Capítulo II – Os Futuros Grandes Heróis

Passaram-se cinco anos desde que Arthur fora para Avalon. Ele treinava arduamente todos os dias, e naquele dia não seria diferente. Avalon era um lugar repleto de verde, bosques inteiros e montes de grama verde, flores silvestres cresciam livremente, animais espreitavam nas sombras. Era manhã, e uma névoa fina pairava sobre o lago diante do qual Arthur treinava naquele dia. Em meio a socos e chutes ao ar, Arthur ouvira distante dali sons e gritos de duas pessoas que pareciam lutar entre si. Não era a primeira vez que aquilo acontecia.

Arthur subiu a colina, indo parar numa campina próximo ao bosque. Aproximando-se do local deparou-se com dois companheiros realizando a mesma cena que se repetira no passado.

- Você me paga por ter zombado de mim! – atacava o garoto de cabelos castanhos curtos e lisos e olhos azuis claros.

- Ora, mas que culpa eu tenho de você é um idiota que luta como uma menininha? – respondeu o jovem de cabelos vermelhos longos, lisos e espetados que defendia-se esquivando dos golpes e agora contra-atracava com destreza.

- Vou fazê-lo engolir cada palavra! – desta vez o primeiro garoto acertou em cheio o rosto do adversário com um soco que quase o derrubou.

O outro garoto irado desferiu o mesmo golpe contra ele.

Arthur observando os dois colocou as mãos em torno da boca gritando:

- Lancelot! Gwaine! Parem com isso! O Mestre disse que não devemos lutar uns contra os outros!

- Esses dois não tem jeito. – comentou um garoto que aparentava ser mais jovem que eles, tinha cabelos lisos curtos prateados e olhos azuis.

- Não entendo como você e Lancelot podem ser irmãos, Galahad. – comentou Arthur. – Vocês são completamente diferentes!

Um outro garoto se aproximou de Arthur. Era mais alto que os demais, e aparentava ser mais velho, tinha cabelos azul escuros, lisos, compridos, repartidos no meio, e tinha duas pintinhas vermelhas em sua testa. Seus olhos eram azuis acinzentados. Ele elevou seu cosmo e usando seu poder de telecinese, suspendeu os dois e lançou-os longe, que vieram a cair por cima da grama metros de distância um do outro.

- Espero que agora aprendam de uma vez a não desobedecerem as ordens do seu Mestre! – exclamou o garoto.

- Merlin, você realmente sabe como lidar com eles, não é mesmo? – riu-se Arthur.

- Pelo visto esses dois só entendem alguma coisa quando levam uma surra.

- Espere aí Merlin! – o garoto de cabelos ruivos se aproximou dele – Não pense que só por ter me derrubado com seu poder de telecinese que significa que me derrotou!

- Fica calmo, Gwaine! Por que você tem que arrumar briga com todo mundo? – perguntou Arthur dirigindo-se até ele.

- Não tenho razão pra ser bonzinho que nem você Arthur! Quanto mais inimigos a gente enfrentar, mais forte a gente fica!

- Ou mais surras você toma, Gwaine! – completou o outro rapaz de cabelos castanhos que agora se aproximava do grupo.

- Você não tem nada que falar, Lancelot! Só quer saber de honra, nem parece um homem de verdade!

- Pelo menos eu não me pareço com um animal!

- Ora seu!

- Dá pra parar com isso de uma vez? – Arthur se adiantou apoiando suas mãos uma no ombro de cada um. – A gente precisa se unir, e não lutar uns contra os outros. É isso o que torna os cavaleiros fortes, a união!

- Você está certo, Arthur. – completou Merlin. – Um exército unido tem grande poder. Lembram-se daquela história que o Mestre nos contou sobre os 300 de Esparta?

- Aquela história era mesmo muito boa! – concordou Gwaine. – Eles realmente eram extraordinários!

- Eu também queria ser como eles. – Lancelot completou - Ser capaz de derrotar todos os inimigos em poucos minutos!

- Um dia nós seremos Lancelot. – disse por fim Merlin – Ser um cavaleiro de Athena significa tudo isso, ser forte, valente e ter poder para proteger esse mundo e a todos que nele vivem.

