CAPÍTULO UM – Feliz Aniversário, Mason.

— Aí estão vocês! – exclamei quase explodindo de felicidade, ter minhas duas melhores amigas no aniversário de cinco anos do meu único e amado filho era felicidade demais. Eu me sentia mais do que agradecida por tê-las, em todos os momentos difíceis Alice e Rose estiveram comigo e compartilharam a minha dor e agora que as coisas finalmente estavam retornando ao seu lugar nada melhor do que ter meus dois tesouros muito próximos para festejarem comigo.

— Isabella, você fala como se nós não fossemos vir! – ralhou Alice, pequenina e brava. Atrás das duas estavam Jasper e Emmett, o marido de Roselie tinha suas grandes mãos envoltas à cintura da esposa e seu sorriso era travesso, Emmett ainda era um meninão levado. Já Jasper era muito diferente, o mais novo namorado de Alice, ele era calado e sério, nunca o vi interagir em assunto algum, dificilmente ouvia sua voz, mas eu estava feliz, uma vez que Alice garantira para mim que ele a fazia uma mulher muito feliz, isso bastava.

— Entrem, por favor. – atrás de mim estava Paul – meu novo marido. Ele sorria graciosamente aos nossos convidados, Paul era sempre gentil e amigável e ainda assim Alice não conseguia amá-lo como todos os outros membros de nossa família; era engraçada a forma que todos nós viramos uma grande e maluca família, uma história longa com momentos dolorosos, mas que sempre nos orgulhávamos de contar.

— Está tudo incrível! Como você conseguiu dar conta de tudo sozinha Bellita? – questionou Alice assim que adentrou minha casa, era difícil arrancar elogios dela, já que tinha um olhar muito critico e uma maldita mania de perfeição, mas suas palavras soaram bem sinceras sobre a decoração infantil da festa do meu filho, seu sobrinho, eu estava pronta pra contar que todo o mérito era para Paul, que havia contratado pessoas para a decoração, mas sua voz me cortou.

— Bella deu conta de tudo direitinho, ela é ótima organizadora de festas. – todos riam todos mesmo. Acho que até que não estava atento ao assunto riu, isso era a mentira mais deslavada que Paul contara, eu era péssima nisso, todos os anos Alice, Esme e Roselie me ajudavam ás vezes Renée aparecia com Charlie para dar uma mãozinha, mas isso acontecia raramente, meus pais eram ausentes demais.

— A irmã de Paul é produtora de eventos, alguns telefonemas e tínhamos nossa festa pronta. Esse ano foi fácil. – os olhos do meu namorado, agora marido, caíram ao chão, tristes, Paul sabia que Alice não gostava dele e fazia de tudo para agradá-la, sabia também que Alice insinuava muitas vezes que ele queria me comprar com seu dinheiro, então as coisas que ele me dava tentava esconder de todos, mas eu não me importava pros comentários de Alice, ela só estava com ciúmes, um ciúme descabido e desnecessário.

— Mas o que importa é Mason, não? Onde está meu garotinho preferido? – interviu Rose. Seus olhos fulminaram Alice por alguns instantes, porque sabia que ela estava planejando uma resposta malcriada, então Rose avistou Mason que correu para abraça-la. Meu menininho era totalmente platonicamente apaixonado pela minha amiga loira de seios fartos. E quem não era?

— Não vejo a hora de ter uma criança assim! – ouvi Emmett murmurar com Jasper, ele era louco por crianças e sonhava em ser pai, Rose que não estava muito a fim de inchar e ter estrias e celulite, como a mesma dizia.

Eu vi quando todos meus amigos abraçaram e apertaram Mason de todas as formas possíveis, os olhos dele não desgrudavam de Roselie e ficara totalmente encantado com o presente que ela dera a ele, mas não tão encantado quando Alice o abraçou e falara meias dúzias de palavras em seu ouvido, palavras que eu sabia muito bem quais, primeiro, ela havia chegado com três sacolas, três presentes, Jasper, Alice e... Obvio, ela trouxera o presente de Edward. Alice não podia ter feito isso.

— Eu tenho certeza que ela está dizendo que Edward sente muito, porém não conseguiu pegar um avião a tempo, mas que mandou um presente e disse que faria de tudo pra vir o mais rápido possível. – Roselie fora ácida ao murmurar tão baixo que ninguém mais pode ouvir além de mim, ela tinha os olhos vidrados no sorriso murcho de Mason, porque ele era enlouquecidamente apaixonado pelo pai, mais do que o amor platônico que ele sentia por Roselie, mais do que seu amor por mim, mais do que sua felicidade pela sua festa do homem aranha, e mais do que ele adorava ganhar presente e ser mimado por Alice. Mason amava Edward mais que tudo.

