Flocos de Neve

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II – Estupidez

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Na manhã de domingo, eu acordei realmente... Bom, eu iria dizer que acordei bem, mas a quem eu estou tentando enganar?

Eu passei a noite quase toda pensando onde o Senhor Boca Beijável foi com toda aquela pressa! Provavelmente foi encontrar a namorada dele, noiva, sei lá!

Resultado: eu mal dormi. Para minha completa sorte, eu não tinha que ir para a casa da minha mãe – o que seria um total desperdício de energia de argumentação. Então eu decidi que iria dormir até o meio-dia, levantar para comer uma besteira qualquer no lugar de um almoço reforçado e voltar a dormir a tarde toda... A última parte poderia ser substituída por um filme, mas era basicamente aquilo o que eu pretendia fazer.

Pretendia, porque às sete e meia da manhã o interfone tocou e quando eu – muito sonolenta – levantei para atendê-lo, eu levei um bom susto ao ouvir a voz do porteiro dizendo que a "Senhorita Yamanaka" estava ali, fazendo uma visitinha.

Sim, Yamanaka Ino era o ser mais inconveniente da face da Terra!

Ela acorda cedo todos os dias. Durante a semana ela reclama. Aos fins de semana ela faz visitas indesejadas com a maior disposição do mundo!

Eu me larguei no sofá, esperando aquela coisa loira tocar a campainha. Eu ainda estava de camisola, já que eu tinha acabado de acordar, com uma blusa de mangas compridas que mais parecia um "vestidão" e estava agarrada ao cobertor como uma criança que foi obrigada a acordar mais cedo para ir para a aula. Um vento frio entrou pela janela da sala e eu me encolhi. Juro que teria dormido bem mais ali, se eu não tivesse escutado a coisa em questão soltando um grito completamente agudo que me fez abrir a porta às pressas.

Claro que eu demorei um pouquinho pra conseguir destrancar a porta – por medida de precaução eu tranco três vezes... Com três formas diferentes de trancar. E quando eu finalmente consegui, apesar de ter me atrapalhado um pouco, a única coisa que vi foi a Ino que parecia morrer de amores pelo meu vizinho ruivo – que estava sumindo enquanto descia as escadas.

- "Ah! Aí está você! Você não tem noção do que aconteceu!" – Ela disse com aquele ar de quem tem uma grande fofoca pra contar assim que se virou e me viu.

- "Entra aqui primeiro! Não vai ficar contando aquelas coisas escabrosas que você chama de fofoca bem no meio do corredor! Quer que todos saibam da sua vida?" – Eu soltei de uma vez, já que era melhor que eu estivesse novamente no meu sofá, tentando cochilar um pouquinho que fosse.

- "Ok!" – Ela sorriu enquanto vinha na minha direção. Talvez tenha notado o estado deplorável em que eu me encontrava e provavelmente usaria aquilo contra mim futuramente... É. Provavelmente ela estava rindo de uma piadinha particular que envolvia o meu cabelo rosa, parecido com uma juba de leão e, com toda a certeza, envolvia também a minha camisola de sapinhos.

Assim que ela entrou, eu tive a sensação de que meus domingos nunca mais seriam os mesmos depois dessa visita dela.

Primeiro de tudo, ela simplesmente dominou o meu sofá. Praticamente o monopolizou sentando-se bem no meio, com os joelhos flexionados de modo que ela estava quase de joelho sobre o sofá. E, bom, não tinha muito espaço para mim ali...

Depois ela começou a enrolar uma mecha de cabelo enquanto eu me arrastava de volta para dentro do meu apartamento depois de fechar a porta. Essa atitude dela era típica de quando ela queria se segurar ao máximo. Ela fazia isso para ganhar tempo e não soltar a língua – e conseqüentemente tudo o que ela queria dizer de uma vez só.

- "Pode dizer tudo o que te impressiona!" – Falei assim que me sentei de frente pra ela, no chão. Ele estava mais frio que o normal, visto que a temperatura estava bem perto dos... Hm... Dez graus? Não deveria ser uns quinze, já que o aquecedor velho e de segunda mão aquecia alguma coisa ainda. Mas e daí? Eu precisava acordar de algum jeito!

