SICKNESS
AUTOR: VICKYLOKA
DATA: FEVEREIRO 2009
NOTA1: Os personagens de Sobrenatural não me pertencem. Sou apenas uma fã que gosta de escrever sobre as inúmeras situações que podem acontecer com eles.
NOTA1: Os garotos ainda são crianças nessa fic. Dean está com 10 anos e Sam com 6.
RESUMO: Cuidar de Sam sempre foi o trabalho de Dean. Mas quando Dean fica doente quem vai cuidar dele?
Pessoas que estão lendo a fic, me perdoem pelo atraso. Sei que demorei muito pra postar a continuação mas tive alguns problemas pra passar a fic pro computador e aí ainda tive que esperar minha beta. (Que fez um ótimo trabalho por sinal, obrigada!)
De qualquer maneira, aí está. Depois de muito tempo, o capítulo dois. =D
Boa Leitura, reviews são sempre apreciados!
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Cap.2
Dean teve uma noite agitada, não conseguiu dormir direito e, de manhã, estava mais cansado do que antes de ir dormir. Continuou deitado na cama sem se mexer, não queria fazer nada que não fosse ficar naquela cama, lentamente caiu no sono, nem ao menos ouviu quando Sam se levantou.
Sam estranhou o fato de Dean continuar dormindo, Dean devia estar realmente mal para não se levantar junto com ele. Resolveu esperar para ver quando o irmão acordaria. Dean dormiu a manhã inteira, quando o telefone tocou Sam olhou para ele assustado, somente Dean atendia o telefone, e só quando sabia que era o pai. Qual era mesmo o código? Dean havia lhe ensinado como saber que era o pai no caso de uma emergência. Um toque, depois desligava, então ligava de novo.
Sam continuou encarando o telefone quando ele parou após o primeiro toque. Assim que tocou de novo Sam correu para atender:
Pai?
Sammy? Onde está o Dean? Porque você atendeu?
Papai, eu acho que tem alguma coisa errada com o Dean...
O que quer dizer filho? O que há de errado?
Não sei papai. Ele ficou deitado ontem o dia inteiro e agora não quer acordar.
O quê? Sammy, não saia desse quarto e não abra a porta pra ninguém. Também não atenda o telefone, ouviu? Estou indo para aí.
Ok, papai.
Cerca de duas horas depois Sam ouviu um barulho de carro na porta do hotel, logo depois ouviu a batida na porta e viu seu pai entrando:
Sammy, você está bem?
Sim, papai. Eu tô bem.
Cadê o Dean?
Ele ainda está dormindo. Tá tarde, papai, ele já devia ter acordado. – Sam choramingou.
John caminhou até a cama onde seu filho mais velho ainda dormia e se sentou na borda sacudindo-o de leve:
Ei, campeão. Você está bem?
Dean abriu lentamente os olhos e, vendo seu pai despertou imediatamente tentando se sentar.
Pai? O que aconteceu, por que você está aqui? Sammy está bem?
Sammy está ótimo, Dean. Eu vim porque ele estava preocupado com você. Deixe-me ver você. – John disse enquanto encostava a mão na testa de Dean para sentir sua temperatura. – Você está meio febril, está sentindo alguma coisa?
Eu tô bem, pai. Só com um pouco de dor de cabeça. – Disse Dean começando a se levantar.
Pode tratar de ficar na cama garoto. – disse John colocando Dean de volta na cama. – Descanse, eu cuido do Sam. Se você piorar vamos para o hospital.
Dean largou a cabeça no travesseiro e suspirou. Não conseguiu pensar em nada para dizer que pudesse convencer seu pai de que estava bem, isso provavelmente porque ele não se sentia nada bem. Ficou deitado enquanto John verificava as trancas da porta e das janelas e depois ia cuidar de Sam.
Ei, filho. Está com fome? – John perguntou a Sam.
Morrendo.
Dean sentiu uma pontada de remorso ao lembrar que não tinha dado jantar a Sam no dia anterior e, levando em conta como estava tarde, Sam não tinha tomado café tampouco.
Ok, Sammy. – disse John – vamos ver o que tem pra comer por aqui. – Quer um sanduíche, Sammy?
Sam concordou com a cabeça.
Ok, um sanduíche saindo.
John preparou um lanche para Sam com os poucos ingredientes que pode encontrar. "Hora de comprar suprimentos" pensou. Colocou o sanduíche na frente de Sam que avançou de imediato, no entanto deu apenas uma mordida e colocou o sanduíche no prato com um olhar decepcionado.
Algum problema, Sammy? – perguntou John.
Nada papai. Acho que perdi a fome.
Ei, garoto, me fala. Qual o problema?
Sam abaixou a cabeça encarando o chão antes de responder.
Não é assim que o Dean prepara o sanduíche. – Sam começou a raspar o chão com o pé. – Está com um gosto ruim.
John olhou para seu filho por um segundo, chocado com seu súbito nervosismo.
Ok, Sam. E como é que o Dean prepara o sanduíche então?
Sam levantou a cabeça para encarar seu pai e respondeu meio envergonhado que não sabia. John suspirou profundamente.
O que você quer que eu coloque no pão, Sammy?
Eu quero igual o que o Dean faz, eu não sei o que ele coloca.
John percebeu que não teria outra saída senão perguntar ao seu filho mais velho qual era o segredo do tal sanduíche.
Ei, Dean. – John chamou com voz suave.
O que, pai?
Sam está com fome, mas diz que quer o sanduíche igual ao que você faz... Qual o segredo?
O que você colocou?
Ah... Queijo, presunto, maionese.
Sammy odeia maionese, pai.
Ele odeia? – John estava surpreso por não saber disso. – Ok, campeão, volte a descansar, obrigado.
Pai? Faça ele comer o sanduíche inteiro. Ele tem o costume de largar a maior parte no prato e meia hora depois está com fome de novo.
Claro filho, vou garantir que ele coma tudo – disse John com um sorriso.
Depois do lanche Sam quis assistir TV. Estava passando "O Mágico de Oz".
Sam, desliga isso – disse Dean.
Qual o problema, filho? Deixe seu irmão assistir TV.
Ele não pode ver esse filme, pai. Ele tem medo da bruxa, vai ter pesadelos de novo.
Não vou não, Dean. Eu já to grande pra ver O Mágico de Oz, não vou ficar com medo.
Tudo bem, Sammy. – disse John. – Você pode assistir, mas se ficar com medo vai mudar de canal, ok?
Pai, ele sempre diz que não vai ficar com medo e sempre fica.
Tá tudo bem, Dean – garantiu John – Eu tô aqui, tá bem? Não precisa se preocupar com o Sammy.
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