Entre Jabulanis e Vuvuzelas
AUTOR: Deany RS
FANDOM: Supernatural
CLASSIFICAÇÃO: T
GÊNERO: AU / Romance
BETA: Não tenho. Sou uma escritora "desbetada".
DIREITOS AUTORAIS: Infelizmente Supernatural, Jensen Ackles, Jared Padalecki, David Beckham ou qualquer integrante das comissões técnicas e/ou equipes de futebol aqui mencionadas não me pertencem. Só peguei emprestado por algum tempo e devolvo depois, de banho tomado e alimentados. Meus textos não têm fins lucrativos, são apenas diversão para mim. Espero que para os leitorinhos também.
AVISO: AU (alternative universe). A Copa do Mundo de futebol já acabou, mas sigo no clima depois de passar um mês inteiro vendo todos aqueles jogadores lindos correndo campo afora, e isso acabou me inspirando a escrever algo a respeito. Vou respeitar a tabela da primeira fase e das oitavas de final, mas dali pra frente os confrontos serão somente meus. Eu só alterei os resultados, acrescentando um ou dois gols por jogo como se fossem dos Js. Nas demais fases foi só usar a mesma tática e a própria tabela foi gerando os confrontos que teriam mesmo acontecido caso os EUA tivessem se saído melhor. Afinal, é uma fic AU e faço o que eu quiser, a Fifa e seus cartolas que vão se catar.
capítulo dois – A concentração
Jared chegou ao hotel que hospedaria a seleção americana dois dias antes dos demais jogadores e a primeira coisa que fez depois de instalado foi tentar descobrir com quem dividiria o quarto.
"Algum anjo gosta de mim", pensou Jared, ao constatar que, mais uma vez, seu colega de quarto seria Jensen.
Aqueles dois dias praticamente se arrastaram. Jared tentava passar o tempo na academia ou assistindo filmes, mas quando menos esperava, era surpreendido por pensamentos sobre o loiro. Como seriam as próximas semanas com ele; o que poderia fazer para conquistá-lo; como seria o relacionamento dos dois. "Para de sonhar, Jared!" se recriminou várias vezes. Mas, na verdade, ele estaria disposto a experimentar uma relação homossexual se fosse com Jensen. O que o impedia de tomar iniciativa era o fato de Jensen não ser gay.
Finalmente o plantel americano chegou à África do Sul. Jared estava na recepção do hotel à espera dos colegas. A quem ele queria enganar? Ele estava mesmo era à espera de Jensen. Assim que avistou o loiro Jared abriu seu famoso sorriso de covinhas. Aquelas que lhe davam um ar quase infantil. Ele foi retribuído com outro sorriso, este levemente tímido, que puxava o cantinho esquerdo da boca para cima. Ao se aproximarem os dois se abraçaram e se cumprimentaram. O moreno estava feliz. Teria ao menos um mês de convívio com Jensen pela frente.
Naquela primeira noite, depois do jantar, os dois foram para o quarto e passaram um bom tempo colocando a conversa em dia. O dia seguinte seria de folga para descanso da viagem, não haveria compromissos, portanto eles poderiam dormir até mais tarde. Mas, mesmo depois de Jensen ter pegado no sono, Jared não conseguiu pregar os olhos. Estava empolgado demais para relaxar.
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A primeira semana de concentração foi normal. Musculação, treinos táticos, descanso no hotel. O frio africano não estava muito convidativo para passeios, mesmo com a permissão do técnico Bob Bradley. Então Jared aproveitou para ficar o mais próximo de Jensen que podia. Eram mesmo inseparáveis, até porque Jared era o único que Jensen considerava amigo. O mais velho sabia das fofocas que os demais atletas faziam a seu respeito, as mentiras que rondavam os vestiários sobre um caso que teria tido com Beckham, ou como ele havia sido convocado. Tudo isso deixava Jensen triste e com raiva ao mesmo tempo, mas ele faria o que estivesse ao seu alcance para calar a boca de cada um deles.
No oitavo dia de concentração, durante um treino com bola, Carlos Bocanegra derrubou Jensen três vezes. Se fosse um jogo, teria levado um cartão vermelho, tamanha a violência. Na quarta vez, depois de receber um "carrinho" intencional, Jensen se irritou e foi tomar satisfação.
