Rose suspirou.

Estava já um pouco de frio em Outubro. Tinha ambas as mão escondidas debaixo da camisola e sorria com o cabelo esvoaçando.

No ar a equipa de gryffindor voava treinando para o primeiro jogo do ano.

Albus também estava entre eles com a snitch aqui e acolá.

La estava ele. Em cima da vassoura. Cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Rose sorria sempre que o via e parecia que o coração disparava a toda a hora. Ele convidara-a para ir assistir ao treino. Ela ficara maravilhada com a ideia. Ate se esquecera que amanha tinha o castigo para cumprir com o Malfoy.

Levara o livro para o treino, não sabia muito bem porque, sabia perfeitamente que nem lhe ia tocar.

Oliver Jones não era do ano dela mas sim do sétimo. Ela tinha uma grande queda por ele desde o ano passado. Ele era fantástico. Muito talentoso e extremamente divertido.

Essa fora a razão que a levara a biblioteca na semana passada com saltos altos e mais arranjada que o costume. Ele parecia tão fora do seu alcance. Mas ela gostava dele.

Assim que ele desceu da vassoura, Rose suspirou:

- Então Rose? Estamos prontos?

- Claro! Parecem competentes penso eu!

Disse ela caminhando lado a lado com ele. Ele parecia tão perfeito ao lado dela.

Quando Rose se apercebeu que estava apaixonada por Oliver fora pois ele a fazia sentir extremamente normal. As pessoas olhavam para ela por vezes. Tinha um historial a segunda guerra os seus pais... Por vezes as pessoas esperavam demasiado dela. E Oliver era para ela tão normal... Tão, real.

Quando ambos chegaram a sala comum foram ter com Albus e Jannie. Eles sussuravam algo e pararam imediatamente de falar assim que eles chegaram.

- Então? Que se fala? – perguntou logo Oliver assim que se sentaram junto deles olhando para ambos.

Rose não dissera a ninguém mas ela achava que Jannie e Albus andavam a namorar as escondidas ou então estavam apaixonados um pelo o outro. Rose por vezes dava com Jannie a olhar para aquelas revistas de feiticeiras sobre concelhos amorosos, coisas que em geral ela não gostava.

E eles passavam imenso tempo a falar as escondidas e embora ela tentasse esconder Rose via que Jannie não andava muito bem. Ela raramente demonstrava as pessoas quando estava mal mas quem a conhecia bem percebia.

Talvez ela gostasse que Albus, mas ele não gostasse dela.

Ela dantes não percebia a razão pela qual Jannie não lhe contava estas coisas. Mas Jannie era mesmo assim. Primeiro pensava nas coisas por si mesma e quando lhe apetecesse contar contava. Ninguém a conseguia forçar.

Por isso Rose dava-lhe sempre o espaço q ela precisava ate se sentir preparada para vir falar com ela.

- Errrr... nos estávamos a falar... das aulas... de poções! – disse Jannie muito embaraçada.

É claro que estava embaraçada... – pensou Rose. Ela estava a conversar com Albus com algo que não criam que nem Oliver nem ela soubessem, por isso ela decidiu ajudar:

- Sim, este ano temos mais trabalhos de poções do que nunca.

No fim de uma conversa sobre aulas e estudo Jannie e Rose saíram para o Jantar:

- Onde estiveste? – perguntou Jannie.

-Ah! O Oliver pediu-me para ver o traino.

- Ahh... – Disse ela com uma cara estranha. Rose achou que devia parar de falar do assunto. Falar com Jannie sobre relações de momento devia ser complicado.

O jantar foi animado como de costume e após este Albus e Rose dicidiram dar um avanço aos trabalhos de casa. Jannie dissera que tinha de ir fazer uns trabalhos a biblioteca.

- Já contaste aos teus pais do castigo? – perguntou ele quando terminavam o trabalho de História da Magia.

- err... Não... Tenho medo da reacção... – confessou ela.

Albus riu-se.

- Ahahahahahah. Presumo então que não vás contar... Virar rebelde, Rosie? É? Ahahahah

- Cala-te! – reclamou Rose mas com um sorriso. – Não sei... achas que eles vão descobrir?