- "Tudo bem, mas antes você tem que me responder: Quem é aquele ruivo que aparentemente mora aqui em frente? Ele é striper de boate?" – Ela perguntou sem qualquer pudor. Ela estava bem animada... E, espera aí! O que ela tem com stripers de boate???

- "Não, ele não é um striper... quer dizer, eu acho que não. A verdade é que eu não sei muito sobre ele." – Falei um pouco... Melancólica?! É, acho que o sono me fez ficar assim.

Ou será que é porque eu não sei se o meu vizinho – muito – bonito era também sexy...

Que horror! Eu não acredito que tive esses pensamentos àquela hora da manhã!

- "Como. Você. É. Lenta! Nem pra descobrir o nome dele?" – A sobrancelha esquerda dela estava levemente mais levantada que a outra. Sinal de pura incredulidade!

- "O que eu posso fazer, se eu não sou atirada como algumas pessoas..." – Falei achando que eu atingira de alguma forma.

Doce ilusão!

- "Correção: você não é tão carismática como certas pessoas. Olha, testudinha, o seu problema é o seu pequeno desvio no seu traquejo social que a impede de se tornar mais receptiva com as pessoas..."

- "Pensei que você tivesse se formado em enfermagem, não em psicologia." – Zombei.

Hey! Mas eu tinha razão. A Ino gosta de ter um ar profissional enquanto tenta ser superior a mim. Nesse caso ela parecia uma psicóloga... Uma psicóloga um pouco tarada, mas ainda sim uma psicóloga.

- "Foi em enfermagem, mas eu não posso bancar a psicóloga para amigas com problemas de vez em quando?" – Falsa indignação foi o que eu "senti" no tom de voz dela.

- "Até parece que você faz isso por que sente necessidade em ajudar os outros... Infelizmente, Ino, nós trabalhamos juntas, logo sei que você faz isso por que gosta de uma boa fofoca..."

E ela deu de ombros!

Como se o que eu tivesse dito não tivesse feito o menor sentido pra ela.

Às vezes, eu admito, eu sinto um pouquinho de inveja dessa loira fresca, já que ela consegue fazer coisas que a ilustríssima doutora Haruno não consegue... Mas sinceramente, eu não acho que eu tenha falta de traquejo social, ou seja lá o que for que a Ino tenha dito! Até parece!

- "Sabe o que aconteceu?" – Ela falou de repente. Eu já havia esquecido que ela queria me contar alguma coisa com toda aquela discussão sobre enfermagem, psicologia, carência...

- "Como eu vou saber?" – Dei de ombros. Ela ia ficar com alguma raiva, ou ressentimento... Chateação! Entretanto, eu queria que ela se sentisse assim, mesmo que eu estivesse sentindo alguma curiosidade.

- "Tudo bem, mau-humor ambulante, eu conto! Eu estava chegando aqui ao seu humilde andar, quando eu esbarrei naquele ser ruivo que mora ali na frente e caí sentada... Sakura, aquele sim é um homem que merece destaque... ele foi bem educado, me ajudou a levantar, perguntou se eu estava bem. Claro que eu pedi desculpas e tudo, mas ele foi bem educado e disse que a culpa era realmente dele... E isso só foi o começo... Não que tivesse acontecido mais coisas, mas ele me pareceu bem... bonito por baixo daquela roupa. Claro que, por mais que eu tenha uma super olhar para gatinhos e saiba realmente dizer quando eles são realmente sexy's, eu não poderia dizer muito só de olhar, eu teria que tocar e até fazer outras coisinhas mais..."

A Ino fala em demasia... Que coisa chata! Não! Não a Ino necessariamente, mas a mania que ela tem de começar a falar e falar muito sobre assuntos que ela realmente gosta – e isso inclui o sexo oposto, com certeza!