- O que você está tentando fazer? Quebrar minha perna? – gritou, irritado.
- Isso aqui é um treino, Ackles, não algum tipo de brincadeira. Se não aguenta o tranco, pede dispensa e volta pro asilo! Ou se muda pra Inglaterra!
- O que você quer dizer?
- Você sabe.
- Mas eu quero ouvir você dizer, ou não é homem o bastante para falar na minha cara?
A confusão estava formada. Jared segurou Jensen, Landon Donovan segurou Bocanegra, outros ficaram ao redor rindo e fazendo piadas. Até que o técnico interveio e pôs ordem no campo.
- O que vocês estão pensando? Que estão no colegial? Não admito este tipo de atitude na minha equipe! Os dois pro chuveiro. E tratem de agir como adultos que são; não vou permitir brigas e confusões no meu plantel. Todos aqui, sem exceção, temos o mesmo objetivo: conquistar a Copa do Mundo. E atitudes infantis como esta só vão atrapalhar! – gritou Bradley.
Jensen engoliu a irritação, pediu desculpas ao técnico e foi ao vestiário, enquanto Bocanegra ficou em campo, onde ouviu uma recomendação especial de Bradley:
- Acho bom você e seus amiguinhos pararem de fazer intrigas e fofoquinhas. Se esse tipo de coisa atrapalhar meus planos de conquistar o título, é você quem vai pagar por isso e não Ackles.
- Mas treinador... – tentou argumentar o atacante.
- Sem "mas". Uma verdadeira equipe precisa ser unida, mais unida que uma família. É isso que diferencia os vencedores dos perdedores. Saber aceitar as diferenças entre as pessoas, entre os que formam essa família. Não apenas o talento de cada atleta. De que adianta talento se o ego de vocês os impede de trabalharem juntos? Sinta-se avisado. Mais uma implicância com Ackles ou qualquer outro, você está fora!
No vestiário, Jensen chutou longe uma cadeira que estava no caminho. Alguns minutos depois Jared se juntou a ele.
- Jensen, fique calmo!
- Jay, por favor...
- Eu sei que isso incomoda, mas você precisa ser superior...
- Não sei se consigo... Eu sei de tudo o que falam a meu respeito, Jay, que eu tive um caso com o Beckham, que só fui convocado por ter ido pra cama com o patrocinador da seleção... sei tudo... Se fosse verdade não magoaria tanto, mas não é! Estou aqui por meus próprios méritos e não entendo por que tanta gente, jogadores, imprensa, torcedores, dedicam seu tempo criando este tipo de história. O Bradley convoca o próprio filho e isso ninguém critica... – deu um suspiro, fechou os olhos e apoiou a testa na porta de seu armário.
- Deixa isso pra lá, Jensen. São pessoas infelizes, invejosas, que não sabem usar seu tempo de maneira produtiva. São inferiores, Jen, não se deixe abater por isso. Quem te conhece sabe que você é um cara íntegro, profissional, batalhador, que merece estar aqui. Isso é o que importa. E o Bradley sabe disso. Tanto que deu uma senhora bronca em todos eles.
- Queria que fosse tão simples...
- Nós vamos provar a essas pessoas que você merece estar aqui. Você vai me dar os passes perfeitos de que preciso para fazer os gols que nos levarão ao título e seu talento será reconhecido! – riu Jared.
- Hei, vê se me deixa fazer um ou dois gols, certo? Posso não cabecear, mas marco também. Seremos o ataque mais eficiente da Copa! – entrou na brincadeira.
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Conversar com Jared sempre fazia Jensen se sentir melhor. O bom humor e o otimismo do jovem eram contagiantes. Mesmo assim, quando deitou a cabeça no travesseiro, Jensen não conseguiu evitar que a tristeza viesse. Ficou remoendo os acontecimentos da tarde até cair no sono. Mas a intranquilidade causou pesadelos. O centroavante se debateu na cama por algum tempo, até Jared acordar com o som dos seus lamentos.
- Jen, acorda, cara! É só um pesadelo.
Jensen tentou se desvencilhar do toque de Jared, mas o jovem insistiu.
