraçava e a beijava. Sorriu para a amiga.
- Desculpe por tudo, Kagome.
- Não se preocupe Rin. – A jovem de olhos azuis sorriu. – Vai trabalhar no bar hoje de noite?
- Sim... – Falou desanimada enquanto se sentava no chão ao lado da filha. – Por que?
- Acho que vou passar lá... Por mais rabugento que ele seja, gostei daquele bartender...
- Inuyasha? Acho que ele namora...
- Não custa nada tentar... – A jovem sorriu e se levantou para pegar algo na cozinha.
- E você, meu amor? Desculpa por ontem... seu pai foi muito irresponsável. – Rin se virou e admirou a beleza da filha. Os longos cabelos negros como os da mãe, mas os olhos eram lilás como os do pai, linda.
- Não tem problema... Sesshy foi legal, deixou eu ver desenho e fiquei melhor. – Ela falou sorrindo, enquanto se aconchegava na mãe.
- Conversei com seu pai hoje, ele vai ficar ocupado por um tempo e não vai conseguir te ver mui to... Desculpa.
- Tudo bem, eu entendo. – Nada abalava aquela pequena garota.
- Bom, sabe quem esta voltando de viagem e vai passar o fim de semana conosco?
- Ah mãe... não gosto muito do Naraku... – Só aquela pessoa a abalava.
Ao Harumi falar o nome do namorado de Rin, elas ouviram algo se quebrando na cozinha e alguém batendo na porta. Rin sorriu tristemente para a filha e se levantou, caminhou calmamente para a porta e se surpreendeu ao ver Sesshoumaru lá, segurando uma garrafa de vinho que parecia extremamente cara,
- Não o esperava tão cedo, nem comecei o bolo ainda.
- Posso voltar depois. – Sua voz era um tanto quanto fria, mas isso não fez efeito na jovem que o puxou pela mão.
- Ridículo, apenas entre e sinta-se a vontade. – Rin sorriu. – Vou começar a fazer o bolo e ver se Kagome se cortou. Harumi, depois conversamos sobre isso.
- Ah, isso é para você. – Sesshoumaru estendeu a garrafa que ela agradeceu com um sorriso e a levou para a cozinha.
Rin entrou na cozinha para encontrar Kagome escorada nos gabinetes de cabeça baixa. Percebeu um copo quebrado dentro da pia, por que ela estava tão abalada assim? Estava brava com Rin por tê-la deixado sozinha naquela manha? Ou por Inuyasha ter uma namorada?
- O que esta acontecendo? – Rin perguntou num sussurro enquanto pega os ingredientes para o bolo.
- Naraku não faz bem para você. – A voz da garota era séria.
- Eu sei, mas ele me ajuda em algumas coisas, ele não se importa em cuidar de Harumi quando tenho que trabalhar e ele é um homem responsável, tão diferente de Hashi...
- Mas, querendo ou não, você ainda ama o Hashi e gostaria que ele fosse esse homem responsável.
- Não importa mais, estamos em momentos diferentes da nossa vida e ele deixou Harumi com um estranho. Por mais bonito e educado que ele seja, isso é uma coisa horrível. – Rin preparava o bolo tranquilamente enquanto Kagome servia o vinho de Sesshoumaru em três taças. – Minha conversa com Hashi foi horrível hoje, nós discutimos no meio da rua e odeio ter que afastar Harumi do pai, mas é a única forma de deixa-la segura.
- Afasta-lo é bom para você também, quem sabe um bom tempo afastados faça você esquecê-lo... – Kagome sorriu para a amiga. – Mas você tem que terminar com Naraku, vocês só brigam e não pense que eu e Sangô não percebemos que você chora constantemente e os roxos que aparecem à cada duas semanas.
- Kagome... hoje não. Estou muito cansada... – Sorriu de volta para Kagome. – Deixo você, Sangô e Harumi prepararem uma intervenção, okay?
- Sim senhora. – Ela pegou duas taças. – Vou fazer sala para o seu misterioso vizinho.
- Alias! Ele é o meio-irmão de Inuyasha, bizarro...
Kagome riu e saiu da cozinha, encontrando Sesshoumaru e Harumi sentados no chão, brincando juntos, Rin precisava de um homem daquele jeito. A mulher de olhos azuis sorriu e se aproximou dos dois e estendeu uma das taças para Sesshoumaru, que sorriu imperceptivelmente.
- Estão brincando do que? – Ela perguntou se sentando na poltrona próxima dos dois.
- Estou contando para o Sesshy sobre mamãe e Naraku. – Harumi falou emburrada.
- Querida, depois conversamos sobre isso... não podemos envolver o... – Foi quando percebeu que não sabia o nome dele.
- Sesshoumaru. – Ele falou antes de beber o vinho.
- Isso, não podemos envolver Sesshoumaru nos problemas de Rin. – Sorriu tristemente. – Sou Kagome.
- Prazer. – A voz dele era seria. – Eles brigam tanto assim?
- Só às vezes.
- O bolo já esta no forno! – Rin apareceu sorrindo.