- Não sei... Talvez a McGonnagal te perdoe este e não diga nada aos teus pais...

Rose suspirou. Eles não haveriam descobrir, pois não? O assunto perturbou-a logo, então mudou de assunto:

- Como vai a Jannie?

Albus ficou muito atrapalhado. E ficou com uma cara seria que ele raramente fazia:

- Errr... Ela esta bem... esta...

Rose sorriu e olhou para ele:

- Tu claramente sentes algo por ela.

- O que? Não, não sinto nada! – Instantaneamente ficou vermelho

Rose cruzou os braços enquanto olhava para ele e sorriu:

- Assério?

- Não... não posso. Tu não compreendes ela.. ahh... ela...

-AH! Estão ai! – Disse logo Jannie chegando a Sala comum animada.

Rose trocou um olhar cumplice Albus. Sabia que ia ser uma conversa para ter mais tarde. Olhou para Jannie e disse:

- Bem! Alguem voltou feliz do estudo!

Jannie corou mas começou logo a rir.

Após uma animada conversa Jannie, Rose e Albus foram dormir. No dia seguinte teria de cumprir o primeiro castigo com o Malfoy.

O dia seguinte decorreu com facilidade encontrou Malfoy no corredor depois de terem partilhado a aula.

- Ansiosa por me ver mais tarde Weasley? – perguntou ele com um sorriso gozão.

Rose não queria admitir mas estava feliz por Malfoy ter voltado ao normal. No dia em que discutiram passaram dos insultos do costume para algo que realmente era muito grave. Malfoy parecia ter voltado ao seu bom humor o que significava que ela podia gozar e irrita-lo para o resto do tempo. Ela adorava irrita-lo. Ela realmente odiava-o. Não para que desejar morte, nem muito mal... Talvez um pouco de mal. Ah! Não interessa.

- Nos teus sonhos, Malfoy! Preferia passar a noite com a lula gigante.

- Já estiveste mais longe disso! Mas não fiques com as esperanças elevadas, aposto que ela também não quer passar a noite contigo!

- É porque tu e ela entraram numa relação séria? É que realmente, mais ninguém te quer! – gozou ela.

Malfoy riu-se com maldade e respondeu:

- Só metade da população feminina desta escola! Não esperaria que tu entendesses, Weasley de relações não percebes nada!

- Desculpa?

Nesse momento Jannie puxou-a reclamando algo como "já chega!".

É verdade que Rose nunca tinha tido um namorado ou algo do gênero, o seu primeiro beijo tinha sido com um rapaz muggle que conhecera no verão passado e nunca mais falara com ele.

Mas ela percebia que relações, não percebia?

Malfoy, se quisesse podia ter sempre companhia feminina. Mas ele só escolhia algumas e era por razões completamente egoístas e fúteis, o que faziam Rose ter cada vez pior opinião dele.

Nessa tarde Rose, Albus e Jannie tiveram juntos aula de Defesa Contra as Artes das Trevas trabalhando feitiços defensivos.

Mais tarde após o jantar viu Jannie a sair do quarto a socapa.

- Onde vais? – Perguntou Rose.

- Ah! Pensava que já tinhas ido para o castigo... Eu ia só lá abaixo, esqueci-me de um livro.

Rose não caiu nessa mas já sabia como a amiga funcionava. E ela esperava que Jannie fosse talvez ter com Albus. Por isso fingiu que caiu e dirigiu-se a biblioteca.

Encostado a uma prateleira estava Scorpious Malfoy com um livro na mão e cabelo loiro platinado sobre os olhos. Rose tinha de admitir que ele era bonito... e sexy. Tinha uns ombros largos e uma cara muito bonita com traços suaves mas ao mesmo tempo muito fortes e os seu olhos azuis claros eram muito cativantes.

Mas nada disso mudava a sua personalidade arrogante e maldosa que ela tanto odiava.

- Weasley. – cumprimentou ele.

- Malfoy. – disse ela retribuindo a bondade.

Ele apontou para um monte de livros e disse:

- Temos de aparentemente catalogar aqueles livros com data de edição, revisão, autor e coisas do gênero... e arruma-los decentemente.