- Jen, sou eu, Jared.
O loiro acordou desorientado. Olhou para Jared, iluminado apenas pela fraca luz do abajur na mesinha de cabeceira.
- Jared?
- Sou eu, Jen, você estava tendo um pesadelo.
Jensen sentou-se na cama, passou a mão pelo rosto e deu um suspiro profundo.
- Jen? Você ainda está incomodado com o que houve à tarde?
- Eu não consigo esconder nada de você, né, Sasquatch? – respondeu, a voz ainda mais rouca pelo sono.
- Não, você é muito transparente. Não se deixe abater, Jen. Faz isso por você.
- Pelo menos não tinha imprensa no treino, né? Imagina se isso chega a ser noticiado, o que a minha família pensaria?
- Que você está sendo perseguido sem motivo, ué. Eles te amam, ficarão ao seu lado até se você cometer um homicídio! – riu, para aliviar a tensão.
- É, eu sei. – respondeu Jensen, sem o mesmo entusiasmo. Baixou a cabeça e deixou que uma lágrima fugisse de seu olho esquerdo. Logo outra escapou do direito. Quando se deu conta estava chorando em silêncio.
- Jen, puxa cara, não fica assim... – Jared ficou desconcertado pela reação daquele por quem tinha tanto carinho. Sem saber o que falar para amenizar a tristeza de Jensen, Jared simplesmente fez o que seu coração mandou: abraçou o mais velho. Para seu espanto Jensen, normalmente tão reservado, aceitou o apoio e o abraçou de volta.
Não era sob essas circunstâncias que Jared sonhava em um dia ter Jensen em seus braços, mas se contentou com o que a vida lhe ofereceu. O loiro estava triste e precisava de apoio, então foi exatamente apoio que Jared deu para amenizar a dor no peito de Jensen, que adormeceu com a cabeça encostada no ombro do rapaz.
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No final da segunda semana todos da equipe e comissão técnica já haviam percebido a proximidade entre Jensen e Jared. E, como era de se esperar, surgiram os comentários sobre essa amizade. Jared fez o possível e o impossível para bloquear a maldade, para evitar que Jensen se abalasse ainda mais.
Por incrível que pudesse parecer, Jensen sentia-se mesmo mais seguro e confiante. Ele estava ciente das novas fofocas, mas parecia não se importar mais; desde que Jared estivesse ao seu lado, o resto não tinha importância. Embora não soubesse muito bem por que motivo a proximidade do jovem fizesse tão bem, ele estava disposto a usufruir dela, independente do que pudesse parecer aos olhos maldosos dos companheiros de time.
Jared era o único que tocava e abraçava Jensen sem fazer com que ele se sentisse desconfortável. Era algo tão natural que o mais velho até gostava. Jared e seu jeito quase infantil, espontâneo, brincalhão e extrovertido, estavam mexendo com Jensen de uma maneira que ele ainda não sabia discernir. Às vezes ele se pegava observando o jovem com carinho e sem se dar conta abria um sorriso. Às vezes sentia falta do toque e do cheiro do rapaz, mas não entendia bem o que isso queria dizer. Podia ser clichê, mas ele deixava para o tempo, pois só o tempo poderia dizer o que havia entre os dois atletas.
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N.A.: Espero que tenham gostado deste capítulo da minha fic futebolística! E como os capítulos estão curtinhos eu vou ser boazinha e publicar três de uma vez só; deixo os últimos quatro para a semana que vem, ok? Isso não significa que eu não quero reviews, ok? Quero sim, e muuuuuito! São o estímulo de que nós, autores, precisamos para continuar a escrever.
E não, não esqueci tampouco abandonei Picking up the pieces. Só interrompi ela por uns dias, por conta dessa fic aqui. E o que não pára por causa da Copa do Mundo no nosso país? ;)
Ana – Então, fia, tá gostando? Espero que sim... só de imaginar o Jensen naqueles uniformes de futebol, correndo e suando pelo campo, já me deixa animadinha... Bjos!
Ivys J2 – Fica com ciúmes não, querida! Quem sabe você não tem uma surpresa mais adiante? Como diria o Garfield, se você tiver paciência, aquilo que você quer vem até você! Bjos!