- Sabe Merlin, até que você é um sujeito legal às vezes. – disse Gwaine. – É só essa sua mania de querer se meter na briga dos outros é que incomoda bastante!

- Você também é um sujeito legal Gwaine, quando não está se comportando como um bárbaro sem competência.

- Ora, cale essa boca!

Todos começaram a rir. Gwaine cruzou os braços, mas acabou rindo também.

O.o.O.o.O

Um jovem de cabelos negros, lisos e compridos meditava debaixo de uma árvore. O dia estava calmo e silencioso, exceto pelo farfalhar eventual das folhas das árvores ou pelo canto de algum pássaro.

Ele sentiu um vento frio e gélido que parecia roçar as pontas da grama cobrindo-a de gelo, e percebeu diante de si o riacho que estava a alguns metros a sua frente congelar. O garoto levantou-se do lugar em que estava, ainda com os olhos fechados, e se aproximou do riacho. Elevou seu cosmo ao máximo, fazendo com que o gelo derretesse e o riacho descongelasse e voltasse a seguir seu curso. Voltou-se para o lugar onde estava e sentou-se sobre a grama, continuando a meditação. Escutou ao longe o som de uma pessoa que parecia se dirigir a aquele lugar com muita velocidade. Era um garoto bem jovem como ele, tinha cabelos verdes na altura dos ombros. O garoto se aproximou dele. Ele tinha uma expressão séria.

- Foi você que desfez o gelo do riacho?

- Sim. – respondeu o que meditava, sem sair do lugar.

- Você é druida?

O outro ponderou um pouco, mas por fim respondeu.

- Sim.

O de cabelos verdes o fitou desconfiado.

- Você não parece um druida. Não age como um e o seu poder é diferente dos druidas. – começou a observar suas roupas – Você parece ser estrangeiro, estou certo?

O garoto de cabelos negros ponderou mais uma vez.

- Sim. Sou.

- Por que disse que era um druida?

- No meu país nós veneramos um deus diferente do deus dos cristãos. O Mestre achou que poderia me causar problemas, por tanto me pediu para que ocultasse esse fato, fingindo que sou um druida. Druidas não são muito mal vistos por aqui, apesar do domínio cristão, por serem de uma tradição antiga deste reino.

- Eu entendo. Não me importo que seja estrangeiro ou que venere outro deus. Portanto não precisa mentir ou fingir para mim.

- Você é druida?

- Sou. Também sou estrangeiro.

- Saxão?

- Galês. Meu nome é Emirys.

- Muito prazer Emirys. Sou Taliesin.

- Espero que possamos ser amigos daqui pra frente.

- Gostaria muito disso. – sorriu abrindo os olhos cor de verde-água.

O.o.O.o.O

Dois garotos enfrentavam-se na arena sob a supervisão de Hector. Um deles era alto e robusto. Tinha cabelos alaranjados presos num rabo de cavalo e olhos escuros. O outro não era tão forte, mas era bastante ágil. Tinha cabelos azulados curtos e lisos e olhos violetas.

Os dois pareciam lutar em pé de igualdade. De um lado a força e do outro a destreza, ambos empatavam.

Hector achou que já era hora de interrompê-los.

- Percival! Kay! Vamos fazer uma pausa!

Os dois pararam imediatamente.

- Venham, vamos almoçar e descansar um pouco. Em seguida continuaremos.

Um rapaz de longos cabelos loiros que aparentava ter cerca de uns quinze anos se aproximou do grupo.

- Lorde Hector!

- Olá Bors! O que está fazendo aqui?

- O Grande Mestre me pediu para chamá-lo, disse que tinha assuntos que precisava acertar com o senhor, milorde.

- Obrigado Bors! – voltou-se para os demais - Garotos, esperem por mim, e não façam nenhuma bobagem enquanto eu não estiver.

- Sim, milorde! – responderam uníssonos.

Bors e Hector se afastaram, enquanto Kay e Percival se sentavam debaixo de uma árvore onde havia uma cesta com alimentos que haviam preparado para a refeição. Enquanto comiam, escutaram não muito distante o som de uma lira.

- Tristão! – pronunciaram uníssonos.

Kay deitou-se ao pé da árvore, segurando um pedaço de pão preto na mão.

