Nome: Negócios à parte

Autora: Delly black fenix

Tipo: Romance/ comédia

Censura: Livre! o/

Ships: Edward / Bella

Criada em: 18 de dezembro de 2009

Resumo: É fácil nós escolhermos o que queremos quando temos que passar por cima das pessoas que mais amamos?

Capa: - (quer fazer?*-*)

Disclaimer: Twilight é de Stephanie Meyer, União Proibida é de Emelie Rose.


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CAPÍTULO UM

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*POV Bella*

Era impressão ou o homem no bar não tirava os olhos dela?

Não podia ser.

Um homem daqueles não costumava olhar duas vezes para mulheres como ela. Sandálias baixas, cabelo chanel e diminutos seios não faziam disparar a testosterona da média masculina. E aquele estava bem acima da média.

Isabella Swan checou o relógio. Havia chegado uma hora adiantada para o almoço de negócios e ainda tinha 41 minutos de espera. Era tempo mais do que suficiente para rever as perguntas que seu pai queria que fizesse a Edward Cullen, diretor de finanças da Editora Volturi, principal concorrente das empresas Swan, de propriedade de seu pai e patrão.

Arrancar informações de um concorrente utilizando o patético pretexto de um conflito com os anunciantes em comum era algo que não lhe agradava em nada, mas teria que fazê-lo, se quisesse provar ao pai ser digna do emprego e do amor dele.

Ela não resistiu e olhou novamente para o homem de pé no balcão. Ele agora estava de costas para ela. Bella aproveitou a situação para avaliá-lo dos pés à cabeça sem nenhum pudor. Ele tinha uma cintura estreita e ombros bem largos. Seu cabelo avermelhado era fino e displicente.

Foi então que o olhar dele flagrou o seu pelo reflexo no espelho atrás do bar. A face de Bella corou de vergonha. Ele sorriu e virou-se na direção dela. Uau! Aquele homem, definitivamente, não precisava correr atrás de mulheres em um bar. Elas, provavelmente, o seguiam até sua casa em caravanas.

O "monumento" ergueu seu copo num brinde silencioso cheio de segundas intenções.

O coração de Bella deu um salto.

Ela não era exatamente uma garotinha ingênua. Estava já com 29 anos e não via mal algum em flertar num bar, mas nunca havia olhado para um homem e desejado ficar nua com ele antes mesmo de lhe dizer "Olá". O "sr. Olhos Verdes", porém, provocava-lhe um desejo quase incontrolável de entrelaçar seu corpo ao dele. Ambos nus e suados, em qualquer lugar e o quanto antes, realizando as fantasias mais secretas, nas quais ela só ousava pensar na escuridão do seu quarto… Pena que ela não fosse suficientemente ousada para tanto.

Ele andou até ela, abrindo caminho por entre as mesas, garçonetes e fregueses. Preciso, decidido, atlético. O coração de Bella batia tão forte que ela já não conseguia mais ouvir o burburinho do bar.

— Posso lhe fazer companhia? - Que voz!

— Eu estou esperando uma pessoa… que vai chegar daqui a pouco.

Droga!

— Seu namorado?

— Não.

— Importa-se de dividir a mesa comigo enquanto a pessoa não chega? O bar está lotado.

Vamos lá, Isabella Swan. Quando é que você vai encontrar um homem desses novamente?

Ela enfiou a papelada na pasta.

— Fique à vontade. Eu ainda tenho cerca de — ela olhou no relógio — 39 minutos.

Ele sorriu, exibindo seus dentes perfeitos.

— Cerca?

Ela conteve uma careta.

Quer parar de bancar a idiota, Bella?

— Sim.

O homem pendurou o paletó em um gancho na parede e sentou-se do outro lado da mesa. Seu joelho roçou no dela. O breve contato teve um efeito eletrizante.

Ele devia medir cerca de l,80m. Seu rosto e seu corpo eram dignos de uma capa de revista de fitness. O cheiro másculo de sua colônia invadiu as narinas de Bella. Lilás? Sândalo?

— Você não vem aqui com muita freqüência. - Não era uma pergunta.

— É minha primeira vez. Você vem sempre? — perguntou ela, praticamente mergulhando naqueles olhos profundos.

Ele assentiu.

— Eles fazem o melhor Bookmaker de Nova York.

Bookmaker?

Parece que não estamos muito fluentes hoje, não é, Isabella?

— Presunto e pepperoni em um pão irlandês com um vinagrete de vinho tinto que vai fazer suas papilas gustativas delirarem.

