N/T: Alguém que não sabe ler, disse para a autora que eu estava roubando o trabalho dela pois não coloquei créditos. Espero que essa pessoa volte para a primeira série e seja alfabetizada direito, pois os créditos ESTÃO tanto no meu perfil como na nota de tradutor no rodapé do capítulo. E as datas de atualização do meu perfil coincidem com a publicação da estória. Eu NÃO coloco nota de tradutor em cima, pois acredito que a nota do autor vem primeiro, então o próximo que me acusar de roubar fanfics de novo, faça o favor de pelo menos ler até o final da página.
Eu pensei que era óbvio, mas como me enganei, aqui vai:
DISCLAIMER: NADA, nothing,τίποτα, nichts,ничего, niente, rien é meu. I own nothing.
N/A: Mesmos avisos do capítulo um se aplicam.
The Sidhe: Capítulo 2
Uma semana. Blaine decidiu se dar uma semana. Era muito tempo, mas um minuto já era tempo demais também.
Ele precisava de um plano. E ele precisava de dinheiro. E ele precisava apenas de uma mísera porção de confiança do sidhe.
Essa última parte se provou ser a mais difícil.
Blaine conseguiu facilmente para si mesmo a tarefa de cuidar do elfo, lhe trazendo café da manhã e uma muda de roupas na sua primeira manhã.
O sidhe o olhou com olhos cansados e rosto marcado por lágrimas, e Blaine quase caiu para trás quando viu o ódio nesse olhar.
Nessa primeira manhã o sidhe se recusou a falar com ele. Mas Blaine persistiu em trazer ao elfo pequenos confortos como, lençóis macios, água quente para tomar banho e um ramo cheio de madressilvas frescas (sua avó sempre lhe disse que a comida favorita dos sidhes era madressilva).
O ramo de flores lhe rendeu a sombra de um sorriso, como também a primeira vez que ouvia a voz do elfo.
- Obrigado.
Blaine repetiu a palavra mentalmente, apreciando a voz; doce, macia e num mais alto que a média para um homem, era como um bálsamo para seus ouvidos. Um oásis em meio as horríveis vozes masculinas que Blaine passa sua vida rodeado, vozes ásperas, desagradáveis e transbordando de arrogância.
Isso foi a melhor coisa que já ouviu em toda sua vida.
No quarto dia, Blaine se atreveu a perguntar o nome do elfo.
Que o olhou desconfiado.
- Por que quer saber?
- Eu... Para eu saber do que eu devo te chamar. Meu nome é Blaine.
O elfo desviou o olhar. – Você não conseguiria pronunciar.
- Então do que os humanos te chamam?
- Eles não me chamam de nada.
- Então... Do que eu posso te chamar?
Quando o sidhe olhou para ele, seu olhar latejava com uma dor cheia de desespero.
- O que você quer de mim? – ele sussurrou.
Blaine olhou em volta nervosamente, certificando-se que estavam sozinhos, e aproximou-se, sua testa quase tocando as barras da cela.
- Eu quero apenas te ajudar.
O elfo o encarou, e Blaine nunca se sentiu tão desprotegido e vulnerável frente a um olhar antes. Ele se forçou a encarar de volta, colocando tudo que ele tinha em um olhar, fazendo tudo que podia para o sidhe ver.
Eu sou seguro, ele quis dizer com o olhar. Você pode confiar em mim. Não irei machucá-lo. Eu quero te libertar.
O elfo desviou o olhar novamente, e Blaine pensou que o tinha perdido, e talvez tudo isso fosse impossível e talvez-
- Kurt.
- Perdão?
- Meu nome... Você realmente não conseguiria pronunciá-lo. Mas você pode me chamar de Kurt. É uma abreviatura, como um apelido que membros da minha feririar usavam para me chamar.
- Sua fer...?
- Suponho que aqui seria como minha tribo? Rebanho? – Kurt suspirou. – Das pessoas da onde eu vim.
Ele parecia tão melancólico que Blaine quase se odiou por ter perguntado.
- Kurt. - Blaine disse pensativo. – É lindo. Nunca ouvi algo assim antes.
Kurt deu de ombros. – Meu nome inteiro é mais bonito.
- Como ele é? Quero dizer... Mesmo que eu não consiga pronunciá-lo, posso ouvi-lo? Talvez? Se... Você quiser me dizer, claro. Você não é obrigado.
Kurt o encarou. Ele parecia não saber o que fazer de Blaine. Blaine ofereceu um sorriso nervoso.
Kurt quase – mas não completamente – sorriu de volta e então falou seu nome.
Ele estava certo nas duas coisas: não tinha jeito nenhum que Blaine conseguiria pronunciar isso, ou mesmo chegar ligeiramente perto.
E a outra? Era lindo.