Rose fez uma careta de aborrecimento e disse:

- Vamos lá despachar isto, então...

Sentaram-se numa mesa e Rose foi começando a catalogar os livros a sua volta. Estava mesmo aborrecida e parecia que a pilha de livros nunca mais acabava. Quando olhou para o Malfoy viu-o de olhos fechados balançando a cadeira para a frente e para trás sem sequer ter mexido num livro.

Rose reclamou logo:

- E incrível! Ainda não fizeste absolutamente nada e eu já cataloguei metade dos livros!

Ele parou de balançar a cadeira olhou para ela com um sorriso desdenhoso e disse:

- Ah, pois! Presumi que se não reparasses nisso não teria de fazer nada.

Rose enfureceu-se logo:

- És tão estúpido! E melhor começares não vou fazer o trabalho todo por ti, é que nem sonhes!

- Eu nunca sonharia com algo remotamente aproximado de ti, Weasley. E se tivesse ou estava doido de todo ou estaria a ter um pesadelo.

Ela corou esticando-lhe os livros:

- Se não o fizeres vou-me embora. – afirmou com um tom de voz mais determinado do que na verdade estava.

Ele riu-se como se soubesse o que ela estava a pensar e disse:

- Tu nunca farias tal coisa. Podias ser apanhada a sair a meio do castigo. E tu, para uma gryffindor, és uma cobarde.

Agora Rose estava ofendida. Ninguém lhe chamava cobarde, muito menos o Malfoy:

- Eu não sou cobarde. – Disse ela por entre os dentes muito zangada.

Ele voltou a rir-se:

- Não? Então és só mesmo estúpida. Porque não dizes então ao teu amiguinho do quidditch. Um tal de Oliver que andas caidinha por ele?

Nesse instante Rose ficou mesmo muito vermelha. Como é que ele sabia de tal coisa, ela não dissera a ninguém!

- Por favor! Ficas toda nojenta e lamechas a volta dele como uma criança de 9 anos quando vai a um parque de diversões. E horrível de se ver!

- Então não olhes! Não tens nada haver com isso!

Ele riu outra vez:

- Não, não tenho. Mas dá-me imenso gozo ver as figuras tristes que fazes. E é fantástico a tua capacidade de teres medo que uma simples resposta. Não é que eu não entenda, duvido que alguém na sua perfeita sanidade mental queira ficar contigo, mas se eu fosse a ti, logo a seguir a uns quantos feitiços para mudar a minha aparência, preparava-me para a rejeição para o resto da minha vida.

Ela olhava para ele com muitas raivas. Ele para além de lhe ter chamado cobarde, estava literalmente a dizer que ela era feia, estípida por pensar que alguém como Oliver alguma vez ficaria comigo.

Ela levantou-se.

- E eu, se fosse a ti começava a preparar-me para o facto de que ninguém gosta realmente de ti, so gostam do teu aspecto, dinheiro, ou são obrigados a olhar para ti todos os dias porque são da mesma família. Ninguém gosta de ti Malfoy. Vais morrer sozinho. Ou menos eu tenho amigos.

Dito isto foi-se embora. Deixando Malfoy a olhar para ela extremamente irritado. Seguiu pela Madame Prince com cuidado para ela não a ver ir embora e foi para o dormitório.

Ridículo!

Como é que o Malfoy poderia pensar que ELA, Rose Weasley, era uma cobarde. Ela não era uma cobarde! Ou era?

Não conseguia dizer o que sentia por Oliver a este... Mas porque? "So tens medo! Uma Gryffindor que cede ao medo!" conseguia ouvir a voz de Malfoy na sua cabeça.

Detestava ser chamada de cobarde. Não aguentava isso. Ia dizes ao Oliver o que sentia por ele. Ia dizer-lhe para a semana. Estava decidido.

Capitulo 2 gente.

Ai... estes dois matam-me...

Não se preocupem com a cena de RosexOliver. Tenho umas quantas cartas na manga! xDD

Bom, espero que tenham gostado!

Vemo-nos no próximo capitulo!

Peace and Love! Ritta out!