A Hero Spider 02 - A garota da câmera e Peter Parker
Peter Parker no dia seguinte estava passando pelo corredor do colégio, quando nas portas do lado de fora do colégio, avistou uma garota agachada com uma câmera em mãos.
É difícil ver alguém ali fora, em intervalo, a maioria ficam tagarelando no refeitório às vezes sem motivo algum.
Aquela silhueta não era estranha para Peter, aqueles cabelos negros não eram estranhos. A garota se levantou e se virou.
Peter identificou seu rosto, era a garota de ontem, da câmera. Aqueles olhos âmbar eram irreconhecíveis. Ela sorrou e acenou para o mesmo.
Peter sorriu bobo e acenou que nem um lerdo, a garota de cabelos negros se sentou em um banco e pegou uma caderneta preta de couro.
" O garoto aracnídeo aparece na frente da cidadã de cabeça para baixo, a ruiva abaixou a sua máscara.
- Gosto de você, Homem-Aranha. -Sorriu a ruiva, encharcada por causa da chuva.
Encharcados se encaravam, o herói deu um leve sorriso e a ruiva selou seus lábios. "
Tinha desenhado aquela cena, do herói com a mocinha. Eu tinha feito uma obra de arte!
Ponho os headfones, escutando músicas de concerto de Chopin, Mozart e Beethoven.
Entediada de desenhar, me levanto e dou de cara com Peter Parker.
Como o conheço, bem, digamos que quis saber sobre ele e dei uma pesquisada na biblioteca, lendo e vendo anuários velhos.
Tive minhas suspeitas sobre ele, eu percebi que quando algum crime acontece ele some e o Homem-Aranha aparece.
Mas infelizmente, ainda não consegui uma prova sustentável para confimar que ele é o herói aracnídeo. Mas não duvide ou me subestime, porque ainda vou encontrar uma prova concreta para confimar.
- Oi! -Sorri, tentando analisar cada detalhe do rosto de Peter Parker, para quem sabe, Homem-Aranha deixar a máscara cair.
Fecho minha caderneta preta rapidamente. Ninguém precisa saber que gosto de desenhar gibis e que desenhei o Homem-Aranha.
- Você desenha bem. -Disse tímido, malditos olhos bióticos. Peter Parker abaixou os olhos e coçou a nuca. - Nós nos conhecemos ? Acho que já te vi alguma vez.
- Sim e não. Eu te conheço, mas você provavelmente não me conhece. -O respondo indiferente. O interessante, era que eu estava sentindo a presença do Homem-Aranha ali.
E meus instintos nunca erram. Minha intuição, na maioria das vezes, está correta.
- Eu sou Peter Parker. -Disse e sorriu, abaixei o volume de meus headfones. Sorri fraco.
- Eu sei quem é você. -Disse e passei a caminhar para dentro do colégio. - Como também sei que é fã do senhor Anthony Stark.
O menino franziu a testa. Já sabia qual pergunta faria.
- Como sabe disso...? -Perguntou um pouco desconfiado.
- Tenho os meus contatos. - Respondi e ri. - Eu sempre quis dizer isso!
- Gosta de super heróis ? -Surgiu aquela pergunta, que saberia exatamente qual resposta o daria.
- Gosto, adoraria conhecer um. Fora do Queens. -Disse.
Já tinha conhecido um herói, o Homem-Aranha, mas um herói que eu queria conhecer, seria a Viúva Negra.
Além dela ser mulher, ela tem resistência ao limite humano e sabe matar qualquer um com qualquer coisa, talvez até mesmo com uma colher!
- Não te vejo muito por aí...-Comenta Peter Parker.
- Digamos que eu sou como uma figurante, eu não me destaco na multidão, você sabe como é isso, né ? Somos nerds, Peter.
- Hm. -Suspirou. Tiro uma mecha teimosa de meu rosto e ponho atrás da orelha.
- Não me destaco como Mary Jane ou como a Gwen Stacy se destacava... -Tampo minha própria boca ao dizer aquilo.
Gwen Stacy tinha morrido, e de certo modo, era proibido falar de pessoas que tinha falecido no colégio. Encaro Peter Parker, sua expressão tinha mudado de modo instantâneo.
- Era amigo dela ? -Pergunto, me sentindo mal por ter citado o nome da loira.
- Muito mais que um amigo. -Deu um suspiro pesado. - Eu era namorado.
Minha reação foi ficar boquiaberta. Peter Parker namorado da Gwen Stacy ?!
Me sinto pior do que antes. Perdas, sempre são horríveis. E difíceis de superar.
Sei disso porque...os meus pais estão mortos.
- Sinto muito. -Era a única frae que poderia dizer. - Sei como é perder alguém, Peter Parker.
- Só Peter. -Tentou sorrir, mas foi falho.
- Sinto muito mesmo! -Disse. - Perdi meus pais quando mais nova.
- Sério ? Você também ? -Perguntou um pouco surpreendido.
- Sim. Mas não é algo que eu gosto de falar. -Disse, me lembrando do sangue nas ruas e em minha roupa.
Aquela noite de perda foi horrível. Um mau-feitor deu um tiro nos dois com a mesma arma que poderia ter me matado ontem.
Uma calibre-48! Depois disso, eu soube o nome e como era a arma. Uma pistola pequena, arma na maioria das vezes, transportada ilegalmente da China para cá.
Eles foram mortos por uma maldita arma barata e desgastada. E o pior disso tudo...É que eu vi tudo acontecer e eu não fazer nada.
Totalmente impotente. Inútil e sem razão de continuar viva.
Respirei fundo. Segurando as lágrimas.
- Tenho que ir agora. -Disse e olhei para o relógio de pulso.
O sinal vai tocar em...3, 2 1.
* TRIMMMM TRIMMMM! *
- Ei, eu não sei seu nome! -Exclamou Peter Parker. Ri.
- Mas que constrangedor, Peter. -Olhei para o garoto ao meu lado. - Heloise Campbell. Até.
- Até...-Disse Peter olhando a garota ir para os corredores e a multidão simplesmente camuflá-la.