- Não entendo o que um sujeito como ele faz aqui. – brincava com uma mecha de cabelo azul.

- Não se engane Kay! Tristão é mais forte do que parece!

- È isso que me espanta! Ele é muito refinado, parece mais um príncipe do que um cavaleiro.

- Deixe de ser tolo. Isso não o impede de ser um guerreiro. Vamos até ele! Quero ouvir melhor o que ele está tocando.

Os dois garotos se levantaram, carregando a cesta junto com eles. Não muito longe dali, o jovem de cabelos azulados bem claros sentava-se numa pedra que ficava no centro de um jardim repleto de rosas, enquanto dedilhava a sua melodia. Aquele era o único lugar em Avalon onde era possível ver rosas. Percival e Kay se aproximaram do local onde ele estava, vindo a sentar-se na grama próximo a ele, para ouvir melhor a melodia. Ao perceber a chegada deles, Tristão interrompeu-se.

- Olá Percival. Olá Kay.

- Olá Tristão. – responderam os dois.

- Por favor, não pare por causa da gente. – disse Percival animadamente.

- Como quiser. – Tristão voltou a executar a melodia.

Uma outra pessoa se aproximou do grupo, desta vez uma jovem de cabelos vermelhos longos e trançados. Usava uma malha justa que cobria todo corpo, e estava usando uma máscara metálica. Tristão ao vê-la se aproximar sentiu seu coração palpitar, mas continuou a tocar.

- Olá Tristão. – disse a garota.

- Olá Isolda. – respondeu com frieza.

- Olá Isolda. Como anda o treinamento? – perguntou Percival ao vê-la chegar.

- Bastante cansativo. – respondeu, sentando-se próximo a eles.

- Não deve ser fácil para uma garota passar por isso tudo. – disse Kay.

- Não, não é. Mas não vou desistir enquanto não me tornar uma amazona.

- Você tem muita coragem. – disse Percival.

- Obrigada! – respondeu, sorrindo por trás da máscara.

- Você é muito forte e persistente. Tenho certeza de que se tornará uma grande amazona. – disse Tristão corando e tentando não olhar para ela.

- Obrigada Tristão. Você é muito gentil. – respondeu também corando.

Tristão continuou a tocar a lira, e agora parecia executar as melodias com melhor habilidade. Sempre se sentia mais animado para tocar quando Isolda estava por perto.

O.o.O.o.O

Dois homens cavalgavam pela estrada. Cruzaram colinas e florestas, rios e cachoeiras, para chegar a aquele lugar. Finalmente chegaram a uma colina onde pararam por alguns instantes para observar o local. Diante deles erguia-se um enorme castelo, cercado por uma imponente fortaleza. Ficava em uma encosta, cuja parte de trás dava para o mar.

Um dos homens, o mais jovem deles, sorriu confiante ao ver aquele lugar. Afastou o capuz para ver melhor, revelando longos cabelos loiro escuros. O homem ao seu lado, de cabelos grisalhos, também afastou o capuz.

- Parece que nossas buscas valeram a pena. – disse o mais jovem.

- Eu disse que valeria. Este lugar após séculos não perdeu nem sua imponência e nem sua beleza.

- E o que estamos esperando?

- À suas ordens, majestade.

Os dois seguiram em direção ao castelo. Aquele lugar estava abandonado havia muitos anos, é verdade. Precisaria de muito trabalho para que pudesse tornar-se habitável, porém mesmo naquele estado de abandono ele já era impressionante de qualquer maneira.

Depois de muito trabalho conseguiram finalmente abrir os já muito enferrujados cadeados do portão principal do castelo. O cheiro forte de anos de clausura os pegou no mesmo instante, levando os dois homens a cobrirem os rostos com as mãos.

- Céus! Vai ser mais difícil do que eu pensei.

- Certamente. Mas daremos um jeito nisso.

- Obrigado por ter me trazido aqui Mestre. Vamos verificar o resto dos cômodos. Pode ser necessário fazer algumas adaptações e reformas.

- Muito cuidado, majestade. Não se esqueça de que há séculos que estes cômodos não são usados. Podem haver buracos e rachaduras.

