In my once upon a time

Por mais que eu odiasse demonstrar que algo me abalava, os séculos me levaram a crer que Giullia tinha razão em muita coisa, talvez e somente talvez eu nunca tivesse desejado conquista-la de fato. Eu tinha meu álibi, já que realmente nunca aprendi como fazer uma mulher amar algo que não fosse a sua própria ambição, mas alguns milênios tornam uma desculpa como essa tão esdrúxula que eu deveria ter vergonha de me considerar alguém de inteligência elevada. Preste muita atenção, pois esta é a primeira e ultima vez que verão Caius Volturi dizer que é um idiota completo e provavelmente o ser mais estúpido da face da terra nos últimos dois mil anos, ou algo muito próximo.

O que ela conhecia de mim além da minha total inaptidão em demonstrar gentileza e meu rigor de conduta? Nada. Ela estava casada comigo por mais de um século e não sabia nada a meu respeito, tão pouco tinha algum prazer na minha companhia, e com toda razão. Ninguém em sã consciência amaria aquele que lhe tira a liberdade, mata entes queridos e rouba qualquer possibilidade de realização de sonhos. Por mais que isso me doesse, ela tinha todos os motivos do mundo para me odiar. Eu me odiaria.

Eu nunca permiti que ninguém além de Aro enxergasse o que eu fui no passado, ou os motivos que me levaram a ser o que me tornei. Mas se havia alguém no mundo com quem eu desejava compartilhar isso, sem duvida era ela. Eu possuía todos os meios para isso, eu poderia levá-la ao meu mundo, poderia fazê-la feliz nele.

Foi na noite em que completamos nosso aniversário de 110 anos de casados que resolvi dar a ela um presente incomum. Eu sabia o que Aro diria sobre meus métodos pouco ortodoxos, mas naquele momento eu não estava ligando pra isso. Ela estava em nosso quarto, como todas as noites, olhando através da janela com seus olhos de rubis melancólicos.

- Eu sei que não é uma data que te agrada, mas feliz aniversário de casamento, amada. – me detive na imagem da silhueta dela por um momento. Exatamente como na primeira noite, ela ainda parecia tão menina quanto naquela vez. – Sei que não gosta que eu lhe dê presentes neste dia.

- Mas você vai me dar assim mesmo, não é? – ela me encarou com os mesmos olhos...Tão doloridos, tão melancólicos, tão doces... – Quando você decide fazer algo, normalmente me restam poucas opções.

- Desta vez não são jóias, roupas ou qualquer outra coisa do gênero. – eu a abracei exatamente como todas as noites, a beijei como todas as noites e como todas as noites ela era tão fria quanto o mais sublime mármore. – É algo que eu gostaria que você conhecesse. Algo sobre mim.

- Finalmente resolveu abrir seu baú e me deixar ver além deste tirano que você é? – ela convivia tempo de mais comigo. – O que é?

- Você não sabe quem eu sou realmente, não é? Gostaria que soubesse por mim e mais ninguém. – foi então que a minha magia começou.

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Quando Caius me abordava com tanta determinação normalmente eu temia pelo meu orgulho remanescente, pela minha integridade e pelo resto da minha alma, mas daquela vez ele apenas acariciou meu rosto e tudo a minha volta era claro e luminoso. Quente e aconchegante como o mundo que eu vivi há muito tempo atrás. Tudo a minha volta era puro e vazio, como o limbo ou a minha visão de céu.

Mas no meu momento de absoluta abstração de tudo a minha volta, a imagem sólida se formou na minha frente. Uma arvore frondosa, espalhando pétalas de flores perfumadas a minha frente e cobrindo o chão como um véu rosado. Então não havia mais apenas uma arvore e sim um jardim cheio de tantas outras flores que eu mal podia acreditar. Barulho de água corrente vindo de uma pequena fonte, onde o rosto de alguma divindade vertia o liquido cristalino por sua boa. Ao meu redor pilastras de mármore sólido, erguendo uma construção imponente e clara como eu nunca havia visto. Meus estudos durante o século de convivência com meu marido me diziam que tudo aquilo pertencia ao suntuoso império de Roma.

Meu deslumbramento com a construção me fez esquecer da minha aparência. Meus cabelos estavam cacheados de maneira minuciosa, caindo pelas minhas costas como ondas, em meus braços trazia jóias e vestia uma túnica longa de linho e véus de seda num tom salmão. Nada naquele mundo era familiar a mim, mas me parecia seguro e acolhedor o bastante para que eu ignorasse o burburinho que se formava ao final do corredor de pilastras.

Uma porta se abriu e por ela vinham correndo duas meninas que poderiam muito bem se passar por minhas irmãs. Elas vestiam túnicas de linho um pouco mais curtas que a minha, os cabelos castanhos claro estavam se soltando dos penteados caprichosos por causa da corrida. A menina mais velha devia ter uns treze anos e a menor nove, talvez um pouco menos. Elas pararam subitamente ao me ver e só então me lembrei que pessoas normais não tinham pele com cor igual a das pilastras ou olhos vermelhos.