No entanto, ele conseguiu escutar Kurt enterrado no nome, o que fazia sentido que essa seria a parte retirada para um apelido.
Blaine sorriu. – Prazer em te conhecer, Kurt.
A expressão de Kurt se fechou.
- Não faça isso. – ele disse sem rodeios, dando as costas para Blaine.
- Não fazer o que?
- Finja que somos amigos. Que pelo menos somos amigáveis um com o outro. Finja que você me vê como algo um pouco mais do que um animal. Finja que você não sabe o que seu príncipe faz comigo toda noite.
Blaine engoliu em seco. Ele não sabia o que dizer.
Kurt foi até a janela gradeada e olhou para o pátio. Blaine sempre achou isso estranho, que a cela tivesse uma das melhores vistas no castelo. Provavelmente era mais para que toda a corte tivesse um vislumbre da possessão mais bela do príncipe do que Kurt tivesse uma bela vista.
- Kurt, eu não o vejo como algo um pouco mais que um animal. De fato, eu o vejo mais do que humano, se a maioria dos humanos que conheci na minha vida é algum patamar.
Kurt não se virou.
- E... Eu tenho absoluta certeza que Dronyen nunca perguntou o que você queria fazer o que me faz pensar que ele provavelmente vem fazendo coisas a você do que com você. E eu sei Kurt, eu realmente sei, que o que ele faz não é sua culpa. Isso não faz de você menos... Perfeito.
Kurt se apoiou mais contra o parapeito, mas continuou a olhar para fora, longe de Blaine.
Depois de alguns momentos, Blaine saiu, sentindo-se vazio.
Ele não viu que havia lágrimas nos olhos de Kurt.
A noite tinha chegado e Blaine não conseguia ficar parado. Ele passou a semana inteira andando numa corda bamba, arriscando ser pego por uma de muitas coisas a qualquer momento.
Em primeiro lugar esta todas as coisas que ele tinha roubado do palácio. Roubado de Dronyen.
Então tinha o fato de que ele tinha vendido a maioria no mercado negro.
A carruagem que ele tinha esperando na floresta fora do muro da cidade? A que tinha todos os mapas para Faerie e mercadorias roubadas da guarda palaciana? Tinha essa também.
E ainda tinha as chaves que ele tinha pegado "emprestado" do porteiro e as tinha copiado depois de embebedá-lo com licor uma noite dessas.
Sem mencionar o fato de que ele subornou o cozinheiro. E o fato que o cozinheiro colocou algo para dormir na sopa do jantar.
E agora Dronyen e todos seus homens, a princesa Brissa e todas suas damas, estavam desacordados, enquanto Blaine movia pelo palácio rapidamente, com o coração a mil.
Isso tinha que dar certo. Tinha que dar.
Quando Blaine chegou à cela do Kurt, ele subitamente esqueceu sobre si mesmo, seu plano, a urgência, o risco, tudo isso, porque ele não podia evitar ter um momento para apenas olhar.
Kurt havia feito um ninho com os lençóis que ele lhe tinha trazido, e estava encolhido num canto iluminado pelo luar. Suas vestes recém-lavadas que Blaine lhe tinha dado consistia de um par de calças e uma túnica que tinha o laço do pescoço solto o que a deixava cair aberta. Sua boca estava ligeiramente aberta, e ele estava tão deslumbrante que Blaine mal podia se manter de pé enquanto o observava.
Essa foi a primeira vez que Blaine o viu parecer tão sereno.
Odiando o fato de ter que acorda-lo, mas lembrando da situação, Blaine hesitantemente falou.
- Kurt.
Nenhuma resposta.
Blaine repetiu seu nome um pouco mais alto, e depois mais alto um pouco ainda, e então fez uma constrangedora tentativa de pronunciar o nome inteiro, o que realmente o fez ficar agradecido por Kurt não ter acordado para ouvir tal coisa.
Ele não sabia o que fazer quando o elfo continuava a dormir apesar de suas tentativas. Ele não queria ter que entrar na cela e chacoalha-lo – depois de ser estuprado toda noite durante uma semana e Deus sabe o quanto mais antes disso, Blaine tinha certeza que não iria arriscar tocá-lo sem permissão.
Hesitante pelo silencio ensurdecedor, Blaine bateu suas chaves contra as barras fortemente.
Kurt pulou em conseqüência do barulho, sentando abruptamente e parecendo aterrorizado.
- Kurt. – Blaine sussurrou. – Sou eu.
Kurt fez um pequeno barulho estrangulado por medo e confusão.
- É o Blaine. – ele clarificou, no que ele esperava fosse uma voz calmante. – Olha, eu sei que você provavelmente está amedrontado agora, e isso é muita coisa para acordar e absorver, mas temos que sair agora mesmo.
