Erros
Descrição: Ao longo de nossa vida cometemos erros. Alguns, mais graves que outros. Nem sempre, conseguimos nos perdoar. HitsuHina
Disclaimer: Bleach, infelizmente, não me pertence... mas o Shiro-chan, ainda vai ser propriedade só minha. Vocês vão ver.
Legenda: "fala dos personagens" - "pensamentos"
Nota da autora: Vamos fingir que toda a confusão com os vilões, etc, etc, foram resolvida e está tudo na paz na Soul Society.
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Capítulo 2 - Indecisão
"Hinamori!" - Hitsugaya se assustou, olhando preocupado para a face da shinigami adormecida em seus braços. - "Provavelmente ela estava cansada..."
A colocou cuidadosamente no futon, cobrindo-a para logo em seguida sair do local. Se certificou que o tubo de oxigênio que estava largado no chão não caísse novamente. Sorriu, aliviado por ver que ela demonstrava sinais de melhora. Seguiu para o quarto esquadrão, decidido a falar com a capitã.
Chegou mal batendo na porta, simplesmente invadiu o escritório da Taichou. Viu que esta escrevia calmamente algum relatório e fez uma cara interrogativa ao vê-lo. Andou apressado até a mesa, mal dando tempo para que fosse dita alguma coisa.
"A Hinamori!"
"Yo, Taichou... Se acalme e me conte o que aconteceu com Hinamori-san." - Unohana, nunca perdia sua calma. Via uma aflição misturada com felicidade através dos olhos do capitão.
"Me siga, onegai!"
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Corria por um gramado. A grama era de um verde tão belo que se pudesse, ficaria a observando por uma eternidade. Usava seu tradicional kimono preto, mas sem kanata ou algo adicional. Seu cabelos estavam soltos, sem o coque habitual. Não estava endentendo porque estava no local, sentia uma paz e ao mesmo tempo, uma perturbação tremenda.
"O-onde estou?" - Arriscou perguntar.
"Hinamori!" - Viu seu grande amigo parado à sua direita,com a habitual expressão séria, mas ao mesmo tempo, gentil. Sorriu, se preparando para correr até ele, quando ouve outra voz.
"Hinamori-kun!"
Arregalou seus olhos, sentindo seu coração falhar uma batida. Ele? Ainda vivo? Não era possível... Provavelmente seria uma ilusão, ou ele planejava matar e todos realmente daquela vez. Suposições... Mas que a estavam deixando com um grande medo. Olhou para Hitsugaya, entrando em pânico ao ver o desprezo que ele lhe dirigia.
"Então é assim... Depois de anos, você ainda ama esse traidor!" - Dito isso se virou, indo embora para longe.
"IIe! Volta! Shiro-chan..." - Não entendia o que estava acontecendo. E tudo tão rápido! - "Itai!" - Sua cabeça estava doendo mortalmente, assim como seu abdomen... Abafou um grito. Estava sangrando, no mesmo lugar em que fora ferida e ficara em coma.
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"Mas logo agora?" – Fez uma expressão irritada, passando a mão pelos cabelos brancos.
"Não podemos fazer nada Hitsugaya-taichou. Por mais que esteja preocupado e queira ficar aqui em companhia de Hinamori-san, o Hollow é muito forte e a sua ação imediata foi requerida." – Um shinigami mensageiro tremia da cabeça aos pés, vendo a irritação do capitão do seu esquadrão.
Matsumoto apenas suspirava desanimada, assistindo uma coisa que era rara de se ver. Se não estivesse preocupada com Momo também, estaria rindo da situação. Ouviu de Hitsugaya que este não estava tendo um bom pressentimento e isso a deixava mais angustiada, afinal, nenhuma vez aconteceu de seu capitão errar.
"Tudo bem. No final do dia, eu vou e acabo rapidamente com o hollow."
"Hai, informarei imediatamente." – Dito isso, o mensageiro desaparece, aliviado.
"Matsumoto."
A vice-capitã apenas olhou o superior, se surpreendendo com o medo presente nos olhos do mesmo. Por um instante pensou em dizer que cuidaria do imprevisto sozinha, mas temia não ser capaz. Algo raro de dizer, por isso calou-se.
"Vou ver a Hinamori, arrume as coisas necessárias para nossa partida."
Apenas afirmou com a cabeça, se encontrando sozinha no aposento logo depois, sabendo que uma certa porta estaria sendo aberta no mesmo momento.
Foi aberta com uma certa pressa e violência, na verdade. Hitsugaya tinha seus sentimentos estranhamente misturados. Por um lado, queria poder encontra-la acordada, sentada na cama e sorrindo animadamente. Mas também queria vê-la recuperada, descansando bastante sem fazer nenhum esforço.
Olhou para o lado, um pouco corado, tentando acalmar sua cabeça. Olhou para frente, exatamente na direção em que a vice-capitã se encontrava e se assustou com o que viu.
Era certo que esperava que acontecesse de Hinamori piorar de saúde. Mas não de ver uma grande poça de sangue a envolvendo, saindo de um ferimento feito a mais de um ano. Não soube o que fazer.