Sesshoumaru apenas olhou para a mulher e percebeu o quanto ela sofria para cuidar daquela pequena menina e sorriu. Rin sorriu de volta, tentando não pensar nos problemas que se seguiriam, ao menos sabia que podia confiar naquele homem à sua frente. Logo estavam comendo o bolo e conversando tranquilamente, Sesshoumaru não participava muito da conversa, mas acenava em resposta. Rin o convidou a aparecer no bar algum dia, reencontrar Inuyasha talvez. Mas o principal comentário de Sesshoumaru em toda aquela tarde fora:
- Este é o meu novo bolo favorito.
Kagome e Sesshoumaru não demoraram para partir, percebendo o visível cansaço da anfitriã. A jovem de olhos azuis falou que buscaria Rin para irem ao bar juntas, Kagome parecia animada por aquela noite, diferente de Rin. Assim que eles saíram, Rin tomou um longo e quente banho e deitou-se com Harumi, conversou com a filha sobre Naraku e, por mais que ela não gostasse, deveria respeita-lo. Sim, brigavam muito, mas ele a ajudava tanto. Então Harumi precisava continuar tentando gostar dele, ou ao menos pensar no quanto ele era necessário ali.
Dormiram rapidamente, até aquele momento Rin não havia sentido a dor que havia se apossado de seu pequeno corpo, o cansaço e aquela tremenda necessidade de descanso. Eram apenas naqueles instantes que a correria passava e sua mente clareava, sorria. Ganhava novamente a perspectiva e percebia que tudo o que fazia era por aquela doce menina deitada ao seu lado, todas as dores ou noites acordada valiam a pena.
Seu despertador tocou às 18 horas e, ao abrir os olhos, encontrou novamente a correria e a necessidade de continuar naquela rotina, precisava criar Harumi da melhor forma possível e aquilo só era possível com a conta positiva no banco. Três empregos? Se fossem preciso de mais ela faria feliz, sim, não conseguia ver tanto sua filha, mas saber que ela estudava em uma boa escola, que seu futuro estava sendo construído, bem, aquilo era o bastante. Se arrumou enquanto ligava para Kagome vir busca-la, olhava para o reflexo de Harumi adormecida no espelho e não podia evitar de sorrir.
- Vai trabalhar, okaa-san? – Se virou ao escutar a voz sonolenta de Harumi.
- Sim... – Sentou-se na cama e acariciou os cabelos negros da menina. – Mas amanhã nós vamos passar o dia inteiro juntas, eu prometo.
- Mas Naraku vai estar aqui...
- Amanhã ele vai fazer algumas coisas na casa dele, sei que faz tempo que não passamos um tempo só eu e você. – Beijou a testa da filha e foi para a sala pegar sua bota.
Quando a porta se abriu dez minutos depois, não encontrou os límpidos olhos azuis de Kagome, mas as avermelhadas orbes de Naraku. Ele parecia cansado, mas sorria, como não percebia algo de maligno no olhar dele? Por que se submetia a inventar desculpas para suas brigas, para os machucados? Apenas sorriu fracamente. Pegou sua bolsa, se aproximou e o beijou rapidamente, já saindo pela porta.
- Desculpa! Já estou atrasada, mas Harumi já comeu e conversei com o vizinho, se você encontrar algum problema, ele pode cuidar dela. Devo chegar às 4 da manhã e então conversaremos, okay?
Nem mesmo esperou resposta, simplesmente saiu correndo escadas abaixo. O carro de Kagome tinha acabado de estacionar e Rin entrou rapidamente, não dando chance de Kagome falar alguma coisa. Sorriu para a surpresa da amiga, mas não falou uma palavra até o carro estar em movimento.
- Naraku acabou de chegar e estou tão atrasada. – Falou finalmente, acendendo a luz do carro e finalizando sua maquiagem. – E meus pés doem.
- Você esta com a mesma roupa de ontem? – Kagome perguntou divertida enquanto fazia a curva.
- Tomei banho, né? E troquei a camiseta do bar. – Riu divertida. – Não sei se vou aguentar ficar andando e correndo pelo bar hoje, vou pedir para ficar de bartender...
- Assim dá pra conversar. – Logo o carro estava parando. – Acho que Sangô já chegou.
- Não sabia que ela viria hoje... – Rin saiu apressada do carro.
- Ela se divertiu ontem e decidiu que seria engraçado voltar.
- Vou entrando, okay? Guardo um lugar pra você sentar!
Novamente Rin corria, mas de forma delicada, por dentro do bar que já estava ficando cheio. Miroku e Inuyasha estavam por trás do bar, servindo algumas garotas que conversavam animadamente, conseguiu ver Sangô bebendo alguma coisa seriamente. Logo encontrou com Takigawa próximo a cozinha.
- Desculpe o atraso, tive que esperar meu namorado chegar para cuidar de Harumi.
- Não se preocupe, Rin. – Ele sorriu tranquilamente. – Mas hoje você não vai trabalhar no salão.
- Ah, eu ia te pedir para ficar no bar, sabe? Só bartender... só dormi duas horas hoje.
- A minha ideia era essa.
- Obrigada! – Ela o beijou no rosto e foi se encontrar com os meninos.