- Eu... Blaine?
- Sim.
- Isso é um sonho?
- Não.
- Não estou entendendo.
- Nós... Nós temos que sair. Agora. Fugir. Dar o fora daqui. Para que você seja livre?
Kurt apenas o encarou.
- Você quer que eu vá... Com você.
- Sim.
- Por quê?
- Porque eu não aguento mais ver você desse jeito. Porque essa vida está fazendo de mim uma pessoa horrível. Porque... Eu não sei, eu acho que é porque isso significaria que eu finalmente estou fazendo algo do que eu poderei ficar orgulhoso.
Kurt não pareceu convencido.
Blaine deu um suspiro irritado. – Tempo é algo fundamental aqui, Kurt. Eu tenho planejado isso toda essa semana. Eu só preciso que você venha comigo. Você confia em mim?
- Não.
Blaine riu nervosamente. Certo. Claro. Por que demônios Kurt confiaria nele? Essa havia sido uma pergunta idiota.
- Bem, pelo menos você confia em mim mais do que no Dronyen?
- Eu não sei.
Oh. Bem, aí está. Blaine tinha esperanças de que ele tinha alcançado um pouquinho até agora, mas claramente ele não tinha entendido quão poucas razões o elfo teria se ele fosse confiar num ser humano.
Blaine se remexeu inquieto. Certo. Se isso era realmente sobre libertar Kurt, e não sobre Blaine fugindo com algum belo garoto que ele tinha se convencido que estava apaixonado por, Blaine tinha que provar isso. Para si mesmo tanto quanto para o Kurt.
- Olha Kurt, eu tenho uma carruagem esperando do lado de fora dos muros da cidade contendo mapas para as terras de Faerie. Dronyen e Brissa e todo o pessoal no palácio estão dormindo sob efeitos de drogas, mas eu não tenho certeza de quanto tempo isso vai durar. Se você quiser, você pode vir comigo e nós podemos tentar te levar até sua casa. Ou, você pode ficar aqui. Ou, você pode deixar eu te ajudar a escapar e depois você pode ir sozinho para onde quer que seja e nunca mais me ver tão logo deixemos a cidade para trás. No entanto eu espero que você pelo menos considere ficando comigo até que o efeito da verbena passe, porque desse modo seria mais seguro para você. Mas é você quem sabe. Eu não irei te forçar a fazer qualquer coisa. Mas eu irei te dizer isso - se vamos sair, nós temos que fazer isso ainda nesse minuto. Porque eu tenho um pressentimento que quando as coisas começarem a dar errado, elas vão dar errado rápido.
Kurt o encarou por um momento, sua expressão ilegível.
- Está bem. – ele disse finalmente. – Vamos.
Chegar ao pátio foi fácil, atravessar os muros do palácio era mais difícil. Blaine e Kurt tiveram que se esconder nas sombras por um bom tempo, estudando os movimentos dos guardas de patrulha, até que eles se sentissem corajosos o bastante para continuar. Havia um pequeno portão a uns trezentos metros de distancia da entrada principal, usado principalmente pelos empregados e pessoas do tipo. Era grande o bastante para apenas uma pessoa passar, e se eles tiinha calculado certo, conseguiriam passar despercebidos.
Blaine empurrou a chave roubada que ele acreditava que era a certa na fechadura na pequena porta.
Não funcionou.
Entrando em pânico, Blaine começou a tentar chave por chave, olhando para todos os lados em caso de serem descobertos.
Ele ouviu um delicado sobressalto atrás de si, e viu Kurt se esconder nas sombras justo quando Tepper, um dos guardas noturnos, se aproximou.
- Quem... Blaine?
- Uhmm, sim. Oi Tep. I estava apenas... Não conseguia dormir, então estava indo fazer uma caminhada.
Tepper franziu o cenho, se aproximando.
- Por que você está usando essa porta?
- Eu não queria incomodar ninguém para abrir o portão principal.
- Como você conseguiu a chave?
- Sua Majs me deu. Ele disse que eu podia usar.
Tepper continuou a se aproximar.
- Ei, espera ai, esse não é o si-
Aconteceu tão rápido, que Blaine quase não acreditou. Tão logo Tepper estava ao alcance, Blaine jogou as chaves para Kurt enquanto ele atirou sua mão e acertou a palma contra a testa do guarda.
Tepper caiu no chão.
Blaine o pegou por debaixo dos braços, olhando em volta logo quando Kurt conseguiu abrir a porta.
- Rápido! – Blaine sussurrou urgentemente,
Kurt foi para o lado dando passagem para Blaine arrastar Tepper através do portão e depois os seguiu, trancando a porta atrás de si.
- O que você vai fazer com ele? – Kurt sussurrou, soando nervoso.