"Hinamori!" – Correu até a shinigami, segurando seus pulsos para verificar se estava bem. Pelo menos ainda estava 'viva'. – "Tenho que chamar alguém..." – Nesse momento, lembranças invadiram sua mente. – "Isso é tudo culpa minha. Maldito Aizen."
Riu internamente. Estava se comportando como quando ainda era uma simples alma, basicamente um garotinho rabugento e mal-educado.
Se pôs a correr pelos corredores, se indagando por que nunca crescia quando estava perto dela, sempre parecia ser o mesmo garotinho. Mas o que não conseguia realmente retirar de si era o grande sentimento de culpa. Se sentia preocupado e uma grande agonia lhe sufocava toda vez que pensava que poderia ficar sem a companhia dela pra sempre. Era demais para aguentar.
"Unohana-taichou!" - Quando a encontrou, a chamou com desespero, algo que todos que passavam pararam para assistir, pasmos.
A capitã da quarta equipe logo percebeu o que ocorria e assumiu uma expressão séria, elimimando totalmente qualquer vestígio da mulher gentil que era. Hora de acabar com aquela agonia sufocante.
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"Huh" - Observava, de braços cruzados. Não aguentava mais esperar que chegasse alguma hora em que pudesse agir. Seu mestre lhe havia mandado apenas vigiar, mas como era bastante curioso, tinha que aprontar alguma coisa para ver como o estranho e frio shinigami iria reagir. E admitiu, que foi uma ação completamente contrária a qual esperava ver.
Olhou para a espada amarrada em sua cintura, com a lâmina ainda suja de sangue. Não gostava de limpar, não lutava bem quando estava 'purificado'.
O vento se fortificou, fazendo seus longos cabelos arroxeados voarem junto deste, assim como sua franja acompanhando e tampando sua cara, o irritando. Sumiu do local logo em seguida, não antes de fazer um sinal de vitória para uma das várias câmeras da sereitei.
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Estavam sentados, cada um com uma caneca de chá a sua frente. O silêncio mórbido irritava o pequeno capitão a cada segundo que passava. Estava agoniado com aquilo, mas sabia que se tentasse argumentar seria pior. Teria que esperar a hora certa para ouvir o que queria. E agradeceria se essa hora fosse agora.
"Fique calmo." - Unohana comentou, enquanto apreciava seu chá.
"Não é você que está com uma amiga em prantos."
"Eu sei, já tratei de curar aquele ferimento. Mas foi estranho..."
"O quê?" - Hitsugaya arqueou uma sombrancelha.
"O corte. A ferida que ela havia sofrido já estava completamente curada. A princípio pensei que fosse apenas mais um resultado do trauma emocional, mas quando observei que o formato era diferente do que Aizen golpeara, tive leves desconfianças." - Unohana bebeu mais um gole de seu chá. - "Alguém, provavelmente, a golpeou enquanto dormia.
"Nada de grave?" - Cerrou o punho discretamente.
"Não. Foi de leve. Mas sugiro que fique bem alerta em relação á isso." - Se levantou por fim, saindo pela porta.
"Já estou a muito tempo." - O jovem capitão sussurrou.
Mas, de qualquer forma, iria realmente ficar de olhos abertos. Tanto que seria capaz de mover montanhas para isso.
o.o.o
"Estamos partindo." - Suspirou, enquanto passava as mãos pelo sedoso cabelo ruivo.
"Mesmo com o que aconteceu com a Hinamori?" - Renji perguntou, devorando uma laranja, recebendo confirmação com a cabeça por parte de Nanao.
"Hai." - Matsumoto suspirou - "Ele queria muito ficar, mas ordens são ordens, afinal. Então, estou indo! E peço que não exagerem na hora de fazerem os relatórios por mim!" - Deu uma piscadela, olhando para Nanao - "Nada inteligente e intelectual demais..." - E em seguida, para o Abarai. - "E nada muito imbecil.
"Hey! O QUE ESTÁ INSINUANDO?"
A sub-capitã abafou uma risadinha, encontrando com o seu superior no portão norte da sereitei, com uma pequena mochila em mãos e uma cara de impaciente. Pelo visto seria uma missão bem rápida.
"Ikuzo, Matsumoto."
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Dicionário: Taichou: capitão (a)
Hai: sim
Ikuzo: vamos
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Esse capítulo ficou maior ou do mesmo tamanho do anterior? Não me lembro! Mas... espero que tenham gostado. No final das contas, eu consegui um mistério básico pra por na fic e fazer que ela tenha mais capítulos!
A Hinamori vai ficar dormindo mais um pouquinho, embora no próximo ela acorde e... eu tenho que pensar direitonho no resto xP.
Quem não for logado no deixa o e-mail que eu respondo a review, ok?
Agradecimentos a: Kerida-chan, Xia Matsuyama, Modoki Ana, Carol Freitas, S2 Ino-chan S2
Espero não demorar muito com o próximo, mas vou estar lotada de provas e tenho outros capítulos de fica pra atualizar também!
Abraços.