— Eu não entendo como a África pode ser tão mais importante pra ele do que aquilo. – apontei para os olhos tristonhos do meu filho ao caminhar com as sacolas e caixas de presente e colocar na mesa propicia para os mesmos, depois correu para o jardim onde estavam seus amiguinhos da escola.

— Ela não te deu nenhuma satisfação? – perguntou ela a mim, tentando manter-se firme e não fazer nenhum comentário maldoso a respeito, Rose tentava respeitar tudo que eu sentia em relação a isso, mas ás vezes, ás vezes era duro não dar sua opinião quando me via sofrer tanto pra criar um filho, sozinha. — Eu já te disse dezenas de vezes, esquece o Cullen, ele foi o cara mais cretino que eu já conheci quando te deixou sozinha com uma criança de dois anos no braço para ir a África ajudar outras crianças, eu sei que quando falo assim pareço muito má, ele faz uma coisa muito nobre, mas... Olhe pra você? Ele acabou com tudo que você tinha. Acabou com sua felicidade. Esqueça-o Isabella, é o melhor que você faz. – ela sempre me lembrava disso. Sempre lembraria e eu sabia que ninguém me deixaria esquecer jamais.

— Falar não é tão fácil quando tudo e todos me fazem lembrar a ele, já olhou meu filho, já olhou os olhos daquele menino? Eu nunca vou poder esquecê-lo, porque Mason é a cópia viva do pai. Nunca vou esquecer Edward, mesmo querendo e me odeio por isso. – fora o suficiente para ela bufar contrariada e ficar em silêncio.

Não via Emmett, tão pouco Paul e Jasper, nem sinal de Alice também, todos pareceram evaporar, eu só queria que alguém chegasse e atrapalhasse minha conversa com Roselie, mas ninguém se atreveu, ela me olhou novamente, encarando-me.

— Não, ele não me deu nenhuma satisfação. Já faz dias que ele não liga que ele não entra no Skype e tão pouco no chat do Messenger, Mason não ouviu nem viu seu pai desde a última quarta-feira. E eu ainda espero, entro todos os dias na hora combinada para que ele veja Mason pela web cam, ele não aparece, a culpa não é minha.

— Claro, a culpa é dele. Nem tem como ser sua, nem de ninguém. – ela deu de ombros e respirou fundo, agora parecia procurar por alguém também, parecia querer se salvar da conversa desgastante.

— Hey meninas! – ouvi a voz de Jacob Black nesse momento não fora fácil, porque ele era um das pessoas que mais me faziam lembrar-se de Edward, mas eu sempre tinha que ouvi-lo, porque ele é o padrinho do meu filho e também o melhor amigo de todos os tempo de Edward Cullen, e só pra mencionar, já namorei com esse moreno alto do sorriso provocante.

— Era só o que me faltava Isabella, você convidou esse cachorro. – não só eu, Roselie também já namorara com Jacob, assim como Alice e ele, ahm, nos traiu.

— Você também não é uma das minhas pessoas preferidas, Rose. – ele ainda sorria e me abraçou quando chegou mais perto. Roselie bufou e desviou o olhar, a procura de alguém alto, branco, de cabelos negros e aparência juvenil, mas atitude infantil, resumindo, seu marido.

— E nunca vou ser. Vou procurar Emm por aí, vejo você depois Bella. – e lá se foi ela, quase correndo.

— Deixe minha melhor amiga loira e perfeita em paz, ok, Jake? E Mason está no jardim brincando com seus amigos. Pode ir procura-lo. — ordenei, ele sorriu novamente, aqueles seus dentes branquinhos e quadrados, justos de um dentista perfeito. Era o que ele era.

— Tenho um recado do Eddie pra você, ele pediu pra ligarem o computador daqui a uns vinte minutos, quer se explicar ao filho por não ter vindo... – amansou a voz quando iniciou o assunto, era visivelmente notado seu desconforto. — E pediu "por favor, Bella, deixe seu marido longe dessa vez" palavras dele, juro.

Na última quarta feira Paul havia discutido com Edward pela tela do notebook e isso resultou com o mesmo quebrado, após Edward desliga a web cam Paul quebrou o notebook fazendo sua mão cortar em vários pontos diferentes, nunca tinha o visto tão... Nervoso. Isso tudo aconteceu porque eu disse que deveríamos contar de uma vez que estávamos morando juntos, oficialmente, como um casal.