Ouvir aquele homem falar era praticamente uma experiência orgástica. Sua voz era suficientemente baixa para levá-la a se inclinar para ouvi-lo e rouca o bastante para arrepiar todo o seu corpo.

— Vou me lembrar disso quando fizer meu pedido.

— Faça isso — disse ele, piscando para ela.

Bella estava a ponto de pegar seu estojo de pó compacto na bolsa para ver se estava babando. Ela passou a língua sobre os lábios secos. Será que ainda estavam pintados? Seus lábios praticamente desapareciam sem batom.

— Você trabalha aqui por perto?

— Não o suficiente para ser seguido pelos meus companheiros de trabalho. Eu gosto de deixar o trabalho realmente para trás quando saio do escritório, se é que você me entende.

— Perfeitamente. Há dias em que tenho vontade de sair gritando do prédio onde trabalho e nunca mais voltar.

Ela não perguntou o nome dele, nem disse o seu. Aquele homem só a havia abordado porque queria um lugar para se acomodar. Ela, provavelmente, nunca mais o veria.

— Em que você trabalha? — perguntou ele. Bella hesitou. Tinha aprendido, a duras penas, que alguns homens se aproximavam dela apenas pela oportunidade de obter um emprego no império de seu pai.

— Sou uma espécie de faz-tudo. Faço o que precisa ser feito. E você?

— Eu trabalho com números.

O que, em Manhattan, poderia significar desde um consultor de Wall Street a um contador. A garçonete se aproximou.

— Posso lhe oferecer uma bebida enquanto esperamos pelos nossos respectivos encontros? — indagou ele.

Ela jamais bebia em serviço, mas também nunca havia tentado obter informações confidenciais de um concorrente. A lembrança do que a trouxera ali a incomodou. Faltavam aproximadamente 32 minutos para ela dar início ao seu exercício de desonestidade.

— Claro, obrigada. Eu gostaria de um lemon dry martíni.

Ele pediu um Woldorf Reserve.

Assim que a garçonete se afastou, ele se inclinou na direção dela, apoiando os dedos sobre a mesa. Bella olhou para suas mãos. As unhas não estavam feitas, mas eram bem tratadas, e não havia aliança. Como seria sentir aquelas mãos acariciando seu corpo?

Pare com isso!

— Você tende mais para o doce ou para o azedo? - Aquela pergunta a confundiu. Ou teriam sido seus hormônios?

— Açúcar na borda. Limão na bebida. Doce e azedo. O que mais combina com você? — explicou ele.

Acorde, Isabella!

— Depende do momento. Eu sou flexível. - Uma centelha de malícia brilhou nos olhos dele.

— Aposto que sim.

Ela enrubesceu com aquela insinuação.

— Eu quis dizer no trabalho.

— Eu também — confirmou ele, apertando os lábios como se estivesse contendo um sorriso, sem, no entanto, conseguir disfarçar um brilho sagaz no olhar.

O fato de saber que teria um encontro de trabalho em alguns minutos e que não havia nenhuma chance daquilo ir muito adiante incentivou-a a sustentar o flerte.

— Aposto que você tem muita energia. No trabalho. - Ele apertou os olhos.

— Sim. Sou capaz de seguir noite adentro em busca de bons resultados quando me envolvo em um projeto.

O coração dela disparou. Aquele homem transpirava segurança e sexualidade, sem parecer imoral, nem pegajoso como os homens que costumavam ir à caça de mulheres num bar.

As bebidas chegaram. Bella deu um bom gole em seu martíni.

— Você é do dia ou da noite? — perguntou ele.

— Eu gosto de trabalhar quando o escritório está vazio, portanto, posso ser os dois. Sou fle… - Ela se deteve ao perceber que já dissera aquilo.

— Flexível. Eu já entendi essa parte. Você precisa me mostrar isso um dia desses.

Seu olhar brilhante percorreu o rosto de Bella, seguindo então para o pescoço, para os ombros, pousando finalmente em seus pequeninos seios, protegidos pela blusa preta. O olhar daquele homem, porém, não a fez sentir inadequada. Ele parecia querer ver mais além. Os bicos dos seus seios ficaram rígidos, e a julgar pelo movimento de suas narinas, ele percebeu. Fitou-a novamente. Quente. Excitado.

Bella sentiu-se subitamente consciente de seu ventre. Lembrou-se de um filme em que dois amantes se encontravam no banheiro de um restaurante lotado e transavam como dois adolescentes enlouquecidos em plena explosão de seus hormônios. A cena, que havia lhe parecido extremamente forçada na época, agora seria bastante plausível. Atraente, até, mesmo para ela, "uma mulher neurótica demais" segundo seu último namorado.

