Aviso aos navegantes.

Antes de começar, quero agradecer as reviews. Não sei se demorei muito para postar, mas semana passada eram as provas finais, então tinha que me esforçar. A fanfic Sore ga ai Deshou ainda esta com as fichas abertas e não tem previsão de quando tempo vão ficar.

Antes que eu me esqueça, quando as frases estiverem em itálico são os pensamentos de Sakura. Não estranhem o fato de Hana saber os pensamentos da mãe. Como foi citado no prólogo, Hana leu o diário de Sakura, ou seja, ela sabe exatamente o que Sakura pensava ou sentia naquela hora.

A narração continuará igual a do prólogo. As respostas de seus reviews serão mandadas em breve, ultimamente estou sem tempo para respondê-las n.n'

Créditos a Larry A. K. McDowell, por ser minha beta nessa fanfic.
Essa fanfic não tem fins lucrativos e os personagens presentes nela, tirando Hana e alguns outros, não me pertence.
De qualquer forma, vocês sabem do que estou falando...

UMA ULTIMA NOTA DA AUTORA.

Boa leitura.

PARTE 1
Vila da Folha
Apresentando:

a nova cidade

os garotos do leque

e a porquinha

Apos mamãe me dar o diário tratei de ler até a última pagina. Claro, o diário, como disse antes, era bem grosso, demorou dois dias e apesar de ser um recorde, tive que parar tudo o que normalmente faço para alcançar essa marca digna de guinness. Nesse meio tempo mamãe brigou comigo por quase ficar desnutrida e papai ameaçou de queimar o diário para me obrigar a ir a escola.

...UMA CENA INCOMUM DO MEU DIA-A-DIA...

-Estou avisando, se não parar de ler esse livro agora vou queimá-lo!-Disse papai, zangado.
-NÃO!- Grit
amos eu e mamãe ao mesmo tempo.

Ver papai irritado é uma coisa realmente rara. Ele só ficava assim quando eu tirava nota baixa na escola, outra coisa rara. Na verdade, tanto meus avôs quanto meus pais sempre foram paranóicos em relação aos estudos. Antes de ler o diário da minha mãe eu achava um absurdo o exagero deles. Só que depois de algumas paginas, lá pelas 27, compreendi que meus avôs eram muito mais rígidos que meus pais...

Alguns dias depois de ler o diário, minha mãe me contou que esse foi seu quinto e último diário.

...O DESTINO DOS OUTROS DIARIOS...

- E os outros diários?
- Explodiram... Junto com o Strawberry.
- E você ficou triste?
- Sim pelo carro e não pelos di
ários.

Strawberry era o carro da mamãe, não entrarei em detalhes se não vou acabar estragando a surpresa.


O COMEÇO DE TUDO

No dia 11 de algum més no começo do ano, vovô foi promovido. Isso era uma coisa maravilhosa na época. Mas não para mamãe. Mamãe, apesar de ser famosa pelas notas, nunca teve amigos de verdade, apenas colegas interesseiros. Na época mamãe era muito tímida e por não possuir curvas não chamava atenção dos meninos. Mas ela não se importava muito, estava acostumada. Sem contar que não dava bola para os meninos. Meus avôs sempre foram muito rígidos em relação aos estudos. Ou mamãe tirava dez ou tirava dez. Se não ela perdia as poucas horas de diversão que possuía.

Vocês devem achar que estou exagerando, mas é verdade. Um dos motivos para esse exagero era simples: gostavam de mostrar a inteligência de mamãe como um troféu. Não os levem a mal, sempre deram duro na vida e sofreram bastante para conseguirem o que tem hoje. Por serem menosprezados por muitas pessoas, sentiam a necessidade de, pelo menos, mostrarem para os outros que também possuíam algo que vale muito.

Mamãe não se importava com isso. Ou melhor, até gostava pra ser sincera, mesmo negando. Na escola muitas garotas a menosprezavam e ver a cara de inveja dessas garotas, ao tirar a melhor nota da sala, era como um prêmio. Sei que é algo horrível até, mas o que eles faziam também não é algo que se admire. Digamos que eles estão empatados.

Voltando ao assunto inicial, mamãe não estava feliz com a promoção do vovô. Não mesmo. Depois de muito tempo havia conseguido amigas de verdade.

Pelo menos, era o que ela achava.

...UMA VERDADE...

-Na verdade, elas também me usavam... -Declarou mamãe.
-Então não eram suas amigas?
-Não, elas simplesmente me usava
m para conseguir boas notas...
-Que absurdo! E você deixava?
-Naquela época, eu estava tão solitária que não me importava com isso.

Mamãe nunca teve amigos de verdade em sua cidade natal. E isso a deixava em perfeita solidão. Mesmo sem se dar conta disso, estava tão desesperada em busca de companhia que qualquer pessoa servia. No caso, ela era usada e abusada por garotas que a menosprezavam até em sua própria cara. Atualmente, é provável que mamãe bata na pessoa que faça isso. Até fiquei besta quando li essa parte. Realmente, as pessoas mudam.