- Quem é você? – a menor perguntou para mim. Sua voz era limpa e musical, como um canário cantando. Era uma pergunta simples, mas eu não soube o que dizer. A mais velha que antes parecia tão infantil quanto à outra pareceu se tornar uma pequena mulher, bem comportada e séria na presença de uma estranha como eu. Aqueles dois pares de olhos inquisidores me encaravam e eu não tinha fala, nem mesmo me dei conta de que minha garganta não queimava com o cheiro do sangue fresco.

- Helena e Lídia! Finalmente pararam de correr, suas pestinhas! – uma voz poderosa e jovial se pronunciou, fazendo a mais nova soltar um risinho de quem havia feito arte. A nova voz era familiar, mas estranhamente magnífica. Eu me virei para saber a quem pertencia e a visão que tive me chocou. Caius vinha em minha direção, usando uma bela túnica marfim e sandálias de couro, braceletes largos nos braços, cabelos soltos e dourados como o sol daquele dia, sorrindo pela primeira vez. – Estão importunando ela?

- Não. – a mais nova disse ainda rindo – Só perguntei quem era ela. – ele a pegou no colo com agilidade e a rodopiou fazendo-a rir ainda mais alto.

- Ela, sua pequena bagunceira, é sua futura irmã. – a menina olhou para ele curiosa.

- Por que ela é minha irmã? – ela perguntou com sua voz de canário.

- Porque ela vai se casar comigo e vai ser da família, assim ela será sua irmã mais velha e vocês tem que ser encantadoras com ela. – a pequena o abraçou sorrindo.

- Por que você a ama, não é? – ele sorriu em resposta a ela.

- Sim, porque eu a amo muito, pequena Lídia. – sem mais palavras, a menina se soltou dos braços do irmão mais velho e correu até mim para me prender num abraço acolhedor e desajeitado.

- Eu tenho mais uma irmã! – a pequena Lídia comemorou – E ela é a mais linda do mundo e agora a Helena não vai poder mais brigar comigo só porque é a maior. Eu tenho uma irmã linda.

- Sim, você tem e ela se chama Giullia. – ele estendeu a mão e pegou a minha com cuidado. Foi como se eu tivesse pela primeira vez sentido a pele dele contra a minha, tão macia, tão suave, tão vigorosa e jovem que não parecia nem a sombra daquela superfície de papiro. Aquele não era Caius, aquele não podia ser o homem que eu jurei odiar por toda eternidade. Ele não podia ser tão real e tão amoroso daquele jeito, ele não tinha coração para isso. – Fico muito feliz de tê-la aqui. – ele acariciou minha mão com cuidado enquanto a porta ao final do corredor se abria mais uma vez dando passagem a um homem já de idade, com cabelos curtos e bem barbeado, e uma mulher de meia idade com cachos magnificamente loiros e um rosto ainda muito bonito.

- Ai está ela! – o homem disse com sua voz grave e imponente, com um tom de notável felicidade. Ele veio em minha direção e me abraçou de maneira afável. – Estupendo! Realmente extraordinário! – então ele se virou para Caius e o saudou de maneira jovial e vigorosa, com a mais plena satisfação em seus olhos.

- Esta é Giullia, meu pai. É sobre ela que eu lhe falei. – Caius disse com orgulho de cada palavra, e sua voz era suave e tenra como se o peso dos séculos o tivesse abandonado.

- Você nunca me decepciona, meu filho! E por certo que esta não será a primeira vez. – ele sorriu e deu um tapinha nas costas do filho. – Ela não faz jus a sua descrição, ela é muito superior a qualquer adjetivo que já foi criado para descrever a beleza. Não é mesmo, Agripina?

- Linda sim. – a mulher disse com toda amabilidade de uma mãe – Meu coração está muito feliz por você ter encontrado alguém tão digna de você meu filho. – ela beijou a testa de Caius com carinho, como se ele não passasse de um menino.

- Eu não estou certo se sou digno de tamanha dativa, mas farei o possível para ser. – Caius me olhou diretamente nos olhos e só então notei o forte tom de verde dentro deles. Aquele homem a minha frente era humano, jovem, cheio de vida e profundamente afetuoso e bom, ele era tudo o que Caius me negou um dia. Era impossível que fossem a mesma pessoa.

- Vamos deixar os dois conversando, esposa. Creio que os jovens merecem um tempo para se entenderem. – o homem idoso se virou para as meninas então – E vocês, suas pequenas pestes, que homem se casara com uma de vocês se souber que correm como gazelas por toda casa? Já pra dentro. – as pequenas acompanharam o casal para dentro da casa e aquele homem que se parecia com Caius me tomou pela mão e me conduziu pelo jardim florido.

Caminhamos em silencio por alguns minutos e toda minha mente era caótica e confusa com tudo o que eu havia presenciado. O que era tudo aquilo? Onde eu estava? Quem era aquele homem que parecia uma cópia mal feita do meu marido?

