POV SESSHOMARU
- Bom, Sesshomaru-sama, agora que você já assinou o seu contrato com o programa, peço que, por favor, vá para casa, buscar as suas coisas, em cerca de duas horas um de nossos motoristas estará lhe pegando para levá-lo.
Fazia cerca de uma hora, que Sesshomaru conversou com Bankotsu e depois de ficar sabendo dos detalhes do programa, como o fato de que a casa será alugada apenas para os dois participantes, o quarto é o mesmo, mas as camas são separadas, haverá câmera por toda a casa, exceto no quarto e no banheiro. Que a cada mês* eles iriam receber uma missão, as vezes juntos e algumas vezes separados e teriam o mês para se preparar. Coisas simples, mas que era bom ficar sabendo.
Em menos de quinze minutos, Sesshomaru estacionou na frente do prédio e foi até seu apartamento arrumar suas coisas. Iria levar pouca coisa, se precisasse era só comprar. Pegou sua mala e colocou três calças de moletom, não dormia de camisa de jeito nenhum, dez mudas de roupa, objetos de higiene pessoal, um chinelo, dois tênis e um sapato social, um terno, três sungas, amava nadar e ficara sabendo que na casa havia piscina, e oito cuecas boxers. Tudo pronto.
Foi até a cozinha e fez um macarrão instantâneo, terminou de comer e lavou o prato e foi jogar uma água no corpo, optou por uma calça jeans simples, uma camisa branca e seu tênis e desceu para esperar o carro. Dez minutos depois o carro da produção apareceu, e de dentro dele saiu um senhor, aparentando já ter passado dos seus sessenta anos e o ajudou a guardar a bagagem.
- É um prazer conhecê-lo Sesshomaru-sama, sou Miyouga e sou encarregado de buscar e auxiliar o senhor e a senhorita Higurashi, sempre que precisarem.
- Higurashi? Quem é essa? O senhor a conhece?
- Não pessoalmente, mas acredito que vocês irão se dar muito bem! - Sesshomaru podia jurar que ouviu uma ponta de divertimento na voz daquele senhor.
Sesshomaru entrou no carro enquanto Miyouga guardava sua bagagem. Sesshomaru acabou por cochilar durante a viagem, só percebendo que chegou quando sentiu que o carro havia parado. Sesshomaru percebeu que era uma casa, em frente à praia rodeada por pedras, árvores e plantas.
- Sesshomaru-sama, se o senhor quiser entrar e conhecer a casa, sinta-se a vontade, enquanto eu levo sua bagagem ao quarto!
Sesshomaru se espreguiçara e entrou na casa levando um susto, a casa parecia muito menor por fora. A sala era bem grande e espaçosa, havia dois conjuntos de sofá, um de frente para a lareira e o outro em frente a uma enorme TV, completando o ambiente havia ainda tapetes, cortinas, flores, quadros e mesinhas, era realmente um ambiente diferente, era aconchegante e familiar, dava uma ótima sensação a Sesshomaru.
Ao lado da sala havia um arco bem grande como porta, a cozinha era consideravelmente pequena se comparada à sala, mas não a deixava menos bonita, e era bem confortável, os armários eram todos de granito, seu formato em "G", havia uma pia dupla e um fogão de seis bocas, não havia mesa, uma parte do granito fazia de balcão sendo utilizada como mesa e bancada, possuía cadeiras que se encaixavam na mesma.
Sesshomaru saiu da cozinha e foi para a escada, que ficava próxima a entrada da cozinha, porém ocupava espaço na sala. Subiu as escadas e viu que o corredor era pequeno e que havia duas portas, uma de cada lado. A primeira era um banheiro, melhor dizendo, era O banheiro, tinha de tudo, pia, vaso, chuveiro, que é o básico, tinha uma banheira e uma hidromassagem, separados, haviam alguns armários, que deveriam ter toalhas, sabonetes entre outras coisas, havia um janelão que mais parecia uma porta, que dava de frente para o mar.