A noite seria mais tranquila ali, sairia cedo e poderia ficar com sua filha. Sim, sua sorte estava mudando, cumprimentou Miroku, Inuyasha e Sangô, prendeu seu cabelo e estava pronta. Kagome logo entrava no bar e se sentava ao lado de Sangô, ao menos a noite seria divertida. Foi quando viu a silhueta de Sesshoumaru andando por entre as mesas, sorriu. Seria uma noite para ficar na memória.
- Miroku, você não deveria estar dando em cima daquelas meninas quase bêbadas? – Sangô perguntou divertida.
- Acho que seria mais inteligente conversar com a garota mais bonita do bar. – Ele respondeu sedutoramente.
- Agora sei por que as mulheres somem deste bar, você dá em cima delas e elas tem que fugir das suas cantadas pobres. – Ela ri juntamente com Kagome.
- Se eu soubesse que ficar aqui era tão divertido, nem me preocuparia com as gorjetas. – Rin sussurrou para si mesma. Serviu algumas doses de tequila para as meninas sentadas do lado oposto do bar, mas logo se virou para Inuyasha. – Alias, conheci o seu meio-irmão.
- Sesshoumaru? – Ele perguntou confuso.
- Ele é tão bonito, mas meio frio e calado. – Kagome comentou enquanto Miroku lhe servia um novo drink.
- Sesshoumaru? – Inuyasha perguntou novamente.
- Alem de analfabeto, ele é lento? – Kagome se voltou para Miroku.
Podiam escutar Inuyasha xingando a jovem enquanto fazia uma batida. Sesshoumaru finalmente se aproximou, ele havia parado para conversar com algumas pessoas, incluindo Bokuseno (que havia voltado por convite de Rin) e todas as vezes que tentava se aproximar do balcão, alguma garota o puxava para dançar ou beber algo. Estava sendo divertido ver a rigidez daquele homem.
- Então, explica o jogo de novo. – Sangô pediu para Miroku.
- Você tem que escolher uma pessoa para casar, outra para matar e a ultima para transar.
- Acho que depois de ter falado da beleza de Sesshoumaru, sabemos que ela não o mataria. – Inuyasha falou ironicamente.
- E depois de tantos xingamentos, já sabemos quem eu mataria. – Kagome respondeu nervosamente, ouvindo a crescente risada de Miroku e Sangô.
Oh God, tantas coisas para explicar!
Bom, inicialmente essa fic foi pensada enquanto eu estava nos EUA no ano passado e eu não contei isso no primeiro capitulo, esqueci. Eu fui num bar com a minha prima uma vez e só conhecia ela, nem mesmo conhecia as músicas que estavam tocando. Mas o lugar estava cheio de gente. Um cara que trabalha com ela (minha prima) também trabalha nesse bar, ele tem dois empregos pra sustentar um estilo de vida melhor. Mas nesse bar não era apenas trabalho e ficar servindo o tempo todo, o Eric (o amigo da minha prima) bebia quando alguém pagava um shot pra ele, dançava e mais se divertia do que trabalhava. Isso foi algo que começou a me dar a ideia dessa fic.
O Sesshoumaru não tem aquelas marcas no rosto (a meia lua e aquelas faixas), mas seu cabelo é prateado, porém curto. Queria deixar isso mais claro, só que ele continua sendo um youkai...
Eu peço para que vocês não odeiem o Hakudoushi. Ele não estava preparado para ter uma filha, eles são jovens e, ao invés de querer as grandes responsabilidades, ele ainda quer aproveitar a vida como se ainda tivesse 18 anos. Ele é imaturo, mas quem tomou a decisão foi Rin o que apenas aumenta a revolta dele. Ele ama a Rin e Harumi, só não esta pronto para esse estilo de vida.
Trago também boas noticias!
Antes de tudo, estava arrumando meu baú esses dias e encontrei alguns capítulos que tinha imprimido da fanfic "A Melhor Forma", e atrás dessas impressões tinham 4 desenhos que minha amiga fez dos capítulos 02 e 03, criei uma conta no deviantart e estes desenhos estão lá... olhem lá e me digam o que acharam! E sim, estou reescrevendo a fanfic! juuuubbs. deviantart. com (tirem o espaço)
Estou preparando 3 novas fanfics. "A Caravana" – Rin e Sesshy, século XVII, ciganos e nobres. "Sanctuary" – Rin e Sesshy também, mas se passa após o final do manga... alguns anos depois para ser exata (quando Rin cresce e talz). E, por fim, "The Coffee Shop" – Sangô e Miroku, siiiim! Vou tentar fazer uma fanfic com um casal diferente desta vez, e a história se passa na nossa era mesmo!
Quando acabar Yellow eu vou postar uma destas fanfics (que já estou trabalhando), assim que postar o 4º tomo de Fuckin' Perfect eu postarei outra, mas acho que vou esperar Renegade acabar para postar a terceira fanfic... ou talvez eu não aguente e poste tudo de uma vez!
Booooom! Acho que por hoje é só! Espero que tenham gostado do capitulo e mandem reviews, to meio insegura ;D
Beijooos!