De baixo de um pé de ameixas em flor havia um pequeno banco de pedra onde nos sentamos. Eu sentia a necessidade de me sentar e descansar as pernas, algo que eu não sentia a mais de um século.

- Gosta deles? – ele me perguntou e sua voz parecia mel escorrendo de um favo.

- Sim. – não consegui pensar em nenhuma outra resposta – Quem são eles? Quem é você? Onde eu estou? – ele apenas sorriu diante dos meus questionamentos. Não o culpo, eu parecia uma criança curiosa falando.

- Estamos em Roma, um pouco antes do fim da República. César já está morto há dois anos e o novo triunvirato está em vigor. Esta é minha casa e os que acabou de conhecer são meus pais e minhas irmãs mais novas. E eu sou Caius Marius, mas você me conhece apenas como Caius Volturi, seu marido com quase dois mil anos de idade. – ele me encarou nos olhos e por um momento eu me afoguei naquele oceano verde.

- Por que estamos aqui? Por que estamos tão diferentes? – eu exigi explicações com um pouco mais de urgência.

- Tudo isso que está vendo é uma ilusão, mas antes que conteste a veracidade de tudo tenho que dizer que está absolutamente fiel ao mundo em que eu vivi e fui criado. Tudo o que vê são as minhas lembranças de cada detalhe das pessoas e lugares que amei, incluindo a personalidade da minha família. – novamente ele acariciou a minha mão. – Tudo o que está acontecendo teria sido perfeitamente plausível e provável naquela época. Todos eles iram ama-la como eu amo.

- Ainda não respondeu minhas perguntas. – eu o encarei com mais seriedade.

- Todo esse tempo de convivência e você está tão mal humorada quanto eu. – ele riu – Estamos diferentes porque é assim que seriamos em nossa aparência humana. E eu estou produzindo esta alucinação porque eu queria que eles a conhecessem e que você pudesse me conhecer de verdade.

- Disse a eles que vamos nos casar. Por que não somos casados ainda neste mundo? – eu o questionei e um sorriso satisfeito brotou nos lábios dele.

- Te incomoda não ser minha mulher? – notei o tom de sarcasmo na voz dele.

- Suponho que depois de 110 anos eu já nem me lembro de como era antes. – ele afagou meus cabelos com cuidado.

- Giullia, por mais que você me odeie por tudo, nunca duvide do que eu sinto por você. Eu cometi erros, muitos na verdade, mas eu nunca fui rejeitado por uma mulher e logo você, a única que eu desejo de verdade, não me suporta. Os anos foram longos e dolorosos, mas não pense que não foram para mim também.

- Por que tanta encenação, Caius? – eu perguntei descrente.

- Porque eu quero uma segunda chance. Quero você, Giullia, mas quero por inteiro. – ele me abraçou forte e eu pude pela primeira vez sentir seu coração pulsando, forte e rápido contra o meu peito. Pude sentir o cheiro agradável de seus cabelos e o calor dos braços. – Casa comigo, bambina?

- Eu tenho escolha, Caius?

- Me dê um pouco da sua misericórdia, Giullia. Casa comigo, mia bambina?

- Eu...- as palavras não me alcançavam com firmeza. Ele era tão calmo, tão firme, tão amoroso e gentil. Ele merecia o meu ódio? – Eu caso.

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Uma deusa entre mortais, numa pira enfeitada, trajando branco. Sua beleza escondida pelo véu e em sua cabeça uma coroa de flores. E eu a amo e amarei enquanto durar a eternidade. Ela estava a caminho para os meus braços, ela estava no meu caminho muito antes de nascer, porque eu fui feito para enlouquecer por ela e deseja-la mais do que seria possível a qualquer pessoa desejar alguém.

O cortejo dela parou em frente aos portões da minha casa e como mandava a tradição, fui até ela e a peguei no colo, sobre os protestos e gritos das damas e dela própria, simulando um seqüestro. Levei minha noiva para dentro, tomando cuidado para que seus pés não tocassem a soleira da porta. Uma vez dentro do pátio, minha mãe e minhas irmãs lançaram pétalas de rosa sobre nós, em celebração a nova filha que estava a caminho.

Como meus pais haviam feito no passado e como minhas irmãs fariam em breve, recitamos as orações. Eu apresentava aos meus ancestrais a minha companheira e ela pedia a aprovação deles. E ao por do sol daquele dia, ela era a minha esposa pela segunda vez, e para sempre.

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A câmara e o leito estavam prontos. Incensos e archotes iluminando o ambiente. Ela ainda não estava lá, provavelmente estava com minha mãe e algumas escravas se preparando para a noite. Eu estava ansioso para vê-la. Depois de minutos as portas se abriram e ela entrou, deixando para trás duas servas que a acompanharam pelo caminho. Agora era a hora em que ficávamos a sós.

