N/A: Ah, eu gostei muito de escrever isso, espero que vocês gostem. ;)


Fui a primeira a acordar na manhã seguinte. Apesar de ter bebido muito pouco na noite anterior, minha cabeça latejava. Dianna dormia tranqüilamente ao meu lado, com seu braço jogado sobre mim e a cabeça aconchegada na altura do meu peito. Me desvencilhei cuidadosamente para não acorda-la e me sentei. Fiquei ao menos 10 minutos ali, a observando, sua respiração calma, sua expressão serena, ela realmente era linda de qualquer maneira. Eu me perguntava por que demorei tanto tempo pra perceber o que eu sentia por ela, era tão obvio, era tão natural. Afinal, quem não se apaixonaria por aquela mulher?

Me levantei e percebi que todos ainda dormiam. Cory estava esparramado em seu sofá, e Amber e Chris dormiam no quarto de Dianna. Peguei meu aparelho de Mp4 e decidi preparar o café da manhã. Já estava quase terminando quando senti alguém me abraçar por trás, retirar um dos fone dos meus ouvidos e sussurrar:

- Bom dia, minha Lady.

- Bom dia, Di.- Respondi com um sorriso. - Dormiu bem?

- Fantásticamente bem. E você? - Ela disse, beijando minha bochecha.

- Yeah, foi uma ótima noite.

Ela sorriu e foi se sentar a mesa. Antes que nos julguem mal, nós passamos a noite apenas trocando carinhos e conversando, nada mais além. Não por falta de vontade da minha parte, confesso, já estava em 'abstinência' há algum tempo e nunca fui disso, sempre tive um desejo sexual mais aguçado que o normal. Mas Di era diferente das outras pessoas com quem me relacionei, eu queria que ela se sentisse bem acima de tudo, por isso a respeitei quando disse "Vamos com calma...". E acredite, ir com calma quando se tem Dianna Agron deitada ao seu lado é uma missão quase impossível, principalmente para mim.

- Lea, nós precisamos conversar- Ela disse depois de alguns minutos de silencio, em que eu servi a mesa, e me sentei ao seu lado.

- De fato precisamos, mas pode ser depois que nós ficarmos sozinhas em casa?

- Claro - Ela respondeu, sorrindo e acariciando minha mão, quando fomos surpreendias por Amber.

- Céus, como vocês conseguem ser tão fofas uma com a outra a todo momento? Juro que se não conhecesse o Theo, acharia que tem algo entre vocês... Se bem que o coitado está bem longe, vai saber...

Amber sempre acordava de mal humor, e parecia que tinha vontade de acabar com o dia de todo mundo. Dianna largou a minha mão e permaneceu com a expressão chocada.

- Amber, isso não tem nada a ver!

- O que não tem nada a ver? - Era Chris que se juntava a nós com uma cara péssima.

- O casal 20 do cast - Respondeu Amber.

- Ah! Charlie e Lea!

Dianna ficava sempre muito incomodada quando usavam seu pseudônimo para insinuarem algo entre nó duas. E desta vez não foi diferente. Então eu decidi interferir.

- Amb, Chris, vamos parar com esse papo chato, logo de manhã, okey?

- Okey, vamos mudar de assunto. Até por que, agora me lembrei de uma coisa. Acho que Charlie esta perdendo território... O Mark que o diga.

- Como assim? - Chris havia perdido boa parte da festa, depois de passar mal.

- Você perdeu o melhor da Festa Chris. Mark saiu daqui arrastado pela Naya, berrando seu amor pela Lea.

Eu havia perdido essa parte também, assim como Dianna, que agora tinha meio sorriso sarcástico no rosto. Quando a olhei, ela apenas balançou a cabeça e voltou sua atenção a Amber.

- Como assim? - Perguntou.

- Ah, não, você não viu? Ele estava muito bêbado, coitado. Deu trabalhão pra leva-lo embora. Quando estava saindo, ele dizia "Naya, eu tenho que voltar lá e dizer pra ela, eu tenho..."