- Não se preocupe, eu sei me virar afinal. – disse rindo, entusiasmado. Embrenhou-se em um dos corredores, percorrendo algumas escadas que levavam aos aposentos superiores.

Ambrosius permaneceu calmo, embora também estivesse bastante animado. Andava pelos corredores do piso térreo, verificando portas e salas. Passou em frente a uma enorme porta dupla de madeira escura, que parecia estar em bom estado de conservação. Abriu as duas portas afastando-as com as mãos para dar passagem ao ar.

As portas davam para um grande salão cujo teto era bastante alto em forma de abóbada. Haviam pequenas janelas ao redor das paredes, e uma clarabóia no centro, onde uma luz cálida entrava. O Grande Mestre observou que ao fundo do salão haviam esculturas nas paredes de figuras de cavaleiros que ficavam acima de um mesa que estava no centro. Chamou-lhe atenção a enorme mesa circular, coberta por um grosso pano. A luz da clarabóia a circundava, formando um círculo no chão, tendo a mobília no centro da luz. Em torno da mesa haviam cadeiras de madeira empoeiradas, madeira de carvalho talhada em desenhos graciosos, com braçadeiras. Sorriu. Aproximou-se da mesa, e começou a puxar o pano que a cobria, deixando que caísse no chão, revelando-a. A mesa havia sido esculpida na pedra, era pesada e imponente. Haviam símbolos celtas que se misturavam com símbolos do zodíaco. O símbolo que havia no centro da mesa, ocupando boa parte de sua extensão, formado por peças de metal douradas, ainda que escurecidas, refletiu sob a luz da clarabóia. Era o símbolo do báculo de Athena.

Ambrosius sorriu, olhando cobiçoso para a enorme távola.

- Anos de espera enfim findaram-se.

O.o.O.o.O.o.O.o.O

Arthur estava treinando mais uma vez naquele dia. Era uma manhã calma, um pouco fria, mas o sol despontava sobre as nuvens. Parou um pouco a fim de descansar, seu corpo estava suado. Sentou-se sob a árvore e passou a observar o lago. Uma breve pausa não iria trazer problemas. Estava distraído, observando as folhas amareladas que boiavam sobre o lago. Então ele percebeu uma sombra sobre a bruma. Um barco flutuava sem rumo pelo lago, indo vagarosamente para aquela direção. Ele percebeu que o braço de uma pessoa estava pendurado para fora. Percebeu também que o barco não tinha remos.

Preocupado, correu e mergulhou no lago, nadando até o barco. A água estava muito gelada, mas ele não se importou. Aproximou-se do barco e segurou numa corda que estava amarrada na proa. Começou a nadar de volta para a margem puxando a embarcação. Ao se aproximar da margem amarrou a corda em um galho de uma árvore próxima da margem. Depois voltou-se para a pessoa que estava deitada nele. Era uma garota de cabelos castanhos lisos, parecia bem jovem, e estava adormecida.

Arthur aproximou-se do barco, segurando a mão pendurada e erguendo-a para juntá-la ao corpo da menina. Com o outro braço suspendeu sua cabeça, trazendo-a para perto de si. Iria soltar a mão da menina para poder pega-la no colo e levá-la para a terra firme, mas a mão dela se fechou sobre a dele. Uma cosmo energia cálida e quente começou a brilhar vinda do corpo da menina. A mão da garota começou a brilhar, e a cosmo energia começou a envolver seu braço. Arthur admirou-se, mas não sentiu nem um pouco de medo. Seu braço foi sendo envolto naquela cosmo energia, e pode senti-lo quente. Um calor forte, mas que não o feria nem lhe causava dor, envolveu seu braço inteiro que começou a brilhar com intensidade. Parecia que seu braço absorvia aquele poder. Aos poucos o cosmo foi desaparecendo, até sumir por completo. Arthur não entendia o que estava acontecendo, porém voltou sua atenção para a menina. Ele a tomou nos braços e levou-a até a margem.

Sentou-se no chão com a menina no colo. Suas pernas estavam bem geladas assim como sua cintura e seus braços. A menina foi aos poucos abrindo os olhos.

- Como veio parar aqui? – perguntou Arthur.