Ela se sentou na cama, de costas para mim. Seus trajes eram transparentes e tentadores as minhas mãos, mas eu teria de me controlar.

- Estamos casados de novo. – eu disse numa tentativa de aliviar a tensão.

- É... Parece tão estranho pensar isso. – ela disse timidamente.

- Você parecia mais feliz desta vez. – pontuei a observação.

- Sim, estava. – ela respondeu com timidez e aquilo estava provocando reações difíceis de controlar. O silencio se instalou entre nós. – Bem, suponho que essa seja nossa noite de núpcias.

- Sim, mas eu disse que queria uma segunda chance. Não quero cometer os mesmos erros de antes. A menos que você queira, eu não tocarei em você.

- E eu disse que lhe daria.- ela falou sem me encarar, provavelmente por vergonha – Já chegamos até aqui, então faremos como se deve. – ela se virou em minha direção. Suas mãos pegaram uma das minhas e conduziram até que ela tocasse um dos seios mal encobertos pela camisola. – Sou sua esposa agora, você tem o direito de me tocar, Caius.- afastei minha mão do seio dela, ela pareceu surpresa por um momento. Como eu disse, queria fazer as coisas da maneira certa. Eu a puxei para os meus braços, acariciei o rosto pequeno dela e a olhei nos olhos. Pela primeira vez eu a beijei como um apaixonado. Com cuidado, com precisão, com desejo de 110 anos de desprezo. O corpo dela aconchegando-se no meu, tão pequeno e frágil como sempre seria, tão desejável. Minhas mãos passearam pelos braços dela provocando arrepios suaves na pele rosada.

- Vamos fingir que essa é a nossa primeira vez... – eu sussurrei ao pé do ouvido dela – Para sempre. – meus lábios desceram pelo pescoço dela, meus braços mantinham aquele corpo próximo ao meu, minhas mãos afastavam o tecido que encobria aquela perfeição. As mãos pequenas dela na minha nuca, descendo lentamente para afastar o roupão que encobria meu corpo. Aqueles dedos deslizando sobre o meu tórax com a suavidade de uma brisa que atiçava o fogo nos campos de trigo.

Eu a conduzi até a cama, deitando-a como se fosse quebrável ao meu toque. O calor gentil do corpo dela, roçando contra o meu tornavam meu desejo latente, quase doloroso. Minhas mãos afastaram as pernas dela com calma e gentileza, para que eu pudesse me posicionar entre elas. Beijando-lhe o pescoço, fazendo-a suspirar contra a minha pele, sentindo a umidade crescente, sugando os mamilos rígidos, ouvindo cada gemido baixo que ela soltava. Pelos céus, eu precisava senti-la.

Minha mão alcançou o sexo dela, explorando a umidade e o calor, enquanto a minha boca buscava a dela numa fúria mutua e louca. A voz dela parecia presa na garganta, ansiosa por se libertar, mas não havia prazer o suficiente, não ainda. Eu precisava possuí-la, eu tinha que estar dentro dela e rápido. Essa loucura, essa espera, essa receptividade do corpo, tudo estava me levando à insanidade. Mas antes uma ultima verdade era necessária.

- Eu... te amo. – minha voz era mais um gemido do que qualquer outra coisa. Então eu a penetrei, lentamente e com cuidado. As unhas dela se cravaram nas minhas costas e suas pernas se fecharam ao redor do meu quadril. Ela gemia em um ritmo ágil e constante, como se ditasse para mim como ela queria. Minha velocidade aumentava à medida que nossas bocas ficavam mais urgentes. Nossos corpos vivos suavam com o esforço. Minha mente ficava mais e mais turva a cada momento. Eu a sentia ficar mais úmida, mais apertada, ela estava próxima do auge, mas eu seria resistente, eu tinha de ser. Ela virou o rosto para longe do meu, mordeu o lábio inferior, fechou os olhos como se não fosse sobreviver ao que se aproximava. As contrações começaram, mas ela tentava impedi-las, como quem tenta impedir uma tempestade com as mãos. Esta vindo, cada vez mais perto.

- Caius! – ela me chamou. Pela primeira vez ela me chamou enquanto a amava. – Caius! – era quase um sopro. Estava mais próximo. – CAIUS! – num grito dela veio a onda avassaladora entre suas pernas, num misto de gozo e múltiplos espasmos musculares incontroláveis. Minha visão estava turva, eu estava rígido, próximo...Quase...Quase...

- Giullia! – num urro animalesco eu me derramei dentro dela, sentindo toda energia percorrer meu corpo como sangue, tão quente quanto o sol. Tudo a minha volta era uma explosão de preto e branco e a única coisa fixa em minha mente era ela chamando meu nome.

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Subitamente minha mente não possuía foco, meu corpo era todo dominado por espasmos, suor e prazer incomparável. Tudo por causa dele, tudo porque ele me amava e eu me permiti ser amada à sua maneira incomum. Em algum momento, não sei quando, aquele cativeiro se tornou minha única referencia, algo seguro, o único lugar onde alguém me queria de verdade, me desejava sempre por perto. Esse lugar era entre os braços rígidos dele.