- Não acredito! - Exclamou Chris.

- Acredite! Mas a melhor parte foi quando ele se segurou na batente da porta e disse "Ela não é da Dianna, não é!"... É, seria cômico se não fosse trágico.

Dianna tinha deixado de sorrir, e agora tinha a expressão indignada.

- Ele tem razão, ela não é minha - Foi tudo o que ela disse antes de voltar a atenção ao seu café.

Aquilo me magoou profundamente, quero dizer, não assumir eu até entendo, mas negar assim tão duramente na minha frente?

Amber e Chris continuaram comentando a festa,acompanhados pelo Cory que também se juntou a nós. Dianna não participava do assunto, nem olhava pra mim. Nessa hora eu tive certeza que tudo entre nós seria muito mais difícil dali pra frente.

Quando nossas visitas foram embora, Dianna trancou-se em seu quarto com a desculpa de que iria se banhar. Eu a respeitei, não queria pressiona-la , mas depois de quase duas horas sem que ela abrisse a porta resolvi tomar uma atitude. Fui até lá e bati. Ela abriu.

- Hey. - Ela disse gentilmente - Estava arrumando a bagunça...

- Di, nós precisamos conversar...

- Ah, claro, entre.

Me sentei na cama e suspirei.

- Eu sei que é horrível ouvir piadinhas sobre a gente, mas, por favor, não desconte em mim.

- Descontar em você? Eu fiz isso? - Ela disse confusa.

- Fez, talvez involuntariamente, mas quando você disse "...ela não é minha." Sabe, machucou.

Ela se sentou ao me lado.

- Mas Lea, você não é minha.

Nessa hora eu não sabia o que falar, quer dizer, eu não era dela, mas será que ela tinha esquecido tudo o que me disse na noite anterior? Percebendo minha confusão, ela se explicou.

- Tipo, não que eu não queira entende? Só estou confusa, sabe... Não sei como lidar com isso, eu nunca me envolvi com uma mulher antes. Não acho que isso seja errado, só é diferente demais pra mim, eu sei que as pessoas não vêm isso com bons olhos. Eu não sei o que minha familia pensaria em relação a isso. E também, nós somos pessoas publicas agora, temos que pensar nisso também, se isso não prejudicará nossas carreiras.

Ela colocou tudo pra fora de uma vez, aquilo era bom.

- Di, nós não precisamos sair por ai nos agarrando, okey? Eu também tenho medo da reação das pessoas. E eu também nunca me envolvi a fundo com uma mulher, foram coisas de momento apenas. Eu não sei como lidar com isso também.

- Desculpe. Te machucar é a ultima coisa que eu quero. - Ela disse acariciando meu rosto. - Mas assim, é que também me senti mal, como posso me comparar com o Mark?

- Exato, como você pode se comparar com o Mark? Ele pode ser um gostoso... Mas você é muito melhor, Di. Eu não pensaria duas vezes ao escolher. Quer dizer, eu já escolhi não é mesmo?

Ela sorriu antes de beijar meus lábios, me puxando, fazendo eu me sentar em seu colo, de frente pra ela. Com meus braços envolvendo seu pescoço, ela aprofundava o beijo. Acariciava minhas costas e me puxava cada vez mais contra seu corpo. Ela então abandonou minha boca e desceu seu lábios pelo meu pescoço, distribuindo beijos pelo meu colo, não pude conter um gemido, suas mãos já eram mais ousadas, alternando entre massagear minhas coxas, e acariciar meu bumbum. Até que ela disse em um sussurro.

- Eu quero você, Lea.

Não pensei duas vezes ao deita-la na cama, e sentar-me sob quadris, dizendo em seu ouvido.

- Você vai me ter, Di.

Beijei seus lábios novamente. Logo comecei a despi-la. Ela usava um vestido que em poucos segundos já se encontrava jogado no chão. Beijei sua boca, seu pescoço, seu colo, sua barriga, até que sua mão puxou meu queixo a altura do seu.