Meu relacionamento com Paul começara no inicio do ano, era um namoro que ficou sério após ele declarar-se perdidamente apaixonado e me pedindo em casamento, anunciei que... Infelizmente ainda não havia me divorciado de Edward, ele tentou me arrancar explicações para isso, mas eu não tinha então eu disse "vamos morar juntos quando me sentir segura sobre nossa relação" o ano se passou e eu me senti segura e de certo modo, apaixonada também, mas seu mundo era diferente do meu, muito.

Enquanto eu trabalhava na gerencia de um banco, tinha um salário bom e justo para minha função, o dinheiro que Edward nos mandava todos os meses dava pra quitar nossas dividas tanto da casa, quanto do carro, pagar a escola de Mason e guardar para faculdade, eu não podia negar, tudo havia mesmo mudado com a sua ida para a África, como me prometeu, tínhamos uma vida confortável, meu trabalho e a pensão de Edward nos dava um luxo de uma vida classe média confortável e isso durou até eu conhecer Paul, um classe alta, dono do maior escritório de advocacia da cidade, famoso, bonito, podre de rico e apaixonado por mim. Aí... O dinheiro de Edward tornou-se completamente desnecessário quando ele comprou uma casa colocando no meu nome e disse que queria me ter como à senhora Hunter para sempre, parecia até um conto de fadas.

— Você ouviu o que eu disse? – Jake estalou os dedos na minha frente e eu voltei a Terra, assenti que sim. — Vou lá falar com meu afilhado e mando-o vir te procurar em seguida sem o cara pálido por perto. — franzi o cenho pra ele e assenti.

— Oi mamãe! O dindo disse que o papai vai estar na câmera hoje! Que máximo! – sorri para sua carinha de felicidade, ele estava em êxtase.

— É mesmo, vamos lá pra cima ligar o note, seu pai já deve estar te esperando. – ele correu disparado na minha frente.

Mason era uma criança maravilhosa, mas na maioria do tempo calado. Tinha consultas num psicólogas duas vezes na semana, Rose que percebeu que ele precisava quando viu que tinha dificuldade de falar sobe a distância do seu pai e até mesmo entender porque as outras crianças tinha seu pai perto e ele tão longe. As coisas não haviam mudado muito, a não ser pelo fato de que agora, para ele, Edward é um herói, desde quando sua terapeuta, Srta. News, disse que Edward tinha um crédito eterno para o país, por salvar muitas vidas na África.

Ao entrar no quarto lá estava ele, sentado em sua cama batendo seus pezinhos ao chão provando a mim sua ansiedade. Sentia-me tão traída nesses momentos.

Eu peguei seu novo notebook no armário, e o liguei, demorou um pouco mais de três minutos para que a tela se iluminasse pronta para o uso. Cliquei no botão do aplicativo colocando meu e-mail e a senha, sentei ao lado de Mason na cama e ele apoiou seu pequeno corpinho no meu para ver enquanto a tela carregava.

— Ainda vai demorar muito? – explodiu em sua ansiedade.

— Um pouquinho ainda. – informei.

O Messenger entrou e esperei enquanto minha lista de contatos carregasse, não havia muitas pessoas on line, não pessoas interessantes, mas ele estava lá, Edward Cullen estava e em menos de meio segundo sua janela entrou, a luz laranja piscou e um barulho ecoou.

"Dr. Edward Cullen está convidando você para uma chamada de vídeo. Aceitar ou recusar?"

— Meu papai! – gritou Mason ao ver a foto de Edward. Eu cliquei em aceitar e seu belo e cansado rosto encheu a tela, desviei para que ficasse só a imagem de Mason a vista, eu raramente aparecia. — Pai! – gritou meu filho contente.

— Oi filhão! – eu reconheceria aquela voz de choro em qualquer lugar. Seu rosto estava tão mudado. Edward tinha uma cicatriz miúda no supercilio, sua barba estava grande e seus olhos opacos, olheiras profundas e pálpebras inchadas. Parecia que tinha envelhecido mais anos do que aparentava que tinha.

— Eu já sou um garoto grande papai; fiz cinco anos! – Mason encheu a tela com sua mão amostrando ao pai que sabia quantos anos tinha, Edward gargalhou.