E aquele prazer não tinha adjetivos pra formar uma descrição precisa, não havia um idioma que descrevesse tudo aquilo em proporção infimamente similar à realidade daquele momento. Eu precisava, eu tinha que dizer alguma coisa, do contrario eu não seria plena, não estaria completa quando eu mais desejei estar. Só havia uma palavra que poderia deixar meus lábios quando a minha hora chegou em ondas fortes e constantes tremores e alucinações.

- Caius... Caius... – eram sussurros, eram gemidos, era meu sinônimo perfeito – CAIUS! – de amor.

Em meio a minha visão turva pelo prazer eu pude ver aqueles olhos verdes me encarando com surpresa, com adoração, com todo amor que eu podia desejar pela eternidade. Por mais que eu não tenha plena ciência de como foi para ele, tenho a certeza que não poderia ser comparado com nenhuma das nossas noites anteriores, porque desta vez eu lhe dei tudo o que ele queria. Eu me doei a ele, por completo.

Aquela foi a nossa primeira noite, para sempre... Porque eu soube naquele momento que se havia um lugar onde eu desejava estar quando chegasse o fim dos tempos, o nosso fim, este lugar era entre aqueles braços, dentro daquele coração milenar. Pela primeira vez em mais de um século eu dormi, eu sonhei, e em meus sonhos nós éramos felizes para todo sempre...

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Eu ergui para nós uma casa ampla e confortável, próxima da casa dos meus pais. Para Giullia fiz um jardim que nem mesmo na Babilônia encontraria rival, para que ela vivesse entre as flores, banhada pela luz do sol de nossas manhãs. Eu queria uma eternidade daquilo para nós, queria ela sorrindo sempre.

Então chegou o dia em que as coisas saíram do meu controle...

Ela acordou como todas as manhãs em meus braços, seus olhos se abriram preguiçosamente e ela se movimentou como um felino, se aninhando em meu peito como um filhote. Quando eu lhe beijei o rosto seus olhos se arregalaram e ela me empurrou rapidamente correndo para algum lugar distante da minha vista.

- O que houve, Giullia? – me levantei da cama indo atrás dela. Eu a encontrei debruçada em uma janela olhando para o chão do lado de fora da casa. – Você está bem? – o rosto estava pálido e ela suava frio.

- Enjôo... – ela disse em um fio de voz. – Não sentia a...

- Pelo menos 110 anos, eu sei. – eu a abracei numa tentativa de acalmá-la. – Giullia, você está sentindo mais alguma coisa... Humana? – ela pareceu confusa com a minha pergunta. – Fome? Sono? Tonturas?

- Eu não sei... Não fazia tudo isso a muito tempo, não sei o quanto é normal ou não. – certo, isso era preocupante, nenhum de nós tinha referencias de uma vida humana.

- Você... - ponderei por um momento, esse não era o tipo de assunto que se tinha com uma mulher nem na minha época e nem na dela. Era um terreno delicado. – Giullia, você reparou as suas... Regras? – ela me encarou por um momento, suas bochechas haviam recuperado a cor rapidamente.

- Eu havia me esquecido... Delas. – ela disse escondendo o rosto no meu tórax. – É possível? Você planejou isso, Caius?

- Eu não... Não sei. – eu a apertei um pouco mais. Seria possível? Eu realmente havia perdido o controle sobre mim e meus poderes a ponto de brincar tanto com os sentimentos de nós dois? Eu havia estragado tudo novamente?

- Eu estou...Estou grávida? – ela me perguntou com seu jeito tão meigo de criança, seus olhos brilhando em expectativa pela minha resposta...Ela estava feliz!

- Eu acho que sim. – minha mão desceu pelo corpo dela, parando sobre o ventre ainda normal. Não havia nada no corpo dela que indicasse alguma certeza, mas eu sabia que estava acariciando a cabeça de uma criança que era minha e dela.

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À medida que o tempo passava o ventre dela ficava cada vez maior e também aumentava a minha preocupação. Eu ainda tinha consciência de que aquilo tudo não era real, era apenas uma ilusão criada por mim, mas minha Giullia parecia ter se esquecido disso por completo. Ela estava apaixonada pela idéia de um filho, na verdade ela sempre esteve, e isso estava produzindo um efeito que eu não havia planejado. Ela não queria mais a realidade, não quando tinha todos os seus sonhos realizados naquele mundo perfeito.

O que eu faria agora? O que eu faria quando chegasse à hora de voltar para a vida real? Eu teria coragem de arruinar a felicidade dela? Teria coragem de arruinar a minha felicidade? Eu iria querer deixar os meus sonhos para trás também?