Saindo do banheiro e indo para a outra porta, Sesshomaru percebeu que aquele era o quarto. Era de tamanho médio, possuía realmente apenas duas camas encostadas a parede, porém no centro do aposento, estavam bem próximas uma da outra. Cada uma com sua escrivaninha do lado e um abajur, próximo a porta havia uma estante-escrivaninha, em cima tinha vários livros, enquanto que embaixo era realmente uma escrivaninha, tinha um laptop e uma cadeira giratória, do outro lado do aposento havia uma janela parecida com a do banheiro e ao lado havia uma outra porta, Sesshomaru abriu e viu que era um closet separado em duas partes, provavelmente uma para ele e a outra para quem quer que fosse.
- Sesshomaru-sama, me desculpe interromper, mas estou indo buscar a senhorita Higurashi, aqui estão suas coisas! – Falou Myuoga, colocando a bagagem de Sesshomaru no meio do quarto.
Sesshomaru nem se dignou a responder o velho, estava mais preocupado em arrumar suas coisas no closet, esperava que sua "futura esposa" realmente fosse uma "gata", se não ia matar Bankotsu.
POV KAGOME
- Ai! Sango, estou tão animada! Três milhões de yens, sabe o que é isso!? É alegria em modo de papel valorizado e... moedas! - Kagome estava tão alegre que nem lera o contrato e aquilo preocupava Sango, mas ela não ia dizer nada.
- Pois é campeã, como será que seu tio vai reagir? - Perguntou preocupada, pois sabia que a amiga ainda sofria na mão daquele verme.
- Hum... vou mentir!
- Como assim Ká, você não é de mentir!
- Você acha mesmo que ele quer perder o brinquedinho dele!? Obvio que se eu contar o que realmente vou fazer e que vou passar um ano fora, ele vai me prender ou me internar! - Falou Kagome fazendo caretas e gestos.
- Tudo bem! Quer que eu te acompanhe até em casa, você ainda tem... uma hora e vinte minutos para se preparar! - Falou Sango conferindo o relógio.
- Não precisa, eu sei lidar com ele! Você avisou que é para eles me buscarem na praça ao invés de irem lá em casa?
- Sim, fique tranquila!
- Tudo bem então, beijos amiga, te ligo quando chegar lá! - Falou abraçando Sango e indo pra casa.
Chegando na casa do tio, Kagome se deparou com a cena deplorável de sempre, seu tio bêbado, caído em meio a várias garrafas dos mais variados tipos de bebida. Aproveitou que o mesmo estava em sono profundo, ou em coma alcoólico, foi até seu quarto e arrumou sua pequena mala, três conjuntos de roupas intimas que tinha, fora o que estava usando, sua sapatilha, seu chinelo e a rasteira que estava em seu pé, as sete mudas de roupas que tinha, pegou o único vestido que usava em suas apresentações, colocou suas coisas de higiene pessoal, fechou sua malinha e pegou sua amada flauta, antes de sair se virou e olhou para o seu pequeno quarto, já podia chamar de ex-quarto?
- Onde vo... cê pensa q... que v... vai? - Seu tio apareceu bêbado na porta. Todo castigo para Kagome era pouco, achou que ia se livrar do tio e lá estava ele, para mostrar que ela era uma escrava da vida*.
- Vou passar uns dias na casa de Sango, preciso arrumar algumas coisas do meu concerto! - Outra coisa que ficará acordado ao assinar o contrato foi que, no dia do concerto, Kagome poderia sair da casa sem que fosse para uma prova.
- SUA VA... DIA M... MENTI... RO... SA! VOCÊ VAI... É EM... BO... RA! - Naraku foi até ela e lhe desferiu um tapa, para logo depois jogá-la no chão e subir um cima dela - E... eu não... sim? não! não... sei... o que você ple... tende, mas pe... lo menos uma des... pe... dida vo... cê preci... sa me dar! - Falou tonto e babando tentando arrancar a roupa dela.
Por um momento Kagome paralisou, lembrou de tudo de ruim que seu tia já havia feito e de tudo que já havia tirado dela, de que adiantava lutar? Foi então que Kagome percebeu que naquele dia a sorte estava sorrindo para ela e ela iria sorrir de volta. Não ia abandonar a oportunidade de sua vida por seu tio, não iria fazer como das outras vezes, em que passou o resto do dia chorando, dizendo que o azar era seu parceiro, dessa vez ia ser diferente.