— Isso significa que eu estou ficando velho mesmo. – riu outra vez. — Cinco anos é uma idade muito importante, me deixa ver, quando eu tinha cinco anos meu pai me ensinou a andar de bicicleta sem rodinhas... – contou Edward, Mason inclinou-se para escutar melhor.

— Mas você não está aqui pra me ensinar a andar de bicicleta sem rodinhas... E eu tenho medo... – quase cochichou, sua feição mudou para menos empolgada.

— Ah, mas eu não acredito que você tem medo! Não dá pra crer nisso, campeão. Você mesmo disse que foi ao parque florestal com sua mãe e viu um crocodilo de verdade e não teve medo, lembra? – isso fazia tanto tempo... Edward tinha uma memória muito boa. — E quando você era um bebezinho bem pequenininho, você protegia sua mãe, porque você sabe, ela é uma medrosa! Morre de medo dos trovões. – os dois riram e pra piorar: riram de mim.

— Eu estou aqui, ok! Estou ouvindo. – me queixei, eles riram novamente.

— Escuta filho, você já é um garoto grande, não precisa ter medo de nada e se cair é só levantar. Eu liguei pro seu avô hoje e adivinha? Ele vai te buscar aí amanhã e vai te dar meu segundo presente de aniversário! – declarou divertido.

— Vovô vem aqui amanhã? – gritou Mason, Edward assentiu. — E eu vou ganhar outro presente seu? – Edward assentiu novamente.

— E sabe o que é? Uma bicicleta novinha e sabe mais? Sem rodinhas! Seu avô vai te ensinar a andar, como ele me ensinou... – sua voz adquiriu novamente o tom melodramático do começo, emocionado. Mason ficou quietinho olhando o pai chorar. — E eu prometo pra você que quando eu chegar, vamos andar de bicicleta juntos! Mas você tem que aprender antes, e não ter medo.

— Jura pai? – os olhos da minha criança brilhando. Edward balbuciou "eu juro". — Também juro que quando o senhor chegar, eu já estarei andando de bicicleta sem rodinhas! – orgulhoso ele disse, só espero que Edward chegue antes da formatura de Mason, na faculdade, claro.

— Eu posso falar com sua mãe agora, campeão? – perguntou Edward, Mason olhou para mim em tom de pergunta, eu assenti. — Volte pra sua festa, seu tio Jake me disse que é do homem aranha, amanhã eu ligo e você me conta como foi, está bem?

— Até amanhã papai! – gritou Mason tentando se levantar.

— Filho – chamou Edward. — Você esqueceu-se de dizer uma coisa importante... – tinha tanta insegurança em suas palavras.

— Te amo papai, te amo do tamanho do céu! – gritou exibindo um sorriso lindo, ele chorou de novo.

— Eu te amo também meu menino, do tamanho do céu. – e assim Mason saiu do quarto correndo de volta pra sua festa, provavelmente iria contar pra todos seus amigos que Edward lhe amava do tamanho do céu, como sempre lhe dissera assim que nascera Mason aprendeu a dizer isso sempre pra ele, mas só dizia pra ele e raramente pra mim.

Levantei a tela do notebook virando pra minha direção, minha imagem substituiu a de Mason e Edward sorriu a me ver.

— Oi, Isabella. – seu tom mudara completamente.

— Olá...

— Está tudo bem por aí? Com ele? Alice deu o recado? Eu realmente tentei voltar antes, mas aqui está complicando. Tem uma praga que atingiu a cidade que eu estou, vejo pessoas morreram por onde quer que eu vá, é um inferno. Estou passando um inferno aqui, Isabella. – ele abaixou a cabeça esfregando os olhos verdes que estavam totalmente vermelhos.

— Alice deu o recado, ele ficou muito triste, mas só na hora... Você sabe, ele não é muito de falar. – contei.

— E as consultas? Eu sei que seu "marido" é rico, mas quero saber se tem algo te faltando... – o tom de marido fora de deboche, mas ele estava verdadeiramente preocupado.

— Não tem nada faltando Edward, está tudo na perfeita ordem. Você já nos dá o suficiente. – o informei, ele respirou fundo. — Você... Tem dormido? – não consigo evitar a pergunta.