Eu a espiava pelo canto dos olhos, sentada no jardim, brincando com a água da fonte e invariavelmente acariciando a barriga, conversando com a criança fictícia e sorrindo como nunca sorriu antes. Enquanto ela sonhava eu me desesperava cada vez mais. Eu tinha o universo em minhas mãos e subitamente ele estava entrando em colapso, ou melhor, se tornando o meu buraco negro. Eu faria aquilo que era certo? Ou faria aquilo que era desejado por nós?

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Aro pov

Noticias alarmantes chegaram aos meus ouvidos naquele tempo, de modo que foi necessário deixar Volterra em prol de uma causa maior. Renata e mais uma meia dúzia de soldados para me acompanhar e meus irmãos zelariam pela ordem enquanto eu estivesse fora. Aquele louco fanático continuava ameaçando nosso segredo, engravidando humanas ao seu bel prazer sem a menor noção do problema que poderia ser criado por causa de sua negligencia. Havia mais uma vitima e desta vez estava muito próxima de nós.

Chegamos ao interior da França em questão de três dias, nossas coordenadas nos levavam a uma pequena cidade próxima a um bosque, nomes não vêm ao caso, minha missão transcendia tais banalidades. Eu ainda me lembrava das imagens na mente dos Cullen. Fraturas, hematomas, a visão bestial de um parto monstruoso em todos os sentidos. Pois o que encontramos não foi diferente.

A mulher, coitada, quase inconsciente dentro de uma velha cabana abandonada. Seu rosto era cadavérico e apático, seu ventre dilatado trazia manchas arroxeadas por toda parte. Ela suava e se contorcia em dor, provavelmente alguma costela quebrada havia perfurado o pulmão e por isso ela expelia sangue. Não havia o porquê me preocupar com a vida dela, uma vez que ela não a teria muito em breve. Ordenei que a guarda esperasse por mim no bosque e que fossem caçar enquanto eu estivesse fora, para que eu tivesse um pouco de paz para encarar aquela cena.

Eu a toquei e deste modo toda a vida miserável daquela pobre criatura passou diante dos meus olhos. Cada mentira que aquele ser abominavelmente inescrupuloso havia dito para ela, cada dor sofrida e aquela insana vontade de proteger a criança. Ela não tinha muito tempo.

Os olhos dela se abriram febris e débeis. Não importava o que ela visse, não faria diferença nenhuma. Eu me sentia particularmente piedoso naquele dia, queria dar a ela algum conforto frente a todo seu sofrimento. Acariciei a face dela e a despeito de toda dor ela sorriu.

- Você é um anjo, não é? – ela me perguntou com muita dificuldade, tossindo sangue logo depois.

- Shhhhhhhhh... Eu sou o seu anjo, querida. – ela pareceu absurdamente aliviada com a minha resposta.

- Eu sei que vou morrer, mas... – outra vez ela expeliu sangue – Não deixe a criança morrer. Salve-a... – um grito de dor descomunal. Ela separou as pernas, estava a caminho. A criança estava a caminho. Ela se contorcia em dor e desespero e o sangue escorria por suas pernas, empossando-se no chão imundo daquele lugar. Eu conseguia ouvir o som daquela pequena boca mastigando furiosamente sua mãe de dentro para fora. – Salve meu filho! – era mais um urro do que um pedido propriamente dito. Eu não agüentava mais ver aquela pobre mulher em tamanho sofrimento.

A criança estaria fora em questão de minutos. Eu deitei a cabeça da mulher em meu colo, afaguei seus cabelos e quando a hora chegou parti seu pescoço com um estalo para que ela não tivesse mais nenhuma dor. Agora ela podia descansar em paz enquanto a criança deixava a placenta e pela primeira vez via a luz, jogada naquele chão imundo.

Era uma pequena bolinha ensangüentada, abandonada no mundo a própria sorte, chorando sem ter a menor noção do que se passava ao seu redor. Deixei o corpo da mãe e me dirigi a criança, peguei-a no colo. Uma menina recém nascida e absolutamente indefesa, linda como qualquer criança imortal deveria ser. Eu a limpei com um pedaço de pano velho jogado no chão e pude ver o negro de seus cabelos escassos e quando seus olhos minúsculos se abriram o mundo pareceu ganhar cor. Um tom de verde estonteante.

Aquela menina era o sentido da vida, o sonho mais lindo, a verdade que regia o mundo. Nunca houve nada tão gracioso e necessário, nunca houve um milagre tão perfeito. Eram os olhos de um passado glorioso e o negro de toda uma vida de sofrimento. Aquela criatura era uma dadiva que tinha um destino certo em Volterra.

Cuidadosamente eu a coloquei de baixo de minha capa negra, sentindo o pequeno coração bater como um pássaro. Reuni-me com a guarda no bosque e antes que pudesse ser contestado rumamos para Volterra. Algo me dizia que haveria problemas me esperando em casa.

Um dia e meio de viagem e já estávamos de volta a Volterra. A chuva castigava a cidade violentamente, aquilo não era um bom sinal. Enquanto o mundo a minha volta dormia, algo me dizia que meus irmãos precisavam de mim naquele momento. Adentrei a torre violentamente, sendo seguido de perto pela guarda e logo Marcus veio ao meu encontro.