- Hoje... NÃO! - Kagome chutou as partes intimas de seu tio, pegou sua mala, sua flauta e saiu correndo, ouvindo os chingamentos e os palavrões. Depois de correr muito, Kagome parou e descansou, acalmou a respiração e seguiu até a praça, onde um carro preto com um senhor grisalho, que tinha cara de simpático, a estava esperando.
- Senhorita Higurashi, está bem? Parece um pouco pálida, cansada? Quer ir ao médico? - Falou o senhor pegando a mala de sua mão a fazendo sentar no banco da praça.
- Estou bem, apenas vi que estava atrasada e vim correndo - Falou dando um sorriso torto, ninguém precisava saber da sua vida - Como é seu nome?
- Ahhh...mas que falta de educação a minha, me chamo Miyouga e estou aqui para servir e ajudar no que for necessário! - Falou piscando. Velho maroto, pensou Kagome.
- Tudo bem então Miyouga! Posso chama-lo assim? - Perguntou e o viu acenar com a cabeça positivamente - Para onde iremos?
- Oh senhorita, entre no carro, irei levar você até a casa - Falou abrindo a porta para que ela entrasse, a fechando em seguida e guardando a mala da mesma no porta-malas.
Essa segunda viagem foi totalmente o oposto do que com Sesshomaru, pensara Miyouga, enquanto o homem dormiu o caminho todo, a pequena Higurashi não calava a boca, por todo local que passavam, cada sinal que paravam, ou ela comentava algo, ou perguntava algo ou pior ainda, gritava de emoção.
Quarenta minutos depois chegaram a casa, Kagome nem esperou Miyouga, entrou na casa em disparada, olhando cada cômodo como se fosse novidade, e para ela realmente era. Chegando a cozinha ela mexeu em todos os armários e gavetas, Kagome amava cozinhar, quando tinha oportunidade vivia folheando e lendo revistas e livros culinários, assistia também muitos vídeos sobre o assunto.
Kagome passou pela sala direto, subindo as escadas, entrou na primeira porta que viu, era um quarto, incrivelmente maior que o seu. Começou a analisar o quarto e viu que era muito bonito, mas porque havia duas camas? E porque havia um idoso dormindo em cima dela?
POV SESSHOMARU
Sesshomaru estava tentando tirar um cochilo quando de repente começou a ouvir um estardalhaço vindo da parte de baixo da casa, resolveu então virar de bruços. Em poucos segundos o estardalhaço subiu, entrou no quarto e provavelmente parou porque reconheceu que naquela cama estava Sesshomaru Taisho, o pedaço de mal caminho com pernas.
Se virou então para observar a beldade que estava em sua frente e... ele ia matar Bankotsu com certeza.
A mulher parecia um... um...qualquer coisa, menos uma mulher, não, parecia uma criança. Não tinha corpo, seu cabelo estava preso, mas todo desgrenhado, estava com uma camiseta azul marinho, um shorts que mais parecia masculino e uma rasteira bastante surrada, uma das tiras estava soltando.
A garota o olhava com curiosidade, provavelmente se perguntava como podia ter tanta sorte de estar com um cara tão gostoso como eu.
- Você não parece um velho! Quem é você?
Mas hein...como assim ela não sabia quem ele era?
POV OFF
Sesshomaru não podia crer que alguém em todo Japão podia não conhecê-lo.
Já Kagome, não podia acreditar que pudesse existir alguém novo de cabelo branco.
Como a relação desses dois vai se desenvolver daqui pra frente?
POV AUTORA
* Assim como sou uma escrava da minha beta.
Pois é gente, literalmente postei o primeiro capítulo, me veio um surto de criatividade e escrevi esse segundo, pra vocês verem, mesmo sem review me sacrifiquei e aqui está mais um capítulo fresquinho. Agora sim, quero bastante reviews, se não eu paro! '-' Falei sério!
Agradeçam também a minha beta que já me prometeu semanas de torturas caso eu desista. Ne, te amo! s2 Não me mate viu! Se não, você também fica sem atualização.
POV BETA (neherenia)
Eu te mato se você ousar me abandonar, essa fic está mais do que incrível, e vou continuar te escravizando!
Sou muito má!
HUHUHUHU (momento naraku).