- Amordaça-lo e amarra-lo. Eu não quero que ninguém o encontre até que estejamos bem longe daqui.
- Por que não apenas matá-lo? – a pergunta veio sem emoção.
Blaine olhou para Kurt surpreso. – Tep não é uma má pessoa. Ele apenas,,, Ele apenas não conhece nada diferente. Não é como ele merecesse morrer.
Kurt bufou e se virou.
- O que?
- Nada. É só que... Interessante o quanto as pessoas parecem reverenciar a vida humana, só isso.
Blaine deixou isso de lado, porque realmente eles não tinham tempo. Ele se abaixou e colocou Tepper sobre seu ombro. Eles correram para dentro da floresta, o mais rápido e longe possível do lugar em que a carruagem estava escondida.
Ele pediu para o Kurt encontrar videiras fortes enquanto Blaine rasgava as mangas de sua camisa. Uma ele enfiou na boca do Tepper enquanto a outra iria segurar a primeira dentro. Tentando deixar-lo numa não tão horrível/desconfortável posição.
Pode que demorasse um ou dois dias para ele ser encontrado, mas ele ia ser encontrado. Porque uma vez que ficasse claro que a possessão mais preciosa do príncipe Dronyen foi roubada, a guarda palaciana estaria logo passando o pente na floresta.
Depois Kurt e Blaine seguiram para o lugar onde Blaine deixou seu cavalo junto com uma pequena cabine. Seu coração se apertou quando ele desamarrou o animal, dando-lhe em seguida um tapa firme na sua traseira, urgindo-a para longe.
- Adeus garota. – ele murmurou. Ele esperava que ele ficasse bem. Realmente não tinha como levá-la com eles, já que ela era fácil de identificar e não era rápida o bastante para o que ele tinha em mente. Porém ela daria uma boa distração, o que Blaine esperava atrasar a inevitável caçada que aconteceria.
A égua correu com o vagão deixando rastros pelo caminho.
- Essa é a parte difícil. – Blaine disse para Kurt suavemente. – Nós não podemos deixar rastros, então evitamos o máximo pisar no solo.
Eles andaram sobre pedras e troncos de arvores até Blaine para em frente certa arvore e apontar para cima, sinalizando para subirem.
Uma vez que estavam altos o bastante, havia um caminho de arvore em arvore se eles se focassem nos galhos mais grossos. Mesmo cheio de verbena, era óbvia a superioridade de Kurt nessa parte do caminho, ele parecia tão seguro agora quanto andando sobre a terra.
Blaine, do outro lado, engatinhava vagarosamente, se segurando nos galhos com seus braços e pernas, torcendo para não cair.
Finalmente eles pularam do lado da carruagem. Blaine sinalizou com a cabeça para Kurt entrar.
Blaine acendeu as lamparinas e preparou os cavalos. Havia uma rede feita de crina de cavalo adjunta a traseira da carruagem para apagar os rastros. Eles não iriam por nenhuma trilha, mas Blaine já tinha determinado um caminho complicado que os levariam a uma estrada bem longe dos muros da cidade.
Quando Blaine abriu a porta da carruagem, Kurt viu que ele estava apenas de roupa debaixo. Sobressaltado, com pavor e compreensão passando pela sua face.
Blaine arregalou os olhos. – Oh! Não... Eu... Eu tenho que trocar de roupa. Isso só vai dar certo se as pessoas pensarem que você... Que eu sou se dono. – Blaine hesitou frente a suas próprias palavras.
- Eu tenho que parecer rico. Eu... Tenho algumas coisas aqui. Você poderia, por favor, me passar essa bolsa?
Kurt lhe passou a bolsa em silêncio.
E em silêncio Blaine trocou de roupa.
- Então, Kurt, eu vou levar a gente para o mais longe daqui possível. Esses são cavalos velozes e eu vou pegar firme. Quando estivemos a uma boa distancia de Villalu faremos um intervalo, mas até então, você poderia dormir.
Kurt apenas balançou a cabeça e se recostou no assento de veludo.
Blaine subiu no banco da dianteira da carruagem e pegou as rédeas.
E era isso.
Ele estava indo embora.
E Kurt estava indo com ele.
Blaine deu um puxão firme nas rédeas e saiu disparado pela noite.
N/T: Por mim, Blaine tinha é que ter falado pro cozinheiro colocar é veneno, assim Dronyen nunca mais causaria problemas...
Eu estou sofrendo taaanto pensando em modos de referir-me a Kurt e ao Blaine, porque os dois tem cabelo escuro, então os dois podem ser referidos como morenos, mas o Kurt tem um cabelo mas acastanhado, então posso me referir a ele como 'castanho'?
Que dúvida cruel!
Klaine kisses to MNHummel!