- O que está havendo aqui? – perguntei imediatamente.

- É Caius! Enlouqueceu de vez! – Marcus disse, seus olhos estavam agitados e eu podia notar o quão nervoso ele estava.

- O que foi dessa vez? – eu já estava impaciente.

- Ele e Giullia... Ele a trancou dentro de uma das ilusões, está lá com ela, aparentemente ele não pretende sair e nem vai deixá-la fazer isso!

- IMBECIL! – urrei com toda minha fúria. Antes que qualquer coisa fosse dita, corria ao quarto de meus irmãos em questão de segundos. Não haveria palavras que pudessem descrever a força dos poderes de Caius naquele momento, nem a intensidade de seu desespero.

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Impossível descrever o que se passava com precisão. Parte de mim estava dentro de uma ilusão, vendo minha mulher dar a luz a uma criança que só existia em seus sonhos e era sua razão de viver naquele momento, e a outra parte estava bem consciente enquanto observava o corpo deitado, se contorcendo por realmente acreditar em cada imagem dentro de sua mente. Meu lado cético gritava para tirá-la desse pesadelo o mais rápido possível, enquanto meu lado passional dizia que aquele era o desejo dela e que eu não poderia tirar a felicidade de Giullia mais uma vez.

Jamais duvidem dos meus sentimentos, mesmo que eu não saiba usa-los. Desta vez eu estava determinado a fazê-la feliz, nem que para isso fossemos trancados numa alucinação para sempre. Nem que para isso eu tivesse que matar meus irmãos no processo.

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Aro pov

- Caius! – eu gritei irrompendo pela porta como um tornado. Meu irmão estava ao lado da esposa, incrivelmente adormecida e dopada por uma alucinação. – Pare imediatamente!

- Não Aro! – ele se levantou imediatamente, colocando-se em posição de guarda. – Eu não vou tirar isso dela e nem você vai!

- Você sabe que isso é ERRADO! – berrei para ele, eu sabia que nada mudaria aquela cabeça de rocha, mas ele não iria me desafiar e sair impune. – Isso não muda o que ela sente por você, SEU IDIOTA!

- ESTÁ ERRADO! Ela me ama... – foi então que pude ver algo que jamais havia passado pela minha cabeça. Caius estava rendido a minha frente, sua cabeça baixa e as mãos puxando os cabelos. Se ele não estava louco, estava muito próximo disso. – E eu a amo... Não vou tirar dela a chance de ter um filho, mesmo que não passe de uma ficção.

- Então é isso... – nunca acreditei no Deus dos humanos, mas o universo parecia conspirar a meu favor e em favor daquele casal infeliz. – Caius, o fato de não termos o mesmo sangue não muda o carinho que tenho por você, meu irmão. Eu desejo a sua felicidade e conseqüentemente a dela. – eu o levantei com um único braço, com cuidado para não deixar cair à carga preciosa que eu trazia de baixo do manto. – Eu não acredito nesse tipo de coisa, mas creio que deve haver algo maior do que nós e essa força parece crer que você e Giullia são dignos de um milagre. – eu levantei a capa, revelando a pequena criatura adormecida em meus braços.

- Uma criança... – Caius aproximou-se com cuidado, finalmente reparando nas batidas rápidas do coração dela, mas ela ainda era muito bela para ser humana.

- Uma mestiça. – eu disse – Eu encontrei a mãe enquanto ela dava a luz. Não havia esperança para aquela humana, mas achei melhor trazer a criança.

- E o pai? – ele perguntou enquanto tomava a menina dos meus braços com todo cuidado para não acorda-la.

- Johan, aquele cretino que continua foragido. – Caius me encarou por um momento.

- Depois desta noite eu mesmo irei matá-lo. – finalmente meu irmão estava sobre controle, de volta ao seu estado normal. – Ela tem os cabelos de Giullia. – ele disse suavemente enquanto contemplava a criança.

- Espere até ela acordar... – eu disse colocando a mão sobre o ombro dele – Só os seus olhos poderiam ter um verde igual.

- Irmão... - ele sussurrou – Obrigado.

- Desperte sua mulher, ela tem direito de ver a filha. – esta foi minha ultima fala antes de deixar o quarto. E este era o começo de uma nova faze em Volterra... A faze dos milagres.

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Faze-la voltar a si era coisa que levaria algumas horas. Eu havia empregado muita energia naquela ilusão, conseqüentemente teria que caçar em breve, mas a despeito do cheiro convidativo e da batida frenética daquele coração minusculo, eu jamais conseguiria dirigir minha sede a menina em meus braços. Ela nem mesmo se incomodou com a mudança de colo, dormia tão profundamente que duvido que houvesse algo nesse mundo que pudesse desperta-la.

