O ruivo tinha as faces coradas, os lábios vermelhos e aquela característica malícia no olhar. Eu podia dizer que não e voltar para minha casa, tomar um banho frio e sonhar com ele o resto da noite. Eu podia dizer que sim, e contra toda a razão deixar-me ir com um desconhecido, e passar a noite naqueles braços fortes, com aquele corpo maravilhoso.
E eu disse que sim.
- Então prepara-te Capuchinho esta vai ser a melhor noite da tua vida.
- Esperemos que o Lobo Mau consiga aguentar…
Ele soltou uma gargalhada, arranjamos as roupas, eu estava sem carro por isso fomos para o dele. Esta noite ia entregar-me a loucura. Beijamos-nos de novo e entramos no carro.
Assim que entrei no carro dei conta que nem o nome dele eu sabia, não importa, se ele não me pergunta-se eu também não o faria. Não ia estragar aquele momento, senti a mão atrevida dele na minha coxa.
- Tão calado, não me digas que estas arrependido de vir comigo?
A mão dele foi subindo pela minha perna, os meus dedos encaminharam-se para a mão dele e arrastei-a até a minha boca, comecei a lamber os dedos dele, de uma forma tão imoral, que eu nunca pensei ser capaz. Lambi e chupei os dedos dele calmamente, com olhos meio cerrados e uma expressão de atrevimento. Ele humedeceu os lábios com a língua. Era óbvio que a minha provocação estava a surtir efeito.

- Quanto fogo… Parece que encontrei uma raridade…
- Raridade??
Não entendi o sentido das palavras dele.
- Sim um rapaz, tímido, que não tem a mínima noção do quão bonito é, mas que consegue ser tão atrevido que me tira o ar.
Corei com o comentário, realmente ele estava tentar ler-me. E eu estou a deixar, não o conheço, mas não quero levantar barreiras, não queria quebrar aquele momento porque tinha a certeza que ele não se ia repetir. Ia apenas aproveitar o momento ao máximo. O ruivo viu que eu tinha ficado quieto, e não me incomodou, deixou-me estar quietinho, no meu lugar. Depressa chegamos a casa dele, mora num apartamento num prédio da baixa da cidade. Um ambiente agradável um prédio antigo mas conservado.
- É aqui. Vamos Capuchinho?
Aquele Lobo Mau, abriu-me a porta do carro, e mal eu tinha saído ele tomou-me os lábios de novo de uma forma possessiva. A língua dele intrometeu-se na minha boca, acariciando a minha. Quando as bocas se separaram, ambos começamos a rir como crianças. Onde estávamos, qualquer pessoa podia ver-nos, entramos no prédio e metemos-nos no elevador, ainda sorriamos um para o outro, toda aquela química parecia que deixava o ar mais carregado, mais difícil de respirar. Realmente aquele ruivo era incrível.

- Chegamos! Ele pegou nas chaves e abriu a porta.
Para mim foi como entrar num reino de fantasias, fantasias loucas que eu nem sabia ter. Ri nervoso, na realidade eu não sabia o que fazer, para mim toda a situação é inédita. Mal a porta bateu senti os braços dele a rodearem as minhas costas apoiou a cabeça na curvatura do meu pescoço. A respiração quente arrepiou a pele sensível do meu pescoço. As mão dele entraram na minha camisola, passando levemente em cima do meu umbigo, senti aquelas mãos suaves a levantarem a minha camisola, tirando-a, ficou a minha frente e sorriu. As minhas mão procuraram a camisola que ele vestia e depressa a tirei também. Ficamos a olhar um para o outro e de novo unimos nossas bocas com uma urgência desesperada. As minhas mãos passearam livres no tórax e no abdómen perfeito. O corpo dele é tão bonito, a pele clara, sem qualquer marca, o corpo definido. A boca dele desceu para o meu pescoço, e eu soltei um gemido alto.
- Parece que encontrei o teu ponto fraco!
Eu não respondi, continuei a sentir aqueles lábios a passearem pelo meu peito. Apanhou o meu mamilo direito com os lábios, lambendo-o e mordendo suavemente. Levei o meu indicador a boca mordendo, nunca tinha tido nenhuma daquelas sensações, tudo tão novo e tão bom. Ele olhou para mim como se me avalia-se.
- Ficas muito lindo assim coradinho. E com esse dedo na boca... Hum… desejável…
Fiquei ainda mais corado como se isso fosse fosse possível. A beijar-nos fomos para o quarto. Ele empurrou-me suavemente para a cama enorme daquele quarto, caí no meio dos lençóis negros e das almofadas vermelhas como os cabelos que se apoiavam nelas todas as noites. O ruivo olhou para mim de forma predadora.

- Matt!!
Eu olhei confuso para ele, não estava a entender o que ele queria dizer.
- É o meu nome, aquele que tu vais gritar toda a noite.
Eu engasguei-me… Ele sabia como deixar-me tímido…
- Raito!! Acredita que hoje não serei o único a gritar!
- É exactamente isso que eu espero.
Ele gatinhou na cama ate ficar de quatro por cima de mim. De novo o língua dele atacou o meu peito numa dança lenta até o meu umbigo. Rodeou-o, arrancando gemidos da minha boca. A boca dele continuou a descer até aos cós da minha calça. Os dedos esguios despertaram o botão dos meus jeans, depois correu o ziper.