- Lea Michele, você me mata.

- Só se for de prazer, baby.

Ela começou a acariciar minha costas, enquanto tirava a blusa que eu vestia. Quando finalmente se livrou dela, com um giro me jogou de costas para o colchão e assumiu o controle da situação.

- Di, assim quem morre sou eu...

Colocou um dedo sob meu lábio, mandando eu ficar quieta, e percorreu com ele por todo meu corpo, até chegar no zíper do jeans que eu vestia, o abriu, e com todo cuidado retirou a peça de roupa.

A cada toque, a cada beijo, a cada sussurro e gemido, eu tinha mais certeza que eu queria aquilo pro resto da minha vida, eu tinha certeza que nenhuma outra pessoa no mundo poderia me proporcionar tal prazer e aquela sensação de paz interior. Dianna era perfeita, e apesar de não ter experiência, sabia exatamente o que fazer pra me dar prazer, e tudo o que queria era retribuir isso.

Atingimos o ápice praticamente juntas. Sentia o corpo de Dianna estremecendo sobre meu, enquanto uma descarga de prazer percorria meu corpo. Por fim ela relaxou, com a respiração alterada, apoiando-se de lado no colchão, mas mantendo nossas pernas entrelaçadas, e sua mão na minha cintura.

- Você é perfeita Lea.

- Você é que é, Di. - Disse depositando um leve beijo em seus lábios.

A partir daí nossa relação se desenvolveu de uma maneira maravilhosa. Ninguém sabia do nosso caso, pelo menos não oficialmente. Tentávamos manter certa discrição, mas sempre que podíamos dávamos nossas fugidinhas. E quando estávamos sozinhas em casa nos comportávamos como casadas.
Mas o fato era que nem mesmo nossos amigos sabiam a verdade, e isso me incomodava muito, nunca escondi isso de Dianna, mas como ela me pedia pra não contar, eu não contava.
Mas no fim, foi ela mesmo quem acabou contando pra todo mundo... Talvez por ciumes, talvez por não ter outra alternativa.

Estávamos em mais uma reunião do elenco, dessa vez na casa de Cory, havia muita bebida e todos estava muito animados esparramados pela sala, um violão passava de mão em mão. Cantávamos e dançávamos vez ou outra. Eu dividia um poltrona com Dianna claro! com as pernas sobre ela, e nossas mãos unidas, como sempre.
De repente Mark pegou o violão e ficou em pé no meio da sala, pedindo atenção, virou na direção de onde nós estavamos. Fiquei nervosa, quero dizer, desde o episodio em que ele 'tentou' dizer que gostava de mim e acabou contando para todo o resto do elenco, ele nunca mais tocou no assunto, muito pelo contrário, continuou agindo normalmente como se nada tivesse acontecido.

- Atenção todos! Dianna e Lea, eu quero cantar pra vocês uma música que há tempos venho ensaiando.

Dianna me olhou preocupada.

- Pra que isso, Mark? - Ela disse.

- É uma coisa que todo mundo sabe, afinal de contas, quer dizer, eu gritei pra todo mundo - Ele ia se declarar, concluí.

- Ta bom, mas o que eu tenho a ver com isso? - Percebi certa alteração na voz de Dianna. E isso não era muito comum.

- Ah, Di. Você sabe.. Mas se quiser, leve na brincadeira - Mark completou com uma piscadinha.- Vamos lá.

Ele começou a tocar, o clima na sala era um tanto tenso, todos nos olhavam, esperando a nossa reação, até que ele começou a cantar:

"Charlie is a friend
Yeah, I know he's been a good friend of mine..."'

(Charlie é um amigo

Sim, eu sei que ele tem sido um bom amigo...)

Todos ficaram de queixos caídos. Inclusive Dianna e eu.