Giullia estava exausta, um efeito colateral de permanecer tanto tempo dentro da ilusão. Era como ter um pesadelo agitado, quando alguem dorme, mas não descansa. Aos poucos os lábios dela se movimentaram e as pálpebras tremeram. Aos poucos ela despertava para a nossa existência.

Caius...? - ela me chamou em tom inaudível aos mortais – Caius...É você?

Estou aqui, querida. - segurei a mão dela, enquanto segurava a criança no outro braço.

Estamos... - ela fez uma pausa, pude sentir o medo no tom dela – Estamos mortos? - era doloroso ouvir aquela pergunta, mas havia uma chance melhor para nós agora.

Exatamente como a 110 anos atrás. - os olhos dela se fecharam, imagino que fosse a dor de acordar de um sonho bom.

A criança... - ela virou a cabeça em direção oposta a minha – Por que não pode ser verdade? - minha mão soltou a dela e lhe afagou os cabelos negros e vasto por um momento.

É uma menina. - eu disse, finalmente atraindo a atenção dela para mim e para o pequeno embrulho no meu braço esquerdo. Só então ela notou a batida do coração vibrante e o cheiro característico de sangue.

Como...? - ela se sentou na cama me encarando como se eu fosse algo irreal. Seus olhos vermelhos corriam o curto espaço entre o meu rosto e o rosto rosado da criança. - Mas não poderia...!

Se isso não pode ser chamado de milagre, então eu desconheço os critérios de milagre do seu Deus. - ela estendeu os braços para pegar a criança. Eu entreguei a ela, sorrindo ao ver a satisfação e a surpresa no rosto da minha esposa.

Uma mestiça! - ela disse surpresa, imagino que tenha se lembrado da menina Cullen que ela tanto havia cobiçado em outros tempos. - De quem?

A mãe morreu durante o parto, o pai não sabemos o paradeiro. - eu respondo prontamente – Mas isso não importa, meu amor. Ela é nossa agora.

Minha...filha. - ela acariciou o rosto da menina com cuidado e pela primeira vez entendi o que Aro quis dizer com "só os seus olhos poderiam ter um verde igual". No momento em que os olhos da menina se abriram, não restaram mais duvidas.

Nossa filha. - e desta vez Giullia tinha o mais belo sorriso e minha satisfação era saber que aquela realidade era o motivo disso.

Qual será o nome? - ela perguntou.

Lídia. - eu disse imediatamente.

Prefiro Francesca. - ela riu ainda brincando com as bochechas da pequenina.

Helena? - especulei.

Anitta! - definitivamente não tínhamos um consenso.

Tem que ter um significado apropriado para ela. - eu ponderei.

Você tem razão desta vez. - ela concordou.

Ela será uma Volturi, nobre por natureza. - eu pontuei a necessidade de um nome igualmente nobre – Uma Aurelius Volturi.

Gosto de Adélia. - Giullia disse suavemente – Uma vez ouvi dizer que significava "de nobre linhagem".

Eu acho perfeito! - e realmente era perfeito, exatamente como a dona – Adélia Helena Aurelius Volturi.

Sem Aurelius! E se tem Helena, pelo menos Anitta tem que ter uma chance. - definitivamente, muito longe de um consenso.

Quer saber?! Que tenha logo um nome de nobreza, ao melhor estilo europeu. Adélia Helena Anitta Lídia Francesca Volturi. - ela riu, ela riu muito!

O pior é que eu gostei. - Giullia disse ainda rindo. Ela aproximou o rosto do meu com cuidado, acariciou meus cabelos e me beijou a boca sem que eu nem ao menos pudesse processar aquela nova realidade. - Obrigada por tudo, querido.

Bem, temos uma guarda de aproximadamente 35 integrantes, mais dois irmãos e uma cunhada que não tem nada melhor pra fazer da existência. Acho que podemos deixar Adélia por um momento com eles enquanto saímos pra caçar.

E faremos o que depois? - ela perguntou admirando a criança.

Ela vai estar dormindo até amanhã de manhã, então a minha idéia de uma boa noite seria fazer sexo selvagem de reconciliação pelos últimos 110 anos com você, até não agüentarmos mais, minha adorada.

Levando em consideração que nós não nos cansamos nunca...

Essa pode ser uma noite, digamos...Eterna. - sem comentários quanto ao resto desta história. Eu e minha mulher merecemos alguma privacidade depois de 110 anos de incompatibilidades. Considerem essa como minha segunda lua de mel, sem tempo de duração definido.

THE END!

Hey crianças! Fim da fic XD! Espero que tenham gostado e aproveito pra dedicar mais uma vez às minhas três mosqueteiras, Lillopop (Mandy), Rosalie Hale (também conhecida como Blonda, ou prima XD) e a Bell.

Bjux

Bee

P.S.: Pode ser que eu escreva uma historinha a parte sobre a Adélia Helena Anitta Lídia Francesca Volturi XD (sim, este nome foi a maior barbaridade que eu já escrevia, mas eu queria uma coisa bem pomposa)!

Comentem pelo amor dos filhos que eu quero ter um dia XD!