Às vezes, quando estava distraída, mamãe notava que ficava observando as pessoas fortes e rebeldes de sua sala. Por ter sido criada severamente, achava um absurdo o que eles faziam e até os admiravam secretamente. Para ser sincera, ela queria ser como eles, mas nunca teve coragem, sempre foi muito insegura e se sentia amedrontada diante de situações pesadas. Sem contar que não tinha auto-estima.

...UMA OUTRA VERDADE...

- Apesar de eu ter baixa auto-estima na época era muito sorridente.
- Sério, mãe?
- Sim, se brincar, mais que atualmente.
- Mãe... Você era muito esquisita.
- É? Isso é porque você não
viu nem a metade.

Realmente, mamãe naquela época, para mim, era um ET de Saturno...

- Vai ser maravilhoso!- Comentava vovô entusiasmado. - Pelo que o pessoal do trabalho disse, lá é um ótimo lugar pra se viver, sem contar que tem a melhor universidade do estado!- Falou entusiasmado, sorrindo e se virando para a filha. - Finalmente, todos esses anos de esforço vão valer à pena!
- Sim... -Disse mamãe sorridente.

Eu não quero me mudar!

-Vai ser ótimo, Sakura vai poder entrar em uma boa faculdade sem problemas! -Disse vovô se entusiasmando mais ainda. - Não é minha cerejeira?
-Claro papai... - Disse mamãe sorrindo.

- Eu não ligo para a faculdade, aqui também tem ótimas faculdades! Porque não podemos ficar aqui?

- Ouvi disser que lá possui lugares magníficos!- Disse vovó entusiasmada.
- Verdade, já que Konoha é uma cidade turística. - Disse vovô pensativo. - Vai ser bom para a Sakura. Assim ela se relacionará com pessoas de diversos países! Não é cerejeira?
- Pois é papai. -Falou mamãe sorrindo levemente.
- O que foi meu botãozinho?- Perguntou vovó preocupada. - Está tão desanimada!
- Não é isso mãe... Estou cansada por causa da escola... -Mentiu, sorrindo novamente. - Realmente estou feliz por causa da mudança...

- Mentira... Eu não quero me mudar...! Eu não quero me mudar...! EU NÃO QUERO ME MUDAR!

-Ah, ela está assim por que não viu a foto da nossa nova casa!- Falou vovô sorridente. - E você nem imagina como sua escola nova é boa, Sakura!-Deu uma gargalhada alta. - Acho que podemos até conseguir um desconto com as suas notas.
- Seria ótimo, assim economizaríamos mais dinheiro na poupança... - Mamãe sorriu novamente.
- Verdade. Com a mudança vamos ter que gastar um pouco mais... - Disse vovó preocupada.

Não me importo com o dinheiro. Só não quero ficar sozinha de novo...

- Não se preocupe... -Disse vovô com um sorriso de orelha a orelha, enquanto vovó olhava-o desconfiada. - O mais importante é que...

Não agüento mais! Eu não vou, mesmo que papai fique magoado!

-... Vamos estar juntos em uma nova fase de nossas vidas!- Continuou vovó, animado.
- Pai... - Chamou mamãe, séria.
- Espere querida, vamos fazer um brinde!- Disse vovô indo em direção à cozinha e voltando com uma garrafa de vinho.
- Querido, você não vai beber isso tudo sozinho vai?-Disse vovó em reprovação.
- Claro que não!- Ele se defendeu. - Nos todos vamos beber... -Riu animadamente, até que recebe um olhar de reprovação da vovó. - Ou melhor, eu e você, pois nosso botão de cerejeira ainda não pode beber... - Corrigiu-se, dando um leve sorriso amarelo.
- Hunf! Bom mesmo... - Anunciou vovó cruzando os braços.

Ele não vai me escutar assim! Vai Sakura, você consegue!

- Pai... - Chamou mamãe novamente, séria ainda.
- Tome querida. - Disse vovó lhe ando uma taça com suco de uva. - Vamos fingir que isso é vinho. - Disse dando uma piscadela marota para a filha.
- Mas, pai... - Disse mamãe com uma voz fraca, quase morta em sua garganta.
- Um brinde!- Disse vovô erguendo sua taça. - Para um futuro melhor e perfeito!

Eu não quero...

-Um brinde... - Disse vovó sorridente. - Finalmente sairemos desse sufoco!

Eu realmente não quero...

Ambos os adultos olharam para a filha, que permanecia em silêncio. Esta, ao notar ser observada, da um sorriso largo e ergue sua taça.

-... Mas seria egoísmo de mais fazer isso com eles. - Murmurou para si mesma, terminando seu pensamento.
- O que disse queria? - Perguntou vovô, sorridente.
- Um brinde para uma nova aventura... - E novamente, mamãe simplesmente sorriu.


Postado no dia 07/10/2007 ás 23:50.