Ela expirou lentamente. Nunca havia sentido uma atração tão forte por alguém, nem sentido uma resposta tão potente.

Por que justo agora, meu Deus, quando ela não podia fazer absolutamente nada a respeito?

É sua vez de dizer alguma coisa, Isabella. Seja esperta. Flerte.

Ela, no entanto, não conseguiu encontrar nada de interessante para dizer. Estava completamente atraída por aquele homem.

Ele sorriu, chamando a atenção dela para o nariz reto e os lábios precisamente moldados. Uma pequena cicatriz curva na ponta do seu maxilar aumentava ainda mais seu charme.

— Gosta?

— Como poderia não gostar? — respondeu ela, para então enrubescer pela segunda vez ao ser novamente flagrada avaliando-o.

As ruguinhas em torno dos olhos dele se aprofundaram.

— Estava me referindo à bebida.

Bella quis se enfiar embaixo da mesa, mas imaginou que ele poderia entender aquele gesto como um convite para que se conhecessem melhor. A ideia só fez aumentar o calor que ela sentia.

— Oh, sim, está deliciosa. E forte — disse ela, tentando recuperar o bom senso. — E você? É mais do dia ou da noite?

Ele deu de ombros casualmente, mas seu olhar era bastante intenso.

— Depende da tarefa. Há algumas coisas com as quais eu lido melhor logo de manhã, noutras, dou o melhor de mim pouco antes de adormecer.

Bella sentiu o coração disparar e uma vontade louca de se jogar no colo daquele estranho tão tentador.

— Negócios ou prazer? — perguntou ele, olhando-a por sobre a borda de seu copo.

— Como?

— O que a traz aqui hoje? Ela maldisse sua lentidão.

— Negócios. E você?

— Também.

Ele olhou para o relógio.

— A pessoa que estou esperando deve chegar a qualquer momento.

Bella então se deu conta de que não havia ficado atenta à chegada de Edward Cullen. Ela não o conhecia, mas não havia muitos homens sozinhos no recinto, e nenhum deles parecia à espera de alguém em especial.

— A minha também.

— Há uma mesa vagando. Acho que vou pegá-la — disse o príncipe encantado, com certo pesar.

Uma forte decepção se abateu sobre ela. Fazia muito tempo que não flertava assim com um homem, ainda mais um tão interessante. Queria saber seu nome, seu telefone.

Peça.

— Está bem — disse ela, em vez disso. — Obriga pela bebida e pela companhia.

— Posso ligar para você?

Sim!

Ela sentiu uma corrente de prazer borbulhar por suas veias, mas tentou responder o mais calmamente possível.

— Eu gostaria. Muito.

Bella pegou uma caneta na pasta, mas não encontrou nada sobre o que pudesse escrever, a não ser a lista de perguntas preparadas pelo seu pai. Não queria lhe dar um cartão comercial para não revelar sua ligação com as Empresas Swan, mas escrever em um guardanapo também seria muito pouco charmoso.

Ele prontamente pegou dois de seus cartões e os colocou sobre a mesa, virados de cabeça para baixo.

— Escreva no verso deste aqui. Eu vou anotar o número do meu celular e o do telefone da minha casa no outro.

Eles trocaram os cartões e um forte aperto de mão em seguida. Bella ficou extremamente excitada com aquele contato físico, e pôde perceber pela dilatação das pupilas dele e do movimento de suas narinas que ele também não havia escapado ileso.

— Foi ótimo conhecer você… — disse ele, olhando para o cartão, sem soltar sua mão, e então voltando a encará-la. —Isabella. Isabella Swan?

Como é que ele sabia o sobrenome dela? Confusa com sua reação, Bella virou o cartão em sua mão. Seu coração bateu mais rápido.

— Você é Edward Cullen?

— Sim.

Ela retirou sua mão e maldisse sua má sorte. O único homem interessante com quem ela gostaria de iniciar um relacionamento depois de um longo e tenebroso inverno era justamente aquele para quem teria de mentir para conseguir informações confidenciais. Sua vontade foi gritar de frustração.

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Próximo capítulo POV Edward.


N/A: Oi gente, desculpem-me por não ter postado mais cedo, mas eu estive fazendo umas provinhas na universidade então não deu. Obrigada para quem adicionou a fic aos favoritos/alerts e abraços para :Bruna Watson; Dani Marjorie, Ana Krol e Bruna Gabriela x] (eu ri Ô/)