— Não, já faz três noites que não durmo. Estamos em um povoado muito perigoso, estamos tentando ir para um lugar mais calmo e que tenha um pouco de... Conforto. Estamos tentando ir para as classes mais... Evoluídas desse país miserável. – dizia enquanto olhava para trás e encarava Tânia... Tânia aparecia vez ou outra na frente da câmera, ela murmurou algo com ele que não pude entender e ele riu pra ela. — Tân disse oi pra você, e oi para Mason. Bom... Eu só queria me desculpar. Não sei quando volto, quando poderei voltar. Meu próximo contato será por telefone quando eu chegar a próxima cidade, não sei se vai ser amanhã ou depois de amanhã, como já disse, meu pai o buscará aí para leva-lo pra andar de bicicleta. Espero sinceramente que seu "marido" não tente comprar uma bicicleta melhor pra ele, já soube que todos os brinquedos que dou ao Mason, ele arruma o jeito de comprar um melhor. – era difícil admitir, mas Paul fazia isso.

— Mason não ganhará outra bicicleta, Edward. – fora tudo que eu consegui dizer.

— Eu ligo. – em tom de despedida ele murmurou.

— Edward! – gritei, ele assentiu. — Sei que você está na África, mas... Queria saber como faço pra ter meu divorcio legalmente. – abaixou sua cabeça e escondeu entre suas mãos.

— Ele é sério mesmo, não? – riu descrente. — Não vejo outra solução a não ser pelo litigioso, seria difícil assinar alguma coisa estando tão longe de você. Até uma procuração ao meu advogado. – eu assenti. — Eu preciso ir, até mais. – então a mensagem seguinte fora "Dr. Edward Cullen desconectou".

(...)

— Onde você estava? – Paul disse após meia hora, fora o tempo que eu levei para refazer minha maquiagem após chorar desmedidamente na cama do meu filho. Seu olhar era curioso e preocupado ao mesmo tempo, sorri numa tentativa de garantir que estava bem e que tudo ficaria bem entre nós, sua insegurança me sufocava.

— No quarto de Mason, falando com Edward. – ele assentiu assimilando o que eu disse, então sorriu falsamente.

— Alice está te procurando no jardim. Mason espalhou pra todos que vai ganhar uma bicicleta de aniversário do pai amanhã e que aprenderá a andar com o avô, eu pensei então...

— Por favor, Paul... Não fale nada sobre isso, nada sobre Mason, Edward, Carlisle, nada sobre os Cullen. Eu já te falei sobre isso. – o interrompi.

— Eu sei que não sou o pai dele Bella, eu sei. – onde ele queria chegar então? — Seria mais fácil pra eu lidar com isso então se tivéssemos nosso próprio filho. – não era a primeira vez que ele falava de filhos. Desviei meu olhar ao chão e suspirei fundo.

— Eu já disse minha opinião sobre isso. Acho que Mason tem problemas demais pra lidar com a chegada de uma nova criança...

— Já pensou que pode ser bom pra ele? – me interrompeu.

— Como você acha que isso pode ser bom pra ele, Paul? Se outra criança vai ter tudo que ele não tem? Um pai presente e uma mãe presente. Estabilidade familiar. Como isso pode ser bom pra ele? – Paul calou por alguns segundos, ele também suspirava.

— Então nunca vamos ter filhos? – interrogou-me. Do outro lado da sala estava Jake que me olhava de uma forma... Caridosa.

— Podemos discutir isso numa outra hora? – perguntei, ele olhou pra trás e viu Jake que não desviou o olhar.

— Claro. – tentou sorrir e saiu me deixando sozinha, passou por Jake os dois se encararam por alguns segundos antes de Paul seguir direito pisando firme. Jake riu debochado.

— Esse cara é um Mané, você consegue ver? – ás vezes eu tinha que admitir que ele pudesse ter razão.

— Vamos lá ajudar Mason apagar as velinhas. – dei de ombros sobre o comentário, nada mais vai mudar na minha vida e ninguém mais pode interferir sobre nada. Eu e Paul teríamos que resolver nossas diferenças como família.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Capítulo um na área, friozinho na barriga! Nosso garotinho fazendo cinco anos, que fofura! Papai Eddie choroso por não poder participar, Paul cara-pálida como o Jake o chama, querendo criar caso e estragar tudo. Bella toda confusa.. Muita emoção, não? Ahhhhh ~~dando gritinhos~~

Hora de agradecer as reviews! Obrigada lindas, me motivaram muito, demais, de verdade! E vamos responder, né? Rsss

Nos encontramos amanhã, no próximo capítulo!

Brubs Brubs: Obrigada linda *-* seja muito bem-vinda ao clube! =)

Nana: Muito bem-vinda também Nana, não me abandone, hein!

M. : Eu vou tentar postar todos os dias, ás vezes pela manhã ou à tarde. Bem-vinda flor! =)