Suavemente as mãos fizeram minhas calças descerem, atirou a peça de roupa para o chão ao pé da cama. A mão dele tocou levemente no meu membro, fazendo-me morder os dedos. Eu não tenho reacção estou ali jogado na cama, sei que estou corado, a minha boca entreaberta não parece trazer todo o ar que preciso. Então abri subitamente os olhos ao sentir o meu boxer a ser retirado. Foi involuntário eu realmente não queria mas encolhi-me todo mal a peça foi retirada. Ele levantou uma sobrancelha com se estivesse em duvida, depois calmamente, sem rir ele aproximou-se do meu ouvido.
- É a tua primeira vez certo?
Eu concordei com a cabeça. Agora sim estava totalmente embaraçado, não conseguía olhar para os olhos dele.
- E tens a certeza que queres mesmo que seja comigo?
Novamente acenei a resposta com a cabeça.
- Então eu prometo que vou com cuidado. Agora tens de olhar para mim, tens de me deixar olhar para esses olhos lindos.
Eu virei-me lentamente para ele. Ele sorria tão terno, o meu peito aqueceu levemente, eu sabia o que estava a acontecer, eu estava a apaixonar-me por ele. Por um estranho que me tratava com tanto carinho.
- Va podemos continuar Raito?
- Sim…

Ele beijou-me com muita suavidade enquanto as mãos dele calmamente tiraram as minhas que tentavam esconder o meu corpo.
- Não tens que te esconder! Tu és lindo demais para te esconderes.
Sentei na cama as minhas mãos ganharam vida e abriram as calças do outro. Ele sorriu-me e tirou a peça, ficou com um boxer preto que deixava transparecer a excitação dele. Depois pegou levemente nas minhas mão e levou-as até a boxer.
- Vais ter de ser tu a tirar…
Engoli em seco e com calma tirei o boxer. Depois olhei para aquele corpo tão lindo.
- Gostas do que vês??
- Sim… És tão lindo…
- Até posso ser, mas não sou tanto como tu!
Ele foi aproximando-se de mim, a mão direita dele rodeou o meu membro, iniciando suaves movimentos de vai-e-vem. Eu gemi alto. Continuou com aquela movimentação deliciosa até que senti a mão a ser retirada. Dei um resmungo de protesto e ouvi uma risada doce. Em seguida a língua dele tocou o meu membro, para que em seguida aquela boca aveludada o envolvesse completamente, soltei um grito ao sentir que ele me lambia e chupava. Aquilo era demais, a minha mente ficou turva, uma neblina cobriu os meus olhos.
- Ah… Matt…

O grito saiu da minha boca antes mesmo de eu dar por isso. Ele assim que ouviu o grito levou a mão até a minha boca. Eu logo comecei a lamber as aqueles dedos longos. Ele logo os retirou da minha boca. Continuando com os movimentos com a boca eu senti que ele introduzia um dedo na minha entrada, uma dor aguda espalhou-se pelo meu corpo, mas logo foi substituída pelo prazer, depois um outro dedo foi acrescentado ao que já estava dentro de mim. De novo uma sensação de desconforto mas a boca dele não parava os movimentos e logo eu senti novamente ondas de prazer. De repente senti que os dedos me abandonaram, em seguida a boca dele parou.
- Então?
- Calma capuchinho, agora vem o melhor…
Os lábios dele tomaram os meus e o membro dele começou a forçar lentamente a minha entrada. Foi entrando devagar em mim. Uma dor começou a alastrar-se pelo meu corpo. Ele parou e ficou a olhar para mim. Os olhos esmeralda mostravam preocupação. Matt beijou a minha face e a mão esquerda dele procurou a minha os dedos entrelaçaram-se.
- Então está a doer?
Na realidade não doía mais, agora todo o que eu sinto é um prazer intenso, e um calor no peito.
-Não.

A minha mão esquerda agarrou o pescoço dele puxando-o mais para mim. Ele começou a movimentar-se aumentando o ritmo cada vez mais, ele largou a minha mão e agarrou o meu membro, começando a masturbar-me ao mesmo ritmo que entrava e saía de dentro de mim. O prazer é tal que eu não sabia mais o que dizer, não sabia o que fazer.
- MATT… Ahhh… mais… eu…
As palavras não saiam de forma coerente, não era capaz de articular as palavras, mas Matt parecia estar exactamente como ele. Os cabelos cor de sangue colados ao rosto, a boca vermelha. Eu senti que estava quase a alcançar o clímax.
- MATT… EU…
Não acabei a frase, os meus sentidos ficaram entorpecidos o meu corpo pareceu explodir numa onda de energia.
- RAITO… CAPUCHINHO…
O ruivo alcançou o seu clímax dentro de mim… Em seguida ele retirou-se de mim e desabou na cama. Nenhum dos dois estava capaz de falar. As respirações apresadas.

Olhei para a mão do ruivo e via suja com a minha própria essência. Corei um pouco enquanto sentia a dele dentro de mim.
- Raito?
-Hum…
Ele virou-se para mim de lado ainda corado.
- Estas bem?
Eu sorri perante a preocupação que se mostrava naquela voz.
- Sim estou bem, atrevo-me a dizer que nunca estive melhor.
- Ainda bem! Sabes eu queria dizer-te uma coisa, pode parecer muito apressado, e na realidade é mesmo, mas… Eu estou a apaixonar-me por ti…
Os meus olhos abriram muito, a minha boca parecia incapaz de pronunciar uma palavra, ele sentia o mesmo que eu.
- Eu sinto o mesmo…
Novamente ele sorriu-me e novamente nos beijamos. Ele aconchegou-me nos braços e ficou a acariciar o meu cabelo. Finalmente deixei-me adormecer. Nos braços do meu amado desconhecido.

Notas da autora: Eu nem sei bem de onde surgiu este casal na minha mente. Eu na realidade nem sei bem... A fic surgiu devido a uma conversa no msn com uma amiga, daí resolvi que tinha de ter um casal invulgar, bem invulgar ele é..

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