Não lembro muito do que a Ino falou depois. Eu acho que caí no sono. Só me lembro de ter a Ino me cutucando com um dos dedos, como se tivesse medo de mim ou qualquer coisa.

- "Anh?! O que foi?" – Eu perguntei.

- "Não é muito educado dormir enquanto uma outra pessoa fala..."

- "Acontece que você fala demais e eu estou mesmo com muito sono!"

- "O que esteve fazendo à noite?" – Ela perguntou com um leve tonzinho de desconfiança na voz, um pouquinho de excitação também.

- "Ah, não! Não isso! Eu só tive problemas pra dormir..." – É tão fácil saber o que se passa na cabeça da tão pervertida Yamanaka Ino!

- "Se você diz... Agora vai tomar um banho e trocar de roupa, já que seu estado não está tão bom! Aliás, está até deplorável! Sua falta de namorados ultimamente deve ser por isso!"

- "Ah, mas você não vai implicar com isso logo agora, vai? Eu queria dormir mais!"

- "Eu imagino que você queira mesmo dormir mais, mas, olha só, você tem uma visita em casa! Anda! Vai logo!"

Eu fui sem reclamar. Isso, porque eu não queria continuar parecendo uma louca na frente da Ino. Não que ela fosse ficar rindo de mim lá na clínica, mas ela iria ficar com aquilo guardado no subconsciente dela até o dia em que ela tomasse uma quantidade de álcool que a fizesse contar tudo o que ela sabia de constrangedor sobre outras pessoas.

E não é saudável ter segredos nas "mãos" da Yamanaka... Isso é uma outra – e longa – história.

Quando eu saí do meu quarto, usando algo confortável, mas totalmente dentro dos malditos padrões da normalidade, eu vi a Ino "fuçando" – verbo que se aplica muito corretamente àquele ser – em alguns dos meus filmes.

- "Credo! Você assiste a essas coisas?" – Ela perguntou quando notou que eu estava ali, me sentando no meu confortável sofá.

- "Não vejo problema algum com eles..." – Alfinetei.

- "Ok! Então nós vamos assistir a esse aqui!" – ela cantarolou enquanto se movia em direção à televisão e ajeitava tudo lá. Sem nem ao menos perguntar se podia ou não! E ainda se considera uma visita...

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O resto do domingo foi deplorável. Ino soube ser desagradável comigo – ela até me obrigou a fazer um almoço (quase) sem calorias para ela com arroz integral e uma salada que ela diz ser belga (mas eu duvido muito dos conhecimentos gastronômicos dela). Ela me contou a história da última conquista dela – praticamente como se dissesse: "Eu sou a gostosa pegadora, você, não!!" – e adeus tarde de sonhos lindos e fantásticos. Ela também falou muito sobre a vida dos outros – nada que deva ser detalhado. Aliás, nada que possa ser detalhado.

Admito que senti um alívio grande quando ela disse que precisava ir – por volta das quatro horas da tarde –, alegando que precisava passar no shopping pra comprar "um casaco lindo que chegou recentemente na loja".

Acho que a Ino, quando saiu, jogou uma praga ou fez algum tipo de magia negra: eu dormi no sofá da sala e quando acordei – algumas horas depois – parecia que eu tinha sido pega por uma gangue e eles bateram nas minhas costas até cansarem!

Ouch! Acho que eu preciso de uma fisioterapeuta.

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Na segunda pela manhã, eu tive que praticamente fuzilar a Ino com o olhar. Eu vi através dos olhos brilhantes e azuis que ela queria mesmo dar início a rotina de "humilhe a Sakura" de um modo bem vergonhoso na frente das garotas que trabalham na recepção. Bom, mesmo que por um momento – bem pequeno – tivesse passado na minha cabeça que ela não merecia que eu descontasse minha última frustração nela, eu não pude me conter. Passei direto, desejando apenas um "Bom dia" um tanto quanto seco. Depois suspirei cansada, afinal, apesar de eu ter conseguido dormir direito na minha cama macia, as minhas costas não pararam de doer.

Isso era frustrante.