- Hun? – a garota piscou um pouco, dando-se conta de onde estava. – Não faço a menor idéia. Tudo o que eu sei é que eu estava brincando num barco, mas ele se afastou, e eu perdi os remos. Fiquei um tempo flutuando até que adormeci.

- O que você fez foi muito perigoso. Não faça mais isso está bem?

- Sim. – sorriu timidamente

- Como se chama?

- Vivian.

- Onde estão seus pais?

A menina balançou a cabeça, dando a entender que não os tinha.

- Muito bem, Vivian do Lago. – brincou Arthur – Vou ter que levá-la para ver o meu Mestre. A propósito, meu nome é Arthur. Espero que sejamos bons amigos.

- Muito obrigada por me ajudar, Arthur. – sorriu.

O rapaz ajudou-a a ficar de pé. Segurou sua mão e se pôs a guiá-la pela estrada. Numa colina mais alta um grande templo se erguia, tendo ao fundo uma torre onde no topo estava a estátua de Athena.

Conforme se aproximava do templo, percebeu que havia um grupo grande de pessoas em frente a sua fachada.

Lancelot, Gwaine, Merlin e Galahad estavam lá juntos. Também lá se encontrava Bors, Percival e Kay. Tristão estava próximo a eles, acompanhado de Isolda, a aspirante a amazona. Próximo a entrada estavam Taliesin e Emirys. O cavaleiro de prata Hector estava na porta. No momento em que chegaram, todos se viraram para Arthur.

Arthur observava tudo com grande curiosidade. Não fazia a menor idéia do que estava acontecendo. Ele se aproximou de Merlin, ainda trazendo a garota pelas mãos que se encolhia próximo a ele.

- Merlin, - sussurrou – o que significa tudo isso?

- O Grande Mestre nos convocou, disse que era importante. Não escutou o chamado?

- Não.

- Quem é essa garota?

- Longa história...

Ambos interromperam, quando uma comoção foi percebida pelo grupo. Arthur olhou para a entrada do templo. Viu seu pai sair de lá acompanhado do Grande Mestre, agora vestido com as roupas sacerdotais.

"Pai?"

Ao vê-lo acompanhado da garota, os dois, Uther e o Mestre, fitaram-no espantados.

- Arthur, - disse o Grande Mestre – quem é essa jovem?

- O nome dela é Vivian. Ela acabou vindo parar aqui sem querer, por isso eu a trouxe aqui para ver se conseguia ajudá-la.

- Interessante. – sorriu – Traga-a aqui.

Arthur segurou a mão da garota e começou a conduzi-la com delicadeza.

- Venha, não precisa ter medo. Estou aqui para ajudá-la.

A menina obedeceu, mantendo sua mão agarrada a de Arthur. Ele seguiu com ela pelas escadas, até chegar diante do Mestre.

O Grande Mestre ajoelhou-se aproximando seu rosto do da menina. Tirou a máscara para poder olhar em seus olhos.

- Vivian, não é? – sorriu

- Sim. – a menina assentiu com a cabeça timidamente.

- Sei que pode parecer estranho, mas creio que já encontrou o seu lar. – e começou a emanar o seu cosmo.

A garota espantou-se, mas aquilo pareceu fazer sentido para ela. Fechou os olhos e começou a concentrar-se, sentiu seu cosmo sendo emanado e expandido facilmente. Ela abriu seus olhos, seu cosmo intenso brilhava formando uma aura radiante entorno dela. Percebeu então que o Mestre havia abaixado a cabeça, e fechado os olhos.

Ao lado dela, Uther também ajoelhou-se, abaixando a cabeça. Ela olhou então para a frente.

Arthur também espantou-se da atitude do Mestre e de seu pai. Olhando ao redor, percebeu que seus companheiros, um a um, iam se ajoelhando, curvando a cabeça. Então ele olhou para ela. E ela para ele.

Aquela aura poderosa e cheia de misericórdia, só poderia significar uma coisa.

"Ela é Athena!" pensou.

Ajoelhou-se imediatamente, assim que esse pensamento lhe veio à mente. Curvou a cabeça por alguns instantes, mas levantou-a um pouco para poder olhar para os olhos dela. A menina olhava para todos com admiração. Voltou então seu olhar para ele e sorriu. E Arthur retribuiu o sorriso.