"But lately something's changed that ain't hard to define
Charlie's got himself a girl and I want to make her mine"

(Mas ultimamente algo mudou, que não é difícil de definir

Charlie conseguiu uma garota e eu quero torná-la minha)

Eu não conseguia definir a expressão de Dianna, ela olhava de mim para ele, como se não acreditasse no que estava acontecendo. Mark se aproximou, deu a volta na nossa poltrona e colocou a cabeça entre nós.

"And she's watching him with those eyes
And she's loving him with that body I just know it
And he's holding her in his arms late at night"

(E ela está o observando com aqueles olhos

E ela está o amando com aquele seu corpo, eu apenas sei

E ele está segurando-a em seus braços à noite)

Então ele saiu, andando entre as pessoas que ali estavam. Algumas, como Jenna e Chris davam muita risada, enquanto outras balançavam a cabeça em reprovação, como Naya e Heather.

"You know, I wish that I had Charlie's girl
I wish that I had Charlie's girl
Where can I find a woman like that"

(Sabe, eu queria ter a garota do Charlie
Eu queria ter a garota do Charlie
Onde posso encontrar uma mulher que nem aquela?)

Mark se voltou em nossa direção novamente para cantar:

'I play along with the charade
There doesn't seem to be a reason to change
You know, I feel so dirty when they start talking cute
I wanna tell her that I love her
But the point is probably moot"

(Levo tudo numa boa

Não parece ter uma razão para mudar

Sabe, eu me sinto tão sujo quando eles começam a falar daquele jeitinho fofo

Quero dizer a ela que eu a amo

Mas isso provavelmente ia gerar discussão)

Confesso, quando olhei Dianna o fuzilando com o olhar tive muito medo de sua reação, afinal, Mark estava afirmando na frente de todos, que eu era a garota do Charlie. A situação era muito desconfortável, todos olhavam para nós duas, ali com as mãos dadas, sem saber o que fazer, enquanto Mark continuava com sua pequena "homenagem"

"And I'm looking in the mirror all the time,

Wondering what she don't see in me

I've been funny, I've been cool with the lines

Ain't that the way love supposed to be"

(E estou olhando para espelho o tempo todo,

Me perguntando o que ela não vê em mim

Tenho sido engraçado, respeitei os limites

Não é desse jeito que o amor deveria ser?"

...

"I wish that I had Charlie's girl,

I want I want Charlie's girl"

(Eu queria ter a garota do Charlie,

Eu quero, eu quero a garota do Charlie)

Quando ele acabou, a maioria das pessoas aplaudiu. Eu permaneci ali, com medo de demostrar qualquer reação, estava chocada. Chocada com o fato de Mark ter se declado pra mim na frente de todos, chocada por ele ter exposto a Dianna daquele jeito.

Então ela me surpreendeu.

Prendi a respiração quando Dianna se levantou e foi até ele. Ela ergueu a mão do mesmo jeito que o personagem de Naya fazia no seriado e disse em alto e bom som:

- The girl is mine!( A garota é minha!) - Colocou a mão na cintura e um sorriso nos lábios. E depois de muitos gritos e risadas por parte do elenco, ela venho em minha direção e beijou meus lábios antes de se sentar, deixando muitos sem fala e um Cory gritando e correndo pela sala com os braços para o ar.


N/A:

1. Pra quem não lembra, em Glee, o persongem Finn cantou essa música "Jessie's Girl" quando a Rachel estava com o Jesse. Cena essa, que eu achei demais, e tive de fazer uma adaptação.

2. E também, Santana e Mercedes cantaram a música "The Boy is mine" quando brigavam pela atenção do Puck, tive de colocar também, afinal foi quando eu tive meu Crush pela Naya, tanto que até inseri a mãozinha tipica da Santana zO

3. E eu me mato de rir toda vez que imagino o Cory correndo com as mãos para o ar, depois de ver as duas se beijando. haha. Adorei isso.

4. Por último, me acho péssima em cenas de sexo (sou melhor na pratica.. Mentira, haha). Eu não sei ser vulgar, com coisas do tipo "penetrou-a "enfiou os dedos" "chupou". Enfim... Então melhor deixar subentendido. :)