Capítulo 2 – Naruto Uzumaki.
- Ei, você aí! Espere – falou o garoto, ofegante – Planejando comprar alguma coisa?
- Pra falar a verdade, queria dar uma olhada nos seus produtos.
- Ah, fique à vontade. Qualquer coisa só me chamar. Estou ali naquela sala – disse apontando para uma porta aberta, que dava numa sala escura.
- Ah, tudo bem – falei começando a olhar relógios antigos.
Sasuke não tinha relógio. Eu achava que seria um bom presente, mas não. Eu precisava de algo que simbolizasse tudo que eu acho dele e tudo que eu desejo a ele. Resolvi, então, pedir a opinião do garoto loiro. Fui até a sala e, um pouco antes de bater na porta, eu o vi, em total escuridão, a não ser por uma vela encima da mesa, ao lado do livro que ele lia com muita vontade. Eu sabia que livro era. Era o principal livro da escola de aviação. Achei que aquilo foi coincidência demais... Mas isso vocês poderão julgar ao fim da história.
- Err, desculpe incomodar, mas...
- Ah, tudo bem. Posso te ajudar em alguma coisa?
- Sim. Eu queria sua opinião sobre um presente que poderia dar a uma pessoa importante. Ele vai fazer 18 anos e eu vou viajar um dia antes disso, então queria dar algo especial.
- Hm... Entendi. Bem, ele tem algum gosto em especial?
- Ele é uma pessoa fechada, então não conheço bem seus gostos. Ele acabou de entrar na escola de aviação, e-
- Espera. Você disse escola de aviação?
- Sim, por quê?
- Não não, por nada. Mas então... Acho que tenho uma idéia – falou ele, indo para a parte de trás da loja.
Depois de um tempo...
- Pronto. Acho que é isso – ele segurava uma caixa estranha.
- O que é isso?
- Abra. Acho que você vai gostar – falou, dando um sorriso. Era difícil ver um sorriso daqueles em Londres.
Então, eu abri a caixa. Dentro tinham dois broches com formatos de asas. Pareciam que eram banhados em prata ou algo do tipo. Eram reluzentes.
- Quanto custa?
- Ah, não vai custar nada. Eles são de segunda mão.
- Sério? Nunca ia pensar que eles já foram usados!
- É, os últimos donos cuidaram muito bem deles.
- Hm... Se é assim, vou levar. Mas não aceito que eu os leve de graça! Eu o interrompi no seu estudo, pelo menos vou deixar algum dinheiro.
- Não! Não é preciso. É melhor o senhor ir, a chuva está ficando mais forte.
- Ah, ok, mas um dia eu te pago a dívida.
- Tudo bem então.
- Ah, eu esqueci de uma coisa. Qual seu nome?
- Naruto! Naruto Uzumaki.
- Uzumaki... – parei. Esse nome não me era estranho.
- O que tem?
- Não. Não é nada. Apenas pensei que fosse familiar.
- Ah sim.
- Vou indo. Boa noite.
- Boa noite – disse, e comecei a correr da chuva, que começava a ficar mais forte. Enquanto corria, acabei escorregando em uma poça d'água. Chegando em casa, fui direto para meu quarto. Abri a caixa e percebi que faltava um dos broches. Eu não poderia voltar, pois agora a chuva tinha aumentado muito. Preferi dar o outro broche como perdido.
No dia seguinte...
- Esse Jiraya... Quer ficar indo para cabarés e acaba chegando tarde. Aí quem fica com a parte chata de limpar a entrada da loja sou eu – falava o loiro, com um rodo e um avental – Nossa, realmente choveu muito ontem. Tomara que aquele moço tenha chegado bem em casa. E, pensando bem, nem perguntei o nome dele. Ah, acho que terei outra oportunidade par- olhou para o chão e viu algo reluzente – O que é isso? Ah! É um dos broches! Ele deve ter deixado cair no meio daquela chuva de ontem. Mas... Como vou entregar de volta? Melhor guardar comigo. Na próxima vez que o ver entrego – disse ele, colocando o broche dentro do bolso do avental.