E o resto do dia não foi nada confortável. Uma senhora achou que, além de fisioterapeuta, eu era psicóloga também. Ela me contou sinceramente tudo o que se passava com ela. Até fiquei sabendo sobre o cachorrinho "Chulé". Ainda bem que não sei o porquê desse nome – acho que prefiro assim.

Quando cheguei, no fim da tarde, a minha casa, tudo o que eu queria era descansar. Entretanto as coisas não saíram do jeito que eu planejei. Infelizmente eu escorreguei na neve e caí de costas no chão, logo que ia chegando à portaria do prédio.

Fechei meus olhos e contei até setenta, enquanto deixava a neve gelada congelar a minha coluna vertebral até aliviar a dor. Olhando pelo lado bom da queda, eu tive gelo para amenizar o meu "sofrimento".

De repente, "veio" uma vontade repentina de fazer um anjo de neve - eu nunca havia feito um, só sabia como se fazia de tanto ver as crianças se divertindo na neve com isso. Comecei a mexer meus braços e pernas e por um momento idiota eu achei que estava me divertindo. Até que a cabeleira ruiva entrou no meu campo de visão e eu vi os olhos dele pelo que pareceu ser a primeira vez – e definitivamente era a primeira vez, já que na última vez em que eu o encontrei, eu só consegui enxergar sua boca.

- "Olá." – Ele disse parando a minha frente.

Eu gemi um pouco. De dor. Sabia que doeria se eu levantasse dali. Mas pondo meus pensamentos dolorosos de lado eu disse:

- "Oi!" – Tentando parecer animada. Como se fosse possível estar animada naquele monte de coisa branca molhada e gelada.

E por falar em molhada, eu senti as minhas roupas começarem a molhar, devido à neve que derretia em contato com elas. Tentei me levantar, mas a dor não ajudou muito.

Foi quando eu vi que uma mão gentil se estendia à minha frente.

- "Obrigada!" – Eu disse sendo ajudada pelo ruivo.

- "Disponha..."

E eu percebi o quanto eu parecia idiota deitada na neve, fazendo um anjo de neve, com as roupas molhadas de neve! Seria até cômico, se eu não estivesse me sentindo constrangida demais para achar alguma coisa engraçada.

Agora, eu devo ser uma aberração da natureza – como se eu não já parecesse com algo desse tipo graças aos meus incomuns cabelos rosa.

- "Você não me parece o tipo de pessoa que fica fazendo anjos de neve em plena segunda feira..."- Para a minha total surpresa ele comentou enquanto nós dois começávamos a andar lentamente para entrar no prédio.

- "Eu normalmente não gosto da neve, não seria mesmo o tipo de pessoa que faz isso, nem tenho mais idade... O que aconteceu foi que eu caí e minhas costas não estão muito legais." – Disse isso tudo com uma velocidade incrível e não sei como não mordi minha língua. – "Você gosta de neve?"

Não sei ainda exatamente o quê me fez fazer uma pergunta tão idiota, simplesmente pareceu interessante perguntar! Oh céus! Eu preciso controlar a minha língua de vez em quando.

- "Às vezes. Quando ela não parece tão mórbida, nem molha as minhas roupas."

Isso me fez lembrar que eu estava completamente ensopada. E meu cabelo também – ficando escorrido e grudando no meu rosto.

Nós entramos no elevador – já que nenhum de nós parecia disposto a subir as escadas – e aquele silêncio constrangedor nos envolveu. De repente, eu olhei-o com o canto dos meus olhos e, observando-o melhor, eu me lembrei das palavras da Ino sobre ele ser bonito por baixo de toda a roupa. E pensamentos nada decentes invadiram a minha mente. Maldita porca! Eu não seria a única que teria que controlar a minha língua... E eu teria que controlar meus pensamentos também.

Senti meu rosto esquentar e para tentar disfarçar isso, eu abaixei a cabeça olhando para as confortáveis botas que eu usava. Bom, no frio elas são realmente confortáveis. Comecei a bater um dos pés impaciente devido ao silêncio. Eu queria falar, mas nada – absolutamente nada – passava pela minha cabeça.

Talvez eu pudesse arranjar uma desculpa qualquer para... Esbarrar nele e ser tratada como a Ino foi... E quem sabe assim eu conseguisse mais que um simples "Boa noite". Mas essa idéia era totalmente ridícula. Eu precisava pensar em algo decente!

E lá estava eu, à beira de um ataque, porque eu simplesmente não conseguia conversar com o ruivo-super-sexy-de-boca-beijável. Eu quase esqueci que estava praticamente congelando debaixo daquelas roupas molhadas.

- "Cuidado para não pegar um resfriado..." – Ele comentou saindo do elevador, afinal, nós já havíamos chegado. Nós nem conversamos direito – eu não sei o nome dele!

- "Obrigada... Pela preocupação, quero dizer." – Falei saindo logo em seguida. E indo ficar na frente do meu apartamento.

- "Não há de quê..." – Ele falou daquele jeito, como se dissesse: "adoraria se você me dissesse o seu nome". Bom, ou isso, ou eu imaginei que as coisas tinham chegado a esse ponto. Mas de qualquer jeito eu disse:

- "Meu nome é Sakura..." – Disse com um pouco de receio. Não acreditava que eu estava me comportando como uma adolescente apaixonada.

Acho que o ouvi sorrir depois disso, porém eu não levantei o rosto pra confirmar isso. Em vez disso eu apenas fiquei lá, parada, encarando um canto qualquer.

- "Belo nome..." – E com isso o meu coração disparou – talvez por eu ter achado que a voz dele ficou extremamente sexy e um tanto quanto rouca, enquanto dizia aquilo. – "Eu me chamo Sasori, Sakura-san."

Encarei-o com o coração ainda descompassado no meu peito. Ele se virou e entrou no apartamento que estava com a porta entreaberta. Eu pude ver os fios loiros e compridos de alguém lá dentro, a pessoa deveria estar esperando o Sasori.

- "Boa noite..." – Ele disse fechando a porta.

Eu suspirei e murmurei uma boa noite, sem ter certeza se ele falara comigo ou com o ser loiro que o estava esperando.

Acendi as luzes do meu apartamento ao entrar, jogando o meu casaco molhado e a minha bolsa ao lado da porta. Fui em direção ao banheiro. Eu precisava dormir e me esconder, porque assim que eu entrei em casa, eu percebi o quanto eu fui estúpida! Desde a primeira vez em que o encontrei, até hoje com o anjo de neve e no elevador.

E quem era o ser que estava no apartamento dele? Apesar de parecer um ser loiro, eu não acredito que seja a Ino. Ah, não! Acho que não pode ser a Ino. Ela... Ela deve ter ido para a casa dela, tomar um capuccino com o provável novo caso dela – que eu não sei quem é, porque eu não a deixei falar.

Será que existe uma mínima possibilidade de que algum dia eu conseguir fazer algo que possa ser considerado normal pelos meus padrões?

Argh! Pelo menos as coisas estavam melhorando no trabalho e talvez eu conseguisse uma folga massacrante no Natal – sim, aparentemente eu vou ter que passar o Natal sendo massacrada pelo olhar "fuzilante" das irmãs: Tia Aiko e mamãe Haruno.

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N/A: Pronto, capítulo dois. Espero mesmo que estejam gostando, sabe, está dando trabalho escrever isso e conciliar tudo com a faculdade. =D

Não, eu não tenho nada de útil a dizer sobre esse capítulo, ou essa história. Tudo já foi dito.

A menos, é claro, que eu agradeça de coração pelas reviews! Amei-as todas e, acreditem, isso me deu coragem até para escrever um quarto capítulo - uma espécie de epílogo - se for o caso, já que eu pensei que não conseguiria uma review sequer devido ao casal e ao enredo, mas vejo que me enganei...

Obrigada! Obrigada mesmo, pessoas Bonitas! ^^

Beijos e até o próximo capítulo. =D